sábado, 4 de agosto de 2007

Cinema Clássico - Elizabeth Taylor, Carmen Miranda


Elizabeth Taylor
A consagrada atriz Elizabeth Taylor foi uma das maiores estrelas do cinema clássico, famosa tanto por seu talento quanto por sua vida pessoal intensa. Dona de raros olhos de tonalidade violeta, ela iniciou a carreira ainda criança e alcançou enorme sucesso em produções épicas como Cleópatra, cuja filmagem ficou marcada pelo romance com Richard Burton e por um dos contratos mais caros da época. Taylor venceu dois Oscars de melhor atriz e também se destacou pelo engajamento pioneiro na luta contra a AIDS, criando fundações e arrecadando milhões para pesquisas. Apaixonada por joias, possuía uma coleção lendária, incluindo diamantes históricos. Sua personalidade forte, casamentos múltiplos e carreira duradoura ajudaram a transformá-la em ícone permanente de Hollywood.

Carmen Miranda
Já a inesquecível Carmen Miranda tornou-se símbolo internacional do Brasil ao misturar samba, figurinos extravagantes e enorme carisma nos palcos e no cinema dos anos 1940. Nascida em Portugal e criada no Rio de Janeiro, ganhou fama no rádio antes de conquistar a Broadway e Hollywood, onde virou a artista mais bem paga dos Estados Unidos em determinado momento. Seus turbantes com frutas tropicais surgiram como solução improvisada de figurino e acabaram virando marca registrada mundial. Apesar do sucesso, enfrentou críticas no Brasil por estereótipos culturais, vivendo o conflito entre identidade nacional e fama estrangeira. Mesmo com carreira curta, deixou legado duradouro na música, na moda e na representação da cultura latina no entretenimento.

Cinema Clássico - O Absolutismo A Ascensão de Luís XIV


Cinema Clássico - O Absolutismo A Ascensão de Luís XIV
Katharina Renn em cena do filme "O Absolutismo: A Ascensão de Luís" que recria no cinema o luxo e a ostentação da corte do monarca francês que passou a ser conhecido como "O Rei Sol" e que se tornou célebre ao falar a frase: "O Estado sou eu!". 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Cinema Clássico - Marilyn Monroe


Cinema Clássico - Marilyn Monroe
A lendária atriz Marilyn Monroe tornou-se um dos maiores símbolos de Hollywood não apenas por sua beleza, mas também por curiosidades marcantes de sua vida pessoal e carreira. Antes da fama, trabalhou em uma fábrica durante a Segunda Guerra Mundial, onde foi descoberta por um fotógrafo militar. Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortenson, adotando o artístico que a eternizaria no cinema. Monroe tinha grande interesse por literatura e poesia, mantendo uma biblioteca pessoal extensa, algo pouco associado à sua imagem pública. Ela também enfrentou forte ansiedade de palco, chegando a atrasar gravações por insegurança. Mesmo assim, conquistou reconhecimento crítico em comédias como “Quanto Mais Quente Melhor”. Outra curiosidade é que lutou para criar sua própria produtora, buscando papéis mais complexos. Décadas após sua morte, continua sendo um dos rostos mais reproduzidos da cultura pop mundial.

Cinema Clássico - Marilyn Monroe


Cinema Clássico - Marilyn Monroe
Apesar de ser um dos maiores símbolos sexuais da história do cinema, Marilyn se dizia frustrada em sua própria vida sexual. Nunca conseguia chegar ao orgasmo. Certa vez se perguntou se havia algo errado com ela. Infelizmente, nos anos 50, a medicina não era tão avançada para lhe trazer uma resposta sobre isso. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Cinema Clássico - Elvira


Cinema Clássico - Elvira
Uma personagem com o estilo das antigas rainhas trash do terror. Assim era Elvira, uma criação da atriz Cassandra Peterson que chegou a dar origem a vários filmes nos anos 80. A icônica personagem Elvira, criada e interpretada por Cassandra Peterson, surgiu nos anos 1980 como apresentadora de filmes de terror de baixo orçamento e rapidamente se tornou um fenômeno da cultura pop graças ao humor sarcástico, figurino gótico com decote exagerado e penteado inconfundível. Curiosamente, a personagem foi inspirada em antigas “horror hosts” da televisão americana, mas ganhou personalidade própria ao misturar comédia, sensualidade e autoparódia. Elvira também estrelou filmes, quadrinhos e videogames, expandindo sua presença além da TV. Outro fato interessante é que Peterson lutou judicialmente para manter os direitos da personagem, garantindo controle criativo sobre sua imagem. Apesar da estética sombria, o tom sempre foi leve e divertido, conquistando fãs de diferentes gerações. A maquiagem marcante, com pele pálida e sombra escura, virou fantasia popular no Halloween. Décadas depois, Elvira continua ativa em eventos, especiais e redes sociais, provando a força duradoura de seu carisma irreverente.

Pablo Aluísio. 

Cinema Clássico - Os Jovens Anos de uma Rainha


Os Jovens Anos de uma Rainha
Este foi um dos primeiros grandes sucessos da carreira de Romy Schneider, antes de ela se tornar mundialmente famosa como a Imperatriz Sissi. A direção é de Ernst Marischka, o mesmo cineasta responsável pela trilogia Sissi. O filme apresenta uma abordagem romântica e idealizada da juventude da Rainha Vitória, típica do cinema histórico europeu dos anos 1950. Karlheinz Böhm, que interpreta o príncipe Albert, voltaria a trabalhar com Romy Schneider na trilogia Sissi. O título original alemão pode ser traduzido literalmente como “Os Anos de Juventude de uma Rainha”.O filme foi muito popular em diversos países europeus e ajudou a consolidar o gênero de drama histórico romântico no pós-guerra.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Cinema Clássico - Anthony Perkins


Cinema Clássico - Anthony Perkins
O ator Anthony Perkins, o eterno Norman Bates do filme "Psicose" de Alfred Hitchcock, procurou trilhar outros caminhos na carreira, como nesse filme "Profanação", um bom thriller psicológico lançado nos anos 60.

