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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Os Intocáveis

Título no Brasil: O Intocáveis
Título Original: The Untouchables
Período de Exibição: 1959 - 1963
País: Estados Unidos
Emissora Original: ABC
Produção: Desilu Productions, CBS Television Film Sales e QM Productions (temporadas finais)
Criador: Quinn Martin
Baseado em: As memórias de Eliot Ness e Oscar Fraley
Elenco: Robert Stack, Abel Fernandez, Nicholas Georgiade, Paul Picerni, Steve London e Bruce Gordon.

Sinopse:
Os Intocáveis dramatiza a atuação do lendário agente federal Eliot Ness durante a Lei Seca nos Estados Unidos, entre o final da década de 1920 e o início dos anos 1930. Liderando um pequeno grupo de agentes incorruptíveis, conhecidos como "Os Intocáveis", Ness trava uma guerra implacável contra o crime organizado, especialmente contra o poderoso chefão Al Capone e seu império do contrabando de bebidas alcoólicas em Chicago. Ao longo de suas quatro temporadas, a série retrata investigações, perseguições, operações secretas e confrontos armados contra mafiosos, contrabandistas, assassinos e políticos corruptos. Embora inspirada em personagens e acontecimentos reais, a produção dramatiza muitos episódios para aumentar a tensão narrativa. Cada capítulo funciona praticamente como uma história independente, explorando diferentes organizações criminosas e mostrando os desafios enfrentados pelos agentes federais em uma das épocas mais violentas da história americana.

Comentários:
Desde sua estreia em 1959, Os Intocáveis tornou-se um dos maiores sucessos da televisão americana. Robert Stack recebeu elogios praticamente unânimes por sua interpretação austera e determinada de Eliot Ness, papel que lhe rendeu o Prêmio Emmy de Melhor Ator em 1960. A revista Variety destacou a produção como uma das séries policiais mais bem realizadas da televisão, elogiando sua fotografia em preto e branco, o ritmo intenso e a atmosfera sombria inspirada no cinema noir. O The New York Times também reconheceu a qualidade da série, especialmente a direção, a narrativa e a atuação de Stack, embora alguns críticos observassem que a violência apresentada era incomum para a televisão da época. A produção ficou famosa por suas cenas de tiroteios, perseguições e execuções, elevando o padrão técnico das séries policiais americanas. Bruce Gordon também foi amplamente elogiado por sua interpretação de Frank Nitti, um dos principais aliados de Al Capone, transformando-se em um dos vilões mais memoráveis da televisão dos anos 1960. Além do Emmy de Robert Stack, a série recebeu diversas indicações a prêmios importantes, consolidando Quinn Martin como um dos grandes produtores da televisão norte-americana.

Apesar do enorme sucesso de audiência, Os Intocáveis também gerou controvérsias. Organizações ítalo-americanas criticaram a série por associar repetidamente personagens de origem italiana ao crime organizado, levando os produtores a reduzir esse tipo de representação nas temporadas seguintes. Ainda assim, o prestígio da produção permaneceu elevado. Em retrospectivas publicadas pela TV Guide, a série é frequentemente incluída entre os maiores dramas policiais da história da televisão americana, sendo considerada pioneira na construção de narrativas policiais adultas e realistas. Muitos críticos modernos observam que seu estilo influenciou diretamente séries posteriores como The F.B.I., Hill Street Blues, Miami Vice e The Sopranos. Entre os fãs, episódios envolvendo Al Capone, Frank Nitti e Ma Barker continuam sendo apontados como alguns dos melhores da televisão da década de 1960. O desempenho de Robert Stack é lembrado como a interpretação definitiva de Eliot Ness, influência evidente no filme Os Intocáveis (1987), dirigido por Brian De Palma e estrelado por Kevin Costner. Hoje, a série permanece como um clássico absoluto do gênero policial, admirada por sua elegância visual, pela tensão dramática e pela contribuição decisiva para a evolução das séries de crime na televisão americana.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

sábado, 25 de julho de 2026

A Casa do Dragão - Terceira Temporada

A Casa do Dragão - Terceira Temporada
A terceira temporada de A Casa do Dragão (House of the Dragon) estreou em 21 de junho de 2026 na HBO e na Max. A série foi criada por Ryan Condal e George R. R. Martin, sendo baseada no livro Fire & Blood. A temporada conta com oito episódios e dá continuidade à guerra civil conhecida como A Dança dos Dragões, conflito que divide a Casa Targaryen entre os partidários de Rhaenyra Targaryen (o "Time Negro") e Aegon II Targaryen (o "Time Verde"). O elenco principal reúne Emma D'Arcy, Matt Smith, Olivia Cooke, Tom Glynn-Carney, Rhys Ifans e Fabien Frankel. A narrativa amplia significativamente a escala do conflito, mostrando batalhas terrestres, confrontos navais e, sobretudo, combates entre dragões que alteram o equilíbrio da guerra. Ao mesmo tempo, alianças políticas são rompidas, novos personagens ganham destaque e importantes acontecimentos do livro passam a ser adaptados para a televisão.

A recepção crítica da terceira temporada foi amplamente positiva. Diversos veículos destacaram que a série aumentou sua ambição em relação às temporadas anteriores, entregando batalhas maiores e um desenvolvimento mais intenso dos personagens. A Forbes elogiou especialmente o crescimento dramático da temporada e a forma como Ryan Condal equilibrou política, ação e tragédia, observando que os episódios mantêm alto nível de tensão. Outros críticos destacaram que a série continua sendo uma das produções televisivas mais impressionantes visualmente, graças à qualidade dos efeitos especiais, da fotografia e da direção de arte. As interpretações de Emma D'Arcy e Matt Smith voltaram a receber elogios consistentes, sendo consideradas o coração dramático da produção.

As análises também ressaltaram a fidelidade ao universo criado por George R. R. Martin, embora algumas adaptações tenham gerado debates entre leitores dos livros. Muitos críticos elogiaram o aprofundamento de personagens como Alicent Hightower, Daemon Targaryen e Aemond Targaryen, além da introdução de novas figuras importantes para o conflito. A imprensa especializada destacou ainda a qualidade dos episódios centrados nas grandes batalhas da Dança dos Dragões, considerados alguns dos mais ambiciosos já produzidos pela HBO. Como a temporada ainda está em exibição, ela ainda não participou da principal temporada de premiações, mas já é apontada como forte candidata às categorias técnicas do Emmy, incluindo efeitos visuais, fotografia, figurino e direção de arte.

Do ponto de vista comercial, a terceira temporada manteve A Casa do Dragão entre as séries de maior audiência da HBO e da Max. A estreia registrou milhões de espectadores em suas primeiras exibições e a série permaneceu entre os conteúdos mais assistidos da plataforma ao longo das semanas seguintes. O lançamento semanal dos episódios impulsionou discussões nas redes sociais e manteve elevado o interesse do público durante toda a temporada. O sucesso foi suficiente para que a HBO reafirmasse seus planos para concluir a história em uma quarta e última temporada, já oficialmente confirmada.

Por ainda estar em exibição, é cedo para definir o legado definitivo da terceira temporada. Entretanto, os primeiros episódios indicam que ela poderá ser considerada o ponto mais grandioso da série até agora, levando a adaptação da Dança dos Dragões ao seu momento mais decisivo. O aumento da escala das batalhas, a evolução dos personagens e a qualidade da produção reforçam o prestígio da série como uma das maiores produções televisivas da atualidade. Caso mantenha o nível apresentado até seu desfecho, a terceira temporada tem potencial para consolidar A Casa do Dragão como uma sucessora à altura de Game of Thrones, preparando o terreno para um encerramento épico na quarta temporada.

