terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Os Imperdoáveis

Os Imperdoáveis
Os Imperdoáveis (Unforgiven) foi lançado em 7 de agosto de 1992 e marcou um dos pontos mais altos da carreira de Clint Eastwood, que atuou como diretor e protagonista. O elenco principal reúne ainda Gene Hackman, Morgan Freeman e Richard Harris, formando um conjunto de interpretações hoje consideradas antológicas. Ambientado nos últimos anos do Velho Oeste, o filme acompanha William Munny, um ex-pistoleiro envelhecido que tenta viver de forma honesta após um passado marcado pela violência. A trama se inicia quando uma recompensa é oferecida pela morte de dois homens acusados de mutilar uma prostituta, levando Munny a aceitar um último trabalho. A partir desse ponto de partida, o filme constrói uma reflexão profunda sobre justiça, vingança, culpa e o preço moral da violência, desconstruindo deliberadamente o mito romântico do faroeste clássico. 

No momento de seu lançamento, Os Imperdoáveis foi recebido com entusiasmo quase unânime pela crítica americana. O The New York Times descreveu o filme como “um faroeste maduro, melancólico e profundamente humano”, elogiando a maneira como Eastwood revisita e subverte os arquétipos que ele próprio ajudou a consagrar décadas antes. O Los Angeles Times destacou a direção contida e elegante, afirmando que o filme “transforma o silêncio e o peso do passado em elementos dramáticos tão importantes quanto os tiros”. Já a Variety ressaltou o equilíbrio entre espetáculo e introspecção, apontando que o longa era “tão brutal quanto necessário e tão reflexivo quanto raro dentro do gênero”.

No terceiro momento da recepção crítica, revistas como The New Yorker e Time enfatizaram o caráter quase crepuscular do filme. A Time escreveu que Os Imperdoáveis era “um epitáfio para o western tradicional”, enquanto o The New Yorker elogiou especialmente o roteiro de David Webb Peoples, afirmando que o texto recusava qualquer glamourização da violência. A atuação de Gene Hackman como o xerife Little Bill foi amplamente celebrada, sendo descrita como “terrivelmente carismática e moralmente perturbadora”. O consenso crítico à época foi amplamente positivo, com muitos analistas já apontando o filme como uma obra-prima instantânea e um divisor de águas dentro do gênero.

Do ponto de vista comercial, Os Imperdoáveis também obteve um desempenho notável. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 14 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 101 milhões em bilheteria mundial. Somente nos Estados Unidos, o longa ultrapassou a marca de US$ 80 milhões, resultado expressivo para um western adulto, sem apelo juvenil e de ritmo deliberadamente lento. O sucesso financeiro foi potencializado pela forte presença do filme na temporada de premiações, o que ampliou sua longevidade nos cinemas e consolidou seu status como um raro exemplo de prestígio crítico aliado a retorno comercial sólido.

Com o passar dos anos, Os Imperdoáveis se firmou como um dos filmes mais respeitados da história do cinema americano. Atualmente, é frequentemente citado em listas de “melhores westerns de todos os tempos” e também entre os grandes filmes da década de 1990. A obra é estudada por sua abordagem ética da violência, pela desconstrução do heroísmo e pela maneira como trata a memória e a culpa. O filme venceu quatro Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, e hoje é visto não apenas como o auge do western moderno, mas também como uma síntese madura da carreira de Clint Eastwood diante e atrás das câmeras.

Os Imperdoáveis (Unforgiven, Estados Unidos, 1992) Direção: Clint Eastwood / Roteiro: David Webb Peoples / Elenco: Clint Eastwood, Gene Hackman, Morgan Freeman, Richard Harris, Jaimz Woolvett, Saul Rubinek / Sinopse: Um ex-pistoleiro tenta escapar de seu passado violento, mas acaba envolvido em uma caçada motivada por vingança, confrontando antigas escolhas, códigos morais frágeis e as duras consequências da violência no Velho Oeste.

Erick Steve. 

Pacto de Justiça

Pacto de Justiça
Pacto de Justiça (Open Range) foi lançado em 15 de agosto de 2003 e é dirigido por Kevin Costner, que também protagoniza o filme ao lado de Robert Duvall, Annette Bening e Michael Gambon. Ambientado no final do século XIX, o longa retorna ao western clássico, mas com uma abordagem madura e contemplativa. A história acompanha dois vaqueiros que conduzem gado livremente pelas grandes planícies do Oeste americano, vivendo à margem das cidades e das leis impostas por grandes proprietários de terra. Esse modo de vida entra em choque quando eles cruzam o caminho de uma cidade dominada por um fazendeiro autoritário, que controla a região por meio da violência e da intimidação. A partir desse conflito inicial, o filme constrói uma narrativa sobre liberdade, justiça, amizade e a difícil transição entre o Velho Oeste selvagem e uma sociedade cada vez mais regulada.

