sábado, 11 de julho de 2026

Elvis Presley - Elvis Golden Records vol. 3

Elvis Presley - Elvis Golden Records vol. 3
Lançado em agosto de 1963, Elvis’ Golden Records Volume 3 reuniu alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley gravados entre 1960 e 1962, período que marcou seu retorno do serviço militar e sua consolidação como o maior astro da música popular americana. Diferentemente de um álbum de estúdio tradicional, trata-se de uma coletânea cuidadosamente organizada pela RCA Victor para reunir em um único LP os principais singles lançados após sua volta aos palcos e aos estúdios. O disco apresenta um Elvis artisticamente versátil, transitando entre o rock and roll, o pop, o rhythm and blues e as baladas românticas, refletindo a diversidade de sua produção naquele período. Canções como "It's Now or Never", "Are You Lonesome Tonight?", "Surrender" e "Can't Help Falling in Love" já haviam se tornado enormes sucessos antes mesmo do lançamento da coletânea. Assim, Elvis’ Golden Records Volume 3 serviu não apenas para celebrar uma sequência impressionante de hits, mas também para reafirmar o domínio de Elvis em um mercado musical que começava a passar por profundas transformações com o surgimento de uma nova geração de artistas.

A crítica especializada recebeu o álbum de maneira bastante favorável, sobretudo porque ele reunia algumas das interpretações mais marcantes da carreira de Elvis até aquele momento. A revista Billboard destacou que a coletânea era "uma demonstração da extraordinária consistência comercial de Presley", observando que poucos artistas conseguiam acumular tantos sucessos em tão curto espaço de tempo. A Variety elogiou a seleção das faixas, afirmando que o disco "oferece praticamente um catálogo dos maiores momentos do cantor desde seu retorno do Exército". No Reino Unido, a NME (New Musical Express) ressaltou que Elvis permanecia como uma referência mundial da música popular, embora reconhecesse que o cenário começava a mudar com a ascensão do rock britânico. Mesmo assim, os críticos destacavam a qualidade vocal de Presley e sua capacidade de interpretar tanto baladas quanto canções mais vigorosas com a mesma naturalidade.

Os grandes jornais americanos também avaliaram a importância da coletânea dentro da carreira do artista. O The New York Times observou que Elvis "continuava sendo um intérprete incomparável de canções populares", destacando que sua voz havia adquirido maior maturidade e controle técnico após o serviço militar. O Los Angeles Times comentou que o álbum reunia "algumas das performances mais elegantes e emocionalmente convincentes de Presley", especialmente nas baladas românticas. Décadas depois, a Rolling Stone revisitou essa fase da carreira do cantor e destacou que os sucessos presentes em Elvis’ Golden Records Volume 3 demonstram sua extraordinária capacidade de adaptação às mudanças do mercado musical sem perder sua identidade artística. A publicação observou ainda que canções como "It's Now or Never" e "Can't Help Falling in Love" se transformaram em clássicos permanentes da música popular mundial.

Do ponto de vista comercial, Elvis’ Golden Records Volume 3 foi mais um grande sucesso da carreira de Elvis Presley. O álbum alcançou posições de destaque na Billboard 200 e vendeu milhões de cópias ao longo dos anos, recebendo certificações de ouro e posteriormente de platina pela Recording Industry Association of America. O fato de reunir sucessos que já haviam liderado as paradas americanas e internacionais contribuiu decisivamente para seu excelente desempenho comercial. Muitos dos singles incluídos no álbum alcançaram o primeiro lugar na Billboard Hot 100 ou em outras importantes paradas internacionais, consolidando ainda mais o domínio de Elvis durante os primeiros anos da década de 1960. O disco tornou-se uma das coletâneas mais vendidas de sua discografia e permaneceu durante muitos anos como referência para novos fãs que desejavam conhecer os maiores sucessos dessa fase de sua carreira.