A Casa do Dragão - 3ª Temporada (House of the Dragon – Season 3, Estados Unidos, 2026)
Direção: Clare Kilner, Nina Lopez-Corrado, Andrij Parekh e Loni Peristere / Roteiro: Ryan Condal e equipe, baseado no livro Fire & Blood, de George R. R. Martin / Elenco: Emma D'Arcy, Matt Smith, Olivia Cooke, Tom Glynn-Carney, Rhys Ifans e Fabien Frankel / Sinopse: Com a guerra entre os Targaryen atingindo seu ponto mais violento, Rhaenyra e Aegon II disputam o controle dos Sete Reinos enquanto alianças são rompidas, dragões entram em combate e o destino de Westeros é decidido.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Elle: Legalmente Loira

Elle: Legalmente Loira
Elle: Legalmente Loira (Elle) estreou em 1º de julho de 2026 no Prime Video. A série foi criada por Laura Kittrell, com produção executiva de Reese Witherspoon, que eternizou a personagem Elle Woods nos filmes de Legalmente Loira. A protagonista é interpretada por Lexi Minetree, acompanhada por June Diane Raphael, Tom Everett Scott, Gabrielle Policano, Jacob Moskovitz e Chandler Kinney. A trama funciona como uma prequela dos filmes, mostrando a adolescência de Elle Woods durante o ensino médio, na década de 1990. A história acompanha sua mudança para Seattle após dificuldades financeiras enfrentadas por sua família, explorando suas amizades, primeiros romances, conflitos escolares e as experiências que moldariam sua personalidade otimista, determinada e confiante antes dos acontecimentos do filme de 2001. A série mantém o humor e o estilo colorido característicos da franquia, mas também dedica maior atenção ao amadurecimento emocional da protagonista.

A recepção crítica foi mista. Muitos críticos elogiaram a escolha de Lexi Minetree, considerada bastante convincente como uma jovem Elle Woods. A produção, o figurino e a recriação da estética dos anos 1990 também receberam muitos elogios. Entretanto, parte da imprensa especializada considerou que a série possui um tom mais melancólico do que os filmes originais. O The Daily Beast observou que a mudança da história para Seattle e o foco nos dramas familiares dividiram os fãs da franquia, enquanto Teen Vogue destacou que a série procura aprofundar a construção da personagem sem abandonar completamente seu espírito otimista.

As primeiras análises também destacaram a atuação de June Diane Raphael como Eva Woods, mãe de Elle, e a participação de Tom Everett Scott como seu pai. A direção de arte, responsável por recriar a moda, os ambientes escolares e a cultura pop da década de 1990, foi frequentemente apontada como um dos maiores trunfos da produção. Houve, contudo, críticas ao ritmo narrativo e à tentativa de tornar a protagonista mais dramática do que a versão interpretada por Reese Witherspoon. Ainda assim, a série despertou grande curiosidade entre os fãs da franquia e gerou intenso debate sobre a expansão do universo de Legalmente Loira. Antes mesmo da estreia, o Prime Video confirmou oficialmente uma segunda temporada, demonstrando confiança no projeto.

Do ponto de vista comercial, Elle estreou como uma das principais apostas do Prime Video em 2026. Todos os oito episódios da primeira temporada foram disponibilizados simultaneamente, favorecendo as maratonas de streaming. A série figurou entre os conteúdos mais assistidos da plataforma em diversos países durante suas primeiras semanas e manteve forte presença nas redes sociais, impulsionada pelo carinho do público pela franquia Legalmente Loira. O bom desempenho levou o serviço de streaming a renovar oficialmente a produção para uma segunda temporada antes mesmo da estreia da primeira, um indicativo da confiança da Amazon MGM Studios no potencial da série.

Por ser uma produção muito recente, ainda é cedo para avaliar seu sucesso definitivo. No entanto, Elle demonstra potencial para conquistar uma nova geração de espectadores ao mesmo tempo em que oferece aos fãs antigos uma visão inédita da juventude de Elle Woods. A presença de Reese Witherspoon como produtora executiva ajuda a preservar a ligação com os filmes originais, enquanto Lexi Minetree recebeu elogios por construir uma versão própria da personagem, sem simplesmente imitá-la. Caso mantenha a boa audiência e desenvolva adequadamente sua protagonista nas próximas temporadas, Elle poderá consolidar-se como uma das prequelas televisivas mais bem-sucedidas dos últimos anos.

Elle: Legalmente Loira (Elle, Estados Unidos, 2026) Criação: Laura Kittrell / Roteiro: Laura Kittrell, Caroline Dries e equipe, baseado na personagem criada por Amanda Brown em seu romance Legally Blonde / Elenco: Lexi Minetree, June Diane Raphael, Tom Everett Scott, Gabrielle Policano, Jacob Moskovitz e Chandler Kinney / Sinopse: Anos antes de ingressar em Harvard, a jovem Elle Woods enfrenta os desafios do ensino médio, das amizades, da família e do primeiro amor, experiências que moldam a personalidade vibrante e determinada que a tornaria uma das personagens mais marcantes da comédia americana.

Erick Steve. 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Madison

Madison
A série The Madison, conhecida no Brasil simplesmente como Madison, estreou em 14 de março de 2026 no Paramount+. Criada por Taylor Sheridan, a produção integra o universo de Yellowstone, mas apresenta uma história independente, ambientada no vale do rio Madison, em Montana. O elenco principal reúne Michelle Pfeiffer, Kurt Russell, Beau Garrett, Patrick J. Adams, Elle Chapman e Matthew Fox. A trama acompanha a família Clyburn, de Nova York, cuja vida é devastada por uma tragédia envolvendo o patriarca Preston Clyburn. Em busca de um recomeço, a viúva Stacy leva sua família para Montana, onde precisa enfrentar o luto, reconstruir os laços familiares e adaptar-se a uma realidade completamente diferente da vida urbana. A série privilegia os dramas humanos, explorando temas como perda, reconciliação, pertencimento e a relação entre as pessoas e a natureza. Diferentemente de Yellowstone, o foco está menos nos conflitos por terras e mais nas emoções e transformações pessoais.

Quando foi lançada, The Madison recebeu uma recepção crítica positiva, embora dividida. Muitos críticos elogiaram a sensibilidade do roteiro e as atuações de Michelle Pfeiffer e Kurt Russell. A revista Harper's Bazaar destacou que Michelle Pfeiffer conduz a narrativa com enorme elegância dramática, enquanto Kurt Russell, mesmo aparecendo em boa parte por meio de lembranças e flashbacks, imprime grande força emocional ao personagem Preston. Já o The Guardian elogiou a beleza das paisagens de Montana e a fotografia da série, mas considerou o roteiro excessivamente sentimental em alguns momentos, criticando seu ritmo lento e alguns diálogos considerados simplistas. Ainda assim, houve consenso de que a química entre Pfeiffer e Russell é um dos grandes atrativos da produção e que Taylor Sheridan optou por um drama familiar mais intimista do que suas obras anteriores.

A crítica também ressaltou que The Madison representa um novo momento na carreira de Taylor Sheridan, abandonando parcialmente o tom de confronto permanente de Yellowstone para desenvolver uma história centrada no processo de superação do luto. Diversos veículos especializados elogiaram a direção de fotografia, a trilha sonora e o desenvolvimento dos personagens femininos, especialmente Stacy Clyburn. Embora a temporada de premiações ainda esteja em andamento, a interpretação de Michelle Pfeiffer passou a ser frequentemente citada como forte candidata às principais categorias de atuação na televisão, enquanto Kurt Russell recebeu elogios por sua presença marcante mesmo com tempo de tela reduzido. A série também chamou atenção por já ter sido renovada antecipadamente para uma segunda e, posteriormente, uma terceira temporada, demonstrando a confiança da Paramount+ no projeto.

Do ponto de vista comercial, The Madison tornou-se um dos maiores sucessos recentes do Paramount+. A primeira temporada, composta por seis episódios, foi lançada em dois blocos durante março de 2026 e registrou excelente desempenho na plataforma. Segundo a Paramount+, a série alcançou aproximadamente 8 milhões de espectadores em seus dez primeiros dias, tornando-se a maior estreia de uma produção original de Taylor Sheridan no serviço de streaming até então. O público respondeu de maneira bastante favorável às atuações do elenco principal, às paisagens de Montana e ao tom emocional da narrativa. Apesar de alguns espectadores esperarem uma série mais próxima de Yellowstone, muitos elogiaram justamente a decisão de apresentar uma história mais humana e contemplativa. O sucesso de audiência levou à rápida confirmação de novas temporadas.

