quinta-feira, 26 de março de 2026

Máquina de Guerra

Título no Brasil: Máquina de Guerra
Título Original: War Machine
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: Lionsgate
Direção: Patrick Hughes
Roteiro: Patrick Hughes, James Beaufort
Elenco: Alan Ritchson, Dennis Quaid, Stephan James, Jai Courtney, Esai Morales, Keiynan Lonsdale

Sinopse:
Um grupo de jovens soldados, em sua última missão de treinamento para se tornarem parte do grupamento Rangers do exército americano, enfrenta um inimigo inesperado: uma máquina de guerra perfeita, vinda das profundezas do espaço. Agora, a luta será pela sobrevivência, acima de tudo. 

Comentários: 
Apesar de ter visto vários pequenos problemas no roteiro, gostei desse "Máquina de Guerra". A história não é das mais originais. Basta lembrar do primeiro filme Predador para bem entender isso. Troque a máquina de guerra extraterrestre por um ser orgânico e você verá todas as demais semelhanças. Ainda assim o filme funciona, apesar de ter certas amarras narrativas, como a tentativa de manter vivo e a salvo aquele militar ferido em combate. No mundo real isso jamais aconteceria. Ele seria colocado em lugar seguro, enquanto os demais soldados sairiam em busca de ajuda. Ser atacado por um equipamento de combate extraterrestre, praticamente perfeito,  indestrutível e ainda assim levar um ferido pelo caminho soa mais do que inverossímil, é pieguice até dizer chega! De qualquer formas as boas cenas de ação compensam todas essas falhas e sentimentalismos baratos, com destaque para a fuga do blindado. Enfim, curti, me diverti e isso, nos dias atuais, é mais do que difícil de acontecer, é mesmo uma raridade. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 25 de março de 2026

A Cura

Título no Brasil: A Cura
Título Original: A Cure for Wellness
Ano de Lançamento: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Justin Haythe, Gore Verbinski
Elenco: Dane DeHaan, Jason Isaacs, Mia Goth, Ivo Nandi, Harry Crooner, Celia Imrie

Sinopse:
Jovem executivo de uma empresa do ramo financeiro e de ações é enviado para uma distante região onde se encontra uma espécie de hospital e spa de reabilitação para pessoas ricas. Ali se encontraria o CEO da empresa. Ele foi para lá passar alguns dias de descanso nessa instituição e depois disso sumiu, não deu mais notícias. O que ninguém desconfiaria é que aquele lugar teria muitos segredos a esconder, alguns deles mortais. 

Comentários:
Que filme bom! Encontrei por acaso ao procurar algo para assistir na Pluto TV (uma plataforma de streaming inteiramente grátis, pertencente ao grupo Paramount). O roteiro constrói muito bem sua trama, toda se passando dentro de uma instituição que pode ser definida como um misto de hospício, spa para grã-finos e castelo medieval de terror clássico. A direção de arte do filme é um achado. Esses lugares realmente são assustadores, ainda mais quando habitados por médicos estranhos, pacientes bizarros e todo um mistério histórico rondando o lugar. Confesso que o final poderia ter sido melhor, mas essa é uma daquelas produções em que o desenvolvimento do enredo é mais importante que seu desfecho. Gostei realmente de tudo, é um daqueles filmes de terror, misturados com pitadas de Mary Shelley, que valem muito a pena assistir. Está mais do que aprovado!

Pablo Aluísio.

terça-feira, 24 de março de 2026

Hollywood Boulevard - Gary Cooper - Parte 5

Durante os anos da Segunda Guerra Mundial o ator Gary Cooper não parou de trabalhar. Ele conseguiu manter seu foco no esforço de guerra, trazendo diversão para as tropas, ao mesmo tempo em que trabalhava em seus novos filmes em Hollywood. No total, de 1940 a 1945, Cooper não parou de trabalhar, atuando em nada mais, nada menos, do que nove filmes! Mesmo para a época era uma quantidade considerável de novas produções sendo lançadas todos os anos. Além de emplacar o grande sucesso de "Sargento York" ele ainda estrelou aquele que para muitos foi seu maior filme na carreira. 

