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sábado, 10 de setembro de 2022

Woodstock

Título no Brasil: Woodstock 
Título Original: Woodstock 
Ano de Lançamento: 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: Wadleigh-Maurice
Direção: Michael Wadleigh
Roteiro: Michael Wadleigh
Elenco: Jimi Hendrix, Joe Cocker, Joan Baez, Joe Cocker, The Who, Crosby Stills & Nash, Santana 

Sinopse:
Documentário sobre o festival de Woodstock, realizado em 1969. Traz shows de grandes lendas do rock mundial. Filme vencedor do Oscar na categoria de melhor documentário. Lançado no Brasil como "Woodstock - 3 Dias de Paz, Amor e Música".

Comentários:
Assisti esse documentário pela primeira vez em 1995. Foi lançado no Brasil em VHS, em fita dupla, numa edição especial. Tecnicamente falando, se trata de um filme que tem nuances até mesmo amadoras. Isso se explica facilmente porque o próprio festival de Woodstock foi meio amador. Um festival de música que fugiu do controle, com milhares de pessoas a mais do que era previsto. O amadorismo estava em todo lugar. As filmagens seguem esse mesmo padrão. Afinal, havia muita lama, muitos hippies e muita desorganização. De qualquer forma, captou os grandes nomes da música e do rock mundial em pleno palco no auge de suas carreiras. Curiosamente, artistas como Jimi Hendrix tiveram apresentações prejudicadas justamente por causa dessa falta de organização do festival. De uma forma ou outra, a questão é simples, se você gosta de rock, não pode deixar de assistir, pois é um dos maiores registros do gênero em sua história. A fita a que assisti na época tinha 3 horas de duração. Outras edições aumentaram ou diminuíram essa metragem. Fica o registro.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Joan Baez - Joan Baez (1960)

Joan Baez - Joan Baez (1960)
Joan Baez, lançado em outubro de 1960, é o álbum de estreia de Joan Baez e um marco fundamental do renascimento da música folk nos Estados Unidos. Gravado quando a cantora tinha apenas 19 anos, o disco apresentou ao grande público uma voz clara, poderosa e profundamente emotiva, rapidamente associada à tradição do folk tradicional e às canções de raiz anglo-americana. Diferente de muitos lançamentos da época, o álbum apostou quase exclusivamente em voz e violão, criando uma atmosfera íntima e atemporal.

Do ponto de vista comercial, Joan Baez foi um sucesso surpreendente para um álbum de folk tradicional. O disco alcançou o 15º lugar na parada da Billboard, uma posição notável para um trabalho com repertório majoritariamente composto por canções tradicionais. As vendas se mantiveram constantes ao longo da década de 1960, impulsionadas pelo crescimento do movimento folk e pela associação de Baez com causas sociais e políticas, o que ajudou o álbum a se tornar um clássico de catálogo.

A reação da crítica foi amplamente positiva desde o lançamento. A revista Billboard destacou que Joan Baez possuía “uma voz de pureza incomum, capaz de transformar baladas antigas em algo intensamente atual”. Já o The New York Times escreveu que a jovem cantora demonstrava “uma maturidade artística rara, com um canto que parece ecoar séculos de tradição musical”, elogiando especialmente sua interpretação contida e respeitosa das canções folclóricas.

Outros jornais enfatizaram o impacto cultural do disco. O Los Angeles Times observou em 1960 que o álbum revelava “uma intérprete destinada a se tornar referência do folk americano”. A revista Sing Out!, especializada no gênero, afirmou que Baez surgia como “uma das vozes mais promissoras e autênticas do novo folk revival”, consolidando seu prestígio entre músicos e estudiosos do estilo.

Com o passar do tempo, Joan Baez passou a ser reconhecido como um dos álbuns mais importantes da história do folk moderno. Mais do que um simples disco de estreia, ele lançou as bases de uma carreira marcada pelo compromisso artístico e social, influenciando toda uma geração de músicos, incluindo Bob Dylan. O álbum permanece como um retrato puro e poderoso de uma artista no início de uma trajetória que mudaria a música popular e o ativismo cultural dos anos 1960.

Erick Steve.