segunda-feira, 6 de julho de 2026

Crônicas do Futebol - Copa do Mundo 2026

O Brasil foi eliminado ontem da Copa do Mundo. Perdeu para a Noruega. Quem acompanha futebol há tantos anos, como esse que escreve essas linhas, sabe muito bem que o futebol brasileiro vem em uma linha de decadência nas últimas décadas. Quando eu era mais jovem o Brasil só era eliminado nas Copas por outras campeãs do mundo, como Argentina, Alemanha e Itália. Hoje em dia o Brasil é eliminado por seleções medianas que nunca foram campeãs, como Bélgica, Croácia e agora Noruega.

Não que a Noruega não merecesse vencer. Mereceu muito! Por dois terços do tempo a bola estava na posse da seleção dos vikings. Eles dominaram o jogo de ponta a ponta. O Brasil ficou olhando, como um "João bobo" dos velhos tempos. A seleção brasileira não demonstrou garra, fome de bola e nem coragem. Dizem que essa foi a geração Tik Tok do Brasil. Nada mais verdadeiro. Enquanto a Noruega treinava com afinco, os jogadores do Brasil faziam dancinhas no Tik Tok para ganhar seguidores. É um bando de idiotas!

Idiotas e pernas de pau! No primeiro texto que escrevi sobre essa seleção eu deixei claro que achava ela fraca demais! Aliás desde que acompanho Copas do Mundo (e lá se vão muitos anos) nunca vi uma seleção tão fraca na minha vida! Que time horroroso, pelo amor de Deus! Não tinha laterais, nem meio de campo, muito menos centroavante. Até a zaga era feita na base da patifaria! Era impossível o Brasil ir além disso. Mereceram o que aconteceu! É uma seleção fuleira!

E a Noruega tinha tudo o que o Brasil não tinha. Um excelente meio de campo, chamado Martin Odegaard. Esse é um camisa 10 clássico, um jogador que pensa nas jogadas, é inteligente e bom de bola. Cria as oportunidades, as melhores jogadas, arma o ataque. O Brasil nunca mais teve um jogador com essa qualidade. E a Noruega também tem Erling Haaland. Esse não precisa provar mais nada a ninguém. É um craque! Pegou apenas três vezes na bola, fez dois gols contra o Brasil! Mais eficiente do que isso, impossível! É um top de linha, jogador do Manchester City. Joga no melhor campeonato de futebol do mundo. Então é isso, O Brasil mereceu a derrota. Que essa geração Tik Tok do Neymar seja página virada, um capítulo da história da seleção brasileira que merece ser esquecida. 

Pablo Aluísio. 

RoboCop 3

RoboCop 3
RoboCop 3 (RoboCop 3) foi lançado em 5 de novembro de 1993, dirigido por Fred Dekker e estrelado por Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle e Jill Hennessy. Terceiro capítulo da franquia iniciada em 1987, o filme retorna à Detroit futurista dominada por criminalidade, colapso social e controle corporativo exercido pela poderosa OCP. A narrativa acompanha a continuidade da missão do policial ciborgue responsável por proteger civis em meio a políticas violentas de remoção urbana e militarização das forças de segurança. O ponto de partida dramático surge quando moradores de uma comunidade ameaçada de despejo entram em conflito direto com interesses corporativos, colocando o protagonista diante de escolhas morais que desafiam sua programação. A partir dessa premissa, o longa amplia o escopo político e tecnológico da série, desenvolvendo uma história de resistência, identidade e justiça sem antecipar seus acontecimentos finais.

No momento de seu lançamento, RoboCop 3 recebeu uma reação crítica predominantemente negativa na imprensa americana. O The New York Times observou que o filme suavizava a violência e a sátira que marcaram os capítulos anteriores, resultando em uma abordagem considerada menos impactante. O jornal também apontou que a substituição do ator principal enfraquecia a continuidade emocional da franquia. Já o Los Angeles Times criticou o tom mais voltado ao público juvenil, afirmando que a produção parecia “diluída” em comparação com a intensidade dos filmes anteriores.

