domingo, 26 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição XIV
sábado, 25 de abril de 2009
Pensamentos & Reflexões I
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Reflexões dos 50 anos - Edição III
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Reflexões dos 50 Anos - Edição II
Reflexões dos 50 Anos - Edição I
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Crônicas de um Cinéfilo - Texto 12
Crônicas de um Cinéfilo - Texto 11
terça-feira, 21 de abril de 2009
Ciência & Universo
O Lado Negro da Lua
A NASA divulgou seus planos de instalar um radiotelescópio no lado escuro da Lua. A intenção seria construir uma mega estrutura voltada para o lado do universo profundo, para captar transmissões de rádio e partículas. Como se sabe os radiotelescópios que se situam no planeta Terra são prejudicados pelo intenso uso de tecnologia da sociedade moderna. Na Lua isso não aconteceria. Ouvir o universo dessa região seria extremamente importante para a ciência, pois seria captado sons das estrelas mais distantes sem qualquer interferência terrena. Mas como construir esse radiotelescópio? A NASA acredita que a antena principal teria que ter 1 Km de altura. Seria o dobro da maior antena da Terra. Para construir essa estrutura seria usado robôs de última geração. Essa tecnologia já existe. A única questão mais complicada seria diplomática com a China, pois os chineses já possuem duas sondas operacionais no lado escuro da Lua. Será que a China se incomodaria com a presença de um artefato tecnológico como esse naquela região lunar? Outro aspecto interessante é que a NASA tenciona construir esse radiotelescópio dentro de uma das grandes crateras lunares do lado negro da Lua. E essa cratera já estaria nos planos da China, pois os chineses estão explorando a Lua em busca do elemento Hélio 3 que os cientistas chineses consideram o futuro da produção de energia e combustível em nosso planeta. Só o tempo dirá o que vai acontecer sobre tudo isso.
Voyager 1 capta sons estranhos no universo
Lançada em 1977 a sonda Voyager 1 ainda está operacional. A sonda ainda envia sinais para a Terra. Localizada atualmente nos confins do sistema solar, já saída da heliosfera (que é a região do universo que ainda recebe influência do Sol, a nossa estrela), a sonda Voyager 1 já deixou todos os planetas solares para trás. O que despertou a atenção dos cientistas em sua última transmissão foi a captura de um estranho som vindo dos confins de nosso sistema solar. Não se sabe até o momento do que se trata, mas ao ouvir o som o ouvinte fica com a sensação de estar ouvindo uma estação de rádio fora de sintonia, quando de repente surge um som estridente, do nada. E do nada ele também desaparece. Mais do que interessante. Em breve a NASA vai depurar ainda mais esse áudio para que os cientistas da agência cheguem a uma conclusão sobre a origem desse som ainda inexplicável.
Fungos marcianos?
As últimas sondas marcianas enviadas pelos americanos tiraram uma série de fotos do solo do planeta vermelho. E para surpresa dos cientistas notou-se uma série de estruturas bastantes semelhantes com fungos do planeta Terra. O que estaria acontecendo? Será que finalmente se encontrou vida no solo marciano ou ainda é cedo para fazer qualquer afirmação? As estruturas redondas realmente lembram cogumelos, mas como se trata apenas de meras fotos e imagens nada pode ser dito com certeza. Para alguns analistas podem ser apenas pedras redondas, pequenas pedrinhas que possuem semelhanças visuais com fungos terrestres. Porém o fato de que parece ter havido algum tipo de crescimento entre elas, despertou ainda mais a atenção dos observadores.Outra tese afirma que se forem realmente fungos essas estruturas teriam sido levadas para Marte pelos próprios robôs da NASA. Uma contaminação no solo por essas máquinas. Porém se foi isso que aconteceu não deixaria de ser uma noticia e tanto, pois provaria que o solo marciano poderia ser adequado para a proliferação desse tipo de vida. Vamos aguardar nos próximos meses por mais respostas conclusivas.
