quarta-feira, 3 de setembro de 2003

Saudades de um Pracinha

Título no Brasil: Saudades de um Pracinha
Título Original: G.I. Blues
Ano de Lançamento: 1960
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Norman Taurog
Roteiro: Edmund Beloin e Henry Garson, baseado em história de Edmund Beloin
Elenco: Elvis Presley, Juliet Prowse, Robert Ivers, James Douglas, Letícia Román, Robert Fuller e Sigrid Maier.

Sinopse:
G.I. Blues marcou o retorno de Elvis Presley ao cinema depois de seu período de serviço militar no Exército dos Estados Unidos. Elvis interpreta Tulsa McLean, um soldado americano destacado na Alemanha Ocidental que sonha em deixar o Exército e abrir uma casa noturna. Para conseguir dinheiro suficiente para realizar seu projeto, Tulsa aceita participar de uma aposta envolvendo uma perigosa missão: ele precisa conquistar Lili, uma famosa dançarina de cabaré interpretada por Juliet Prowse, e levá-la para um encontro em um determinado local. O que inicialmente parece uma simples aventura transforma-se em uma situação complicada quando Tulsa começa a desenvolver sentimentos verdadeiros pela jovem. Ao mesmo tempo, seus companheiros de Exército tentam ajudá-lo a cumprir a aposta, criando uma série de situações cômicas. A produção combina comédia romântica, números musicais e aventura militar, utilizando a imagem de Elvis como soldado para apresentar ao público uma versão mais madura, porém ainda extremamente carismática, do cantor.

Comentários:
Quando G.I. Blues chegou aos cinemas americanos em novembro de 1960, a crítica recebeu o filme de maneira relativamente favorável, especialmente porque representava o aguardado retorno de Elvis Presley ao cinema após dois anos no Exército. A Variety considerou que a produção possuía todos os elementos necessários para agradar ao enorme público de Presley, destacando suas canções, o romance e o humor leve. O The New York Times, porém, foi mais reservado e observou que a história era essencialmente um veículo para Elvis, com uma narrativa simples construída em torno de suas apresentações musicais. A revista Time também apontou que a produção funcionava melhor quando Elvis cantava do que quando tentava sustentar as situações cômicas do roteiro. Mesmo assim, o retorno do cantor foi considerado um acontecimento cinematográfico importante. Juliet Prowse recebeu elogios por sua presença de tela e por estabelecer uma boa química com Presley, enquanto os números musicais eram vistos como o grande atrativo comercial. A sequência de "Wooden Heart", por exemplo, tornou-se uma das imagens mais lembradas do filme. O próprio conceito de Elvis interpretando um soldado americano também tinha grande apelo junto ao público, aproveitando a enorme repercussão de seu serviço militar e sua imagem de patriotismo.

Comercialmente, G.I. Blues foi um grande sucesso e confirmou que o serviço militar não havia diminuído a popularidade de Elvis. O álbum com a trilha sonora alcançou o primeiro lugar da Billboard 200, permanecendo no topo por dez semanas, e acabou se tornando um dos discos mais bem-sucedidos da carreira cinematográfica do cantor. O filme também recebeu uma indicação ao Grammy na categoria de Melhor Trilha Sonora de Filme. Retrospectivamente, críticos passaram a enxergar G.I. Blues como uma obra importante na transição da carreira cinematográfica de Elvis: depois de filmes mais dramáticos de seus primeiros anos, Hollywood começaria a utilizá-lo cada vez mais em comédias musicais leves e formulaicas. A produção apresenta Elvis em uma imagem cuidadosamente reconstruída para o público americano: um soldado simpático, romântico, engraçado e capaz de cantar sucessos em praticamente qualquer situação. Embora a narrativa seja simples, o filme possui valor histórico por registrar o momento em que Presley retomava sua carreira artística após o Exército. Para seus admiradores, G.I. Blues também é importante por conter algumas das canções mais populares de sua primeira fase pós-militar. Hoje, apesar de não ser considerado um dos filmes artisticamente mais importantes de Elvis, permanece como um dos exemplos mais representativos de sua carreira cinematográfica dos anos 1960 e como um retrato perfeito da fórmula que Hollywood utilizaria repetidamente para transformar o maior astro do rock em protagonista de comédias musicais.

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 2 de setembro de 2003

King Creole (1958)

Título no Brasil: Balada Sangrenta
Título Original: King Creole
Ano de Lançamento: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Herbert Baker, Michael V. Gazzo
Elenco: Elvis Presley, Carolyn Jones, Walter Matthau, Dolores Hart, Dean Jagger, Vic Morrow

Sinopse:
Ambientado em Nova Orleans, o filme acompanha Danny Fisher, um jovem problemático que abandona a escola e começa a trabalhar em casas noturnas. Com uma poderosa voz para cantar, ele rapidamente chama a atenção do público e se torna uma atração em um clube chamado King Creole. No entanto, sua ascensão na música chama a atenção de um perigoso chefão do crime local que tenta manipulá-lo para seus próprios interesses. Dividido entre sua carreira, sua família e a pressão do mundo do crime, Danny precisa decidir qual caminho seguirá em sua vida.

Comentários:
Muitos críticos consideram King Creole o melhor filme dramático da carreira de Elvis Presley. O jornal The New York Times elogiou a direção de Michael Curtiz, famoso por dirigir Casablanca, e destacou que Elvis demonstrou um talento dramático muito mais forte do que em seus filmes anteriores. A revista Variety também ressaltou o tom mais sombrio e maduro da narrativa. O filme teve bom desempenho comercial e ganhou prestígio entre críticos e fãs. Hoje ele é amplamente considerado o ponto alto da carreira cinematográfica de Elvis, sendo lembrado por sua atmosfera noir, pela trilha musical marcante e pela atuação surpreendentemente intensa do cantor. 