A revista Variety descreveu o longa como uma sequência com ambição temática, mas execução irregular, destacando efeitos especiais inconsistentes e narrativa menos coesa. O The New Yorker comentou que a crítica social permanecia presente, porém sem a ironia mordaz característica do primeiro filme. Parte da crítica reconheceu elementos interessantes, como a ênfase em resistência civil e tecnologia avançada, mas o consenso geral foi negativo, considerando o filme um encerramento fraco para a trilogia original.

No aspecto comercial, RoboCop 3 teve desempenho decepcionante nas bilheterias. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 22 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 10 milhões nos Estados Unidos, com retorno internacional apenas moderado. O resultado representou queda significativa em relação aos capítulos anteriores e contribuiu para o encerramento temporário da série no cinema. Ainda assim, o longa encontrou alguma audiência posterior no mercado de vídeo doméstico e em exibições televisivas, mantendo a presença da marca junto a fãs da ficção científica.

Com o passar do tempo, RoboCop 3 passou a ser visto como um capítulo menor, porém curioso, dentro da franquia. Críticos contemporâneos tendem a valorizar alguns de seus elementos conceituais, como a resistência popular e a tecnologia do jetpack, embora continuem apontando limitações de tom e orçamento. O filme permanece lembrado principalmente como exemplo das dificuldades de manter coerência artística em séries de longa duração. Mesmo assim, conserva interesse histórico dentro do universo RoboCop e da ficção científica dos anos 1990.

RoboCop 3 (RoboCop 3, Estados Unidos, 1993) Direção: Fred Dekker / Roteiro: Fred Dekker e Frank Miller (baseado nos personagens criados por Edward Neumeier e Michael Miner) / Elenco: Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle, Jill Hennessy, CCH Pounder / Sinopse: Em uma Detroit controlada por interesses corporativos, um policial ciborgue alia-se a civis resistentes para enfrentar políticas violentas de remoção urbana e novas ameaças tecnológicas.

Erick Steve. 

domingo, 5 de julho de 2026

RoboCop

RoboCop
RoboCop foi lançado em 17 de julho de 1987, dirigido por Paul Verhoeven e estrelado por Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Ronny Cox e Kurtwood Smith. Ambientado em uma Detroit futurista dominada pelo crime e pela privatização das instituições públicas, o filme acompanha o policial Alex Murphy, brutalmente ferido em serviço e posteriormente transformado em um ciborgue experimental por uma poderosa corporação. O ponto de partida da narrativa surge quando essa nova entidade, programada para combater o crime com eficiência absoluta, começa a recuperar fragmentos de memória e identidade humana. A partir dessa premissa, o longa constrói uma mistura de ficção científica, ação violenta e sátira social, explorando temas como desumanização tecnológica, corrupção corporativa e a fragilidade da consciência individual. 

Na época de seu lançamento, RoboCop recebeu uma reação crítica amplamente positiva, surpreendendo parte da imprensa que esperava apenas mais um filme de ação violento. O The New York Times destacou que o longa era “muito mais inteligente do que sua superfície sangrenta sugere”, elogiando a combinação entre espetáculo e comentário social. O Los Angeles Times ressaltou a direção irônica de Verhoeven, observando que o filme funcionava simultaneamente como entretenimento visceral e sátira mordaz da cultura corporativa e midiática. A performance contida de Peter Weller também foi mencionada como elemento essencial para dar humanidade a um personagem mecanizado.

A revista Variety descreveu o filme como “uma ficção científica brutal, porém surpreendentemente sofisticada”, apontando que o humor negro e a crítica política elevavam a produção acima do padrão do gênero. O The New Yorker observou que a violência estilizada era usada de forma deliberadamente exagerada, quase caricatural, reforçando o tom satírico da obra. Embora alguns críticos tenham considerado o nível de violência excessivo, o consenso geral foi claramente positivo, reconhecendo RoboCop como uma produção ousada que combinava ação comercial com reflexão social incomum para Hollywood nos anos 1980.

No aspecto comercial, RoboCop foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 13 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 53 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 50 milhões adicionais no mercado internacional, alcançando cerca de US$ 100 milhões mundialmente. O forte desempenho financeiro transformou o personagem em franquia multimídia, gerando continuações, séries televisivas, animações e ampla linha de produtos. O sucesso também consolidou Paul Verhoeven em Hollywood e demonstrou o potencial comercial da ficção científica com tom adulto e satírico.

