quarta-feira, 7 de maio de 2025

Halloween II

Halloween II
Essa primeira continuação começa exatamente onde o primeiro filme terminou. A personagem de Jamie Lee Curtis sobrevive aos ataques do psicopata Mike Myers e é enviada a um hospital. Só que ao contrário que muitos pensam, o assassino está vivo e obcecado. Vai atrás dela no mesmo hospital onde está recebendo tratamento. E uma vez dentro dele sai matando quem aparece pela frente, sejam vigilantes, enfermeiras ou médicos. Todos morrem. Só que todas essas vítimas são apenas o meio que ele encontra para encontrar a Curtis, que é seu objetivo final. 

O John Carpenter pulou fora dessa continuação. Não quis dirigir, exatamente pela ruindade de seu roteiro. Esse roteiro aliás é uma nulidade, uma porcaria. Apenas uma situação, o psicopata mascarado dentro do hospital matando geral, tentando encontrar a personagem da Jamie Lee Curtis. É só isso, não tem mais nada. Bom, sim, tem os absurdos, mas isso não é algo positivo. Por exemplo, em uma só cena o Myers leva seis tiros à queima roupa e não morre, para depois levar mais uns dez tiros e também não morrer. Então, meus amigos, não reclamem do Jason de Sexta-Feira 13. Esse personagem daqui também é imortal. E nem espere por explicações do roteiro preguiçoso. Na verdade os roteiristas não estavam nem aí para esse "detalhe"! 

Halloween II: O Pesadelo Continua! (Halloween II, Estados Unidos, 1981) Direção: Rick Rosenthal / Roteiro: Debra Hill / Elenco: Jamie Lee Curtis, Donald Pleasence, Charles Cyphers / Sinopse: Apesar de todos os esforços dos policiais, o psicopata Michael Myers está vivo e solto e ele parte em direção ao hospital onde sua vítima preferencial ainda se recupera dos ferimentos de seu primeiro ataque. 

Pablo Aluísio.

Contos da Cripta - Demônios da Noite

Contos da Cripta - Demônios da Noite 
Nos anos 80 surgiu essa série "Contos da Cripta" que era baseada nos quadrinhos. Como o Brasil ainda era muito atrasado nessa questão de séries pois havia poucos canais de TV aberta, vários episódios foram lançados em compilações no mercado de fitas VHS. Geralmente essas compilações traziam 3 episódios da série que estava sendo exibida na TV dos Estados Unidos. Eu aluguei muitas dessas fitas. Já naquela época achava tudo muito divertido. Afinal se eram 3 episódios as chances de você gostar de pelo menos uma das histórias era grande. 

Pois bem, o tempo passou, o VHS morreu e então temos esse título. Não traz 3 histórias como eu gostava de ver nos anos 80, mas apenas uma! E aí está o maior problema: é uma história das mais mixurucas, ruim demais. Fico até surpreso em ver que tanta gente boa como Robert Zemeckis (diretor de "De Volta para o Futuro") tenha se envolvido em algo tão fraco e barato como esse filme! Sim, porque é um longa, só que o problema é que não tem história para tanto. Então o produto final é inegavelmente bem fraco. Ruim, para sintetizar tudo. Eu, que havia curtido tanto "Contos da Cripta" nos meus tempos de adolescência fiquei obviamente bem decepcionado com o que vi aqui. Simplesmente ruim, nada mais além disso. 

Contos da Cripta - Demônios da Noite (Tales from the Crypt: Demon Knight, Estados Unidos, 1995) Direção: Ernest R. Dickerson / Roteiro: Ethan Reiff, Cyrus Voris, Mark Bishop / Elenco: Billy Zane, William Sadler, Jada Pinkett Smith / Sinopse: Um líder de demònios retorna à Terra para caçar um veterano que traz uma relíquia dos tempos de Cristo. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 6 de maio de 2025

Daniel Boone

Título no Brasil: Daniel Boone
Título Original: Daniel Boone
Ano de Produção: 1964 - 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: National Broadcasting Company (NBC)
Direção: William Wiard, Nathan Juran, George Sherman
Roteiro: D.D. Beauchamp, David Duncan, Melvin Levy
Elenco: Fess Parker, Patricia Blair, Darby Hinton

Sinopse:
Daniel Boone (Fess Parker) é um explorador e aventureiro que segue caminho rumo ao oeste, saindo das fronteiras das treze colônias da costa leste para desbravar e conhecer o rico interior do continente americano. No caminho tem que lidar com tribos hostis, principalmente os apaches que povoam as montanhas da região onde acaba chegando pela primeira vez. Foi um dos primeiros homens brancos a chegar naquela isolada e remota terra.