Europa é um dos satélites naturais do monstro gasoso Júpiter. È praticamente do tamanho da nossa Lua e dentre todos os mundos do nosso sistema solar é um dos mais promissores de apresentar alguma forma de vida. Essa é uma opinião compartilhada por diversos cientistas na comunidade de astronomia mundial. Mas qual seria a razão para que Europa fosse considerada potencial de vida? O pequeno mundo Europa é o que se convencionou chamar de mundo congelado. Sua superfície é toda de gelo. Embaixo dessa capota gelada existe um oceano de amplas possibilidades. Como se sabe a existência de água é um dos fatores que podem tornar a vida possível. A vida na Terra começou nos oceanos e Europa é praticamente toda um oceano. Em cima da crista de gelo as temperaturas são baixas, algo em torno de 150 graus Celsius negativos. Porém embaixo da calota de gelo temos água líquida, muita água.
Os cientistas acreditam que Europa tem amplas possibilidade de abrigar algum tipo de vida, nem que seja puramente molecular. Um oceano daquele tamanho sem uma única forma de vida seria a exceção. A regra, como afirma a ciência, é que haja vida em seus oceanos. Infelizmente as missões até Europa ainda não pousaram em sua superfície, entretanto de todos os satélites do sistema solar, Europa é seguramente o mais visado nos próximos anos. Em breve sondas pousarão naquele mundo em busca de traços de vida.
Pablo Aluísio.
Música & Esportes
Ultimamente tenho ouvido bastante músicas de Noel Rosa. Ele foi genial. Para quem não conhece sua história basta dizer que ele foi um compositor da década de 1930 que criou alguns dos mais belos momentos da música brasileira. Era um cronista de sua vida. Suas canções falavam do amor da dama do cabaré (ele era apaixonada por uma dessas damas chamada Ceci), dos amores, de seu bairro do coração, a Vila Isabel e também dos problemas mais comuns, como a roupa que ele iria para o samba que ela lhe convidou.
Noel Rosa morreu com apenas 26 anos de idade. Morreu ainda na flor da idade. Isso não o impediu de compor mais de 300 músicas, sambas em sua maioria. Noel era jovem da classse média carioca, branco, estudante de medicina, mas isso não o impedia de subir o morro, de ser amigo de compositores negros, aos quais, em união, criou verdadeiras obras primas da música. Se você duvida então ouça "Conversa de Botequim", "Feitiço da Vila", "Com que Roupa", "Palpite Infeliz", "João Ninguém", "Último Desejo", "Só Pode Ser Você" e tantas outras que eu ficaria aqui o dia inteiro escrevendo. Noel se foi muito cedo, mas sua obra musical segue firme, na boca do povo. No Brasil, onde a memória cultural é tão curta, ele conseguiu também romper a barreira do tempo. Grande Noel Rosa, orgulho do povo brasileiro!
Ayrton Senna
Ayrton Senna morreu em 1994. É incrível como o tempo passa rápido. Eu sou do tempo em que domingo pela manhã o Brasil parava para assistir as corridas de fórmula 1 pois era quase certo comemorar mais uma vitória do Ayrton Senna. Digo inclusive que o povo brasileiro estava mal acostumado pois vinha de uma geração que havia feito três campeões brasileiros, Fittipaldi, Piquet e Senna. Parecia que sempre haveria um campeão de Fórmula 1 de nosso país.
Era uma ilusão. Depois que Senna morreu o Brasil nunca mais conseguiu ser campeão mundial de F1. Isso demonstrava o seu valor como piloto e desportista. Eu confesso que nunca fui muito ligado em corridas de Fórmula 1, mas era inegável sua importância para o esporte do Brasil, Isso inclusive em uma época em que praticamente não existia internet em nosso país. Sua morte foi um choque e também o fim de uma era. Hoje bem sabemos o tamanho da lacuna que deixou no esporte brasileiro perante o mundo. Se há heróis na história do Brasil, certamente Senna foi um deles!