Com o passar do tempo, RoboCop tornou-se um clássico cult e crítico do cinema de ficção científica. Hoje é frequentemente citado entre os filmes mais importantes do gênero nos anos 1980, admirado por sua mistura singular de violência gráfica, humor ácido e comentário político. A obra é estudada como exemplo de sátira distópica sobre capitalismo, mídia sensacionalista e militarização policial. Mesmo décadas depois, continua influente estética e tematicamente, sendo lembrada como uma das produções mais marcantes da carreira de Verhoeven e uma das representações mais icônicas do policial futurista no cinema.

RoboCop (RoboCop, Estados Unidos, 1987) Direção: Paul Verhoeven / Roteiro: Edward Neumeier e Michael Miner / Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Ronny Cox, Kurtwood Smith, Miguel Ferrer / Sinopse: Um policial mortalmente ferido é transformado em um ciborgue de combate ao crime, mas fragmentos de sua antiga humanidade emergem e o colocam em conflito com a corporação que controla sua existência.

Erick Steve. 

RoboCop 2

RoboCop 2
RoboCop 2 (RoboCop 2) foi lançado em 22 de junho de 1990, dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Tom Noonan e Belinda Bauer. Sequência direta do sucesso de 1987, o filme retorna à Detroit futurista marcada por criminalidade extrema, colapso urbano e domínio corporativo sobre as instituições públicas. A narrativa acompanha a continuidade da atuação do policial ciborgue Alex Murphy, agora enfrentando uma nova ameaça ligada ao tráfico de uma droga devastadora e aos experimentos de uma corporação que busca aperfeiçoar o controle tecnológico sobre a polícia. O ponto de partida dramático acontece quando surge um projeto alternativo de aplicação da tecnologia RoboCop, colocando em risco tanto a cidade quanto a própria identidade do protagonista. A partir dessa premissa, o filme amplia a escala da ação e da sátira social, mantendo o suspense sobre as consequências finais desse confronto entre humanidade e máquina.

No momento de seu lançamento, RoboCop 2 recebeu uma reação crítica mista da imprensa americana. O The New York Times observou que a continuação possuía energia visual e violência intensa, mas carecia da surpresa intelectual e do equilíbrio satírico do filme original. Ainda assim, o jornal reconheceu que havia momentos de humor negro e comentário social característicos do universo criado anteriormente. O Los Angeles Times destacou o aumento da escala de ação e efeitos especiais, embora tenha apontado que o tom parecia mais próximo de um espetáculo convencional de ficção científica do que de uma sátira provocativa.

A revista Variety avaliou o longa como uma sequência comercialmente eficiente, porém menos sofisticada, ressaltando que o roteiro — com participação de Frank Miller — trazia ideias sombrias interessantes, mas execução irregular. O The New Yorker comentou que o excesso de violência gráfica e de subtramas diluía o impacto emocional presente no primeiro filme. Parte da crítica elogiou a performance contínua de Peter Weller e a expansão do universo distópico, enquanto outra parte considerou que o filme priorizava o espetáculo em detrimento da reflexão. O consenso geral foi dividido, reconhecendo qualidades pontuais, mas sem o mesmo entusiasmo crítico do original.

No aspecto comercial, RoboCop 2 apresentou desempenho sólido nas bilheterias, embora inferior ao primeiro longa. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 35 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 45 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 45 milhões adicionais no mercado internacional, alcançando cerca de US$ 90 milhões mundialmente. Esses números confirmaram a força da marca RoboCop junto ao público e garantiram a continuidade da franquia em diferentes mídias. Apesar de não repetir o impacto cultural do original, o resultado financeiro foi considerado satisfatório para uma sequência de grande orçamento no início dos anos 1990.

