quarta-feira, 14 de maio de 2025

Nada a Perder

Título no Brasil: Nada a Perder
Título Original: American Heart
Ano de Lançamento: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Avenue Pictures
Direção: Martin Bell
Roteiro: Peter Silverman, Martin Bell
Elenco: Jeff Bridges, Edward Furlong, John Boylan

Sinopse:
Um ex-presidiário é localizado por seu filho adolescente afastado, e os dois tentam reconstruir um relacionamento e uma vida juntos em uma violenta cidade de Seattle, dominada pelo crime e pela corrupção policial.

Comentários:
O ator Jeff Bridges sempre fez bons filmes. Um exemplo vem desse drama barra pesada dos anos 90. Aqui ele interpreta esse sujeito que ficou anos atrás das grades, cumprindo pena. Quando sai, enfrenta a dura realidade de uma sociedade que não está disposta a lhe dar uma nova oportunidade. E para complicar ainda mais sua vida tem seu filho, que ele mal conhece. Tentando colocar as coisas em ordem nessa atribulada realidade que sua vida se tornou, ele vai tentando ter um bom relacionamento com o rapaz, que está perigosamente tangenciando o mundo do crime. Um triste retrato da vida imitando a arte. Quem interpreta seu filho é o jovem ator Edward Furlong (de "O Exterminador do Futuro 2"). Visto como potencial futuro astro do cinema, jogou tudo fora por causa das drogas. Pois é, no mundo real nem sempre temos finais felizes. 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 13 de maio de 2025

Caçadores de Lobos

Título no Brasil: Caçadores de Lobos
Título Original: The Wolf Hunters
Ano de Produção: 1949
País: Estados Unidos
Estúdio: William F. Broidy Pictures Corporation
Direção: Budd Boetticher
Roteiro: James Oliver Curwood, Scott Darling
Elenco: Kirby Grant, Jan Clayton, Edward Norris

Sinopse:
O herói e guarda da polícia florestal montada Rod Webb (Kirby Grant) enfrenta inúmeros desafios para manter a região onde vive longe de caçadores de lobos, malfeitores e contrabandistas de pele de animais selvagens. Ao lado de seu fiel amigo e escudeiro, o cão Chinook, ele defende a floresta da exploração e da caça ilegal promovida por gananciosos foras da lei.

Comentários:
É curioso que o cineasta Budd Boetticher tenha assinado essa fita como Oscar Boetticher! Aos amigos confidenciou que teve certo receio de sofrer críticas por parte dos fãs de faroestes por causa do tom mais ameno, quase infantil, dessa produção. De fato, para quem dirigiu alguns dos melhores westerns da carreira de Randolph Scott, esse "The Wolf Hunters" soava pueril e bucólico demais. Mesmo assim o fã do gênero deve deixar tudo isso de lado para embarcar em um filme muito bonito, com maravilhosa fotografia. Não era para menos pois tudo foi rodado em um dos lugares mais bonitos da América do Norte, o San Bernardino National Forest na Califórnia, bem na região onde está situado o belo lago conhecido como Big Bear Lake! Aquele tipo de região que compensa qualquer falha que o filme venha a ter, inclusive em termos de figurinos e roteiro. Cito os figurinos porque os caçadores e cowboys que vão surgindo na tela mais parecem modelos de roupas estilizadas do velho oeste do que homens selvagens que viveram naquela época. O roteiro também não é grande coisa pois é bobinho e derivativo. Mesmo assim deixe tudo isso de lado e procure conhecer o filme, as paisagens e o mundo natural valerão qualquer esforço.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

O Espião Que Veio do Frio

O Espião Que Veio do Frio 
Esse é o tipo de filme que eu gostaria de assistir nos dias atuais. Infelizmente Hollywood não produz mais filmes como esse que priorizam a inteligência, com boas tramas de espionagem. Quando se produz filmes sobre espiões atualmente tudo acaba desandando, mais cedo ou mais tarde, para cenas de ação espetaculares. Nada contra filmes de ação, entretanto as boas tramas, os grandes conchaves, as jogadas sutis e as conspirações que sempre envolveram o mundo dos espiões, parecem ter ficado para trás de forma definitiva! Uma pena! Lamento muito.

