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terça-feira, 18 de julho de 2023

Kingsman: O Círculo Dourado

Kingsman: O Círculo Dourado
Não dá! Eu até tive muita boa vontade com essa franquia e tentei gostar por duas vezes, mas simplesmente não dá, não tem como! Esse filmes (sim, porque esse é o segundo) são idiotas demais. O problema é esse, simples assim. Uns roteiros bobocas, com muita tolice juvenil, desperdiçando milhões de dólares e um elenco excelente! Fico pasmo de um produto cinematográfico como esse existir... Para gostar de "Kingsman" você tem que entrar em um modo idiota de ser, que na minha idade, não rola mais. Eu poderia definir esses filmes oomo genéricos de James Bond, feitos para idiotas! Só assim para resumir tudo. 

Nesse segundo filme uma magnata das drogas (interpretada pela quase sempre ótima Julianne Moore, aqui passando vergonha de tão caricata) resolve chantagear o governo dos Estados Unidos, usando para isso uma espécie de veneno nas próprias drogas que vende. Pois é, uma traficante que envenena seu próprio produto para depois ganhar com a liberação do antídoto. Argumento porcaria, da quinta série. O pior de tudo é que o filme, assim como o primeiro, tem uma produção classe A, milionária, que salta aos olhos do espectador. Até o cantor Elton John foi contratado para fazer uma participação especial (bem chata, aliás). E tudo isso jogado fora porque o filme, no geral, não passa de uma grande besteira, um besteirol sem graça e sem charme. Se houver um terceiro filme não contem comigo para assistir. Estou fora, completamente! 

Kingsman: O Círculo Dourado (The Golden Circle, Reino Unido, Estados Unidos, 2017) Direção: Matthew Vaughn / Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn, Mark Millar / Elenco: Colin Firth, Julianne Moore, Mark Strong, Channing Tatum, Taron Egerton, Elton John, Jeff Bridges, Halle Berry, Pedro Pascal / Sinopse: Agentes secretos ingleses, que se disfarçam de alfaiates em Londres, precisam enfrentar uma perigosa e poderosa traficante internacional de drogas. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Tetris

Tetris 
Uma nova modinha que existe hoje em Hollywood é a filmagem da história de marcas famosas e produtos populares. Esse Tetris foi um dos games mais populares dos anos 80. Lançado no sistema gameboy naquela época, vendeu milhões de exemplares ao redor do mundo. O mais interessante nessa história toda é que ele havia sido criado por um jovem programador russo, ainda nos tempos da União Soviética. Então basicamente o filme mostra a disputa comercial envolvendo um grupo de empresários americanos e ingleses na compra dos direitos autorais desse jogo. E isso foi uma coisa suja, envolvendo corrupção, roubo de marcas e tudo o mais que se possa imaginar em termos de mundo corporativo. 

Um dos aspectos que mais me chamaram atenção nesse filme foi a amostra de como funcionava as coisas na burocracia soviética. Muitos podem pensar que por ser um sistema comunista eles tinham algum tipo de ojeriza em negociar e vender produtos soviéticos aos capitalistas ocidentais. Da boca pra fora eles tentavam passar isso, mas na verdade estavam loucos pelo dinheito e para colocarem as mãos nele faziam de tudo. Nem preciso dizer que a corrupção era generalizada, ainda mais naquele momento histórico quando o muro de Berlim vinha abaixo e a União Soviética estava virando pó. Enfim, bom filme por mostrar os bastidores mais sujos do submundo dos videogames. 

Tetris (Estados Unidos, 2023) Direção: Jon S. Baird / Roteiro: Noah Pink / Elenco: Taron Egerton, Mara Huf, Miles Barrow / Sinopse: O filme mostra os bastidores da compra dos direitos autorais para o ocidente do popular jogo russo Tetris na década de 1980. A União Soviética estava ruindo e a situação era completamente caótica e corrupta. Baseado em fatos reais. 

Pablo Aluísio.

domingo, 2 de junho de 2019

Rocketman

O filme do Queen abriu as portas dos estúdios para esse tipo de filme. Cinebiografias de cantores famosos, principalmente nas décadas de 70 e 80. Um tipo de marketing de nostalgia que parecia perfeito. O resultado comercial desse filme sobre Elton John porém tem sido morno. Nada comparável ao sucesso do filme enfocando Mercury e seus colegas de banda. O público provavelmente torceu o nariz para a proposta desse roteiro, que tencionava contar a história de Elton John ao mesmo tempo em que transformaria os momentos importantes de sua vida em bem elaboradas coreografias musicais, bem ao estilo da velha escola, da Broadway.

Esse talvez seja o ponto mais vulnerável do filme. Nem todos vão comprar a ideia de, por exemplo, saber mais sobre a infância do cantor através de um garotinho vestido de aluno, dançando ao lado de seus pais em plena rua de um subúrbio londrino da década de 1950. Particularmente não me incomodei com isso, aceitei a proposta do filme, mas claro, muita gente achou fora de foco. Até porque o roteiro realmente não se decide se é um drama convencional ou um musical filmado da Broadway.

O ator que interpreta Elton John, chamado Taron Egerton, é muito bom, porém é mais alto e mais esquio do que o Elton John do mundo real. Assim mesmo fantasiado com todas aquelas fantasias espalhafatosas dele, nem sempre consegue convencer de que estamos vendo Elton John na tela. Por fim e não menos importante: o que novamente salva o filme, o redime completamente, é a excelente trilha sonora, cheia de sucessos do passado. A trilha é excelente, mas devo dizer que não completa. Esqueceram de "Nikita" e outros sucessos. Mesmo assim, no saldo final, é um bom filme. Tem seus erros e desacertos, porém no final agrada.