O legado de Elvis’ Golden Records Volume 3 permanece extremamente significativo dentro da história da música popular. Especialistas o consideram uma das melhores coletâneas já lançadas por Elvis Presley, justamente por reunir uma sequência impressionante de gravações que representam o auge de sua maturidade vocal e comercial. Para muitos historiadores da música, o álbum evidencia a capacidade do cantor de evoluir artisticamente sem abandonar o enorme apelo popular que sempre caracterizou sua carreira. Entre os fãs, continua sendo uma das portas de entrada mais recomendadas para conhecer o Elvis do início dos anos 1960, período em que conciliava enormes sucessos radiofônicos com sua intensa atividade cinematográfica. Mais de seis décadas após seu lançamento, Elvis’ Golden Records Volume 3 permanece como um registro indispensável da extraordinária sequência de hits que consolidou Elvis Presley como um dos maiores artistas da história da música.

Elvis Presley – Elvis’ Golden Records Volume 3 (1963)
It's Now or Never
Stuck on You
Fame and Fortune
I Gotta Know
Surrender
I Feel So Bad
Are You Lonesome Tonight?
(Marie's the Name) His Latest Flame
Little Sister
Good Luck Charm
Anything That's Part of You
She's Not You
Wild in the Country
Wooden Heart

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

The Beatles - Please Please Me

The Beatles - Please Please Me
Lançado em 22 de março de 1963, Please Please Me marcou a estreia fonográfica de The Beatles em um álbum de estúdio e deu início a uma das carreiras mais influentes da história da música popular. Gravado praticamente em um único dia — em uma longa sessão de aproximadamente treze horas nos estúdios EMI de Abbey Road, sob a produção de George Martin — o disco capturou a energia crua e contagiante das apresentações ao vivo do grupo nos clubes de Liverpool e Hamburgo. O repertório combina composições originais da dupla John Lennon e Paul McCartney com versões de clássicos do rock and roll, do rhythm and blues e do soul americano, revelando as influências que moldaram o estilo da banda. Embora ainda distante das experimentações sonoras que caracterizariam seus trabalhos posteriores, Please Please Me apresentou ao público um grupo com harmonias vocais inovadoras, enorme carisma e talento para criar melodias inesquecíveis. Seu lançamento coincidiu com o início da Beatlemania no Reino Unido, tornando-se um dos discos mais importantes da história do rock britânico.

A crítica especializada recebeu o álbum de maneira extremamente favorável. A revista New Musical Express (NME) elogiou a espontaneidade das gravações e destacou que os Beatles conseguiam transmitir para o estúdio a mesma intensidade de seus shows ao vivo. O semanário Melody Maker afirmou que o grupo possuía "uma vitalidade rara e um talento natural para criar sucessos", prevendo uma longa carreira para o quarteto. A revista Record Mirror também destacou a qualidade das interpretações e das harmonias vocais, observando que a dupla Lennon e McCartney despontava como uma das mais promissoras da música britânica. Nos Estados Unidos, onde o álbum só seria lançado posteriormente em formato diferente, a Billboard passou a acompanhar o crescimento do fenômeno Beatles, chamando atenção para o enorme sucesso comercial que a banda conquistava no Reino Unido e para o potencial de expansão internacional.

A imprensa generalista também percebeu rapidamente que havia algo extraordinário acontecendo. O The Times destacou a capacidade da banda de unir o entusiasmo do rock americano à tradição melódica inglesa. Quando os Beatles conquistaram o mercado norte-americano em 1964, jornais como o The New York Times revisitaram o álbum de estreia e ressaltaram que ele já continha os elementos fundamentais que definiriam a carreira do grupo: composições fortes, interpretações cheias de personalidade e uma química vocal incomum. O Los Angeles Times observou que "a simplicidade das gravações não diminui sua força", mas evidencia a autenticidade do quarteto. Décadas depois, a Rolling Stone descreveria Please Please Me como "um dos álbuns de estreia mais empolgantes da história do rock", destacando especialmente a performance explosiva de Lennon em "Twist and Shout", gravada ao final da longa sessão, quando sua voz já estava praticamente exaurida.

