quinta-feira, 2 de março de 2000

Batman (1989)

Batman (1989)
O filme Batman foi lançado nos Estados Unidos em 23 de junho de 1989, com direção de Tim Burton, marcando uma virada radical na forma como o personagem seria retratado no cinema. O elenco principal é liderado por Michael Keaton no papel de Bruce Wayne/Batman, Jack Nicholson como o Coringa, Kim Basinger como Vicki Vale, além de Michael Gough, Pat Hingle e Billy Dee Williams. A história apresenta Gotham City como uma metrópole decadente e violenta, dominada pelo crime organizado, até a ascensão de uma figura mascarada que passa a agir como justiceiro noturno. Paralelamente, um ambicioso gângster sofre um acidente que o transforma em um criminoso ainda mais caótico e imprevisível, dando origem a um confronto simbólico entre ordem e loucura. O ponto de partida do filme estabelece uma atmosfera sombria, expressionista e gótica, redefinindo o mito do Batman sem jamais antecipar o desfecho do embate central.

No momento de seu lançamento, Batman provocou intensa reação da crítica americana, dividida entre entusiasmo e cautela. O The New York Times destacou o impacto visual do filme, afirmando que “Tim Burton criou uma Gotham que parece saída de um pesadelo urbano”, elogiando a direção de arte e o clima sombrio. Já o Los Angeles Times ressaltou a ousadia da produção ao se afastar do tom camp da série de TV dos anos 1960, observando que o filme “leva o material a sério, sem perder o senso de espetáculo”. A revista Variety apontou Jack Nicholson como o grande destaque, descrevendo sua atuação como “exagerada, ameaçadora e hipnotizante”. Muitos críticos reconheceram que o filme não era apenas um produto comercial, mas uma releitura autoral de um ícone dos quadrinhos.

Por outro lado, algumas publicações demonstraram reservas quanto à narrativa e ao desenvolvimento dos personagens. A The New Yorker comentou que o filme parecia mais interessado em estilo do que em profundidade dramática, descrevendo-o como “um triunfo visual que nem sempre se sustenta emocionalmente”. O Washington Post observou que Michael Keaton surpreendia no papel, mas que sua escalação havia sido recebida com ceticismo antes da estreia. Apesar dessas ressalvas, o consenso geral da crítica foi majoritariamente positivo, reconhecendo que Batman representava um novo patamar para adaptações de histórias em quadrinhos. O impacto cultural imediato superou eventuais críticas pontuais, consolidando o filme como um evento cinematográfico.

No aspecto comercial, Batman foi um fenômeno absoluto. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 35 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 251 milhões apenas nos Estados Unidos, tornando-se o maior sucesso de bilheteria de 1989 no mercado doméstico. No cenário internacional, a arrecadação ultrapassou US$ 160 milhões, elevando o total mundial para aproximadamente US$ 411 milhões. Além da bilheteria, o filme gerou receitas massivas com merchandising, trilha sonora e produtos licenciados, consolidando o conceito de blockbuster moderno baseado em marca. O sucesso financeiro garantiu rapidamente a continuidade da franquia e reforçou a confiança dos estúdios em adaptações de super-heróis com abordagem mais séria.

Com o passar dos anos, Batman (1989) passou a ser visto como um marco histórico do cinema popular. Atualmente, o filme é amplamente reconhecido como a obra que inaugurou a era moderna dos filmes de super-heróis, influenciando tanto a estética quanto o tom de produções posteriores. A visão sombria de Tim Burton e a interpretação icônica de Jack Nicholson continuam sendo frequentemente citadas em análises críticas e acadêmicas. Embora alguns aspectos narrativos sejam hoje vistos como datados, o filme mantém enorme prestígio e é lembrado como uma ruptura decisiva com versões anteriores mais caricatas do personagem. Hoje, Batman é considerado um clássico que redefiniu o gênero e abriu caminho para leituras mais adultas dos quadrinhos no cinema.