Com o passar do tempo, RoboCop 2 passou a ser visto como uma sequência cult irregular, mas relevante dentro da ficção científica distópica. Críticos contemporâneos tendem a valorizar mais seus elementos sombrios, a crítica social ampliada e certas escolhas ousadas de roteiro, mesmo reconhecendo problemas de ritmo e tom. O filme também ganhou interesse entre fãs de quadrinhos e do trabalho de Frank Miller, que trouxe uma visão mais pessimista e violenta para o universo. Hoje, é lembrado como um capítulo imperfeito, porém importante, da trilogia original e como reflexo do endurecimento estético do cinema de ação do período.

RoboCop 2 (RoboCop 2, Estados Unidos, 1990) Direção: Irvin Kershner / Roteiro: Walon Green e Frank Miller (baseado nos personagens criados por Edward Neumeier e Michael Miner) / Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Tom Noonan, Belinda Bauer, Gabriel Damon / Sinopse: Enquanto combate o crime em uma Detroit dominada por drogas e corrupção corporativa, um policial ciborgue enfrenta um novo projeto tecnológico que ameaça sua identidade e o futuro da cidade.

Erick Steve. 

sábado, 4 de julho de 2026

Toy Story 5

Toy Story 5
O filme que lidera o ranking das maiores bilheterias atualmente é essa nova sequência de Toy Story! Esse tipo de situação me leva a algumas conclusões. O primeiro filme é de 1995 e muita água já passou por baixo dessa ponte. Obviamente, em termos de tecnologia, os avanços são enormes. Basta comparar os recursos de um computador de 95 com os atuais para bem entender isso. E Toy Story é um típico filme feito dentro de um computador. Isso me leva a concluir que primeiro, Hollywood está sem novas ideias. E segundo, a premissa dessa história parece ser irresistível, mesmo para as novas gerações. 

Paradoxalmente Toy Story é fruto de tecnologia, mas cuja essencia é bem analógica. Fala da nostalgia da infância, dos brinquedos que ficaram para trás, esquecidos. É pura saudade da infância, dos tempos das brincadeiras inocentes. Ainda assim a franquia, que não deveria mais dialogar bem com essas novas gerações que já nasceram atoladas em telas e tecnologia, consegue sobreviver e muito bem. O filme já ultrapassou a barreira dos 600 milhões em bilheteria e segue avançando. Vai ser com certeza um dos maiores sucessos do ano. Bateu a Supergirl (outra personagem do passado) e parece não retroceder no sucesso. Explicar o sucesso desse tipo de filme ainda nos dias de hoje parece ser algo bem complicado.

Toy Story 5 (Toy Story 5, Estados Unidos, 2026) Direção: McKenna Harris, Andrew Stanton / Roteiro: McKenna Harris, Andrew Stanton / Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack / Sinopse: Os personagens brinquedos de Toy Story finalmente descobrem que as crianças agora preferem jogos eletrônicos ao velho estilo de brincar de um passado que parece ter ficado para trás. 

Pablo Aluísio.

A Morte lhe Cai Bem

A Morte lhe Cai Bem
Duas mulheres que se odeiam acabam descobrindo uma espécie de elixir da vida eterna, que as impede de envelhecer e morrer. Com isso a disputa entre elas vai se acirrando, ficando mais violenta. Já que elas na prática não podem mais fazer um mal definitivo. E no meio de tudo está um homem, que no passado, foi disputado também por essas inimigas eternas! Vai acabar sobrando para ele. Com o avanço absurdo dos efeitos especiais a partir dos anos 90, tudo parecia ser possível. Até mesmo antigos roteiros que tinham ficado arquivados por anos, por ausência de tecnologia para reproduzir na tela o que era pedido, de repente entraram na linha de produção dos grandes estúdios. Esse filme assim foi produzido na empolgação dessas novas possibilidades.

No papel seria uma comédia de humor negro, com doses extras de perversidade, onde as duas protagonistas se agrediam, com farta violência, mas sem atingir realmente seus objetivos. No roteiro até poderia soar engraçado para quem curte humor mórbido. Só que na tela, deixou a desejar. Eu nunca consegui gostar desse filme. Certo, os efeitos especiais são realmente excelentes, tanto que venceram o Oscar na categoria. Só que a despeito desse farto banquete visual, há uma ausência igualmente sentida de um bom roteiro. Com um elenco desses, eu sempre achei um grande desperdício de talento. 

