quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O Predador

O Predador 
O filme O Predador (Predator) foi lançado em 12 de junho de 1987, dirigido por John McTiernan e estrelado por Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall. A história acompanha um grupo de elite das forças especiais enviado à selva da América Central para resgatar reféns de guerrilheiros. Liderados pelo major Dutch, interpretado por Schwarzenegger, os soldados inicialmente enfrentam inimigos humanos em uma missão aparentemente convencional. No entanto, à medida que avançam pela selva, tornam-se alvo de uma força invisível e extremamente letal. Um a um, os membros da equipe são caçados por uma criatura alienígena altamente tecnológica que utiliza camuflagem e armas avançadas. O filme rapidamente se transforma de um típico longa de ação militar em um intenso thriller de ficção científica e horror. A luta final entre Dutch e a criatura se torna um duelo de inteligência e sobrevivência. O ambiente hostil da selva contribui para a sensação constante de perigo. Assim, O Predador combina ação explosiva com elementos de suspense e terror.

Quando foi lançado, O Predador recebeu uma recepção crítica mista, embora com diversos elogios pontuais. O The New York Times destacou que o filme era “eficiente como entretenimento de ação, mas limitado em profundidade narrativa”. Já o Los Angeles Times reconheceu a habilidade da direção de John McTiernan em construir tensão, afirmando que o filme “se destaca pela maneira como transforma um cenário familiar em algo ameaçador e imprevisível”. A revista Variety comentou que o longa era “um espetáculo de ação sólido, impulsionado pelo carisma de Arnold Schwarzenegger e por uma criatura memorável”. Muitos críticos elogiaram o conceito central do filme, especialmente a ideia de um caçador alienígena enfrentando soldados altamente treinados. No entanto, alguns apontaram que os personagens secundários eram pouco desenvolvidos. A crítica também destacou a mudança de tom do filme, que começa como ação militar e evolui para horror. Essa mistura de gêneros foi vista como interessante, embora nem sempre totalmente equilibrada. Ainda assim, o filme chamou atenção por sua intensidade e originalidade dentro do gênero.

Com o passar do tempo, a recepção crítica se tornou mais positiva, com muitos analistas reavaliando o filme como um clássico cult da década de 1980. Publicações como The New Yorker e outras revistas especializadas passaram a destacar o longa como um exemplo eficaz de cinema de gênero. A criatura alienígena, conhecida como Predador, tornou-se um dos monstros mais icônicos da cultura pop. O design do personagem, aliado aos efeitos especiais inovadores para a época, foi amplamente elogiado. O filme não recebeu grandes prêmios como o Oscar em categorias principais, mas foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, evidenciando seu impacto técnico. A performance de Arnold Schwarzenegger também foi reavaliada, sendo vista como essencial para o sucesso do filme. Muitos críticos passaram a apreciar a simplicidade da narrativa, que foca na sobrevivência e no confronto direto entre homem e criatura. A direção de McTiernan também ganhou reconhecimento por sua eficiência e estilo. Assim, o filme conquistou um status mais respeitado ao longo dos anos.

Do ponto de vista comercial, O Predador foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de 15 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 98 milhões de dólares mundialmente. Nos Estados Unidos, teve uma excelente performance, consolidando Arnold Schwarzenegger como uma das maiores estrelas de ação da época. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de ação intensa e ficção científica. As cenas de combate e a presença do alienígena geraram forte impacto entre os espectadores. O boca a boca contribuiu para manter o filme em cartaz por várias semanas. Além disso, o longa teve grande sucesso em exibições televisivas e no mercado de vídeo doméstico. O personagem do Predador rapidamente se tornou popular, levando à criação de sequências e produtos derivados. Assim, o filme não apenas foi lucrativo, mas também deu origem a uma franquia duradoura. Seu sucesso consolidou sua posição como um dos grandes filmes de ação dos anos 1980.

