terça-feira, 20 de maio de 2008

Little Richard - Little Richard (1958)

Little Richard (1958)
Também conhecido como "Little Richard Volume 2" esse segundo álbum do cantor e compositor Little Richard é um dos mais importantes da história do Rock! O próprio Little Richard chamava esse disco de um verdadeiro milagre! Afinal ele se considerava um homem humilde, de origem bem pobre. Um artista como ele, negro, pobre e homossexual, conseguir gravar um segundo LP em plenos anos 50 era mesmo um feito e tanto. Afinal Richard sofreu, desde que surgiu, todos os tipos de preconceitos que você possa imaginar. E os LPs, naqueles tempos, eram reservados apenas para grandes artistas, cantores consagrados! Não era um formato para cantores de seu estilo, de jeito nenhum! Nesse aspecto Richard pode ser considerado um grande pioneiro! 

E então surgiu esse cantor de voz rasgada, estridente ao máximo, cantando Rock! Pode ter certeza que muita gente ficou incomodada! De qualquer maneira uma coisa é certa, esse disco é um clássico absoluto da história do Rock! Entre as faixas temos hits insuperáveis, músicas que depois seriam regravadas pelos maiores nomes do Rock como os Beatles e Elvis Presley. O Rei do Rock inclusive regravou, de uma só vez, três músicas desse disco em seu álbum chamado "Elvis". Então, não havia mesmo muito mais o que dizer. É um disco realmente fenomenal, que mais parece uma coletânea de grandes sucessos! Uma prova definitiva da importância desse artista no surgimento do gênero musical mais popular do século XX. 

Little Richard - Volume 2 (1958)
Rip It Up
Ready Teddy
Heeby-Jeebies
Slippin’ and Slidin’
Long Tall Sally
Miss Ann
Jenny, Jenny
True Fine Mama
Can’t Believe You Wanna Leave
Lucille
Send Me Some Lovin’
Good Golly, Miss Molly

Pablo Aluísio. 

Discografia Americana de álbuns de Little Richard


Little Richard – Álbuns de estúdio (EUA)
Here’s Little Richard (1957)
Little Richard (1958)
The Fabulous Little Richard (1959)
Pray Along with Little Richard, Vol. 1 (1960)
Pray Along with Little Richard, Vol. 2 (1960)
King of the Gospel Singers (1962)
Little Richard Is Back (And There’s a Whole Lotta Shakin’ Goin’ On!) (1964)
Little Richard’s Greatest Hits (1965)
The Explosive Little Richard (1967)
The Rill Thing (1970)
King of Rock and Roll (1971)
The Second Coming (1972)
Southern Child (1972)
Lifetime Friend (1976)

Obs: Em negrito álbuns que já foram comentados em nosso blog Music! 

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Frank Sinatra - The Voice of Frank Sinatra

Frank Sinatra - The Voice of Frank Sinatra 
Esse é considerado o primeiro álbum da carreira de Frank Sinatra. Só que esse conceito precisa de algumas explicações. Quando chegou pela primeira vez no mercado não havia ainda, por parte das gravadoras, o conceito de LP. Era uma fase ainda muito primitiva da indústria fonográfica. O que chegou nas mãos dos fãs de Sinatra naquele ano foi uma espécie de coleção, com quatro discos de 78 rpm contendo oito músicas gravadas pelo cantor. Todos os discos faziam parte desse pacote e só poderiam ser adquiridos juntos. Na época se chamava de coleção ou box! Era, em todos os aspectos, um álbum, lançado em um tempo em que ainda não existia os LPs. 

Anos depois finalmente essas faixas foram reunidas no formato LP tal como conhecemos hoje em dia. Conceitualmente era um álbum e assim é considerado pelos colecionadores em geral. A adaptação, se assim pudermos chamar, está bem correta do ponto de vista histórico. O "álbum" de Sinatra foi lançado pela Columbia Records. Na época Sinatra era o mais bem sucedido artista do selo, vendendo milhares de cópias de seus acetatos. É um disco que hoje em dia surpreenderia o ouvinte que só chegou a conhecer o Sinatra das grandes orquestras. Os arranjos aqui são bem sutis, baseados em cordas suaves, sob a direção do maestro Axel Stordahl, marcando o estilo romântico inicial de Sinatra. O sucesso foi maravilhoso e Sinatra sentiu-se confiante para seguir em frente apenas com seu nome, sem ser o cantor de big bands, como a de Tommy Dorsey. Foi um momento de mudança definitiva em sua carreira. 

The Voice of Frank Sinatra (1946)
You Go to My Head
Someone to Watch Over Me
These Foolish Things
Why Shouldn’t I?
I Don’t Know Why (I Just Do)
Try a Little Tenderness
(I Don’t Stand) A Ghost of a Chance
Paradise

Pablo Aluísio. 

Frank Sinatra - Discografia Americana


Frank Sinatra - Discografia Americana
Lista com todos os álbuns lançados pelo cantor Frank Sinatra até o ano de sua morte. 