Comercialmente, Please Please Me foi um enorme sucesso. O álbum alcançou o primeiro lugar na parada britânica de LPs e permaneceu no topo por cerca de trinta semanas consecutivas, sendo substituído apenas pelo segundo álbum dos próprios Beatles, With the Beatles. O disco vendeu centenas de milhares de cópias ainda em 1963 e, ao longo das décadas, ultrapassou a marca de milhões de exemplares comercializados em todo o mundo. Os singles "Love Me Do", "Please Please Me" e "From Me to You" impulsionaram ainda mais sua popularidade e consolidaram a Beatlemania no Reino Unido antes da conquista do mercado americano. O êxito comercial do álbum transformou os Beatles na principal atração da música britânica e abriu caminho para a chamada "Invasão Britânica", que revolucionaria o mercado musical internacional a partir de 1964.

O legado de Please Please Me permanece extraordinário mais de seis décadas após seu lançamento. Historiadores da música consideram o álbum um marco fundador do rock moderno, não apenas por revelar ao mundo uma das maiores bandas de todos os tempos, mas também por demonstrar que grupos de rock poderiam escrever seu próprio repertório e construir uma identidade artística própria. Especialistas frequentemente apontam o disco como um registro autêntico da energia dos Beatles antes da fama mundial, preservando a essência de suas apresentações ao vivo. Para os fãs, ele continua sendo uma obra indispensável, repleta de juventude, entusiasmo e criatividade. Embora os Beatles tenham alcançado níveis muito maiores de sofisticação em álbuns como Rubber Soul, Revolver e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Please Please Me permanece como o ponto de partida de uma revolução musical que transformou definitivamente a história da cultura popular.

The Beatles – Please Please Me (1963)
I Saw Her Standing There
Misery
Anna (Go to Him)
Chains
Boys
Ask Me Why
Please Please Me
Love Me Do
P.S. I Love You
Baby It's You
Do You Want to Know a Secret
A Taste of Honey
There's a Place
Twist and Shout

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Wicked: Parte II

Título no Brasil: Wicked: Parte II
Título Original: Wicked: For Good
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Jon M. Chu
Roteiro: Winnie Holzman, Dana Fox
Elenco: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jeff Goldblum, Michelle Yeoh, Jonathan Bailey, Ethan Slater

Sinopse:
O maravilhoso mundo de Oz declara guerra á bruxa má! Para enfrentá-la eles escolhem Glinda (Ariana Grande) como sua defensora e protetora, mas isso não passa de uma farsa. Ela não tem realmente poderes mágicos. Nem o próprio Mágico de Oz (Goldblum) tem poderes reais. Tudo não passa de uma grande ilusão feita para enganar o bom povo daquela terra. 

Comentários:
Gostei mais do que o primeiro filme. Não apenas por trazer uma conclusão para essa história, mas também por ter uma duração mais adequada. O primeiro filme apresentou um corte longo demais. As crianças dos dias de hoje jamais iriam prestar atenção a um filme por tanto tempo. Parece que as reclamações surtiram efeito e dessa vez o estúdio cortou o que era desnecessário, deixando apenas o que importa. Assim temos maior fluidez nos acontecimentos. Os personagens mais tradicionais do Mágico de Oz surgem no filme, mas apenas de forma incidental. Dorothy e seus companheiros estão lá (seria impossível ignorar) mas nunca aparecem de frente, como protagonistas. Isso me fez questionar se não teria sido melhor fazer um novo filme do Mágico de Oz. Espero que isso venha a acontecer... algum dia. 

Pablo Aluísio.

Minions & Monstros

Título no Brasil: Minions & Monstros
Título Original: Minions & Monsters
Ano de Lançamento: 2026
País: França, Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Pierre Coffin
Roteiro: Pierre Coffin, Brian Lynch
Elenco: Pierre Coffin, Trey Parker, Allison Janney

Sinopse:
Os Minions estão em apuros! Agora, nessa nova aventura estrelada por essas simpáticas criaturinhas, sem juízo e sem freios, eles vão ter que enfrentar os mais diferentes tipos de monstros! Uma coisa parece certa: a diversão estará garantida para as crianças!