A Morte lhe Cai Bem (Death Becomes Her, Estados Unidos, 1992) Estúdio: Universal Pictures / Direção: Robert Zemeckis Roteiro: Martin Donovan e David Koepp / Elenco: Meryl Streep, Goldie Hawn, Bruce Willis, Isabella Rossellini, Ian Ogilvy, Adam Storke, Alaina Reed Hall / Sinopse: Duas peruas da alta sociedade descobrem um elixir que as torna eternamente belas, imunes a qualquer ataque em sua recém adquirida imortalidade! Agora a rivalidade entre elas vai subir mais alguns degraus de pura violência e malvadeza. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Cut Bank: Assassinato por Encomenda

Cut Bank: Assassinato por Encomenda 
Cut Bank é uma pequena cidadezinha do meio oeste dos Estados Unidos. Um daqueles lugares bem rurais e tranquilos, onde o tempo parece nunca passar e nada de importante acontece. Os jovens odeiam! Afinal é uma região onde nada muda, onde os mais velhos vivem sua aposentadoria, esperando a sua hora de partir. Uma tarde, um casal desses jovens está namorando e produzindo conteúdo para seu canal no Youtube. Até que filmam, por acidente, um assassinato! O carteiro da cidade é executado a tiros! Isso nunca aconteceu naquela cidade, é um crime inédito em sua história! As pessoas ficam chocadas!

O crime vai parar nas mãos do xerife local. Interpretado por John Malkovich, ele é um  daqueles policiais de cidadezinha do interior, que nunca trabalhou em um caso de homicídio antes em sua carreira! E para piorar, novas pessoas começam a aparecer mortas, o que parece ser um complexo sistema de queima de arquivo. O que diabos poderia estar acontecendo? Gostei bastante desse filme. Tem um elenco excelente, só craques da arte de interpretar. Os personagens são todos interessantes. Gente do interior, caipiras em sua essência, mas que também podem estar dispostos a pequenos e grandes golpes, afinal no mundo em que vivemos não devemos confiar em absolutamente mais ninguém. Enfim, revelar mais seria estragar as surpresas da história. O que temos aqui, no final de tudo, é um retrato com muito humor negro desses rincões americanos onde convivem boas pessoas, de boa índole, com gente sinistra que quer se dar bem, acima de tudo, até mesmo passando por cima da lei. 

Cut Bank: Assassinato por Encomenda (Cut Bank, Estados Unidos, 2014) Direção: Matt Shakman / Roteiro: Roberto Patino / Elenco: John Malkovich, Bruce Dern, Billy Bob Thornton, Liam Hemsworth / Sinopse: O carteiro de uma pequena cidade é morto a tiros. E novos crimes parecem ter relação com essa primeira execução. Para desvendar tudo um xerife inexperiente nesse tipo de crime vai ter que se virar para encontrar os culpados. 

Pablo Aluísio.

Terra de Desafios

Terra de Desafios 
O filme conta a história de um jovem americano que vai morar na Irlanda, pois seus familiares são todos irlandeses. Ele não gosta dessa mudança. A Irlanda ainda era um país muito atrasado (a história se passa nos anos 50) e rural. Ele vinha de uma grande cidade dos Estados Unidos. Assim o choque se torna inevitável. Ele odeia sua nova realidade. Não demora muito e ele passa a andar com uma dupla de pequenos marginais, caras que ganham dinheiro no mercado ilegal de apostas. Isso porém não lhe traz nem dinheiro e nem perspectivas. Era hora de tentar outra coisa. 

Então o garoto tem uma ideia: comprar revistas inglesas eróticas para revendar na pequena cidade onde vive na Irlanda. Isso, claro, vai lhe trazer problemas. Um país fortemente católico, esse tipo de publicação adulta era proibida por lá, considerado mercado ilegal. De qualquer maneira ele percebe que muita gente compra esse material por baixo dos panos, então ele começa a ganhar dinheiro de verdade. Só que seu sucesso vai despertar a inveja e a violência de seus velhos comparsas, aqueles mesmos das apostas. Um filme bom, baseado numa história real. Empreendedorismo é isso aí, mesmo que feito com revistinhas de sacanagem! 

