domingo, 7 de junho de 2026

Fallout - Segunda Temporada

Fallout - Segunda Temporada
Eu poderia facilmente ficar aqui reclamando dessa segunda temporada da série "Fallout" como muita gente fez por aí. Mas não vou nesse caminho. Eu entendo que muitas críticas que foram feitas para essa segunda temporada são bem justas. Os roteiros muitas vezes não sabem para onde ir e por essa razão ficam dando voltas em torno de si mesmos. Eu reconheço isso, mas a despeito desses problemas pontuais acho esse universo tão rico e bem construído que ele quase vira à prova de falhas. É um tipo de produto que nasceu nos games, mas que ficou plenamente satisfatório quando adaptado para uma série. A obra original é boa, bem idealizada. Quando isso acontece é meio caminho vencido. 

E aqui vale alguns elogios para certos aspectos. Aquela legião de romanos falsos de uma Las Vegas em ruínas é uma ótima ideia. Como se sabe Las Vegas tem esses cassinos bem bregas cuja temática é o próprio Império Romano. Então imagine todo aquele figurino indo parar nas mãos de um bando de malucos violentos que resolvem se reunir após a hecatombe nuclear! Em minha opinião, isso foi genial! O velho ator, travestido de cowboy dos filmes de faroeste dos anos 60, é outro ponto alto. Meio morto, meio vivo, um necrófito, ele rouba todas as cenas em que aparece. Já conhecia o ator de outras séries (em especial, Justified) e posso dizer que ele sempre foi ótimo. Junte a isso um personagem excelente e a mistura não poderia ser melhor. Assim essa segunda temporada me agradou. Tem seus pequenas problemas, mas vamos ser sinceros, nenhuma série é realmente perfeita! E essa é definitivamente bem acima da média do que se produz atualmente. 

Fallout - Segunda Temporada (Fallout, Estados Unidos, 2025) Direção: Frederick E.O. Toye, Liz Friedlander e Stephen Williams / Roteiro: Geneva Robertson-Dworet e Graham Wagner / Elenco: Ella Purnell (Lucy MacLean), Aaron Moten (Maximus), Walton Goggins (O Carniçal / Cooper Howard), Moisés Arias (Norm MacLean), Kyle MacLachlan (Hank MacLean) e Frances Turner (Barb Howard) / Sinopse: Em um mundo devastado pela guerra nuclear, um grupo de sobreviventes tenta reerguer a civilização, algo que vai se revelar ser quase impossível. Enquanto isso a violência e a barbárie domina. 

Pablo Aluísio. 

1923 - Segunda Temporada

1923 - Segunda Temporada
O que vou escrever aqui pode surpreender, mas explico sem receios: "1923" é muito melhor do que "Yellowstone". Muita gente pode discordar, até porque essa série deriva da outra que é grande sucesso de audiência nos Estados Unidos, mas eu reafirmo meu posicionamento. "Yellowstone" sofre por ser uma série regular, com muitos episódios, então o desgaste vem de forma inevitável. "1923" nunca teve essa pretensão, é uma série curtinha, um spin-off com ótimo elenco. Tudo está bem encaixado e tudo funciona perfeitamente bem! É um primor para dizer a simples e pura verdade!

E como se não bastasse isso, todos esses excelentes elementos da produção, a história contada é muito bem construída. Temos essa jovem inglesa viajando rumo ao Oeste para reencontrar o amor de sua vida. O que ela encontra no caminho são desafios supremos. Algumas cenas me deram nos nervos, como aquela em que ela é encurralada numa estação de trem por um estuprador e ladrão. Mostra bem os problemas que uma mulher viajando sozinha enfrentava naqueles tempos ao decidir seguir rumo aos territórios do velho oeste. Era uma terra sem lei mesmo, cheia de criminosos, facínoras e bandidos de todas as ordens. Eu apreciei cada episódio e muitos deles, devo dizer, possuem mais qualidade cinematográfica que muitos filmes de cinema por aí. Assim, concluindo, meu veredito é um só: 1923 é uma ótima série, uma pequena obra-prima! Pena que acabou nessa segunda temporada! 

1923 (1923, Estados Unidos, 2025) Direção: Ben Richardson, Guy Ferland / Roteiro: Taylor Sheridan / Elenco: Harrison Ford, Helen Mirren, Brandon Sklenar, Julia Schlaepfer, Darren Mann,  Jerome Flynn, Timothy Dalton / Sinopse: Uma família americana tenta sobreviver aos desafios do destino ao protegerem sua fazenda no selvagem e inóspito território de Montana. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 6 de junho de 2026

Paul McCartney - The Boys of Dungeon Lane

Paul McCartney - The Boys of Dungeon Lane
Do alto de seus 83 anos de idade, Paul McCartney lançou um novo álbum nessa semana. Como era de se esperar, é um álbum de memórias. Algo mais do que natural para um senhor de sua idade. Só que Paul não olha para seu passado recente, vai muito além do tempo, revisitando seus anos de infância e adolescência. Antes mesmo da formação dos próprios Beatles. Aqui, em suas letras, Paul recorda desse lugar em Liverpool onde ele costumava ir. Era uma região perto de seu bairro, que dava acesso a uma praia. Ali o garoto Paul se divertia com seus amigos, tinha suas primeiras paqueras, ouvia rádio... coisas banais de um jovem de sua faixa etária. 