Era o clássico "Por Quem os Sinos Dobram". O enredo era marcante. Ambientado durante a Guerra Civil Espanhola, Cooper interpretava um especialista em explosivos, cuja principal missão seria explodir uma ponte, vital para o avanço inimigo. Não era de estranhar o fato de termos um americano envolvido nesse conflito. Durante essa guerra muitos se voluntariaram para lutar ao lado dos rebeldes, inclusive o próprio autor do livro original que o roteiro era baseado, ele mesmo, o aclamado escritor Ernest Hemingway.

O filme porém não era apenas explosões em uma guerra na Europa. Era também um romance dramático, daqueles que o público adorava naqueles tempos de conflitos internacionais. Ao lado de Cooper no filme, interpretando a mulher pela qual ele ficaria perdidamente apaixonado, estava a bela e talentosa atriz Ingrid Bergman. Desde que os primeiros posters promocionais do filme surgiram nos cinemas, o estúdio sabia que tinha um grande sucesso em mãos. Aquele era o casal perfeito, ideal para o público romântico. Os casais da época suspiravam diante daquela imagem do casal protagonista. 

Sempre que uma grande produção como essa era filmada surgiam boatos (muitas vezes fabricados pelos próprios estúdios) nas revistas de cinema da época. Então não houve grandes surpresas quando começaram a surgir boatos de que Cooper e Bergman estavam tendo um caso real durante as filmagens. Quando as fofocas chegaram em Cooper ele nem pensou duas vezes em desmentir todas elas. Afirmou que Ingrid era acima de tudo uma grande amiga com quem estava trabalhando. Disse que ela era extremamente talentosa e tinha grande prazer em contracenar com ela. Cooper tinha que correr para negar tudo mesmo. Ele era um homem casado (com Veronica Balfe, conhecida carinhosamente como "Rocky") e não queria problemas para seu lado. Se era verdade ou não, até hoje há dúvidas, mas diante de sua força moral e integridade pessoal logo os boatos sumiram das colunas de mexericos. 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Hollywood Boulevard - Rock Hudson - Parte 20

Enquanto colhia os bons frutos de "Estação Polar Zebra", Rock Hudson recebeu um telefonema de John Wayne. O famoso astro do western queria ele no elenco de seu próximo filme, "Jamais Foram Vencidos". Rock aceitou o convite imediatamente, mesmo sem ler o roteiro. Como ele disse em entrevistas essa era uma excelente oportunidade que não poderia ser recusada. Ele conhecia John Wayne desde os velhos tempos e nunca pensou em fazer um filme de faroeste ao seu lado. Só que agora, como ator autônomo, ele não iria perder essa chance. 

O filme começou suas filmagens no México, na Sierra de los Ajos, no terrível deserto de Sonora. Assim que Rock chegou nas locações foi falar com John Wayne que estava se maquiando. A conversa foi das mais amigáveis. Wayne confesssou a Rock que queria fazer um filme ao seu lado desde que havia assistido "Assim Caminha a Humanidade". Para o veterano ator aquele havia sido um dos melhores filmes de western já feitos. Rock não discordou. 

As filmagens foram duras, complicadas de concluir. Quando voltou para o Castelo, Rock estava queimado de sol, muito exausto. Ao seu assistente pessoal, um velho amigo chamado Marc, confessou que havia odiado o deserto, mas não o filme em si e nem as pessoas que dele participaram. Apenas havia achado tudo muito cansativo, com muitas cenas de montaria. Rock disse que nunca mais faria um faroeste em sua vida, pois era, em suas palavras, "um trabalho de matar qualquer ator"!.

Mais tarde disse que passava muitas horas jogando xadrez com John Wayne, pois nos intervalos das filmagens não havia muito o que fazer no meio do deserto. Wayne era fanático por xadrez, sempre levando seu tabuleiro de um lado para o outro no set de filmagens. E o velho ator descobriu, para sua surpresa, que Rock Hudson era um excelente enxadrista. Ao parceiro de cena, Rock confessou: "Aprendi a jogar xadrez na marinha quando servi na frota do Pacífico. Passei muitos anos sem jogar depois disso, mas agora estou pegando o jeito de novo. Não se ensina novos truques a velhos cães de caça!". Ao ouvir isso John Wayne soltou uma grande risada, dando mais uma tragada em seu cigarro Camel, velho companheiro que no futuro seria sua ruína. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 22 de março de 2026