Na época de seu lançamento, Pacto de Justiça foi recebido de forma majoritariamente positiva pela crítica americana, especialmente entre os defensores do western clássico. O The New York Times elogiou o tom humanista do filme, afirmando que Costner “resgata a dignidade moral do gênero sem cair na nostalgia vazia”. O jornal destacou ainda a relação entre os personagens vividos por Costner e Duvall, descrevendo-a como “silenciosa, profunda e construída com rara sensibilidade”. Já o Los Angeles Times ressaltou a fotografia e o ritmo deliberado da narrativa, apontando que o filme “prefere a construção lenta de tensão ao espetáculo imediato”.

No Variety, a crítica reconheceu que o filme não reinventava o western, mas fazia isso com extrema competência, chamando-o de “um retorno sólido e elegante às raízes do gênero”. A revista também elogiou o vilão interpretado por Michael Gambon, descrito como “frio, calculista e assustadoramente realista”. O The New Yorker destacou o cuidado de Costner com os detalhes históricos e com o silêncio, observando que grande parte da força dramática do filme reside nos gestos contidos e nas pausas. De forma geral, o consenso crítico apontou Pacto de Justiça como um western clássico moderno, respeitoso à tradição e consciente de seu tempo, com elogios recorrentes à direção e às atuações centrais.

No aspecto comercial, Pacto de Justiça teve um desempenho moderado, porém respeitável. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 26 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 68 milhões em bilheteria mundial. Nos Estados Unidos, o longa somou pouco mais de US$ 58 milhões, enquanto o mercado internacional contribuiu de forma mais modesta para o total. Embora não tenha sido um blockbuster, o filme garantiu retorno financeiro satisfatório, especialmente considerando seu gênero clássico e seu ritmo mais lento, distante das tendências comerciais dominantes do início dos anos 2000.

Com o passar do tempo, Pacto de Justiça passou por uma reavaliação crítica positiva. Hoje, o filme é frequentemente citado como um dos westerns mais subestimados das últimas décadas. Muitos críticos contemporâneos destacam a famosa sequência final como uma das mais realistas e tensas já filmadas no gênero, além da maturidade com que o filme aborda temas como justiça privada, violência e moralidade. A parceria entre Kevin Costner e Robert Duvall é constantemente lembrada como um dos grandes pontos fortes do longa, e o filme conquistou um público fiel que o considera um herdeiro direto dos grandes westerns clássicos de John Ford e Howard Hawks.

Pacto de Justiça (Open Range, Estados Unidos, 2003) Direção: Kevin Costner / Roteiro: Craig Storper (baseado no romance The Open Range Men, de Lauran Paine) / Elenco: Kevin Costner, Robert Duvall, Annette Bening, Michael Gambon, Diego Luna, Abraham Benrubi / Sinopse: Dois vaqueiros que vivem à margem da lei entram em conflito com um poderoso fazendeiro ao desafiar o controle violento imposto sobre uma pequena cidade do Velho Oeste.

Erick Steve. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Seu Último Refúgio

Título no Brasil: Seu Último Refúgio
Título Original: High Sierra
Ano de Lançamento: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: John Huston, W. R. Burnett
Elenco: Humphrey Bogart, Ida Lupino, Arthur Kennedy, Joan Leslie, Henry Travers, Jerome Cowan

Sinopse:
O criminoso veterano Roy Earle é libertado da prisão para participar de um último grande assalto organizado por uma poderosa quadrilha. Durante a preparação e a execução do crime, Roy se envolve emocionalmente com pessoas que representam caminhos opostos para sua vida: a jovem ingênua por quem se apaixona e a mulher experiente que realmente o compreende. Após o assalto dar errado, ele se torna um fugitivo nas montanhas da High Sierra, enfrentando seu destino em um desfecho trágico e memorável.

