quinta-feira, 2 de julho de 2026

Jogo Bruto

Jogo Bruto
Raw Deal foi lançado em 6 de junho de 1986, dirigido por John Irvin e estrelado por Arnold Schwarzenegger, ao lado de Kathryn Harrold, Sam Wanamaker, Darren McGavin e Paul Shenar. Inserido no auge do cinema de ação dos anos 1980, o filme apresenta Schwarzenegger como um ex-agente do FBI que vive afastado do serviço após uma missão malsucedida, levando uma rotina aparentemente comum em uma pequena cidade. O ponto de partida da narrativa ocorre quando uma autoridade federal o procura com uma proposta secreta: infiltrar-se em uma poderosa organização criminosa responsável por uma onda de violência e corrupção. Para cumprir essa tarefa, o protagonista precisa assumir uma nova identidade e mergulhar em um ambiente dominado por desconfiança, brutalidade e jogos de poder. A história desenvolve, a partir daí, uma trama de vingança pessoal, lealdade ambígua e confrontos inevitáveis, mantendo o suspense sobre as consequências finais de sua missão.

Na época do lançamento, Raw Deal recebeu uma reação crítica majoritariamente negativa a mista por parte da imprensa americana. O The New York Times considerou o filme previsível dentro das convenções do gênero, observando que a narrativa seguia “um caminho familiar de infiltração e violência estilizada” sem grande profundidade dramática. O jornal reconheceu, contudo, a presença física marcante de Schwarzenegger como elemento central de atração para o público. Já o Los Angeles Times apontou que o longa possuía momentos de tensão eficientes, mas carecia de desenvolvimento mais consistente dos personagens e de maior originalidade na condução do enredo.

A revista Variety descreveu o filme como um produto típico do cinema de ação da década, destacando sequências explosivas e ritmo acelerado, porém criticando a dependência excessiva de clichês narrativos. O The New Yorker observou que a produção parecia construída principalmente para explorar o carisma crescente de Schwarzenegger, mais do que para oferecer um thriller policial realmente complexo. Ainda assim, parte da crítica reconheceu que o filme cumpria sua função como entretenimento direto e violento, adequado ao gosto popular do período. O consenso geral foi de avaliação morna, sem grande entusiasmo crítico, mas também sem rejeição completa dentro do contexto do gênero.

No campo comercial, Raw Deal apresentou desempenho modesto nas bilheterias. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 10 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 16 milhões nos Estados Unidos, com resultados internacionais complementando discretamente esse total. Embora não tenha sido um fracasso, o retorno financeiro ficou abaixo de outros sucessos estrelados por Schwarzenegger na mesma década. Mesmo assim, a produção encontrou vida mais longa no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas, formatos nos quais muitos filmes de ação dos anos 1980 consolidaram sua popularidade junto ao público.

Com o passar do tempo, Raw Deal passou a ser visto como um título menor, porém representativo, da filmografia de Schwarzenegger e do cinema de ação oitentista. Críticos contemporâneos costumam avaliá-lo como uma obra funcional, marcada por violência estilizada, trilha sonora típica da época e narrativa direta, sem grandes ambições artísticas. Ainda assim, fãs do gênero reconhecem seu valor como exemplo do período em que produções policiais de baixo a médio orçamento exploravam temas de infiltração, vingança e justiça pessoal. Hoje, o filme mantém status de curiosidade cult entre admiradores do ator e do cinema de ação clássico.

Jogo Bruto (Raw Deal, Estados Unidos, 1986) Direção: John Irvin / Roteiro: Gary DeVore e Norman Wexler / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Kathryn Harrold, Sam Wanamaker, Darren McGavin, Paul Shenar, Steven Hill / Sinopse: Um ex-agente federal aceita uma missão secreta para infiltrar-se em uma organização criminosa poderosa, assumindo nova identidade e enfrentando perigos que colocam à prova sua lealdade, resistência e desejo de vingança.

Erick Steve.

Rambo - Programado Para Matar

Rambo - Programado Para Matar
O filme Rambo – Programado para Matar (First Blood) foi lançado em 22 de outubro de 1982, marcando a estreia de Sylvester Stallone como John Rambo, personagem que se tornaria um dos maiores ícones do cinema de ação. Dirigido por Ted Kotcheff, o longa é baseado no romance homônimo de David Morrell e apresenta uma abordagem mais dramática e psicológica do que os filmes posteriores da franquia. A história acompanha um veterano da Guerra do Vietnã que, ao retornar aos Estados Unidos, enfrenta rejeição social, traumas profundos e hostilidade institucional. Diferente do estereótipo do herói invencível, Rambo surge inicialmente como uma figura solitária e fragilizada, cuja explosão de violência é resultado direto do abandono e da incompreensão que sofre.

A recepção crítica de Rambo – Programado para Matar foi, em geral, positiva, especialmente por sua seriedade temática. O The New York Times elogiou a performance contida de Stallone, destacando a dimensão humana do personagem e o comentário social sobre o tratamento dado aos veteranos de guerra. O Los Angeles Times ressaltou a direção segura de Ted Kotcheff, que conseguiu equilibrar ação e drama sem glorificar excessivamente a violência. Já a revista Variety apontou que o filme se diferenciava de outras produções de ação da época justamente por seu tom sombrio e crítico, transformando o conflito interno do protagonista no verdadeiro motor da narrativa.

