terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Resident Evil 3: A Extinção

Título no Brasil: Resident Evil 3: A Extinção
Título Original: Resident Evil: Extinction
Ano de Lançamento: 2007
País: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Canadá
Estúdio: Constantin Film / Impact Pictures / Davis Films / Screen Gems
Direção: Russell Mulcahy
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Oded Fehr, Ali Larter, Iain Glen, Ashanti, Mike Epps, Spencer Locke, Christopher Egan, Matthew Marsden, Linden Ashby e Jason O'Mara.

Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Resident Evil 2: Apocalipse, o vírus T se espalhou por grande parte do mundo e transformou a civilização em um enorme território devastado por zumbis. Alice continua sendo perseguida pela Umbrella Corporation, que realiza experiências com seu DNA para tentar controlar seus poderes e encontrar uma maneira de utilizar o vírus em benefício próprio. Enquanto isso, um grupo de sobreviventes liderado por Claire Redfield atravessa o deserto de Nevada em busca de um lugar seguro. Alice reencontra antigos companheiros, entre eles Carlos Olivera e L.J., e decide juntar-se ao grupo. A ameaça cresce quando os sobreviventes descobrem que milhares de infectados estão concentrados na região de Las Vegas. Ao mesmo tempo, o cientista Dr. Isaacs conduz novos experimentos envolvendo clones e mutações cada vez mais perigosas. Alice percebe que suas habilidades foram ampliadas pelos experimentos da Umbrella e decide utilizar seus novos poderes para enfrentar a corporação. A sobrevivência do grupo depende então de uma última tentativa de atravessar o deserto e encontrar um caminho para um futuro diferente.

Comentários: 
Resident Evil 3: A Extinção é o terceiro filme da série protagonizada por Milla Jovovich e apresenta uma mudança significativa de cenário em relação aos dois capítulos anteriores. A história deixa para trás boa parte do ambiente urbano de Raccoon City e leva os sobreviventes para uma paisagem desértica e pós-apocalíptica, inspirada nos grandes filmes de ficção científica e sobrevivência. Russell Mulcahy, conhecido por seu trabalho em Highlander, assumiu a direção e procurou dar ao filme um ritmo mais acelerado, utilizando perseguições, combates e grandes cenas de ação. Milla Jovovich continua como Alice e transforma a personagem em uma heroína ainda mais poderosa, enquanto Ali Larter estreia na série como Claire Redfield. Oded Fehr retorna como Carlos Olivera, e Iain Glen interpreta o cientista Dr. Isaacs. A produção teve orçamento estimado em US$ 45 milhões e foi filmada principalmente no México. O longa chegou aos cinemas dos Estados Unidos em 21 de setembro de 2007, com duração aproximada de 94 minutos.

A recepção crítica foi novamente dividida, mas o filme conseguiu um desempenho comercial expressivo. O Rotten Tomatoes registra avaliação crítica de apenas 24%, enquanto a recepção do público foi consideravelmente mais favorável. Comercialmente, A Extinção arrecadou aproximadamente US$ 147,7 milhões mundialmente, tornando-se um sucesso importante para a franquia. Um dos elementos mais lembrados da produção é a transformação de Alice em uma personagem com habilidades sobre-humanas, resultado dos experimentos realizados pela Umbrella. A ambientação do deserto também contribui para diferenciar o filme dos anteriores, criando uma atmosfera de faroeste pós-apocalíptico. As cenas envolvendo a destruição de Las Vegas e a enorme quantidade de zumbis procuram ampliar a escala da história e transmitir a ideia de que o desastre já atingiu praticamente todo o planeta. Mesmo sem receber o mesmo reconhecimento de outros filmes do gênero, Resident Evil 3: A Extinção consolidou a franquia cinematográfica e preparou o caminho para os capítulos seguintes da história de Alice.

Erick Steve. 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Carros

Título no Brasil: Carros
Título Original: Cars
Ano de Lançamento: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures
Direção: John Lasseter e Joe Ranft
Roteiro: John Lasseter, Dan Fogelman, Joe Ranft, Kiel Murray, Phil Lorin e Jorgen Klubien
Elenco: Owen Wilson, Paul Newman, Bonnie Hunt, Larry the Cable Guy, Tony Shalhoub, Cheech Marin, Michael Keaton, Richard Petty, George Carlin e John Ratzenberger.

Sinopse: 
Relâmpago McQueen é um jovem e talentoso carro de corrida que está prestes a conquistar seu primeiro campeonato da Piston Cup. Extremamente competitivo e convencido de que o sucesso depende apenas de velocidade e talento, ele pensa somente na vitória e na fama que poderá alcançar. Durante uma viagem para a Califórnia, porém, McQueen se perde e acaba chegando à pequena Radiator Springs, uma cidade localizada na antiga Rota 66. Depois de causar problemas no local, ele é obrigado a permanecer ali por alguns dias e reparar os danos que provocou. Aos poucos, conhece personagens como o simpático Mate, a elegante Sally e o veterano Doc Hudson. A convivência com os moradores começa a transformar sua maneira de enxergar a vida. McQueen percebe que havia deixado de lado a amizade e os relacionamentos por causa de sua obsessão pela competição. Enquanto se prepara para voltar às pistas, ele começa a descobrir que vencer uma corrida não é necessariamente a coisa mais importante.

Comentários: 
Carros foi lançado pela Pixar em 9 de junho de 2006 e representou o sétimo longa-metragem do estúdio. A produção apresenta um universo inteiramente habitado por automóveis e transforma carros de diferentes épocas e estilos em personagens com personalidades próprias. A ideia permitiu à Pixar criar uma história de aventura e humor, mas também uma homenagem à cultura automobilística americana e à histórica Rota 66. Relâmpago McQueen foi criado como um personagem inicialmente arrogante que precisa aprender importantes lições sobre amizade, humildade e companheirismo. Mate rapidamente se tornou um dos personagens mais populares da produção, enquanto Sally representa o lado mais acolhedor de Radiator Springs. Doc Hudson, vivido na versão original por Paul Newman, acrescenta uma dimensão mais emocional à história ao representar uma antiga geração de pilotos. A pesquisa realizada pela equipe da Pixar incluiu viagens pela Rota 66, visitas a pistas de corrida e estudos detalhados sobre automóveis e sua fabricação.

A recepção crítica foi positiva, embora Carros tenha sido considerado por alguns críticos menos inovador do que Toy Story, Procurando Nemo ou Os Incríveis. Mesmo assim, o filme conquistou enorme popularidade entre o público e tornou-se uma das franquias mais importantes da Pixar. Sua força está principalmente na combinação entre uma aventura divertida para crianças e uma história sobre amadurecimento que também funciona para os adultos. A animação também recebeu grande atenção por seu visual extremamente detalhado, principalmente nas cenas de corrida e nas paisagens inspiradas pelo sudoeste americano. A trilha sonora contou com contribuições de artistas como Rascal Flatts, Sheryl Crow e Randy Newman, cuja canção “Our Town” recebeu indicação ao Oscar de Melhor Canção. Carros também foi indicado ao Oscar de Melhor Animação e ao Globo de Ouro de Melhor Filme de Animação. O sucesso dos personagens levou à criação de sequências, curtas-metragens, produtos, atrações e uma extensa linha de merchandising. A Pixar considera Carros uma de suas produções fundamentais e o filme acabou dando origem a uma das franquias mais duradouras do estúdio.

Erick Steve.

Jonny Quest

Título no Brasil: Jonny Quest
Título Original: Jonny Quest
Ano de Lançamento: 1964
País: Estados Unidos
Estúdio: Hanna-Barbera Productions / Screen Gems
Direção: William Hanna e Joseph Barbera
Roteiro: Doug Wildey, William D. Hamilton, Walter Black, Charles Hoffman, Joanna Lee e outros
Elenco: Tim Matheson, Mike Road, Danny Bravo, John Stephenson e Don Messick.

Sinopse: 
Jonny Quest é um garoto de aproximadamente dez anos que acompanha seu pai, o cientista Dr. Benton Quest, em viagens e missões extraordinárias por diversas partes do mundo. Ao lado deles estão Roger “Race” Bannon, piloto, agente e guarda-costas da família, o jovem indiano Hadji e o cachorro Bandit. A equipe constantemente se envolve em investigações que misturam ciência, espionagem, mistério e aventura. Os personagens enfrentam criminosos, agentes estrangeiros, monstros aparentemente sobrenaturais e acontecimentos inexplicáveis. Jonny é curioso, corajoso e frequentemente acaba diretamente envolvido nos perigos enfrentados pelo grupo. Hadji funciona como seu grande companheiro e também possui conhecimentos e habilidades que ajudam a equipe em diversas situações. Entre os principais adversários está o Dr. Zin, um cientista criminoso que se torna o inimigo mais conhecido da família Quest. A primeira série levou seus personagens a desertos, selvas, oceanos, montanhas e outros lugares exóticos, criando uma atmosfera de aventura internacional que se tornou sua principal característica.

