quarta-feira, 8 de julho de 2026

Manson

Título no Brasil: Manson
Título Original: Manson
Ano de Lançamento: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Merrick International
Direção: Robert Hendrickson, Laurence Merrick
Roteiro: Robert Hendrickson, Laurence Merrick
Elenco: Charles Manson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel, Leslie Van Houten, Lynette 'Squeaky' Fromme

Sinopse:
Intitulado originalmente de "Manson (1973) - Welcome to the Family Cult", esse filme é um documentário sobre o assassino Charles Manson e seus seguidores, que se denominavam "A família Manson". Os diretores foram até o rancho onde os membros dessa seita ainda moravam e entrevistou vários deles, pelo menos os que ainda não tinham sido presos pelos crimes cometidos por Manson. 

Comentários:
Muito interessante esse documentário. Esse filme foi produzido ainda no calor dos acontecimentos. Esses diretores tiveram bastante coragem porque foram até o ninho da serpente, no rancho Spahn, onde ainda moravam os seguidores remanescentes da família Manson. Um bando de hippies drogados e malucos que ainda afirmavam que Manson era Jesus Cristo, mesmo após ele ser condenado pelas mortes da atriz Sharon Tate e demais vítimas daqueles crimes infames. Dentre esses depoimentos dessa gente fanatizada o que mais me impressionou foi a da tal de 'Squeaky'. Uma garota ruivinha, bem bonitinha, que foi uma das primeiras seguidoras de Manson. Com arma na mão, ela ainda estava cheia de LSD na cuca, falando todo tipo de atrocidades e barbaridades. Para ela, Manson era sem nenhuma dúvida o próprio Cristo que voltou à Terra conforme havia prometido depois da crucificação. Esse documentário captou até onde vai a mente humana depois de uma enorme lavagem cerebral. Uma grande lição de história que infelizmente ainda iria se repetir em outras seitas e cultos ao longo dessas últimas décadas. 

Pablo Aluísio.

Muralhas do Pavor

Título no Brasil: Muralhas do Pavor
Título Original: Tales of Terror
Ano de Lançamento: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures
Direção: Roger Corman
Roteiro: Richard Matheson
Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Basil Rathbone, Debra Paget, Maggie Pierce, Leona Gage

Sinopse:
O filme é uma antologia de terror composta por três histórias baseadas em contos de Edgar Allan Poe. No primeiro segmento, “Morella”, um homem retorna à casa de seu pai e confronta um passado marcado por morte e obsessão. No segundo, “The Black Cat”, acompanhamos um enredo mais irônico e macabro envolvendo rivalidade, alcoolismo e assassinato. Já no terceiro, “The Facts in the Case of M. Valdemar”, um experimento de hipnose ultrapassa limites éticos e mergulha no sobrenatural. As três histórias exploram temas como loucura, vingança e morte, com forte atmosfera gótica.

Comentários:
Lançado em 1962, Tales of Terror foi bem recebido dentro do circuito de filmes de terror da época, especialmente pelos fãs do gênero. A revista Variety destacou o estilo característico de Roger Corman e a fidelidade ao clima das obras de Edgar Allan Poe, enquanto outros críticos elogiaram a atuação de Vincent Price, que se consolidava como um dos grandes ícones do terror clássico. O filme teve bom desempenho comercial dentro de seu orçamento modesto e ajudou a fortalecer a série de adaptações de Poe realizadas por Corman nos anos 1960. Com o passar do tempo, tornou-se um título cult, lembrado pela combinação de humor negro e horror atmosférico, além do encontro memorável entre Vincent Price e Peter Lorre. Hoje, é considerado uma peça importante do cinema de terror clássico e uma das adaptações mais interessantes da obra de Edgar Allan Poe.