Batman (Batman, Estados Unidos/Reino Unido, 1989) Direção: Tim Burton / Roteiro: Sam Hamm e Warren Skaaren (baseado nos personagens criados por Bob Kane e Bill Finger) / Elenco: Michael Keaton, Jack Nicholson, Kim Basinger, Michael Gough, Pat Hingle, Billy Dee Williams / Sinopse: Em uma Gotham City dominada pelo crime, um misterioso vigilante mascarado surge para enfrentar a corrupção e o caos, entrando em rota de colisão com um criminoso imprevisível que transforma a cidade em palco de terror.

Erick Steve. 

quarta-feira, 1 de março de 2000

Christopher Lee - Teatro do Medo

Christopher Lee - Teatro do Medo
Christopher Lee interpreta um papel central fora do arquétipo de Drácula, apostando em um personagem ambíguo e ameaçador.

O filme mistura terror gótico com elementos de mistério policial, algo incomum para a época.

Dirigido por Samuel Gallu, que também coescreveu o roteiro, o longa tem forte influência do teatro clássico.

Julian Glover, que mais tarde apareceria em Indiana Jones e a Última Cruzada e 007 – Somente Para Seus Olhos, aparece em início de carreira.

Apesar de pouco conhecido do grande público, o filme se tornou cult entre fãs de terror britânico dos anos 60.

A atmosfera claustrofóbica e o uso do palco como espaço de horror são pontos frequentemente elogiados.

Herodes, o Grande

Herodes, o Grande 
O filme faz parte da onda de épicos históricos europeus produzidos no final dos anos 1950, influenciados pelo sucesso de Hollywood.

Edmund Purdom interpreta Herodes de forma intensa, enfatizando o lado psicológico e tirânico do personagem.

A produção é conhecida por seus cenários grandiosos e figurinos luxuosos, típicos das coproduções italianas da época.

O roteiro foi escrito por Ennio De Concini, renomado roteirista italiano que mais tarde venceria o Oscar por Divórcio à Italiana.

A narrativa mistura fatos históricos com elementos dramáticos, focando mais no conflito humano e emocional do que na precisão bíblica.

Embora não seja tão lembrado quanto épicos bíblicos americanos, o filme é considerado um exemplo representativo do cinema histórico europeu do período 

Lisa Bolonhesa. 

domingo, 6 de fevereiro de 2000

Secrets Of Great British Castles


Secrets Of Great British Castles 
O titulo original já é auto explicativo. Em português significa "Os Segredos dos Grandes Castelos Britânicos". É isso aí. A série vai passeando por esses castelos milenares, a maioria deles atualmente sendo grandes centros de turismo. Assim temos uma série que une história e aquela vontade de viajar para conhecer outros países, outras culturas. Na base histórica os principais acontecimentos envolvendo cada castelo é contada, em detalhes. Tudo de muito bom gosto. Assisti a primeira e a segunda temporada dessa série na Netflix. Vale muito a pena assistir, ainda mais se você tem particular interesse por história medieval inglesa. Muito bacana! Não deixe passar em branco. Coisa fina, sem dúvida!

Pablo Aluísio. 

sábado, 5 de fevereiro de 2000

The English Game


The English Game
Essa série, que assisti pela Netflix, conta os primórdios do futebol na Inglaterra, seu berço original. Era uma fase ainda de times amadores, bancados principalmente pelos donos de fábricas. E os jogadores em sua maioria eram os próprios operários dessas indústrias. Assim foram formados os primeiros times de futebol, tudo muito amador ainda, mas já despertando a paixão dos primeiros torcedores. E nem pense em comparar com o que vemos no futebol dos nossos dias. Era tudo muito primitivo ainda, sem posições definidas pelos jogadores, que apenas corriam atrás da bola por todo o campo (que nem tinha marcações ainda!). Enfim, uma série interessante. Se não chega a empolgar, pelo menos serve para mostrar as origens do nobre esporte bretão, hoje amado no mundo inteiro. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2000