Comentários: 
Esse foi o filme que mudou a carreira de Humphrey Bogart. Até então ele vinha atuando apenas em papéis secundários, geralmente interpretando gângsters ou detetives ao estilo "Dirty Cop" (policiais corruptos). O filme é muito bom, considerado um clássico de transição. Possui muitos elementos do cinema noir, mas ao mesmo tempo investe no lado psicológico dos personagens, além de trazer um roteiro que poderia ser enquadrado tranquilamente no tipo mais tradicional de filmes de gângsters da década anterior. Curiosamente o roteiro ganharia um remake anos depois, mas dessa vez no gênero cinematográfico do western. Estou me referindo ao faroeste Colorado Territory. Por fim e não menos relevante vale a pena lembrar que esse roteiro foi escrito pelo mestre John Huston que iria firmar uma ótima parceria com Bogart dando origem a outros grandes clássicos do cinema americano como Relíquia Macabra e O Tesouro de Sierra Madre. Interessante que Huston não assinou a direção desse filme, cedendo seu lugar para outro grande cineasta, Raoul Walsh, Enfim, grande filme! Uma produção para ser ter na coleção.

Pablo Aluísio. 

O Homem que Se Vendeu

Título no Brasil: O Homem que Se Vendeu
Título Original: The Great McGinty
Ano de Lançamento: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Preston Sturges
Roteiro: Preston Sturges
Elenco: Brian Donlevy, Akim Tamiroff, Muriel Angelus, Lynn Overman, William Demarest, Betty Field

Sinopse:
A história acompanha Dan McGinty, um andarilho sem rumo que, por acaso, é recrutado por um corrupto chefe político. Usando sua força bruta para fraudes eleitorais, McGinty sobe rapidamente na hierarquia política, passando de simples capanga a governador. No entanto, conforme alcança poder e prestígio, ele começa a questionar o sistema corrupto que o levou ao topo, enfrentando um conflito moral que ameaça destruir tudo o que conquistou.

Comentários:
O filme, apesar de ter sido produzido em 1940, me pareceu mais atual do que nunca! Isso se deve ao fato de que, não importa a época e nem o país, a classe política sempre é vista com total desconfiança pelo povo - e isso é mais do que justificado! Nesse filme temos um protagonista que é basicamente um vagabundo que acaba subindo com a ajuda de um bando de políticos corruptos que desejam usá-lo apenas como fantoche em suas jogadas de desvio de dinheiro público. Provavelmente você perceberá as semelhanças com histórias de políticos aí bem perto de você! Este foi o filme de estreia de Preston Sturges como diretor, após sucesso como roteirista em Hollywood. O roteiro venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original, tornando Sturges o primeiro cineasta a ganhar o prêmio por um filme que também dirigiu. O filme é desse modo uma sátira afiada sobre corrupção política, ainda considerada surpreendentemente atual. E um filme dirigido por um roteirista de longa data, não tem jeito, sempre será muito bem escrito e dirigido. E o tempo só lhe fez bem, pois hoje em dia essa crônica cinematográfica é reconhecida como um clássico da comédia política americana e peça fundamental do cinema da década de 1940.

Pablo Aluísio. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Crônicas do Velho Oeste

Crônicas do Velho Oeste
Uma seleção especial trazendo os melhores filmes de Faroeste, em textos com muitas informações. E não é só. Essa edição ainda traz histórias de western, todas se passando no velho oeste americano. Uma coletânea de contos de faroeste. São 200 páginas com muito faroeste para o leitor!

Pablo Aluísio. 

Para comprar o livro click nos links abaixo: 



James Dean!

James Dean 
James Dean foi um dos grandes mitos da Hollywood em sua era de ouro. Representou como ninguém toda a rebeldia e juventude de uma geração. Só que sua vida e carreira foram breves, como um carro em alta velocidade. Nesse livro resgatamos a história de James Dean, com sua biografia e análise detalhada de todos os seus filmes. E como se isso não fosse o suficiente, ainda trazemos em suas páginas outro grande ator dessa mesma era. Estamos falando de Montgomery Clift, um jovem e talentoso ator que abalou as estruturas de Hollywood com sua técnica de atuação revolucionária para aqueles tempos de grandiosidade cinematográfica. São mais de 200 páginas com dois dos grandes ídolos do cinema norte-americano. 

