segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Herodes, o Grande

Título no Brasil: Herodes, o Grande
Título Original: Herod the Great (Erode il Grande)
Ano de Lançamento: 1959
País: Itália / França
Estúdio: Lux Film
Direção: Viktor Tourjansky
Roteiro: Ennio De Concini, Viktor Tourjansky
Elenco: Edmund Purdom, Sylvia Lopez, Massimo Girotti, Françoise Christophe, John Drew Barrymore, Rossana Podestà

Sinopse:
O filme retrata a trajetória de Herodes, rei da Judeia, um governante marcado pela ambição, paranoia e crueldade. Em meio a intrigas políticas, conspirações familiares e conflitos religiosos, Herodes luta para manter seu poder absoluto enquanto é consumido pelo medo da traição. O drama se intensifica com seu relacionamento trágico com Mariamne, mulher que ele ama obsessivamente, mas cuja fidelidade passa a suspeitar, conduzindo o reino — e sua própria alma — à ruína.

Comentários: 
Apesar de ser chamado de "Herodes, o Grande" ele era um homem de alma pequena, um sabujo, um governante fantoche do império Romano. E esse bom filme italiano épico ainda abriu espaço para o filho de Herodes, um sujeitinho igualmente vil e perverso. O que temos aqui, em termos de cinema, é de fato, como eu já escrevi, um filme muito bom! Ele respeita, dentro do contexto de sua época, os registros históricos sobre esse monarca violento e tirano, que era odiado pelo povo judeu que oprimia. O roteiro é montado de forma inteligente. Ao invés de mostrar toda a sua vida, se concentra em uma época determinada desse maníaco, o mostrando como um homem que topava qualquer coisa para segurar seu poder, que aliás era usado para esmagar os judeus em nome do poder imperial romano. Assim se confirma que de "Grande" ele não tinha nada. Era apenas um ser humano bem desprezível. O mesmo vale para Herodes Antipas, um dos governantes mais abjetos da história antiga. Enfim, mais um filme que demonstra de forma clara como a indústria cinematográfica italiana era rica e diversificada em sua era de ouro. 

Pablo Aluísio. 

3 comentários:

  1. Esses "Herodes" da Judeia eram todos monstros e nao.diferiam em nada deo governantes romanos, isso se não fossem piores.

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  2. O poder desses patifes se baseava na força do império romano. Esse filme tem uma cena simbólica sobre isso, mostrando Herodes de joelhos em frente a César Augusto, pedindo perdão por ter ajudado Marco Antônio e Cleopatra. Depois disso ele virou um fantoche dos mais nojentos para Augusto. Por isso o povo judeu o odiava tanto!

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