Eddie Lawson
Nos anos 80 eu tinha um poster do Eddie Lawson em meu quarto de adolescente. Esse poster ficava bem ao lado de outros posters da época, pois eu gostava de decorar as paredes do meu quarto. Assim havia um poster do Elvis Presley (sempre o meu cantor preferido), um dos Beatles (o meu conjunto de rock preferido de todos os tempos), Da turma do cinema meu quarto dos anos 80 apresentava um grande poster do fortão Arnold Schwarzenegger (que todo jovem curtia por causa dos filmes de ação) e do Stallone como Rocky. Fora esses eu tive posters do Corinthians campeão brasileiro, do A-ha (bem anos 80 mesmo), do filme Platoon (comprei nas bancas pois o filme era um grande sucesso) e outros mais que não me lembro mais. O tempo levou o resto, afundando nas areias do tempo.
Pois bem, o Eddie Lawson era a fera do motociclismo dos anos 80. Ele foi campeão do mundo na categoria 500cc nos anos de 1984, 1986 e 1988. Seu auge aconteceu quando corria na equipe Yamaha Marlboro. E como o Ayrton Senna sua moto tinha as mesmas cores e patrocinadores do corredor brasileiro. Então a identificação vinha mesmo por osmose. Pena que no Brasil as corridas não eram transmitidas. Aliás não havia canais a cabo e emissoras como Globo, Record e Bandeirantes não passavam essa categoria. O jeito era se informar pelas revistas de carros e motos. E nessas mesmas revistas vinham os posters como o que eu tinha do campeão Lawson. Bons tempos aqueles.
Bundesliga
Um fato curioso nessa minha vida escrevendo para blogs. Já fui editor de textos sobre o futebol alemão, sobre a liga alemã, a Bundesliga. Pois é, eu sempre curti futebol em geral, já inclusive escrevi aqui sobre o Corinthians, o time pelo qual eu torço. Pois bem, não é que de repente comecei me vendo escrevendo sobre o Bayern de Munique, o Borussia Dortmund, e até o Schalke 04... coisa da vida! O futebol alemão tem dois problemas em relação ao público brasileiro. O primeiro é o 7 a 1, o que faz com que o torcedor brasileiro tenha uma natural aversão ao futebol jogado na Alemanha. O outro problema é intrínseco ao próprio campeonato alemão. A competitividade nos últimos anos simplesmente desapareceu. Só dá Bayern de Munique, há muitos anos. Assim o interesse pelo campeonato de futebol disputado na Alemanha decai bastante.
Com isso eu encerrei as atividades do blog da Bundesliga. Pena que perdi os textos. Se ainda os tivesse os colocaria aqui, como arquivo, algo que sempre fiz em relação a praticamente todos os textos que já escrevi na internet. Hoje em dia já não tenho interesse em escrever sobre futebol em geral. Não ando nem acompanhando os campeonatos para dizer a verdade. Acredito que futebol é algo da adolescência e da juventude. Depois de alguns anos se perde naturalmente todo aquele interesse de antes.
Outro fenômeno do esporte dos anos 80 foi o boxeador Mike Tyson. Os mais jovens não sabem o que ele significou para o boxe. Em meu ponto de vista ele foi o último grande nome desse esporte. Estava lado a lado com os maiores lutadores da história. E isso não são palavras vazias. Cada luta era um evento e tanto. E o curioso é que as lutas só duravam alguns segundos. Isso mesmo, geralmente o Tyson entrava no ringue dava uns poucos socos no adversário e pronto... o pobre infeliz beijava a lona. Rápido, em um piscar de olhos.
Só que como diz aquela velha frase, nada melhor para destruir fenômenos do que o sucesso e a fama. O Mike Tyson se perdeu rapidamente também. Se envolveu com as mulheres erradas, começou a torrar sua fortuna com besteiras, deixou o esporte de lado e acabou sendo derrotado. Seu auge foi fulminante, mas igualmente fugaz. Ele se perdeu. Não adianta ser um dos maiores desportistas do mundo se não se tem a mente preparada para estar no topo. Se o atleta não tiver a cabeça no lugar a queda é igualmente rapida, direta para o fundo do poço.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição XIII
domingo, 19 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição XII
Crônicas do Futebol - Edição XI
sábado, 18 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição X
Crônicas do Futebol - Edição IX
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição VIII
Crônicas do Futebol - Edição VII
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição VI
E muitas vezes é mais divertido torcer para o seu time do coração do que para a seleção brasileira. O nível de identificação com o time é maior. Em certos meios sociais, onde as pessoas basicamente apenas conversam sobre o futebol, você passa a ser identificado pelas cores do seu time. É o fulano corintiano, o sicrano flamenguista e por aí vai.