Por ser uma produção muito recente, The Madison ainda está conquistando seu público. Entretanto, os primeiros resultados indicam que a série poderá consolidar-se como uma das obras mais pessoais e emocionantes de Taylor Sheridan. A interpretação de Michelle Pfeiffer vem sendo considerada uma das melhores de sua carreira na televisão, enquanto Kurt Russell acrescenta enorme peso dramático à narrativa. A combinação entre belas paisagens, personagens complexos e uma história centrada na reconstrução emocional diferencia a série das demais produções do universo Yellowstone. Caso mantenha o alto nível apresentado na primeira temporada, The Madison tem potencial para tornar-se uma das produções dramáticas mais importantes da década e ampliar ainda mais o universo criado por Taylor Sheridan.

Madison (The Madison, Estados Unidos, 2026) Criação: Taylor Sheridan / Roteiro: Taylor Sheridan e equipe / Elenco: Michelle Pfeiffer, Kurt Russell, Beau Garrett, Patrick J. Adams, Elle Chapman e Matthew Fox / Sinopse: Após uma tragédia devastadora, uma família de Nova York muda-se para Montana em busca de um novo começo, onde enfrenta o luto, redescobre seus laços familiares e encontra um novo sentido para a vida em meio às paisagens do vale do rio Madison.

Erick Steve e Pablo Aluisio. 

Yelowstone - Quinta Temporada

Yelowstone - Quinta Temporada
A quinta temporada de Yellowstone, cuja segunda parte marcou o encerramento da série, estreou em 10 de novembro de 2024 no Paramount Network, concluindo a saga criada por Taylor Sheridan e John Linson. A temporada final contou com seis episódios, encerrando uma das séries de maior sucesso da televisão americana contemporânea. O elenco principal reuniu Kevin Costner (em participação apenas por meio de material relacionado ao início da temporada e aos desdobramentos de sua ausência), Kelly Reilly, Cole Hauser, Luke Grimes, Wes Bentley, Kelsey Asbille e Gil Birmingham. A história começa após a morte de John Dutton, evento que altera completamente o equilíbrio político e familiar do Rancho Yellowstone. Beth Dutton decide vingar o pai, enquanto Rip Wheeler permanece ao seu lado tentando preservar a família. Kayce Dutton procura uma solução definitiva para proteger o lendário rancho, ao mesmo tempo em que Jamie Dutton se vê cada vez mais isolado diante das consequências de suas escolhas. A temporada concentra-se na conclusão dos principais conflitos da série, abordando temas como legado, vingança, família, tradição e o futuro das terras dos Dutton.

A recepção crítica da temporada final foi positiva, embora menos entusiasmada do que a das primeiras temporadas. O consenso entre os críticos reconheceu que Yellowstone continuou oferecendo atuações fortes, excelente fotografia e o estilo característico de Taylor Sheridan, mas apontou que a saída de Kevin Costner afetou significativamente o desenvolvimento da narrativa. O Entertainment Weekly avaliou a temporada com nota B+, observando que a série permaneceu fiel à sua visão de uma América idealizada, ainda que algumas soluções dramáticas tenham sido previsíveis. O Rotten Tomatoes registrou aprovação de 79% entre os críticos para a quinta temporada, destacando que a série manteve sua força dramática mesmo enfrentando mudanças importantes em seu elenco principal.

As análises do episódio final também foram variadas. O TV Guide considerou o encerramento "emocionante, mas levemente anticlimático", afirmando que o desfecho resolveu praticamente todas as principais tramas sem grandes surpresas. Muitos críticos elogiaram especialmente as interpretações de Kelly Reilly e Cole Hauser, que passaram a ocupar o centro da narrativa após a saída de Kevin Costner. Também receberam elogios a fotografia das paisagens de Montana, a trilha sonora e a maneira como Taylor Sheridan concluiu a trajetória do Rancho Yellowstone. Entretanto, alguns analistas criticaram o ritmo irregular da segunda metade da temporada e afirmaram que determinadas histórias poderiam ter recebido um desenvolvimento mais aprofundado. Apesar dessas ressalvas, a maioria reconheceu que a série encerrou sua principal narrativa de forma coerente com os temas que a acompanharam desde 2018.

Do ponto de vista comercial, a temporada final foi um fenômeno de audiência. A segunda metade da quinta temporada tornou-se a mais assistida de toda a história da série, e o episódio final estabeleceu um novo recorde de audiência. Segundo dados divulgados pela Paramount, o último episódio alcançou 13,1 milhões de espectadores nos Estados Unidos (em diferentes medições e plataformas de exibição), consolidando-se como o maior sucesso de audiência de Yellowstone. Mesmo após a saída de Kevin Costner, o interesse do público permaneceu extremamente elevado, demonstrando a força da franquia criada por Taylor Sheridan. O enorme sucesso da temporada também impulsionou diretamente os derivados Marshals: Uma História de Yellowstone e Dutton Ranch, que deram continuidade ao universo da série.

Hoje, a última temporada de Yellowstone é vista como o encerramento de uma das séries mais influentes da televisão americana do século XXI. Embora muitos fãs considerem que a ausência de Kevin Costner tenha alterado significativamente os rumos da narrativa, o trabalho de Kelly Reilly, Cole Hauser e Luke Grimes recebeu elogios quase unânimes. A série consolidou o renascimento do faroeste moderno na televisão e transformou Taylor Sheridan em um dos produtores mais importantes de Hollywood. Além disso, abriu caminho para um vasto universo de séries derivadas, como 1883, 1923, The Madison, Marshals: Uma História de Yellowstone e Dutton Ranch. Mesmo com algumas críticas ao desfecho, Yellowstone permanece como um marco da televisão contemporânea e uma das produções de maior impacto cultural da década de 2020.

Yellowstone - 5ª Temporada (Parte 2, Estados Unidos, 2024) Criação: Taylor Sheridan e John Linson / Roteiro: Taylor Sheridan e equipe /Elenco: Kevin Costner, Kelly Reilly, Cole Hauser, Luke Grimes, Wes Bentley, Kelsey Asbille e Gil Birmingham / Sinopse: Após a morte de John Dutton, os membros da família enfrentam seu maior desafio, lutando para preservar o Rancho Yellowstone enquanto antigos conflitos chegam ao fim e o destino da lendária propriedade é finalmente decidido.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Rancho Dutton

Rancho Dutton
A série Dutton Ranch estreou em 15 de maio de 2026 no Paramount+ e também foi exibida pelo Paramount Network. Criada por Chad Feehan, com produção executiva de Taylor Sheridan, a série é uma continuação direta de Yellowstone, concentrando-se em Beth Dutton e Rip Wheeler após os acontecimentos do episódio final da série original. O elenco principal reúne Kelly Reilly, Cole Hauser, Finn Little, Ed Harris, Annette Bening e Juan Pablo Raba. A trama acompanha Beth, Rip e o jovem Carter enquanto tentam reconstruir suas vidas em um rancho de aproximadamente 7.000 acres no sul do Texas. Porém, a esperança de uma vida tranquila rapidamente desaparece quando eles entram em conflito com um poderoso rancho rival, liderado por uma influente família local. Além dos desafios típicos da vida rural, Beth e Rip precisam enfrentar disputas por terras, interesses econômicos, violência e rivalidades que colocam em risco tudo aquilo que construíram. A série preserva o estilo de faroeste moderno característico de Taylor Sheridan, combinando drama familiar, ação e conflitos ligados ao universo dos grandes ranchos americanos.

Desde sua estreia, Dutton Ranch recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva. Muitos críticos elogiaram a decisão de centrar a narrativa em Beth Dutton e Rip Wheeler, personagens considerados os mais populares de Yellowstone. A interpretação de Kelly Reilly voltou a ser amplamente elogiada, assim como a presença marcante de Cole Hauser. Diversas publicações destacaram que a série mantém o tom intenso, os diálogos afiados e os conflitos morais característicos do universo criado por Taylor Sheridan. Alguns críticos observaram que a história apresenta uma estrutura mais intimista do que Yellowstone, concentrando-se na reconstrução da família e nos desafios de um novo começo, mas sem abandonar a violência e a tensão dramática que consagraram a franquia. A fotografia das paisagens texanas e a qualidade da produção também receberam elogios consistentes.