Terra de Desafios (Turning Green, Reino Unido, 2005) Direção: Michael Aimette, John G. Hofmann / Roteiro: Michael Aimette, John G. Hofmann / Elenco: Timothy Hutton, Alessandro Nivola, Colm Meaney / Sinopse: Jovem americano que vai morar na Irlanda começa a comprar revistas eróticas inglesas para revender na pequena cidade onde vive. Só que há problemas à vista: esse tipo de mercado é proibido no país, com forte presença católica. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Jogo Bruto

Jogo Bruto
Raw Deal foi lançado em 6 de junho de 1986, dirigido por John Irvin e estrelado por Arnold Schwarzenegger, ao lado de Kathryn Harrold, Sam Wanamaker, Darren McGavin e Paul Shenar. Inserido no auge do cinema de ação dos anos 1980, o filme apresenta Schwarzenegger como um ex-agente do FBI que vive afastado do serviço após uma missão malsucedida, levando uma rotina aparentemente comum em uma pequena cidade. O ponto de partida da narrativa ocorre quando uma autoridade federal o procura com uma proposta secreta: infiltrar-se em uma poderosa organização criminosa responsável por uma onda de violência e corrupção. Para cumprir essa tarefa, o protagonista precisa assumir uma nova identidade e mergulhar em um ambiente dominado por desconfiança, brutalidade e jogos de poder. A história desenvolve, a partir daí, uma trama de vingança pessoal, lealdade ambígua e confrontos inevitáveis, mantendo o suspense sobre as consequências finais de sua missão.

Na época do lançamento, Raw Deal recebeu uma reação crítica majoritariamente negativa a mista por parte da imprensa americana. O The New York Times considerou o filme previsível dentro das convenções do gênero, observando que a narrativa seguia “um caminho familiar de infiltração e violência estilizada” sem grande profundidade dramática. O jornal reconheceu, contudo, a presença física marcante de Schwarzenegger como elemento central de atração para o público. Já o Los Angeles Times apontou que o longa possuía momentos de tensão eficientes, mas carecia de desenvolvimento mais consistente dos personagens e de maior originalidade na condução do enredo.

A revista Variety descreveu o filme como um produto típico do cinema de ação da década, destacando sequências explosivas e ritmo acelerado, porém criticando a dependência excessiva de clichês narrativos. O The New Yorker observou que a produção parecia construída principalmente para explorar o carisma crescente de Schwarzenegger, mais do que para oferecer um thriller policial realmente complexo. Ainda assim, parte da crítica reconheceu que o filme cumpria sua função como entretenimento direto e violento, adequado ao gosto popular do período. O consenso geral foi de avaliação morna, sem grande entusiasmo crítico, mas também sem rejeição completa dentro do contexto do gênero.

No campo comercial, Raw Deal apresentou desempenho modesto nas bilheterias. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 10 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 16 milhões nos Estados Unidos, com resultados internacionais complementando discretamente esse total. Embora não tenha sido um fracasso, o retorno financeiro ficou abaixo de outros sucessos estrelados por Schwarzenegger na mesma década. Mesmo assim, a produção encontrou vida mais longa no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas, formatos nos quais muitos filmes de ação dos anos 1980 consolidaram sua popularidade junto ao público.

Com o passar do tempo, Raw Deal passou a ser visto como um título menor, porém representativo, da filmografia de Schwarzenegger e do cinema de ação oitentista. Críticos contemporâneos costumam avaliá-lo como uma obra funcional, marcada por violência estilizada, trilha sonora típica da época e narrativa direta, sem grandes ambições artísticas. Ainda assim, fãs do gênero reconhecem seu valor como exemplo do período em que produções policiais de baixo a médio orçamento exploravam temas de infiltração, vingança e justiça pessoal. Hoje, o filme mantém status de curiosidade cult entre admiradores do ator e do cinema de ação clássico.

