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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O Telefone Preto 2

O Telefone Preto 2
O filme O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2) foi lançado nos cinemas em 16 de outubro de 2025 no Brasil e Portugal, e 17 de outubro de 2025 nos Estados Unidos, sendo dirigido por Scott Derrickson e co-roteirizado por C. Robert Cargill, repetindo a parceria que iniciou com o primeiro filme em 2021. O elenco principal traz de volta Ethan Hawke como o sinistro Sequestrador (The Grabber), além de Mason Thames como Finney Blake e Madeleine McGraw como sua irmã Gwen, com Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora e Demián Bichir em papéis de apoio. A narrativa se passa quatro anos após os eventos traumáticos do primeiro longa, quando Finney, já adolescente, tenta seguir em frente após sobreviver ao cativeiro, enquanto sua irmã começa a ter visões perturbadoras e ligações pelo misterioso telefone preto relacionadas a um acampamento juvenil escondido no passado. O ponto de partida da história conjuga terror sobrenatural e obsessão familiar, e como esse novo pesadelo será resolvido.

Quando foi lançado, O Telefone Preto 2 gerou recepção crítica geralmente positiva, porém mais moderada comparada ao primeiro filme, com críticos destacando tanto seus acertos quanto limitações. Alguns críticos elogiaram a ousadia na expansão do universo do original, com atmosfera assustadora e elementos criativos de terror clássico e sobrenatural, dizendo que o filme “minera sustos memoráveis e temas que convidam à reflexão sobre cicatrizes deixadas pelo passado”, conforme compilado em Rotten Tomatoes. A crítica americana do Los Angeles Times comentou ser “um pouco surpreendente que Black Phone 2 resulte tão profundo e até um tanto religioso em sua abordagem”, mostrando que a sequência não tenta apenas repetir fórmulas consagradas.

Por outro lado, algumas análises notaram que a narrativa pode parecer menos eficiente ou mais convencional em certos pontos, com críticas mencionando que a transformação do antagonista em símbolo quase espiritual nem sempre funciona plenamente ou que o equilíbrio entre o novo terror e a continuidade da história deixa a resolução menos impactante. Vários críticos e agregadores apontaram que o filme é eficaz em sustos e atmosfera, mas nem sempre supera o impacto do horror psicológico do primeiro longa. A opinião geral da crítica em conjunto acabou sendo majoritariamente positiva, mas com ressalvas, refletindo um consenso de que a sequência é sólida e assustadora, embora menos memorável do que seu predecessor para alguns observadores.

No aspecto comercial, O Telefone Preto 2 também se saiu muito bem. O filme estreou no topo das bilheterias dos EUA, arrecadando cerca de US$ 26,5 milhões em seu fim de semana de estreia e posicionando-se acima do desempenho de abertura do primeiro filme. Globalmente, como reportado por fontes de mercado, a arrecadação logo ultrapassou US$ 42 milhões, superando o orçamento estimado em cerca de US$ 30 milhões e garantindo lucro sólido ao estúdio. Esse desempenho fez de O Telefone Preto 2 a maior estreia da Blumhouse em 2025 em termos de bilheterias domésticas naquele período, indicando forte apelo do público mesmo em um gênero competitivo.

Atualmente, a opinião sobre O Telefone Preto 2 entre críticos e público continua positiva, embora com divisões quanto à comparação com o filme original. Enquanto muitos apreciam a expansão do universo e o tom mais sombrio e criativo da sequência, outros consideram que o filme não atinge totalmente o mesmo impacto emocional e narrativo do longa de 2021. A média de aprovação em sites agregadores de críticas permanece em torno de 74% a 80% no Tomatometer, com o público dando boas avaliações à combinação de terror e exploração do trauma dos personagens. O filme é frequentemente elogiado por performances fortes, atmosfera genuinamente assustadora e a ousadia em expandir sua mitologia, fazendo dele um dos destaques do cinema de terror lançado em 2025.

O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2, Estados Unidos, 2025) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, Demián Bichir / Sinopse: Vários anos após escapar do Sequestrador, Finney e sua irmã Gwen enfrentam um novo e perturbador mistério quando ligações enigmáticas e visões de um acampamento infantil os puxam de volta a um terror que parecia ter terminado.

Erick Steve. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

O Telefone Preto

O Telefone Preto
O filme O Telefone Preto (The Black Phone) foi lançado nos Estados Unidos em 24 de junho de 2022, com direção de Scott Derrickson, conhecido por seu trabalho no terror contemporâneo, e produção da Blumhouse. O elenco principal é liderado por Mason Thames, em sua estreia como protagonista, ao lado de Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Ethan Hawke, que interpreta um dos vilões mais perturbadores do cinema recente. Ambientado na década de 1970, o filme acompanha um garoto tímido que vive em um bairro marcado por violência e medo, até ser sequestrado por um assassino em série conhecido apenas como “O Pegador”. Preso em um porão à prova de som, o menino encontra um telefone desconectado que, misteriosamente, começa a tocar. A partir desse ponto inicial, a narrativa constrói uma atmosfera de terror psicológico baseada em isolamento, trauma infantil e forças sobrenaturais, sem jamais revelar o destino final dos personagens.

Quando foi lançado, O Telefone Preto recebeu uma reação amplamente positiva da crítica americana, sendo elogiado por sua abordagem atmosférica e contida do terror. O The New York Times descreveu o filme como “um exercício de medo eficaz que se apoia mais na sugestão do que no choque explícito”. O Los Angeles Times destacou a atuação de Ethan Hawke, afirmando que o ator “cria um vilão aterrador mesmo quando permanece parcialmente oculto”. A revista Variety ressaltou que o filme se destacava dentro do catálogo da Blumhouse por seu cuidado narrativo e emocional, apontando que o terror estava profundamente ligado à experiência do crescimento e da vulnerabilidade infantil.

O The Washington Post elogiou o equilíbrio entre horror sobrenatural e drama humano, observando que o filme “usa o medo como metáfora para a perda da inocência”. Já a The New Yorker destacou que o longa se beneficiava da ambientação nos anos 1970, criando uma sensação constante de perigo cotidiano. Embora alguns críticos tenham apontado que o ritmo do terceiro ato poderia ser mais ousado, o consenso geral foi claramente positivo. A maioria das análises reconheceu O Telefone Preto como um retorno de Scott Derrickson ao terror mais pessoal e atmosférico, afastando-se do excesso de sustos fáceis e apostando em tensão psicológica duradoura.