Outros veículos, como o Washington Post, destacaram a força emocional do desfecho e a denúncia implícita da negligência governamental em relação aos ex-combatentes do Vietnã. A crítica reconheceu que, apesar de conter cenas intensas de ação, o filme funcionava principalmente como um drama sobre alienação, trauma psicológico e choque entre indivíduo e autoridade. Com o passar do tempo, essa leitura se consolidou, fazendo com que First Blood fosse reavaliado como uma obra mais complexa do que sua fama posterior poderia sugerir. Muitos analistas contemporâneos apontam o filme como um retrato cru de uma América ainda marcada pelas feridas da guerra.

No aspecto comercial, Rambo – Programado para Matar foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 15 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 47 milhões apenas nos Estados Unidos. No mercado internacional, o desempenho também foi expressivo, elevando a arrecadação mundial para cerca de US$ 125 milhões. Esse resultado garantiu não apenas o retorno financeiro, mas também a continuidade da história em diversas sequências, embora estas adotassem um tom cada vez mais voltado para a ação espetacular.

Atualmente, Rambo – Programado para Matar é considerado um clássico do cinema dos anos 1980 e o capítulo mais respeitado da franquia. Críticos e estudiosos destacam que o filme original se distancia do discurso triunfalista comum aos filmes seguintes, oferecendo uma visão amarga sobre guerra, violência e exclusão social. A atuação de Stallone é frequentemente citada como uma de suas melhores, justamente pela contenção emocional e pelo impacto do famoso monólogo final. Hoje, o longa é visto como uma obra fundamental para compreender não apenas o personagem Rambo, mas também o contexto cultural e político dos Estados Unidos no pós-Guerra do Vietnã.

Rambo – Programado para Matar (First Blood, Estados Unidos, 1982) Direção: Ted Kotcheff / Roteiro: Michael Kozoll, William Sackheim e Sylvester Stallone (baseado no romance de David Morrell) / Elenco: Sylvester Stallone, Richard Crenna, Brian Dennehy, Bill McKinney, Jack Starrett, David Caruso / Sinopse: Um veterano da Guerra do Vietnã entra em confronto com autoridades locais após sofrer perseguição e abuso, desencadeando uma caçada implacável que expõe os traumas da guerra, o abuso de poder e o isolamento social.

Erick Steve. 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Backrooms: Um Não-Lugar

Título no Brasil: Backrooms: Um Não-Lugar
Título Original: Backrooms
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: A24, Atomic Monster
Direção: Kane Parsons
Roteiro: Will Soodik e Kane Parsons
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia.

Sinopse:
Inspirado na famosa lenda urbana digital que surgiu na internet em 2019, Backrooms: Um Não-Lugar acompanha a misteriosa descoberta de um portal para uma dimensão paralela formada por corredores intermináveis, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e espaços que desafiam toda lógica conhecida. Quando um homem desaparece dentro desse labirinto impossível, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, decide atravessar o portal para encontrá-lo. Conforme avança pelos chamados "Backrooms", ela se depara com ambientes cada vez mais perturbadores, criaturas estranhas e manifestações ligadas às memórias e traumas daqueles que ficaram presos naquele lugar. O que começa como uma missão de resgate transforma-se em uma jornada psicológica pela própria natureza da realidade.

Comentários:
Backrooms: Um Não-Lugar foi um dos filmes de terror mais comentados de 2026 por levar ao cinema uma das creepypastas mais famosas da internet. A produção também chamou atenção pelo fato de ser dirigida por Kane Parsons, criador da série de vídeos que popularizou o conceito dos Backrooms no YouTube quando ainda era adolescente. A crítica americana recebeu o filme de maneira bastante favorável, elogiando principalmente sua atmosfera opressiva e a capacidade de transformar um conceito abstrato em uma experiência cinematográfica envolvente. Diversas análises destacaram que o longa evita depender de sustos fáceis e prefere construir uma sensação constante de desconforto psicológico. O portal espanhol MeriStation descreveu a obra como uma das experiências mais inquietantes do ano, ressaltando a recriação visual dos corredores infinitos que tornaram o fenômeno famoso na internet. O portal brasileiro CinePOP afirmou que o filme combina terror, ficção científica e suspense em uma jornada interdimensional perturbadora. Muitos críticos também elogiaram o trabalho de fotografia e design de produção, que transformam espaços aparentemente comuns em cenários profundamente ameaçadores.

Entre os fãs de terror, a recepção foi ainda mais entusiasmada. Em discussões no Reddit, muitos espectadores relataram que o filme consegue transmitir uma sensação genuína de ansiedade e claustrofobia, algo raro no terror contemporâneo. Alguns comentários destacaram que a experiência funciona melhor justamente por não explicar todos os mistérios do universo apresentado, preservando o sentimento de estranheza que tornou os Backrooms tão populares online. A crítica especializada também observou que o filme representa um marco cultural interessante: talvez seja a primeira grande produção de Hollywood baseada diretamente em um mito nascido da cultura digital moderna. Comercialmente, o longa tornou-se um enorme sucesso, arrecadando muito mais do que seu orçamento relativamente modesto e consolidando Kane Parsons como um dos jovens cineastas mais promissores do gênero. Embora alguns críticos tenham considerado o final excessivamente ambíguo, o consenso geral foi de que Backrooms: Um Não-Lugar conseguiu algo raro: transformar uma simples imagem viral da internet em um filme de terror inteligente, atmosférico e memorável.