Comentários:
Não tem jeito! Vivemos a era de ouro das animações, pelo menos do ponto de vista comercial. Veja o caso desse novo filme. Ele está em primeiro lugar nas bilheterias mundiais! E chegou ao topo depois de tirar outra animação de lá, a nova aventura de Toy Story (o quinto filme da marca). Parece ser o tipo de produção mais lucrativa que existe atualmente, até porque os pais levam seus filhos ao cinema, aumentando ainda mais o número de espectadores. E como as crianças estão de férias, temos a tempestade perfeita! A boa notícia é que são filmes muito divertidos. Os Minions surgiram no cinema como coadjuvantes em "Meu Malvado Favorito". As crianças adoraram tanto que agora eles possuem sua própria linha de filmes, sua própria franquia. E o mais curioso de tudo é que na verdade os Minions são franceses e não americanos! Para os donos de cinema e de lojas de brinquedos (onde também são líderes de vendas) isso tem pouca importância. O que vale a pena mesmo são os lucros que vão surgindo a cada novo filme. Um brinde aos amarelinhos! 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Sem Deixar Vestígios

Título no Brasil: Sem Deixar Vestígios 
Título Original: Boneyard
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: Avail Films
Direção: Asif Akbar
Roteiro: Asif Akbar
Elenco: 50 Cent, Mel Gibson, Brian Van Holt

Sinopse:
Um cemitério clandestino é descoberto em um vasto campo no Texas. Dezenas de corpos. A perícia forense descobre que foram todos assassinados, o que leva os policiais a uma busca mal coordenada por um serial killer que estaria agindo naquela região. História baseada em fatos reais. 

Comentários:
Eu já conhecia essa história de um documentário que foi lançado recentemente pela Netflix. Pena que esse filme convencional seja tão fraco, apesar da história em si ter muito potencial para o cinema. Pelo visto faltaram vários elementos cruciais: um bom diretor, um roteiro bem escrito, orçamento digno, elenco capaz, etc. Eu não consigo entender essa insistência de Hollywood com esse rapper 50 Cent. Ele não é ator, não consegue falar uma linha de diálogo que seja convincente. Não serve nem para peças teatrais amadoras. O único nome de peso do elenco é Mel Gibson, mas não se engane, ele tem apenas uma participação especial interpretando um "especialista em assassinos em série". No final ele não faz muita diferença nesse filme realmente ruim. A conclusão da história é inconclusiva, o que vai deixar muita gente insatisfeita. Enfim, uma série de erros. Mais uma boa história desperdiçada por ter caido nas mãos erradas. 

Pablo Aluísio.

Protocolo de Auschwitz

Título no Brasil: Protocolo de Auschwitz
Título Original: The Auschwitz Report
Ano de Lançamento: 2021
País: Alemanha, República Tcheca
Estúdio: Agresywna Banda
Direção: Peter Bebjak
Roteiro: Peter Bebjak, Tomás Bombík
Elenco: Noel Czuczor, Peter Ondrejicka, Florian Panzner

Sinopse:
Dois prisioneiros judeus planejam uma fuga desesperada do campo de concentração alemão de Auschwitz, durante a segunda guerra mundial. Eles planejam fugir para denunciar o que estaria ocorrendo dentro daquele lugar. Vai ser um momento crucial em suas vidas, de luta por justiça. 

Comentários: 
A história desse filme foi baseada em fatos históricos reais e demonstra bem que durante a guerra poucas autoridades pareciam dispostas e ajudar o povo judeu, naquele momento sofrendo as atrocidades do holocausto. Aqui temos dois prisioneiros que planejam uma fuga até mesmo simples, se escondendo em toras de madeira que eram enviados para fora de Auschwitz. Quando os guardas descobrem que eles sumiram começa uma política de torturas contra os demais prisioneiros de sua ala. Era algo do protocolo do campo de concentração. Se um prisioneiro fugisse, todos os demais iriam pagar por essa fuga. Pura covardia, bem típica da perversidade inerente ao regime nazista. Apesar de ser um filme com orçamento modesto, conta bem sua história. Pena que mesmo com tanto esforço, esses judeus foram duplamente injustiçados. Primeiro pelos guardas de Auschwitz e depois lá fora, quando foram ignorados pelas autoridades de plantão. Pois é, a vida muitas vezes simplesmente não é justa. 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Manson