No aspecto comercial, O Telefone Preto foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 18 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 89 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa somou mais de US$ 72 milhões, alcançando uma arrecadação mundial próxima de US$ 161 milhões. Esses números representaram um excelente retorno financeiro, consolidando o filme como um dos maiores sucessos da Blumhouse em 2022. O desempenho expressivo reforçou o apelo do terror de médio orçamento e abriu caminho imediato para o desenvolvimento de uma continuação.

Atualmente, O Telefone Preto é considerado um dos filmes de terror mais bem avaliados da década de 2020. A obra passou a ser frequentemente citada em listas de melhores filmes de terror recentes, especialmente por sua combinação de atmosfera opressiva, personagens bem construídos e temática emocionalmente pesada. A atuação de Ethan Hawke é vista hoje como uma de suas performances mais inquietantes, enquanto Mason Thames e Madeleine McGraw receberam elogios pela naturalidade e intensidade emocional. Com o passar do tempo, o filme consolidou sua reputação como um exemplo de terror eficaz que vai além do susto imediato, focando em medo psicológico e trauma infantil.

O Telefone Preto (The Black Phone, Estados Unidos, 2022) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Mason Thames, Ethan Hawke, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, James Ransone / Sinopse: Um garoto sequestrado por um assassino em série descobre que um telefone aparentemente desligado pode conectá-lo a vozes do passado, oferecendo uma chance de sobrevivência em meio ao isolamento e ao terror.

Erick Steve. 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Gattaca

Título no Brasil: Gattaca - Experiência Genética
Título Original: Gattaca
Ano de Lançamento: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Andrew Niccol
Roteiro: Andrew Niccol
Elenco: Ethan Hawke, Uma Thurman, Jude Law, Alan Arkin, Ernest Borgnine

Sinopse: 
Num futuro próximo, a sociedade é dominada pela engenharia genética. Crianças passam a ser concebidas em laboratório, livres de defeitos e com características selecionadas. Vincent Freeman nasce de forma natural e, por isso, é considerado geneticamente inferior, tendo poucas oportunidades na vida. Determinado a realizar seu sonho de viajar ao espaço, ele assume a identidade genética de Jerome Morrow, um homem geneticamente perfeito que ficou paraplégico. Vivendo uma vida dupla, Vincent precisa esconder sua verdadeira origem enquanto trabalha na corporação espacial Gattaca, mas um assassinato dentro da empresa coloca sua identidade em risco.

Comentários: 
Eu gosto muito de filmes do gênero Ficção Científica, algo que os americanos conhecem como Sci-Fi. Até aí tudo bem, só que existem filmes que na ânsia de parecerem inteligentes demais acabam se tornando apenas chatos! É o caso desse Gattaca. Na época, nos anos 90, havia essa onda dos clones, era um assunto da moda, algo que depois iria se revelar apenas um balão de ensaio. De qualquer forma esse roteiro foi escrito, na febre do momento, aproveitando esse tema. O resultado cinematográfico entretanto não me empolgou. Achei mesmo arrastado, indeciso. O roteiro não sabe que caminho seguir, se vai pelo lado puramente da ciência ou se vira filme de ação. Nessa indecisão só sobrou mesmo muitos bocejos de tédio. Não deu certo. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Redes do Crime

Redes do Crime 
Esse filme me lembrou muito de "Os Bons Companheiros" de Martin Scorsese. A história é muito parecida e curiosamente são dois filmes baseados em fatos reais. Na trama temos dois amigos. Eles foram criados em um bairro dominado pela Máfia de Boston. E ainda jovens eles passam a ser protegidos por um Capo da Cosa Nostra. Só que os anos passam e eles continuam sem oportunidades de crescer dentro da hierarquia do crime. Estão sempre fazendo os "serviços" sem importância. Coisa de gente mixuruca. Então decidem agir por contra própria, algo que sempre foi proibido pelas regras do crime organizado. 

De forma insensata e mal planejada eles decidem roubar um daqueles carros fortes que transportam dinheiro entre agências bancárias. Isso tudo realizado em plena luz do dia. Algo que vai causar muitos problemas para a dupla, e não apenas em relação aos policiais, mas aos mafiosos também que não deram ordens para que aquele tipo de crime fosse executado por alguma das famílias mafiosas da cidade. O tempo, obviamente fecha para eles. Gostei bastante desse filme. Apesar de ser bem mais modesto do que "Os Bons Companheiros", é um filme bem realizado com roteiro muito bom. É um retrato bem realista da entrada de jovens criminosos nesse tipo de organização criminosa. 

Redes do Crime (What Doesn't Kill You, Estados Unidos, 2008) Direção: Brian Goodman / Roteiro: Brian Goodman, Paul T. Murray, Donnie Wahlberg / Elenco: Ethan Hawke, Mark Ruffalo, Brian Goodman / Sinopse: Dois amigos, que cometem pequenos crimes há muitos anos, decidem realizar o roubo de um carro forte em plena luz do dia, em Boston. O crime, ousado e mal planejado, vai acabar colocando os dois em muitos problemas. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

O Mundo Depois de Nós

Título no Brasil: O Mundo Depois de Nós
Título Original:  Leave the World Behind
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Sam Esmail
Roteiro: Rumaan Alam, Sam Esmail
Elenco: Julia Roberts, Mahershala Ali, Ethan Hawke, Kevin Bacon, Farrah Mackenzie, Alexis Rae Forlenza

Sinopse:
Uma típica família norte-americana decide passar o fim de semana em uma casa alugada, numa região mais afastada do stress do dia a dia das grandes cidades. Assim que chegam a internet cai e eles ficam isolados do resto do mundo e isso em um momento em que parece estar acontecendo algo grave dentro dos Estados Unidos. E para piorar surgem pessoas estranhas, que eles nunca viram antes, se dizendo ser os verdadeiros donos daquele lugar. 