Embora ainda esteja em sua primeira temporada, Dutton Ranch rapidamente passou a figurar entre as séries mais comentadas de 2026. O trabalho de Kelly Reilly foi apontado por diversos analistas como um dos mais fortes de sua carreira, enquanto Annette Bening recebeu elogios por interpretar a poderosa fazendeira Beulah Jackson, principal antagonista da temporada. Houve, entretanto, algumas críticas pontuais ao desenvolvimento de determinados personagens secundários — inclusive o ator Ed Harris declarou publicamente que esperava um papel mais relevante para seu personagem, Everett McKinney. Apesar dessas observações, o consenso permaneceu favorável, destacando a qualidade das atuações, do roteiro e da direção.

Do ponto de vista comercial, Dutton Ranch tornou-se um sucesso extraordinário. A série registrou 12,9 milhões de espectadores em sua primeira semana, estabelecendo o recorde de maior estreia de uma produção original da história do Paramount+. Também alcançou o primeiro lugar entre as séries de streaming medidas pela Nielsen durante sua semana de lançamento e liderou a audiência entre as novas séries da TV a cabo. A primeira temporada, composta por nove episódios, manteve excelente desempenho ao longo de sua exibição e consolidou-se como um dos maiores sucessos televisivos de 2026. Diante desses resultados, o Paramount+ confirmou rapidamente uma segunda temporada.

Por ser uma produção muito recente, Dutton Ranch ainda está construindo seu caminho. Entretanto, os primeiros resultados indicam que a série possui potencial para tornar-se um dos derivados mais importantes do universo Yellowstone. O desenvolvimento da relação entre Beth, Rip e Carter, aliado à introdução de novos personagens e conflitos no Texas, oferece amplas possibilidades para as próximas temporadas. A renovação antecipada para uma segunda temporada demonstra a confiança do Paramount+ na franquia, e já existem expectativas de novos cruzamentos com outras séries ambientadas no mesmo universo, como Marshals: Uma História de Yellowstone. Se mantiver o alto nível de audiência e a boa recepção do público, Dutton Ranch poderá consolidar-se como um dos principais faroestes televisivos da década.

Rancho Dutton (Dutton Ranch, Estados Unidos, 2026) Criação: Chad Feehan / Roteiro: Chad Feehan e equipe, baseado nos personagens e no universo criados por Taylor Sheridan / Elenco: Kelly Reilly, Cole Hauser, Finn Little, Annette Bening, Ed Harris e Juan Pablo Raba / Sinopse: Após deixarem Montana, Beth Dutton e Rip Wheeler tentam construir uma nova vida em um grande rancho no Texas, mas rapidamente se veem envolvidos em disputas territoriais, rivalidades familiares e conflitos que ameaçam destruir seu novo começo.

Erick Steve. 

Marshals: Uma História de Yellowstone

Marshals: Uma História de Yellowstone
A série Marshals: Uma História de Yellowstone (Y: Marshals) estreou em 1º de março de 2026 pela CBS, com distribuição internacional pelo Paramount+. Desenvolvida por Spencer Hudnut, com produção executiva de Taylor Sheridan e Luke Grimes, a série funciona como sequência direta de Yellowstone. O elenco principal reúne Luke Grimes, Logan Marshall-Green, Gil Birmingham, Ash Santos, Tatanka Means e Brecken Merrill. A história acompanha Kayce Dutton após os acontecimentos finais de Yellowstone. Tendo deixado para trás a administração do Rancho Yellowstone, Kayce ingressa em uma unidade de elite dos U.S. Marshals, utilizando sua experiência como ex-SEAL da Marinha e sua habilidade como cowboy para combater o crime em Montana. Ao mesmo tempo em que enfrenta criminosos perigosos, milícias armadas e organizações violentas, ele também lida com traumas pessoais, a criação do filho Tate e os fantasmas de seu passado. A série mistura ação policial, drama familiar e elementos do faroeste moderno, preservando o universo criado por Taylor Sheridan.

Quando foi lançada, Marshals: Uma História de Yellowstone recebeu uma recepção crítica mista. Diversos críticos elogiaram a atuação de Luke Grimes e a qualidade da produção, mas observaram que a série adota uma estrutura mais próxima dos dramas policiais tradicionais do que do estilo de Yellowstone. Alguns veículos especializados destacaram que a mudança de foco para investigações semanais fez com que parte da intensidade dramática da série original fosse reduzida. Em compensação, a fotografia das paisagens de Montana, a direção das cenas de ação e o carisma de Kayce Dutton foram amplamente elogiados. Muitos críticos também reconheceram que o programa conseguiu construir uma identidade própria sem abandonar completamente os temas centrais da franquia, como família, dever, justiça e conflitos envolvendo terras e comunidades indígenas.

Embora a série ainda não tenha participado da principal temporada de premiações da televisão, diversos analistas destacaram o potencial da produção em categorias técnicas, especialmente fotografia, coordenação de dublês e direção de ação. A interpretação de Luke Grimes voltou a ser apontada como um dos maiores trunfos da franquia, apresentando um Kayce Dutton mais maduro e emocionalmente complexo do que em Yellowstone. Entre os fãs, a recepção também foi dividida: muitos elogiaram a expansão do universo criado por Taylor Sheridan, enquanto outros sentiram falta do foco na família Dutton e das disputas pelo rancho. Ainda assim, a maioria reconheceu que a série amplia de maneira interessante a cronologia da franquia e abre caminho para futuras conexões com outros derivados.

Do ponto de vista comercial, Marshals: Uma História de Yellowstone estreou com excelentes índices de audiência para a CBS e tornou-se rapidamente um dos títulos mais assistidos do Paramount+. A primeira temporada conta com 13 episódios, lançados semanalmente entre março e maio de 2026. A força da marca Yellowstone, aliada ao retorno de Luke Grimes no papel de Kayce Dutton, garantiu grande interesse do público desde a estreia. A série permaneceu entre os conteúdos mais assistidos da plataforma durante sua exibição e ajudou a consolidar a estratégia de expansão do universo de Taylor Sheridan. O bom desempenho também alimentou especulações sobre possíveis cruzamentos com outras séries derivadas, como Dutton Ranch.

Por ser uma produção muito recente, Marshals: Uma História de Yellowstone ainda está colhendo os frutos de sua estreia. Entretanto, a série demonstra potencial para estabelecer uma nova vertente dentro da franquia, aproximando o faroeste moderno do gênero policial. A presença contínua de personagens conhecidos, o aprofundamento da trajetória de Kayce Dutton e a possibilidade de futuras participações de outros membros da família Dutton mantêm elevado o interesse dos fãs. Caso as próximas temporadas desenvolvam ainda mais seus personagens e ampliem a conexão com o universo de Yellowstone, a série poderá consolidar-se como um dos derivados mais importantes da franquia criada por Taylor Sheridan.

Marshals: Uma História de Yellowstone (Y: Marshals, Estados Unidos, 2026) Criação: Spencer Hudnut / Roteiro: Spencer Hudnut e equipe, baseado nos personagens e no universo criados por Taylor Sheridan / Elenco: Luke Grimes, Logan Marshall-Green, Gil Birmingham, Ash Santos, Tatanka Means e Brecken Merrill / Sinopse: Após deixar o Rancho Yellowstone, Kayce Dutton torna-se agente dos U.S. Marshals e enfrenta criminosos perigosos em Montana, tentando conciliar sua missão de fazer justiça com os desafios de sua vida pessoal e familiar.

Erick Steve. 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Cidade das Estrelas

Cidade das Estrelas
A série Star City estreou em 29 de maio de 2026 na Apple TV+. Criada por Ben Nedivi, Matt Wolpert e Ronald D. Moore, a produção é um derivado de For All Mankind, ambientado no mesmo universo de história alternativa. O elenco principal reúne Rhys Ifans, Anna Maxwell Martin, Agnes O'Casey, Alice Englert, Adam Nagaitis e Josef Davies. A trama acompanha o programa espacial soviético em uma realidade em que a União Soviética foi a primeira nação a colocar um homem na Lua. A narrativa se concentra nos bastidores da chamada "Cidade das Estrelas", o centro de treinamento de cosmonautas, revelando a vida de engenheiros, astronautas, oficiais da KGB e cientistas que vivem sob intensa vigilância política. Misturando ficção científica, espionagem, drama histórico e thriller político, a série explora o custo humano da corrida espacial sob o regime soviético. Em vez de repetir a perspectiva americana de For All Mankind, Star City apresenta uma visão inédita do outro lado da Cortina de Ferro.