Comentários:
Foi uma das séries mais bem sucedidas da história da TV americana. Ao todo ficou seis anos no ar, resultando em seis temporadas e 165 episódios de grande audiência. O sucesso chegou inclusive ao Brasil onde o seriado foi exibido em várias emissoras ao longo dos anos. Tanto êxito não é tão complicado de se explicar, afinal de contas os roteiros primavam por trazer todas as semanas muitas aventuras, romances e histórias de bravura bem no começo da colonização americana. Daniel Boone inclusive foi um personagem real da história americana. Ele viveu entre os anos de 1734 a 1820. Boone foi um dos grandes pioneiros da colonização, abrindo caminhos rumo ao oeste, em especial nos territórios que se tornariam os modernos estados de Kentucky, Mississippi e Alabama. Claro que o homem real tinha pouca coisa a ver com o folclore que foi criado em cima de sua história, que daria origem inclusive a esse seriado de TV, mas nada disso ameniza sua importância dentro da história dos Estados Unidos e das treze colônias nos quais Boone viveu. Extremamente recomendado esse verdadeiro clássico do canal NBC está sendo relançado na íntegra nos EUA em uma primorosa coleção de DVDs, item de colecionador certamente. Assim deixamos a dica desse que foi muito provavelmente o mais popular seriado de faroeste da TV americana.

Pablo Aluísio.

O Melhor Gatilho

Título no Brasil: O Melhor Gatilho
Título Original: The Toughest Gun in Tombstone
Ano de Produção: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Earl Bellamy
Roteiro: Orville H. Hampton
Elenco: George Montgomery, Jim Davis, Beverly Tyler

Sinopse:
O capitão Matt Sloane (George Montgomery) é enviado como homem da lei para a distante e violenta cidade de Tombstone. O lugar está dominado por pistoleiros e assassinos de todos os tipos e Sloane precisa ser valente o suficiente para sobreviver naquela terra sem lei e ordem. No seu caminho encontrará facínoras como o famoso às do gatilho Johnny Ringo e os sanguinários irmãos Clantons, liderados pelo ladrão de gado Ike Clanton (Gerald Milton).

Comentários:
Faroeste curioso que embora passado na famosa Tombstone não conta em seu rol de personagens com o xerife Earp e nem seu amigo e pistoleiro Doc Holliday. Ao invés deles os roteiristas resolveram aproveitar apenas os vilões da história original, em especial Johnny Ringo (interpretado com convicção por Jim Davis) e Ike Clanton (na pele do ator Gerald Milton). Curiosamente George Montgomery interpreta um capitão de cavalaria que acaba exercendo um função de xerife em Tombstone, mesclando assim história real e personagens de mera ficção. De maneira em geral o faroeste "The Toughest Gun in Tombstone" não consegue se destacar dentro do gênero nos anos 50 pois no final das contas fica mesmo na média do que era produzido em termos de westerns classe B. Não é ruim, longe disso, mas também não vá esperar por nenhuma obra prima do cinema.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Ao Pé do Cadafalso

Título no Brasil: Ao Pé do Cadafalso
Título Original: The Beggar's Opera
Ano de Produção: 1953
País: Inglaterra
Estúdio: Herbert Wilcox Productions
Direção: Peter Brook
Roteiro: Denis Cannan, Laurence Olivier
Elenco: Laurence Olivier, Hugh Griffith, George Rose, Dorothy Tutin, Stanley Holloway, Daphne Anderson

Sinopse:
Adaptação da famosa ópera escrita no século XVIII pelo renomado autor John Gay. Na trama conhecemos o capitão MacHeath (Laurence Olivier), um galante aventureiro e salteador, que coleciona mulheres e problemas na mesma proporção. Traído por um grupo de falsos amigos, ele acaba sendo preso e é condenado à morte. Enquanto espera para ser enforcado, o capitão acaba encontrando um improvável amigo, um mendigo com muito talento musical que resolve contar a história do salteador de uma forma diferente, onde ao invés de um condenado ao cadafalso, ele é um herói.

