Guia de Filmes – Ficção Científica
Alien, O Oitavo Passageiro
Esse foi o primeiro filme de uma longa linhagem de continuações – algumas interessantes, outras medianas e as últimas geralmente péssimas, principalmente às que foram realizadas sob a bandeira “Aliens Vs Predador”. Meros caça-níqueis. Mas não vamos perder muito tempo com isso. O importante aqui é relembrar desse primeiro filme, o original, que é sempre lembrado como uma das melhores ficções cientificas da história do cinema. “Alien O Oitavo Passageiro” conseguia unir em um mesmo filme, ficção e terror com raro brilhantismo. Não é, como alguns pensam, apenas mais uma produção de monstros, muito longe disso.
O roteiro lidava muito bem com a possibilidade de um dia o homem explorar comercialmente o universo e nesse processo encontrar outras formas de vida (inclusive hostis). A nave espacial do filme não é uma nave de batalha intergaláctica que dispara raios pelo espaço! Longe disso, era um rebocador comercial, uma espaçonave pertencente a uma empresa privada de exploração de minas em outros planetas. Os sete tripulantes, em última instância, são trabalhadores, verdadeiros astronautas operários, que acabam lidando com uma situação extrema ao perceberem que não são as únicas entidades biológicas presentes naquele ambiente. Após atender um chamado de socorro em uma planeta distante um dos tripulantes acaba sendo infectado, trazendo uma entidade desconhecida para dentro de sua nave. Há um intruso, aquele que é chamado ironicamente de “o oitavo passageiro”.
O filme causou sensação em seu lançamento justamente por causa desse estilo mais realista, fora da fantasia que reinava nas produções de ficção da época (vide “Guerra nas Estrelas”). Ridley Scott literalmente transforma a nave espacial numa camisa de força, ou em um verdadeiro caixão de metal pois dentro dos limites da espaçonave se travará uma batalha pela vida e morte pela sobrevivência da entidade biológica mais forte, confirmando de certa forma as teorias Darwinistas da sobrevivência da espécie mais apta, mais resistente. Seleção natural em estado bruto. Homem vs Alien. O tom do filme é de puro pessimismo, gerando uma sensação de claustrofobia e desconforto que incomoda o espectador. Curiosamente a atriz Veronica Cartwright iria inicialmente interpretar a personagem principal, a tenente Ripley, mas Ridley Scott após algumas semanas pediu aos produtores que fosse contratada Sigourney Weaver, uma atriz de porte alto e elegante que cairia melhor no papel. A decisão como se sabe foi das mais acertadas pois esse acabou se tornando o personagem mais marcante da carreira de Weaver em toda a sua filmografia. Como a Academia sempre foi cautelosa em premiar filmes de ficção cientifica nas principais categorias restou a “Alien, o Oitavo Passageiro” o prêmio de Melhores Efeitos Visuais, ganhando ainda a indicação na categoria de Melhor Direção de Arte. Não faz mal, o filme ainda é um marco no gênero, com ou sem o reconhecimento do Oscar.
Alien, O Oitavo Passageiro (Alien, Estados Unidos, 1979) Direção: Ridley Scott / Roteiro: Dan O'Bannon / Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto, Bolaji Badejo, Helen Horton / Sinopse: Tripulantes de uma nave espacial são atacados por uma estranha criatura parasita que toma posse do corpo de um dos membros da equipe. Agora, presos dentro da espaçonave, terão que enfrentar o estranho Alien. E que o mais forte sobreviva.
Em Cartaz: Alien, O Oitavo Passageiro
O filme de ficção científica e terror Alien, O Oitavo Passageiro estreou nos cinemas em maio de 1979, dirigido por Ridley Scott e escrito por Dan O’Bannon, a partir de uma história concebida em colaboração com Ronald Shusett. Ambientado em um futuro industrial e claustrofóbico, o filme acompanha a tripulação da nave Nostromo, que atende a um sinal desconhecido e acaba confrontada por uma forma de vida alienígena letal. Desde o lançamento, a obra foi percebida como uma ruptura radical dentro da ficção científica, ao combinar horror visceral com um realismo sombrio e opressivo.