Comentários:
Filme que foi lançado com destaque pela Netflix nesse final de ano. Despertou reações meio polarizadas, do tipo ame ou odeie. De minha parte achei um filme apenas morno. De ponto positivo posso citar o fato de que o roteiro mais sugere do que explica. Sinal de roteiro inteligente que não precisa ficar explicando tudo nos menores detalhes. O elenco também está, de maneira em geral, muito bem em cena, embora os personagens não sejam assim tão bem construídos e elaborados. De negativo posso dizer que a história realmente apresenta algumas falhas de lógica e mais do que isso, não demora muito e o filme cai em um  incômodo marasmo. Para quem gosta de histórias mais agitadas, com cenas de ação, não recomendaria esse filme. As coisas vão acontecendo lentamente, em seu próprio ritmo. Não é um filme que vá empolgar. E o final? Bom, eu teria algo melhor a fazer do que ver o episódio final de Friends! Essa seria uma opção um tanto boboca, mas cada um é cada um! Então é isso, um filme meramente regular que acerta ao não tentar explicar tudo, mas erra por ser muitas vezes lento demais para o ritmo dos espectadores dos dias atuais. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

O Telefone Preto

Título no Brasil: O Telefone Preto
Título Original: The Black Phone
Ano de Lançamento: 2022
País: Estados Unidos
Estúdio: Blumhouse Productions
Direção: Scott Derrickson
Roteiro: Joe Hill
Elenco: Mason Thames, Madeleine McGraw, Ethan Hawke, Jeremy Davies, E. Roger Mitchell, Troy Rudeseal

Sinopse:
Durante a década de 1970, um garoto é raptado por um serial killer e levado para seu porão escuro e fechado. O lugar sombrio possui um velho telefone preto desativado que inesperadamente começa a tocar. Ao atender o telefone, o garoto percebe que está falando com as vítimas anteriores do assassino em série e eles vão tentar salvar o menino de um destino trágico.

Comentários:
Esse filme fez um inesperado sucesso nas bilheterias americanas, chegando ao ponto de disputar posição com Top Gun Maverick, o grande sucesso da temporada. O roteiro traz uma versão estendida da história de um curta metragem, por essa razão a história é basicamente simples, trazendo uma situação básica, a do garoto preso no porão. O enredo traz uma interessante inclusão de aspectos sobrenaturais na história, pois o garoto começa a falar por telefone com os jovens que foram mortos pelo mesmo assassino no passado. Do além eles tentam fazer com que o menino consiga fugir daquela armadilha. Além disso ele tem uma irmã que também tem poderes paranormais. É um bom filme de terror e suspense,  apreciei a forma como essa história foi contada. O assassino surge o tempo todo com máscaras de demônio e o espectador nem se dá conta que o ator que está por trás delas é o talentoso Ethan Hawke, em boa interpretação, com doses precisas de insanidade e loucura para assustar.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Cavaleiro da Lua

Esse personagem da Marvel trilhou um caminho interessante. No começo os produtores pensaram em realizar um filme para o cinema com esse personagem. Só que depois de um tempo desenvolvendo o projeto mudaram de ideia. Chegaram na conclusão de que ele não era muito conhecido fora do universo dos quadrinhos. Seria arriscado investir milhões de dólares em um filme assim. Dessa forma decidiram então produzir uma minissérie com relativamente poucos episódios. Decisão acertada. Assisti o primeiro episódio. Não conhecia nada desse Cavaleiro da Lua antes disso, apenas por nome. Nunca li uma revista em quadrinhos. Assistir ao primeiro episódio foi na verdade tomar o primeiro contato com esse universo.

No primeiro episódio somos apresentados a esse homem que parece bem perturbado. Ele tenta levar uma vida normal, mas apresenta claramente sintomas de alguma doença mental. Ele ouve vozes, acorda em lugares sem se lembrar de como foi parar lá e começa a literalmente surtar. E tudo piora quando surge um estranho líder de seita, um guru (interpretado por Ethan Hawke) que está atrás dele por causa de um antigo artefato do Egito Antigo. O tal cavaleiro da Lua só aparece nos últimos segundos do primeiro episódio, quase de relance. Mesmo assim me interessei pela história. Vou acompanhar os próximos episódios para ver onde tudo isso vai parar.

Cavaleiro da Lua (Moon Knight, Estados Unidos, 2022) Episódio: The Goldfish Problem / Direção: Justin Benson, Mohamed Diab, Aaron Moorhead / Roteiro: Jeremy Slater / Elenco: Oscar Isaac, Ethan Hawke, May Calamawy/ Sinopse: Homem comum que trabalha em um museu de peças do Egito Antigo começa a sofrer alucinações e sintomas de que estaria com algum problema mental. O que realmente estaria acontecendo?


Cavaleiro da Lua - Guia de Episódios:

Cavaleiro da Lua 1.02 - Summon the Suit 
Bom, se não fosse uma série da Marvel o protagonista seria obviamente uma pessoa sofrendo de alguma doença mental, me vem a mente esquizofrenia. Acontece que ele desenvolveu várias personalidades, passando a ouvir vozes, ficando muitas vezes em situações estranhas, de modo completamente alucinado. Sua principal personalidade parece ser a de um sujeito pacato e tímido, chamado Steven. Ele trabalha em um museu com peças do Egito antigo e num surto acaba roubando um escaravelho milenar. Depois ele é confrontado por outra personalidade chamada Mark que quer tomar a posse de sua mente, principalmente em situações de perigo. Sempre que surge a necessidade de vestir o capuz e o uniforme deste personagem chamado o cavaleiro da lua o Mark aparece. Mas pensou que para por aí? Não, tem mais, ele também passa a ver e ouvir uma antiga divindade do Egito antigo. Psicologicamente não está fácil pra ninguém, nem mesmo para os personagens da Marvel... quem diria! / Cavaleiro da Lua 1.02 - Summon the Suit (Estados Unidos, 2022) 

Cavaleiro da Lua 1.03 - The Friendly Type
Essa série vai demonstrando vários problemas ao longo dos episódios. Parece que os roteiros se perderam. Esse episódio, por exemplo, se passa no Egito. Seria uma boa premissa para desenvolver um bom enredo, com excelente fotografia, efeitos especiais. Só que a coisa toda vai se perdendo e vai se desenvolvendo sem muita lógica, sem muito foco. E tem mais, o fato do protagonista ter problemas psicológicos, piora tudo. Muitas personalidades cansam quem assiste. Fora a repetição das situações. Se não melhorar, acho que deixarei a Série pelo caminho. / Cavaleiro da Lua 1.03 - The Friendly Type (Estados Unidos, 2022) Direção: Mohamed Diab / Elenco: Oscar Isaac, Ethan Hawke, May Calamawy.

Cavaleiro da Lua 1.04 - The Tomb
Cheguei na conclusão que essa série é realmente bem ruim, nem sei se vou continuar assistindo. O roteiro surge completamente desconexo, sem boa estrutura. O espectador logo se cansa do que está assisitindo, deixa de se importar com o que vai acontecer com os personagens, ou seja, o tédio comça a imperar por todo o episódio, E quando você se dá conta todos estão em um hospício! Ah vai pro inferno... / Cavaleiro da Lua 1.04 - The Tomb (Estados Unidos, 2022) Direção: Justin Benson, Aaron Moorhead / Elenco: Oscar Isaac, Ethan Hawke, May Calamawy.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Antes do Pôr-do-Sol

Título no Brasil: Antes do Pôr-do-Sol
Título Original: Before Sunset
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos, França
Estúdio: Castle Rock Entertainment
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater, Kim Krizan
Elenco: Ethan Hawke, Julie Delpy, Vernon Dobtcheff, Louise Lemoine Torrès, Rodolphe Pauly, Albert Delpy

Sinopse:
Um casal se reencontra por puro acaso em Paris, nove anos depois que se conheceram. Eles começam então a conversar, visitando os principais pontos da Cidade Luz. E entre idas e vindas começa a surgir um sentimento verdadeiro entre eles.