No enredo desse filme o ator Richard Burton interpreta um espião inglês. Sua missão é localizar e eliminar um agente duplo que agora atua dentro da Alemanha Oriental, se tornando bem conhecido por eliminar justamente espiões britânicos. O problema é atravessar a cortina de ferro (a história se passa na guerra fria) e localizar esse assassino. Pior do que isso, como chegar até ele sem deixar suspeitas? Revelar mais seria estragar as surpresas de um roteiro mais do que inteligente. Em determinado momento do filme vem a surpresa, a reviravolta que vai fazer você abrir um sorriso de satisfação por ter assistido a esse clássico das histórias de espionagem internacional. Assim não há mais nada do que dizer, apenas que se trata de um filmão! Adorei!

O Espião Que Veio do Frio (The Spy Who Came in from the Cold, Reino Unido, Estados Unidos, 1965) Direção: Martin Ritt / Roteiro: John le Carré, Paul Dehn, Guy Trosper / Elenco: Richard Burton, Oskar Werner, Claire Bloom / Sinopse: Durante a guerra fria um agente inglês é enviado para a Alemanha Oriental para neutralizar um agente duplo que está colocando em risco a vida de espiões ingleses que atuam atrás da cortina de ferro. Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor ator (Richard Burton) e melhor direção de arte (Hal Pereira, Tambi Larsen, Edward Marshall, Josie MacAvin).

Pablo Aluísio. 

domingo, 11 de maio de 2025

O Paraíso e a Serpente

Título no Brasil: O Paraíso e a Serpente
Título Original: The Serpent
Ano de Lançamento: 2021
País: Reino Unido
Estúdio: Netflix
Direção: Hans Herbots, Tom Shankland
Roteiro: Richard Warlow, Toby Finlay
Elenco: Tahar Rahim, Jenna Coleman, Billy Howle, 
Ellie Bamber, Mathilde Warnier

Sinopse:
Na década de 1970, um francês e sua jovem esposa passam a aplicar golpes em turistas estrangeiros no sudeste asiático. Eles topam suas vítimas para roubar suas joias, dinheiro e passaporte. Depois se livram de seus corpos. Tudo acaba sendo descoberto por um funcionário da Embaixada da Holanda que a partir de então passa a lutar para que todos os envolvidos sejam presos e punidos pela justiça. 

Comentários:
Uma história terrível que eu não conhecia! Comecei a assistir essa minissérie meio por curiosidade e acabei ficando absorvido por tudo o que ia se desenrolando na tela - e que, pasmem, foi baseado numa história real! O criminoso tinha vários nomes, tanto que foi complicado na época até mesmo descobrir sua identidade real. Ele matou inúmeros turistas, a maioria deles jovens hippies em viagens por países como Tailândia, Nepal e até mesmo Índia. Essas pessoas, a maioria sem grande experiência de vida, acabavam caindo no golpe desse assassino em série. E como na maioria das vezes esses assassinatos eram cometidos em lugares e regiões distantes e atrasadas, com policiais corruptos, o assassino acabou ficando impune por anos e anos, sempre atraindo novas vítimas. E o seu modo de agir praticamente não mudava, mostrando como era fácil cometer crimes naquela parte do mundo. Uma história certamente chocante e bem triste, mostrando muito bem até onde pode ir a maldade e a perversidade humana! 

Pablo Aluísio.

sábado, 10 de maio de 2025

The Beatles - Rubber Soul - Parte 3

The Beatles - Rubber Soul - Parte 3
Outra obra-prima desse álbum é a música "Nowhere Man". Essa é uma criação de John Lennon que escreveu letra e melodia. Novamente Lennon escreve sobre si mesmo numa linguagem à la Bob Dylan (como ele gostava de se referir). John tinha essa personalidade angustiada, com toques depressivos que geravam ótimas letras. De fato ele aqui em “Rubber Soul” realmente começa a se soltar como compositor e criador. Seu lado mais centrado em si mesmo começa a dominar suas criações. Curiosamente essa música iria dar título a uma cinebiografia muito interessante de John Lennon no cinema. Eu indicaria a quem gosta dos Beatles. 

Outra música marcante de John Lennon nesse disco é a faixa "The Word". Para muitos críticos de música essa canção foi a primeira essencialmente psicodélica dos Beatles. Já antecipava com sua letra o que viria a acontecer a seguir, especialmente no verão do amor de 1967. Sem querer e ter consciência plena disso, Lennon antecipava o que iria surgir em Woodstock, o movimento hippie e tudo o mais que iria acontecer naquela geração do Flower Power. Sem dúvida um marco na música dos Beatles.  