Rocketman (Estados Unidos, Inglaterra, 2019) Direção: Dexter Fletcher / Roteiro: Lee Hall / Elenco: Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard / Sinopse: O filme se propõe a contar a história do cantor e compositor Elton John. Através de sua música, cenas mais dramáticas e coreografias em sequências musicais, somos apresentados à obra e a vida desse artista inglês.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Robin Hood - A Origem

Até tentei gostar desse novo filme do Robin Hood, mas simplesmente não deu. A realidade é que o filme é fraco mesmo. Provavelmente depois de tantos filmes com o personagem (alguns clássicos, é bom relembrar) tudo parece meio saturado. E não adianta muito tentar dar uma modernizada em algo que já havia encontrado seu ponto perfeito no cinema, em um passado ainda não tão distante. Com isso temos uma versão sem maiores atrativos que me soou genérica demais e sem personalidade. Em termos de produção há alguns problemas. Parece que o ator Leonardo DiCaprio (que é um dos produtores) dormiu no ponto. Os figurinos não são muito interessantes e nem de acordo com a época medieval em que a história se passa. O Robin Hood, por exemplo, veste uma roupa que lembra demais a do Arqueiro Verde da série de TV "Arrow". Sem originalidade esse tipo de situação me incomodou um pouco.

O elenco também não é grande coisa. Taron Egerton como Robin Hood é tão genérico como o próprio filme. A filha do Bono do U2, a atriz Eve Hewson, já foi mais bonita e interessante, como na série médica "The Knick". Aqui ela desfila pela tela com uma cara de gente enjoada, pouco se importando com sua personagem. Jamie Foxx interpreta um mouro que vai atrás de Robin até a Inglaterra e acaba se tornando seu mestre em armas. Outro desperdício. O diretor Otto Bathurst não encontrou o tom certo para seu filme. Procurou fazer um filme de aventuras escapista, sem muito conteúdo, focando basicamente no público mais jovem. Acabou criando um filme sem muito valor, mero produto comercial. O filme custou 100 milhões de dólares, porém fracassou nas bilheterias americanas e internacionais. Merecido. Antes de jogar um monte de dinheiro desses em um filme é necessário primeiro escrever um bom roteiro. Algo que não fizeram. Com o fracasso é provável que Robin Hood fique mais alguns anos de fora do cinema. Isso eu definitivamente lamento.

Robin Hood - A Origem (Robin Hood, Estados Unidos, 2018) Direção: Otto Bathurst / Roteiro: Ben Chandler, David James Kelly / Elenco: Taron Egerton, Eve Hewson, Jamie Foxx, Ben Mendelsohn / Sinopse: O nobre Robin de Loxley (Egerton) é enviado para uma cruzada no Oriente Médio. Acaba ferido, voltando para a Inglaterra. Ao voltar para o lar descobre que seu castelo e seus bens foram tomados pelo corrupto xerife de Nottingham (Mendelsohn). Assim decide se vingar, se tornando um ladrão encapuzado, roubando dos ricos para dar aos pobres.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O Clube dos Meninos Bilionários

Esse filme é baseado em fatos reais. A história se passa em 1983. Dois jovens, amigos da época da escola, decidem abrir uma empresa de investimentos chamada BBC. Eles prometem rendimentos de 50% de lucro em apenas 3 semanas - algo improvável, até impossível, para quem conhece mercado financeiro. Porém eles tinham lábia e começam a enganar um grupo de rapazes ricos e estúpidos que começam a jogar milhões em suas mãos. E como bem sabemos nesse tipo de enredo sempre tem um tubarão maior e mais esperto para passar a perna em todos esses patos que pensam ser predadores. O sujeito se chama Ron Levin (Kevin Spacey). Ele vê esse bando de moleques de vinte e poucos anos lidando com milhões de dólares e decide que vai passar todos eles para trás. É um homem experiente de Wall Street, sabe lidar com o mercado, tanto oficial como não, e logo percebe que pode faturar muito com aqueles garotos inexperientes.

Esse filme é considerado o maior fracasso comercial de 2018. Deu um prejuízo enorme para os produtores, tudo porque trouxe Kevin Spacey para o elenco. Ele virou um nome maldito depois de sofrer inúmeras acusações de assédio sexual em Hollywood. Spacey sempre foi um dos mais talentosos atores da indústria, mas como agora sabemos também sempre foi um crápula, um mau-caráter. Usava de sua posição de poder para assediar jovens atores em começo de carreira, ganhando favores sexuais em troca de escalação no elenco de seus filmes. Agora está pagando o alto preço por seu comportamento condenável.

O filme, tirando tudo isso do meio do caminho, me pareceu apenas OK. Não merecia muito sucesso de público e crítica, mas também não merecia ser o maior fracasso do ano. Tem um roteiro que procura desenvolver bem sua história e só derrapa mesmo na parte final quando tudo se transforma numa série de crimes cometidos pelos principais personagens. Aí nessa parte penso que o filme perde muito, pois as coisas vão acontecendo sem muito capricho. Pode ser o último filme de Spacey, por isso não deixo de indicar. Vá sem esperar grande coisa, apenas para conhecer uma história interessante, que não vai se arrepender.

O Clube dos Meninos Bilionários (Billionaire Boys Club, Estados Unidos, 2018) Direção: James Cox / Roteiro: James Cox, Captain Mauzner / Elenco: Ansel Elgort, Kevin Spacey, Taron Egerton, Emma Roberts / Sinopse: Dois amigos da escola, após sua formatura, decidem abrir uma empresa de investimentos. Eles não possuem a experiência necessária para lidar com algo assim, mas mesmo assim vão em frente. Várias pessoas resolvem investir neles, sem saber que estão prestes a perder tudo!

Pablo Aluísio.