Título no Brasil: Manson
Título Original: Manson
Ano de Lançamento: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Merrick International
Direção: Robert Hendrickson, Laurence Merrick
Roteiro: Robert Hendrickson, Laurence Merrick
Elenco: Charles Manson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel, Leslie Van Houten, Lynette 'Squeaky' Fromme

Sinopse:
Intitulado originalmente de "Manson (1973) - Welcome to the Family Cult", esse filme é um documentário sobre o assassino Charles Manson e seus seguidores, que se denominavam "A família Manson". Os diretores foram até o rancho onde os membros dessa seita ainda moravam e entrevistou vários deles, pelo menos os que ainda não tinham sido presos pelos crimes cometidos por Manson. 

Comentários:
Muito interessante esse documentário. Esse filme foi produzido ainda no calor dos acontecimentos. Esses diretores tiveram bastante coragem porque foram até o ninho da serpente, no rancho Spahn, onde ainda moravam os seguidores remanescentes da família Manson. Um bando de hippies drogados e malucos que ainda afirmavam que Manson era Jesus Cristo, mesmo após ele ser condenado pelas mortes da atriz Sharon Tate e demais vítimas daqueles crimes infames. Dentre esses depoimentos dessa gente fanatizada o que mais me impressionou foi a da tal de 'Squeaky'. Uma garota ruivinha, bem bonitinha, que foi uma das primeiras seguidoras de Manson. Com arma na mão, ela ainda estava cheia de LSD na cuca, falando todo tipo de atrocidades e barbaridades. Para ela, Manson era sem nenhuma dúvida o próprio Cristo que voltou à Terra conforme havia prometido depois da crucificação. Esse documentário captou até onde vai a mente humana depois de uma enorme lavagem cerebral. Uma grande lição de história que infelizmente ainda iria se repetir em outras seitas e cultos ao longo dessas últimas décadas. 

Pablo Aluísio.

Muralhas do Pavor

Título no Brasil: Muralhas do Pavor
Título Original: Tales of Terror
Ano de Lançamento: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures
Direção: Roger Corman
Roteiro: Richard Matheson
Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Basil Rathbone, Debra Paget, Maggie Pierce, Leona Gage

Sinopse:
O filme é uma antologia de terror composta por três histórias baseadas em contos de Edgar Allan Poe. No primeiro segmento, “Morella”, um homem retorna à casa de seu pai e confronta um passado marcado por morte e obsessão. No segundo, “The Black Cat”, acompanhamos um enredo mais irônico e macabro envolvendo rivalidade, alcoolismo e assassinato. Já no terceiro, “The Facts in the Case of M. Valdemar”, um experimento de hipnose ultrapassa limites éticos e mergulha no sobrenatural. As três histórias exploram temas como loucura, vingança e morte, com forte atmosfera gótica.

Comentários:
Lançado em 1962, Tales of Terror foi bem recebido dentro do circuito de filmes de terror da época, especialmente pelos fãs do gênero. A revista Variety destacou o estilo característico de Roger Corman e a fidelidade ao clima das obras de Edgar Allan Poe, enquanto outros críticos elogiaram a atuação de Vincent Price, que se consolidava como um dos grandes ícones do terror clássico. O filme teve bom desempenho comercial dentro de seu orçamento modesto e ajudou a fortalecer a série de adaptações de Poe realizadas por Corman nos anos 1960. Com o passar do tempo, tornou-se um título cult, lembrado pela combinação de humor negro e horror atmosférico, além do encontro memorável entre Vincent Price e Peter Lorre. Hoje, é considerado uma peça importante do cinema de terror clássico e uma das adaptações mais interessantes da obra de Edgar Allan Poe.