Comentários:
Esse é um filme que prioriza a atuação do elenco. Em praticamente todas as cenas temos apenas Ethan Hawke e Julie Delpy dialogando entre si. O teor dessas conversações e encontros é que mantém o fio condutor dessa história. Eu particularmente gostei bastante do resultado, embora reconheça que parte do público logo vai se cansar de tanta conversa, com esse estilo verbal excessivo de seu roteiro. Os dois personagens não conseguem chegar a um ponto final, estão sempre discutindo sobre as grandes questões da vida ou de sua próprio vida sentimental. Quem gosta do estilo do cinema francês vai certamente apreciar, já quem sempre teve birra com o desenvolvimento desse tipo de cinema vai provavelmente abandonar o filme pela metade. É um filme para se assistir com atenção, apreciando cada pensamento. O curioso é que houve muita improvisação dos atores em cena, levando inclusive Julie Delpy e Ethan Hawke aos devidos créditos no roteiro. Afinal de contas eles também construíram (e muito) essa história de amor não resolvido.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Tesla

Título no Brasil: Tesla
Título Original: Tesla
Ano de Produção: 2020
País: Estados Unidos
Estúdio: Millennium Media
Direção: Michael Almereyda
Roteiro: Michael Almereyda
Elenco: Ethan Hawke, Eve Hewson, Kyle MacLachlan, Eli A. Smith, Lucy Walters, Dan Bittner

Sinopse:
Empregado na companhia de Thomas Edison, o talentoso Nikola Tesla (Ethan Hawke) decide seguir seu próprio caminho. Inventor e cientista, ele cria um novo sistema elétrico que poderá revolucionar o mundo. Algo que vai contra os planos do próprio Edison em dominar essa inovadora tecnologia. Filme premiado no Sundance Film Festival.

Comentários:
Não faz muito tempo e tivemos um excelente filme contando essa mesma história. Trata-se de "A Batalha das Correntes". Aqui nessa produção o roteiro obviamente foca muito mais na história do Tesla, ao contrário do anterior que tinha um foco mais ampliado dos eventos. Penso que em termos de comparação esse novo filme perde. O roteiro toma certa liberdades narrativas, como a personagem da filha de J.P. Morgan que faz uma narradora dos fatos históricos usando inclusive de ferramentas do mundo atual, como o Google. Ficou legal? Na minha opinião isso pode até funcionar com os mais jovens, porém para quem está em busca de um filme mais centrado nos aspectos históricos, soa como puro modernismo desperdiçado. Outro aspecto é que na terça parte final do filme o diretor optou por uma linguagem quase teatral. Ecos da busca por um cinema com ares de filme independente. No saldo geral acabou não me agradando muito. Preferia assistir a algo mais convencional e tradicional em termos narrativos.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

No Vale da Violência

A primeira coisa que notei quando esse faroeste começou, foi o fato dele ter sido produzido pela companhia Blumhouse Productions. Essa empresa é especializada na produção de filmes de terror. Pelo visto estão ampliando o leque de gêneros, apostando agora no bom e velho western. Bom saber disso. Pois bem, "No Vale da Violência" tem várias referências dos filmes clássicos, principalmente aos das décadas de 1960 e 1970. O roteiro aposta novamente na figura do estranho sem nome (alguém aí lembrou de Clint Eastwood?), aquele sujeito sem passado e sem nome que chega numa cidadezinha do velho oeste. Acompanhado apenas pelo seu cão, o forasteiro interpretado por Ethan Hawke chega nesse lugar desolado. A maioria da população foi embora após o fim do carimbo de prata e tudo o que ficou para trás se resume em uma cidadela decadente e abandonada. Após entrar no saloon o desconhecido acaba topando por mero acaso com o valentão da cidade, um homem violento chamado Gilly (James Ransone). Ele é filho do xerife e se acha o rei do gatilho, mas no fundo não passa mesmo de um imbecil. Ao provocar o recém chegado forasteiro acontece o que todos já esperavam, ele leva uma tremenda surra na rua principal da cidade.

O xerife do lugar, pai do sujeito que apanha até dizer chega, é interpretado por John Travolta. Com perna de pau (pois ele perdeu a sua durante a guerra civil), o velho e cansado homem da lei é até um sujeito polido. Ele logo descobre que o cavaleiro desconhecido provavelmente seja um militar do exército americano por causa de seu rifle e outros instrumentos que carrega em sua sela de cavalo. Por isso evita maiores confusões. Assim o personagem de Ethan Hawke simplesmente aceita a sugestão de ir embora da cidade, sem problemas. Tudo estaria acertado se o filho do xerife (sempre agindo como um perfeito estúpido) não fosse atrás do pistoleiro no meio do deserto, dando origem a um verdadeiro banho de sangue na cidade. "No Vale da Violência" é um bom filme de western. Há elementos em seu roteiro que certamente vão agradar aos fãs do estilo. Minha única crítica mais consistente a esse filme vem da escolha do protagonista. O ator Ethan Hawke não me pareceu muito adequado a esse papel. Ele tem um estilo de interpretação mais fragilizado, mais sutil, ele próprio não tem o aspecto físico que um pistoleiro como esse exige. Melhor se sai Travolta, com seu xerife durão, mas justo. No final a diversão se torna garantida, principalmente quando todos resolvem acertar suas contas pelas ruas daquele lugar esquecido por Deus. Está bem recomendado se você gosta de filmes de faroeste.

No Vale da Violência (In a Valley of Violence, Estados Unidos, 2016) Direção: Ti West / Roteiro: Ti West / Elenco: Ethan Hawke, John Travolta, Taissa Farmiga, James Ransone / Sinopse: Um forasteiro chega numa velha cidade do oeste americano e acaba entrando em atrito com o filho do xerife, dando origem a uma rixa sanguinária e brutal.