Frank Sinatra - Discografia Americana
The Voice of Frank Sinatra
Songs by Sinatra 
Christmas Songs by Sinatra 
Frankly Sentimental 
Dedicated to You 
Sing and Dance with Frank Sinatra 
Songs for Young Lovers 
Swing Easy! 
In the Wee Small Hours 
Songs for Swingin’ Lovers! 
Close to You 
A Swingin’ Affair! 
Where Are You? 
A Jolly Christmas from Frank Sinatra
Come Fly with Me 
Frank Sinatra Sings for Only the Lonely
Come Dance with Me! 
No One Cares 
Nice ’n’ Easy 
Sinatra’s Swingin’ Session!!! 
Ring-a-Ding-Ding! 
Come Swing with Me! 
Sinatra Swings (ou Swing Along With Me) 
I Remember Tommy 
Sinatra and Strings 
Point of No Return 
Sinatra and Swingin’ Brass 
All Alone 
Sinatra Sings Great Songs from Great Britain

Pesquisa: Pablo Aluísio.  

domingo, 18 de maio de 2008

Discografia Norah Jones


Discografia Norah Jones

Álbuns de estúdio: 
Come Away With Me (2002)
Feels Like Home (2004)
Not Too Late (2007)
The Fall (2009)
Little Broken Hearts (2012)
Foreverly (2013)
Day Breaks (2016)
Begin Again (2019)
Pick Me Up Off the Floor (2020)
I Dream of Christmas (2021)
Visions (2024)

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Discografia Americana de álbuns de Chuck Berry


Chuck Berry – Álbuns de estúdio (EUA)
After School Session (1957)
One Dozen Berrys (1958)
Chuck Berry Is on Top (1959)
Rockin’ at the Hops (1960)
New Juke Box Hits (1961)
Two Great Guitars (1964)
St. Louis to Liverpool (1964)
Chuck Berry in London (1965)
Fresh Berry’s (1965)
Chuck Berry’s Golden Hits (1967)
Concerto in B Goode (1969)
Back Home (1970)
San Francisco Dues (1971)
The London Chuck Berry Sessions (1972
Bio (1973)
Chuck Berry (1975)
Rock It (1979)
Chuck (2017)

Obs: Em negrito álbuns que já foram comentados em nosso blog Music! 

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

sábado, 17 de maio de 2008

Rolling Stones - The Rolling Stones No. 2

The Rolling Stones No. 2
O segundo álbum dos Rolling Stones no Reino Unido, intitulado The Rolling Stones No. 2, foi lançado em janeiro de 1965 e representa um passo decisivo na consolidação da identidade musical da banda. Ainda profundamente enraizado no rhythm and blues norte-americano, o disco mostra o grupo mais seguro de sua sonoridade crua, agressiva e urbana, em contraste direto com a imagem mais comportada de outros conjuntos britânicos da época. Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts ampliam aqui o repertório de influências, revisitando clássicos do soul, do blues elétrico de Chicago e do rock and roll, sempre com uma abordagem áspera e intensa. A produção privilegia a energia das gravações quase ao vivo, reforçando a reputação dos Stones como uma banda que soava mais perigosa e visceral do que muitos de seus contemporâneos.

Embora ainda dependa majoritariamente de composições de artistas como Solomon Burke, Marvin Gaye, Willie Dixon e Chuck Berry, The Rolling Stones No. 2 já aponta para a transição criativa que culminaria na afirmação da dupla Jagger/Richards como compositores. Faixas como “Grown Up Wrong” e “Off the Hook” indicam esse amadurecimento autoral inicial, mesmo que o foco principal continue sendo a releitura apaixonada de standards do R&B. O álbum foi bem recebido pelo público britânico e alcançou o topo das paradas, reforçando o status do grupo como uma das principais forças do rock no Reino Unido em meados dos anos 1960. Mais do que um simples segundo disco, ele ajudou a definir o DNA dos Rolling Stones: blues pesado, atitude rebelde e uma conexão direta com as raízes mais negras da música americana.

The Rolling Stones No. 2 (1965)
Everybody Needs Somebody to Love
Down Home Girl
You Can’t Catch Me
Time Is on My Side
What a Shame
Grown Up Wrong
Down the Road Apiece
Under the Boardwalk
I Can’t Be Satisfied
Pain in My Heart
Off the Hook
Susie Q (Part I)

Erick Steve. 

Amy Winehouse - Back to Black

Amy Winehouse - Back to Black
Eu sempre amei a musicalidade dos anos 50 e 60. Certo dia, ouvindo rádio, começou a tocar a nova música da Amy Winehouse! Fiquei completamente surpreso, pensando estar ouvindo uma música antiga, de uma cantora que não conhecia. Claro, estava errado. Amy Winehouse era uma artista moderna, mas que havia se inspirado não apenas na musicalidade das girl groups da Motown (The Ronettes, The Supremes, etc), mas também em seu visual. Não havia nada parecido com ela naquela época, era uma cantora com vocal e estilo completamente singulares! E vocês podem imaginar minha cara quando a vi pela primeira vez no palco, com aquele cabelo dos anos 60, estilo bolo de noiva! Era algo surreal demais para ser verdade. 