Atualmente, O Predador é amplamente considerado um clássico do cinema de ação e ficção científica. O filme é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de Arnold Schwarzenegger e um exemplo marcante do cinema de ação da década de 1980. Sua influência pode ser vista em diversas produções posteriores que exploram o conceito de caça entre humanos e criaturas alienígenas. O design do Predador continua sendo uma referência no cinema e na cultura pop. A estrutura simples, porém eficaz, da narrativa é frequentemente elogiada por sua intensidade. O filme também é lembrado por suas frases marcantes e personagens carismáticos. Ao longo dos anos, conquistou uma base fiel de fãs ao redor do mundo. Novas gerações continuam descobrindo o longa e reconhecendo seu valor. Dessa forma, sua reputação como clássico está plenamente consolidada. O Predador permanece como uma obra essencial dentro do gênero.

O Predador (Predator, Estados Unidos, 1987) Direção: John McTiernan / Roteiro: Jim Thomas e John Thomas / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall / Sinopse: Durante uma missão na selva, um grupo de soldados de elite se torna alvo de um caçador alienígena invisível e altamente tecnológico, levando a um confronto mortal onde apenas o mais astuto poderá sobreviver. 

Erick Steve. 

Força Destruidora

Título no Brasil: Força Destruidora
Título Original: Forced Vengeance
Ano de Lançamento: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: James Fargo
Roteiro: James Fargo, Franklin Thompson
Elenco: Chuck Norris, Mary Louise Weller, Michael Cavanagh, David Opatoshu, Bob Minor, Seiji Sakaguchi

Sinopse:
Chuck Norris interpreta Josh Randall, um chefe de segurança de um famoso cassino em Hong Kong que se vê no meio de uma sangrenta conspiração quando organizações criminosas tentam assumir o controle do estabelecimento. Após um ataque brutal aos donos do cassino, Randall se torna alvo dos bandidos e parte em busca de vingança, usando toda sua habilidade em artes marciais para sobreviver em uma cidade tomada por corrupção e violência.

Comentários:
O centro cinematográfico dos filmes de artes marciais sempre foi a cidade de Hong Kong. Então nada mais natural do que Chuck Norris fazer um filme por lá. Isso aconteceu justamente nesse filme. Foi uma das primeiras produções americanas filmadas no Oriente e isso abriu um intercâmbio muito interessante entre a indústria cinematográfica ocidental e sua colega do outro lado do mundo. O filme não fez sucesso amplo de bilheteria nos Estados Unidos, como já era esperado, mas acabou sendo bem apreciado justamente em Hong Kong e outros mercados do Oriente, onde chegaram a se formar filas nas entradas dos cinemas. E para quem entende desse nicho, o filme ainda hoje é considerado um dos melhores já feitos naqueles tempos. Nada mal. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Resident Evil (2026)

Título no Brasil: Resident Evil
Título Original: Resident Evil
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures / Constantin Film
Direção: Zach Cregger
Roteiro: Zach Cregger e Shay Hatten
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry, Kali Reis, Paul Walter Hauser, Johnno Wilson e Will Merrick.

Sinopse: 
Bryan é um entregador de medicamentos que leva uma vida aparentemente comum até receber uma missão que o coloca diante de uma situação extremamente perigosa. Enviado para entregar uma encomenda a um hospital remoto, ele chega ao local justamente quando uma terrível epidemia começa a se espalhar. O que deveria ser apenas mais uma entrega transforma-se em uma luta desesperada pela sobrevivência. Cercado por criaturas mutantes e por pessoas contaminadas, Bryan precisa encontrar uma maneira de atravessar uma noite de caos e escapar com vida. Sem ser um soldado ou um agente especialmente treinado, ele é obrigado a improvisar e utilizar tudo o que possui para enfrentar a ameaça. Enquanto tenta compreender o que aconteceu naquele lugar, descobre que o surto pode estar relacionado a acontecimentos muito maiores do que imaginava. A história acompanha sua corrida contra o tempo em um ambiente cada vez mais perigoso, recuperando o clima de horror e sobrevivência associado aos jogos da série.

