Mostrando postagens com marcador Bob Clark. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bob Clark. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Assassinato por Decreto

Em tempos de nova franquia de Sherlock Holmes (onde em minha opinião o personagem está totalmente desvirtuado de suas origens literárias) nada melhor do que assistir a uma bela adaptação mais fiel aos livros originais. Obviamente que aqui há várias licenças com os textos escritos por Conan Doyle mas em essência o Sherlock que aparece em cena é bem mais condizente com o personagem que vemos nos romances policiais. O filme é basicamente um encontro do personagem de ficção Sherlock Holmes com o personagem real Jack, o Estripador. Será que se Sherlock existisse realmente durante as mortes de Jack ele teria mesmo resolvido o mistério da identidade desse serial killer? 

Basicamente é esse o argumento do roteiro. Interessante porque lida com dois ícones ingleses, um do lado da lei (o sempre inteligente e astuto Holmes) e o outro o mais famoso assassino em série da história (que conseguiu inclusive sair impune de seus horríveis crimes). O filme em si é muito bem realizado, tem ótima produção de época e uma dupla de atores excelentes, Christopher Plummer (corretíssimo como Holmes) e James Mason (ótimo na pele do Dr Watson). Quem conhece a história de Jack sabe que existem várias teorias sobre quem teria sido o assassino e aqui o roteiro não se esquiva escolhendo uma das mais conhecidas para revelar o mistério (claro que não direi aqui qual delas é a escolhida pelos roteiristas para não estragar o filme).

Para quem só conhecer o personagem Sherlock Holmes pela nova franquia que está nos cinemas é bom frisar que esse aqui segue a linha bem mais conservadora, o que pessoalmente acredito ser um ponto muito positivo. Sherlock usa o figurino tradicional, seu parceiro Dr Watson é um senhor bem mais velho (ao contrário dos galãs que andam escalando para esse papel ultimamente como Jude Law) e o filme tem um estilo bem mais intelectual (Sherlock soluciona tudo com dedução e pouca ação, como é bem do feitio dos livros originais sobre o personagem). O filme foi feito no final dos anos 70 mas tem cara de filme oitentista mesmo. Até a fotografia antecipa o cinema da década que viria. Um ótimo programa para quem é fã do famoso personagem da literatura. Indicado para quem quiser conhecer o verdadeiro Sherlock Holmes.

Assassinato por Decreto (Murder by Decree, Estados Unidos, Inglaterra, 1979) Direção de Bob Clark / Roteiro: John Hopkins baseado na obra de Sir Arthur Conan Doyle / Elenco: Christopher Plummer, James Mason, Donald Sutherland, Genevieve Bujold, Susan Clark, David Hemmings, John Gielgud, Anthony Quayle. / Sinopse: Sherlock Holmes é chamado para investigar série de assassinatos, tendo como principal suspeito Jack, o Estripador. Christopher Plummer e James Mason em excelentes performances nos papéis de Holmes e Dr. Watson, respectivamente.

Pablo Aluísio

sábado, 18 de abril de 2020

Porky's

Título no Brasil: Porky's
Título Original: Porky's
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Bob Clark
Roteiro: Bob Clark
Elenco:  Dan Monahan, Mark Herrier, Wyatt Knight, Roger Wilson, Cyril O'Reilly, Tony Ganios

Sinopse:
Em 1954, um grupo de estudantes do ensino médio da Flórida tenta ajudar seu amigo a perder a virgindade. No caminho deles uma série de problemas surgem, inclusive envolvendo o xerife e o dono de um bordel asqueroso da pequena cidade onde vivem. Uma comédia de sucesso dos anos 80. 

Comentários:
Todo mundo que foi adolescente nos anos 80 assistiu a "Porky's". Esse é um fato inegável sobre o cinema daquela época. Para se ter uma ideia o filme custou míseros 2 milhões e meio de dólares e rendeu nas bilheterias mais de 200 milhões! Seguramente foi um dos filmes mais lucrativos de toda a história. Seus produtores ficaram ricos. E qual foi o segredo para tanto sucesso? Essa era uma obra-prima do cinema? Claro que não! "Porky's" era praticamente uma chanchada americana, uma comédia picante que acabou fazendo escola, criando todo um gênero de comédia onde as piadas giravam em torno do sexo na juventude. Os personagens eram estereótipos do que se esperava encontrar em um adolescente cheio de hormônios na puberdade, ou seja, a obsessão pelo sexo, pela perda da virgindade, etc. Agora tudo sob um viés de galhofa total. E a ambientação nos anos 1950 reforçava ainda mais esse aspecto porque naquela década havia toda uma inocência, um conservadorismo na sociedade, que vinha abaixo com as peripécias desses garotos e garotas. Curiosamente nenhum dos jovens atores acabou fazendo sucesso depois, apenas Tom Cruise, que iria aparecer em "Porky's 3", iria realmente se tornar um grande astro de Hollywood. Porém essa seria outra história muito divertida que contarei algum dia. Enfim, "Porky's" é aquele tipo de filme considerado lixo por alguns, mas que para outros hoje em dia soa com um sabor de nostalgia irresistível. O cinema daquele tempo era inegavelmente mais divertido.