Bem menos pretensiosa era "Think for Yourself". Essa foi composta e cantada por George Harrison. É fato que ele sempre se sentiu muito inseguro em levar suas próprias músicas para John e Paul. E nem sempre tinha suas criações aceitas pelos demais Beatles. Ao longo dos anos muitas delas foram recusadas. Isso criou em Harrison um sentimento de insegurança e muito ressentimento, em especial para com Paul McCartney, que ele particularmente foi odiando ao longo de todos aqueles anos dentro do estúdio. Chegou ao ponto dele dizer, nos anos 70, que poderia voltar a trabalhar com John Lennon, mas que jamais iria gravar de novo com Paul McCartney. 

E por falar em Paul McCartney, era dele a canção "You Won't See Me". Essa foi uma canção que Paul compôs e gravou sem maiores pretensões artísticas. Apenas uma boa música para completar o álbum, como ele bem iria confidenciar em entrevistas depois. Era uma música bacana, bem agradável de se ouvir. Na época ele estava curtindo ainda seu longo relacionamento com Jane Asher e essa foi outra criada dentro desse namoro, que quase virou casamento. 

Pablo Aluísio. 

Elvis Presley - A Date With Elvis - Parte 3

A música "Young And Beautiful" foi escrita pela dupla de compositores Aaron Schroeder e Abner Silver. Gravada por Elvis em 30 de abril de 1957, fez parte da trilha sonora do filme "Jailhouse Rock". Sempre foi uma bela balada subestimada, nunca usada adequadamente fora do contexto do filme. Curiosamente durante a década de 1970, em ensaios, Elvis esboçou uma tentativa de levar a música para os palcos, porém só ficou na intenção mesmo. Há uma boa versão dessa época, lá por volta de 1972, onde Elvis ensaia a canção com seu grupo em estúdio. Ficou bonita, apesar de ser uma versão bem despretensiosa.

E a RCA Victor encaixou outras faixas de filmes de Elvis nessa coletânea. Uma delas foi "We're Gonna Move". Oficialmente ela veio creditada como sendo composta por Vera Matson e Elvis Presley. Na verdade hoje sabemos que todo o material do filme "Love Me Tender" foi composto pelo maestro da Fox Ken Darby. Ele apenas não quis assinar essas criações, por motivos diversos, colocando as músicas como sendo feitas por sua esposa Vera e por Elvis, para agradar ao Coronel Parker que estava de olho nos direitos autorais das músicas gravadas por Elvis. Nada pessoal, uma questão puramente de negócios.

Eu adoro a dupla Jerry Leiber e Mike Stoller. Em minha opinião as melhores músicas gravadas por Elvis nessa fase roqueira dos anos 1950 foram compostas por eles. Só que, apesar dessa admiração, devo dizer que "I Want To Be Free" se torna bem enjoativa depois de algumas audições. Gravada em abril de 1957, dentro do pacote de "Jailhouse Rock", essa música é certamente uma das mais fracas dessa celebrada trilha sonora. O que poderia ser pior do que isso? Basicamente temos alguns grandes clássicos nesse filme, mas essa aqui pode ser chamada de "musiquinha" sem medo de soar como uma injustiça. Enjoativa e banal, nem parece uma música com a assinatura dos geniais Leiber e Stoller.

Um fato curioso sobre esse álbum é que em sua edição original norte-americana, havia uma bonita direção de arte. Dentro de uma capa que abria - tal como se fosse um álbum duplo - havia muitas fotos de Elvis no exército, além de um enorme calendário do ano de 1960, que seria aquele em que Elvis retornaria aos Estados Unidos após cumprir serviço militar. Na década de 1980, para ser mais específico, em 1982, saiu a última edição desse disco em vinil no Brasil. Fazia parte da série "Pure Gold". Pena que toda a bonita direção de arte da edição original foi deixada de lado. Em uma edição pobre trazia capa e contracapa iguais, sem nenhum luxo. Uma versão bem decepcionante para os colecionadores da época.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Anora

Anora 
O fato desse filme ter sido o vencedor do Oscar de melhor filme do ano demonstra que há problemas no cinema atual ou pelo menos que há muitos problemas nos votantes do maior prêmio do cinema mundial. Veja, não quero dizer com isso que esse seja um filme ruim, nada disso, apenas que é um filme comum. Não vi nada demais nele, em nenhum aspecto. Começa como um daqueles filmes de adolescentes dos anos 80 onde um carinha muito louco decide embarcar numa série de farras e festinhas, tão típicas de sua idade. Até aí nada demais. Ele acaba contratando uma garota de programa e meio que perde a cabeça com ela. Depois de uma transa rápida decide contratar a moça (a tal Anora) para passar ao seu lado durante uma semana. Preço do programinha: 10 mil dólares! 