Imperador Romano Diocleciano

Imperador Romano Diocleciano
Diocleciano, cujo nome completo era Gaius Aurelius Valerius Diocletianus, foi um dos imperadores mais importantes do final do Império Romano e responsável por profundas reformas políticas e administrativas que ajudaram a estabilizar o império após um longo período de crise. Ele nasceu por volta do ano 244 d.C., provavelmente na região da Dalmácia, perto da atual cidade de Split, na Croácia. Sua origem era humilde, possivelmente filho de um liberto ou de um camponês, algo relativamente comum entre militares que alcançavam altos cargos durante o chamado Período da Anarquia Militar, quando o poder imperial frequentemente mudava de mãos por meio de golpes e revoltas. Diocleciano ingressou no exército romano ainda jovem e construiu uma carreira militar sólida, demonstrando disciplina, habilidade estratégica e grande capacidade de liderança. Ao longo dos anos, ele serviu sob vários imperadores e conquistou respeito entre os soldados e oficiais. Essa reputação foi fundamental para sua ascensão ao poder em um período extremamente turbulento da história romana.

Diocleciano tornou-se imperador em 284 d.C., após a morte do imperador Caro e uma série de disputas pelo trono entre generais rivais. Após derrotar seu principal adversário, Carino, ele consolidou sua autoridade sobre o império. Ao assumir o poder, Diocleciano encontrou um Estado profundamente fragilizado por crises econômicas, invasões estrangeiras, instabilidade política e sucessivas guerras civis. Durante quase todo o século III, o Império Romano havia enfrentado sérias dificuldades para manter suas fronteiras e sua unidade política. Consciente da magnitude dos problemas, Diocleciano iniciou um amplo programa de reformas administrativas e militares com o objetivo de restaurar a ordem e fortalecer o governo imperial. Uma de suas decisões mais importantes foi reorganizar completamente o sistema de governo para tornar mais eficiente a administração de um território tão vasto e complexo.

Uma das principais inovações políticas de Diocleciano foi a criação da Tetrarquia, um sistema de governo dividido entre quatro governantes. Nesse modelo, havia dois imperadores principais chamados Augustos e dois subordinados chamados Césares, cada um responsável por uma parte do império. O próprio Diocleciano governava a parte oriental do império, enquanto seu colega Maximiano administrava o Ocidente. Os Césares escolhidos foram Galério e Constâncio Cloro, que auxiliavam os Augustos e estavam destinados a sucedê-los no futuro. Essa estrutura pretendia garantir maior eficiência administrativa e evitar disputas sucessórias que frequentemente provocavam guerras civis. Durante algum tempo, o sistema funcionou relativamente bem, permitindo respostas rápidas a ameaças externas e melhor controle das províncias. A Tetrarquia também representava uma nova concepção de poder imperial, na qual o imperador era visto quase como uma figura sagrada e distante da população.

Diocleciano também promoveu importantes reformas econômicas e militares. Ele reorganizou o exército, aumentou o número de soldados e fortaleceu as defesas nas fronteiras do império, especialmente contra povos germânicos e contra o Império Persa. Além disso, tentou controlar a grave crise inflacionária que afetava a economia romana. Em 301 d.C., ele promulgou o famoso Édito Máximo de Preços, uma tentativa de estabelecer limites para os preços de diversos produtos e salários em todo o império. Embora essa medida tenha enfrentado dificuldades para ser aplicada na prática, ela demonstra a preocupação do imperador em restaurar a estabilidade econômica. Diocleciano também reformou o sistema tributário e reorganizou as províncias, criando unidades administrativas menores para facilitar a arrecadação de impostos e o controle político. Suas reformas administrativas tiveram efeitos duradouros e influenciaram profundamente a estrutura do império nos séculos seguintes.