Comentários: 
Resident Evil marca uma nova tentativa de levar a famosa franquia dos videogames para o cinema, mas apresenta uma história completamente diferente da série protagonizada por Milla Jovovich. Zach Cregger, diretor de Barbarian e Weapons, assumiu a direção e também escreveu o roteiro ao lado de Shay Hatten. A proposta é retornar ao horror de sobrevivência, privilegiando uma experiência mais próxima da tensão e da vulnerabilidade presentes nos jogos. Austin Abrams interpreta Bryan, o protagonista que se vê inesperadamente envolvido no surto, enquanto Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser completam o elenco principal. O filme foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 18 de setembro de 2026, com classificação R devido à violência sangrenta, gore e linguagem. Com cerca de 1 hora e 34 minutos de duração, a produção também foi filmada para exibição em IMAX. A Sony descreve o longa como uma reinvenção da franquia, com uma história inédita e uma noite de sobrevivência marcada pelo caos.

A recepção crítica foi surpreendentemente positiva e marcou uma mudança em relação às adaptações cinematográficas anteriores. O Rotten Tomatoes registra atualmente 96% de aprovação da crítica, com mais de 280 avaliações, destacando principalmente a atmosfera de terror, o ritmo e a maneira como Cregger transforma elementos típicos dos videogames em uma experiência cinematográfica. A publicação também aponta que o humor de Austin Abrams ajuda a equilibrar os momentos mais assustadores da história. O filme também teve uma boa recepção junto ao público, com 91% de aprovação na mesma plataforma. Comercialmente, a produção já ultrapassou US$ 100 milhões na bilheteria norte-americana, demonstrando que a franquia continua atraindo espectadores. Resident Evil representa, portanto, uma ruptura significativa com os seis filmes anteriores, abandonando Alice e sua história para apresentar um novo protagonista e uma abordagem mais próxima do horror. Mesmo utilizando o nome e o universo da franquia, o longa procura funcionar como uma nova porta de entrada para o público e como uma adaptação mais diretamente inspirada na sensação de jogar um survival horror.

Erick Steve. 

Vampira

Título no Brasil: Vampira
Título Original: Vampira
Ano de Lançamento: 1974
País: Reino Unido
Estúdio: World Film Services
Direção: Clive Donner
Roteiro: Jeremy Lloyd
Elenco: David Niven, Teresa Graves, Jennie Linden, Nicky Henson, Peter Bayliss, Linda Hayden, Bernard Bresslaw, Veronica Carlson e Freddie Jones.

Sinopse: 
O Conde Drácula está envelhecendo e encontra dificuldades para manter sua antiga rotina de vampiro, chegando a utilizar seu castelo na Transilvânia para receber turistas e conseguir novas vítimas. Sua principal preocupação, porém, é outra: ele deseja reviver Vampira, sua antiga amada, que se encontra em estado de hibernação. Para conseguir realizar a transfusão necessária, Drácula passa a recolher sangue de um grupo de jovens mulheres que visita seu castelo. Entretanto, o procedimento produz resultados inesperados e Vampira desperta com uma aparência diferente daquela que possuía anteriormente. Drácula tenta então encontrar uma maneira de desfazer o efeito provocado pela transfusão. Ao mesmo tempo, o jovem Marc Williams e sua namorada Angela acabam envolvidos nos planos do velho vampiro. A situação transforma-se em uma sucessão de confusões, perseguições e acontecimentos absurdos. No final, Drácula e Vampira deixam a Transilvânia e partem para o Rio de Janeiro, onde pretendem continuar sua história longe dos problemas que enfrentaram em seu castelo.