Pablo Aluísio. 

domingo, 17 de novembro de 2019

O Predestinado

Título no Brasil: O Predestinado
Título Original: Predestination
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Sony Pictures
Direção: Michael Spierig, Peter Spierig
Roteiro: Michael Spierig, Peter Spierig
Elenco: Ethan Hawke, Sarah Snook, Noah Taylor, Christopher Sommers, Kuni Hashimoto, Christopher Bunworth

Sinopse:
Em um futuro com alta tecnologia uma agência do governo envia agentes para o passado com o objetivo de evitar grandes atentados terroristas. Um deles porém acaba rompendo com as regras, mudando o passado, interferindo no presente e comprometendo todo o futuro.

Comentários:
Eu vou resumir esse filme de forma bem irônica. Imagine que os roteiristas da franquia "De Volta Para o Futuro" tomassem ácido e resolvessem escrever um novo roteiro. Provavelmente o resultado sairia parecido com esse filme. Certamente é um roteiro que vai surpreender muitas pessoas. A viagem no tempo já deu origem a diversas produções ao longo dos anos, porém devo dizer que poucas foram tão longe. Os personagens de passado, presente e futuro estão completamente interligados. O espectador vai pegar pistas ao longo de todo o filme e no final vai ficar impressionado por ter sido "enganado" pelos desdobramentos da trama. Não vou estragar surpresas e nem entregar o grande pulo do gato desse roteiro, mas devo deixar uma pista sutil sobre isso. Temos basicamente dois personagens principais. Eles conversam em um bar! Agora, quando assistir ao filme os veja com olhos de lince. Possa ser que não sejam dois ou três na verdade... talvez sejam quatro no final das contas... ou talvez seja apenas um! Achou confuso? Bom, quando assistir ao filme você certamente vai entender o que escrevi aqui. Enfim, um roteiro complexo, muito bem elaborado, que vai deixar muita gente de queixo caído. Parece simples o que se vê na tela, mas isso é apenas uma leve impressão, ou melhor dizendo, uma falsa impressão!

Pablo Aluísio.

domingo, 2 de setembro de 2018

No Coração da Escuridão

Ethan Hawke interpreta um reverendo que prega numa pequena igreja histórica, uma das mais antigas dos Estados Unidos, construída ainda nos tempos da guerra pela independência do país. São poucos os fiéis, sua vida é solitária e ele tenta se recuperar de uma tragédia familiar. Certo dia, após mais uma celebração religiosa de domingo, ele recebe em seu gabinete a jovem Mary (Amanda Seyfried). Ela está grávida, mas o marido deseja que ela faça um aborto. O sujeito não tem mais esperanças no futuro da humanidade e basicamente não quer ter um filho, colocá-lo no mundo para sofrer. Assim, de conselhos em conselhos, o reverendo vai tentando solucionar o problema familiar de Mary, muito embora ele próprio tenha inúmeros problemas pessoais para superar.

Um filme que começa bem, mas que conforme vai avançando na história comete alguns erros que quase colocam tudo a perder. Poderia ser apenas um drama sobre um religioso que não consegue lidar nem com seus conflitos pessoais, falhando em ajudar seu rebanho de fiéis  Afinal como alguém assim serviria para aconselhar uma jovem garota e seu marido, um casal cheio de problemas conjugais? O roteiro ainda abre espaço para uma discussão sobre o meio ambiente, tudo turbinado por um final que quase, reafirmo quase, leva a história para um desfecho completamente absurdo. A sorte é que quando tudo vai desandando há uma clara puxada de freio, evitando o pior. Poderia ser péssimo, mas do jeito que terminou se tornou ao menos regular. De uma coisa porém tenho certeza, passa longe de ser um filme comum e banal, mesmo com tantas escolhas erradas.

No Coração da Escuridão (First Reformed, Estados Unidos, 2017) Direção: Paul Schrader / Roteiro: Paul Schrader / Elenco: Ethan Hawke, Amanda Seyfried, Victoria Hill, Cedric the Entertainer / Sinopse: O reverendo Toller (Hawke) prega numa pequena igreja histórica de sua cidade. Quando é procurado por uma fiel, com problemas conjugais com seu marido, começa a perceber que seus problemas são pequenos demais perante as dificuldades do mundo real das pessoas ao redor. Filme vencedor do Venice Film Festival na categoria Green Drop Award (Paul Schrader).

Pablo Aluísio.

terça-feira, 6 de março de 2018

Dia de Treinamento

Denzel Washington ten uma filmografia maravilhosa. Mesmos seus filmes considerados "menores" ainda assim são grandes filmes se formos comparar com as demais produções de Hollywood. Esse "Dia de Treinamento" nunca foi dos meus filmes preferidos com o ator. Sempre considerei um filme bem cru, seco, algumas vezes até cruel. O personagem de Denzel Washington também tem características repugnantes, o que para ele como ator deve ter sido um presente. Ele interpreta um policial chamado Alonzo. Não é um tira comum. Forjado nas ruas, vivendo numa tênue linha entre o mundo do crime e o mundo da lei, ele faz suas próprias regras. Agora imagine um cara como esse tendo um novato como parceiro. O sujeito que deseja ser todo certinho, seguindo o livro de regrinhas da Academia de polícia. Claro que o choque se torna inevitável.

Embora a estrutura do roteiro possa ser considerado clichê em termos de filmes policiais, com aquela velha coisa de dupla de tiras com personalidades diferentes, o diretor Antoine Fuqua pegou essa situação banal e transformou em um filme muito bom, que deixa o espectador sempre no interesse do que vai acontecer a seguir. O filme foi bem nas bilheterias, mas não tanto quanto se esperava. Conseguiu faturar praticamente o dobro de seu custo, chegando aos 100 milhões de dólares arrecadados. O curioso é que Denzel deixou um pouco os dramas mais artísticos para se arriscar em um filme para ser comercialmente bem sucedido. Ficou no meio do caminho. O filme porém lhe valeu o Oscar de Melhor Ator naquele ano, algo que como ele mesmo explicou algum tempo depois jamais esperaria acontecer. Afinal ele queria mesmo era fazer sucesso em um filme policial feito para as massas. Nem sempre se acerta no alvo, mas com Denzel uma coisa é certa, sempre vem algo bom pela frente.

Dia de Treinamento (Training Day, Estados Unidos, 2001) Direção: Antoine Fuqua / Roteiro: David Ayer / Elenco: Denzel Washington, Ethan Hawke, Scott Glenn / Sinopse: Alonzo (Denzel Washington) é um policial veterano que joga com suas próprias regras. Após trabalhar anos nas ruas, enfrentando a criminalidade na divisão de narcóticos, ele já não está muito certo sobre o que seria legal ou não. Quando um novo parceiro é designado para trabalhar ao seu lado, o novato Jake (Ethan Hawke), as coisas ficam ainda mais complicadas. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhor Ator (Denzel Washington). Também indicado ao Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Ethan Hawke). Igualmente indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator (Denzel Washington).