Outro aspecto marcante de seu governo foi a Grande Perseguição aos Cristãos, iniciada em 303 d.C.. Diocleciano acreditava que a unidade religiosa era essencial para a estabilidade do império e considerava o cristianismo uma ameaça à tradição religiosa romana. Assim, ele ordenou a destruição de igrejas, a queima de textos sagrados e a prisão de líderes cristãos. Essa perseguição foi uma das mais intensas da história romana, embora tenha sido aplicada com diferentes graus de severidade em várias regiões do império. Apesar disso, o cristianismo continuou a crescer e, poucas décadas depois, seria oficialmente tolerado e posteriormente adotado pelo Estado romano. Em 305 d.C., Diocleciano tomou uma decisão extraordinária: ele abdicou voluntariamente do trono, algo extremamente raro entre imperadores romanos. Após deixar o poder, retirou-se para seu palácio na Dalmácia, onde passou os últimos anos de sua vida cultivando jardins e vivendo de forma relativamente tranquila. Ele morreu por volta de 311 ou 312 d.C., deixando um legado político importante e sendo lembrado como um dos grandes reformadores do Império Romano.

sábado, 21 de março de 2026

Chuck Norris (1940 - 2026)

Chuck Norris (1940 - 2026)
O ator Chuck Norris faleceu ontem. A notícia teve ampla cobertura nos jornais internacionais. Provavelmente morreu de problemas cardíacos pois havia muitos anos que se tratava desse problema de saúde. Ainda assim a família resolveu manter a privacidade não revelando a causa de sua morte. Talvez até para manter a fama de indestrutível que Norris foi construindo ao longo de sua jornada, tanto no cinema como nas competições esportivas de artes marciais. 

Sua história foi das mais curiosas em Hollywood. É a história de um professor de artes marciais em Los Angeles chamado Carlos que virou herói de ação em filmes B durante as décadas de 1970 e 1980. Para essa mudança ele contou com dois padrinhos bem famosos da sétima arte. Era instrutor de Karaté de ambos! O primeiro foi Steve McQueen que o incentivou a tentar uma carreira no cinema pois ele era bom lutador e havia potencial ali. O segundo foi Bruce Lee que apostou em seu professor para rodar uma das cenas de lutas mais icônicas de sua filmografia. Todo começo de carreira precisa mesmo de uma ajudinha...

Depois dessa ajuda inicial, Norris foi abrindo seu próprio caminho em Hollywood. Atuou em todos os tipos de filmes de lutas marciais que iam aparecendo. Todos esses filmes de sua fase inicial eram pequenas produções, quase amadoras, que aproveitavam o interesse do público por filmes de lutas. Nos anos 80 teve sua melhor fase quando assinou com a produtora cinematográfica Cannon. Os donos dessa pequena empresa apostaram em Norris, tentando transformar ele em astro dos filmes de ação. Algo como Charles Bronson, caso ele soubesse lutar! São dessa época seus filmes mais conhecidos como "Comando Delta", "Braddock - O Super Comando", "Código do Silêncio" e "Invasão USA". Norris continuava o mesmo canastrão de filmes B da década anterior, mas pelo menos a Cannon conseguia vender bem seus filmes, tanto nos Estados Unidos como no exterior. Assim ele conquistou seu espaço. No Brasil, por exemplo, seus filmes fizeram bastante sucesso nas locadoras de vídeo VHS. 

Depois da falência da Cannon Group, Carlos conseguiu levar em frente sua carreira de ator, mas agora na televisão. A série "Chuck Norris: O Homem da Lei" rendeu quase 200 episódios! E isso foi um sucesso inegável. Assim o ator finalmente conseguiu o sucesso que esperava. Ele se afastou dos filmes e séries para cuidar de sua esposa que estava com um sério problema de saúde. Após alguns anos não quis mais retornar, só voltando mesmo para uma participação especial em "Os Mercenários 2" quando finalmente se aposentou. 

Mesmo com suas óbvias limitações como ator, pois ele mesmo se considerava um canastrão, Norris conseguiu ter seu espaço. A comoção por sua morte revela bem isso. Nas redes sociais muitos comentaram e lamentaram, dizendo que ele foi "um ídolo de infância". Pois é, Norris atingiu até mesmo as crianças com seus filmes exagerados e caricatos. Nada mal para o professor Carlos que só queria mesmo ganhar alguns trocados fazendo filmes...