Desde sua estreia, Star City recebeu uma recepção crítica amplamente positiva. O The Guardian classificou a série como "um fascinante thriller da corrida espacial", elogiando especialmente sua atmosfera de paranoia e a interpretação de Anna Maxwell Martin como a chefe da vigilância da KGB. A crítica destacou que a produção consegue equilibrar o espetáculo da exploração espacial com o drama psicológico vivido pelos personagens. Diversos veículos especializados elogiaram também a reconstrução histórica, a direção de arte e a fotografia, que reproduzem com grande fidelidade o ambiente da União Soviética dos anos 1960. A atuação de Rhys Ifans foi apontada como um dos grandes destaques, oferecendo uma interpretação complexa do principal arquiteto do programa espacial soviético. De maneira geral, os críticos consideraram a série um derivado que possui identidade própria e não depende do conhecimento prévio de For All Mankind para funcionar.

A crítica especializada também ressaltou o trabalho dos criadores Ben Nedivi, Matt Wolpert e Ronald D. Moore ao transformar um universo já conhecido em uma narrativa completamente diferente. O suspense político, as constantes disputas internas e o retrato da repressão soviética foram frequentemente comparados aos melhores thrillers de espionagem da televisão moderna. Muitos analistas elogiaram a coragem da série em privilegiar o desenvolvimento dos personagens em vez de apostar apenas em grandes cenas espaciais. Embora a temporada de premiações ainda esteja em andamento, Star City já aparece entre as produções mais comentadas de 2026 e é apontada como forte candidata em categorias técnicas, como fotografia, direção de arte, efeitos visuais e trilha sonora. Para muitos críticos, trata-se de uma das melhores estreias televisivas do ano.

Do ponto de vista comercial, Star City teve uma estreia bastante sólida na Apple TV+, tornando-se um dos principais lançamentos do serviço em maio de 2026. A série foi impulsionada pela popularidade de For All Mankind, mas rapidamente demonstrou capacidade de atrair novos espectadores graças ao seu conceito original e à excelente recepção crítica. Analistas destacaram que a produção figurou entre os títulos mais assistidos da plataforma em seu período de lançamento e recebeu forte repercussão nas redes sociais e entre fãs de ficção científica. O lançamento semanal dos episódios ajudou a manter o interesse do público durante toda a primeira temporada, consolidando Star City como uma das produções mais importantes da Apple TV+ em 2026.

Por ser uma produção recente, Star City ainda está construindo seu legado. Entretanto, a recepção inicial indica que a série possui potencial para tornar-se uma das melhores obras de ficção científica da década. Muitos críticos consideram que ela expande o universo de For All Mankind de maneira inteligente, oferecendo uma perspectiva completamente diferente sobre a corrida espacial e sobre os impactos da Guerra Fria. O equilíbrio entre drama humano, suspense político e exploração espacial tem sido apontado como seu maior mérito. Além disso, o final da primeira temporada deixa espaço para novas histórias envolvendo o programa espacial soviético e seus personagens. Caso mantenha o alto nível apresentado em sua estreia, Star City poderá consolidar-se como uma das séries mais importantes da atual fase da Apple TV+.

Cidade das Estrelas (Star City, Estados Unidos, 2026) Criação: Ben Nedivi, Matt Wolpert e Ronald D. Moore / Roteiro: Ben Nedivi, Matt Wolpert, Andrew Chambliss, Megan McDonnell e outros, baseado em uma história original ambientada no universo de For All Mankind / Elenco: Rhys Ifans, Anna Maxwell Martin, Agnes O'Casey, Alice Englert, Adam Nagaitis e Josef Davies / Sinopse: Em uma realidade alternativa na qual a União Soviética vence a corrida à Lua, cosmonautas, cientistas e agentes da KGB enfrentam conspirações, pressões políticas e desafios pessoais nos bastidores do programa espacial soviético.

Erick Steve. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

O Cavaleiro dos Sete Reinos

O Cavaleiro dos Sete Reinos 
A série O Cavaleiro dos Sete Reinos (A Knight of the Seven Kingdoms) estreou em 18 de janeiro de 2026 na HBO e na HBO Max. Criada por Ira Parker em parceria com George R. R. Martin, a produção adapta a primeira novela da série Tales of Dunk and Egg, intitulada The Hedge Knight. O elenco é liderado por Peter Claffey como Sor Duncan, o Alto ("Dunk"), e Dexter Sol Ansell como o jovem Aegon Targaryen, conhecido como "Egg", além de Finn Bennett, Bertie Carvel, Sam Spruell e Daniel Ings. Ambientada cerca de noventa anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones, a série acompanha as aventuras do ingênuo, porém extremamente honrado cavaleiro andante Duncan e de seu pequeno escudeiro, que na verdade é um príncipe Targaryen viajando incógnito. A jornada dos dois os leva a torneios, conspirações políticas e conflitos envolvendo as grandes casas de Westeros. Em vez de focar em guerras de grande escala, a narrativa privilegia o desenvolvimento dos personagens, a cavalaria medieval e as intrigas do reino. A primeira temporada conta com seis episódios.

Desde sua estreia, O Cavaleiro dos Sete Reinos recebeu uma recepção crítica amplamente positiva. Muitos críticos destacaram que a série recupera o espírito de aventura e fantasia das primeiras temporadas de Game of Thrones, mas com uma abordagem mais intimista. Diversas publicações elogiaram a química entre Peter Claffey e Dexter Sol Ansell, considerada o coração da produção. A direção, o figurino e a fidelidade às obras de George R. R. Martin também foram amplamente elogiados. Críticos observaram que a série aposta mais no desenvolvimento dos personagens do que em grandes batalhas ou efeitos especiais, característica vista como um diferencial positivo. Muitos consideraram a adaptação extremamente respeitosa ao material original, preservando o humor, a emoção e o senso de aventura presentes nas novelas de Martin. O consenso foi de que a HBO conseguiu expandir novamente o universo de Westeros sem depender exclusivamente da grandiosidade épica das produções anteriores.

O reconhecimento também começou a aparecer durante a temporada de premiações. A série conquistou nove indicações ao Emmy de 2026, incluindo Melhor Série Dramática, consolidando-se como uma das produções televisivas mais elogiadas do ano. A crítica especializada destacou especialmente a direção, a fotografia, o design de produção e a interpretação da dupla protagonista. Peter Claffey foi bastante elogiado pela forma como construiu um Duncan humilde, carismático e profundamente honrado, enquanto Dexter Sol Ansell conquistou o público com sua interpretação de Egg. Analistas apontaram a série como uma das adaptações mais fiéis já realizadas das obras de George R. R. Martin. O sucesso artístico também levou a HBO a confirmar rapidamente uma segunda temporada, baseada na novela The Sworn Sword.

Do ponto de vista comercial, O Cavaleiro dos Sete Reinos teve uma estreia extremamente forte. Segundo dados divulgados pela HBO, o episódio inaugural alcançou cerca de 6,7 milhões de espectadores em seus três primeiros dias de exibição, tornando-se um dos maiores lançamentos da história da HBO Max, atrás apenas de House of the Dragon e The Last of Us. A audiência manteve-se elevada ao longo da temporada, impulsionada pelo excelente boca a boca e pela base de fãs do universo criado por George R. R. Martin. O público elogiou principalmente o tom mais leve da narrativa, a forte amizade entre Dunk e Egg e a produção de alto nível. O sucesso consolidou a estratégia da HBO de expandir a franquia A Song of Ice and Fire com histórias menores e mais centradas nos personagens.