Erick Steve. 

A Hora do Pesadelo 5

A Hora do Pesadelo 5
A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy estreou nos cinemas em 1989 como o quinto capítulo da popular franquia de terror criada por Wes Craven. Dirigido por Stephen Hopkins e estrelado por Robert Englund no papel de Freddy Krueger, o filme continua a saga de Alice (Lisa Wilcox), agora confrontando o vilão enquanto enfrenta seus próprios temores e a inesperada gravidez que se torna alvo das forças de Freddy nos sonhos. O lançamento aconteceu em meio a uma onda de filmes de terror no final dos anos 1980, quando franquias consagradas tentavam se reinventar para manter o interesse do público.

Em termos de bilheteria, A Hora do Pesadelo 5 teve um resultado moderado nas salas de cinema. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou cerca de US$ 22,1 milhões, números que o colocaram entre os títulos de terror de maior público daquele ano, embora abaixo de algumas das partes anteriores da franquia. Apesar disso, ele ainda se destacou dentro do gênero slasher e marcou um momento em que a série ainda atraía públicos fiéis mesmo com certa saturação do formato.

A recepção da crítica em 1989 foi mista a negativa. Nos principais agregadores de resenhas, o filme atingiu avaliações relativamente baixas — com cerca de 32% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma meta-nota de 54/100 no Metacritic, indicando opiniões divididas entre críticos da época. A crítica especializada observou que, embora o longa tivesse ideias visuais e efeitos especiais elaborados, sua narrativa sofreu com uma mitologia confusa e desenvolvimento irregular de personagens, diminuindo seu impacto como sequência memorável.

Muitos jornais e críticos salientaram que, ao se afastar um pouco do terror mais psicológico e do horror original do primeiro filme, A Hora do Pesadelo 5 caía em elementos repetitivos e em uma mitologia que nem sempre fluía de forma convincente. Publicações como o The New York Times comentaram que o longa “não pretende ser mais do que uma obra do gênero”, enquanto veículos como Variety observaram que o roteiro parecia “mal construído” apesar de momentos visuais impressionantes. Nessa época, parte da imprensa considerava que a franquia precisava de renovação para recuperar seu frescor inicial.

O filme também serviu de ponte para o sexto capítulo da série, Freddy’s Dead: The Final Nightmare, lançado em 1991, no qual Freddy Krueger supostamente encontra seu fim — ainda que a franquia continuasse posteriormente com outros títulos (inclusive Wes Craven’s New Nightmare). Freddy’s Dead teve uma bilheteria de cerca de US$ 34,9 milhões nos Estados Unidos, sendo um dos maiores desempenhos domésticos da série até então, embora tenha sido criticado por seu tom mais lúdico e menos assustador do que os primeiros filmes.

A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy (A Nightmare on Elm Street - The Dream Child, Estados Unidos, 1989) Estúdio: New Line Cinema / Direção: Stephen Hopkins / Roteiro: Wes Craven, John Skipp / Elenco: Robert Englund, Lisa Wilcox, Kelly Jo Minter, Danny Hassel, Erika Anderson, Nicholas Mele / Sinopse: Após os acontecimentos do filme anterior, Alice Johnson começa a ter sonhos perturbadores que revelam o retorno de Freddy Krueger. Desta vez, o assassino dos sonhos utiliza o filho ainda não nascido de Alice como portal para invadir o mundo real. À medida que Freddy manipula as mentes de novas vítimas através dos sonhos, Alice precisa enfrentar seus medos mais profundos para tentar destruir o vilão de uma vez por todas.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

terça-feira, 30 de junho de 2026

O Cavaleiro Solitário

O Cavaleiro Solitário 
O filme O Cavaleiro Solitário (Pale Rider) foi lançado em 28 de junho de 1985, dirigido por e estrelado por Clint Eastwood. O elenco principal conta ainda com Michael Moriarty, Carrie Snodgress, Chris Penn, Richard Dysart e Sydney Penny. Ambientado durante a corrida do ouro na Califórnia, o filme acompanha um misterioso pregador sem nome que surge inesperadamente para ajudar um grupo de pequenos garimpeiros perseguidos pelo poderoso empresário Coy LaHood, que deseja expulsá-los de suas terras. Com poucas palavras e extraordinária habilidade com as armas, o Pregador passa a proteger os colonos contra mercenários e autoridades corruptas. Ao longo da história, surgem indícios de que ele talvez não seja um homem comum, conferindo ao filme uma atmosfera misteriosa e quase sobrenatural. A narrativa aborda temas como justiça, redenção, ganância e vingança, retomando elementos clássicos do western sob uma perspectiva mais sombria. Assim, O Cavaleiro Solitário marcou o retorno triunfal de Clint Eastwood ao gênero que o consagrou.

