Título Original: The House That Dripped Blood
Ano de Lançamento: 1971
País: Reino Unido
Estúdio: Amicus Productions
Direção: Peter Duffell
Roteiro: Robert Bloch e Russ Jones
Elenco: Christopher Lee, Peter Cushing, Denholm Elliott, Jon Pertwee, Nyree Dawn Porter, Ingrid Pitt, Joss Ackland, Joanna Dunham, John Bennett e John Bryans.
Sinopse:
O filme começa quando o ator de filmes de horror Paul Henderson desaparece misteriosamente depois de se mudar para uma antiga casa de campo. O inspetor Holloway, da Scotland Yard, fica encarregado de investigar o desaparecimento e conversa com o proprietário do imóvel para descobrir o que aconteceu. Durante a investigação, ele ouve quatro histórias diferentes envolvendo antigos moradores da mesma casa. Em cada episódio, os personagens acabam enfrentando acontecimentos sobrenaturais, mortes violentas e situações inexplicáveis. Um escritor passa a ser perseguido por um personagem assassino que criou em seus próprios livros. Em outra história, dois homens ficam obcecados por uma figura de cera ligada a um acontecimento do passado. Há ainda uma trama envolvendo uma menina e sua misteriosa boneca, além do episódio de um ator que acredita ter encontrado uma capa capaz de lhe dar poderes sobrenaturais. Aos poucos, as quatro histórias formam um retrato sombrio da antiga residência e ajudam o inspetor a compreender o destino de seu mais recente ocupante.
Comentários:
A Casa que Pingava Sangue é uma produção de terror em formato de antologia, característica bastante utilizada pela Amicus Productions durante as décadas de 1960 e 1970. O roteiro foi baseado em quatro histórias de Robert Bloch, conhecido principalmente por ter escrito o romance Psicose. Peter Duffell conduz o filme dividindo a narrativa em quatro episódios independentes, unidos pela mesma casa e pela investigação do inspetor Holloway. Essa estrutura permite que diferentes estilos de horror apareçam na mesma produção, passando pelo suspense psicológico, sobrenatural, vampirismo e terror ligado a objetos aparentemente comuns. O elenco reúne alguns dos maiores nomes do horror britânico do período, principalmente Christopher Lee e Peter Cushing, que aparecem em segmentos diferentes. Denholm Elliott, Jon Pertwee, Ingrid Pitt e Nyree Dawn Porter também contribuem para a variedade de personagens e situações. A fotografia de Ray Parslow e a música de Michael Dress ajudam a criar uma atmosfera sombria e tradicional, bastante característica do cinema de terror britânico daquele período. O filme foi lançado no Reino Unido em fevereiro de 1971 e possui aproximadamente 102 minutos de duração.
A produção encontrou seu principal atrativo justamente na reunião de quatro histórias diferentes dentro de uma mesma narrativa, fazendo com que o espectador nunca soubesse exatamente que tipo de ameaça surgiria no episódio seguinte. A presença de Christopher Lee e Peter Cushing também aumentou o interesse dos admiradores do cinema de horror produzido pela Hammer e pela Amicus. Embora o filme tenha recebido avaliações variadas ao longo dos anos, tornou-se uma obra bastante conhecida entre os fãs das antologias britânicas de terror. O conceito da casa amaldiçoada funciona como elemento de ligação entre os episódios e ajuda a criar uma atmosfera de mistério durante toda a história. As quatro narrativas também permitem explorar diferentes medos, desde a obsessão e a loucura até forças sobrenaturais e objetos aparentemente inofensivos. Com o passar do tempo, A Casa que Pingava Sangue ganhou status de cult e passou a ser lembrado como uma das produções mais representativas da fase clássica das antologias de terror britânicas. Sua importância está principalmente na combinação de histórias de Robert Bloch com um elenco repleto de veteranos do gênero. Para quem aprecia Christopher Lee, Peter Cushing e o horror britânico dos anos 1970, o filme continua sendo uma curiosa e atmosférica produção do período.
Erick Steve.