Comentários: 
Jonny Quest foi uma produção muito diferente dos desenhos que a Hanna-Barbera vinha realizando naquele período. Criada e desenhada por Doug Wildey, a série apostou em um estilo visual mais realista, com personagens, cenários e histórias inspirados em quadrinhos e antigos seriados de aventura. A produção também apresentou uma quantidade maior de ação e suspense do que era habitual nas animações infantis da época. William Hanna e Joseph Barbera dirigiram os episódios, enquanto a trilha sonora de Hoyt Curtin ajudou a criar uma identidade marcante para o programa. A série estreou na ABC em 18 de setembro de 1964 e foi originalmente exibida em horário nobre, algo bastante incomum para uma animação de aventura. Apesar de ter produzido apenas 26 episódios em sua temporada original, Jonny Quest causou forte impacto entre os espectadores. A animação também se tornou uma das principais referências da Hanna-Barbera para futuras produções voltadas à ação e à aventura.

A recepção da série foi bastante positiva e seu estilo visual ajudou a diferenciá-la de produções como Os Flintstones e Os Jetsons. Embora a primeira temporada tenha sido encerrada em 1965, devido principalmente ao alto custo de produção, o programa continuou sendo exibido em reprises e ganhou uma longa vida em televisão. Posteriormente, Jonny Quest recebeu novas séries, incluindo uma continuação produzida em 1986 e outra versão nos anos 1990. O personagem também apareceu em especiais, histórias em quadrinhos e outras produções relacionadas ao universo Hanna-Barbera. O grande mérito da série original foi apresentar uma animação com uma atmosfera mais próxima das aventuras cinematográficas, combinando viagens internacionais, ficção científica, espionagem e perigos sobrenaturais. A presença de Race Bannon e Hadji também ajudou a criar um grupo bastante equilibrado ao redor do jovem protagonista. Décadas depois de sua estreia, Jonny Quest continua sendo lembrado como um dos desenhos mais importantes produzidos pela Hanna-Barbera e como uma das obras que ajudaram a estabelecer o modelo de animação de aventura que seria explorado posteriormente por outros estúdios.

Erick Steve.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Duna: Parte Dois

Título no Brasil: Duna: Parte Dois
Título Original: Dune: Part Two
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts
Elenco: Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Austin Butler, Florence Pugh

Sinopse:
Dando continuidade direta aos eventos do primeiro filme, a história acompanha Paul Atreides enquanto ele se integra ao povo Fremen no planeta Arrakis. Ao lado de Chani, ele aprende os costumes do deserto e passa a liderar uma crescente revolta contra a Casa Harkonnen e o Imperador, responsáveis pela destruição de sua família. À medida que sua influência cresce, Paul enfrenta visões de um futuro devastador causado por uma guerra santa em seu nome. Dividido entre o amor, o dever e o destino, ele precisa decidir até onde está disposto a ir para conquistar justiça e assumir seu papel como figura messiânica.

Comentários:
Lançado em 2024, Dune: Part Two foi amplamente aclamado pela crítica, sendo considerado por muitos veículos como The New York Times e Variety superior ao primeiro filme. A direção de Denis Villeneuve foi elogiada pela escala épica e pela habilidade em equilibrar ação grandiosa com desenvolvimento de personagens. As atuações de Timothée Chalamet e Zendaya receberam destaque, enquanto Austin Butler chamou atenção por sua interpretação intensa do vilão Feyd-Rautha. Nas bilheterias, o filme foi um grande sucesso, arrecadando mais de 700 milhões de dólares mundialmente e consolidando a franquia como uma das mais importantes da ficção científica contemporânea. O longa também recebeu diversas indicações a prêmios importantes e venceu categorias técnicas, reforçando seu prestígio. Hoje, Duna: Parte Dois é visto como um marco moderno do gênero, frequentemente comparado a grandes épicos do cinema, e como a consagração da adaptação da obra de Frank Herbert nas telas.

Erick Steve. 

Duna: Parte Um

Título no Brasil: Duna: Parte Um
Título Original: Dune
Ano de Lançamento: 2021
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts
Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Zendaya, Stellan Skarsgård

Sinopse:
Ambientado em um futuro distante, o filme acompanha Paul Atreides, herdeiro de uma poderosa casa nobre encarregada de governar o desértico planeta Arrakis. Esse mundo hostil é a única fonte da especiaria mais valiosa do universo, substância essencial para viagens interestelares e para o equilíbrio político entre as grandes casas. Ao chegar em Arrakis, a família Atreides se vê envolvida em uma traição que desencadeia uma guerra brutal. Forçado a fugir para o deserto, Paul encontra o povo Fremen e começa a descobrir habilidades extraordinárias que podem mudar o destino de todo o universo. A narrativa mistura política, religião e ecologia em uma épica jornada de sobrevivência e autodescoberta.

Comentários:
Quando foi lançado em 2021, Dune recebeu aclamação da crítica. O jornal The New York Times elogiou a grandiosidade visual e a ambição da adaptação, enquanto a revista Variety destacou a direção de Denis Villeneuve e o cuidado em traduzir o complexo universo criado por Frank Herbert para o cinema. A trilha sonora de Hans Zimmer e os efeitos visuais também foram amplamente elogiados, contribuindo para a imersão no mundo de Arrakis. O filme foi um sucesso comercial, especialmente considerando o contexto de lançamento simultâneo nos cinemas e no streaming. Arrecadou mais de 400 milhões de dólares mundialmente e venceu 6 Oscars, incluindo Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais. Com o tempo, Duna: Parte Um passou a ser considerado uma das grandes obras de ficção científica do cinema moderno, sendo frequentemente comparado a clássicos do gênero. Seu sucesso garantiu a continuação da história em Dune: Part Two (2024), consolidando a adaptação como uma das mais importantes franquias contemporâneas de ficção científica.

Erick Steve. 

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Silêncio da Vingança

Título no Brasil: O Silêncio da Vingança
Título Original: Silent Night
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: John Woo
Roteiro: Robert Archer Lynn
Elenco: Joel Kinnaman, Kid Cudi, Harold Torres, Catalina Sandino Moreno, Vinny O'Brien, Valeria Santaella

Sinopse:
A história acompanha Brian Godlock, um homem comum que vive uma tragédia devastadora quando seu filho pequeno é morto por uma bala perdida durante um confronto entre gangues na véspera de Natal. No mesmo incidente, Brian também sofre um ferimento grave que o deixa incapaz de falar. Consumido pela dor e pela sede de justiça, ele decide dedicar sua vida a encontrar os responsáveis pela morte do filho. Durante um ano inteiro, Brian passa por um intenso treinamento físico e aprende a usar armas para se preparar para sua vingança. Quando chega o próximo Natal, ele inicia uma caçada implacável contra os criminosos que destruíram sua família, desencadeando uma sequência brutal de confrontos em busca de justiça.

Comentários:
O filme marcou o retorno do renomado diretor de ação John Woo ao cinema americano após muitos anos trabalhando em produções asiáticas. A crítica destacou a ousadia do conceito do filme, que praticamente não possui diálogos, explorando a narrativa visual e a ação para contar a história. O jornal The Guardian observou que o filme resgata elementos clássicos do estilo de Woo, como coreografias elaboradas de tiroteios e uma forte carga emocional ligada à vingança. Já a revista Variety apontou que o longa aposta mais na ação estilizada do que na profundidade dramática, o que gerou opiniões divididas entre os críticos. Entre o público, O Silêncio da Vingança teve uma recepção moderada nas bilheterias, mas chamou atenção pela proposta incomum e pelo estilo visual intenso. Com o passar do tempo, o filme tem sido discutido principalmente como um experimento interessante dentro do gênero de ação, destacando-se pelo quase total silêncio dos personagens e pela tentativa de contar uma história de vingança através da linguagem visual. Hoje ele é visto como uma obra curiosa dentro da filmografia de John Woo e como um exemplo moderno de cinema de ação que busca experimentar com a forma narrativa tradicional.

Erick Steve. 

Harley Davidson e Marlboro Man – Caçada Sem Trégua

Título no Brasil: Harley Davidson e Marlboro Man – Caçada Sem Trégua
Título Original: Harley Davidson and the Marlboro Man
Ano de Lançamento: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Simon Wincer
Roteiro: Don Michael Paul
Elenco: Mickey Rourke, Don Johnson, Chelsea Field, Daniel Baldwin, Giancarlo Esposito, Tom Sizemore

Sinopse:
Ambientado em um futuro próximo — o ano de 1996 — o filme acompanha dois velhos amigos conhecidos apenas pelos apelidos Harley Davidson e Marlboro Man. Ambos são motociclistas durões que vivem à margem da lei, mas possuem um forte senso de lealdade e justiça. Quando descobrem que o bar de um amigo está prestes a ser tomado por um poderoso banco corrupto, os dois decidem realizar um assalto para conseguir o dinheiro necessário para salvá-lo. No entanto, o plano dá errado quando eles descobrem que o carregamento roubado não contém dinheiro, mas sim uma nova e poderosa droga sintética pertencente a uma grande corporação criminosa. A partir daí, a dupla se torna alvo de assassinos profissionais e precisa lutar para sobreviver enquanto enfrenta uma poderosa organização que domina a cidade.