Erick Steve. 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Rio Grande

Rio Grande 
O filme Rio Grande (Rio Grande) foi lançado em 15 de novembro de 1950, dirigido por John Ford e estrelado por John Wayne, Maureen O'Hara, Ben Johnson, Claude Jarman Jr., Harry Carey Jr. e Victor McLaglen. Baseado no conto Mission with No Record, de James Warner Bellah, o filme acompanha o tenente-coronel Kirby Yorke, comandante de um destacamento da Cavalaria dos Estados Unidos estacionado na fronteira com o México. Enquanto enfrenta constantes ataques de grupos apaches que atravessam a fronteira, Yorke precisa lidar com um problema pessoal: seu filho Jeff alista-se no mesmo regimento sem seu consentimento. Pouco depois, sua esposa Kathleen chega ao forte para tentar levar o rapaz de volta para casa, reacendendo antigas tensões familiares. Em meio às campanhas militares, o oficial tenta conciliar seu dever como comandante com os conflitos de sua vida particular. O filme combina ação, drama familiar e romance, encerrando a célebre "Trilogia da Cavalaria" de John Ford, iniciada com Fort Apache e continuada por She Wore a Yellow Ribbon.

Quando foi lançado, Rio Grande recebeu uma recepção crítica bastante positiva. O The New York Times elogiou o filme por sua combinação equilibrada entre ação militar e drama humano, destacando a direção segura de John Ford. O Los Angeles Times ressaltou a química entre John Wayne e Maureen O'Hara, considerando que ambos entregavam algumas de suas melhores atuações juntos. A revista Variety classificou o longa como “um western vigoroso, emocionante e visualmente magnífico”, elogiando especialmente a fotografia e o retrato da Cavalaria americana. Muitos críticos observaram que, embora a história fosse mais intimista do que a dos dois filmes anteriores da trilogia, Ford mantinha seu domínio absoluto sobre o gênero. Também receberam elogios a trilha sonora e as canções interpretadas pelo grupo The Sons of the Pioneers, que ajudam a reforçar o clima nostálgico da narrativa. A recepção geral foi amplamente favorável, consolidando o filme como mais um sucesso do diretor.

Embora Rio Grande não tenha recebido indicações ao Oscar, a crítica reconheceu rapidamente sua importância dentro da filmografia de John Ford. Publicações como The New Yorker destacaram a habilidade do diretor em transformar uma simples história militar em um drama familiar repleto de emoção. Muitos estudiosos também elogiaram a forma como Ford explorou valores como honra, dever, família e reconciliação. A interpretação de John Wayne foi considerada uma das mais maduras de sua carreira até então, revelando um personagem mais vulnerável do que o habitual. O relacionamento entre Wayne e Maureen O'Hara tornou-se um dos casais mais memoráveis do western clássico. Ao longo das décadas, Rio Grande passou a ser visto como um dos grandes exemplos da capacidade de Ford de unir espetáculo visual e profundidade emocional. Hoje, é frequentemente lembrado como o encerramento perfeito da Trilogia da Cavalaria.

Do ponto de vista comercial, Rio Grande foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido pela Republic Pictures com um orçamento relativamente modesto, o filme arrecadou excelentes resultados nos Estados Unidos e em diversos mercados internacionais. A combinação entre John Ford e John Wayne já era uma garantia de público, e o retorno de Maureen O'Hara ao lado de Wayne despertou grande interesse dos espectadores. As cenas de combate, as belas paisagens filmadas em Utah e a mistura de ação com romance conquistaram tanto os fãs do western quanto o público em geral. O filme permaneceu por muitos anos em exibições televisivas e posteriormente tornou-se presença constante em coleções de cinema clássico. Seu êxito financeiro consolidou ainda mais a reputação da parceria entre Ford e Wayne como uma das mais importantes da história de Hollywood.