Em termos de bilheteria, Alien foi um grande sucesso comercial. Produzido pela 20th Century Fox, o filme superou amplamente as expectativas iniciais, tornando-se um dos maiores êxitos do estúdio em 1979. O boca a boca foi decisivo para seu desempenho, à medida que o público reagia intensamente à atmosfera de terror e à originalidade da criatura, consolidando o filme como um fenômeno internacional.
A reação da crítica na época foi amplamente positiva, ainda que marcada por surpresa diante de seu tom brutal. O The New York Times descreveu o filme como “um pesadelo espacial de tensão quase insuportável”, elogiando sua capacidade de gerar medo sem recorrer a excessos explicativos. A revista Time afirmou que a obra era “assustadora, elegante e tecnicamente impecável”, destacando o uso do som, da fotografia e do design de produção para criar um clima constante de ameaça.
Um dos elementos mais comentados pela imprensa foi o design da criatura, criado pelo artista suíço H. R. Giger. Críticos destacaram que o alienígena era “uma das mais perturbadoras criações já vistas no cinema”, ressaltando sua aparência biomecânica e sexualmente inquietante. A atuação de Sigourney Weaver, até então pouco conhecida, também chamou atenção, com jornais observando que sua personagem, Ellen Ripley, surgia como “uma heroína improvável, prática e resistente”, fugindo dos estereótipos tradicionais do gênero.
O reconhecimento crítico se consolidou com o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, além de diversas menções em listas de melhores filmes do ano. Já em 1979, muitos críticos afirmavam que Alien havia redefinido os limites do terror e da ficção científica. Hoje, o filme é amplamente considerado um clássico absoluto do cinema moderno, lembrado por sua atmosfera sufocante, sua estética inovadora e por ter dado origem a uma das franquias mais influentes da história do cinema.
Aliens, O Resgate
Revi ontem esse pequeno clássico da ficção. Na verdade me lembro de ter assistido o filme no cinema, em seu lançamento original. Depois disso devo ter revisto na TV e foi só. Provavelmente fazia mais de 20 anos que tinha visto pela última vez. A mente esquece e muitas vezes ao revermos filmes assim e tudo volta soar como boa novidade - pelo menos em nossa mente esquecida. O filme continua muito bom, muito bem realizado. E para minha surpresa resistiu bem ao tempo, coisa rara em filmes de ficção. Os efeitos especiais não envelheceram, a não ser em pequenos trechos, pontuais, quando as naves sondam o planeta infestado pelos aliens. Alguns detalhes do enredo havia esquecido. Por exemplo, quando o filme começa a Ripley (Sigourney Weaver) descobre que ficou 57 anos hibernando em sua pequena nave de fuga. O filme assim começa onde "Alien, o Oitavo Passageiro" terminou. Ela fugiu da nave mãe e ficou vagando pelo espaço. Agora é resgatada, quase por acaso, por um missão de exploradores. Aliás detalhe importante: no mesmo planeta onde tudo aconteceu no primeiro filme a companhia mineradora fundou uma colônia com mais de 150 habitantes. Claro, péssima ideia.
E é justamente para lá que Ripley retorna após a companhia descobrir que os colonos não entraram mais em contato. O que aconteceu? A tenente então desce novamente naquele lugar esquecido, mas dessa ela não está só. Agora vai com um grupo de fuzileiros altamente armados. E aqui vem o grande diferencial do primeiro filme para esse segundo. O diretor James Cameron deixou o clima de suspense do "Oitavo Passageiro" de lado e investiu na ação, na porrada. Afinal nessa época a moda era mesmo os filmes de ação como "Rambo" e "Comando Para Matar". Sim, Cameron injetou muitos litros de testosterona em seu filme.
Outro aspecto que o diretor turbinou foi a concepção dos próprios aliens. Agora não existe apenas um alienígena, mas dezenas deles, todos provindos de um ninho de aliens. Aliás Cameron também colocou na jogada a própria rainha-mãe das criaturas, que vê desesperada a Ripley tocando fogo em seus ovos com um lança-chamas. Porém temos que dizer também que o filme não é apenas porrada e ação. James Cameron em seu roteiro criou também a personagem de uma menina, a única sobrevivente da colônia. Ela serviu para trazer mais humanidade para Ripley. E também abriu um aspecto subliminar interessante no enredo, mostrando dois lados maternais, a da própria Ripley e obviamente a da rainha-mãe dos aliens. Tudo sutilmente jogado enquanto o massacre de aliens e humanos acontece. "Aliens, o Resgate" é bem isso, tudo potencializado, tudo elevado à nona potência.É seguramente o filme mais violento da série.
