quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O Conan de Arnold Schwarzenegger


Conan, O Bárbaro
Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian) foi lançado em 14 de maio de 1982 e marcou a estreia de John Milius na direção de um épico de fantasia sombria que se tornaria referência no gênero. O filme revelou Arnold Schwarzenegger como protagonista absoluto, ao lado de James Earl Jones, Sandahl Bergman e Gerry Lopez. Ambientado em um mundo fictício inspirado na Era Hiboriana criada por Robert E. Howard, o filme acompanha Conan desde a infância marcada por tragédia até sua transformação em um guerreiro moldado pela dor, pela escravidão e pelo desejo de vingança. A narrativa se inicia com a destruição de sua aldeia por um culto misterioso liderado por um líder carismático e cruel, evento que define toda a trajetória do personagem. A partir desse ponto de partida, o filme constrói uma jornada brutal e mitológica sobre força, destino, liberdade e sobrevivência, sem jamais antecipar o desfecho da saga.

Quando lançado, Conan, o Bárbaro provocou uma reação crítica mista, dividindo a imprensa americana. O The New York Times descreveu o filme como “excessivamente violento e narrativamente primitivo”, embora tenha reconhecido a força visual e a trilha sonora marcante de Basil Poledouris. Já o Los Angeles Times foi mais receptivo, elogiando a ambição épica do projeto e afirmando que o filme possuía “uma energia mitológica rara no cinema comercial da época”. A atuação física de Schwarzenegger foi vista com ceticismo por alguns críticos, mas também reconhecida como adequada à natureza quase arquetípica do personagem.

A revista Variety destacou o filme como “um espetáculo visual poderoso”, apontando que sua força residia menos nos diálogos e mais na construção imagética e simbólica. O The New Yorker, por sua vez, observou que o filme parecia “mais interessado em criar um mundo e uma atmosfera do que em contar uma história convencional”, o que afastou parte da crítica tradicional. Ainda assim, muitos analistas reconheceram que havia algo singular na abordagem de John Milius, que tratava a fantasia com seriedade operística e um tom quase filosófico. Na época, o consenso crítico foi dividido, com elogios ao visual e à trilha sonora, mas reservas quanto ao roteiro e à brutalidade explícita.

No campo comercial, Conan, o Bárbaro foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 20 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 68 milhões mundialmente. Nos Estados Unidos, o desempenho foi especialmente forte, consolidando o filme como um dos maiores sucessos de fantasia do início dos anos 1980. O retorno financeiro expressivo garantiu não apenas a continuação direta, mas também transformou Arnold Schwarzenegger em uma estrela internacional, abrindo caminho para sua carreira dominante no cinema de ação da década seguinte.

Com o passar dos anos, Conan, o Bárbaro passou por uma reavaliação crítica altamente positiva. Atualmente, o filme é visto como um clássico cult e um dos exemplos mais influentes da fantasia adulta no cinema. Críticos contemporâneos destacam a trilha sonora monumental, a direção visual rigorosa e o tom sério com que o filme trata seus temas. A obra é frequentemente elogiada por não suavizar seu universo e por abraçar uma estética brutal e mitológica, diferenciando-se das fantasias mais leves que viriam depois. Hoje, é considerado o capítulo definitivo do personagem no cinema e um marco cultural dos anos 1980.

Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, Estados Unidos, 1982) Direção: John Milius / Roteiro: John Milius e Oliver Stone (baseado nos personagens criados por Robert E. Howard) / Elenco: Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Sandahl Bergman, Gerry Lopez, Max von Sydow, Mako / Sinopse: Um guerreiro moldado pela tragédia e pela escravidão parte em uma jornada de sobrevivência e vingança em um mundo brutal, onde força, destino e liberdade se confrontam constantemente.

Erick Steve. 

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