Atualmente, Rio Grande é considerado um dos maiores westerns já produzidos. Embora muitos críticos apontem The Searchers como a obra-prima absoluta da parceria entre Ford e Wayne, Rio Grande permanece entre seus trabalhos mais queridos pelo público. A direção elegante, a fotografia em preto e branco de Russell Harlan e o excelente equilíbrio entre aventura, romance e drama familiar continuam sendo amplamente elogiados. A química entre John Wayne e Maureen O'Hara tornou-se lendária, influenciando diversos casais do cinema western nas décadas seguintes. Além disso, o filme é frequentemente citado como um dos retratos mais humanos da Cavalaria americana realizados por John Ford. Mais de setenta anos após seu lançamento, Rio Grande continua sendo uma referência indispensável do western clássico e uma das obras mais emocionantes da Era de Ouro de Hollywood.

Rio Grande (Rio Grande, Estados Unidos, 1950) Direção: John Ford / Roteiro: James Kevin McGuinness, baseado no conto Mission with No Record, de James Warner Bellah / Elenco: John Wayne, Maureen O'Hara, Ben Johnson, Claude Jarman Jr., Harry Carey Jr. e Victor McLaglen /
Sinopse: Um comandante da Cavalaria americana enfrenta ataques apaches na fronteira com o México enquanto tenta reconstruir seu relacionamento com a esposa e orientar o filho, recém-incorporado ao seu próprio regimento.

Erick Steve e Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

RoboCop

RoboCop
RoboCop foi lançado em 17 de julho de 1987, dirigido por Paul Verhoeven e estrelado por Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Ronny Cox e Kurtwood Smith. Ambientado em uma Detroit futurista dominada pelo crime e pela privatização das instituições públicas, o filme acompanha o policial Alex Murphy, brutalmente ferido em serviço e posteriormente transformado em um ciborgue experimental por uma poderosa corporação. O ponto de partida da narrativa surge quando essa nova entidade, programada para combater o crime com eficiência absoluta, começa a recuperar fragmentos de memória e identidade humana. A partir dessa premissa, o longa constrói uma mistura de ficção científica, ação violenta e sátira social, explorando temas como desumanização tecnológica, corrupção corporativa e a fragilidade da consciência individual. 

Na época de seu lançamento, RoboCop recebeu uma reação crítica amplamente positiva, surpreendendo parte da imprensa que esperava apenas mais um filme de ação violento. O The New York Times destacou que o longa era “muito mais inteligente do que sua superfície sangrenta sugere”, elogiando a combinação entre espetáculo e comentário social. O Los Angeles Times ressaltou a direção irônica de Verhoeven, observando que o filme funcionava simultaneamente como entretenimento visceral e sátira mordaz da cultura corporativa e midiática. A performance contida de Peter Weller também foi mencionada como elemento essencial para dar humanidade a um personagem mecanizado.

A revista Variety descreveu o filme como “uma ficção científica brutal, porém surpreendentemente sofisticada”, apontando que o humor negro e a crítica política elevavam a produção acima do padrão do gênero. O The New Yorker observou que a violência estilizada era usada de forma deliberadamente exagerada, quase caricatural, reforçando o tom satírico da obra. Embora alguns críticos tenham considerado o nível de violência excessivo, o consenso geral foi claramente positivo, reconhecendo RoboCop como uma produção ousada que combinava ação comercial com reflexão social incomum para Hollywood nos anos 1980.

No aspecto comercial, RoboCop foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 13 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 53 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 50 milhões adicionais no mercado internacional, alcançando cerca de US$ 100 milhões mundialmente. O forte desempenho financeiro transformou o personagem em franquia multimídia, gerando continuações, séries televisivas, animações e ampla linha de produtos. O sucesso também consolidou Paul Verhoeven em Hollywood e demonstrou o potencial comercial da ficção científica com tom adulto e satírico.

Com o passar do tempo, RoboCop tornou-se um clássico cult e crítico do cinema de ficção científica. Hoje é frequentemente citado entre os filmes mais importantes do gênero nos anos 1980, admirado por sua mistura singular de violência gráfica, humor ácido e comentário político. A obra é estudada como exemplo de sátira distópica sobre capitalismo, mídia sensacionalista e militarização policial. Mesmo décadas depois, continua influente estética e tematicamente, sendo lembrada como uma das produções mais marcantes da carreira de Verhoeven e uma das representações mais icônicas do policial futurista no cinema.