Comentários:
Quando foi lançado em 1991, o filme recebeu críticas geralmente negativas. O jornal The New York Times considerou que a produção tentava criar um estilo de faroeste moderno, mas não conseguia desenvolver plenamente seus personagens ou sua narrativa. A revista Variety destacou o visual estilizado do filme e a química entre Mickey Rourke e Don Johnson, embora tenha observado que o roteiro era relativamente simples e previsível. Nas bilheterias, Harley Davidson and the Marlboro Man teve desempenho decepcionante e não conseguiu recuperar seu orçamento durante sua exibição inicial nos cinemas. Apesar disso, ao longo dos anos o filme ganhou status de cult entre fãs de filmes de ação dos anos 1990, especialmente por seu estilo exagerado, pela estética de motociclistas fora-da-lei e pelas atuações carismáticas de Rourke e Johnson. Hoje ele é frequentemente lembrado como um exemplo curioso do cinema de ação da época, combinando elementos de western moderno, filme de estrada e thriller urbano.

Erick Steve.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Francesco

Título no Brasil: Francesco
Título Original: Francesco
Ano de Lançamento: 1989
País: Itália, Alemanha Ocidental
Estúdio: RAI Radiotelevisione Italiana
Direção: Liliana Cavani
Roteiro: Liliana Cavani, Tullio Pinelli
Elenco: Mickey Rourke, Helena Bonham Carter, Andréa Ferréol, Paolo Bonacelli, Michael Wincott, Mario Adorf

Sinopse:
O filme narra a vida de Francisco de Assis, jovem filho de um rico comerciante italiano que vive na cidade de Assis durante o início do século XIII. Após participar de conflitos militares e experimentar o sofrimento da guerra e da prisão, Francesco passa por uma profunda transformação espiritual. Ele decide abandonar sua vida de riqueza e conforto para dedicar-se à pobreza, à caridade e à fé cristã. Enfrentando incompreensão da família e das autoridades religiosas, Francesco começa a reunir seguidores e a formar uma nova ordem religiosa baseada na simplicidade e no amor ao próximo. O filme acompanha os momentos decisivos dessa jornada espiritual, mostrando sua relação com a Igreja, seus discípulos e a sociedade da época.

Comentários:
Quando foi lançado em 1989, Francesco recebeu críticas variadas, mas muitos elogios foram dirigidos à atuação intensa de Mickey Rourke, que interpretou o santo medieval com um estilo emocional e pouco convencional. O jornal The New York Times destacou a abordagem humanizada do personagem, enquanto a revista Variety comentou que a diretora Liliana Cavani buscou apresentar uma visão mais realista e menos idealizada da vida de São Francisco. O filme também chamou atenção por seu elenco internacional, incluindo uma jovem Helena Bonham Carter em um dos primeiros papéis importantes de sua carreira. Comercialmente, o longa teve desempenho moderado, sendo exibido principalmente em circuitos de cinema europeu e festivais. Com o passar dos anos, Francesco passou a ser visto como uma das representações cinematográficas mais sérias e introspectivas da vida de São Francisco de Assis, destacando-se por seu tom contemplativo e pela tentativa de explorar o lado humano e espiritual da figura histórica. Hoje o filme permanece como uma obra respeitada dentro do cinema religioso e histórico europeu. 

Erick Steve.

Orquídea Selvagem

Título no Brasil: Orquídea Selvagem
Título Original: Wild Orchid
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Vision International
Direção: Zalman King
Roteiro: Zalman King, Patricia Louisianna Knop
Elenco: Mickey Rourke, Carré Otis, Jacqueline Bisset, Bruce Greenwood, Assumpta Serna, Oleg Vidov

Sinopse:
A história acompanha Emily Reed, uma jovem advogada americana que viaja ao Brasil para acompanhar sua chefe em uma negociação envolvendo um grande empreendimento imobiliário. Durante a viagem, Emily conhece o misterioso e sedutor empresário James Wheeler, um homem rico e enigmático que vive cercado por luxo, festas e relacionamentos intensos. Fascinada pelo estilo de vida dele, Emily se envolve em um jogo de sedução e descoberta sexual que desafia suas próprias inseguranças e valores. Ao longo da narrativa, o relacionamento entre os dois se desenvolve de forma provocativa e ambígua, explorando temas como desejo, fantasia e poder emocional.

Comentários:
Quando foi lançado em 1989, Wild Orchid gerou grande controvérsia por causa de seu conteúdo sensual e de rumores sobre cenas de sexo não simuladas entre Mickey Rourke e a então modelo Carré Otis, que mais tarde se tornaria esposa do ator. A revista Variety comentou que o filme seguia a tradição das produções eróticas estilizadas do diretor Zalman King, enquanto alguns críticos consideraram que o longa priorizava a atmosfera sensual em detrimento da profundidade narrativa. Nas bilheterias, o filme teve desempenho moderado, mas acabou se tornando bastante popular no mercado de vídeo doméstico durante os anos 1990. Com o passar do tempo, Orquídea Selvagem ganhou status de cult entre fãs de dramas eróticos e permanece associado ao estilo visual luxuoso e provocativo característico das produções de Zalman King. Hoje o filme também é lembrado por marcar o início do relacionamento entre Mickey Rourke e Carré Otis e por representar uma fase peculiar do cinema erótico mainstream do final dos anos 1980

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Comando Para Matar

Título no Brasil: Comando Para Matar
Título Original: Commando
Ano de Lançamento: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Mark L. Lester
Roteiro: Steven E. de Souza, Jeph Loeb
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Rae Dawn Chong, Dan Hedaya, Vernon Wells, Alyssa Milano, James Olson

Sinopse:
O filme acompanha John Matrix, um coronel aposentado das forças especiais que vive isolado nas montanhas com sua filha Jenny, tentando levar uma vida tranquila longe da violência de seu passado militar. No entanto, sua paz é interrompida quando um grupo de mercenários invade sua casa e sequestra sua filha. O líder da operação exige que Matrix assassine um presidente latino-americano para permitir um golpe de Estado em seu país. Fingindo aceitar a missão, Matrix na verdade inicia uma guerra particular contra os criminosos para resgatar Jenny. Durante sua jornada, ele conta com a ajuda inesperada de uma jovem aeromoça chamada Cindy, enquanto enfrenta um ex-companheiro de guerra que agora trabalha para os vilões. O resultado é uma explosiva sequência de perseguições, tiroteios e confrontos que culmina em um ataque devastador à base dos inimigos.

Comentários:
Quando foi lançado em 1985, Commando recebeu críticas variadas, mas foi amplamente elogiado como um entretenimento de ação direto e extremamente energético. A revista Variety destacou o carisma de Arnold Schwarzenegger e a intensidade das cenas de ação, enquanto o jornal The New York Times observou que o filme representava perfeitamente o estilo exagerado dos filmes de ação da década de 1980. Embora alguns críticos tenham apontado o roteiro simples e o tom quase cartunesco da violência, muitos reconheceram a eficiência do filme em entregar espetáculo e adrenalina ao público. Nas bilheterias, o filme foi um sucesso sólido e ajudou a consolidar ainda mais Schwarzenegger como uma das maiores estrelas do cinema de ação da época, após o impacto de The Terminator. Com o passar do tempo, Comando Para Matar tornou-se um clássico cult do cinema de ação dos anos 1980. Hoje ele é lembrado por suas frases marcantes, seu ritmo acelerado e suas cenas icônicas de combate, sendo frequentemente citado como um dos filmes que definiram o estilo explosivo e exagerado do gênero naquela década.

Pablo Aluísio. 

Stallone Cobra

Título no Brasil: Stallone Cobra
Título Original: Cobra
Ano de Lançamento: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: George P. Cosmatos
Roteiro: Sylvester Stallone, Paula Gosling
Elenco: Sylvester Stallone, Brigitte Nielsen, Reni Santoni, Brian Thompson, Andrew Robinson, Lee Garlington

Sinopse:
A história acompanha o tenente Marion “Cobra” Cobretti, um policial durão de Los Angeles que trabalha em um esquadrão especial responsável por lidar com os casos mais violentos e perigosos da cidade. Quando uma série de assassinatos brutais começa a aterrorizar a população, a polícia descobre que os crimes fazem parte das ações de uma seita violenta conhecida como “Nova Ordem”, composta por fanáticos que acreditam na destruição da sociedade atual para criar um novo mundo dominado pela força. Cobra é designado para proteger Ingrid Knudsen, uma modelo que testemunhou um dos crimes e se tornou alvo do grupo. Enquanto tenta manter a testemunha viva, o policial enfrenta perseguições, emboscadas e uma guerra aberta contra os assassinos, culminando em um confronto final brutal contra o líder da organização criminosa.