Erick Steve. 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Rio Grande

Rio Grande 
O filme Rio Grande (Rio Grande) foi lançado em 15 de novembro de 1950, dirigido por John Ford e estrelado por John Wayne, Maureen O'Hara, Ben Johnson, Claude Jarman Jr., Harry Carey Jr. e Victor McLaglen. Baseado no conto Mission with No Record, de James Warner Bellah, o filme acompanha o tenente-coronel Kirby Yorke, comandante de um destacamento da Cavalaria dos Estados Unidos estacionado na fronteira com o México. Enquanto enfrenta constantes ataques de grupos apaches que atravessam a fronteira, Yorke precisa lidar com um problema pessoal: seu filho Jeff alista-se no mesmo regimento sem seu consentimento. Pouco depois, sua esposa Kathleen chega ao forte para tentar levar o rapaz de volta para casa, reacendendo antigas tensões familiares. Em meio às campanhas militares, o oficial tenta conciliar seu dever como comandante com os conflitos de sua vida particular. O filme combina ação, drama familiar e romance, encerrando a célebre "Trilogia da Cavalaria" de John Ford, iniciada com Fort Apache e continuada por She Wore a Yellow Ribbon.

Quando foi lançado, Rio Grande recebeu uma recepção crítica bastante positiva. O The New York Times elogiou o filme por sua combinação equilibrada entre ação militar e drama humano, destacando a direção segura de John Ford. O Los Angeles Times ressaltou a química entre John Wayne e Maureen O'Hara, considerando que ambos entregavam algumas de suas melhores atuações juntos. A revista Variety classificou o longa como “um western vigoroso, emocionante e visualmente magnífico”, elogiando especialmente a fotografia e o retrato da Cavalaria americana. Muitos críticos observaram que, embora a história fosse mais intimista do que a dos dois filmes anteriores da trilogia, Ford mantinha seu domínio absoluto sobre o gênero. Também receberam elogios a trilha sonora e as canções interpretadas pelo grupo The Sons of the Pioneers, que ajudam a reforçar o clima nostálgico da narrativa. A recepção geral foi amplamente favorável, consolidando o filme como mais um sucesso do diretor.

Embora Rio Grande não tenha recebido indicações ao Oscar, a crítica reconheceu rapidamente sua importância dentro da filmografia de John Ford. Publicações como The New Yorker destacaram a habilidade do diretor em transformar uma simples história militar em um drama familiar repleto de emoção. Muitos estudiosos também elogiaram a forma como Ford explorou valores como honra, dever, família e reconciliação. A interpretação de John Wayne foi considerada uma das mais maduras de sua carreira até então, revelando um personagem mais vulnerável do que o habitual. O relacionamento entre Wayne e Maureen O'Hara tornou-se um dos casais mais memoráveis do western clássico. Ao longo das décadas, Rio Grande passou a ser visto como um dos grandes exemplos da capacidade de Ford de unir espetáculo visual e profundidade emocional. Hoje, é frequentemente lembrado como o encerramento perfeito da Trilogia da Cavalaria.

Do ponto de vista comercial, Rio Grande foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido pela Republic Pictures com um orçamento relativamente modesto, o filme arrecadou excelentes resultados nos Estados Unidos e em diversos mercados internacionais. A combinação entre John Ford e John Wayne já era uma garantia de público, e o retorno de Maureen O'Hara ao lado de Wayne despertou grande interesse dos espectadores. As cenas de combate, as belas paisagens filmadas em Utah e a mistura de ação com romance conquistaram tanto os fãs do western quanto o público em geral. O filme permaneceu por muitos anos em exibições televisivas e posteriormente tornou-se presença constante em coleções de cinema clássico. Seu êxito financeiro consolidou ainda mais a reputação da parceria entre Ford e Wayne como uma das mais importantes da história de Hollywood.

Atualmente, Rio Grande é considerado um dos maiores westerns já produzidos. Embora muitos críticos apontem The Searchers como a obra-prima absoluta da parceria entre Ford e Wayne, Rio Grande permanece entre seus trabalhos mais queridos pelo público. A direção elegante, a fotografia em preto e branco de Russell Harlan e o excelente equilíbrio entre aventura, romance e drama familiar continuam sendo amplamente elogiados. A química entre John Wayne e Maureen O'Hara tornou-se lendária, influenciando diversos casais do cinema western nas décadas seguintes. Além disso, o filme é frequentemente citado como um dos retratos mais humanos da Cavalaria americana realizados por John Ford. Mais de setenta anos após seu lançamento, Rio Grande continua sendo uma referência indispensável do western clássico e uma das obras mais emocionantes da Era de Ouro de Hollywood.

