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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Quando o Diabo Atiça

Título no Brasil: Quando o Diabo Atiça
Título Original: Forsaking All Others
Ano de Produção: 1934
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: W.S. Van Dyke
Roteiro: Joseph L. Mankiewicz, Frank Cavett
Elenco: Robert Montgomery, Joan Crawford, Clark Gable, Charles Butterworth, Billie Burke
  
Sinopse:
Dillon Todd (Robert Montgomery) acaba abandonando sua noiva Mary Clay (Joan Crawford) no altar. Ele, que sempre teve dúvidas sobre esse casamento, resolve seguir a voz do coração, indo atrás de sua grande paixão do passado, Connie. Mary por sua vez fica arrasada, mas resolve seguir em frente com sua vida. Tentado reconstruir sua vida sentimental ela acaba conhecendo Jeff Williams (Clark Gable) que, interessado por ela, resolve cortejá-la. O problema é que Mary ainda ama Dillon e esse, ao que tudo indica, parece estar arrependido pelo que fez. E agora, com quem Mary decidirá ficar?

Comentários:
A história desse filme é bem curiosa. O romance foi escrito para ser uma novela de rádio. Teve tanto sucesso em sua transmissão que acabou virando uma peça de teatro. Depois foi finalmente adaptada para o cinema. O primeiro filme lançado nos cinemas foi justamente esse aqui. Esqueça o esquisito (e até divertido) título nacional. Essa produção da MGM nos distantes anos 1930, captura bem um enredo que no fundo não passa de uma paródia de costumes, tentando até mesmo fazer graça de situações potencialmente mais dramáticas. Um dos destaques do filme, como não poderia deixar de ser, vem do elenco. Embora fosse estrelado pelo galã relutante Robert Montgomery, o grande nome do elenco é mesmo Clark Gable. Nessa época ele ainda não tinha se tornado o mito que viria a ser, principalmente após atuar no grande clássico "E o Vento Levou", mas já era um galã de renome. Desfilando seu tipo característico, ele encontrou uma parceira de cena à altura: a diva Joan Crawford. Essa atriz, que anos depois seria alvo de várias biografias que de certo modo procuravam destruir sua imagem perante o público, tem aqui uma de suas atuações mais marcantes. Joan Crawford era naturalmente glamorosa e mesmo quando atuava em personagens que não exigiam toda essa pompa, jamais de despia completamente de sua figura de grande estrela de cinema. Assim temos um dos mais interessantes filmes do cineasta W.S. Van Dyke. A conclusão final é que apesar da passagem do tempo os relacionamentos entre homens e mulheres não mudaram tanto assim! Continuam problemáticos, com desencontros, brigas e reconciliações improváveis. Igual na vida real. Em certos aspectos continuam como sempre foram, o que sempre dá farto material a ser explorado por livros e filmes românticos. Assista e confira.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Noiva da Primavera

Título no Brasil: Noiva da Primavera
Título Original: June Bride
Ano de Produção: 1948
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Bretaigne Windust
Roteiro: Ranald MacDougall, Eileen Tighe
Elenco: Bette Davis, Robert Montgomery, Fay Bainter, Betty Lynn, Tom Tully, Barbara Bates

Sinopse:
Carey Jackson (Robert Montgomery) é um renomado jornalista de Nova Iorque que após perder seu emprego vai trabalhar numa fútil revista para donas de casa comandada pela editora Linda Gilman (Bette Davis). O problema é que eles tiveram um passado mal resolvido, após um breve, mas ardente romance. Agora precisam passar por cima de tudo, por questões profissionais, o que não vai ser fácil. Filme indicado ao Writers Guild of America.

Comentários:
Antes de qualquer coisa é interessante dizer que se você aprecia o trabalho e a carreira da atriz Bette Davis, esse filme é item obrigatório em sua coleção. Ela está ótima interpretando essa editora de uma revista de vida doméstica que precisa conviver agora com um ex-namorado do passado, um jornalista cínico e mordaz que simplesmente a deixou sem maiores explicações, após um breve romance. E logo no começo de sua nova relação profissional eles precisam viajar até Indiana para cobrir o casamento de um jovem casal da região. Claro, o jornalista vivido por Robert Montgomery acha tudo aquilo um tédio e uma coisa completamente fútil. Porém, como todos, ele precisa trabalhar para viver. E aí, bem no meio da cobertura desse casamento, começam as pequenas provocações, as finas ironias entre ele e a antiga namorada. O roteiro é ótimo e tem excelentes diálogos, alguns inclusive que causam surpresa por causa da época em que o filme foi produzido. Só o final destoa um pouco pois o roteiro infelizmente procura por uma solução banal, que coloca a personagem de Bette Davis numa posição que não condiz muito com o que ela demonstrava durante todo o filme. De qualquer maneira são ecos de moralismo de um tempo passado. Até esse momento chegar o filme é puro deleite para cinéfilos que gostam do cinema clássico de Hollywood.

Pablo Aluísio.