Comentários:
No momento de seu lançamento, Cobra recebeu críticas geralmente negativas da imprensa, embora alguns críticos tenham reconhecido sua eficiência como filme de ação. O jornal The New York Times criticou o excesso de violência e o tom exagerado da narrativa, enquanto a revista Variety destacou o estilo visual estilizado e a presença carismática de Sylvester Stallone, que já era uma das maiores estrelas de Hollywood graças a sucessos como Rocky e Rambo: First Blood Part II. Apesar da recepção crítica desfavorável, o filme teve bom desempenho nas bilheterias internacionais e encontrou grande popularidade entre os fãs de filmes de ação da década de 1980. Com o passar dos anos, Stallone Cobra conquistou status de cult, sendo lembrado por seu estilo sombrio, suas frases marcantes e pela representação extrema do policial implacável típica do cinema de ação daquele período. Hoje o filme é frequentemente revisitado como um exemplo emblemático do exagero e da estética dos filmes policiais de ação dos anos 80, mantendo uma base fiel de admiradores.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um Dia de Cão

Título no Brasil: Um Dia de Cão
Título Original: Dog Day Afternoon
Ano de Lançamento: 1975
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Sidney Lumet
Roteiro: Frank Pierson, P. F. Kluge
Elenco: Al Pacino, John Cazale, Charles Durning, Chris Sarandon, Penelope Allen, Carol Kane

Sinopse:
Baseado em fatos reais ocorridos em Nova York em 1972, o filme acompanha Sonny Wortzik, um homem desesperado que decide assaltar um banco no Brooklyn ao lado de seu amigo Sal. O que deveria ser um roubo rápido se transforma em um longo e tenso cerco policial quando tudo começa a dar errado. Cercados pela polícia, pela mídia e por uma multidão de curiosos, Sonny tenta negociar a saída enquanto a situação se torna cada vez mais caótica e imprevisível. Durante as horas de impasse, a história revela motivações pessoais complexas por trás do crime, incluindo o desejo de Sonny de ajudar financeiramente seu parceiro sentimental. O filme mistura suspense, drama e crítica social ao retratar a tensão entre criminosos, autoridades e a opinião pública.

Comentários:
O filme foi amplamente elogiado pela crítica na época de seu lançamento. O jornal The New York Times, por exemplo, destacou a direção precisa de Sidney Lumet e a atuação intensa de Al Pacino, considerada uma das melhores de sua carreira. A revista Variety também elogiou o roteiro e o tom realista da narrativa, ressaltando a forma como o filme retrata a mídia, a polícia e a sociedade urbana da década de 1970. Chris Sarandon recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, enquanto Frank Pierson venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original. Entre o público, o filme também foi um sucesso comercial, arrecadando várias vezes seu orçamento e consolidando ainda mais o prestígio de Pacino após seu trabalho em grandes produções da década. Com o passar dos anos, Um Dia de Cão passou a ser considerado um clássico do cinema americano dos anos 1970, frequentemente citado como um dos melhores filmes de assalto já feitos. Seu estilo realista, suas atuações memoráveis e sua abordagem de temas sociais — incluindo mídia sensacionalista e questões de identidade — fazem com que o filme continue sendo estudado, revisto e celebrado como uma obra fundamental da chamada “Nova Hollywood”

Pablo Aluísio. 

Os Viciados

Título no Brasil: Os Viciados
Título Original: The Panic in Needle Park
Ano de Lançamento: 1971
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Jerry Schatzberg
Roteiro: Joan Didion, John Gregory Dunne
Elenco: Al Pacino, Kitty Winn, Alan Vint, Richard Bright, Angie Ortega, Raul Julia

Sinopse:
Ambientado nos bairros marginalizados de Nova York no final dos anos 1960, o filme acompanha Bobby (Al Pacino), um jovem viciado em heroína que vive de pequenos golpes, e Helen (Kitty Winn), uma garota ingênua que se apaixona por ele. Aos poucos, Helen é arrastada para o submundo das drogas, da dependência e da degradação emocional. A relação dos dois se torna cada vez mais destrutiva, revelando um retrato cru e realista do vício, da alienação e da falta de perspectivas.

Comentários:
O filme é baseado no romance “The Panic in Needle Park”, de James Mills, inspirado em fatos reais. Al Pacino chamou atenção da crítica com sua atuação intensa, sendo este um dos papéis que ajudaram a impulsionar sua carreira antes de O Poderoso Chefão (1972). Kitty Winn venceu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, por sua performance impactante. A obra é conhecida por sua abordagem extremamente realista e sem glamour do vício em drogas. Muitas cenas foram filmadas em locações reais de Nova York, contribuindo para o tom quase documental. O filme é considerado um marco do cinema independente americano e um retrato honesto da juventude perdida da época.

Erick Steve. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Crime em Palmetto

Título no Brasil: Crime em Palmetto
Título Original: Palmetto
Ano de Lançamento: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Artisan Entertainment
Direção: Volker Schlöndorff
Roteiro: E. Max Frye
Elenco: Woody Harrelson, Elisabeth Shue, Gina Gershon, Rya Kihlstedt, Chloë Sevigny, Robert Harper

Sinopse:
Harry Barber (Woody Harrelson) acaba de sair da prisão após cumprir pena por um crime que não cometeu. Tentando recomeçar a vida na ensolarada e corrupta cidade de Palmetto, na Flórida, ele é rapidamente envolvido em um esquema perigoso ao aceitar participar de um falso sequestro arquitetado por uma femme fatale sedutora e manipuladora. À medida que o plano se complica, Harry percebe que está sendo usado como peça descartável em uma teia de mentiras, traições e jogos de poder, típica do mais clássico film noir moderno.

Comentários:
O filme é baseado no romance Just Another Sucker, de James Hadley Chase, autor conhecido por histórias policiais cínicas e pessimistas. Apesar do visual ensolarado da Flórida, o tom do filme é deliberadamente sombrio, reforçando o contraste típico do neo-noir dos anos 1990. Gina Gershon e Elisabeth Shue interpretam personagens femininas ambíguas, retomando o arquétipo da femme fatale. A direção é de Volker Schlöndorff, cineasta alemão consagrado por filmes de arte como O Tambor. Embora tenha recebido críticas mistas na época, o filme ganhou status de cult entre fãs de thrillers policiais e noir contemporâneo. Enfim, diante das porcarias que são produzidas atualmente temos aqui mais um filme para sentir muitas saudades dos anos 90.

Pablo Aluísio. 

Maus Hábitos

Título no Brasil: Maus Hábitos
Título Original: Entre tinieblas
Ano de Produção: 1983
País: Espanha
Estúdio: Tesauro S.A.
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Julieta Serrano, Marisa Paredes, Carmen Maura, Manuel Zarzo, Chus Lampreave, Cecilia Roth

Sinopse:
Yolanda Bell, uma jovem cantora que tem problema com drogas, até o dia em que vê seu namorado morrer de overdose. Apavorada ela busca refúgio no convento das "redentoras humilhadas" cuja madre superiora manifesta sua admiração por Yolanda numa noite em que vai assistir ao seu show no "Molino Rojo". Por muitos anos as "redentoras humilhadas" têm tentado salvar jovem moças que levam vida de perdição. Ultimamente porém, a comunidade atravessa uma crise: poucas garotas desejam ser salvas.

Comentários:
Um filme bem antigo de Pedro Almodóvar que poucos se recordam hoje em dia. Como se sabe o diretor, homossexual assumido, aqui resolve tirar uma casquinha da Igreja Católica. Seu roteiro é uma sátira à vida de religiosas, principalmente freiras, onde o diretor procura mostrar, sobre seu ponto de vista, o absurdo de certas relações dentro de um convento na Espanha. O texto brinca o tempo todo com a dualidade pecado x salvação, mostrando que sem o pecado não existe a verdadeira salvação. Apesar da ideologia por trás de tudo o que temos aqui é realmente uma película que demonstra acima de tudo uma certa hesitação do diretor, que ainda não havia encontrado o tom certo de sua filmografia

Pablo Aluísio

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Super 8

Se você for fã da filmografia dos anos 80 de Spielberg, então Super 8 vai ser um presente e tanto. Esse é um filme dos anos 80 que não foi feito nos anos 80. Spielberg produziu uma obra cheia de referências aos seus filmes mais famosos naquela década (com toques que vão de ET a Goonies, entre outros). Como todos sabem os filmes dele dos 80´s eram cheios de garotos com dramas familiares que acabam se envolvendo em um grande evento fantástico. É justamente isso que acontece aqui em Super 8. Por isso o roteiro não é nada original, o que de certa forma não se torna um defeito, pois não deixa de ser divertido ver tantas citações à obra do eterno Peter Pan do cinema americano.