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

O Agente Secreto

O Agente Secreto 
Inegavelmente foi o filme do ano no Brasil. Muito comentado, muito debatido. Indicado a quatro categorias no Oscar, foi tema de muita polêmica. Muitos torcendo a favor da premiação e outros torcendo contra. Como quase tudo em nosso país virou clubismo, futebol. No final não venceu os prêmios da Academia que estava disputando, mas eu sou daqueles que realmente consideram uma honra a mera indicação. Assim não faz mal. Penso que é um filme que já entrou na história do cinema brasileiro, o primeiro filme nacional indicado na categoria principal do Oscar, a de melhor filme, além de todas as outras, que também foram merecidas. 

Dito isso, devo considerar o filme em si. Olha só, eu gostei do filme de uma maneira em geral, mas confesso que poderia gostar mais. Penso que "O Agente Secreto" também tem seus probleminhas. A linha narrativa é muito bem desenvolvida, mas tem aquela coisa da "perna cabeluda" que achei bem desnecessária (e sem graça). Parar o desenvolvimento da história, que vinha muito bem, para colocar no filme um besteirol daqueles é, ao meu ver, um erro. Eu entendo que seja algo que os recifenses vão entender e curtir em um primeiro momento (pelo menos os mais velhos, que viveram aquilo), mas o resto do país (e o mundo) vão ficar mesmo boiando. É besteirol, não tem como sair disso. Ficou fora do contexto do resto do filme. Ficou ruim. Então achei essa parte bem constrangedora. Fora esse deslize, o filme se desenvolve bem. Não é pesadão e nem desagradável. Tampouco é um filme ativista. Não achei nada disso. É, no saldo final, uma boa crônica daqueles tempos passados. 

O Agente Secreto (Brasil, 2025) Direção: Kleber Mendonça Filho / Roteiro: Kleber Mendonça Filho / Elenco: Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Alice Carvalho / Sinopse: Durante a década de 1970, professor universitário entra em atrito contra um figurão do regime militar. E a partir daí ele passa a fugir, com medo de ser assassinado. 

Pablo Aluísio.

Pacto com o Diabo

Pacto com o Diabo
O título e o tema podem levar as pessoas desavisadas a pensarem que se trata de um filme de terror. Mais um daqueles na linha de possessões que ninguém aguenta mais assistir. Esqueça essa classificação equivocada. O filme está mais para drama histórico, até porque foi mesmo baseado numa história real. Essa se passa na era medieval. Uma jovem mãe e esposa descobre que seu marido está morto. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas muito provavelmente foi vítima da peste negra. Depois disso ela fica socialmente vulnerável, sem ter condições de sustentar a si mesma e ao filho pequeno, ainda uma criança. E nessa situação de ver uma mulher ainda jovem e bonita numa situação tão precária, logo surgem os abutres para se aproveitarem da situação. Entre eles está o filho canalha do senhor feudal das terras onde ela vive. Ele a assedia e exige sexo em troca dela continuar vivendo em sua cabana. Ela, mulher honrada, recusa! 

Como forma de punição o tal canalha a denuncia para a "Santa Inquisição". Logo, ela se vê presa e submetido às maiores torturas e atrocidades. Fica naquela situação terrível, em que ou confessa que é bruxa ou morrerá na fogueira! Um dos capítulos mais vergonhosos da história da Igreja. Não tem jeito, essa coisa de Caça às Bruxas, foi mesmo usado para atos de pura crueldade contra mulheres que não se encaixavam nos padrões sociais impostos por homens daquela época. Enfim, um filme muito bom que resgata apenas uma das milhares de histórias semelhantes que aconteceram desse mesmo jeito. Como eu disse, uma vergonha histórica complicada de apagar da religião ocidental. 

Pacto com o Diabo (The Reckoning, Reino Unido, Estados Unidos, Hungria, 2020) Direção: Neil Marshall / Roteiro: Neil Marshall, Charlotte Kirk / Elenco: Charlotte Kirk, Sean Pertwee, Steven Waddington / Sinopse: Jovem viúva é injustamente acusada de ser uma bruxa. Enviada para a inquisição passa a sofrer as maiores torturas. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Assassino a Preço Fixo