Abaixo os links onde o interessado pode comprar o novo livro:



sábado, 31 de janeiro de 2026

Disco de Vinil: Elvis Presley - Elvis as Recorded at Madison Square Garden

O álbum “Elvis as Recorded at Madison Square Garden” foi lançado oficialmente em 18 de junho de 1972, pela RCA Victor, em um momento decisivo da carreira de Elvis Presley. O disco reúne gravações ao vivo realizadas nos dias 9 e 10 de junho de 1972, durante quatro apresentações históricas no Madison Square Garden, em Nova York, um dos palcos mais emblemáticos do mundo. O contexto dessas gravações é marcado pelo auge do chamado “Elvis da fase Las Vegas”, quando o cantor já havia retornado triunfalmente aos palcos após os anos dedicados ao cinema. Registrar Elvis no Madison Square Garden tinha um peso simbólico enorme, pois representava sua consagração definitiva também no circuito cultural mais exigente dos Estados Unidos. Para Elvis, o álbum reafirmava sua relevância artística nos anos 1970 e demonstrava que ele ainda era capaz de mobilizar multidões. O projeto também serviu como resposta às críticas que afirmavam que Elvis já não tinha a mesma força vocal de outrora. Assim, o disco se tornou um marco de prestígio e afirmação em sua trajetória.

A recepção crítica inicial foi amplamente positiva, com destaque para o impacto cultural do evento e a potência do desempenho de Elvis. O The New York Times descreveu os concertos como “um espetáculo de pura presença de palco, no qual Elvis demonstra controle absoluto da plateia”, ressaltando o carisma quase mítico do artista. Já o Los Angeles Times enfatizou a força vocal do cantor, afirmando que “mesmo distante do rock cru dos anos 1950, Elvis ainda canta com uma autoridade que poucos intérpretes de sua geração conseguem igualar”. A crítica também apontou a diversidade do repertório como um ponto forte, misturando rock, country, soul e música popular americana. Revistas especializadas destacaram a qualidade técnica da gravação, considerada superior à maioria dos discos ao vivo da época. O consenso geral era de que o álbum não era apenas um souvenir de shows históricos, mas um registro artístico sólido. Isso contribuiu para elevar ainda mais o status do lançamento.

No Variety, a análise foi igualmente favorável, descrevendo o álbum como “um documento essencial da fase madura de Elvis Presley”, destacando a reação entusiasmada do público nova-iorquino. A revista Billboard elogiou o disco pela capacidade de traduzir a energia do palco para o vinil, afirmando que “Elvis prova que continua sendo um artista de massas, capaz de dominar uma arena lendária como o Madison Square Garden”. A The New Yorker, conhecida por sua postura mais crítica, reconheceu que, embora o espetáculo tivesse elementos grandiosos, Elvis ainda mantinha uma conexão genuína com a música e com o público. Segundo a revista, “há momentos de emoção sincera que transcendem o espetáculo e revelam o intérprete por trás do ícone”. Essas análises ajudaram a consolidar o álbum como um dos registros ao vivo mais respeitados da carreira do cantor. Mesmo críticos mais céticos admitiram a importância histórica do lançamento.

Do ponto de vista comercial, “Elvis as Recorded at Madison Square Garden” foi um grande sucesso. O álbum alcançou rapidamente o Top 20 da Billboard 200, chegando ao 13º lugar, um feito expressivo para um disco ao vivo naquele período. Estima-se que o álbum tenha vendido mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo, recebendo certificações de ouro e platina em diversos países. Na Europa, o disco também teve bom desempenho, figurando nas paradas do Reino Unido e da Alemanha. O público respondeu de forma extremamente positiva, especialmente os fãs que viam no álbum uma oportunidade de “participar” de um evento histórico. As gravações capturam aplausos intensos e reações emocionadas da plateia, o que reforçou a sensação de autenticidade. Comercialmente, o álbum provou que Elvis ainda era uma força dominante na indústria fonográfica. Esse sucesso ajudou a manter sua relevância no competitivo mercado musical dos anos 1970.

O legado do álbum é significativo e duradouro. Atualmente, “Elvis as Recorded at Madison Square Garden” é visto como um dos registros ao vivo mais importantes da carreira de Elvis Presley. Fãs e críticos o consideram um retrato fiel de sua fase madura, marcada por performances poderosas e um repertório diversificado. O disco também é frequentemente citado como um exemplo de como um artista pode se reinventar sem perder sua identidade. No contexto da história da música, o álbum reforça a ideia de Elvis como um artista capaz de atravessar gerações e estilos. Muitos músicos e estudiosos destacam esse trabalho como prova de sua habilidade vocal e de sua presença de palco incomparável. O álbum continua sendo reeditado em vinil e formatos digitais, mantendo-se relevante décadas após seu lançamento. Seu impacto permanece vivo tanto na cultura pop quanto na memória coletiva dos fãs.