Já o diretor JJ Abrams embarca na ideia e entrega um produto coeso. Obviamente todos os clichês MOW (Monster of Week) estão presentes mas apesar do tema batido, temos de reconhecer que ainda mantém o interesse do espectador (principalmente pela acertada decisão de nunca revelar muito da criatura antes do final). O elenco é bacaninha, os atores mirins não são irritantes, pelo contrário, e seguram bem a bola. Kyle Chandler que interpreta o principal personagem adulto é um bom ator, cuja carreira já acompanhava desde a série Friday Night Lights. Aqui ele repete o tipo estressadinho. Enfim, no fundo esse é um filme de monstro dos anos 80, com tudo de bom ou ruim que isso significa. Não vai mudar sua vida e está longe de ser algo genial, mas como puro entretenimento escapista funciona bem - e deixa a gente com saudades do Spielberg da década de 80, o que convenhamos já é uma grande coisa.

Super 8 (Super 8, Estados Unidos,, 2011) Diretor: J.J. Abrams / Roteiro: J.J. Abrams / Elenco: Elle Fanning, Amanda Michalka, Kyle Chandler, Ron Eldard e Noah Emmerich / Sinopse: Garotos na década de 70 resolvem realizar um pequeno filme caseiro usando sua câmera Super-8. O que não desconfiavam é que estariam embarcando na maior aventura de suas vidas.

Pablo Aluísio.

Entre Deus e o Pecado

Baseado na obra homônima do escritor americano Sinclair Lewis - o primeiro americano a ganhar o Nobel de Literatura em 1930 - o clássico, "Entre Deus e o Pecado" (Elmer Gantry - 1960) é uma joia da sétima arte assinada pelo diretor Richard Brooks. Com um roteiro inflamável nas mãos onde religião, dinheiro e pilantragem se misturam no mesmo palco, e quase na mesma proporção, Brooks entrega à Burt Lancaster o protagonismo de um filme espetacular. Com uma atuação vigorosa e arrasadora que lhe rendeu o Oscar de melhor ator, Lancaster vive Elmer Gantry, um sujeito boa pinta, oportunista, imoral, charmoso e falastrão. Desempregado e sem muitas perspectivas, Grant vê sua vida mudar quando, por acaso, conhece num culto evangélico, a bela pregadora, Sharon Falconer (Jean Simmons). A evangélica que comanda uma pequena empresa religiosa, vive de viajar pelo meio-oeste americano levando a palavra de Deus. Neste momento o velhaco Gantry entra em cena com todo o seu charme e talento verborrágico na tentativa de aproximar-se da bela pregadora.

Depois de muitas investidas e tentativas, finalmente o malandro consegue aproximar-se de Falconer. A partir daí, começam a pregar a palavra de Deus por todos os cantos. Com uma ambição desmedida, oratória fulminante e um carisma arrasador. Gantry, não só derrete o coração de Falconer, como também deixa multidões embevecidas. A vida da pregadora muda para sempre. Ela agora é uma celebridade milionária e famosa em todo o país. Os planos de rapinagem do pilantra vão de vento em popa, até que um dia seu passado vem à tona e o coloca cara a cara com a prostituta Lulu Bains (Shirley Jones) seu ex-caso e que pode destruir sua reputação.

Forçado por um destino soberano que emerge entre desejos e interesses, o triunvirato: Grant, Lulu e Falconer, caminha célere para um final de consequências reveladoras e assustadoras. Grant, um furacão impiedoso que destrói tudo a sua volta; Lulu, a prostituta gélida e sedenta por vingança e Falconer, um anjo translúcido, de fé inabalável, olhos contemplativos e alma caridosa. Juntos, elevam à condição de clássico, um filme que tinha tudo para ser comum. O roteiro sensacional que chegou a ser proibido em várias cidades americanas, e até em alguns países, é recheado de surpresas. A fotografia é magnífica e o technicolor, acentuado por cores vibrantes, encaixa-se de forma perfeita com a paisagem e a alegria voluptuosa e histriônica de Grant. O filme abocanhou três Oscars: ator para Burt Lancaster, atriz coadjuvante para Shirley Jones e roteiro adaptado para Richard Brooks. Teve ainda indicações para o prêmio de melhor filme e melhor trilha sonora assinada por André Previn.

Telmo Vilela Jr.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma Garota Encantada

Título no Brasil: Uma Garota Encantada
Título Original: Ella Enchanted
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax Films
Direção: Tommy O'Haver
Roteiro: Laurie Craig, Karen McCullah
Elenco: Anne Hathaway, Hugh Dancy, Cary Elwes, Vivica A. Fox

Sinopse:
Ella (Hathaway) vive no pior dos mundos. Seu pai se casou novamente após a morte de sua mãe e ela precisa aturar uma madrasta muito cruel e suas filhas odiosas. Ela segue obediente apesar dos maiores abusos e absurdos, até que descobre que está sob um feitiço feito por sua madrinha Lucinda que a faz obedecer a todos que a mandam fazer algo. Ella então decide ganhar o mundo, para ir atrás de sua madrinha pois apenas ela pode desfazer esse encanto. No caminho acaba conhecendo o príncipe de seus sonhos.

Comentários:
Se trata de mais uma das mil releituras e modernizações do mito Cinderella. Pessoalmente acho que essa estorinha de conto de fadas já ganhou sua versão definitiva no mundo do cinema e foi justamente o encantador desenho animado clássico da Disney mas em Hollywood eles nunca desistem realmente. A tal da reciclagem saiu dos manuais de ecologia e entrou dentro dos gabinetes de executivos de cinema, só isso explica tanto remake disfarçado tentando se fazer de algo novo e original. Os elementos da estorinha infantil estão todos aqui - a fada madrinha, a madrasta cruel e desalmada e suas filhas desprezíveis e até mesmo um príncipe encantador. Tudo com roupagem moderna para disfarçar um pouquinho. Esqueça, não é mesmo melhor do que o filme assinado pelo imortal Walt Disney. Se estiver com saudades da gata borralheira reveja o original ou então leia o livro. Cultura nunca fez mal a ninguém.

Pablo Aluísio.

Um Caso Complicado

Título no Brasil: Um Caso Complicado
Título Original: Elektra Luxx
Ano de Produção: 2011
País: Estados Unidos
Estúdio: Gato Negro Films
Direção: Sebastian Gutierrez
Roteiro: Sebastian Gutierrez
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Carla Gugino, Timothy Olyphant, Ermahn Ospina

Sinopse:
São três linhas narrativas que se entrecruzam ao longo do filme. Na primeira a famosa atriz pornô Elektra Luxx (Carla Gugino) descobre estar grávida de um famoso roqueiro recentemente falecido. Por essa razão decide se aposentar dos filmes adultos, muito embora sua fama nunca a deixe em paz. No outro enredo duas estrelas pornôs jovens decidem passar um fim de semana no México de férias mas acabam sendo cortejadas por dois empresários ricos. Por fim acompanhamos um blogueiro de filmes adultos que tenta gravar reviews para os filmes que assiste, enquanto sua irmã e sua mãe o atrapalham o tempo todo.

Comentários:
Uma produção independente americana que procura brincar com o universo dos bastidores do cinema adulto daquele país. O tom não é necessariamente de comédia mas o humor está presente em todas as estórias contadas. Dessas a mais divertida é a do jovem blogueiro que tenta comentar sobre as estrelas e filmes pornôs para seu blog mas sempre é atrapalhado ou pela sua mãe (o cara ainda vive nos porão da casa de seus pais que o mandam colocar o lixo para fora) ou pela irmã, que deseja ela própria virar estrela pornô - para seu desespero pois o irmão embora adore filmes adultos não aceita de jeito nenhum que sua própria mana entre nesse mundo, mostrando a hipocrisia que existe entre os consumidores desse tipo de filme. O elenco é praticamente todo desconhecido do grande público com exceção de Timothy Olyphant, o tira cowboy de "Justified" que aqui interpreta um detetive particular que segue os passos da ex-estrela pornô pois ela pode ter em mãos as últimas canções do amante roqueiro, músicas essas que valem milhões. Enfim, um filme divertido, que tem lá seus momentos, embora nunca decole completamente. Dá para assistir ao menos uma vez, por simples curiosidade.

Pablo Aluísio.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Shame

Uma vez que o casamento se tornou uma instituição fora de moda e cafona as pessoas nos dias atuais procuram alternativas para suprir suas necessidades emocionais e sexuais. "Shame" lida justamente com isso. No filme acompanhamos a rotina de Brandon Sullivan (Michael Fassbender), um nova-iorquino bem situado, com bom emprego e um apartamento bem localizado. Sua vida sexual e emocional se resume a breves encontros com garotas para sexo casual que conhece pela cidade. Seu cotidiano porém muda com a chegada de sua irmã Sissy (Carey Mulligan). Ela é bonita, atraente e assim como Brandon também adota um estilo de vida liberal. "Shame" na realidade é uma pequena crônica sobre a vida sexual do homem moderno. O personagem principal é um solteiro em Nova Iorque, com toda a liberdade moral e sexual a que tem direito. Assim não se furta em aproveitar todas as oportunidades que a grande cidade tem a lhe oferecer. O problema é que diante de tal grau de permissividade sua procura pelo sexo oposto logo acaba se tornando um ciclo vicioso sem limites. A realidade de Brandon em pouco tempo foge de seu controle e ele se torna um viciado em sexo anônimo e pornografia. É a velha metáfora de que a liberdade desacompanhada de responsabilidade e comprometimento pode facilmente se tornar lesiva.