Inacreditável Esporte Clube


Inacreditável Esporte Clube
Foi divertido! Uma série da Netflix que mostra os mais estranhos eventos esportivos do mundo. Um dos mais esquisitos e que mais me chamou a atenção foi o rolamento de queijo! Um grupo de competidores descem ladeira abaixo em busca de um queijo que está descendo colina a toda velocidade. Quem pegar o queijo primeiro é o vencedor. Só que a ladeira é um negócio perigoso, cheio de lama, onde a maioria dos competidores levam tombos enormes e muitos vão parar no hospital! O público presente claramente ri dos inúmeros tombos dos "competidores"! Uma coisa bem idiota, para ser muito sincero, mas que o povo local encara como tradição! Esses ingleses são meio esquisitos mesmo, vamos colocar as cartas na mesa! De qualquer maneira uma coisa é certa: vale a diversão de quem assiste. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2000

A Vida Após a Morte



A Vida Após a Morte
Série documentário da Netflix que tenta encontrar respostas sobre uma das questões mais intrigantes da existência humana, a que se pergunta sobre a existência de vida após a morte. Para atingir esse objetivo os episódios vão sondando o que a ciência já descobriu e também mostrando o trabalho de médiuns e adeptos do espiritismo (ao estilo americano e não o que é praticado no Brasil). Embora bem desenvolvido, como era de esperar, não se chega a conclusão nenhuma. Não há a menor prova de que a consciência de um ser humano sobreviveria após sua morte. Pelo visto existe vida e existe morte, dois estados que são opostos. Lamentavelmente parece ser essa a resposta definitiva.  A série, por outro lado, é bem interessante. Vale a pena assistir. 

Pablo Aluísio. 

Guerras do Brasil



Guerras do Brasil 
Mais um bom documentário, separado em episódios temáticos, mostrando guerras que ocorreram ao longo da história do Brasil. Eu acho a história de nosso país bem fascinante e é algo que não é adequadamente explorado em sala de aula. Por essa razão muitos alunos pegam uma certa aversão sobre a própria História do Brasil. De qualquer forma sempre é importante conhecer o que já aconteceu, para que não mais se repita. E nesse "Guerras do Brasil" se destaca a terrível Guerra do Paraguai, um dos episódios mais violentos da América do Sul, quando vários países entraram em guerra, causando o colapso do regime do Paraguai, que naquela ocasião estava sendo governado por um ditador ao estilo tirano. Vale a pena conhecer mais sobre todos esses acontecimentos. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2000

Nosso Planeta


Nosso Planeta
Eu sempre fui um apaixonado por documentários da natureza. E o melhor nesse segmento, em termos de Netflix, é justamente essa série Nosso Planeta. As cenas são belíssimas, verdadeiras obras de arte visuais. E o nosso mundo é realmente uma dádiva da natureza. Para completar um belo quadro, Nosso Planeta também traz sua mensagem em favor da ecologia, para que os seres humanos tenham consciência que devemos respeitar nossa morada no universo. Enfim, maravilhosa série da Netflix. Já assisti inclusive a segunda temporada, também maravilhosa! 

Pablo Aluísio. 

Turismo Macabro


Turismo Macabro 
Achei bem divertido. Assisti na Netflix. Temos esse sujeito, com a maior cara de nerd, visitando países onde existem lugares que são ao mesmo tempo macabros e curiosos. E nessa sopa cultural entra de tudo, desde rituais estranhos envolvendo sacrificíos de animais, passando por magia negra, chegando até numa visitinha na Ilha das Bonecas. Esse é um lugar no México onde existem milhares de bonecas de plásticos penduradas em árvores. Puro lixo, agressão ambiental, mas que é usado pelo povo local para turismo e colocar medo em crianças. Pois é, nesse mundo tem de tudo. 

Pablo Aluísio.