segunda-feira, 30 de março de 2026

Hollywood Boulevard - Rock Hudson - Parte 21

Rock Hudson adorava música e teve uma enorme coleção de discos de vinil. Segundo algumas contas sua coleção contava com mais de 5 mil álbuns, além de compactos, etc. E sempre que alguém perguntava porque ele havia comprado o Castelo, Rock brincava dizendo que precisava de um lugar espaçoso para colocar sua coleção de discos. Apesar de adorar o mundo da música, musicais no cinema não faziam parte do estilo cinematográfico da carreira de Rock.

Isso mudou em meados de 1969 quando ele recebeu o convite para atuar no musical "Lili, Minha Adorável Espiã". Ao receber a proposta de trabalho Rock Hudson recusou sem pensar muito nisso. "Eu não sou cantor e nem muito menos bailarino. Eu não ficaria bem em um musical, por essa razão nunca fiz um em minha carreira. Adoraria cantar e dançar, todos sabem como eu amo música, mas isso nunca fez parte dos meus talentos naturais. Eu não sou esse tipo de artista!" - concluiu o ator. 

Só que estrela Julie Andrews não aceitou a recusa de Rock. Ligou para ele e marcou um encontro no Castelo. No jantar, onde compareceu também o diretor Blake Edwards, houve uma verdadeira batalha de opiniões, como mais tarde recordaria o mordomo do Castelo. "Os dois deram vários argumentos para o Sr. Hudson aceitar fazer o filme. E ele ficava apenas recusando dizendo não, não e não. Depois de muitas horas, cansado de tudo, o Sr. Hudson finalmente aceitou fazer o filme. Ele se deu por vencido!". 

Rock chegou no primeiro dia de filmagens sem saber ao certo o que iria acontecer. Julie Andrews ficou muito feliz com sua presença e lhe avisou que haveria dois professores de dança para lhe acompanhar durante todas as filmagens e um instrutor de canto, contratado especialmente pelo estúdio. Rock acabou fazendo o filme, com a ajuda desses profissionais, mas no final confessou que em momento nenhum se sentiu à vontade em um filme musical. Esse acabou sendo seu primeiro e último filme nessa linha, apesar de ter sido até elogiado pelos críticos na época por sua atuação quando a produção chegou aos cinemas. Rock ficou feliz com as resenhas de elogios nos jornais, mas realmente estava decidido a não mais fazer musicais dali em diante. Pelo menos no cinema ele cumpriria sua promessa. 

Pablo Aluísio. 

3 comentários:

  1. Como as coisas passam e deixam inclusive de existir.
    O que significa você dizer pra alguém que nasceu depois de ano 2000 que tem uma coleção de 5000 discos de vinil?
    Vai ter que contar a história do que era disco.
    Principalmente porque a geração atual nao sabe de nada que nao seja do seu uso pessoal imediato.

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  2. É um tempo que não existe mais, muito embora muitos jovens por aí estejam criando gosto em colecionar discos de vinil. A questão é que vinil hoje em dia é coisa de nicho, como fazer parte de um clube de jazz. Naqueles tempos era uma indústria fonográfica com milhares de lançamentos todos os anos. Era um outro mundo, enfim.

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