RoboCop (RoboCop, Estados Unidos, 1987) Direção: Paul Verhoeven / Roteiro: Edward Neumeier e Michael Miner / Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Ronny Cox, Kurtwood Smith, Miguel Ferrer / Sinopse: Um policial mortalmente ferido é transformado em um ciborgue de combate ao crime, mas fragmentos de sua antiga humanidade emergem e o colocam em conflito com a corporação que controla sua existência.

Erick Steve. 

RoboCop 2

RoboCop 2
RoboCop 2 (RoboCop 2) foi lançado em 22 de junho de 1990, dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Tom Noonan e Belinda Bauer. Sequência direta do sucesso de 1987, o filme retorna à Detroit futurista marcada por criminalidade extrema, colapso urbano e domínio corporativo sobre as instituições públicas. A narrativa acompanha a continuidade da atuação do policial ciborgue Alex Murphy, agora enfrentando uma nova ameaça ligada ao tráfico de uma droga devastadora e aos experimentos de uma corporação que busca aperfeiçoar o controle tecnológico sobre a polícia. O ponto de partida dramático acontece quando surge um projeto alternativo de aplicação da tecnologia RoboCop, colocando em risco tanto a cidade quanto a própria identidade do protagonista. A partir dessa premissa, o filme amplia a escala da ação e da sátira social, mantendo o suspense sobre as consequências finais desse confronto entre humanidade e máquina.

No momento de seu lançamento, RoboCop 2 recebeu uma reação crítica mista da imprensa americana. O The New York Times observou que a continuação possuía energia visual e violência intensa, mas carecia da surpresa intelectual e do equilíbrio satírico do filme original. Ainda assim, o jornal reconheceu que havia momentos de humor negro e comentário social característicos do universo criado anteriormente. O Los Angeles Times destacou o aumento da escala de ação e efeitos especiais, embora tenha apontado que o tom parecia mais próximo de um espetáculo convencional de ficção científica do que de uma sátira provocativa.

A revista Variety avaliou o longa como uma sequência comercialmente eficiente, porém menos sofisticada, ressaltando que o roteiro — com participação de Frank Miller — trazia ideias sombrias interessantes, mas execução irregular. O The New Yorker comentou que o excesso de violência gráfica e de subtramas diluía o impacto emocional presente no primeiro filme. Parte da crítica elogiou a performance contínua de Peter Weller e a expansão do universo distópico, enquanto outra parte considerou que o filme priorizava o espetáculo em detrimento da reflexão. O consenso geral foi dividido, reconhecendo qualidades pontuais, mas sem o mesmo entusiasmo crítico do original.

No aspecto comercial, RoboCop 2 apresentou desempenho sólido nas bilheterias, embora inferior ao primeiro longa. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 35 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 45 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 45 milhões adicionais no mercado internacional, alcançando cerca de US$ 90 milhões mundialmente. Esses números confirmaram a força da marca RoboCop junto ao público e garantiram a continuidade da franquia em diferentes mídias. Apesar de não repetir o impacto cultural do original, o resultado financeiro foi considerado satisfatório para uma sequência de grande orçamento no início dos anos 1990.

Com o passar do tempo, RoboCop 2 passou a ser visto como uma sequência cult irregular, mas relevante dentro da ficção científica distópica. Críticos contemporâneos tendem a valorizar mais seus elementos sombrios, a crítica social ampliada e certas escolhas ousadas de roteiro, mesmo reconhecendo problemas de ritmo e tom. O filme também ganhou interesse entre fãs de quadrinhos e do trabalho de Frank Miller, que trouxe uma visão mais pessimista e violenta para o universo. Hoje, é lembrado como um capítulo imperfeito, porém importante, da trilogia original e como reflexo do endurecimento estético do cinema de ação do período.