Pablo Aluísio. 

Cinema Clássico - Vincent Price


Cinema Clássico - Vincent Price
O ator Vincent Price, símbolo maior dos filmes de terror clássico capricha na pose e na caracterização em cena do filme "Nos Domínios do Terror" que trazia três contos de horror, para deleite dos fãs.

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Bela Lugosi

Bela Lugosi (1882 – 1956)
Bela Lugosi nasceu em 20 de outubro de 1882, na cidade de Lugoj, na Transilvânia (então parte do Império Austro-Húngaro, hoje Romênia). Desde jovem mostrou interesse pelo teatro, começando sua carreira nos palcos húngaros, onde interpretou diversos papéis clássicos.

Emigrou para os Estados Unidos após a Primeira Guerra Mundial e, nos anos 1920, passou a atuar em produções da Broadway. Sua grande oportunidade veio em 1927, quando interpretou Conde Drácula na peça teatral baseada no romance de Bram Stoker. O sucesso foi tão grande que em 1931 ele reprisou o papel no cinema, no clássico "Drácula" da Universal Pictures. A interpretação deu a Lugosi fama internacional e o consolidou como um dos maiores ícones do cinema de terror.

Apesar do enorme sucesso com “Drácula”, Lugosi acabou ficando marcado pelo personagem, o que limitou suas oportunidades em Hollywood. Atuou em outros filmes de terror da Universal, como "O Corvo" (1935) e "O Lobisomem" (1941), muitas vezes ao lado de Boris Karloff, seu colega e rival artístico.

Com o passar dos anos, enfrentou dificuldades financeiras, problemas de saúde e dependência de morfina. Nos anos 1950, chegou a trabalhar com o diretor Ed Wood, em produções de baixo orçamento como "Glen or Glenda" (1953) e, postumamente, em "Plan 9 from Outer Space" (1959).

Bela Lugosi faleceu em 16 de agosto de 1956, em Los Angeles, vítima de um ataque cardíaco. Atendendo a seu desejo, foi enterrado com a capa de Drácula, símbolo eterno de seu legado.

👉 Seu legado permanece vivo como um dos maiores nomes do horror clássico e um ícone da cultura pop, lembrado principalmente por dar vida ao vampiro mais famoso da história do cinema.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

As Bruxas / A Face do Demônio

Produzido pela Hammer na década de 1960, esse curioso “As Bruxas” (também conhecido como “A Face do Demônio) chama a atenção por causa de seu bom roteiro e o clima de suspense que permeia todo o enredo. A estória é relativamente simples: Gwein Mayfield (Joan Fontaine) é uma professora missionária que vai até a África como parte de um programa das Nações Unidas para a disseminação da educação em países pobres da região. Chegando lá desperta a ira dos líderes religiosos tribais que não hesitam em usar feitiços e bruxaria contra a estrangeira intrusa. De volta à Inglaterra, ainda abalada pelos ataques sofridos, ela consegue arranjar emprego em uma escola privada em uma cidade no interior. O local é bucólico, calmo, tudo o que ela realmente ansiava obter depois de sua tumultuada estadia na África negra. A beleza e tranqüilidade do local porém parece esconder sórdidos segredos pois os habitantes locais começam a ficar perturbados pelo simples romance de um casal de jovens, ambos alunos da professora Mayfield. Após o garoto sofrer uma misteriosa doença ela começa a investigar melhor os acontecimentos, o que lhe revelará a existência de uma seita secreta de culto ao demônio, com membros da mais alta classe da cidade envolvidos.

Aqui a Hammer deixa os vampiros de lado para investir na mitologia das bruxas. Rituais satânicos, sacrifícios de uma virgem, gatos simbolizando a presença do mal, tudo está lá no roteiro. O argumento procura ser mais pé no chão por isso não espere bruxas voando pelo céu com suas vassouras mágicas.  O que vale a pena nesse filme é o suspense. As peças vão se encaixando aos poucos, sem pressa. A cidade que antes parecia acolhedora e agradável vai se revelando de forma gradual como um centro de adoração a Lúcifer. Enquanto o filme vai revelando os segredos dos habitantes locais tudo caminha muito bem. “As Bruxas” só perde mesmo seu impacto quando tudo se revela ao espectador. O ritual final, com os habitantes participando, soa hoje em dia pouco assustador. O filme não tem efeitos especiais de nenhum tipo então tudo é feito da forma mais natural possível. Infelizmente algo assim tende a envelhecer muito, deixando o final mais do que datado – ao contrário de seu desenvolvimento que prende a atenção e mantém o interesse. Talvez se tudo ficasse apenas sugerido soasse melhor. Joan Fontaine era boa atriz e defendeu seu papel com convicção. A direção também conseguiu desenvolver bem o tema. De qualquer modo é uma produção de terror da década de 1960 que vale a pena assistir. Um bom exemplo do tipo de produção que a Hammer desenvolvia naqueles anos.

As Bruxas / A Face do Demônio (The Witches, Inglaterra, 1966) Direção: Cyril Frankel / Roteiro: Nigel Kneale, baseado no livro de Norah Lofts / Elenco: Joan Fontaine, Kay Walsh, Alec McCowen / Sinopse: Professora recém chegada de um evento missionário na África arranja emprego numa bucólica cidade do interior da Inglaterra. Após alguns acontecimentos sinistros ela acaba descobrindo a existência de uma seita de adoradores do Diabo na região.

Pablo Aluísio.