Jogo Bruto (Raw Deal, Estados Unidos, 1986) Direção: John Irvin / Roteiro: Gary DeVore e Norman Wexler / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Kathryn Harrold, Sam Wanamaker, Darren McGavin, Paul Shenar, Steven Hill / Sinopse: Um ex-agente federal aceita uma missão secreta para infiltrar-se em uma organização criminosa poderosa, assumindo nova identidade e enfrentando perigos que colocam à prova sua lealdade, resistência e desejo de vingança.

Erick Steve.

Rambo - Programado Para Matar

Rambo - Programado Para Matar
O filme Rambo – Programado para Matar (First Blood) foi lançado em 22 de outubro de 1982, marcando a estreia de Sylvester Stallone como John Rambo, personagem que se tornaria um dos maiores ícones do cinema de ação. Dirigido por Ted Kotcheff, o longa é baseado no romance homônimo de David Morrell e apresenta uma abordagem mais dramática e psicológica do que os filmes posteriores da franquia. A história acompanha um veterano da Guerra do Vietnã que, ao retornar aos Estados Unidos, enfrenta rejeição social, traumas profundos e hostilidade institucional. Diferente do estereótipo do herói invencível, Rambo surge inicialmente como uma figura solitária e fragilizada, cuja explosão de violência é resultado direto do abandono e da incompreensão que sofre.

A recepção crítica de Rambo – Programado para Matar foi, em geral, positiva, especialmente por sua seriedade temática. O The New York Times elogiou a performance contida de Stallone, destacando a dimensão humana do personagem e o comentário social sobre o tratamento dado aos veteranos de guerra. O Los Angeles Times ressaltou a direção segura de Ted Kotcheff, que conseguiu equilibrar ação e drama sem glorificar excessivamente a violência. Já a revista Variety apontou que o filme se diferenciava de outras produções de ação da época justamente por seu tom sombrio e crítico, transformando o conflito interno do protagonista no verdadeiro motor da narrativa.

Outros veículos, como o Washington Post, destacaram a força emocional do desfecho e a denúncia implícita da negligência governamental em relação aos ex-combatentes do Vietnã. A crítica reconheceu que, apesar de conter cenas intensas de ação, o filme funcionava principalmente como um drama sobre alienação, trauma psicológico e choque entre indivíduo e autoridade. Com o passar do tempo, essa leitura se consolidou, fazendo com que First Blood fosse reavaliado como uma obra mais complexa do que sua fama posterior poderia sugerir. Muitos analistas contemporâneos apontam o filme como um retrato cru de uma América ainda marcada pelas feridas da guerra.

No aspecto comercial, Rambo – Programado para Matar foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 15 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 47 milhões apenas nos Estados Unidos. No mercado internacional, o desempenho também foi expressivo, elevando a arrecadação mundial para cerca de US$ 125 milhões. Esse resultado garantiu não apenas o retorno financeiro, mas também a continuidade da história em diversas sequências, embora estas adotassem um tom cada vez mais voltado para a ação espetacular.

Atualmente, Rambo – Programado para Matar é considerado um clássico do cinema dos anos 1980 e o capítulo mais respeitado da franquia. Críticos e estudiosos destacam que o filme original se distancia do discurso triunfalista comum aos filmes seguintes, oferecendo uma visão amarga sobre guerra, violência e exclusão social. A atuação de Stallone é frequentemente citada como uma de suas melhores, justamente pela contenção emocional e pelo impacto do famoso monólogo final. Hoje, o longa é visto como uma obra fundamental para compreender não apenas o personagem Rambo, mas também o contexto cultural e político dos Estados Unidos no pós-Guerra do Vietnã.

Rambo – Programado para Matar (First Blood, Estados Unidos, 1982) Direção: Ted Kotcheff / Roteiro: Michael Kozoll, William Sackheim e Sylvester Stallone (baseado no romance de David Morrell) / Elenco: Sylvester Stallone, Richard Crenna, Brian Dennehy, Bill McKinney, Jack Starrett, David Caruso / Sinopse: Um veterano da Guerra do Vietnã entra em confronto com autoridades locais após sofrer perseguição e abuso, desencadeando uma caçada implacável que expõe os traumas da guerra, o abuso de poder e o isolamento social.

Erick Steve.