Comentários:
Como levar o mundo da ópera ao grande público que frequentava o cinema? O grande ator, diretor e produtor Laurence Olivier resolveu tentar arriscar e colocar em prática esse tipo de ousadia! Para tornar popular algo tão elevado do ponto de vista cultural, Olivier resolveu escrever um roteiro bem interessante, com uma linha narrativa convencional, intercalada com números musicais da famosa ópera. Ele próprio assumiu o personagem principal - o capitão MacHeath - e soltou o vozeirão em cena! Para surpresa de muitos, não se saiu nada mal. Na verdade o ator tinha uma voz muito polida, pois era um barítono muito elegante e disciplinado, que não desafinava em nenhum momento. O filme também tem uma produção muito bonita e bem realizada. O figurino é luxuoso e bem colorido, que acaba explodindo em um Technicolor muito impactante na tela. Um belo momento na carreira de um artista que tinha tanto amor pelo mundo do teatro, que queria fundir as duas linguagens em apenas um produto cultural. O resultado faz jus à esse seu amor incondicional pela arte.

Pablo Aluísio.

Aconteceu num Apartamento

Título no Brasil: Aconteceu num Apartamento
Título Original: The Notorious Landlady
Ano de Produção: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Richard Quine
Roteiro: Larry Gelbart, Blake Edwards
Elenco: Kim Novak, Jack Lemmon, Fred Astaire, Lionel Jeffries, Estelle Winwood, Maxwell Reed

Sinopse:
William 'Bill' Gridley (Jack Lemmon) aluga uma parte do apartamento da bonita  Carlyle 'Carly' Hardwicke (Kim Novak). Não demora muito e ele acaba se apaixonando por ela, sem saber que no passado ela foi considerada suspeita da morte de seu marido. Teria algum fundo de verdade nessa história?

Comentários:
Kim Novak foi uma das atrizes mais bonitas da história do cinema americano. Chego até a dizer que sua beleza poderia ser comparada à de Marilyn Monroe. Elas inclusive eram rivais e concorrentes na época. Muitas atrizes tentaram seguir os passos de Marilyn, mas no final eram apenas cópias mal feitas. Já Kim Novak teve uma carreira própria, muito relevante, com alguns grandes clássicos como "Um Corpo Que Cai" de Alfred Hitchcock. Ela não era uma das imitações de Marilyn Monroe. Nessa comédia "Aconteceu num Apartamento" a Columbia tentou que Novak interpretasse uma personagem que lembrava um pouco as loiras que Marilyn fazia em seus filmes. Era uma comédia mais sofisticada, porém numa mesma levada. Por isso Kim se sentiu um pouco incomodada em fazer o filme. Mesmo com um pé atrás ela fez seu trabalho. Ao seu lado dois destaques no elenco: Jack Lemmon, sempre no timing certo para o humor e o veterano ator e dançarino Fred Astaire, o maior ídolo da era de ouro dos grandes musicais. Por causa da idade ele não conseguia mais fazer todas aquelas coreografias que o imortalizaram ao lado de Ginger Rogers, mas aqui ele voltava a usar de seu velho carisma. Em suma, um bom filme, divertido e com ótimo elenco.

Pablo Aluísio.

domingo, 4 de maio de 2025

Urbano II e a Primeira Cruzada

Em 1070 a cidade santa de Jerusalém caiu nas mãos dos muçulmanos. O império Turco imediatamente proibiu o cristianismo na região, punindo com a morte quem não seguisse a religião do Islã. O fato chocou os cristãos da Europa. Não haveria mais como ir para a Terra Santa em peregrinação. Os seguidores de Maomé não iriam mais admitir essa heresia sob o ponto de vista de sua religião. A crise entre cristãos e muçulmanos não parou por aí. O Império Bizantino (que era cristão, também conhecido como Império Romano do Oriente) também sofria com a expectativa de uma grande invasão dos turcos. O desastre era iminente.

Diante de toda essa situação o Papa Urbano II resolveu agir. Ele pensou que todos os cristãos da Europa precisavam se unir para lutar contra a ameaça militar que vinha do Oriente. A solução em sua opinião era a organização de uma grande cruzada de cristãos para irem em direção à Terra Santa, para libertar Jerusalém das mãos do califado islâmico. Havia uma grande massa de pessoas pobres e sem perspectivas dentro do continente europeu. Muitos deles eram criminosos e tinham desperdiçado sua existência em crime e pecado. Para o Papa a violência entre cristãos deveria acabar definitivamente. A luta deveria ser travada contra o mundo muçulmano que colocava em perigo a existência do cristianismo.