RoboCop 2 (RoboCop 2, Estados Unidos, 1990) Direção: Irvin Kershner / Roteiro: Walon Green e Frank Miller (baseado nos personagens criados por Edward Neumeier e Michael Miner) / Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Tom Noonan, Belinda Bauer, Gabriel Damon / Sinopse: Enquanto combate o crime em uma Detroit dominada por drogas e corrupção corporativa, um policial ciborgue enfrenta um novo projeto tecnológico que ameaça sua identidade e o futuro da cidade.

Erick Steve. 

domingo, 5 de julho de 2026

RoboCop 3

RoboCop 3
RoboCop 3 (RoboCop 3) foi lançado em 5 de novembro de 1993, dirigido por Fred Dekker e estrelado por Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle e Jill Hennessy. Terceiro capítulo da franquia iniciada em 1987, o filme retorna à Detroit futurista dominada por criminalidade, colapso social e controle corporativo exercido pela poderosa OCP. A narrativa acompanha a continuidade da missão do policial ciborgue responsável por proteger civis em meio a políticas violentas de remoção urbana e militarização das forças de segurança. O ponto de partida dramático surge quando moradores de uma comunidade ameaçada de despejo entram em conflito direto com interesses corporativos, colocando o protagonista diante de escolhas morais que desafiam sua programação. A partir dessa premissa, o longa amplia o escopo político e tecnológico da série, desenvolvendo uma história de resistência, identidade e justiça sem antecipar seus acontecimentos finais.

No momento de seu lançamento, RoboCop 3 recebeu uma reação crítica predominantemente negativa na imprensa americana. O The New York Times observou que o filme suavizava a violência e a sátira que marcaram os capítulos anteriores, resultando em uma abordagem considerada menos impactante. O jornal também apontou que a substituição do ator principal enfraquecia a continuidade emocional da franquia. Já o Los Angeles Times criticou o tom mais voltado ao público juvenil, afirmando que a produção parecia “diluída” em comparação com a intensidade dos filmes anteriores.

A revista Variety descreveu o longa como uma sequência com ambição temática, mas execução irregular, destacando efeitos especiais inconsistentes e narrativa menos coesa. O The New Yorker comentou que a crítica social permanecia presente, porém sem a ironia mordaz característica do primeiro filme. Parte da crítica reconheceu elementos interessantes, como a ênfase em resistência civil e tecnologia avançada, mas o consenso geral foi negativo, considerando o filme um encerramento fraco para a trilogia original.

No aspecto comercial, RoboCop 3 teve desempenho decepcionante nas bilheterias. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 22 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 10 milhões nos Estados Unidos, com retorno internacional apenas moderado. O resultado representou queda significativa em relação aos capítulos anteriores e contribuiu para o encerramento temporário da série no cinema. Ainda assim, o longa encontrou alguma audiência posterior no mercado de vídeo doméstico e em exibições televisivas, mantendo a presença da marca junto a fãs da ficção científica.

Com o passar do tempo, RoboCop 3 passou a ser visto como um capítulo menor, porém curioso, dentro da franquia. Críticos contemporâneos tendem a valorizar alguns de seus elementos conceituais, como a resistência popular e a tecnologia do jetpack, embora continuem apontando limitações de tom e orçamento. O filme permanece lembrado principalmente como exemplo das dificuldades de manter coerência artística em séries de longa duração. Mesmo assim, conserva interesse histórico dentro do universo RoboCop e da ficção científica dos anos 1990.

RoboCop 3 (RoboCop 3, Estados Unidos, 1993) Direção: Fred Dekker / Roteiro: Fred Dekker e Frank Miller (baseado nos personagens criados por Edward Neumeier e Michael Miner) / Elenco: Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle, Jill Hennessy, CCH Pounder / Sinopse: Em uma Detroit controlada por interesses corporativos, um policial ciborgue alia-se a civis resistentes para enfrentar políticas violentas de remoção urbana e novas ameaças tecnológicas.