Pablo Aluísio.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Regressão

Esse é um filme de suspense cujo tema explora a existência de seitas satânicas nos Estados Unidos. Baseado em fatos reais, a história se passa no começo dos anos 90. Bruce Kenner (Ethan Hawke) é um policial de interior que precisa desvendar um caso bem estranho, envolvendo uma jovem chamada Angela Gray (Emma Watson). Ela afirma que foi abusada sexualmente pelo próprio pai durante um ritual de satanismo envolvendo vários membros da comunidade. Kenner assim fica numa situação bem delicada, pois a investigação começa a desvendar a existência mesmo de um grupo satanista na sua cidade. Pior do que isso, até mesmo policiais de sua delegacia estariam envolvidos nisso.

O filme não pode ser qualificado como de terror, no estilo clássico que conhecemos. Claro, por se basear em uma história real nem tudo acontece do jeito que os fãs de terror esperariam. O roteiro explora as diversas nuances da história contada por Angela, que parece ser chocante demais para ser verdade. Assim o tira interpretado por Ethan Hawke entra até mesmo em crise, pois sendo ele um cético, que não acredita em nada, em mundo espiritual, deuses, anjos e demônios, tudo se torna ainda mais complicado de aceitar. O roteiro procura por essa razão manter os pés no chão, embora adicione cenas bem interessantes de cultos demoníacos.

A primeira coisa que me chamou atenção no elenco desse filme foi a presença de Emma Watson. Ela é uma ativista feminista, sempre pregando o empoderamento das mulheres. Assim quando o filme começou fiquei bem desconfiado. Sua personagem parece bem tímida, recatada, vulnerável! Não era bem o tipo que esperaríamos ver Emma interpretando. Por isso pensei comigo mesmo: tem coisa aí. E realmente o filme dá uma reviravolta, que obviamente não vou contar aqui. Quando as coisas finalmente se revelam você percebe e entende exatamente o que Emma estaria fazendo nesse filme. No geral é um bom thriller de suspense, porém não foge muito do lugar comum. O interesse se mantém até o final que infelizmente não entrega tudo o que poderia se esperar. Mesmo assim vale a pena assistir, nem que seja pelo menos uma vez.

Regressão (Regression, Estados Unidos, 2015) Direção: Alejandro Amenábar / Roteiro: Alejandro Amenábar / Elenco: Ethan Hawke, Emma Watson, David Thewlis / Sinopse: Angela Gray (Emma Watson), uma jovem garota tímida, decide denunciar o abuso sexual que sofreu nas mãos de seu próprio pai. Além disso resolve denunciar uma seita satânica que funcionava e realiza cultos em sua cidade, contando com membros influentes dentro da comunidade. O policial Bruce Kenner (Ethan Hawke) é designado pelo departamento para investigar o caso, mas acaba se surpreendendo com o que acaba encontrando.

Pablo Aluísio.

sábado, 9 de setembro de 2017

Sete Homens e um Destino

Uma pequena cidade do velho oeste vive sob o jugo de um empresário inescrupuloso chamado Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard). Usando da violência e força bruta, respaldado por um exército de bandidos, ele humilha e extorque toda a população. Procurando por ajuda alguns moradores vão atrás de alguém que os protejam e encontram o que procuravam na figura do pistoleiro Chisolm (Denzel Washington), que forma um grupo de sete homens para libertar todas aquelas pessoas subjugadas pelo crime. Agora, ao lado de todos, eles vão tentar expulsar Bogue daquela região, custe o que custar. Aqui temos mais um remake de um filme clássico do passado. Eu já deixei claro inúmeras vezes que não gosto de remakes cinematográficos. De forma em geral eles são inúteis, desnecessários e muitas vezes decepcionantes. Essa é praticamente uma regra geral. Então no deserto de originalidade em que vive Hollywood nos dias atuais eis que surge o remake do clássico de western "The Magnificent Seven" que, por sua vez, é sempre bom lembrar, já era uma versão Made in USA do filme de Akira Kurosawa, "Os Sete Samurais".

Pois bem, nesse novo filme, turbinado por um orçamento generoso, tendo como destaque a presença do astro Denzel Washington, temos algumas modificações na estória, muito embora a espinha dorsal dos filmes originais se tenha mantido. Basicamente é a mesma coisa, com pessoas de uma cidade oprimida por uma quadrilha que procuram por alguma ajuda. Embora seja um bom faroeste - é inegável isso - essa nova versão tem alguns problemas. O primeiro deles é o fato do diretor Antoine Fuqua ter optado por realizar um filme longo demais. Esse tipo de filme, com esse tipo de enredo, não necessita de uma metragem tão extensa. Se o corte final fosse mais enxuto penso que o filme ganharia mais em termos de agilidade e edição. O fato de Fuqua ter procurado levar à sério demais o próprio enredo também é um problema. Nunca foi essa a proposta da primeira versão americana. Por fim temos a violência, que em determinados momentos extrapola um pouco. São problemas eventuais, pontuais, que não chegam a atrapalhar muito. O filme foi malhado bastante desde que foi lançado, mas penso que não é para tanto. É um faroeste bem produzido, com um elenco interessante, embora em minha opinião Denzel Washington esteja um pouco fora de seu habitual. Passa longe de ser tão ruim como alguns críticos afirmaram. Na verdade, na pior das hipóteses, temos aqui pelo menos uma boa diversão. Sim, continua desnecessário, como todo remake, mas com um pouquinho de boa vontade até que não faz feio. Escapou de ser um filme inútil.

Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven, Estados Unidos, 2016) Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) Direção: Antoine Fuqua / Roteiro: Nic Pizzolatto, Richard Wenk / Elenco: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D'Onofrio, Peter Sarsgaard, Manuel Garcia-Rulfo / Sinopse: Um pequeno e pacata vilarejo, oprimido por uma quadrilha de mercenários, bandoleiros e ladrões, pede ajuda a um pequeno grupo de pistoleiros que se dispõe a ajudá-los. Filme baseado no clássico "The Magnificent Seven" de 1967. Filme indicado ao Black Reel Awards na categoria de Melhor Ator (Denzel Washington).

