Como foi amplamente divulgado o estúdio da Warner Bros finalmente foi vendido para a Paramount. Uma transação que valeu bilhões de dólares. Com essa aquisição a própria Paramount tambem deixou de existir. Os executivos agora resolveram criar uma empresa nova, a Skydance. Os famosos nomes e logotipos da Warner e da Paramount até podem ser usados daqui em frente, mas apenas como selos para determinados tipos de filmes, não mais como empresas próprias.
Eu sei que o mundo corporativo tem sua própria lógica, mas não deixo de lamentar o fim da Warner Bros e da Paramount. Esses foram estúdios centenários que marcaram a história de Hollywood. Ao deixar de existir, essas companhias cinematográficas demarcam o fim de uma era, uma era de ouro do cinema americano. Essa nova empresa Skydance nasce sem personalidade, sem alma. O próprio nome é péssimo, mais parecendo o nome de alguma academia de ginástica genérica, como tantas que encontramos por aí nas grandes cidades.
A Warner e a Paramount se tornam assim as últimas gigantes da história do cinema americano a fecharem suas portas. Eu me lembro que no começo dos anos 80 a United Artists encontrou seu fim, indo à falência. O estúdio que havia sido criado por Chaplin e um grupo de artistas independentes teve sua era de ouro, com grandes sucessos, mas depois do afastamento e da morte de Chaplin e outros fundadores pioneiros, a empresa perdeu o rumo. Foi engolida pela lógica de lucros acima de tudo.
Depois foi a vez da Columbia Pictures que foi comprada pela japonesa Sony, bem na época em que o Japão vivia seu auge de prosperidade econômica. A Universal também perderia sua existência independente pouco tempo depois sendo incorporada por um gigante de mídia dos Estados Unidos. Com a queda da Warner e o fechamento da Paramount, tal como a conhecemos, se fecham as portas das últimas gigantes pioneiras que ainda estavam de pé. É de se lamentar mesmo. Tanto Warner como Paramount tinham uma tradição mais do que centenária. O fim dessas empresas também marca o fim do auge de Hollywood. A arte sendo devorada pelos barões corporativos. Uma enorme perda para o mundo cinematográfico.
Pablo Aluísio.

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