O elenco de Shame é bom e o destaque vai para Carey Mulligan. Além de ser uma gracinha ela é talentosa e carismática. A atriz tem aparecido em diversas produções que se destacaram nos últimos anos como "Educação", "Drive" e "Não me Abandone Jamais". Sua personagem é muito interessante dentro da trama de "Shame" uma vez que logo cria uma desconfortável tensão sexual com seu próprio irmão dentro do apartamento onde vivem. Já Michael Fassbender está apenas correto. O diretor negro Steve McQueen (homônimo do famoso ator) escolheu uma produção naturalista, com uso de longos planos sequência. Sua opção em explorar o nu frontal dos atores pode vir a desagradar algumas pessoas mas particularmente achei uma decisão acertada uma vez que o filme tem como tema a sexualidade de seus personagens e como tal não poderia adotar atitudes de falso moralismo com eles. Aliás sua posição de não levantar qualquer bandeira moralista é um de seus pontos mais positivos. Em suma "Shame" tenta entender a vida sexual das pessoas que vivem dentro de uma sociedade tecnológica e liberal. Só o fato de levantar esse tema para debates já o torna extremamente válido.

Shame (Shame, Estados Unidos, 2011) Direção de Steve McQueen / Roteiro de Steve McQueen e Abi Morgan / Elenco: Michael Fassbender, Carey Mulligan e James Badge Dale / Sinopse: O filme mostra os anseios e problemas de ordem emocional e sexual de dois irmãos na Nova Iorque dos dias atuais.

Pablo Aluísio.

Os Excêntricos Tenenbaums

Título no Brasil: Os Excêntricos Tenenbaums
Título Original: The Royal Tenenbaums
Ano de Produção: 2001
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson, Owen Wilson
Elenco: Gene Hackman, Gwyneth Paltrow, Anjelica Huston, Ben Stiller, Owen Wilson, Luke Wilson, Bill Murray, Danny Glover

Sinopse:
Depois de uma vida em comum e três filhos o casal formado interpretado por Gene Hackman e Anjelica Huston resolve se separar. Com o fim do núcleo familiar os filhos também resolvem tomar seus próprios rumos em suas vidas. Chas (Ben Stiller) se torna extremamente rico pois tem um talento e tanto para o mundo das finanças. Margot (Gwyneth Paltrow) se dedica a escrever livros de sucesso. Por fim Ritchie (Luke Wilson) resolve abraçar os esportes e se torna um bem sucedido tenista profissional. Quando os pais resolvem reconstruir o casamento todos voltam a se reunir, trazendo de volta angústias, brigas e revanches do passado.

Comentários:
Excêntrico mesmo sempre foi o cinema de Wes Anderson. Esse texano tem um estilo tão próprio que não podemos nem ao menos o colocar em alguma categoria pois não consigo visualizar nenhum outro cineasta que tenha uma visão parecida com a dele. Basta lembrar dos singulares (e esquisitos) "A Vida Marinha com Steve Zissou", "Viagem a Darjeeling" e até mesmo da animação "O Fantástico Sr. Raposo" para compreender isso. Hoje em dia ele está mais em baixa mas na época de lançamento desse filme ele era um verdadeiro queridinho da crítica americana. Confesso que nunca fiquei muito satisfeito com seu tipo de humor diferenciado. Para falar a verdade sempre conferi seus filmes por causa dos excelentes elencos que ele conseguia reunir para suas produções. Quer um exemplo? Basta passar os olhos nos nomes que formam esse elenco. Simplesmente incrível. Mesmo assim o resultado não é muito gratificante. Em determinado momento o clima geral de nonsense começa a saturar e se vai perdendo a paciência. Mas isso ao que parece foi ignorado pela crítica que logo qualificou o filme como "obra prima"! Bobagem, isso é um exagero.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Os Descendentes

Sinceramente achei um filme de mediano para fraco, totalmente morninho. O filme em si se resume a duas situações: A esposa de George Clooney no filme está em coma irreversível e segundo seu próprio desejo deixado em uma declaração antes de estar nesse estado quer que seus aparelhos sejam desligados definitivamente. O segundo ponto é a venda de um imenso terreno no Havaí herdado por antepassados da grande família de Clooney (primos, primas, tios, tias e parentada em geral). No final as duas sub tramas irão se encontrar no clímax do filme. Como foi rodado nas ilhas havaianas há muitas tomadas belas das paisagens locais, trilha sonora cheia de músicas das ilhas e aquele ritmo cadenciado, sem muita pressa que acaba ficando chato.

O filme cai no marasmo várias vezes. Não consegui me interessar muito sobre a situação do personagem de Clooney. Esse aliás parece só funcionar em papéis mais relax, do tipo "quarentão garotão". Quando migra para personagens que exigem mais ele geralmente derrapa. É o que acontece aqui em minha opinião. Achei ele apático, meio disperso, como se não estivesse muito aí sobre tudo o que está acontecendo. Enfim, "Os Descendentes" é realmente um filme bem banal, com cara de telefilme sobre doença. Nada muito marcante e facilmente esquecível. Não merece as indicações que recentemente recebeu ao Oscar.

Os Descendentes (The Descendants, Estados Unidos, 2011) Direção: Alexander Payne / Roteiro: Alexander Payne e Nat Faxon / Elenco: George Clooney, Matthew Lillard, Judy Greer e Shailene Woodley / Sinopse: O filme conta a história de um rico proprietário de terras do Havaí que precisa reestabelecer sua ligação com as duas filhas depois que a sua esposa sofre um acidente de barco.

Pablo Aluísio.

Tiros na Broadway

Título no Brasil: Tiros na Broadway
Título Original: Bullets Over Broadway
Ano de Produção: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax Films
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen, Douglas McGrath
Elenco: John Cusack, Dianne Wiest, Jack Warden, Chazz Palminteri, Joe Viterelli, Jennifer Tilly, Rob Reiner, Mary-Louise Parker.

Sinopse:
Nova Iorque, década de 1920. O dramaturgo e escritor David Shayne (John Cusack) é um idealista que não aceita vender a dignidade de sua arte. Sem trabalho e passando por dificuldades acaba porém aceitando o financiamento de um gângster valentão para a produção de uma de suas peças. Para isso há uma condição que o escritor terá que aceitar, a escalação da namorada pouco talentosa do chefe criminoso, Olive (Jennifer Tilly), que terá que ganhar um destaque dentro da encenação.

Comentários:
Arranjar um lugar numa peça para alguém sem qualquer talento. Como se isso não fosse um problema e tanto Shayne ainda tem que lidar com o complicado temperamento de sua estrela principal, Helen Sinclair (Dianne Wiest). No meio de tanta confusão todos são surpreendidos ainda pelo improvável talento para a dramaturgia do grandalhão capanga do chefe mafioso, o truculento Cheech (Chazz Palminteri). Um filme muito querido do diretor por seus fãs. Por essa época Woody Allen pareceu ter flertado com o cinemão americano mais comercial. Seus roteiros mais intelectuais, intimistas, interiores, que discutiam questões existenciais foram deixados de lado para dar mais espaço ao humor, aos figurinos luxuosos e à uma produção bem mais trabalhada. Mesmo assim o diretor conseguiu fazer tudo isso sem deixar de lado sua inteligência, além da fina ironia que sempre o caracterizou. Um Allen excelente!.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Morte de Donald Sutherland

A Morte de Donald Sutherland
Morreu o ator Donald Sutherland. Mais um talento que se vai. Eu sempre gostei do trabalho dele, sempre achei muito digno, mesmo quando fazia filmes ruins e de baixo orçamento, algo que não estava à altura de seu status. Mas é a tal coisa, as pessoas esquecem que ser ator é como uma profissão qualquer. Algumas vezes há bom material para se trabalhar, outras vezes não! São coisas da vida. E a única certeza da vida é a morte, infelizmente. 

Pois bem, no começo eu sempre o associei à sua imagem um tanto esquisitona. Era um tipo alto, magro, com um rosto fora dos padrões. Tinha até mesmo cara de gaiato. Talvez por isso o Diretor Robert Altman o tenha escalado para atuar em MASH. Depois do sucesso de crítica desse filme bem alternativo a carreira dele aconteceu em Hollywood. 

Mas engana-se quem pensa que aconteceu com ele virando um astro. Talvez por causa de sua aparência fora mesmo dos padrões de beleza de Hollywood, nessa indústria que preza sempre justamente nisso em um profissional, ele nunca se tornou um grande astro. Pelo contrário, virou um coadjuvante de luxo, algumas vezes estrelando um filme B aqui e acolá. E assim fez sua vida, com toda dignidade, não raro roubando os filmes em que aparecia no segundo plano.