Comentários: 
Vampira é uma comédia de terror britânica dirigida por Clive Donner e produzida pela World Film Services, utilizando os elementos tradicionais das histórias de vampiros para construir uma sátira do próprio gênero. David Niven interpreta o Conde Drácula de maneira deliberadamente mais cômica do que assustadora, apresentando um vampiro envelhecido, cansado e preocupado em recuperar sua antiga companheira. Teresa Graves interpreta Vampira, enquanto Jennie Linden e Nicky Henson formam o casal de jovens que acaba envolvido na confusão. O roteiro foi escrito por Jeremy Lloyd, conhecido principalmente por trabalhos de comédia para televisão, e procura combinar humor britânico com situações absurdas e elementos de horror. A fotografia ficou a cargo de Anthony B. Richmond e a música foi composta por David Whitaker. O filme estreou em Londres em 10 de outubro de 1974 e tem aproximadamente 88 minutos de duração. Nos Estados Unidos, recebeu o título Old Dracula, numa tentativa de aproveitar a popularidade de outras paródias de horror que estavam chegando aos cinemas naquele período.

A produção recebeu avaliações bastante modestas, mas ganhou posteriormente algum interesse entre admiradores de comédias de terror e do cinema britânico dos anos 1970. Parte de seu charme está justamente na presença de David Niven em um papel incomum dentro de sua carreira, interpretando uma versão bem-humorada de uma das figuras mais conhecidas da literatura de horror. O filme também chama atenção por misturar o ambiente tradicional de um castelo da Transilvânia com referências à cultura popular da época, incluindo as modelos da Playboy utilizadas na história. A mudança de aparência provocada pela transfusão serve como uma das principais fontes de humor da narrativa e leva os personagens a uma série de situações cada vez mais absurdas. A produção foi distribuída pela Columbia-Warner Distributors no Reino Unido e acabou ficando mais conhecida internacionalmente pelo título americano Old Dracula. Embora não tenha alcançado o mesmo reconhecimento de outras comédias de vampiros da época, Vampira permanece como uma curiosidade da filmografia de David Niven e como um exemplo do interesse do cinema britânico dos anos 1970 em transformar personagens clássicos do terror em figuras de comédia.

Erick Steve. 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

O Estranho que Nós Amamos

Título no Brasil: O Estranho que Nós Amamos
Título Original: The Beguiled
Ano de Lançamento: 1971
País: Estados Unidos
Estúdio: The Malpaso Company / Universal Pictures
Direção: Don Siegel
Roteiro: Albert Maltz e Irene Kamp, baseado no romance The Beguiled, de Thomas Cullinan
Elenco: Clint Eastwood, Geraldine Page, Elizabeth Hartman, Jo Ann Harris, Darleen Carr, Mae Mercer, Pamelyn Ferdin e Melody Thomas Scott.

Sinopse: 
Durante a Guerra Civil Americana, John McBurney, um soldado da União ferido, é encontrado por uma jovem e levado para um internato feminino localizado em território confederado. A diretora Martha Farnsworth decide acolhê-lo e permitir que as mulheres da instituição cuidem de seus ferimentos, apesar do risco de esconder um inimigo. Enquanto se recupera, McBurney percebe que sua presença provoca uma forte reação entre as mulheres isoladas naquela casa. Ele passa a conquistar a simpatia de Martha, da professora Edwina e das jovens que vivem no internato, utilizando seu charme para obter proteção e vantagens. Aos poucos, porém, o ambiente torna-se cada vez mais tenso, com ciúmes, rivalidades e ressentimentos surgindo entre elas. McBurney acredita que consegue controlar a situação, mas sua manipulação acaba provocando consequências inesperadas. O que começa como uma história de sobrevivência transforma-se em um perigoso jogo psicológico, no qual o soldado ferido passa de protegido a prisioneiro.