Assim o Papa Urbano II proclamou em discurso: "Ricos e pobres devem igualmente partir, devem parar de se matar uns aos outros e, em vez disso, lutar uma guerra justa, realizando a obra de Deus; Deus os guiará. Quem morrer em combate receberá a absolvição e a remissão dos pecados. Aqui, a vida é miserável e malvada com homens que se entregam até destruir o próprio corpo e a própria alma; aqui, eles são pobres e infelizes, lá, serão felizes, ricos e verdadeiros amigos de Deus."

O Papa pensava que seu pronunciamento iria despertar a honradez de senhores feudais, reis e nobres, mas isso não aconteceu. Apenas as camadas mais populares responderam ao apelo papal. Assim as massas mais pobres das cidades da Europa começaram a se organizar. O problema é que não havia liderança entre eles e em pouco tempo a anarquia tomou conta da Primeira Cruzada que seria conhecida pela história como A Cruzada dos "Mendigos"!

Essa massa de pessoas, sem treinamento militar, sem hierarquia e sem disciplina começou a marchar indo em direção a Jerusalém. Sem recursos muitos começaram a pilhar as cidades por onde passavam. O pânico tomou conta as populações. Havia anarquia e crime entre seus participantes. Nem mesmo a suposta liderança de um homem chamado Pedro, o Eremita, conseguiu evitar o desastre completo. Por três anos esses cruzados - na verdade uma massa de pessoas pobres e desesperadas - destruíram tudo por onde passavam. Para o Papa Urbano II a convicção inicial havia sido esquecida. Os efeitos foram bem piores do que ele pensava e não havia qualquer controle sobre o que acontecia. A igreja assim retirou seu apoio. 

Por fim, o que era previsível aconteceu. Ao encontrar o exército turco aqueles pessoas que se diziam cruzados foram facilmente trucidados pelos islâmicos. Os homens foram mortos, as crianças e mulheres se tornaram escravos. Antes de matar todos os cruzados os muçulmanos lhes davam uma ótima chance de viver: eles poderiam se converter ao Islã, caso contrário teriam suas cabeças cortadas! E assim foi com milhares de pessoas. O Papa percebeu que apenas a boa fé não era suficiente. Era necessária a participação dos nobres, dos reis e de seus exércitos profissionais, não uma multidão de pessoas sem qualquer preparo. Em sua forma de pensar a ideia da cruzada não era ruim, mas teria que acontecer com planejamento e disciplina, caso contrário a matança seria inevitável.

Pablo Aluísio.

Henrique II e Thomas Becket

O Rei Henrique II da Inglaterra reinou de 1154 a 1189. Sua história é interessante porque esse foi um dos primeiros monarcas ingleses a entrarem em confronto direto com a Igreja Católica. Henrique II acreditava que o poder do clero católico era um empecilho ao seu próprio poder real. Assim resolveu cobrar impostos das igrejas e mosteiros. Sua atitude obviamente criou vários descontentamentos no reino. Em represália o Rei nomeou um de seus chanceleres, Thomas Becket, como Arcebispo da Cantuária, o mais alto cargo clerical da Inglaterra.

O curioso é que Becket começou a levar muito à sério seu trabalho como arcebispo e em pouco tempo começou a defender os interesses da igreja e não do Rei Henrique II. Isso obviamente enfureceu o monarca. O ponto de rompimento aconteceu quando um nobre mandou matar um padre. Becket exigiu sua punição como homicida, mas o Rei fraquejou com medo de causar uma revolta entre seus próprios nobres. Assim Becket como arcebispo decidiu excomungar o nobre. O choque entre a nobreza e o clero foi ficando cada vez mais deteriorado.

O Rei Henrique II considerava Thomas Becket seu grande amigo pessoal, por isso sentiu-se muito traído quando o Arcebispo começou a contrariar seus interesses. Dizem que em determinado dia o Rei teria dito aos seus cavalheiros: "Esse Arcebispo Becket me virou as costas. Me traiu. Será que não existe nenhum homem na Inglaterra que me livre desse padre?". O comentário casual foi mal interpretado por seus homens que depois foram até a catedral e mataram o arcebispo Thomas Becket em pleno altar, causando grande comoção na Inglaterra da época.