Aliens, o Resgate (Aliens, Estados Unidos, 1986) Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron, David Giler / Elenco: Sigourney Weaver, Michael Biehn, Carrie Henn, Paul Reiser, Lance Henriksen, Bill Paxton / Sinopse: Após ficar décadas vagando pelo espaço, Ripley (Weaver) é resgatada. Após se recuperar decide partir para uma missão de resgate no planeta onde tudo aconteceu no primeiro filme. Lá a companhia fundou uma colônia de humanos, que agora não entra mais em contato. A missão de Ripley e seus fuzileiros é descobrir o que teria acontecido. Filme vencedor do Oscar nas categorias de Melhores Efeitos Sonoros (Don Sharpe) e Melhores Efeitos Especiais (Stan Winston, Robert Skotak, John Richardson e Suzanne M. Benson).
Em Cartaz: Aliens, O Resgate
O filme de ficção científica e ação Aliens, O Resgate estreou nos cinemas em julho de 1986, dirigido por James Cameron, que assumiu a difícil tarefa de dar continuidade ao clássico Alien, O Oitavo Passageiro (1979). Diferentemente do terror claustrofóbico do original, Cameron optou por ampliar o universo da franquia, transformando a narrativa em um intenso filme de guerra espacial. A história acompanha o retorno de Ellen Ripley ao planeta onde sua tripulação original foi dizimada, agora escoltada por um grupo de fuzileiros coloniais.
Em termos de bilheteria, o filme foi um grande sucesso comercial. Produzido pela 20th Century Fox, Aliens arrecadou cifras expressivas nos Estados Unidos e no mercado internacional, superando o desempenho do primeiro filme em vários territórios. O público respondeu de forma entusiasmada à combinação de ação, suspense e efeitos especiais inovadores, consolidando a franquia como uma das mais lucrativas da ficção científica dos anos 1980.
A reação da crítica em 1986 foi amplamente positiva, embora surpresa com a mudança de tom. O The New York Times descreveu o filme como “um espetáculo de ação inteligente, tenso e implacável”, elogiando a habilidade de Cameron em expandir o universo criado por Ridley Scott sem perder intensidade. A revista Time afirmou que se tratava de “uma sequência barulhenta, feroz e extraordinariamente eficiente”, destacando seu ritmo acelerado e sua clareza narrativa.
As atuações receberam forte destaque na imprensa. Sigourney Weaver foi amplamente aclamada por transformar Ripley em uma heroína de ação complexa, descrita por críticos como “durona, vulnerável e emocionalmente convincente”. O elenco coadjuvante, incluindo Michael Biehn, Bill Paxton e Lance Henriksen, foi elogiado por dar humanidade e humor a personagens que poderiam ser meramente funcionais, enquanto a criatura alienígena ganhou uma dimensão coletiva ainda mais ameaçadora.
O reconhecimento culminou em sete indicações ao Oscar, com duas vitórias (Efeitos Visuais e Edição de Som), além da indicação histórica de Sigourney Weaver a Melhor Atriz, algo raro para um filme de ficção científica. Já em 1986, muitos críticos apontavam que Aliens, O Resgate era uma das raras sequências que não apenas respeitava o original, mas o expandia de forma criativa. Hoje, o filme é considerado um clássico absoluto do cinema de ação e ficção científica, frequentemente citado como uma das melhores continuações já feitas na história do cinema.