Quando foi lançado, O Cavaleiro Solitário recebeu uma recepção crítica amplamente positiva. O The New York Times afirmou que Eastwood havia criado “um western elegante e profundamente envolvente”, elogiando o equilíbrio entre ação e atmosfera. O Los Angeles Times destacou a maturidade da direção, observando que Eastwood demonstrava total domínio do gênero. A revista Variety classificou o filme como “um dos melhores westerns produzidos em muitos anos”, ressaltando a força visual da fotografia e a economia narrativa. Muitos críticos apontaram influências do clássico Shane, embora reconhecessem que Pale Rider desenvolvia uma identidade própria. A interpretação de Eastwood recebeu elogios por sua presença silenciosa e enigmática, reforçando a aura mítica do personagem. A fotografia de Bruce Surtees também foi amplamente celebrada por capturar a beleza das paisagens montanhosas. Dessa forma, a crítica recebeu o filme com entusiasmo.

Embora O Cavaleiro Solitário não tenha sido indicado ao Oscar, foi exibido em competição oficial no 1985 Cannes Film Festival, reforçando seu prestígio internacional. Diversos críticos consideraram o longa um dos responsáveis por revitalizar o western americano em uma época em que o gênero enfrentava queda de popularidade. Publicações como The New Yorker elogiaram especialmente a ambiguidade do protagonista e o tom quase espiritual da narrativa. Com o passar dos anos, estudiosos passaram a interpretar o Pregador como uma figura simbólica, possivelmente representando um anjo vingador ou um espírito retornando para fazer justiça. Essa leitura acrescentou novas camadas à obra e fortaleceu sua reputação crítica. Muitos especialistas também destacam o filme como uma ponte entre os westerns clássicos e o revisionismo que Eastwood levaria ao auge em Unforgiven. Assim, sua importância artística cresceu continuamente desde o lançamento.

Do ponto de vista comercial, O Cavaleiro Solitário foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 6,9 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 41 milhões apenas nos Estados Unidos, tornando-se o western de maior bilheteria da década de 1980 até então. O público respondeu de maneira extremamente positiva ao retorno de Clint Eastwood ao gênero que havia definido sua carreira. As cenas de ação, a atmosfera misteriosa e a presença carismática do protagonista conquistaram tanto os admiradores tradicionais dos westerns quanto novos espectadores. O filme também obteve excelente desempenho em mercados internacionais e posteriormente tornou-se um sucesso nas locadoras e na televisão. Seu resultado financeiro demonstrou que ainda havia espaço para westerns de qualidade produzidos por Hollywood. Assim, O Cavaleiro Solitário revitalizou temporariamente o interesse do grande público pelo gênero.

Atualmente, O Cavaleiro Solitário é considerado um dos melhores westerns da década de 1980 e uma das obras mais importantes da carreira de Clint Eastwood como diretor. Muitos críticos o colocam entre seus grandes trabalhos, ao lado de High Plains Drifter, The Outlaw Josey Wales e Unforgiven. A mistura de elementos religiosos, sobrenaturais e tradicionais do western continua despertando interpretações e debates entre estudiosos. A direção segura de Eastwood, a fotografia deslumbrante e o ritmo contemplativo permanecem sendo amplamente elogiados. Além disso, o filme consolidou a imagem de Eastwood como um dos grandes cineastas do gênero, e não apenas como um de seus maiores astros. Quatro décadas após seu lançamento, O Cavaleiro Solitário continua sendo uma referência  para fãs do western clássico e revisionista. Sua reputação permanece extremamente elevada.

O Cavaleiro Solitário (Pale Rider, Estados Unidos, 1985) Direção: Clint Eastwood / Roteiro: Michael Butler e Dennis Shryack / Elenco: Clint Eastwood, Michael Moriarty, Carrie Snodgress, Chris Penn, Richard Dysart e Sydney Penny / Sinopse: Um misterioso pregador chega a uma comunidade de garimpeiros ameaçada por um poderoso empresário e passa a protegê-los, transformando-se em uma enigmática força de justiça e vingança no Velho Oeste.

Erick Steve. 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ben-Hur

Ben-Hur 
O filme Ben-Hur foi lançado em 18 de novembro de 1959, dirigido por William Wyler e estrelado por Charlton Heston, Stephen Boyd, Jack Hawkins, Haya Harareet, Hugh Griffith e Martha Scott. Baseado no romance Ben-Hur: A Tale of the Christ, de Lew Wallace, o filme narra a trajetória de Judah Ben-Hur, um rico príncipe judeu que vive em Jerusalém durante o domínio romano. Traído por seu antigo amigo Messala, agora comandante das legiões romanas, Ben-Hur é condenado injustamente às galés, enquanto sua mãe e sua irmã são presas. Após sobreviver a inúmeras provações, ele conquista a liberdade e retorna determinado a se vingar de Messala. Paralelamente, a narrativa acompanha discretamente momentos da vida de Jesus Cristo, cuja presença influencia profundamente o destino do protagonista. O filme culmina na lendária corrida de bigas e em um emocionante desfecho marcado pela redenção e pelo perdão. Com cenários monumentais, milhares de figurantes e uma produção grandiosa, Ben-Hur tornou-se um dos maiores épicos da história do cinema.