Elvis Presley – Elvis as Recorded at Madison Square Garden (1972)
Also Sprach Zarathustra
That’s All Right
Proud Mary
Never Been to Spain
You Don’t Have to Say You Love Me
Polk Salad Annie
Love Me
All Shook Up
Heartbreak Hotel
Teddy Bear / Don’t Be Cruel
Love Me Tender
Blue Suede Shoes
Johnny B. Goode
Hound Dog
What Now My Love
Suspicious Minds
Introductions
I’ll Remember You
An American Trilogy
Funny How Time Slips Away
I Can’t Stop Loving You
Bridge Over Troubled Water
Can’t Help Falling in Love

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Respire

Título no Brasil: Respire
Título Original: Breathe
Ano de Lançamento: 2014 
País: França 
Estúdio / Produtoras: Gaumont Productions 
Direção: Mélanie Laurent 
Roteiro: Mélanie Laurent, Julien Lambroschini 
Elenco: Joséphine Japy, Lou de Laâge, Isabelle Carré, Claire Keim, Roxane Duran, Thomas Solivéres 

Sinopse
Charlie, uma adolescente de 17 anos, vive uma vida pacata até o dia em que chega na escola uma nova aluna chamada Sarah, carismática e sedutora. Charlie se sente imediatamente atraída por Sarah — ambas começam uma amizade intensa, cheia de intimidade, confidências e cumplicidade. Porém, aos poucos, a relação se torna tóxica: Sarah começa a exercer controle emocional, ciúmes e manipulação sobre Charlie, até transformar a amizade em uma relação de poder e violência psicológica. A tensão cresce e o vínculo entre elas se rompe de forma dramática, levando a consequências chocantes e colocando em xeque a própria realidade da protagonista. 

Comentários:
Aqui temos um filme ao velho estilo do cinema europeu, tudo o que há de melhor para se encontrar em um bom drama francês de qualidade cinematográfica irretocável. Respire foi baseado no romance homônimo da escritora francesa Anne-Sophie Brasme. E como era de esperar a crítica e público receberam muito bem o filme, o que resultou numa série de premiações em festivais de cinema de grande prestígio no meio cultural. A estreia mundial aconteceu na seção “Semana da Crítica” do Festival de Cannes de 2014. O filme também foi exibido no Toronto International Film Festival (TIFF) 2014, na seção Contemporary World Cinema. A fotografia, de Arnaud Potier, e a direção de arte criam uma atmosfera fria e melancólica, reforçando a intensidade emocional e psicológica da trama. A crítica elogiou especialmente as atuações de Joséphine Japy e Lou de Laâge — consideradas intensas e convincentes — e a forma realista com que o filme aborda a amizade, a obsessão e a manipulação entre adolescentes.

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: The Fantastic Four: First Steps
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Matt Shakman
Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson
Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner, Ralph Ineson

Sinopse:
Nesta nova adaptação do clássico grupo de super-heróis da Marvel, o Quarteto Fantástico — Reed Richards (Sr. Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (Coisa) — enfrenta uma ameaça cósmica de proporções épicas no contexto de um mundo de estética retro-futurista inspirado nos anos 1960. Já consolidados como heróis após seus poderes, eles devem confrontar seres de imenso poder, entre eles Galactus, a entidade devoradora de mundos, e seu arauto Surfista Prateado, enquanto lutam para proteger o planeta e sua própria unidade como “família” de heróis.

Comentários:
Eu curti bastante esse novo filme do Quarteto Fantástico e isso me surpreendeu porque sinceramente pensei que seria bem cansativo, ainda mais depois de tantos filmes, sendo o último lançado, o pior deles. Só que escolheram uma direção de arte vintage, o que eu gosto de chamar de "Futuro do Passado", ou seja, como as pessoas dos anos 60 pensavam que seria o futuro! Ficou ótimo, um clima de Jetsons em cada cena. Até o uniforme dos primeiros quadrinhos foi resgatado, uma atitude ousada, uma vez que poderia passar como algo ultrapassado e até mesmo cafona! Felizmente, ao meu crivo, isso passou longe de acontecer. E o roteiro segue o itinerário de uma boa revista em quadrinhos bem velha, daqueles que você encontra por acaso no porão da casa do seu tio avô! Muita gente pode achar tudo empoeirado, mas penso diferente. Esses filmes com esse tipo de design de produção me soam muito atrativos. Afinal eu sempre fui um grande fã da estética retrô, vintage, em todos os seus menores aspectos e detalhes. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Avatar: Fogo e Cinzas