Não faz muito tempo assisti com o ator Jason Statham o filme "13" que ele rodou ao lado de Mickey Rourke. Um filme de ação stricto senso, ou seja, muito pouco papo furado e ação ao extremo. Esse "Assassino a Preço Fixo" segue basicamente a mesma linha embora "13" fosse de certa forma mais inovador em sua estrutura. Aqui em "The Mechanic" Jason novamente está no submundo, só que vivendo um assassino profissional que se coloca numa situação limite em seu novo "serviço". O roteiro é bastante eficiente, as situações são colocadas sem perda de tempo, as cenas não precisam de muita delonga para acontecerem (ao contrário de filmes recentes de antigos astros de ação como Bruce Willis em que temos que aguentar um monte de piadinhas sem graça)."The Mechanic" não tem humor e nem piadinhas, mas sim ação e tensão da primeira à última cena (ainda bem!).

Em poucas palavras um filme pra apreciadores de filmes de ação sem amenidades e nem bobagens sem graça. Na verdade "Assassino a Preço Fixo" é assim por um motivo muito simples: é uma releitura de um antigo sucesso de Charles Bronson, ator que durante anos realizou filmes de pura ação para os fãs do gênero. Os filmes de Bronson não eram os mais bem produzidos do mundo e nem contavam com roteiros elaborados mas dentro de sua proposta eram bem honestos, não enganando o espectador em nenhum momento. "The Mechanic" é justamente isso. Quem paga para assistir sabe de antemão do que se trata e não é enganado levando gato por lebre. No elenco de apoio dois nomes se destacam: o veterano Donald Sutherland (em um papel pequeno mas importante na trama) e Ben Foster (um ator cujo trabalho gosto muito, sem muito a apresentar em termos de interpretação pois o filme é de ação e não abre margem para maiores vôos nesse sentido mas mesmo assim uma boa adição ao elenco). Em conclusão "Assassino a Preço Fixo" é um competente veículo para os admiradores do gênero ação e pancadaria sem firulas.

Assassino a Preço Fixo (The Mechanic, Estados Unidos, 2011) Direção: Simon West / Roteiro: : Richard Wenk/ Elenco: Jason Statham, Ben Foster, Donald Sutherland, Nick Jonas, Christa Campbell, Jeff Chase, Beau Brasso, Eddie J. Fernandez / Sinopse: Arthur Bishop (Jason Statham) é um assassino profissional que tem uma missão extremamente complicada a realizar: matar seu próprio chefe, Harry (Donald Sutherland). A missão não será tão simples como as demais.

Pablo Aluísio.

Assassinos

Título no Brasil: Assassinos
Título Original: Assassins
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Richard Donner
Roteiro: Andy Wachowski
Elenco: Sylvester Stallone, Antonio Banderas, Julianne Moore, Muse Watson, Steve Kahan, Reed Diamond

Sinopse:
Robert Rath (Stallone) é um veterano assassino profissional que agora deseja abandonar essa "profissão" de uma vez por todas. Só que um outro assassino chamado Miguel Bain (Banderas) quer ter a fama de matar o grande hitman do passado. 

Comentários:
Filme que não fez sucesso nas bilheterias, apesar dos nomes envolvidos. Veja, fazia tempo que Sylvester Stallone queria trabalhar ao lado do diretor Richard Donner. O cineasta havia criado a franquia de grande sucesso "Máquina Mortífera", além de ter dirigido filmes do Superman e outros sucessos no cinema. Era um especialista no gênero ação. Nada mais natural de que um dira iria trabalhar ao lado de Stallone, o mais famoso astro dos action movies. Infelizmente algo deu errado. Talvez a dupla ao lado de Antonio Banderas não tenha agradado ao público. O latino estava mais associado a outros estilos de filmes. Seu vilão parece muito caricato. O roteiro também foi considerado genérico e sem novidades. Até a boa atriz Julianne Moore parece deslocada dentro do filme. O interessante é que esse enredo, se formos pensar bem, poderia fazer parte até mesmo do roteiro de um velho faroeste. Afinal eram nos antigos filmes desse gênero que havia bastante essa situação do novo pistoleiro tentando matar o pistoleiro mais veterano para assumir parte de sua fama. Nessa nova releitura, mais moderna, surgem alguns bons duelos e até uma boa fotografia, porém nada muito além disso. Olhando em retrospectiva é um dos mais medianos filmes de Richard Donner.

Pablo Aluísio.