Comentários: 
O Estranho que Nós Amamos é um dos filmes mais diferentes da parceria entre Clint Eastwood e Don Siegel e ocupa uma posição bastante particular dentro da carreira do ator. Em vez do western tradicional ou do policial de ação, Eastwood interpreta John McBurney, um homem ferido, manipulador e moralmente ambíguo. Don Siegel utiliza o isolamento do internato para criar uma atmosfera de tensão crescente, fazendo com que quase toda a ação aconteça em um espaço limitado e aparentemente protegido. Geraldine Page apresenta uma atuação intensa como Martha Farnsworth, enquanto Elizabeth Hartman interpreta Edwina, uma personagem que desenvolve sentimentos cada vez mais fortes pelo soldado. Jo Ann Harris também se destaca como Carol, contribuindo para o clima de competição e desconfiança que domina a narrativa. A fotografia de Bruce Surtees e a trilha sonora de Lalo Schifrin reforçam o caráter sombrio da produção. 

A recepção inicial foi bastante dividida, mas o filme ganhou uma reputação muito mais favorável com o passar dos anos. A obra chegou a ser vista inicialmente como um thriller incomum e provocador, mas avaliações posteriores passaram a reconhecer sua complexidade psicológica e sua atmosfera de suspense. O filme também foi importante por marcar a terceira colaboração entre Eastwood e Siegel, depois de Meu Nome é Coogan e Os Abutres Têm Fome, e antes de Perseguidor Implacável e Fuga de Alcatraz. Hoje, The Beguiled é frequentemente considerado um dos trabalhos mais interessantes e subestimados de Siegel. Sua combinação de guerra, drama psicológico, suspense e relações de poder faz com que a história permaneça perturbadora mesmo décadas depois. Clint Eastwood também demonstra aqui uma faceta diferente de sua persona cinematográfica, interpretando um personagem que não pode ser simplesmente classificado como herói. O filme acabou ganhando status de cult e continua despertando interesse entre admiradores do ator, do diretor e do cinema americano dos anos 1970.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Dez Segundos de Perigo

Título no Brasil: Dez Segundos de Perigo
Título Original: Junior Bonner
Ano de Lançamento: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: ABC Pictures / Solar Productions
Direção: Sam Peckinpah
Roteiro: Jeb Rosebrook
Elenco: Steve McQueen, Robert Preston, Ida Lupino, Joe Don Baker, Ben Johnson, Barbara Leigh, Mary Murphy e Dub Taylor.

Sinopse: 
Junior “J.R.” Bonner é um experiente cavaleiro de rodeio que retorna à sua cidade natal, Prescott, no Arizona, para participar novamente das comemorações e competições do Frontier Days. Depois de passar anos viajando pelo circuito de rodeios, ele reencontra sua família e descobre que muita coisa mudou durante sua ausência. Seu pai, Ace Bonner, continua sendo um homem impulsivo e sonhador, enquanto seu irmão Curly transformou-se em um ambicioso empresário do setor imobiliário. Curly pretende demolir a antiga propriedade da família para construir um empreendimento de casas móveis, provocando conflitos entre os irmãos. Ao mesmo tempo, Junior decide participar de uma perigosa competição contra Sunshine, um enorme touro praticamente invencível. Para ele, o desafio representa não apenas uma oportunidade de ganhar dinheiro, mas também uma maneira de reafirmar sua identidade e seu lugar naquele mundo. Enquanto se prepara para o rodeio, Junior tenta lidar com os problemas da família e com a sensação de que a vida que conhecia está desaparecendo rapidamente.

Comentários: 
Junior Bonner ocupa uma posição bastante particular na carreira de Sam Peckinpah, conhecido principalmente por seus violentos westerns e filmes de ação. Aqui, porém, o diretor optou por uma história muito mais tranquila e intimista, concentrada em um personagem que representa um tipo de homem do Oeste que está desaparecendo. Steve McQueen interpreta Junior com uma atuação contida, utilizando principalmente seu carisma e presença física para transmitir a personalidade do personagem. Robert Preston e Ida Lupino também se destacam como os pais de Junior, enquanto Joe Don Baker interpreta o irmão Curly, responsável por grande parte dos conflitos familiares. As sequências do rodeio foram filmadas durante o verdadeiro Frontier Days de Prescott e apresentam uma combinação de fotografia em câmera lenta, teleobjetivas e montagem rápida característica de Peckinpah. O Turner Classic Movies destaca justamente o contraste entre a ação dos rodeios e o caráter contemplativo da história familiar. O resultado é um filme de rodeio que utiliza o esporte como pano de fundo para falar sobre mudanças, envelhecimento, família e o desaparecimento de uma determinada maneira de viver.