Mesmo sendo uma produção recente, O Cavaleiro dos Sete Reinos já é considerada uma das melhores séries derivadas de Game of Thrones. Muitos críticos afirmam que seu foco em personagens, honra, amizade e cavalaria aproxima a produção do espírito dos romances originais de George R. R. Martin. A simplicidade da narrativa, em contraste com as enormes guerras de outras séries da franquia, foi vista como uma de suas maiores qualidades. O sucesso da primeira temporada fortaleceu os planos da HBO de adaptar as demais aventuras de Dunk e Egg, podendo transformar a série em uma das principais franquias televisivas da década. Caso mantenha o alto nível artístico demonstrado em sua estreia, O Cavaleiro dos Sete Reinos tem potencial para tornar-se um clássico moderno da fantasia televisiva.

O Cavaleiro dos Sete Reinos (A Knight of the Seven Kingdoms, Estados Unidos, 2026)Criação: Ira Parker e George R. R. Martin / Roteiro: Ira Parker, baseado na novela The Hedge Knight, de George R. R. Martin / Elenco: Peter Claffey, Dexter Sol Ansell, Finn Bennett, Bertie Carvel, Sam Spruell e Daniel Ings / Sinopse: Cerca de noventa anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones, um jovem cavaleiro andante e seu misterioso escudeiro percorrem Westeros enfrentando torneios, conspirações e desafios que moldarão o futuro dos Sete Reinos.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

domingo, 7 de junho de 2026

Fallout - Segunda Temporada

Fallout - Segunda Temporada
Eu poderia facilmente ficar aqui reclamando dessa segunda temporada da série "Fallout" como muita gente fez por aí. Mas não vou nesse caminho. Eu entendo que muitas críticas que foram feitas para essa segunda temporada são bem justas. Os roteiros muitas vezes não sabem para onde ir e por essa razão ficam dando voltas em torno de si mesmos. Eu reconheço isso, mas a despeito desses problemas pontuais acho esse universo tão rico e bem construído que ele quase vira à prova de falhas. É um tipo de produto que nasceu nos games, mas que ficou plenamente satisfatório quando adaptado para uma série. A obra original é boa, bem idealizada. Quando isso acontece é meio caminho vencido. 

E aqui vale alguns elogios para certos aspectos. Aquela legião de romanos falsos de uma Las Vegas em ruínas é uma ótima ideia. Como se sabe Las Vegas tem esses cassinos bem bregas cuja temática é o próprio Império Romano. Então imagine todo aquele figurino indo parar nas mãos de um bando de malucos violentos que resolvem se reunir após a hecatombe nuclear! Em minha opinião, isso foi genial! O velho ator, travestido de cowboy dos filmes de faroeste dos anos 60, é outro ponto alto. Meio morto, meio vivo, um necrófito, ele rouba todas as cenas em que aparece. Já conhecia o ator de outras séries (em especial, Justified) e posso dizer que ele sempre foi ótimo. Junte a isso um personagem excelente e a mistura não poderia ser melhor. Assim essa segunda temporada me agradou. Tem seus pequenas problemas, mas vamos ser sinceros, nenhuma série é realmente perfeita! E essa é definitivamente bem acima da média do que se produz atualmente. 

Fallout - Segunda Temporada (Fallout, Estados Unidos, 2025) Direção: Frederick E.O. Toye, Liz Friedlander e Stephen Williams / Roteiro: Geneva Robertson-Dworet e Graham Wagner / Elenco: Ella Purnell (Lucy MacLean), Aaron Moten (Maximus), Walton Goggins (O Carniçal / Cooper Howard), Moisés Arias (Norm MacLean), Kyle MacLachlan (Hank MacLean) e Frances Turner (Barb Howard) / Sinopse: Em um mundo devastado pela guerra nuclear, um grupo de sobreviventes tenta reerguer a civilização, algo que vai se revelar ser quase impossível. Enquanto isso a violência e a barbárie domina. 

Pablo Aluísio. 

1923 - Segunda Temporada

1923 - Segunda Temporada
O que vou escrever aqui pode surpreender, mas explico sem receios: "1923" é muito melhor do que "Yellowstone". Muita gente pode discordar, até porque essa série deriva da outra que é grande sucesso de audiência nos Estados Unidos, mas eu reafirmo meu posicionamento. "Yellowstone" sofre por ser uma série regular, com muitos episódios, então o desgaste vem de forma inevitável. "1923" nunca teve essa pretensão, é uma série curtinha, um spin-off com ótimo elenco. Tudo está bem encaixado e tudo funciona perfeitamente bem! É um primor para dizer a simples e pura verdade!

E como se não bastasse isso, todos esses excelentes elementos da produção, a história contada é muito bem construída. Temos essa jovem inglesa viajando rumo ao Oeste para reencontrar o amor de sua vida. O que ela encontra no caminho são desafios supremos. Algumas cenas me deram nos nervos, como aquela em que ela é encurralada numa estação de trem por um estuprador e ladrão. Mostra bem os problemas que uma mulher viajando sozinha enfrentava naqueles tempos ao decidir seguir rumo aos territórios do velho oeste. Era uma terra sem lei mesmo, cheia de criminosos, facínoras e bandidos de todas as ordens. Eu apreciei cada episódio e muitos deles, devo dizer, possuem mais qualidade cinematográfica que muitos filmes de cinema por aí. Assim, concluindo, meu veredito é um só: 1923 é uma ótima série, uma pequena obra-prima! Pena que acabou nessa segunda temporada! 

1923 (1923, Estados Unidos, 2025) Direção: Ben Richardson, Guy Ferland / Roteiro: Taylor Sheridan / Elenco: Harrison Ford, Helen Mirren, Brandon Sklenar, Julia Schlaepfer, Darren Mann,  Jerome Flynn, Timothy Dalton / Sinopse: Uma família americana tenta sobreviver aos desafios do destino ao protegerem sua fazenda no selvagem e inóspito território de Montana. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Spider-Noir

Spider-Noir 
Ambientada em uma versão alternativa da Nova York dos anos 1930, a série acompanha Ben Reilly, um investigador particular envelhecido e marcado por tragédias pessoais. Anos antes, ele era conhecido como “O Aranha”, o único super-herói da cidade, mas abandonou sua identidade heroica após acontecimentos que mudaram sua vida para sempre. Quando uma nova conspiração criminosa ameaça a cidade, Reilly é forçado a confrontar seu passado e voltar à ação. Misturando elementos de filmes policiais clássicos, histórias de detetive e aventura de super-heróis, Spider-Noir apresenta uma abordagem sombria e estilizada do universo do Homem-Aranha. A produção foi lançada em versões colorida e em preto e branco, reforçando sua inspiração no cinema noir clássico.

A recepção da crítica americana para Spider-Noir foi amplamente positiva, com muitos veículos destacando a ousadia da série ao misturar o universo do Homem-Aranha com o cinema noir dos anos 1930. No agregador Rotten Tomatoes, a primeira temporada estreou com cerca de 90% de aprovação entre os críticos profissionais. A revista Empire concedeu nota máxima e classificou a produção como uma experiência surpreendente que “fica cada vez melhor”, elogiando especialmente a atuação de Nicolas Cage. O Los Angeles Times descreveu a série como uma engenhosa fusão entre o Homem-Aranha e os filmes estrelados por Humphrey Bogart, ressaltando a atmosfera retrô e a identidade própria da produção. Já o Guardian avaliou a obra com quatro estrelas em cinco, afirmando que, mesmo sem reinventar completamente o gênero, a série é divertida, ágil e repleta de reviravoltas. O Financial Times também atribuiu quatro estrelas, considerando-a uma alternativa criativa ao desgaste das tradicionais produções de super-heróis.

Nem todas as avaliações, entretanto, foram entusiasmadas. A crítica Variety considerou que a série possui muito estilo visual, mas pouca profundidade dramática, classificando-a como “muita forma e pouco conteúdo”. O Hollywood Reporter foi ainda mais severo, apontando que a narrativa se apoia excessivamente em clichês dos filmes de detetive e não desenvolve plenamente suas ideias. Apesar dessas ressalvas, o consenso geral permaneceu favorável. Diversos críticos destacaram que Cage “abraça totalmente suas excentricidades” e transforma Ben Reilly em um protagonista único e imprevisível. Entre os elogios mais recorrentes estiveram a fotografia expressionista, a possibilidade de assistir aos episódios em preto e branco ou coloridos, e a coragem da produção em oferecer algo diferente dentro do saturado mercado de adaptações de quadrinhos. Muitos críticos chegaram a afirmar que a versão em preto e branco é a forma ideal de apreciar a série, por valorizar sua estética noir e sua atmosfera sombria.