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

O diretor Luc Besson literalmente torrou 177 milhões de dólares para levar ao cinema essa adaptação dos quadrinhos franceses "Valerian and Laureline" de Jean-Claude Mézières e Pierre Christin. Poucas pessoas conhecem a obra original que hoje em dia chama mais a atenção pelo fato de George Lucas ter se inspirado justamente nela para criar o seu universo próprio de "Star Wars". As semelhanças são muitas. Certos personagens são praticamente os mesmos dos filmes de Lucas, com pequenas variações. A questão porém é que como se trata de quadrinhos dos anos 60 e 70, poucos jovens a conhecem. Assim não foram ao cinema conferir esse filme. Com uma bilheteria de pouco mais de 40 milhões de dólares a fita já é considerada um dos grandes fracassos comerciais do ano. Até o diretor do estúdio que a produziu foi demitido essa semana. O prejuízo passa dos 100 milhões de dólares, o que deve enterrar futuras adaptações desse universo. E pensar que esse filme deveria ser o primeiro de uma longa franquia...

Apesar disso, do filme ter afundado nas bilheterias, devo dizer que gostei do resultado. Artisticamente tudo é muito bem cuidado e desenvolvido. O roteiro é bom. Partindo da premissa que "Valerian and Laureline" tem centenas de edições, com uma longa e complexa saga nos quadrinhos, o roteiro escrito pelo próprio diretor Luc Besson foi muito bem adaptado. Ele consegue apresentar todos os personagens com êxito para o espectador que nunca leu na vida uma HQ dessa saga. Além disso imprime um ritmo muito bom e eficiente no próprio enredo. Tampouco nega as origens juvenis do material original. E Besson não foi certeiro apenas no roteiro que escreveu. Ele acertou também na direção, na escolha do design de produção e nos efeitos digitais. É inegavelmente um filme muito bem realizado, que não vai decepcionar aos que gostam desse tipo de ficção de aventuras, com tudo o que podem esperar desse tipo de filme. Há todo um universo singular, com criaturas fantásticas e muita ação. Como background narrativo há ainda uma boa trama envolvendo uma raça de seres que tiveram seu planeta natal destruído. Tudo de muito bom gosto. Pena que o público de certa maneira ignorou. Pelo visto o cinema europeu ainda precisa aprender muito com o cinema americano em termos de marketing e promoção. No final das contas foi justamente isso que faltou para que essa produção milionária tivesse o sucesso que merecia.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets, França, Alemanha, Inglaterra, 2017) Direção: Luc Besson / Roteiro: Luc Besson, baseado nos quadrinhos "Valerian and Laureline" de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières  / Elenco: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke, Rutger Hauer, Herbie Hancock / Sinopse: Em um futuro distante dois agentes, o Major Valerian (Dane DeHaan) e a sargento Laureline (Cara Delevingne) são enviados para recuperar um artefato importante que está nas mãos de um contrabandista infame. O objeto tem ligação com a destruição de um planeta de uma civilização pacífica e desenvolvida, cujos últimos descendentes farão de tudo para também recuperar esse artefato.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sete Homens e um Destino

Título no Brasil: Sete Homens e um Destino
Título Original: The Magnificent Seven
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Antoine Fuqua
Roteiro: Nic Pizzolatto, Richard Wenk
Elenco: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D'Onofrio, Peter Sarsgaard, Manuel Garcia-Rulfo
  
Sinopse:
Uma cidade do velho oeste vive sob o jugo de um empresário inescrupuloso chamado Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard). Usando da violência e força bruta, respaldado por um exército de bandidos, ele humilha e extorque toda a população. Procurando por ajuda alguns moradores vão atrás de alguém que os protejam e encontram o que procuravam na figura do pistoleiro Chisolm (Denzel Washington), que forma um grupo de sete homens para libertar todas aquelas pessoas subjugadas pelo crime. Agora, ao lado de todos, eles vão expulsar Bogue daquela região, custe o que custar. Filme indicado ao Black Reel Awards na categoria de Melhor Ator (Denzel Washington).

Comentários:
Eu já deixei claro inúmeras vezes que não gosto de remakes cinematográficos. De forma em geral eles são inúteis, desnecessários e muitas vezes decepcionantes. Essa é praticamente uma regra geral. Então no deserto de originalidade em que vive Hollywood nos dias atuais eis que surge o remake do clássico de western "The Magnificent Seven" que, por sua vez, é sempre bom lembrar, já era uma versão Made in USA do filme de Akira Kurosawa, "Os Sete Samurais". Pois bem, nesse novo filme, turbinado por um orçamento generoso, tendo como destaque a presença do astro Denzel Washington, temos algumas modificações na estória, muito embora a espinha dorsal dos filmes originais se tenha mantido. Basicamente é a mesma coisa, com pessoas de uma cidade oprimida por uma quadrilha que procuram por alguma ajuda. Embora seja um bom faroeste - é inegável isso - essa nova versão tem alguns problemas. 

O primeiro deles é o fato do diretor Antoine Fuqua ter optado por realizar um filme longo demais. Esse tipo de filme, com esse tipo de enredo, não necessita de uma metragem tão extensa. Se o corte final fosse mais enxuto penso que o filme ganharia mais em termos de agilidade e edição. O fato de Fuqua ter procurado levar à sério demais o próprio enredo também é um problema. Nunca foi essa a proposta da primeira versão americana. Por fim temos a violência, que em determinados momentos extrapola um pouco. São problemas eventuais, pontuais, que não chegam a atrapalhar muito. O filme foi malhado bastante desde que foi lançado, mas penso que não é para tanto. É um faroeste bem produzido, com um elenco interessante, embora em minha opinião Denzel Washington esteja um pouco fora de seu habitual. Passa longe de ser tão ruim como alguns críticos afirmaram. Na verdade, na pior das hipóteses, temos aqui pelo menos uma boa diversão. Sim, continua desnecessário, como todo remake, mas com um pouquinho de boa vontade até que não faz feio. Escapou de ser um filme inútil.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Chet Baker: A Lenda do Jazz

Chet Baker foi um dos grandes músicos da história do jazz. Ele marcou época em um tempo onde só havia gênios atuando nesse estilo musical como Miles Davis e Dizzy Gillespie. O roteiro desse filme "Born to Be Blue" porém não se ocupa dos anos de glória de Chet Baker, mas sim de seus anos de queda. Após um início promissor no mundo da música, com muitos discos de sucesso, tanto do ponto de vista comercial como de crítica, Chet começou a decair. Seu talento não havia desaparecido, ele apenas estava viciado em heroína.

A partir da perda do controle de seus problemas com drogas ele começou a sofrer reveses sucessivos, tanto na vida profissional como pessoal. Sua mulher o abandonou, a gravadora rescindiu seu contrato e uma surra dada por traficantes acabou quebrando todos os seus dentes. Para quem era trompetista a perda dos dentes representou um problema e tanto. Em pouco tempo ele estava praticamente acabado.