Alien³
Uma das seqüências mais complicadas já realizadas em Hollywood. De fato por pouco o terceiro filme da franquia Alien não afundou durante sua própria produção. Vários diretores e roteiristas estiveram envolvidos mas em pouco tempo foram substituídos por novos nomes que estivessem mais de acordo com o que os executivos do estúdio queriam. Afinal era uma das franquias mais bem sucedidas da história e eles definitivamente não queriam arriscar em quase nada. No fundo desejavam apenas mais um filme parecido com os anteriores (e se possível tão lucrativo quanto eles foram). Por essa razão houve muita controvérsia nos bastidores da realização dessa terceira sequência, não sendo rara uma constante troca de farpas entre diretores e chefes do estúdio. James Cameron, o diretor do filme anterior, qualificou o novo roteiro de “um tapa na cara dos fãs de Aliens”. Depois de bater a porta anunciou que nunca mais voltaria a se envolver com a franquia. A atriz Sigourney Weaver também hesitou em voltar. Sua hesitação em aceitar ou não fez com que sua personagem fosse eliminada da trama. Isso provava que o filme seria feito com ou sem ela. Depois de muita negociação entrou em acordo com a Fox e por cinco milhões de dólares de cachê resolveu voltar.
Depois de muitas trocas de cadeiras a direção foi finalmente entregue ao jovem cineasta David Fincher que até aquele momento não tinha muito o que mostrar, uma vez que só havia dirigido pequenos curtas e vídeos, além de um documentário sem grande expressão chamado “The Beat of the Live Drum”. Assim Fincher tentou conciliar suas próprias idéias para o filme com aquilo que o estúdio queria ter em mãos. Não foi fácil. A visão de Fincher era um tanto fora dos padrões, o que elevou o nível de tensão durante as filmagens. De fato é o filme da franquia mais diferenciado de todos, com um clima próprio e soluções singulares para a trama e os personagens. O filme chegou aos cinemas sob uma chuva de críticas negativas, conseguindo apenas uma tímida bilheteria dentro dos EUA (mas se tornando um sucesso pelo mundo afora). Revisto hoje em dia temos que reconhecer que não é um filme de fácil digestão. Alguns pontos funcionam e outros não, mesmo assim merece reconhecimento pela ousadia em seus planos e na narrativa. Isso de certa forma já deixava claro o talento de David Fincher que iria se revelar um dos melhores diretores da nova geração nos anos que viriam.
Alien³ (Alien³, Estados Unidos, 1992) Direção: David Fincher / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Charles S. Dutton, Charles Dance / Sinopse: Durante a fuga a nave de Ripley cai em Fury 161, um distante e esquecido planeta nos confins do espaço sideral, cuja população é formada por perigosos condenados de uma prisão de segurança máxima. O problema é que a criatura Alien também parece ter sobrevivido ao terrível acidente pois não tarda a aparecer vários corpos mutilados com marcas do terrível ser alienígena. Agora Ripley terá que enfrentar o monstro mais uma vez.
Em Cartaz: Alien³
O filme de ficção científica e terror Alien³ estreou nos cinemas em maio de 1992, marcando o debut de David Fincher na direção de longas-metragens. Terceiro capítulo da consagrada franquia iniciada por Alien, o Oitavo Passageiro (1979), o filme retoma a trajetória de Ellen Ripley, vivida por Sigourney Weaver, que acaba presa em uma colônia penal habitada apenas por homens após um pouso forçado. Desde o lançamento, a produção chamou atenção por seu tom extremamente sombrio e pessimista, rompendo com as expectativas criadas pelos filmes anteriores.
Em termos de bilheteria, Alien³ teve um desempenho comercial razoável, mas abaixo do esperado para a franquia. Produzido pela 20th Century Fox, o filme arrecadou valores sólidos mundialmente, impulsionado pelo peso da marca Alien e pela presença de Sigourney Weaver. Ainda assim, o retorno financeiro foi considerado decepcionante quando comparado ao sucesso de Aliens – O Resgate (1986), especialmente diante de seu alto custo de produção e dos problemas enfrentados nos bastidores.
A reação da crítica em 1992 foi amplamente dividida. O The New York Times descreveu o filme como “opressivo, brutal e deliberadamente desolador”, reconhecendo sua coerência estética, mas questionando suas escolhas narrativas. A revista Time afirmou que o longa era “corajoso em sua recusa ao heroísmo convencional, mas excessivamente sombrio para agradar ao grande público”, destacando o contraste com o tom mais aventureiro do filme anterior.
As atuações receberam avaliações positivas, especialmente a de Sigourney Weaver, cuja interpretação foi descrita por críticos como “intensa, resignada e profundamente trágica”. A decisão de apresentar uma Ripley mais cansada e sacrificial dividiu opiniões, mas muitos jornalistas reconheceram que a personagem ganhava uma dimensão quase messiânica. O elenco coadjuvante, formado por atores como Charles S. Dutton e Charles Dance, também foi elogiado pela densidade dramática que trouxe ao ambiente claustrofóbico da prisão.