A recepção inicial foi bastante variada e o filme não encontrou o mesmo sucesso comercial de outros trabalhos de McQueen e Peckinpah. Roger Ebert, em sua crítica de 1972, considerou que a história tinha pouco desenvolvimento e afirmou que o filme não conseguia funcionar plenamente como um todo, apesar de reconhecer o interesse das cenas de rodeio e do elenco. Com o passar dos anos, porém, a avaliação da obra mudou consideravelmente. O Rotten Tomatoes registra atualmente 92% de aprovação da crítica, enquanto críticas posteriores passaram a destacar a atuação de McQueen e a abordagem mais humana de Peckinpah. O Turner Classic Movies observa que o filme é, essencialmente, um estudo de personagem e um retrato melancólico de uma figura tradicional do Oeste enfrentando um mundo em transformação. A produção também é lembrada pela fotografia de Lucien Ballard e pela música de Jerry Fielding, além da presença de Ben Johnson, ele próprio um conhecido campeão de rodeio. Hoje, Junior Bonner é frequentemente redescoberto como uma obra mais sensível e pessoal de Peckinpah, e como um dos trabalhos em que Steve McQueen teve a oportunidade de interpretar um personagem menos associado à ação convencional.

Erick Steve. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O Nono Mandamento

Título no Brasil: O Nono Mandamento
Título Original: Strangers When We Meet
Ano de Lançamento: 1960
País: Estados Unidos
Estúdio: Bryna Productions
Direção: Richard Quine
Roteiro: Evan Hunter
Elenco: Kirk Douglas, Kim Novak, Walter Matthau, Ernie Kovacs, Barbara Rush, Virginia Bruce

Sinopse:
Larry Coe (Kirk Douglas) é um arquiteto bem sucedido. Ele mora com a esposa e filhos em um bairro elegante de Los Angeles. Ao levar o filho para tomar o ônibus escolar ele conhece casualmente Margareth (Kim Novak), mãe de um dos alunos que também estuda na mesma escola. Logo surge uma forte atração entre eles, o problema é que ambos são casados e isso vai despertar não apenas uma paixão avassaladora, como também uma série de problemas familiares e sociais. 

Comentários:
Filme excelente, um drama romântico que discute a questão do divórcio, das relações fora do casamento e do próprio desgaste que um relacionamento de longa data pode causar. Mostra porque tantas pessoas são infelizes em seus matrimônios. No caso temos um homem e uma mulher que são mais do que infelizes em seus casamentos, mesmo tentando manter as falsas aparências na sociedade. Quando se conhecem se apaixonam, mas ficam presos às convenções sociais. O estigma do adultério passa a rondar esse novo romance. A questão toda é discutida com extrema elegância por esse roteiro. Kirk Douglas segue seu tipo habitual, com muita jovialidade, mas quem se sai melhor no quesito atuação é mesmo a atriz Kim Novak. Sua personagem é bem ambígua, sedutora, mas ao mesmo tempo reservada. Adúltera, mas tentando salvar um casamento falido. Cheia de culpas pessoais, mas igualmente muito apaixonada! No final quem ganha mesmo é o espectador pois esse é um dos melhores filmes sobre o tema. Tudo levado em um clima adulto e sem falsos moralismos, típicos daquela época em que o filme foi produzido. Merece todos os meus aplausos! 

Pablo Aluísio.

