Owen Merritt (Randolph Scott) está passando pelo pior dia de sua vida. Sua amada, a mulher que tanto amou ao longo dos anos, está se casando com um rancheiro corrupto da região. Ele fica revoltado com a situação, mas sem nada a fazer. Então vai até o saloon beber um pouco para esfriar a cabeça. E para sua surpresa acaba encontrando o rancheiro que vai se casar com a mulher que ama. O sujeito, cercado de capangas, pede que eles façam as pazes. Owen decide ser um homem honrado e aperta a mão do sujeito, só que a noite não terminará bem naquele saloon pois tiros serão disparados e uma verdadeira guerra tomará conta daquela cidade muito em breve.
Mais um bom western de Scott nos anos 50. Aqui a direção foi para um velho conhecido dos filmes de faroeste, o sempre bom e correto André De Toth. O personagem protagonista nesse filme não deixa de ser uma antítese de um certo pensamento machista que existia na época. Quando ele perde a mulher que tanta amava não decidiu partir para a violência ou algo do tipo. Ao invés disso houve uma resignação estoica de sua parte e se atos violentos viriam depois não seriam por sua culpa, mas sim pelo bando de criminosos que povoavam o rancho onde sua ex-noiva iria morar. Afinal tudo teria um limite! Uma situação mais do que delicada que acaba sendo o motor dramático desse bom western americano.
Terra do Inferno (Man in the Saddle, Estados Unidos, 1951) Direção: André De Toth / Roteiro: Km enneth Gamet, Ernest Haycox / Elenco: Randolph Scott, Joan Leslie, Ellen Drew / Sinopse: Uma verdadeira guerra explode entre rancheiros de uma região inóspita do velho oeste. Um rico e corrupto proprietário de terras quer expulsar todos os pequenos rancheiros, para se tornar um verdadeiro soberano daquele lugar.
Pablo Aluísio.