Quando foi lançado, Ben-Hur recebeu uma recepção crítica extraordinariamente positiva. O The New York Times descreveu o filme como “uma realização magnífica que redefine o conceito de espetáculo cinematográfico”. O Los Angeles Times elogiou a direção de William Wyler, destacando sua capacidade de equilibrar grandiosidade e emoção humana. A revista Variety classificou a produção como “um triunfo absoluto do cinema épico”, exaltando a qualidade técnica, o elenco e a impressionante corrida de bigas. Diversos críticos afirmaram que a produção estabelecia um novo padrão para os filmes históricos de Hollywood. Charlton Heston recebeu elogios por sua interpretação intensa e carismática de Judah Ben-Hur, enquanto Stephen Boyd foi amplamente reconhecido pela força dramática de Messala. A fotografia, a trilha sonora de Miklós Rózsa e a direção de arte também foram celebradas. O consenso crítico foi praticamente unânime ao considerar Ben-Hur um marco da história do cinema.

A aclamação refletiu-se na temporada de premiações. Ben-Hur recebeu 12 indicações ao Oscar e venceu 11 estatuetas, estabelecendo um recorde que permaneceu isolado por quase quatro décadas. Entre os prêmios conquistados estão Melhor Filme, Melhor Diretor para William Wyler, Melhor Ator para Charlton Heston, Melhor Ator Coadjuvante para Hugh Griffith, além de Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Efeitos Especiais, Som, Montagem e Trilha Sonora. O filme também venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama, enquanto Charlton Heston recebeu uma indicação ao prêmio de Melhor Ator. Publicações como The New Yorker destacaram a rara combinação entre espetáculo visual e profundidade emocional. A famosa corrida de bigas passou imediatamente a ser considerada uma das maiores sequências de ação já filmadas. Até hoje, o desempenho de Ben-Hur no Oscar permanece empatado com Titanic e The Lord of the Rings: The Return of the King como o maior número de vitórias da história da premiação.

Do ponto de vista comercial, Ben-Hur foi um fenômeno mundial. Produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer com um orçamento de aproximadamente US$ 15 milhões — o mais alto da história até então — o filme arrecadou cerca de US$ 74 milhões em sua exibição inicial, tornando-se a maior bilheteria de 1959 e uma das maiores de todos os tempos quando ajustada ao contexto da época. O enorme sucesso salvou a MGM de uma grave crise financeira e devolveu ao estúdio sua posição de destaque em Hollywood. O público ficou impressionado com a escala da produção, os cenários monumentais, a corrida de bigas e a qualidade técnica do filme. Relançamentos posteriores nos cinemas e diversas edições para televisão, VHS, DVD, Blu-ray e mídia digital ampliaram ainda mais sua popularidade. Assim, Ben-Hur tornou-se um dos maiores sucessos comerciais da história do cinema clássico.

Atualmente, Ben-Hur é considerado uma das maiores obras-primas da história do cinema. O filme aparece regularmente em listas dos melhores épicos já produzidos e continua sendo estudado em escolas de cinema por sua direção, fotografia, montagem e uso inovador de efeitos práticos. A corrida de bigas permanece um exemplo quase insuperável de ação realizada sem recursos digitais, impressionando novas gerações de espectadores. A atuação de Charlton Heston é considerada um dos grandes desempenhos de sua carreira, enquanto William Wyler é frequentemente citado como um dos maiores diretores da Era de Ouro de Hollywood. Embora adaptações posteriores da obra tenham sido produzidas, nenhuma alcançou o prestígio artístico ou o impacto cultural da versão de 1959. Mais de seis décadas após seu lançamento, Ben-Hur continua sendo um símbolo da grandiosidade do cinema clássico e uma referência obrigatória para qualquer amante da sétima arte.

Ben-Hur (Ben-Hur, Estados Unidos, 1959) Direção: William Wyler / Roteiro: Karl Tunberg (com contribuições não creditadas de Maxwell Anderson, S. N. Behrman, Gore Vidal e Christopher Fry), baseado no romance Ben-Hur: A Tale of the Christ, de Lew Wallace / Elenco: Charlton Heston, Stephen Boyd, Jack Hawkins, Haya Harareet, Hugh Griffith e Martha Scott / Sinopse: Após ser traído por um antigo amigo romano, um nobre judeu perde tudo e embarca em uma jornada de sofrimento, vingança e redenção, tendo como pano de fundo a Judeia do século I e os acontecimentos da vida de Jesus Cristo.

Erick Steve. 

domingo, 28 de junho de 2026

Pleasantville: A Vida em Preto e Branco

Pleasantville: A Vida em Preto e Branco
Ontem revi esse filme. Eu já havia assistido, no final dos anos 90, quando ele foi lançado originalmente. Nessa revisão continuei com uma opinião muito parecida com a que tive inicialmente. É um filme com um conceito muito curioso, mas que não consegue atingir todo seu potencial. A história gira em torno de David (Tobey Maguire), um jovem dos anos 90. Ele tem um gosto diferente, pois adora séries dos anos 50, daquelas bem antigas, em preto e branco. Um dia brigando com sua irmã Jennifer (Reese Witherspoon) pelo direito de assistir seu programa preferido na TV, eles quebram acidentalmente o controle remoto. Então surge um técnico (que ninguém chamou) que tem um novo controle remoto para eles. O detalhe é que esse controle tem o poder de levar ele e sua irmã para dentro de uma série antiga chamada "Pleasantville". Já deu para perceber que um enredo assim não ficaria deslocado em "Além da Imaginação" (que aliás é outra série bem antiga!). 