Spider-Noir (Spider-Noir, Estados Unidos, 2026) Direção: Harry Bradbeer, Nzingha Stewart e outros / Roteiro: Oren Uziel, Steve Lightfoot, Megan Liao, Tori Sampson, Jennifer Frazin, Jack Henderson e Bruce Marshall Romans / Elenco: Nicolas Cage, Lamorne Morris, Li Jun Li, Karen Rodriguez, Abraham Popoola, Jack Huston e Brendan Gleeson / Sinopse: Uma série considerada inovadora que mescla a estética dos velhos filmes do cinema Noir com as aventuras do Homem-Aranha. 

Erick Steve. 

quinta-feira, 27 de março de 2025

Adolescência

Título no Brasil: Adolescência
Título Original: Adolescence
Ano de Lançamento: 2025
País: Reino Unido
Estúdio: Netflix
Direção: Philip Barantini
Roteiro: Stephen Graham
Elenco: Stephen Graham, Owen Cooper, Christine Tremarco, Amelie Pease, Ashley Walters, Faye Marsay

Sinopse:
Um aluno é acusado de ter matado a própria colega de sua escola em um ataque de faca. O problema é que se trata de um garoto, com apenas 13 anos de idade. No começo seu pai é cético sobre sua autoria, mas os policiais possuem provas definitivas, inclusive um vídeo do momento do crime. E a partir daí sua família vai tentar lidar com essa situação simplesmente devastadora! 

Comentários:
Já fazia um certo tempo que a Netflix não emplacava uma série de sucesso como essa, do tipo em que as pessoas conversam sobre ela, em que vira tema quente em fóruns sobre séries e filmes, etc. Até artigos em grandes jornais estão sendo escritos. Uma série relevante, tal como havia sido "Bebê Rena". São apenas 4 episódios, formados por longos planos filmados em sequência, sem cortes, com duração de mais ou menos 1 hora! Imagine o trabalho que deu filmando essas cenas. Algumas delas tiveram que ser feitas novamente por mais de 14 vezes! Pois bem, o resultado realmente é muito bom! Eu gostei dos roteiros e das atuações, principalmente da atriz que interpreta a psicológa e do pai do garoto. Dito isso, a tão falada discussão em torno da questão Red Pill não é tão discutida na série como se pode pensar de suas análises feitas posteriormente. Em meu ponto de vista esse não foi o foco da história, mas sim a destruição de toda uma família por causa do Bullying cruel que acontece na maioria das escolas. Infelizmente o ser humano é isso mesmo, pode explodir quando colocado em situações de enorme pressão. E a sociedade que tente reerguer novamente os pedaços depois que uma tragédia como essa acontece. 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Pinguim

Título no Brasil: Pinguim
Título Original: The Penguin
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: HBO
Direção: Craig Zobel, Kevin Bray
Roteiro: Bill Finger, Lauren LeFranc
Elenco: Colin Farrell, Cristin Milioti, Deirdre O'Connell, Clancy Brown, Theo Rossi, Rhenzy Feliz

Sinopse:
Oswald 'Oz' Cobb (Farrell), apelidado de Pinguim, é um capanga pé de chinelo de uma das famíias mafiosas mais poderosas de Gotham City. Quando explode uma guerra entre clãs mafiosos rivais, ele tenta subir na hierarquia do submundo do crime. Só que Sofia Falcone (Cristin Milioti), filha do poderoso chefão Falcone, está de volta, após passar alguns meses presa no asilo Arkham. E ela vai se revelar bem mais perigosa do que o próprio Pinguim. 

Comentários:
Essa é mais uma daquelas séries que se passam no universo do Batman, tem como protagonista um dos mais conhecidos vilões do Homem Morcego, mas que no final das contas não tem o próprio Batman. E isso, para falar a verdade, não faz muita diferença. Se eu fosse resumir essa minissérie em poucas palavras diria simplesmente é um bom programa sobre mafiosos. É isso, Pinguim é uma boa série de Máfia. O fato dele ser o Pinguim do Batman é um mero detalhe. O roteiro é muito bem desenvolvido e o elenco é um caso positivo à parte. Colin Farrell desapareceu dentro do personagem e isso não se deveu apenas á excelente maquiagem (que é assustadoramente natural). Ele está muito bem mesmo. Agora, nada se compara, em termos de atuação, ao trabalho desenvolvido pela atriz Cristin Milioti! Que grande trabalho ela desenvolveu aqui. Rouba todas as cenas e a série poderia muito bem se chamar Sofia Falcone! Essa moça merece aplausos de pé! Eu fiquei impressionado! Então é isso, uma minissérie muito boa. Nem precisou do Batman para ter o excelente nível que teve. Aliás acho que o Super-Herói iria acabar estragando tudo se resolvesse interferir na história! Ainda bem que ele só surge, muito timidamente, ao longe, na cena final. Melhor assim...

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Enigmas do Universo

Enigmas do Universo
Série muito boa e inteligente. Parte de uma premissa que é a mais pura verdade. Tudo no universo está conectado. Desde as menores partículas até mesmo as maiores galáxias, todas as coisas do universo partem de um só contexto, seguindo as mesmas leis da física e da química. No fundo, como bem sabemos, somos apenas poeira de estrelas que há muito explodiram. E por um acaso incrível acabou gerando vida nesse planeta insignificante perante a grandeza infinita do universo. 

Pois é, o nosso Planeta Terra é apenas um de milhares pelo universo e nos últimos anos a ciência descobriu milhões de exoplanetas que orbitam estrelas nos confins do universo. Não vivemos no mais importante planeta do cosmos, nem sequer dos mais relevantes, mas devemos preservar ele da melhor forma possível pois afinal de contas é o nosso lar.

Então os roteiros dessa série são mais do que especiais. Eles geralmente partem do micro para o macrocosmos. Mostra, por exemplo, como vive uma colônia de formigas numa floresta tropical, ao mesmo tempo que vai mostrando como as estrelas nascem no universo profundo.

E se for possível assista a série legendada, com a voz original do Morgan Freeman. Ele realmente é um ótimo apresentador desse tipo de programa. Além de bom ator sempre teve a presença correta para nos mergulhar nos segredos desse cosmos infinito, cujos detalhes a humanidade ainda não chegou nem perto de descobrir ou conhecer. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Raël: O Último Profeta

Raël: O Último Profeta
Essa minissérie que está na grade da Netflix mostra esse sujeito bem esquisito. Um francês malucão que fundou uma seita. Ele afirma que foi visitado por uma raça de ETs. Eles então lhe ensinaram a doutrina de sua nova religião. Raël logo escreveu o seu livro com esses ensinamentos e adivinha o que aconteceu... Pois é, o tal Raël ganhou um monte de seguidores fanáticos que passaram a lhe seguir pelo mundo afora. 

Ele mudou de países várias vezes porque o tal sujeito foi acusado de vários crimes por onde passou. Disseram que ele abusava das mulheres da seita e que ficava com os bens e dinheiro dos seguidores masculinos. Ora, e qual seria a surpresa de algo assim? Essa gente não conhece como funciona uma seita de verdade? E nessa linha mesmo, o líder fica com as bonitonas de seu rebanho e com o dinheiro dos homens que o seguem...

Como dizia o Bezerra da Silva, todo dia sai um Mané e um malandro de suas casas. Quando os dois se encontram sai negócio. E o negócio das seitas é muito lucrativo, como bem podemos ver por aqui. O Raël ganhou sexo grátis com várias mulheres bonitas de miolo mole e ainda pegou a grana toda dos maridões. Lembrou do Mané e do Malandro? Pois é meus caros... O mundo é dos espertos...

E não parou por aí. O tal Raël ganhou notoriedade mundial ao afirmar que havia criado um clone humano na sua seita. Claro, tudo mentira, mas ele faturou muito com a história. Mais gente passou a lhe seguir, mais gostosas para ele ter em sua cama, e mais bobões para dar o dinheiro para ele. Olha, depois de assistir a essa minissérie perdi a fé na inteligência da humanidade. Como tem gente burra nesse mundo...