Avatar: Fogo e Cinzas
O filme Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash) foi lançado mundialmente em 19 de dezembro de 2025, com estreia no Brasil ocorrendo em 18 de dezembro de 2025. A direção ficou novamente a cargo de James Cameron, que também co-assinou o roteiro com Rick Jaffa e Amanda Silver, dando continuidade à saga iniciada com Avatar (2009) e Avatar: O Caminho da Água (2022). O elenco inclui Sam Worthington como Jake Sully, Zoe Saldaña como Neytiri, além de Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis e Kate Winslet, entre outros nomes que ampliam o universo de Pandora. A história parte logo após os eventos de O Caminho da Água, com Jake, Neytiri e sua família enfrentando as consequências de perdas profundas e uma nova ameaça representada pelo violento Povo das Cinzas, uma tribo Na’vi forjada por tragédias naturais e raiva acumulada, estabelecendo um conflito épico e emocional para o destino final dos personagens ou da própria Pandora.

Logo após sua estreia, Avatar: Fogo e Cinzas recebeu uma reação crítica mista a majoritariamente positiva, com comentários recorrentes sobre sua grandiosidade visual e ambição técnica. A imprensa destacou que o filme representa um dos maiores espetáculos cinematográficos do ano, impulsionado pelos efeitos visuais e imersão sensorial que se tornaram a marca registrada da franquia. Muitos críticos elogiaram a forma como Cameron expande o mundo de Pandora e desenvolve sequências de ação e confrontos tribais com grande escala e impacto. Há também reconhecimento do esforço narrativo em explorar temas como luto, trauma e divisão cultural entre espécies. Alguns textos ressaltaram que o longa eleva o padrão técnico do cinema blockbuster contemporâneo, sendo considerado por muitos críticos um exemplo de cinema épico visual de alto nível.

Por outro lado, nem todas as críticas foram entusiasmadas. Uma parcela da imprensa e dos críticos especializados apontou que Fogo e Cinzas peca por repetir elementos narrativos dos filmes anteriores, com alguns considerando o roteiro mais familiar e menos inovador do que se poderia esperar para um terceiro capítulo de uma saga tão ambiciosa. A pontuação em agregadores de crítica mostrou um nível sólido, mas inferior aos dos longas anteriores da série, refletindo um debate crítico mais dividido: enquanto a técnica é geralmente elogiada, a narrativa e o desenvolvimento de personagens receberam observações mais cautelosas. Esse mix resultou em uma recepção crítica que pode ser descrita como positiva, porém moderada em comparação com os predecessores.

No aspecto comercial, Avatar: Fogo e Cinzas foi um enorme sucesso. O filme superou a marca de US$ 1,08 bilhão em arrecadação global, consolidando-se como a terceira maior bilheteria de 2025 e um dos poucos lançamentos daquele ano a ultrapassar o marco de um bilhão de dólares mundialmente. Essas cifras, que incluem mais de US$ 300 milhões nos Estados Unidos e cerca de US$ 777 milhões no mercado internacional, reforçam a força contínua da franquia como fenômeno de público mesmo diante de debates críticos sobre sua narrativa. A performance comercial certamente influenciará os planos futuros da saga, com as sequências Avatar 4 e Avatar 5 já planejadas e em diferentes estágios de produção, dependendo da recepção contínua da trilogia nos próximos anos.

Atualmente, Avatar: Fogo e Cinzas é visto como um capítulo importante na franquia, ainda que com divisões entre críticos e público quanto ao seu impacto narrativo. Muitos espectadores destacam as batalhas épicas, o aprofundamento emocional dos protagonistas e a impressionante realização técnica como pontos fortes que merecem ser apreciados no cinema, especialmente em formatos como IMAX ou 3D. Em contrapartida, há críticas de que o filme não expande significativamente a mitologia da saga ou apresenta inovações narrativas profundas, o que gerou um debate mais amplo sobre o futuro criativo da franquia. No balanço geral, a obra é considerada um marco visual e um sucesso de público, mas sua posição no panteão dos melhores filmes da série ainda é objeto de discussão entre fãs e analistas cinematográficos.

Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash, Estados Unidos, 2025) Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver (baseado em personagens criados por James Cameron) / Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis / Sinopse: Após as devastadoras consequências dos conflitos anteriores, Jake Sully e Neytiri enfrentam uma nova e implacável ameaça emergente das tribos Na’vi de Pandora, envolvendo luto, guerra e alianças improváveis em uma jornada que testa coragem, identidade e sobrevivência.

Erick Steve.