Depois da idade madura ele passou a interpretar vilões mais velhos, sim, velhos, mas com ar de respeitabilidade, embora ele nunca perdesse aquele jeitão de esquisito dele. Personagens como o velho malucão perverso era com ele mesmo. O Donald Sutherland foi bem isso. Quem o via em qualquer fime, fosse bons ou ruim, jamais o esquecia. E durante muitos anos ele foi aquele tipo de ator em que as pessoas perguntavam: como era o nome dele mesmo? Não faz diferença, ele sempre será lembrado por seu talento, que é o que conta no final de tudo. 

Pablo Aluísio. 

Cinema 2024 - Abril de 2024


Cinema 2024 - Abril de 2024

Filmes em Cartaz - Abril de 2024:
Guerra Civil
Ghostbusters: Apocalipse de Gelo
Godzilla e Kong: O Novo Império
Planeta dos Macacos: O Reinado
Kung Fu Panda 4
Abigail
Ursinho Pooh: Sangue e Mel 2
A Primeira Profecia
Duna: Parte 2

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Livros Escritos por Pablo Aluísio

Nesse ano de 2024 andei publicando livros... quem diria... Achei uma empresa - aplicativo que publica o livro que você quiser a custo zero. Não deixou de ser uma experiência inovadora em minha vida. Eu que sempre escrevi na net até agora já publiquei vários livros! Abaixo um resumo sobre cada um deles...

Contos da Alma Sombria 
Esse foi meu primeiro livro. Apenas peguei duas histórias góticas que havia escrito para o público, as melhorei um pouquinho e lancei nessa coletânea de contos de 120 páginas. Fiz revisão, mas me escapou uns 3 errinhos. Acho que nem vou consertar. Faz parte desse livro os contos "Lobo da Escócia" e "O Vampiro de Versalhes". Minha opinião é que ficaram bem interessantes. 

Contos das Sombras Eternas
Nesse livro eu reuni diversos contos avulsos que havia escrito há muitos anos. Patrulha Policial, Assassina das Estradas, Fantasmas da Velha Mansão, entre outros, fazem parte desse livro. Gostei bastante de escrever na época esses contos e não havia cogitado e nem planejado de reunir todos eles em um livro, mas eis que aconteceu. Penso que ficou muito bom! É um bom exemplo de meu lado puramente contista! 

Marlon Brando 
Minha primeira publicação com o tema cinema que dizem não vender livros nenhum no Brasil. Pode ser. Aqui minha ideia inicial era escrever um livro sobre Cinema Clássico, mas no meio do caminho decidi escrever apenas sobre Brando. Apenas juntei todos os textos que tinha no blog e os uni nesse livro. Acabou virando uma edição com 170 páginas!

Faroeste Selvagem 
Meu terceiro livro é na verdade um Bolsilivro de 70 páginas que fiz para homenagear os livrinhos que havia lido na minha juventude. Juntei dois pequenos contos aqui do blog chamados Um Winchester para Ringo e Ringo e a Montanha Dourada. Um Livrinho pequeno com preço promocional. Um exercício de nostalgia da minha parte! Esse livro encontra-se esgotado atualmente. 

Marilyn Monroe
O melhor livro que escrevi até o momento. Apenas reuni uma série de textos, crônicas e materiais diversos que escrevi ao longo dos anos sobre a adorável Marilyn e publiquei. Penso que ficou realmente muito bom. Com papel creme é um daqueles livros que realmente dão prazer em ler. Além disso é o único que conheço que comenta detalhadamente (inclusive com fichas técnicas) sobre todos os filmes da carreira de Marilyn Monroe. Um bom livro de Cinema Clássico para os cinéfilos possuírem em sua biblioteca particular. 

Elvis Presley
Estamos lançando nessa semana o primeiro livro sobre Elvis Presley. Esse volume 1 traz muitas informações sobre os primeiros discos e filmes da carreira de Elvis. Será uma coleção de livros sobre Elvis daqui em diante. Nossos planos é de lançar um novo volume a cada seis meses, para no final termos uma coleção completa de textos sobre o cantor. Um material realmente muito bom. Abaixo segue a sinopse do livro e os endereços para adquirir seu exemplar. Nesse primeiro volume escrito por Pablo Aluísio, o leitor é apresentado aos primeiros discos e filmes da carreira de Elvis Presley. Um resgate com muitas informações, fruto de uma pesquisa que durou anos por parte de seu autor. Essa é a história do jovem artista que revolucionou o mundo da música desde os seus primeiros anos de fama, sucesso e impacto cultural. 

Pablo Aluísio. 

Filmes na TV aberta

 

Filmes na TV aberta - Edição I
Os melhores filmes são da Globo, como era de se esperar. No domingo três bons filmes serão exibidos. Na madrugada de Sábado para domingo a Globo exibe "Náufrago" com Tom Hanks. Já é um clássico moderno, não tem jeito. Na Temperatura Máxima, na tarde, vem a ficção "O Destino De Júpiter", uma surpresa pois não tem cara de filme para o povão no domingão. Por fim, para finalizar um bom domingo, será exibido "Tróia" com o Brad Pitt lutando na Grácia Antiga. Eficiente épico de ação. 

No resto da semana nada de muito especial. Na Sessão da Tarde vai ter na terça a simpática comédia com Sandra Bullock, o filme "Miss Simpatia" sobre tiras e concursos de misses, não necessariamente nessa ordem. E depois disso só haverá um bom filme para assistir na madrugada do próximo sábado, a comédia romântica "Letra e Música" cpm o Hugh Grant. E é só isso aí. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vestígios do Dia

Terminei de rever "Vestígios Do Dia". Fazia tempo que tinha visto pela última vez então foi um prazer renovado. Nem é preciso dizer que mesmo após todos esses anos o filme não perdeu nem uma cota de seu charme, de sua delicadeza e de sua elegância. Na minha opinião ainda continua sendo uma grande obra prima do cinema. Muita gente não consegue até hoje captar a essência desse roteiro, o que é uma pena, pois a mensagem é tão sutil e delicada que passa despercebida a muitos. Não chegam a entender que "Vestígios do Dia" tem um dos enredos mais românticos já filmados. O mais interessante de tudo é que o filme consegue fazer isso sem nenhum tipo de afeto físico entre os protagonistas. Tudo é apenas sugerido, insinuado. Não há um beijo sequer entre eles, por exemplo. Isso porém acaba não tendo importância pois a emoção e o sentimento são tão presentes que esse tipo de coisa acaba sendo um mero detalhe.

A atração entre o mordomo (Hopkins) e sua governanta (Emma Thompson) é latente mas não assumida abertamente por causa das convenções sociais a que ambos estão submetidos. Além disso Hopkins brilha como uma pessoa que simplesmente não consegue expressar suas emoções. Criado para ser um mordomo a vida inteira e possuir uma educação exemplar ele acaba perdendo a capacidade de se revelar a quem quer que seja, mesmo para a mulher que sente atração e nutre sentimentos românticos. Assim é erguido um muro invisível que não deixa que ambos se declarem um ao outro. Tudo isso é de uma sutileza fenomenal. Apenas um cineasta com a sensibilidade de James Ivory conseguiria transportar isso para a tela no tom certo.

Desnecessário dizer que o resultado é excelente. O roteiro é um primor, a direção e a reconstituição de época são soberbas mas o melhor vem da interpretação dos atores. Esse filme traz a melhor atuação da carreira de Anthony Hopkins, embora isso possa causar surpresa em muitos é a mais pura verdade. Ele faz um mordomo de um Lord inglês que se apaixona por uma empregada da mansão, feita pela Emma Thompson. É um filme de momentos sutis. Existe uma cena maravilhosa em que Hopkins tenta se declarar à sua paixão mas por questões sociais, timidez, nervosismo e até mesmo preconceito se reprime. Poucas vezes vi um momento tão divinamente interpretado no cinema como esse. É genial. Vestígios do Dia é um primor, um filme feito para pessoas sofisticadas e de muito bom gosto. Como não poderia deixar de ser é uma produção britânica do mais alto nível. O diretor Ivory é um dos meus preferidos de todos os tempos. E é por essa e outras razões que considero "Vestígios Do Dia" uma perfeição da sétima arte. Poucas vezes algo assim tão sutil encontrou um veículo tão competente nas telas. Um primor!

Vestigios do Dia (The Remains of the Day, Estados Unidos, Inglaterra, 1993) Direção: James Ivory / Elenco: Christopher Reeve, Anthony Hopkins, Emma Thompson, Caroline Hunt / Sinopse: 1958. James Stevens (Anthony Hopkins), um homem de idade, em um grande carro antigo começa uma viagem pela Inglaterra em direção ao mar. Por muitos anos ele foi o mordomo-chefe de Darlington Hall, uma famosa casa de campo. Neste época sacrificou sua vida pessoal por vários anos para ter um alto desempenho profissional, mesmo reprimindo seus sentimentos e passasse uma frieza que na verdade não era parte da sua personalidade. Ele está indo visitar Sally Kenton (Emma Thompson), que ele não vê há muito tempo e tinha sido governanta em Darlington. Ele pensa que talvez ela possa ser persuadida a retomar a sua antiga posição, trabalhando para o novo proprietário de Darlington, um congressista americano aposentado.