Pablo Aluísio. 

domingo, 25 de agosto de 2024

Star Wars - The Acolyte

Título no Brasil: Star Wars - The Acolyte
Título Original: Star Wars - The Acolyte
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: Disney
Direção: Hanelle M. Culpepper
Roteiro: Jasmyne Flournoy
Elenco: Amandla Stenberg Lee Jung-jae Dafne Keen

Sinopse:
Uma Jedi é morta em um combate de sabres de luz. Ao que tudo indica a assassina é uma jovem ex-aluna da academia Jedi  Ela tem uma irmã gêmea. Ao contrário dela, essa ainda pertence ao lado bom da força, enquanto a outra irmã parece ter se entregado ao lado negro da força. 

Comentários:
Mal foi lançada e ja foi cancelada! É o maior fracasso da Disney desde que assumiu a marca Star Wars. Não culpo o público que virou as costas para essa nova série. O fato inegável é que o resultado ficou ruim demais. A série é muito fraca, em todos os aspectos. Uma história boboca, muito batida, tudo contado em episódios mal estruturados e mal organizados. No meu caso o que me incomodou muito foi saber que existe todo um universo expandido de Star Wars em livros e revistas em quadrinhos, com ótimas histórias para adaptar, e a Disney parece ignorar tudo isso, apostando nessa história péssima de duas irmãs, uma boa e outra má! Até em novelas da Globo isso está mais do que saturado! Então, a verdade pura e simples é que erraram desde o começo, ja lá atrás, quando escolheram um roteiro péssimo para ser a base dessa série. Senhores executivos da Disney, pesquisem o universo expandido de Star Wars para evitar novos vexames! 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Séries Review: Deixa Ela Entrar / Peaky Blinders

Deixa Ela Entrar 1.01 - Anything for Blood
Pois é, após o sucesso do livro original e a adaptação para o cinema em duas versões, que renderam dois bons filmes, essa história agora vira série pela Paramount Plus. E logo nesse primeiro episódio já deu para perceber que é coisa boa! Sim, a série ja começa muito bem. A premissa básica segue sendo a mesma: um homem mais velho e uma estranha garota se mudam para um novo apartamento. Ela acaba conhecendo um garoto da vizinhança, um menino que não tem amigos, que sofre bullying na escola. A aproximação tem seus perigos porque a garotinha na realidade é uma vampira! Na boa, gostei de praticamente todo o episódio, com destaque para a perseguição nos esgotos da cidade. Felizmente mais uma boa série para acompanhar. Esse primeiro episódio me deixou realmente animado. / Deixa Ela Entrar 1.01 - Anything for Blood (Estados Unidos, 2022) Direção: Seith Mann / Elenco: Demián Bichir, Madison Taylor Baez, Ian Foreman.

Peaky Blinders 3.04
Os irmãos Shelby se reúnem logo no começo do episódio para homenagear o pai que foi encontrado morto. Beberrão e bom de briga, ele forjou a vida de todos eles. Após abaterem um animal na floresta retornam para a cidade com planos para roubar os russos que moram em Londres. Famílias aristocratas arruinadas pela revolução comunista. Eles acreditam que esses russos escondem grandes fortunas em porões em suas casas. Então é apenas uma questão de planejamento bem feito para colocar o dinheiro do roubo no bolso. Mas não vai ser tão fácil. É nesse episódio que Thomas Shelby leva uma tremenda de uma surra, que o deixa realmente muito ferido. Seu plano era assassinar um padre com ligações com o mundo do crime, só que a história vaza antes e ele se dá muito mal. E tudo isso depois de ver a louca amante russa fazendo roleta russsa (claro!) com sua arma. Viver é um perigo diário para essas pessoas da família Shelby! / Peaky Blinders 3.04 (Reino Unido, 2016) Direção: Tim Mielants / Elenco: Cillian Murphy, Paul Anderson, Joe Cole.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Dickensian

Série que foi exibida no canal BBC. Como o próprio título deixa claro, se trata de mais uma adaptação da obra do escritor Charles Dickens. Como se sabe esse autor se notabilizou não apenas por sua imensa popularidade, como também pela forma como escrevia, mostrando ao lado de uma escrita fina e elegante, o aspecto mais sórdido da sociedade inglesa de seu tempo, com ênfase para os excluídos, os pobres e os miseráveis. Também mostrou a miséria da alma humana em personagens como Ebeneezer Scrooge, um mesquinho que só se importava com dinheiro. Aliás como muito bem resumiu um crítico de literatura, Scrooge só teria um valor em sua vida, o valor do capital, nada mais. Nessa série duas coisas chamam a atenção. Primeiro a boa produção, com refinada reconstituição de época. Segundo, a curta duração de cada episódio (menos de 30 minutos), o que me deixou surpreso já que esse formato seria mais adequado para séries de comédia, ao estilo sitcom.

Como se trata de uma série dramática seria mais interessante ter a duração padrão para esse tipo de programa (40 a 45 minutos). Enfim, embora curta, a qualidade não foi prejudicada. No enredo somos apresentados aos personagens. Scrooge é o primeiro a chamar a atenção. Ele é um velho miserável que não está disposto a abrir concessões. Em plena noite de natal segue firme e forte para cobrar a dívida de um comerciante prestes a ver sua ruína comercial. Na outra linha narrativa vemos dois herdeiros recebendo a parte que lhes cabe da herança de um rico industrial do ramo de bebidas. O rapaz é praticamente deserdado, ficando com apenas dez por cento dos bens. Já sua irmã leva o grande quinhão. Isso obviamente acaba criando uma rivalidade que logo se mostrará perigoso para ela. Por fim uma jovem fica inesperadamente curada na noite de natal. Teria sido um milagre? Enfim, se você aprecia a literaruta de Dickens, não deixe de conhecer essa série britânica de muito bom gosto. 

Dickensian (Inglaterra, 2015) Direção: Harry Bradbeer, entre outros / Roteiro: Tony Jordan, baseado na obra imortal de Charles Dickens / Elenco: Joseph Quinn, Tuppence Middleton, Peter Firth / Sinopse: Série exibida no canal BBC, consistindo em adaptações de famosos personagens da obra do conhecido escritor inglês. São 20 episódios explorando esse rico universo cultural, contando com diversos diretores que se revezam nos episódios da série.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Bebê Rena

Título no Brasil: Bebê Rena
Título Original: Baby Reindeer
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Weronika Tofilska, Josephine Bornebusch
Roteiro: Richard Gadd
Elenco: Richard Gadd, Jessica Gunning, Nava Mau

Sinopse:
Barman escocês que tenta fazer sucesso em Londres como comediante acaba encarando o fracasso de suas apresentações nos palcos. Pior do que isso, ele passa a ser perseguido por uma mulher completamente perturbada que ele conheceu no pub onde trabalha. E ela está decidida a transformar sua vida em um completo inferno. 

Comentários:
Essa é a série do momento na Netflix. Primeiro lugar em praticamente todos os países e grande repercussão, inclusive na net. Não se fala em outra coisa, é um grande sucesso. A boa notícia é que realmente temos uma excelente série aqui. Tudo o que se vê na tela realmente aconteceu e o ator que interpreta o protagonista está na verdade interpretando sua própria vida, pois aquilo aconteceu com ele, anos atrás. Todos os personagens, justamente por essa razão, possuem muita alma. Não são meros personagens criados para uma história interessante inventada. O comediante fracassado que sobrevive como barman, sua namorada transexual e a perseguidora gorda e psicótica realmente existem e estão por ai, tendo que lidar com os efeitos do grande sucesso da série. É uma daquelas séries com muitas camadas psicológicas para se desvendar. De certa maneira também é muito perturbadora, uma daquelas histórias que não vamos esquecer e que iremos lembrar por muitos anos ainda. Eu gostei muito e recomendo sem hesitação. Se você é uma das poucas pessoas que ainda não viram "Bebê Rena" corra para a Netflix e confira uma das séries mais viscerais e doentias dos últimos anos. 

Pablo Aluísio.