Então parte ele e sua amada de programa para Las Vegas, a cidade do pecado, onde em cada esquina tem uma capelinha para a relização de casamentos Fast Food. E não demora muito, lá vai o desmiolado casar com a garota de programa e stripper! O problema é que apesar de ter 21 anos de idade ele ainda age como um adolescente retardado de 14. Então seus pais descobrem o ocorrido. Eles são russos, envolvidos em negócios não muito legais (provavelmente aqueles magnatas que orbitam Putin) e viajam às pressas para a Rússia. 

E aí, meus caros, o filme vira uma daquelas comédias dos anos 80, tipo Sessão da Tarde, com muitas confusões para anular esse casamento. O filme é isso! Eu fiquei surpreso com a superficialidade de tudo! Eu sou de um tempo em que o Oscar premiava filmes que eram verdadeiros eventos cinematográficos do ano, filmes grandiosos, que marcavam época! Esse "Anora" é só engraçadinho! Nem o trabalho da atriz, que também venceu o Oscar, me causou qualquer tipo de espanto. É muito mais do mesmo. E ela fica pelada grande parte do filme! Enfim, "Anora" é um daqueles vencedores que vão ser esquecidos rapidamente. Um filme fraco para falar a verdade. 

Anora (Anora, Estados Unidos, 2024) Direção: Sean Baker / Roteiro: Sean Baker / Elenco: Mikey Madison, Paul Weissman, Yura Borisov / Sinopse: Jovem rapaz, filho de um milionário russo, arma uma grande farra nos Estados Unidos. Contrata uma garota de programa e fica louco por ela. Acaba se casando com a jovem chamada Anora em um fim de semana de festas em Las Vegas, algo que deixa seus pais furiosos. 

Pablo Aluísio. 

Rosa de Versalhes

Rosa de Versalhes
Muitas vezes é interessante fugir do habitual, daquilo que se está acostumado a assistir. Assim decidi assistir a essa animação japonesa que se passa durante a revolução francesa! Foi baseada em um  mangá escrito por Riyoko Ikeda na década de 1970. A protagonista, a jovem de longos cabelos loiros que trabalha como militar no Palácio de Versalhes durante os anos de Maria Antonieta, jamais existiu, é apenas uma personagem de ficção rodeada de figuras históricas reais. A própria Rainha francesa tem muito espaço dentro da história, aumentando ainda mais o interesse na animação (pelo menos esse foi exatamente o meu caso!). 

E no que se refere à própria história de Maria Antonieta tudo está bem fiel aos acontecimentos históricos. Ela de fato era apaixonada por um conde sueco chamado Hans Axel von Fersen. Inclusive cartas secretas revelando seus sentimentos foram encontradas muitos anos após sua morte por historiadores. Não é mera ficção, é fato histórico real! Isso revelava a tragédia que era sua vida! Cercada por revolucionários que queriam sua morte e presa a um casamento real com um homem que não amava, apenas respeitava! Era um amor impossível de se concretizar! De qualquer forma deixo essa dica. Eu gostei bastante da animação. Algo que resistiu até mesmo aos momentos de musical chatinho que o desenho também apresenta. Ninguém é perfeito!

Rosa de Versalhes (Versailles no bara, Japão, 2025) Direção: Ai Yoshimura / Roteiro: Riyoko Ikeda, Tomoko Konparu Elenco: Miyuki Sawashiro, Toshiyuki Toyonaga, Felecia Angelle / Sinopse: Essa animação conta a história da militar Oscar Francois de Jarjayes. Trabalhando em Versalhes logo se torna amiga da rainha Maria Antonieta. Algo que irá mudar com a chegada da Revolução Francesa. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Caos e Destruição