Pablo Aluísio.

Brad Pitt: As Lembranças que São Para Sempre!

Brad Pitt: As Lembranças que São Para Sempre!
Eu sou um velho cinéfilo. Estou com mais de 50 anos de idade e acompanho cinema desde a minha infância! Então são milhares de filmes que passaram pelos meus olhos por todos esses meus anos! Em relação ao Brad Pitt posso dizer que acompanhei toda a sua carreira, vi todos os seus filmes, fossem no cinema ou em vídeos VHS. Quando Pitt lançava um novo filme, não se engane, eu estava lá para conferir se era bom ou não! 

Acredite no que lhe digo: Pitt foi o último dos grandes astros de Hollywood. Esse ator fez mesmo muito sucesso! Seu rosto, nos bons e velhos tempos, estava em todas as capas de revistas, fossem eles sobre cinema ou sobre qualquer outro assunto. Ele era um megastar da velha Hollywood que por acaso surgiu nos anos 90. Nas escolas as garotas tinham cadernos com ele na capa! Todos ficavam falando do Brad Pitt, sobre quem ele estava namorando ou não, etc. Sua fama foi uma febre entre os jovens! 

Uma das lembranças mais carinhosas que tenho de seus filmes aconteceu quando foi lançado no Brasil o filme "Nada é Para Sempre". Esse filme foi muito elogiado no Brasil. As comparações com Robert Redford foram óbvias, mas sempre achei esse tipo de comparação como algo meio bobo, que inclusive deveria ser evitado. Afinal Pitt tinha brilho próprio, vamos ser bem claros!

Então esse filme foi lançado em nosso país com grande prestígio, sendo exibido em cinemas mais elegantes, luxuosos. Era um filme realmente Classe A, tinha muito bom gosto envolvido. E foi em um desses velhos cinemas bonitos que assisti a esse filme! A sensação foi maravilhosa, porque verdade seja dita, "Nada é Para Sempre" é uma dessas produções com o glamour da velha Hollywood. Uma maravilha, com linda direção de fotografia! E o Pitt, nem preciso dizer, estava no auge de sua juventude e beleza. As mocinhas da sala suspiravam sempre que ele aparecia, pescando nos rios mais bonitos que já vi numa tela de cinema!

É interessante que essa Sessão de Cinema tenha ficado em minha mente, mesmo após tantos anos! Eu assisti a centenas de filmes (talvez milhares) em cinemas ao longo de minha vida, mas algumas sessões jamais esqueci, exatamente pelos ótimos filmes que eram! 

Pois é, apesar do filme se chamar "Nada é Para Sempre", pelo menos nesse caso a memória dessa noite ficou mesmo para sempre em minhas memórias... É a magia do cinema em nossas vidas! 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Braddock 2: O Início da Missão

Um dos casos mais curiosos da história do cinema americano, Braddock 2 foi lançado antes do que o primeiro filme, Braddock - O Super Comando. Ambos os filmes foram rodados praticamente juntos e a intenção era obviamente lançar a primeira parte e a segunda logo após. Isso porém não foi feito. Os executivos da Cannon perceberam que o segundo filme tinha muito mais potencial comercial. Além disso Rambo II estava para ser lançado, assim o estúdio resolveu se antecipar e colocou nos cinemas esse "Braddock II - O Início da Missão". O lançamento poucas semanas antes de Rambo II irritou os produtores do filme de Stallone. Acusaram a Cannon de oportunismo e picaretagem. A Cannon respondeu que na América prevalecia a liberdade e por essa razão eles poderiam lançar os filmes que quisessem, na hora que bem entendessem. O caso quase foi parar nos tribunais mas não havia base legal para um processo uma vez que, embora semelhantes as estórias, Braddock não era Rambo e havia sido lançado antes.

Passada a confusão Braddock 2 finalmente surgiu nas telas. No Brasil também seguiu-se a ordem invertida, primeiro os espectadores assistiram Braddock 2 para só depois de alguns meses conferirem o primeiro filme. Ao custo de pouco mais de dois milhões de dólares o filme fez bastante sucesso e se tornou muito lucrativo, rendendo nas bilheterias mais de sete vezes seu custo. Chuck Norris certamente ficou gratificado com todo o sucesso. A crítica obviamente malhou impiedosamente a produção mas o que interessava para a Cannon era ter lucro, acima de tudo. O filme foi dirigido por Lance Hool que depois faria Steel Dawn, um estranho filme pós apocalipse estrelado por Patrick Swayze. Mesmo sendo acusado de ser nada original, Braddock acabou se tornando um dos personagens mais conhecidos da carreira de Chuck Norris. De certa forma é a versão Rambo com o ator. Como ação desenfreada ainda resiste, embora em muitos aspectos esteja bem datado. Mesmo assim recomendo para os que querem conhecer o lado mais popular dos filmes de ação da década de 80.

Braddock 2 - O Início da Missão (Missing in Action 2: The Beginning, Estados Unidos, 1985) Direção: Lance Hool / Roteiro: Steve Bing, Larry Levinson / Elenco: Chuck Norris, Soon-Tek Oh, Steven Williams / Sinopse: Prequel de Braddock - O Super Comando. Na estória acompanhamos o Coronel James Braddock que junto a seus homens se tornam prisioneiros de forças do Vietnã liderados por um sádico comandante.

Pablo Aluísio.

Braddock: O Super Comando

“A Guerra não termina até que o último homem volte para casa!”. Era essa a frase que estampava o pôster promocional de “Braddock – O Super Comando” um dos “clássicos” do cinema brucutu pancadaria da década de 80. No papel principal o ator Chuck Norris interpretava um personagem que era obviamente derivativo do soldado Rambo de Stallone. Com orçamento apertado o filme apostou na ação desenfreada e acabou se saindo muito bem nas bilheterias. Norris hoje em dia é personagem de piadas na internet mas na década de 80 seus filmes eram levados bem à sério pelos fãs de ação. Ele inclusive era o terceiro mais popular astro de filmes pancadaria daquela década, só perdendo no quesito popularidade para Stallone e Arnold Schwarzenegger. Seus filmes eram lançados regularmente nos cinemas brasileiros e rendiam excelentes bilheterias por aqui. De fato muito exibidor agradecia quando surgia algum filme novo de Chuck Norris pois ele era inegavelmente sinônimo de casa cheia com certeza. O povão adorava os exageros, as cenas inverossímeis e as lutas em que Norris derrubava dezenas de soldados inimigos com apenas um chute (seu famoso golpe chamado “Kick Roundhouse”).

Os roteiros eram ruins e as interpretações péssimas mas o público adorava. Quanto mais absurda fosse a cena mais a platéia saia gratificada das sessões. Chuck Norris era um astro mas enganava-se quem pensava que ele havia surgido do nada nos anos 80 para estrelar esse tipo de filme. A verdade é que Norris já tinha muita estrada quando começou a fazer sucesso com essas produções B de consumo popular. Lutador há muitos anos ele já tinha inclusive dividido as telas com o mito Bruce Lee em 1972 no filme “O Vôo do Dragão”. O auge de sua carreira na década de 80 aconteceu porque a produtora Cannon Group resolveu investir em uma série de filmes com ele. Produções simples mas com foco completo em ação e lutas. O público alvo era o mais popular que frequentava as salas em dias de desconto. A fórmula deu muito certo e Norris saiu colecionando sucessos. Depois desse Braddock vieram novos êxitos de bilheteria como “Invasão USA”, “O Código do Silêncio”, “Comando Delta” (com o ator Lee Marvin) e “Aventureiros de Fogo” (uma espécie de Chuck Norris vira Indiana Jones). Braddock, o soldado mais durão da história militar norte-americana, que comia ratos selvagens no café da manhã, ainda ganharia mais dois filmes (na realidade os dois primeiros foram rodados juntos mas lançados separadamente). “Comando Delta” também ganharia uma continuação. Infelizmente o reinado de Norris nos cinemas acabou junto com a década de 80. Depois do fim da Cannon, Chuck Norris se voltou para a TV onde confortavelmente estrelou o seriado “Walker, Texas Ranger” por várias temporadas. No Brasil a série foi exibida no SBT com grande sucesso de audiência demonstrando que o público brasileiro ainda continuava fã do ator. Hoje aos 70 anos ele retorna em grande estilo com “Mercenários 2”. Nada mal para um baixinho invocado que a despeito dos filmes B que estrelou conseguiu seu lugar ao sol no cinema americano da década de 80. Esse sem dúvida foi seu maior feito.

Braddock – O Super Comando (Missing in Action, Estados Unidos, 1984) Direção: Joseph Zito / Roteiro: Arthur Silver, Larry Levinson / Elenco: Chuck Norris, M. Emmet Walsh, David Tress / Sinopse: O Coronel das forças especiais James Braddock (Chuck Norris) não desistirá de seu objetivo até trazer o último soldado americano prisioneiro da Guerra do Vietnã.

Pablo Aluísio.