Eu tenho plena consciência de que esse não é um dos melhores álbuns da carreira de Elvis Presley. Nem se considerarmos apenas sua discografia dos anos 60. Muitos inclusive consideram o trabalho como se fosse um genérico de "Blue Hawaii". Eu não chegaria a tanto. Acredito que entre o material há realmente boas canções envolvidas. Sim, admito que nenhuma delas é excepcional ou que Elvis tivesse qualquer preferência por qualquer uma delas.
Só que como fã de Elvis sei bem que ele conseguia colocar seu talento em cada nota musical. Assim até mesmo aquelas músicas que só funcionavam dentro do contexto do filme ainda conseguem se sobressair em relação ao material de outros artistas da época. Afinal Elvis só existia um, então qualquer canção que fosse interpretada por ele ganhava seu toque de qualidade pessoal.
E começo destacando justamente a canção título do filme, "Girls, Girls, Girls". Aqui o que se sobressai mesmo é o arranjo, principalmente no excelente solo de sax, algo que era até bem raro dentro da discografia de Elvis. Tanto espaço dado a esse instrumento só havia ouvido mesmo antes nas faixas "Reconsider Baby" e "Like a Baby", lá no finalzinho do lado B do álbum "Elvis is Back!". Aqui os aplausos vão para o saxofonista Boots Randolph, excelente músico de estúdio.
A outra faixa sempre lembrada desse disco é o hit "Return to Sender" que inclusive foi lançada como single. Isso aconteceu nas vésperas da Beatlemania, o que significava que dali para frente Elvis iria enfrentar muitos problemas para chegar nas primeiras posições das paradas. A concorrência iria mesmo ficar muito pesada. De qualquer forma isso ainda iria acontecer em um futuro, ainda que próximo. A música tem uma letra interessante, não muito longe do pop médio da época, mas que fica grudada na mente do ouvinte. Eu gosto da canção, mas confesso que se ouvida muitas vezes ela fica mesmo um pouco enjoativa.
Pablo Aluísio.

Elvis Presley
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