O futebol é uma diversão. É esporte. Das coisas menos importantes ele talvez seja o mais importante. Deve-se levar o nobre esporte bretão de forma saudável. Quando começa a ser desculpa para agredir o torcedor do time rival aí deixa de ser futebol. Vira barbaridade, escrotice e psicopatia. Pessoas perderam a vida por futebol e poucos motivos soam mais estúpidos do que esse para se perder a vida. Não faz o menor sentido.
Hoje vejo e acompanho futebol da maneira certa. Vejo os jogos, me divirto, torço muitas vezes mais para assistir a um bom jogo do que necessariamente para meu time vencer. Para quem gosta de futebol hoje em dia também existe um cardápio bem maior. Basta assinar uma TV a cabo para ter acesso a praticamente todos os campeonatos do mundo. A única coisa que complica é ter uma aproximação genuína com um time estrangeiro. Até hoje não escolhi. Assisto esses jogos com o objetivo de apenas ver uma boa partida de futebol. Não há nada melhor.
Pablo Aluísio.
Crônicas do Futebol - Edição V
Neto estava em estado de graça. Esse jogador vinha do Palmeiras, após ser revelado pelo Guarani. Um boato maldoso daquela época dizia que Neto havia sido trocado por dez pares de chuteiras e um empréstimo do jogador Ribamar. Verdade ou não, o fato é que essa piada mostrava que Neto não era nenhuma estrela do futebol da época. Era baixinho e... gordinho! Estava sempre lutando contra a balança.
Só que Neto era mais do que isso. Foi um dos maiores batedores de faltas da história do futebol nacional. Quando surgia uma falta próxima da área do time adversário, a Fiel já começava a comemorar. E realmente tinha razão para esse comportamento. Geralmente se havia uma boa posição para bater a falta, Neto não perdoava. Colocava a bola lá onde a coruja dorme. Impossível para qualquer goleiro alcançar. Era gol na certa.
E foi assim que o Corinthians chegou na final contra justamente o São Paulo. O gol do título veio de uma bola complicada. O desconhecido Tupãzinho achou um lugar para mandar a bola para o gol. Era o que bastava. Com 1 a 0 o Corinthians se sagrou campeão brasileiro pela primeira vez. Foi uma grande festa por toda a cidade de Sâo Paulo. É importante dizer que eu considero esse título um divisor de águas na história do Corinthians. Depois dele começou uma onda de vitórias e mais vitórias, levando o time a vencer outros brasileiros e se sagrar campeão do mundo por 2 vezes. Foi a era de ouro do Corinthians e eu estava lá, acompanhando tudo. Foi realmente um tempo mágico para o Timão.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição IV
O Pelé aliás foi um jogador excepcional. Ele recebeu o título de Rei do Futebol e eu penso que esse é aquele tipo de título mais do que merecido. Ele merece todos os aplausos, todos os elogios. Um atleta perfeito. Um grande orgulho para todos os brasileiros. Em relação ao Santos eu tenho sentimentos dúbios. Eu sei que quando Pelé jogava, quando estava em seu auge, eles venceram nove títulos paulistas em dez anos! Incrível! O Corinthians (meu time do coração) sofreu muito quando Pelé brilhava no Santos. Ficou anos e anos sem vencer do time do Rei. Coisas da vida. Eu não fico com raiva ao ouvir esse tipo de informação. O futebol arte merece mesmo vencer.