Erick Steve. 

Jailhouse Rock (1957)

Título no Brasil: O Prisioneiro do Rock
Título Original: Jailhouse Rock
Ano de Lançamento: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Richard Thorpe
Roteiro: Guy Trosper, Nedrick Young
Elenco: Elvis Presley, Judy Tyler, Mickey Shaughnessy, Vaughn Taylor, Jennifer Holden, Dean Jones

Sinopse:
O filme acompanha Vince Everett, um jovem impulsivo que acaba sendo preso após se envolver em uma briga que termina em tragédia. Na prisão, ele conhece um ex-cantor que o incentiva a desenvolver seu talento musical. Ao sair da cadeia, Vince decide seguir carreira na música e rapidamente se torna uma estrela do rock. No entanto, sua personalidade arrogante e egoísta começa a afastar as pessoas ao seu redor, incluindo amigos e colaboradores que o ajudaram a alcançar o sucesso. O filme acompanha sua ascensão meteórica e os conflitos provocados por sua ambição e comportamento explosivo.

Comentários:
Jailhouse Rock é amplamente considerado um dos melhores filmes de Elvis Presley. A sequência musical da canção Jailhouse Rock tornou-se uma das cenas mais icônicas da história do cinema musical. Críticos da época, como os da revista Variety, elogiaram a energia do filme e a presença carismática de Elvis na tela. O filme foi um grande sucesso comercial e ajudou a consolidar definitivamente Elvis como uma estrela de cinema. Hoje ele é frequentemente citado como o melhor filme musical da carreira do cantor e um marco na representação do rock and roll no cinema.

Erick Steve.

segunda-feira, 1 de setembro de 2003

Loving You (1957)

Título no Brasil: A Mulher Que Eu Amo
Título Original: Loving You
Ano de Lançamento: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Hal Kanter
Roteiro: Hal Kanter, Herbert Baker
Elenco: Elvis Presley, Lizabeth Scott, Wendell Corey, Dolores Hart, James Gleason, Ralph Dumke

Sinopse:
A história acompanha Deke Rivers, um jovem entregador que possui um talento natural para cantar, mas que nunca imaginou que poderia se tornar uma estrela. Sua vida muda quando uma agente de talentos descobre sua voz e decide promovê-lo como cantor. Rapidamente, Deke se transforma em um fenômeno musical, atraindo multidões de fãs e alcançando enorme fama. Porém, o sucesso repentino traz também pressões emocionais, conflitos pessoais e dificuldades em lidar com a fama. Entre apresentações musicais e relacionamentos complicados, o filme acompanha a transformação de um jovem simples em um ídolo do rock.

Comentários:
Loving You foi importante por apresentar Elvis Presley em um papel que refletia diretamente sua própria ascensão ao estrelato. A revista Variety destacou o apelo comercial do filme, enquanto críticos notaram que a produção capturava bem o impacto cultural que o rock and roll estava causando na juventude da época. O filme também foi um dos primeiros a explorar o fenômeno das fãs adolescentes histéricas que acompanhavam Elvis em seus shows. O sucesso comercial foi sólido, consolidando Elvis como uma figura rentável também no cinema. Hoje o filme é visto como um interessante retrato da cultura pop dos anos 1950 e como uma obra que mistura ficção com elementos autobiográficos da carreira inicial do cantor.

Erick Steve.

Love Me Tender (1956)

Título no Brasil: Ama-me Com Ternura
Título Original: Love Me Tender
Ano de Lançamento: 1956
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Robert D. Webb
Roteiro: Robert Buckner
Elenco: Elvis Presley, Richard Egan, Debra Paget, Robert Middleton, William Campbell, Neville Brand

Sinopse:
Ambientado logo após o fim da Guerra Civil Americana, o filme acompanha a família Reno, que vive no sul dos Estados Unidos tentando reconstruir a vida após o conflito. Clint Reno, o irmão mais novo, permanece na fazenda enquanto seus irmãos lutam na guerra. Durante esse período, ele acaba se apaixonando e se casa com Cathy, acreditando que um de seus irmãos morreu no conflito. No entanto, quando o irmão retorna vivo, a situação cria um intenso conflito emocional dentro da família. Ao mesmo tempo, os irmãos Reno acabam se envolvendo em problemas após participarem do roubo de um carregamento de dinheiro do governo. O drama mistura romance, tensão familiar e elementos de western.

Comentários:
Este foi o primeiro filme estrelado por Elvis Presley e marcou sua estreia no cinema, após o enorme sucesso que ele vinha alcançando na música. O jornal The New York Times observou que o filme utilizou a popularidade explosiva de Elvis para atrair o público jovem, enquanto revistas como Variety destacaram o forte impacto que o cantor já tinha na cultura popular. Embora Elvis tivesse originalmente um papel secundário, sua popularidade foi tão grande que sua participação acabou sendo ampliada durante a produção. Nas bilheterias, o filme foi um sucesso significativo, impulsionado pelo fenômeno cultural que Elvis já representava em meados da década de 1950. Hoje Love Me Tender é lembrado principalmente por marcar o início da carreira cinematográfica do artista e por representar o momento em que Hollywood percebeu o potencial comercial do novo ídolo do rock.

Erick Steve.