Então dentro desse universo paralelo vintage eles encontram pessoalmente todos os personagens desse seriado em preto e branco. São pessoas ingênuas, que levam vidas determinadas pelos roteiros um tanto bobocas dos episódios. A irmã dele é uma garota liberal dos anos 90, acostumado a fazer sexo com os caras que sai. Então ela começa a levar esses personagens inocentes demais da série para algo a mais que simples namoricos. E aos poucos todos que vão perdendo sua inocência, deixando assim de ser personagens em preto e branco para se tornarem coloridos. 

Como se pode perceber é uma ideia boa mesmo, ainda que dentro de um realismo mágico ou fantástico que nem todo mundo vai comprar. De minha parte pude perceber alguns erros e deslizes desse roteiro que começa bem, mas que logo vai derrapando ao longo do filme. Por exemplo, o personagem da irmã vai perdendo importância ao longo da história. Algo nada a ver, porque ela é inicialmente uma das figuras mais interessantes dentro do enredo. E aquele julgamento que acontece nos momentos finais também faz o filme perder sua força. É algo chato! De certa maneira foi uma tentativa de criar uma metáfora sobre a própria sociedade americana, com suas divisões baseadas na cor da pele das pessoas, sendo no filme retratados como pessoas em preto e branco ou coloridas. Essa parte do filme faz quebrar seu bom ritmo inicial. Enfim, eis um filme dos anos 90 que certamente poderia ser bem melhor. Algo, de fato, se perdeu no meio do caminho. Um pena!

Pleasantville: A Vida em Preto e Branco (Pleasantville, Estados Unidos, 1998) Direção: Gary Ross / Roteiro: Gary Ross / Elenco: Tobey Maguire, Reese Witherspoon, William H. Macy, Jeff Daniels, Joan Allen / Sinopse: Um jovem dos anos 1990 vai parar, junto de sua irmã, dentro de uma velha série de TV dos anos 1950. O choque entre a mentalidade deles e a forma como vivem aqueles personagens ingênuos vai revelar o verdadeiro abismo que existe entre aqueles dois universos distintos. 

Pablo Aluísio.

sábado, 27 de junho de 2026

Off Campus: Amores Improváveis

Título no Brasil: Off Campus: Amores Improváveis
Título Original: Off Campus
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Plataforma: Prime Video
Estúdio: Amazon MGM Studios
Criação: Louisa Levy e Gina Fattore
Elenco: Ella Bright, Belmont Cameli, Mika Abdalla, Antonio Cipriano, Jalen Thomas Brooks, Josh Heuston, Stephen Kalyn e Steve Howey.

Sinopse:
Baseada na série de romances best-sellers da escritora Elle Kennedy, Off Campus acompanha um grupo de estudantes da fictícia Universidade Briar, onde a rotina é dividida entre os estudos, o hóquei universitário e os relacionamentos amorosos. A primeira temporada adapta o livro The Deal e centra sua história em Hannah Wells, uma talentosa estudante de música que aceita ajudar Garrett Graham, o principal jogador do time de hóquei, a melhorar suas notas. Em troca, Garrett se oferece para ajudá-la a conquistar outro rapaz por quem ela é apaixonada. O acordo, inicialmente puramente estratégico, acaba transformando-se em uma intensa história de amor, enquanto os amigos do casal também vivem seus próprios conflitos, romances e desafios da vida adulta. A série combina comédia romântica, drama universitário e esportes, explorando temas como amizade, amadurecimento, traumas e descoberta pessoal.

Comentários:
Off Campus tornou-se um dos maiores sucessos do Prime Video em 2026 e rapidamente conquistou uma enorme base de fãs ao adaptar uma das séries literárias de romance universitário mais populares da última década. Antes mesmo da estreia, a plataforma renovou a produção para uma segunda temporada, demonstrando confiança no projeto. A crítica americana recebeu a série de maneira bastante positiva, destacando a fidelidade ao espírito dos livros de Elle Kennedy e a química entre Ella Bright e Belmont Cameli. Diversos veículos elogiaram a leveza da narrativa, o equilíbrio entre romance e humor e a forma como a série trata questões delicadas, como consentimento, traumas emocionais e saúde mental, sem abandonar o tom descontraído típico das comédias românticas universitárias. Muitos críticos compararam a produção a sucessos como The Summer I Turned Pretty e Maxton Hall, observando que Off Campus encontrou sua própria identidade ao combinar esportes, romance e amizade de forma envolvente. Nos primeiros doze dias de lançamento, a série alcançou cerca de 36 milhões de visualizações, tornando-se uma das estreias mais assistidas da história recente do Prime Video.