San Francisco - A Cidade do Pecado

Título no Brasil: San Francisco - A Cidade do Pecado
Título Original: San Francisco
Ano de Lançamento: 1936
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: W.S. Van Dyke
Roteiro: Anita Loos, Robert E. Hopkins
Elenco: Clark Gable, Jeanette MacDonald, Spencer Tracy, Jack Holt, Jessie Ralph, Ted Healy

Sinopse:
A história do filme se passa no ano de 1906, na cidade de San Francisco, na Califórnia. Uma jovem cantora cai nas graças do público e passa a ser disputada entre um rico empresário da cidade e um agente de novos talentos que deseja a todo custo assinar um contrato de exclusividade com ela. Filme premiado no Oscar na categoria de Melhor Som (Douglas Shearer). 

Comentários:
Clark Gable não queria fazer esse filme. Era praticamente um musical e Gable não se sentia confortável nesse gênero cinematográfico. Além disso ele não gostava de San Francisco. Boatos maliciosos da época diziam que ele havia dito as seguintes frases: "Não quero ir para San Francisco. Odeio esse lugar! É uma cidade cheia de homossexuais!". Pura homofobia, claro, se a frase for verdadeira. De qualquer forma ele estava preso a um contrato com a poderosa MGM e não poderia recusar. Assim engoliu todas as suas opiniões negativas sobre a cidade, fez as malas e foi para San Francisco rodar a película. É um filme divertido, mas devo dizer que faltou mesmo uma grande estrela feminina no elenco, alguém como Marilyn Monroe, por exemplo. E Gable, vamos ser sinceros, não pareceu mesmo muito interessado no filme. Está no controle remoto. Enfim, hoje em dia, vale como curiosidade da cinamotografia musical dos anos 1930 e por ter Gable no elenco. Nada muito além disso. 

Pablo Aluísio.

domingo, 4 de outubro de 2026

Eleição

Título no Brasil: Eleição
Título Original: Election
Ano de Produção:1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Tom Perrotta, Alexander Payne
Elenco: Matthew Broderick, Reese Witherspoon, Chris Klein, Jessica Campbell, Mark Harelik, Phil Reeves

Sinopse:
A vida do professor Jim McAllister (Matthew Broderick) se torna bem complicada quando ele resolve organizar as eleições estudantis em uma escola de ensino médio (High School, nos Estados Unidos). Uma das candidatas, a aluna Tracy Flick (Reese Witherspoon), se torna obcecada em vencer, transformando a vida de Jim em um verdadeiro inferno, ao estilo escolar!

Comentários:
Gostei bastante desse filme juvenil que conta com um elenco muito bom, a começar pela presença de Matthew Broderick. Na década anterior ele ficou conhecido por estrelar "Curtindo a Vida Adoidado", considerado por muitos como o melhor de seu estilo. Aqui ele volta para a escola, mas não como aluno que mata aulas, mas sim como um jovem professor que precisa lidar com a maluquinha aluna interpretada por Reese Witherspoon. Poucas vezes a vi em um papel tão adequado, já que Reese tem esse tipo mesmo, a de ser obcecada em vencer de qualquer jeito. Na própria carreira de atriz em Hollywood ela é bem conhecida por ter esse tipo de personalidade. Ainda bem jovenzinha, ela já demonstrava ter um talento diferenciado. Então tudo caiu como uma luva. O filme é bem produzido, dirigido e roteirizado e conseguiu para surpresa geral arrancar uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor roteiro Adaptado. Quem diria que uma comédia juvenil iria tão longe, em uma categoria tão nobre da Academia? Pois é... Foi algo bem surpreendente mesmo.

Pablo Aluísio.

Candidato Aloprado

Título no Brasil: Candidato Aloprado
Título Original: Man of the Year
Ano de Lançamento: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures / Morgan Creek Productions
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Barry Levinson
Elenco: Robin Williams, Christopher Walken, Laura Linney, Lewis Black, Jeff Goldblum, David Alpay, Tina Fey e Amy Poehler.