Caos e Destruição
Filme de ação da Netflix. Estrelado pelo ator brucutu Tom Hardy. Vi muita gente criticando, mas em minha opinião, essa é uma fita OK. Bem mediana, mas que cumpre aquilo que promete, afinal o cinema não vive apenas de grandes filmes marcantes. Há espaço desde sempre para esse tipo de produção. Eu me lembro dos anos 80, talvez a década símbolo desses filmes de ação. As locadoras eram cheias desses Action movies, sinal que o público gostava! Esse fita aqui ficaria perfeitamente adequado numa fileira de VHS daquela década. Pois bem, na história o Tom Hardy interpreta um policial. Não é dos tiras mais honestos, já que se envolveu com muita coisa errada no passado. Agora tenta livrar o filho do prefeito que se envolveu numa guerra de quadrilhas do submundo. Ele esteve envolvido na morte de um jovem, filho de uma poderosa líder da máfia chinesa. Então já viu, vai sobrar tiros e porradas para todos os lados! As cenas de ação inclusive são bem realizadas, com destaque para a perseguição inicial com os carros da polícia tentando parar um caminhão cheio de material roubado dentro!

Um dos aspectos que eu vou frisar nesse filme vem nos tiros dados pelos personagens. Sim, isso mesmo. Trabalharam muito nos efeitos digitais desses momentos de ação. Todas as balas causam o estrondo de uma arma ponto 50, aquelas gigantes das forças armadas. Não importa o calibre da arma que qualquer personagem esteja usando em cena, sempre vai sair uma bala ponto 50 de seu cano! Fica legal, devo admitir, causa impacto nas cenas, mas do ponto de vista da realidade de um tiro desses fica muito exagerado. Enfim, esse filme é isso aí, puro exagero! Certamente os que curtem esse tipo de produção de ação vão gostar...

Caos e Destruição (Havoc, Estados Unidos, 2025) Direção: Gareth Evans / Roteiro: Gareth Evans / Elenco: Tom Hardy, Timothy Olyphant, Forest Whitaker, Jessie Mei Li, Justin Cornwell, / Sinopse: Tira corrupto tenta salvar o filho do prefeito após ele se envolver numa sangrenta guerra de quadrilhas. Uma chefe da máfia chinesa o procura para vingar a morte de seu próprio filho. E ela está determinada a conseguir alcançar seus objetivos. 

Pablo Aluísio. 

A Batalha das Ardenas

A Batalha das Ardenas
Essa foi a última cartada de Hitler na Segunda Guerra Mundial. O exército alemão estava em frangalhos, sendo destruído sistematicamente no leste pela invasão da União Soviética. Sem alternativas, o insano e desesperado Hitler decidiu ir para o tudo ou nada, numa grande ofensiva contra as forças aliadas que vinha conquistando territórios no oeste, depois do Dia D. O lugar escolhido para essa grande ofensiva foi a floresta das Ardenas, uma região de complicada operação. Por essa razão os aliados tinham poucos e cansadas tropas por ali. Imagine a surpresa daquelas militares quando se viram frente a frente com divisões e mais divisões blindadas do exército alemão! O filme até que tem seus méritos, mas não espere por uma grande produção. Esse é um filme de guerra com orçamento mais restrito. Isso também não significa que fizeram uma porcaria de filme, nada disso. As cenas de combates são até que muito bem realizadas. Tem bom timing e os conflitos armados diretos entre aliados e nazistas soam bem feitos. 

Só reclamaria do final abrupto da história. Você está ali concentrado nas cenas, no desenrolar dos acontecimentos e de repente, quase sem mais nem menos, o filme acaba! Você vai ficar surpreso! Para complementar ainda há longos textos nos letreiros finais contando a história de alguns desses militares que morreram nessa batalha. Tudo detalhado, só que confesso que esse tipo de material só vai interessar mesmo a quem tem muito interesse por história militar. Para o público em geral, que só queria assistir a um bom filme de guerra, vai ficar um gostinho de desconfiança e meio de decepção pela forma rápida que o filme foi encerrado. Faltou mesmo um melhor capricho nesse roteiro. 

A Batalha das Ardenas - A Última Ofensiva de Hitler (Wunderland, Estados Unidos, 2018) Direção: Steven Luke / Roteiro: Steven Luke / Elenco: Tom Berenger, Steven Luke, Aaron Courteau / Sinopse: Durante a fase final da Segunda Guerra Mundial o líder nazista Adolf Hitler ordena uma grande ofensiva na região da Ardenas. E um pequeno grupo do exército aliado precisa deter o avanço das forças do III Reich. História baseada em fatos históricos reais. 

Pablo Aluísio.