Com o passar dos anos, Alien³ passou por uma reavaliação crítica significativa, sobretudo após o lançamento de versões alternativas que refletiam melhor a visão original de Fincher. Já em 1992, alguns críticos apontavam que o filme possuía uma identidade visual poderosa e uma abordagem temática ousada. Hoje, a obra é vista como um capítulo controverso, porém importante da franquia, reconhecida por sua atmosfera sombria, por seu retrato existencial da heroína e por antecipar o estilo visual rigoroso que marcaria a carreira posterior de David Fincher.
Alien - A Ressurreição
Aproveitando que revi "Alien 3" decidi rever também esse quarto filme da série. A vaga lembrança que tinha era de não ter gostado muito do filme. Fazia muitos anos que tinha assistido uma única vez, ainda em seu lançamento original. Revendo agora já não achei tão ruim, pelo contrário. Os roteiristas desse filme tiveram um problemão para superar. A Tenente Ripley havia se matado no final de "Alien 3". Ela pulou dentro de um caldeirão de aço em fundição. Impossível ter sobrado nada. Como trazer de volta uma personagem com um fim tão definitivo como aquele?
Assim os roteiristas avançaram no tempo. A história desse quarto filme se passa 200 anos depois da morte de Ripley. A solução foi encontrada na engenharia genética. Através de gotas de sangue de Ripley eles conseguem criar uma clone, só que igualmente contaminada com o sangue alienígena. A companhia não tinha exatamente a intenção de trazer Ripley de volta, mas sim o DNA do alien, uma arma biológica que poderia ser usada em campo de batalha. O "soldado" perfeito. Por isso quando o filme começa os personagens estão em uma nave militar. O Alien já foi trazido de volta à vida. Está preso em um laboratório. Como se trata de uma Rainha-Mãe ela logo dará origem a uma nova linhagem de criaturas.
Para alimentar os monstros um grupo de mercenários é contratado. Sua missão é trazer cobaias humanas vivas para serem devoradas pelos aliens. Esses mercenários são interpretados por novos atores dentro do universo da série de filmes, contando com gente como Ron Perlman e Winona Ryder, essa última no melhor estilo replicante de "Blade Runner", uma máquina com consciência, que deseja destruir qualquer vestígio desses aliens. Já a atriz Sigourney Weaver interpreta a clone número 8 de Ripley. É uma personagem mais sombria, que fica entre sua humanidade e seu código genético alien. Aliás a atriz só concordou em voltar para a franquia após receber um cachê milionário. Também acabou se tornando produtora executiva. O filme, como disse, ficou melhor nessa revisão. Gostei e me diverti. Talvez na época em que vi pela primeira vez a enxurrada de críticas negativas tenham influenciado para pior minha opinião. Hoje já revejo tudo com mais boa vontade. Com isso a diversão de fato ficou garantida.
Alien - A Ressurreição (Alien Resurrection, Estados Unidos, 1997) Direçao: Jean-Pierre Jeunet / Roteiro: Joss Whedon / Elenco: Sigourney Weaver, Winona Ryder, Dominique Pinon, Ron Perlman / Sinopse: A companhia espacial consegue produzir um clone da Tenente Ripley, 200 anos após sua morte. A intenção é trazer de volta à vida também o alien que infectava seu organismo. A experiência de retorno é um sucesso, mas tudo logo sai do controle quando as criaturas conseguem fugir do laboratório de uma nave espacial onde os experimentos estão sendo realizados
Alien - A Ressurreição - Texto II
Quarto e último filme da franquia original Alien. A história se passa duzentos anos após o primeiro confronto da tenente Ripley com os Aliens, ocorrido em Alien, o Oitavo Passageiro. Ripley está morta, mas seu DNA é recuperado e mesclado ao DNA alienígena, dando origem a um clone conhecido como Ellen Ripley (Sigourney Weaver), criada com o objetivo de se tornar uma supercombatente contra a ameaça alienígena que continua a aterrorizar a humanidade em um futuro sombrio.
