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domingo, 1 de julho de 2018

Rota de Fuga 2

Muito ruim esse novo filme de Stallone! Aliás usar essa expressão nem é tão certa porque apesar de Stallone estar no elenco ele na verdade apenas vendeu a franquia "Escape Plan" para produtores chineses. Assim vários personagens orientais foram adicionados no roteiro e o que era para ser a continuação do primeiro filme de 2013 virou apenas uma venda comercial para o promissor mercado de filmes da China. E o que restou dessa transação comercial? Muito pouco. Em termos cinematográficos o filme é, como já escrevi, muito ruim. Parece que os produtores chineses fizeram de propósito para que o filme acabasse se parecendo com aquelas fitas B de Hong Kong. O roteiro é do tipo trash, mero pretexto para uma série de lutas de kung fu. Nada mais do que isso.

E qual é o enredo que ele conta? O personagem de Stallone, que era um prisioneiro no primeiro filme, agora é dono de uma empresa de seguros, mera fachada para uma equipe de resgate de presos em prisões de segurança máxima, do tipo alta tecnologia. Quando dois membros de seu grupo são aprisionados em uma prisão oriental chamada Hades, Stallone tenta tirá-los de lá. O problema é que a prisão não é a mesma, ou seja, ela muda de layout todos os dias. Uma prisão cujas paredes é móvel, tornado quase impossível uma fuga. Lendo assim a sinopse pode até parecer algo interessante, mas não se engane, o filme é realmente péssimo, mal produzido, mal roteirizado, com jeito de cinema oriental de qualidade ruim. Não adiante encarar. E o pior é que não vai parar por aí. Um terceiro filme já intitulado "Escape Plan 3: Devil's Station" já está em pós-produção. Haja ruindade!

Rota de Fuga 2 (Escape Plan 2: Hades, China, Estados Unidos, 2018) Direção: Steven C. Miller / Roteiro: Miles Chapman / Elenco: Sylvester Stallone, Dave Bautista, Xiaoming Huang, Jesse Metcalfe, 50 Cent / Sinopse: Sob a fachada de uma seguradora, o empresário Ray Breslin (Sylvester Stallone) monta uma equipe especializada em fugas de prisões de segurança máxima, de alta tecnologia. Quando dois membros de sua equipe são presos na Hades, uma prisão no Oriente, ele forma um grupo especial com o objetivo de resgatá-los de lá o mais rapidamente possível.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Guilhotina

Título no Brasil: Guilhotina
Título Original: Xue di zi
Ano de Produção: 2012
País: China, Hong Kong
Estúdio: Media Asia Films, Polyface Entertainment
Direção: Wai-keung Lau
Roteiro: Oi Wah Lam, Joyce Chan
Elenco: Xiaoming Huang, Ethan Juan, Purba Rgyal

Sinopse:
Na China imperial o povo vive completamente oprimido. Assim surge um líder rebelde chamado "O Lobo". Misto de comandante bélico e profeta, ele começa a espalhar um clima de rebelião e revolta entre os mais pobres. Para combater essa nova ameaça o imperador envia um grupo de assassinos profissionais provenientes da Manchúria. Usando uma arma letal - uma guilhotina voadora - eles saem à caça do Lobo para destruir todos os seus inimigos. A chegada das armas de fogo porém podem deixar todos esses lendários guerreiros completamente obsoletos dentro da nova  arte da guerra.

Comentários:
Excelente produção chinesa que surpreende por seu tema ousado. Imagine realizar um filme sobre uma ditadura brutal e opressora em um país onde está no poder... uma ditadura brutal e opressora! Pois é, nem sei como algo assim foi realizado na China comunista de hoje mas enfim... De qualquer maneira se trata de uma película muito interessante e bem feita. Destaco aspectos do roteiro que, muito bem escrito, mostra flashbacks bem situados para contar o passado dos principais personagens. Esses aliás são devidamente apresentados ao público assim que surgem em cena, com legendas em Mandarin especificando seus nomes e suas funções dentro da trama. Uma ferramenta de narrativa pouco usada e comum em produções ocidentais. As lutas são bem coreografadas e contam com o uso de guilhotinas mortais, engenhocas voadoras que literalmente arrancam as cabeças dos inimigos. Os efeitos digitais são bem feitos, embora não possam em nenhum momento ser objeto de comparação com a superioridade técnica do cinema americano. A trama também é muito relevante do ponto de vista político ao explorar com raro talento o dilema dos antigos imperadores chineses que não mais atendiam os anseios do povo. Assim fica a recomendação dessa fita, principalmente se você é fã desse tipo de filme de artes marciais. Os que gostam de história oriental também vão apreciar.

Pablo Aluísio.