Historiadores afirmam que Henrique II não mandou matar Thomas Becket diretamente. De qualquer forma o religioso foi assassinado e considerado mártir. Três anos após sua morte o Papa Alexandre III reconheceu a santidade de Thomas Becket e o canonizou. Curiosamente esse santo inglês segue sendo venerado não apenas entre os católicos, mas também entre os anglicanos que o consideram até hoje um homem santo que lutou e morreu por sua fé inabalável. Essa história foi recriada no cinema através do clássico da sétima arte "Becket, o Favorito do Rei" (1964) onde Peter O'Toole interpretava o Rei Henrique II e Richard Burton dava vida ao mártir Thomas Becket. Com ótimo roteiro e uma direção precisa de Peter Glenville o filme ainda trazia em seu maravilhoso elenco o talentoso John Gielgud como o perigoso Rei Luís VII da França. Enfim uma aula de cinema revivendo uma história mais do que marcante.

Pablo Aluísio.

sábado, 3 de maio de 2025

Rita Lee e Roberto de Carvalho

Rita Lee e Roberto de Carvalho
Eu me recordo que quando esse disco foi lançado ele foi muito malhado pelos críticos. Ouvindo hoje em dia não vejo nada de ruim nesse álbum. Pelo contrário! Muitas belas canções pop de Rita Lee. Uma audição acima de tudo muito agradável. Não vejo inclusive nada sendo produzido assim nos dias de hoje. A música atual está horrível mesmo! Pois bem, o maior hit desse trabalho da Rita Lee foi a música "Flagra" que abria a novela "Final Feliz" da Globo. Não havia como não fazer sucesso assim nos anos 80. Era tiro certo! Só que o sucesso não se resumia a essa faixa de abertura do disco. Outra música chamada "Cor-de-Rosa Choque" também tocou muitos nas rádios. Virou obrigatório nos shows da cantora. Ouvir essa balada atualmente traz muita nostalgia dos anos 80. Quem viveu se lembrará com certeza!

"Barata Tonta" pode ser considerado o terceiro sucesso do LP. Uma música pop bem no estilo de Rita Lee naquela fase de sua carreira. Bonita melodia, daquelas que grudam na mente. Pop music é isso, meus caros! "Frou-Frou" é praticamente uma marchinha de carnaval. De boba a Rita não tinha nada. "Vote em Mim" foi uma tirada de casquinha que a cantora fez em cima dos políticos daquela época, em que o Brasil voltava à democracia após muitos anos de Ditadura militar. Gosto muito do estilo retrô de "Só de Você", mais um excelente momento do álbum. Enfim, gente, tanta música boa em um só disco e ainda teve gente que reclamou quando o LP chegou nas lojas. Compare com as porcarias de hoje em dia! Nós éramos felizes e não sabíamos!

Rita Lee e Roberto de Carvalho (1982)
Flagra
Barriga da Mamãe
Barata Tonta
Frou-Frou
Vote em Mim
Só de Você
Brazil com S
Cor-de-Rosa Choque
Pirata Cigano
O Circo

Pablo Aluísio. 

Leoni - Ao Vivo

Leoni - Ao Vivo
Outro CD que tive em minha coleção particular. Um álbum muito bonito e agradável de se ouvir, com ótimos arranjos e o calor do público presente. O Leoni compôs algumas das melhores músicas do rock nacional e aqui esbanja seu talento também como vocalista (ele tem uma bonita voz, serena). Um dos discos que ouvi muito há alguns anos. Música pop romântica de muita qualidade. 

Ao colocar o CD para tocar você que viveu os anos 80 vai se lembrar de muitas das canções que foram hits na época. O Leoni para quem não lembra era do grupo Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, um dos mais populares daqueles anos. Dentro desse repertório eu destaco as maravilhosas "Por Que Não Eu?" e "Os Outros", músicas realmente inesquecíveis para quem foi jovem naquela década que deixou muitas saudades. Enfim um CD para se ter na coleção particular! 

Leoni - Ao Vivo (2005)
As Cartas Que Eu Não Mando
Melhor Pra Mim
50 Receitas
Como Eu Quero
Falando De Amor
Fotografia
40 Dias No Espaço
Canção Pra Quando Você Voltar
Por Que Não Eu?
Alice (Não Me Escreva Aquela Carta De Amor)
Conspiração Internacional
Garotos II – O Outro Lado
Carro E Grana
A Fórmula Do Amor
Os Outros
Exagerado

Pablo Aluísio.