Entre os fãs, a repercussão foi ainda mais entusiasmada. Em comunidades do Reddit e nas redes sociais, muitos espectadores elogiaram a excelente adaptação do primeiro livro e a química natural do elenco principal, especialmente entre Belmont Cameli e Ella Bright. As atuações de Mika Abdalla, Stephen Kalyn e Josh Heuston também receberam muitos elogios, levando a produção a antecipar a segunda temporada com foco em Allie Hayes e Dean Di Laurentis, uma mudança que foi recebida com entusiasmo pela maioria dos leitores da série literária. A série também impulsionou a popularidade de seus protagonistas fora das telas, com a confirmação do relacionamento entre Josh Heuston e Mika Abdalla atraindo grande atenção da imprensa de entretenimento durante a divulgação da produção. Embora alguns críticos tenham considerado a narrativa previsível por seguir convenções clássicas do gênero "enemies to lovers", o consenso foi de que Off Campus compensa essa familiaridade com personagens carismáticos, diálogos bem-humorados e forte apelo emocional. Atualmente, a série é considerada uma das adaptações de romances young adult mais bem-sucedidas de 2026 e consolidou-se como um dos maiores fenômenos românticos do streaming no ano de seu lançamento.

Erick Steve. 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Dia D

Dia D
O filme Disclosure Day (Dia D, no Brasil) foi lançado em 12 de junho de 2026, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Emily Blunt, Josh O'Connor, Colin Firth, Eve Hewson e Colman Domingo. Com roteiro de David Koepp, baseado em uma história original do próprio Spielberg, o longa marca o retorno do diretor à ficção científica centrada em extraterrestres pela primeira vez desde War of the Worlds. A trama acompanha Daniel Kellner, um especialista em cibersegurança que obtém documentos secretos comprovando décadas de acobertamento governamental sobre vida extraterrestre. Paralelamente, a meteorologista Margaret Fairchild passa a manifestar fenômenos inexplicáveis e desenvolve uma estranha ligação com inteligências alienígenas. Enquanto ambos são perseguidos por agentes que desejam manter o segredo oculto, o planeta aproxima-se de um momento histórico conhecido como "Disclosure Day", quando a verdade sobre a presença extraterrestre poderá finalmente ser revelada à humanidade. O filme mistura suspense, conspiração, drama humano e ficção científica, privilegiando o mistério e a emoção característicos da filmografia de Spielberg.

Quando foi lançado, Disclosure Day recebeu uma recepção crítica predominantemente positiva. O The Guardian elogiou o retorno de Spielberg à ficção científica, destacando sua capacidade de recuperar o senso de maravilhamento presente em clássicos como Close Encounters of the Third Kind e E.T. the Extra-Terrestrial. O CinemaBlend observou que o filme funciona tanto como um thriller sobre conspirações quanto como "uma carta de amor ao jornalismo", ressaltando a importância da personagem de Emily Blunt na condução emocional da narrativa. Diversos críticos elogiaram a direção elegante de Spielberg, a fotografia de Janusz Kamiński e a trilha sonora de John Williams. A atuação de Emily Blunt foi apontada como um dos grandes destaques, enquanto Josh O'Connor recebeu elogios por sua interpretação contida e convincente. Alguns críticos, contudo, consideraram que o terceiro ato explica demais alguns mistérios e reduz parte da ambiguidade construída ao longo da narrativa. Ainda assim, o consenso geral foi bastante favorável.

Por ter estreado recentemente, Disclosure Day ainda não percorreu toda a temporada de premiações, mas diversos analistas já o apontam como um possível candidato em categorias técnicas como fotografia, efeitos visuais, som, trilha sonora e direção de arte. A crítica especializada também destacou o roteiro de David Koepp por equilibrar elementos de conspiração política, suspense e drama humano. Muitos comentaristas enxergaram o longa como um retorno de Spielberg ao tipo de ficção científica emocional que marcou sua carreira nas décadas de 1970 e 1980. A imprensa americana também ressaltou o cuidado do diretor em abordar o tema dos OVNIs sob uma perspectiva mais humana do que espetacular. Entre os elogios mais frequentes estão a direção segura, a atmosfera de mistério e o trabalho do elenco principal. O filme consolidou-se rapidamente como um dos lançamentos cinematográficos mais comentados de 2026.

Do ponto de vista comercial, Disclosure Day iniciou sua carreira de forma bastante promissora. Produzido pela Amblin Entertainment e distribuído pela Universal Pictures, o longa estreou em 77 mercados internacionais e arrecadou aproximadamente US$ 92,9 milhões em seu primeiro fim de semana mundial, sendo cerca de US$ 44 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado colocou o filme entre as melhores estreias de uma obra original dirigida por Spielberg e demonstrou forte interesse do público. A recepção dos espectadores também foi positiva, especialmente pela atmosfera de suspense, pela emoção da narrativa e pelas atuações de Emily Blunt e Josh O'Connor. O desempenho nas semanas seguintes deverá determinar seu sucesso definitivo, mas o início de carreira foi considerado bastante sólido pelos analistas da indústria.

Disclosure Day de maneira em geral está sendo bem recebido, embora também tenha colecionado uma boa parcela de críticas negativas. A falta de uma conclusão sólida da história é apontada por muitos como algo frustrante para o público. Entretanto, já é apontado por muitos como um dos mais interessantes trabalhos de Steven Spielberg em sua fase recente e um retorno bem-sucedido ao gênero que ajudou a definir sua carreira. A combinação de ficção científica, emoção e reflexão sobre verdade, comunicação e confiança aproxima o filme de obras clássicas do diretor, sem deixar de apresentar uma identidade própria. O final deixa espaço para interpretações e até para uma possível continuação, embora nenhuma sequência tenha sido anunciada oficialmente. Se mantiver sua boa aceitação entre público e crítica, o longa tem potencial para consolidar-se como mais um marco importante na filmografia de Spielberg e entre os bons filmes de ficção científica da década de 2020.