Por outro lado - e curiosamente - quando comecei a acompanhar futebol o Pelé não jogava mais no Santos. Aliás ao longo de muitos anos vi muitos times do Santos que mereciam facilmente a alcunha de "times capengas". Um pior do que o outro. Nos anos 80 e 90 inclusive o jogo virou literalmente. O Santos passou a ser freguês do Corinthians. Quando via que o jogo do final de semana seria contra o Santos eu já ficava tranquilo. Era quase certo que o Santos iria colecionar mais uma derrota contra o Corinthians.
Esses times genéricos do Santos eu costumo denominar de "Geração Coca-Cola". Não, não é uma referência ao Legião Urbana. Acontece que por essa época o Santos era patrocinado pela Coca-Cola. E os times que entravam em campo eram bem medíocres, sendo bem sincero. Só anos depois com Neymar e aquela geração é que o Santos passou a ser novamente competitivo. Antes disso era um pato mesmo, apesar de eu sempre ter achado muito bonito o uniforme oficial do time. O branco total é inegavelmente belo em contraste com o verde do gramado.
Pablo Aluísio.
Crônicas do Futebol - Edição III
Os craques em minha opinião enchiam os olhos. Era uma seleção do Brasil que tinha Zido, Sócrates, Falcão e Éder Aleixo (que cobrava faltas como quem detona dinamite). Eu gostava muito também do futebol de Júnior (do Flamengo), Oscar e Leandro. O centroavante não ficava à altura do time, apesar de fazer gols o Serginho Chulapa era apenas mediano. De qualquer forma era uma seleção brasileira mravilhosa. Além de todos os nomes tinha o Telê Santana como treinador. Tudo parecia estar nos eixos. Só faltava levantar a taça.
Só que os deuses do futebol também mostram seus caprichos. A seleção de 1982 estava fadada a ser a melhor seleção do mundo que não iria ganhar nada. Foi terrível a eliminação no jogo contra a itália. Nunca mais o povo brasileiro iria se esquecer do nome de Paolo Rossi. Esse jogador italiano que nem era considerado tão bom assim, jogou como nunca na sua carreira! Aliás ele nunca mais iria jogar tanto até o fim de seus dias como jogador de futebol. Foi só naquele dia... para azar do Brasil!
O Brasil fazia um gol, o Rossi fazia outro. Novo gol do Brasil? Novo gol do Rossi. No final os italianos levaram a melhor e o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo. O canarinho não voou como previa a boa música do Júnior (que chegou até a lançar um compacto na época!). No final de tudo a seleção de 82 ficou conhecida como "a seleção que jogava bonito, mas que não ganhava nada!". Injustiça demais. Essa seleção jamais vai ser esquecida, ao contrário das que foram campeãs e jogaram feio. O que importa no futebol é a beleza e a emoção. Nesses quesitos essa seleção deixou saudades.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Crônicas do Futebol - Edição II
Essa Copa do Mundo tem peculiaridades próprias Foi a única até hoje realizada na Argentina que sempre foi um gigante do mundo do futebol. Também foi a primeira Copa do Mundo conquistada pela Argentina, isso em uma era pré-Maradona. A seleção da Argentina era excelente, tinha craques como Passarella, Ardiles, Kempes e Fillol. Futebol no campo não lhe faltava, tinha uma equipe que poderia ser considerada mesmo uma das melhores do mundo.
Só que o título argentino até hoje ficou marcado por causa de um jogo contra o Peru. Para seguir em frente a Argentina precisava vencer por uma diferença de 4 gols. Até aí tudo bem, uma vez que o Peru nunca foi mesmo uma grande seleção. Só que a Argentina venceu por 6 a 0, passando para a outra fase, tirando o Brasil da Copa, mesmo que a Seleção Canarinho não tivesse perdido nenhum jogo. Claro que o cheiro de marmelada surgiu no horizonte e até hoje se fala nisso.
Pois é, meus caros. Essa Copa do Mundo de 1978 é a minha mais antiga lembrança de Copas que tenho. Só que a seguinte seria aquela que eu iria viver realmente. A Copa do Mundo de 1982. E seria também a minha primeira grande decepção em termos de futebol brasileiro. Até hoje lembro a música "voa canarinho, voa"... mas falarei sobre isso em outra crônica. Até lá!
Pablo Aluísio.