Erick Steve. 

sábado, 4 de julho de 2026

Toy Story 5

Toy Story 5
O filme que lidera o ranking das maiores bilheterias atualmente é essa nova sequência de Toy Story! Esse tipo de situação me leva a algumas conclusões. O primeiro filme é de 1995 e muita água já passou por baixo dessa ponte. Obviamente, em termos de tecnologia, os avanços são enormes. Basta comparar os recursos de um computador de 95 com os atuais para bem entender isso. E Toy Story é um típico filme feito dentro de um computador. Isso me leva a concluir que primeiro, Hollywood está sem novas ideias. E segundo, a premissa dessa história parece ser irresistível, mesmo para as novas gerações. 

Paradoxalmente Toy Story é fruto de tecnologia, mas cuja essencia é bem analógica. Fala da nostalgia da infância, dos brinquedos que ficaram para trás, esquecidos. É pura saudade da infância, dos tempos das brincadeiras inocentes. Ainda assim a franquia, que não deveria mais dialogar bem com essas novas gerações que já nasceram atoladas em telas e tecnologia, consegue sobreviver e muito bem. O filme já ultrapassou a barreira dos 600 milhões em bilheteria e segue avançando. Vai ser com certeza um dos maiores sucessos do ano. Bateu a Supergirl (outra personagem do passado) e parece não retroceder no sucesso. Explicar o sucesso desse tipo de filme ainda nos dias de hoje parece ser algo bem complicado.

Toy Story 5 (Toy Story 5, Estados Unidos, 2026) Direção: McKenna Harris, Andrew Stanton / Roteiro: McKenna Harris, Andrew Stanton / Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack / Sinopse: Os personagens brinquedos de Toy Story finalmente descobrem que as crianças agora preferem jogos eletrônicos ao velho estilo de brincar de um passado que parece ter ficado para trás. 

Pablo Aluísio.

A Morte lhe Cai Bem

A Morte lhe Cai Bem
Duas mulheres que se odeiam acabam descobrindo uma espécie de elixir da vida eterna, que as impede de envelhecer e morrer. Com isso a disputa entre elas vai se acirrando, ficando mais violenta. Já que elas na prática não podem mais fazer um mal definitivo. E no meio de tudo está um homem, que no passado, foi disputado também por essas inimigas eternas! Vai acabar sobrando para ele. Com o avanço absurdo dos efeitos especiais a partir dos anos 90, tudo parecia ser possível. Até mesmo antigos roteiros que tinham ficado arquivados por anos, por ausência de tecnologia para reproduzir na tela o que era pedido, de repente entraram na linha de produção dos grandes estúdios. Esse filme assim foi produzido na empolgação dessas novas possibilidades.

No papel seria uma comédia de humor negro, com doses extras de perversidade, onde as duas protagonistas se agrediam, com farta violência, mas sem atingir realmente seus objetivos. No roteiro até poderia soar engraçado para quem curte humor mórbido. Só que na tela, deixou a desejar. Eu nunca consegui gostar desse filme. Certo, os efeitos especiais são realmente excelentes, tanto que venceram o Oscar na categoria. Só que a despeito desse farto banquete visual, há uma ausência igualmente sentida de um bom roteiro. Com um elenco desses, eu sempre achei um grande desperdício de talento. 

A Morte lhe Cai Bem (Death Becomes Her, Estados Unidos, 1992) Estúdio: Universal Pictures / Direção: Robert Zemeckis Roteiro: Martin Donovan e David Koepp / Elenco: Meryl Streep, Goldie Hawn, Bruce Willis, Isabella Rossellini, Ian Ogilvy, Adam Storke, Alaina Reed Hall / Sinopse: Duas peruas da alta sociedade descobrem um elixir que as torna eternamente belas, imunes a qualquer ataque em sua recém adquirida imortalidade! Agora a rivalidade entre elas vai subir mais alguns degraus de pura violência e malvadeza. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Cut Bank: Assassinato por Encomenda