Como ressuscitar uma franquia de sucesso que parecia encerrada de forma definitiva no filme anterior? A resposta foi apostar na criatividade de roteiristas bem pagos por produtores ansiosos para lucrar novamente com a marca Alien. A Twentieth Century Fox enfrentava dificuldades financeiras e precisava urgentemente recuperar grandes sucessos de bilheteria do passado. No entanto, isso pouco justifica a retomada de uma trilogia que já havia se encerrado de maneira satisfatória, com três filmes bem-sucedidos junto à crítica e ao público.
Por essas razões, é difícil não reconhecer que Alien – A Ressurreição existe essencialmente por motivos comerciais. O roteiro, truncado e oportunista, não empolga, e nem mesmo a sempre competente Sigourney Weaver consegue convencer plenamente, parecendo quase pedir desculpas por participar de um produto claramente caça-níqueis. A direção ficou a cargo do francês Jean-Pierre Jeunet, que até então não tinha experiência com filmes de ficção científica, o que acabou prejudicando ainda mais o resultado final.
A sensação é de que a fórmula estava completamente saturada, e um roteiro fraco apenas agravou o problema. O resultado é um filme esquecível, que pouco acrescenta à mitologia da série e que dificilmente agrada aos fãs dos excelentes capítulos anteriores.
Alien – A Ressurreição (Alien Resurrection, Estados Unidos, 1997)
Direção: Jean-Pierre Jeunet / Roteiro: Dan O’Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Winona Ryder, Dominique Pinon / Sinopse: Dois séculos após sua morte, Ellen Ripley é clonada a partir de DNA humano e alienígena para enfrentar novamente a ameaça dos xenomorfos em um futuro dominado por experiências científicas sem limites.
Em Cartaz: Alien – A Ressurreição
O filme de ficção científica Alien – A Ressurreição estreou nos cinemas em novembro de 1997, dirigido pelo francês Jean-Pierre Jeunet e com roteiro de Joss Whedon. Quarto capítulo da franquia Alien, o filme se passa 200 anos após a morte de Ellen Ripley, que retorna à vida por meio de clonagem, agora com traços genéticos do próprio alien. Desde o lançamento, a obra chamou atenção por seu tom visual estilizado, humor negro acentuado e por se afastar deliberadamente do realismo sombrio dos filmes anteriores.
Em termos de bilheteria, o filme teve um bom desempenho comercial, embora abaixo do auge da franquia nos anos 1980. Produzido pela 20th Century Fox, Alien – A Ressurreição arrecadou valores expressivos mundialmente, sustentado pelo peso da marca Alien e pelo retorno de Sigourney Weaver ao papel que a consagrou. Ainda assim, os números ficaram aquém de Aliens – O Resgate, refletindo a recepção mais cautelosa do público.
A reação da crítica em 1997 foi bastante dividida. O The New York Times descreveu o filme como “visual e grotesco, mais interessado em estilo do que em tensão narrativa”, reconhecendo sua ousadia estética, mas questionando sua coerência tonal. A revista Time afirmou que o longa era “estranho, excessivo e deliberadamente excêntrico”, observando que Jeunet imprimia uma identidade autoral muito forte para um filme de franquia hollywoodiana.
As atuações receberam avaliações mistas, com destaque novamente para Sigourney Weaver, cuja Ripley clonada foi descrita por críticos como “irônica, fisicamente imponente e emocionalmente ambígua”. O elenco de apoio, incluindo Winona Ryder, Ron Perlman e Dominique Pinon, foi apontado como irregular, embora alguns jornais tenham elogiado o tom quase cartunesco adotado pelos personagens, em sintonia com o humor ácido do filme.
Com o passar do tempo, Alien – A Ressurreição passou a ser visto como um capítulo singular e experimental dentro da franquia. Já em 1997, parte da crítica reconhecia que o filme não buscava agradar fãs tradicionais, mas reinventar o universo Alien sob outra perspectiva estética. Hoje, a obra é frequentemente lembrada como uma experiência ousada e controversa, marcada por sua identidade visual forte, por sua abordagem híbrida entre horror, ação e sátira, e por encerrar a saga clássica de Ripley nos cinemas.

Enciclopédia de Cinema Vol I
ResponderExcluirGuia de Filmes – Ficção Científica