Dia D (Disclosure Day, Estados Unidos, 2026) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: David Koepp, baseado em uma história original de Steven Spielberg / Elenco: Emily Blunt, Josh O'Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo e Wyatt Russell / Sinopse: Um especialista em segurança digital e uma meteorologista unem forças para revelar um segredo que governos esconderam durante décadas: a existência de vida extraterrestre e seu impacto sobre o futuro da humanidade.

Erick Steve. 

Supergirl

Supergirl
O filme Supergirl (Supergirl) foi lançado em 26 de junho de 2026, dirigido por Craig Gillespie e estrelado por Milly Alcock, Eve Ridley, Matthias Schoenaerts, Jason Momoa, David Corenswet e Emily Beecham. Baseado na aclamada HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely, o longa acompanha Kara Zor-El em uma aventura espacial muito diferente das tradicionais histórias do Superman. Após anos convivendo com os traumas da destruição de Krypton, Supergirl cruza o caminho da jovem Ruthye Marye Knoll, que busca vingança contra o cruel mercenário Krem. As duas embarcam em uma jornada por diferentes planetas, enfrentando perigos, dilemas morais e inimigos implacáveis. Durante essa viagem, Kara precisa confrontar seu passado e redescobrir o verdadeiro significado de ser uma heroína. O filme apresenta uma abordagem mais sombria e emocional da personagem, diferenciando-a claramente de seu primo Superman. Assim, Supergirl inaugura uma nova fase para a heroína dentro do novo Universo DC.

Quando foi lançado, Supergirl recebeu uma recepção crítica inicialmente positiva. O The Guardian classificou o filme como "vigoroso e brilhante", elogiando a atuação de Milly Alcock e a forma como a produção evita a excessiva dependência da mitologia da DC. Outros veículos destacaram a direção de Craig Gillespie, a fotografia e o equilíbrio entre aventura espacial e drama pessoal. Diversos críticos apontaram que a adaptação preserva o espírito melancólico da HQ de Tom King, ao mesmo tempo em que constrói uma identidade cinematográfica própria. A atuação de Milly Alcock foi frequentemente apontada como um dos maiores acertos do filme, transmitindo força, vulnerabilidade e sarcasmo na medida certa. Jason Momoa também recebeu elogios por sua divertida interpretação de Lobo. De maneira geral, a crítica considerou o filme uma continuação promissora do novo Universo DC iniciado por Superman.

Como o filme acabou de estrear, sua trajetória nas premiações ainda está por ser definida. Entretanto, diversos analistas já apontam potencial para indicações em categorias técnicas, especialmente efeitos visuais, direção de arte e trilha sonora. A adaptação também vem sendo elogiada por respeitar o material original sem abrir mão de uma linguagem acessível para novos espectadores. A química entre Milly Alcock e Eve Ridley foi destacada como um dos principais elementos emocionais da narrativa, enquanto a participação especial de David Corenswet como Superman reforça a integração do novo Universo DC. Muitos críticos acreditam que o sucesso artístico do filme fortalece os planos de longo prazo da DC Studios para seus próximos projetos. Assim, Supergirl já ocupa posição importante na nova fase cinematográfica da editora.

Do ponto de vista comercial, Supergirl iniciou sua carreira cercado por grandes expectativas. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 170 milhões, o filme estreou mundialmente em 26 de junho de 2026. Em seu primeiro fim de semana o filme teve uma boa bilheteria no mercado dos Estados Unidos, faturando algo em torno de 40 milhões. As primeiras projeções da indústria apontavam para uma abertura moderada, embora analistas ressaltem que o desempenho dependerá do boca a boca nas semanas seguintes. O interesse do público foi impulsionado pelo sucesso do novo Superman e pela curiosidade em conhecer a interpretação de Milly Alcock como Kara Zor-El. Ainda é cedo para determinar seu desempenho definitivo, mas o filme representa uma peça central nos planos da DC Studios para os próximos anos.

De qualquer forma Supergirl já demonstra potencial para se tornar uma das produções mais importantes da nova fase da DC Studios. A boa recepção crítica, a fidelidade ao espírito da HQ original e a forte atuação de Milly Alcock sugerem que o filme poderá conquistar um lugar de destaque entre as adaptações modernas de histórias em quadrinhos. Além disso, seu final e a integração com outros personagens do Universo DC deixam caminho aberto para futuras continuações e novas participações da heroína. Caso mantenha uma boa aceitação junto ao público nas próximas semanas, o longa deverá consolidar Supergirl como uma das principais protagonistas da franquia.

Supergirl (Supergirl, Estados Unidos, 2026) Direção: Craig Gillespie / Roteiro: Ana Nogueira, baseado na HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely / Elenco: Milly Alcock, Eve Ridley, Matthias Schoenaerts, Jason Momoa, David Corenswet e Emily Beecham / Sinopse: Kara Zor-El embarca em uma jornada interplanetária ao lado de uma jovem determinada a buscar vingança, enfrentando inimigos poderosos enquanto confronta seus próprios traumas e descobre um novo propósito como Supergirl.

Erick Steve.