Cut Bank: Assassinato por Encomenda 
Cut Bank é uma pequena cidadezinha do meio oeste dos Estados Unidos. Um daqueles lugares bem rurais e tranquilos, onde o tempo parece nunca passar e nada de importante acontece. Os jovens odeiam! Afinal é uma região onde nada muda, onde os mais velhos vivem sua aposentadoria, esperando a sua hora de partir. Uma tarde, um casal desses jovens está namorando e produzindo conteúdo para seu canal no Youtube. Até que filmam, por acidente, um assassinato! O carteiro da cidade é executado a tiros! Isso nunca aconteceu naquela cidade, é um crime inédito em sua história! As pessoas ficam chocadas!

O crime vai parar nas mãos do xerife local. Interpretado por John Malkovich, ele é um  daqueles policiais de cidadezinha do interior, que nunca trabalhou em um caso de homicídio antes em sua carreira! E para piorar, novas pessoas começam a aparecer mortas, o que parece ser um complexo sistema de queima de arquivo. O que diabos poderia estar acontecendo? Gostei bastante desse filme. Tem um elenco excelente, só craques da arte de interpretar. Os personagens são todos interessantes. Gente do interior, caipiras em sua essência, mas que também podem estar dispostos a pequenos e grandes golpes, afinal no mundo em que vivemos não devemos confiar em absolutamente mais ninguém. Enfim, revelar mais seria estragar as surpresas da história. O que temos aqui, no final de tudo, é um retrato com muito humor negro desses rincões americanos onde convivem boas pessoas, de boa índole, com gente sinistra que quer se dar bem, acima de tudo, até mesmo passando por cima da lei. 

Cut Bank: Assassinato por Encomenda (Cut Bank, Estados Unidos, 2014) Direção: Matt Shakman / Roteiro: Roberto Patino / Elenco: John Malkovich, Bruce Dern, Billy Bob Thornton, Liam Hemsworth / Sinopse: O carteiro de uma pequena cidade é morto a tiros. E novos crimes parecem ter relação com essa primeira execução. Para desvendar tudo um xerife inexperiente nesse tipo de crime vai ter que se virar para encontrar os culpados. 

Pablo Aluísio.

Terra de Desafios

Terra de Desafios 
O filme conta a história de um jovem americano que vai morar na Irlanda, pois seus familiares são todos irlandeses. Ele não gosta dessa mudança. A Irlanda ainda era um país muito atrasado (a história se passa nos anos 50) e rural. Ele vinha de uma grande cidade dos Estados Unidos. Assim o choque se torna inevitável. Ele odeia sua nova realidade. Não demora muito e ele passa a andar com uma dupla de pequenos marginais, caras que ganham dinheiro no mercado ilegal de apostas. Isso porém não lhe traz nem dinheiro e nem perspectivas. Era hora de tentar outra coisa. 

Então o garoto tem uma ideia: comprar revistas inglesas eróticas para revendar na pequena cidade onde vive na Irlanda. Isso, claro, vai lhe trazer problemas. Um país fortemente católico, esse tipo de publicação adulta era proibida por lá, considerado mercado ilegal. De qualquer maneira ele percebe que muita gente compra esse material por baixo dos panos, então ele começa a ganhar dinheiro de verdade. Só que seu sucesso vai despertar a inveja e a violência de seus velhos comparsas, aqueles mesmos das apostas. Um filme bom, baseado numa história real. Empreendedorismo é isso aí, mesmo que feito com revistinhas de sacanagem! 

Terra de Desafios (Turning Green, Reino Unido, 2005) Direção: Michael Aimette, John G. Hofmann / Roteiro: Michael Aimette, John G. Hofmann / Elenco: Timothy Hutton, Alessandro Nivola, Colm Meaney / Sinopse: Jovem americano que vai morar na Irlanda começa a comprar revistas eróticas inglesas para revender na pequena cidade onde vive. Só que há problemas à vista: esse tipo de mercado é proibido no país, com forte presença católica. 

Pablo Aluísio.