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Ataque das Loiras

Título no Brasil: Ataque das Loiras
Título Original: Blonde and Blonder
Ano de Produção: 2007
País: Canadá
Estúdio: Rigel Entertainment
Direção: Dean Hamilton, Bob Clark
Roteiro: Rolfe Kanefsky, Dean Hamilton
Elenco: Pamela Anderson, Denise Richards, Emmanuelle Vaugier, Meghan Ory, Joey Aresco, Garry Chalk

Sinopse:
Dee Twiddle (Anderson) e Dawn St. Dom (Richards) são duas loiras burras que acabam sendo confundidas com outra dupla, de assassinas profissionais. Isso cria uma série de confusões e mal entendidos.

Comentários:

É ruim demais. É ruim de doer. É incrível acreditar que algum produtor teve a coragem de investir dinheiro em algo tão ruim. O filme se propõe a ser uma comédia nonsense com duas protagonistas que se valem de sua loirice e burrice para escapar das piores situações. Só que tudo é tão sem graça que chega a ser constrangedor. Pamela Anderson mais parece uma boneca inflável. Como seu talento é bem escasso ela se utiliza de seus óbvios dotes físicos para manter o interesse do espectador chocado com tanta ruindade. Assim a loira ao estilo bombshell desfila decotes, cada vez menores, para mostrar seus peitos turbinados por silicone. E acabou, it´s over, isso é o máximo que você vai encontrar nessa fitinha de quinta categoria. E para não dizer que não dei risadas, dei duas. A primeira ao descobrir o tamanho da ruindade desse filme tosco. A segunda na cena do mensageiro retardado do hotel. É tão idiota que tive que rir, mesmo contra a vontade! Santo filme ruim, Batman!

Pablo Aluísio.

sábado, 13 de setembro de 2014

Rhinestone - Um Brilho na Noite

Título no Brasil: Rhinestone - Um Brilho na Noite
Título Original: Rhinestone
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Bob Clark
Roteiro: Phil Alden Robinson
Elenco: Sylvester Stallone, Dolly Parton, Richard Farnsworth

Sinopse:
Jake Farris (Parton) é uma cantora nascida no Tennessee que vai até Nova Iorque para tentar se tornar uma estrela. Contratada por um night club as coisas não se mostram tão simples como ela imaginava. Assim ela decide voltar para sua terra natal, mas é impedida por seu contrato. Para tentar se livrar ela decide fazer uma aposta com o dono do club. Ela treinará um taxista brutamontes chamado Nick (Stallone) para tomar seu lugar. Se o sujeito realmente aprender a cantar ela estará finalmente liberada!

Comentários:
Já que falamos de Sylvester Stallone que tal recordar um de seus filmes menos lembrados? Hoje em dia "Rhinestone - Um Brilho na Noite" é pouco citado, mesmo entre cinéfilos veteranos. A fita já mostra a vontade que Sly tinha em fazer algo diferente na carreira. Assim quando esse roteiro caiu em suas mãos ele deixou a vergonha de lado e abraçou o projeto - agora imagine ver uma comédia em que Stallone tenta soltar o vozeirão ao lado de ninguém menos do que a estrela country Dolly Parton! O humor nasce justamente desse choque de pessoas tão diferentes. Dolly cheia de vida, esbanjando exageros, tanto nos figurinos como no modo de agir contrasta completamente com o jeito rude e fora de ambiente do personagem de Sly. Afinal Stallone interpreta um bronco de Nova Iorque, um taxista que não leva o melhor jeito para a música. O resultado não é grande coisa, mas se salva por alguns poucos momentos realmente divertidos. O curioso é que a recepção fria do filme não mudaria a opinião de Stallone que tentaria voltar para a comédia muitos anos depois com películas como "Oscar" e "Pare, Senão Mamãe Atira!", duas outras bombas da carreira do eterno Rocky Balboa.

Pablo Aluísio.