E pelo visto não foi apenas esse que escreve essas linhas que ficou chocado e admirado com seu talento. Com esse mesmo álbum ela faria história no Grammy, vencendo cinco prêmios em uma só noite - inclusive o de melhor disco do ano! Tudo merecido! Esse álbum é mesmo um primor, um disco que era um espelho e um reflexo da própria cantora. As letras, muito autorais, mostrava a história de uma personagem (ela mesma, se pensarmos bem) lutando e perdendo a batalha para seus vícios e amores tóxicos. Ela assim voltava, digamos, para o lado negro da vida. Uma pena que tudo era tão real que acabaria mesmo em tragédia. Amy Winehouse se auto destruiu em pouco tempo. Lamento que ela tenha levado essa sua personagem tão a sério! 

Amy Winehouse - Back to Black (2006)
Rehab
You Know I'm No Good 
Me & Mr Jones 
Just Friends 
Back to Black
Love Is a Losing Game
Tears Dry on Their Own
Wake Up Alone
Some Unholy War
He Can Only Hold Her 
Addicted

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Guia Completo: Amy Winehouse - Back to Black

Nasceu de um coração partido
Amy escreveu a maior parte do álbum após o fim de seu relacionamento com Blake Fielder-Civil — que acabou se tornando seu marido depois. As letras são confissões diretas de dor, ciúme e recaída emocional. O título Back to Black simboliza “voltar à escuridão” (black), tanto no amor quanto na luta contra o vício e a depressão.

Gravado em apenas algumas semanas
Apesar de sua profundidade, o álbum foi gravado rapidamente — em cerca de 3 a 4 semanas, entre Miami e Nova York, sob produção de Mark Ronson e Salaam Rem. Amy gravava as vozes em uma ou duas tomadas, quase sempre sem retoques.

Som retrô inspirado nos anos 1960
Mark Ronson buscava recriar o espírito das girl groups da Motown (The Ronettes, The Supremes).
Por isso, usou instrumentos analógicos, reverbs vintage e arranjos de metais e cordas típicos da época. Amy dizia que queria que o disco soasse como “música que minha avó escutaria, mas com palavrões”.

“Rehab” foi escrita em 15 minutos
O produtor Mark Ronson contou que Amy lhe disse casualmente: “Meu pai quis me mandar pra reabilitação, mas eu disse não, não, não.” Ronson achou a frase perfeita para uma música — e em 15 minutos eles escreveram “Rehab”, que se tornaria o maior sucesso de sua carreira.

A capa tem um significado escondido
A foto de Amy sentada em uma cadeira contra uma parede azul representa fragilidade e isolamento, contrastando com seu visual de diva soul.
A ideia veio da fotógrafa Mischa Richter, que quis mostrar “a mulher por trás da persona pública”.

O álbum quase se chamou “Black to Black”
Amy originalmente sugeriu o título Black to Black, mas Ronson achou que “Back” soava melhor e trazia um duplo sentido mais poético — “voltar para o preto”, “voltar para o vazio”.

Influências musicais
Amy se inspirou em grupos vocais antigos como The Shangri-Las e The Ronettes, groups femininos vocais dos anos 60; que ela pessoalmente adorava ouvir desde criança. Também sempre citava a cantora Sarah Vaughan e artistas do passado como Ray Charles e Dinah Washington. 

“Love Is a Losing Game” era sua música favorita
Amy chegou a dizer que era “a única música que realmente a fazia chorar”. George Michael e Prince declararam admiração por essa faixa — Prince chegou a tocá-la em seus shows.

“Tears Dry on Their Own” usa base de Marvin Gaye
A faixa sampleia a clássica “Ain’t No Mountain High Enough”, de Marvin Gaye e Tammi Terrell.
Amy escreveu a letra antes da melodia e só depois percebeu que encaixava perfeitamente na harmonia da canção de Gaye.

O sucesso veio acompanhado da tragédia
Com o estouro mundial de Back to Black, Amy entrou sob enorme pressão midiática. O sucesso, paradoxalmente, aprofundou seus problemas com álcool e drogas — e o álbum acabou se tornando um espelho profético de sua autodestruição. Cinco anos depois, em 2011, Amy faleceu aos 27 anos, entrando no famoso “Clube dos 27”.

Recordista no Grammy
Amy foi a primeira artista britânica a vencer cinco Grammys em uma só noite (2008) — algo histórico até então. Ela assistiu à cerimônia de Londres, por não conseguir visto para entrar nos EUA devido a problemas judiciais.

“Valerie” não faz parte do álbum original
Apesar de ser um dos maiores sucessos associados a Amy, “Valerie” foi gravada para o álbum Version (2007) de Mark Ronson, e entrou apenas na edição deluxe de Back to Black.

O álbum venceu 5 Grammy Awards. Foi assim premiado nas categorias de Álbum do ano, Gravação do Ano ("Rehab"), Canção do Ano ("Rehab"), Melhor Artista Revelação e Melhor Álbum Pop Vocal. 

No total o álbum vendeu 20 milhões de cópias ao redor do mundo. Foi considerado como um dos melhores álbuns da década de 2000 pela revista Rolling Stone. Seis singles foram extraídos do disco, todos com boas vendas comerciais.