Rio Grande (Rio Grande, Estados Unidos, 1950) Direção: John Ford / Roteiro: James Kevin McGuinness, baseado no conto Mission with No Record, de James Warner Bellah / Elenco: John Wayne, Maureen O'Hara, Ben Johnson, Claude Jarman Jr., Harry Carey Jr. e Victor McLaglen /
Sinopse: Um comandante da Cavalaria americana enfrenta ataques apaches na fronteira com o México enquanto tenta reconstruir seu relacionamento com a esposa e orientar o filho, recém-incorporado ao seu próprio regimento.

Erick Steve e Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

RoboCop

RoboCop
RoboCop foi lançado em 17 de julho de 1987, dirigido por Paul Verhoeven e estrelado por Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Ronny Cox e Kurtwood Smith. Ambientado em uma Detroit futurista dominada pelo crime e pela privatização das instituições públicas, o filme acompanha o policial Alex Murphy, brutalmente ferido em serviço e posteriormente transformado em um ciborgue experimental por uma poderosa corporação. O ponto de partida da narrativa surge quando essa nova entidade, programada para combater o crime com eficiência absoluta, começa a recuperar fragmentos de memória e identidade humana. A partir dessa premissa, o longa constrói uma mistura de ficção científica, ação violenta e sátira social, explorando temas como desumanização tecnológica, corrupção corporativa e a fragilidade da consciência individual. 

Na época de seu lançamento, RoboCop recebeu uma reação crítica amplamente positiva, surpreendendo parte da imprensa que esperava apenas mais um filme de ação violento. O The New York Times destacou que o longa era “muito mais inteligente do que sua superfície sangrenta sugere”, elogiando a combinação entre espetáculo e comentário social. O Los Angeles Times ressaltou a direção irônica de Verhoeven, observando que o filme funcionava simultaneamente como entretenimento visceral e sátira mordaz da cultura corporativa e midiática. A performance contida de Peter Weller também foi mencionada como elemento essencial para dar humanidade a um personagem mecanizado.

A revista Variety descreveu o filme como “uma ficção científica brutal, porém surpreendentemente sofisticada”, apontando que o humor negro e a crítica política elevavam a produção acima do padrão do gênero. O The New Yorker observou que a violência estilizada era usada de forma deliberadamente exagerada, quase caricatural, reforçando o tom satírico da obra. Embora alguns críticos tenham considerado o nível de violência excessivo, o consenso geral foi claramente positivo, reconhecendo RoboCop como uma produção ousada que combinava ação comercial com reflexão social incomum para Hollywood nos anos 1980.

No aspecto comercial, RoboCop foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 13 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 53 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 50 milhões adicionais no mercado internacional, alcançando cerca de US$ 100 milhões mundialmente. O forte desempenho financeiro transformou o personagem em franquia multimídia, gerando continuações, séries televisivas, animações e ampla linha de produtos. O sucesso também consolidou Paul Verhoeven em Hollywood e demonstrou o potencial comercial da ficção científica com tom adulto e satírico.

Com o passar do tempo, RoboCop tornou-se um clássico cult e crítico do cinema de ficção científica. Hoje é frequentemente citado entre os filmes mais importantes do gênero nos anos 1980, admirado por sua mistura singular de violência gráfica, humor ácido e comentário político. A obra é estudada como exemplo de sátira distópica sobre capitalismo, mídia sensacionalista e militarização policial. Mesmo décadas depois, continua influente estética e tematicamente, sendo lembrada como uma das produções mais marcantes da carreira de Verhoeven e uma das representações mais icônicas do policial futurista no cinema.

RoboCop (RoboCop, Estados Unidos, 1987) Direção: Paul Verhoeven / Roteiro: Edward Neumeier e Michael Miner / Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Ronny Cox, Kurtwood Smith, Miguel Ferrer / Sinopse: Um policial mortalmente ferido é transformado em um ciborgue de combate ao crime, mas fragmentos de sua antiga humanidade emergem e o colocam em conflito com a corporação que controla sua existência.

Erick Steve.