O filme começa quando Chet saiu da prisão. Um produtor de Hollywood pagou sua fiança para que ele estrelasse um filme sobre sua vida pessoal. Chet iria interpretar ele mesmo. A produção não deu certo e assim o músico precisou reencontrar o caminho do sucesso e do respeito. O roteiro do filme mostra apenas uma pequena parte da vida do músico, justamente aquela em que ele tenta se reerguer na vida. Arruinado financeiramente, sem trabalho, ele busca pela última chance em sua vida. Há uma luta interna para não voltar para as drogas e a humilhação de ter que tocar em pequenos bares para sobreviver. Um momento particularmente difícil em sua trajetória.

O ator Ethan Hawke se sai muito bem em sua interpretação de Chet Baker. Esse ator sempre teve uma característica bem interessante, a de passar uma certa vulnerabilidade, até mesmo uma fraqueza física e psicológica em todos os personagens que interpretou. Algo que foi mais do que adequado para esssa atuação. Seu Chet é um ídolo caído, um sujeito que já foi grande, mas que agora beija a sarjeta. Seus maneirismos, as humilhações que teve que passar, tudo é muito bem desenvolvido por Hawke. Ele só não conseguiu ser tão boa pinta como o verdadeiro Chet Baker (que lembrava até mesmo um Elvis Presley do mundo do jazz). Não tem problema, esse filme é realmente muito bom para resgatar a trágica história desse músico que foi do céu ao inferno em sua arte.

Chet Baker: A Lenda do Jazz (Born to Be Blue, Estados Unidos, 2015) Direção: Robert Budreau / Roteiro: Robert Budreau / Elenco: Ethan Hawke, Carmen Ejogo, Callum Keith Rennie / Sinopse: O filme narra parte da vida do músico de jazz Chet Baker, desde o momento de sua queda na carreira e na vida pessoal causada pelo vício em heroína, até suas tentativas de voltar ao topo no mundo da música.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Grandes Esperanças

Título no Brasil: Grandes Esperanças
Título Original: Great Expectations
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Mitch Glazer
Elenco: Gwyneth Paltrow, Ethan Hawke, Hank Azaria, Robert De Niro
  
Sinopse:
Baseado no conto atemporal de Charles Dickens, esta é uma história do amor de um homem por uma mulher inacessível. Atualizado para o dias atuais, modernos, de uma Nova York caótica, o enredo revela o amor que um modesto jovem nutre por uma garota extremamente rica e fora de seu alcance. Tudo muda quando ele é agraciado pela generosidade de um benfeitor. Com status e dinheiro, ele então parte para a conquista de sua amada que amou platonicamente por anos e anos. Filme indicado ao Boston Society of Film Critics Awards.

Comentários:
Monótono. Essa é a palavra que melhor expressa essa espécie de modernização da obra de Charles Dickens. O texto original foi publicado pela primeira vez em 1861 como parte do livro "Great Expectations". Na literatura tínhamos uma longa estória em três volumes sobre as desventuras de um jovem órfão na era vitoriana. Pegar uma obra clássica como essa e tentar adaptar para os dias atuais foi um erro. Primeiro porque ao se retirar o contexto histórico original tudo o que sobra é uma estorinha até bem frouxa e sem grandes atrativos. Charles Dickens foi um escritor de seu tempo, ele denunciava em seus textos a exploração das camadas mais pobres da Inglaterra, tentar tirar a essência desses escritos é simplesmente equivocado. Outro problema vem do elenco. Sempre achei a atriz Gwyneth Paltrow um tanto superestimada. Dona de uma frieza incomum (que alguns confundem com elegância e sofisticação), ela não consegue passar muito calor humano em cena, o que sinceramente era esperado. Pior vem com a opaca e fraca atuação de Ethan Hawke. Esse fez sua carreira interpretando homens fracos, vacilantes, sem força interior. Aqui ele repete esse tipo de personagem. Do elenco sem inspiração não escapa nem mesmo Robert De Niro. Sua presença no filme não faz qualquer diferença substancial, se revelando apenas uma perda de tempo desnecessária. Enfim, essa adaptação de "Grandes Esperanças" nos anos 90 é simplesmente sem brilho e sem alma. Não recomendamos.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Newton Boys

Título no Brasil: Newton Boys - Irmãos Fora-da-Lei
Título Original: The Newton Boys
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater
Elenco: Matthew McConaughey, Ethan Hawke, Vincent D'Onofrio, Julianna Margulies
  
Sinopse:
Quatro irmãos da família Newton, tradicional fazendeira do interior, resolvem procurar por outro caminho na vida. O campo já não traz mais o pão de cada dia e eles estão prestes a perder a propriedade rural para um banco. Assim eles decidem formar uma quadrilha de roubo a bancos. Em pouco tempo os Newton Boys, como passam a ser chamados pela imprensa, começam a causar pânico por onde passam, até decidirem promover o maior roubo de banco da história dos Estados Unidos. Algo que custará caro para todos eles.

Comentários:
Sempre vi esse filme como uma tentativa tardia de revitalizar os antigos filmes de gangsters, como aqueles clássicos produzidos na década de 1940. Filmes que foram extremamente populares em sua época. A receita do roteiro escrito pelo diretor Richard Linklater é bem simples de entender. Ele apenas adaptou o livro original de Claude Stanush para uma roupagem mais moderna, escalando atores jovens e galãs para os personagens principais. Ganhou em estética, mas ao mesmo tempo perdeu em veracidade histórica (já que os verdadeiros gangsters não se pareciam com modelos como esses que vemos nesse filme!). Assim o estúdio escalou Matthew McConaughey para ser o protagonista, uma vez que ele estava sendo bastante cotado para se tornar o astro do amanhã, já que sua popularidade aumentava a cada dia. Ethan Hawke, que tinha mais bagagem no quesito atuação, também foi contratado para contrabalancear de certa maneira a inexperiência de Matthew. Um dos aspectos curiosos ao se rever essa produção é constatar que a atriz Julianna Margulies está no elenco. Ela, que iria se tornar no futuro a estrela de uma série de grande sucesso nos Estados Unidos chamada "The Good Wife", aqui surge bem jovem, com maquiagem pesada e exagerada - típica das mulheres dos anos 40. No mais é aquilo de sempre: muitos crimes e tiroteios com as famosas metralhadoras conhecidas como "Tommy Gun", a preferida dos criminosos e gangsters daqueles tempos em que Al Capone reinava em Chicago.  

Pablo Aluísio.