Sinopse:
Tom Dobbs, interpretado por Robin Williams, é um famoso apresentador de televisão conhecido por seu programa de sátira política, no qual comenta os acontecimentos de Washington com muito humor e irreverência. Depois de ser provocado por um espectador durante uma de suas apresentações, Dobbs decide, quase como uma brincadeira, lançar sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos. Para surpresa de todos, sua campanha começa a conquistar milhões de eleitores cansados da política tradicional. Com uma plataforma baseada no humor, na crítica aos políticos profissionais e na promessa de falar diretamente com o cidadão comum, Dobbs transforma-se rapidamente em um fenômeno nacional. Entretanto, depois da eleição, a empresa responsável pelo sistema eletrônico de votação descobre um problema que pode ter alterado os resultados. A personagem de Laura Linney, Eleanor Green, funcionária da empresa, começa a investigar a situação e percebe que a suposta vitória de Dobbs pode ter sido causada por uma falha no sistema. O que começa como uma sátira política transforma-se gradualmente em um thriller sobre eleições, tecnologia, corrupção e democracia.

Comentários:
Man of the Year recebeu uma reação crítica bastante dividida quando chegou aos cinemas americanos em outubro de 2006. O The New York Times, em crítica de A. O. Scott, reconheceu a energia de Robin Williams e a inteligência de alguns momentos da sátira política, mas considerou que o filme não conseguia decidir se queria ser uma comédia política ou um thriller sobre fraude eleitoral. A revista Variety também observou essa mudança de tom como um dos principais problemas da produção, embora elogiasse a presença de Williams e a direção de Barry Levinson. O Los Angeles Times considerou a premissa bastante promissora, especialmente por explorar a crescente desconfiança dos americanos em relação aos políticos e aos sistemas eleitorais, mas criticou a maneira como o roteiro abandona parte da comédia para desenvolver sua trama de suspense. A revista Entertainment Weekly destacou que Williams funcionava melhor quando podia improvisar e utilizar seu conhecido estilo de humor, enquanto a história ficava menos convincente quando tentava assumir um tom mais sério. Christopher Walken também recebeu elogios por sua participação como Jack Menken, empresário e produtor do programa de Dobbs. Laura Linney, por sua vez, foi considerada uma presença dramática importante, especialmente nas cenas em que sua personagem começa a perceber a dimensão do problema envolvendo as máquinas de votação.

O principal problema apontado pelos críticos foi justamente a estrutura do filme. A primeira metade funciona como uma sátira relativamente leve sobre a política americana, com Robin Williams interpretando um candidato que representa a frustração do eleitor comum com Washington. A segunda metade transforma-se praticamente em um suspense conspiratório, criando uma mudança de gênero que muitos críticos consideraram brusca. O Washington Post observou que a ideia de um apresentador de televisão transformando-se em candidato presidencial possuía enorme potencial satírico, mas que o roteiro não explorava completamente as possibilidades oferecidas pela premissa. Apesar disso, o filme ganhou interesse retrospectivo por abordar temas que se tornariam cada vez mais relevantes na política americana: a influência da televisão, a transformação de celebridades em figuras políticas, a desconfiança em relação às instituições e os riscos associados à votação eletrônica. Robin Williams constrói Tom Dobbs como uma espécie de mistura entre apresentador de talk show, comediante e político populista, aproveitando sua enorme capacidade de improvisação. Embora Candidato Aloprado não tenha alcançado o mesmo prestígio de outros trabalhos de Barry Levinson ou de Robin Williams, atualmente é lembrado como uma produção curiosamente premonitória sobre a relação entre entretenimento, política e tecnologia. Para os admiradores de Williams, permanece ainda como um dos últimos filmes em que o ator pôde explorar plenamente sua persona de comediante antes de assumir papéis cada vez mais dramáticos em seus trabalhos posteriores.

Pablo Aluísio.