O disco também traz uma homenagem para seus pais. Imagine ser um jovem casal criando duas crianças pequenas enquanto chovia bombas nazistas na Inglaterra. Paul louva a coragem de seus pais, reconhece como deve ter sido complicado superar esse momento. É um ponto do álbum de muito sentimento, como aliás acontece em praticamente todas as faixas. Confesso que essa linha mais melancólica de Paul nunca foi a minha preferida. Eu prefiro muito mais o tipo de som que Paul fazia nos anos 80. Aqui a sonoridade me lembrou muito de outro disco dele, igualmente nostálgico, chamado "Chaos and Creation in the Backyard". É um dos trabalhos que menos gosto. Assim já percebi que esse novo disco não será dos meus preferidos nos anos que virão. 

Ainda assim é impossível negar sua importância, ainda mais quando se fala tanto por aí que provavelmente será o último de sua carreira. Pessoalmente eu duvido muito. Acredito que Paul McCartney vai continuar a fazer álbuns, shows e tudo mais. Ele ama o que faz e quando isso acontece não existe a palavra aposentadoria. Sua voz já não é a mesma, devo reconhecer, só que esse aspecto é muito natural para uma pessoa idosa com mais de 80 anos. Não merece nenhuma crítica. Assim, embora "The Boys of Dungeon Lane" tenha todas as características de ser um disco de despedida, muito provavelmente não será. Deixem Paul trabalhar até quando desejar. O mundo da música certamente agradece!

Paul McCartney - The Boys of Dungeon Lane (2026)
As You Lie There
Lost Horizon
Days We Left Behind
Ripples in a Pond
Mountain Top
Down South
We Two
Come Inside
Never Know
Home to Us
Life Can Be Hard
First Star of the Night
Salesman Saint
Momma Gets By

Pablo Aluísio.

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son
Essa música é um grande clássico do rock americano dos anos 60. Lançada como single com "Down on the Corner" no lado B em setembro de 1969, é um retrato perfeito do momento histórico pelo qual passava os Estados Unidos naquele período. O país afundava na Guerra do Vietnã, milhares de jovens americanos eram enviados para morrer nas selvas do país asiático. E não pense que eram jovens da elite, nada disso. Os soldados eram das classes sociais mais desfavorecidas. Os pobres morreram no Vietnã, enquanto os ricos protegiam seus filhos da tragédia anunciada. 

O centro da mensagem dessa canção é justamente essa. Um jovem americano, canta, em primeira pessoa, que não é um "jovem afortunado". Não tem parentes importantes que o livrará do Vietnã. Ele vai ser convocado à força (o serviço militar ainda era obrigatório) e provavelmente morrerá na Guerra do Vietnã. É isso. Simples, direto, curto e grosso. Uma letra fantástica, apesar de sua simplicidade. E nem preciso lembrar que a canção foi um grande sucesso na época, ajudando nos movimentos que lutavam contra essa guerra estúpida que ceivou a vida de muitos jovens, enquanto os ricos ficavam bem longe do campo de batalha, como sempre aconteceu na história. Enfim, mais uma vez a arte dando aulas de história que não se aprendem nas escolas. 

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son (1969)
Lado A: Fortunate Son
Lado B: Down on the Corner
Selo: Fantasy
Produção: John Fogerty

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

O Carro de Jayne Mansfield

O Carro de Jayne Mansfield 
A história se passa no interior dos Estados Unidos. Um homem já idoso, interpretado por Robert Duvall, recebe a notícia que sua ex-esposa faleceu. Ela havia se divorciado dele muitos anos atrás. Depois teria se casado com um inglês, mas deixado em seu testamento o desejo de ser sepultada nos Estados Unidos. Agora o velho homem, que havia sido traído no passado, teria que lidar com essa carga emocional de receber o segundo marido dela, seus familiares, para esse funeral. O mesmo valeria para seus filhos, todos com seus próprios problemas emocionais, muitos deles veteranos de guerra, com cicatrizes físicas e emocionais do passado. Uma situação delicada, envolvendo duas famílias, uma americana e outra britânica. 

Excelente filme que só assisti mais recentemente. Mostra uma típica família de interior dos Estados Unidos, com todos os seus problemas disfuncionais. O patriarca é um homem austero que tem também suas pequenas manias e hobbies excêntricos, como correr para ver qualquer acidente de carro que aconteça nos arredores. E quando o carro da morte da atriz Jayne Mansfield chega para exposição em sua cidade ele nem perde tempo para ir no bizarro e mórbido evento! E tudo se revela de uma breguice interiorana sem fim, com direito a boneco mal feito da atriz e tudo mais! Só vendo pra crer! Enfim, filme muito bom! Os personagens possuem sua própria dose de bizarrice, mas isso, no final das contas, também faz parte dessa produção fora dos padrões convencionais. 

O Carro de Jayne Mansfield (Jayne Mansfield's Car, Estados Unidos, 2012) Direção: Billy Bob Thornton / Roteiro: Billy Bob Thornton, Tom Epperson / Elenco:  Robert Duvall, John Hurt, Tippi Hedren, Kevin Bacon, Ray Stevenson, Robert Patrick, Billy Bob Thornton, Frances O'Connor / Sinopse: Uma crônica cinematográfica sobre uma família do interior dos Estados Unidos tentando superar os traumas do passado e os problemas do presente. 

Pablo Aluísio.

Quatro Casamentos e um Funeral

Quatro Casamentos e um Funeral
Depois de muitos anos decidi rever. De fato os anos 90 se tornaram mesmo a era de ouro das comédias românticas. Essa popularidade havia começado lá por meados dos anos 80 e explodiu uma década depois. Essa é uma das melhores produzidas na Inglaterra. Tem um elenco charmoso, jovem, empolgante e o roteiro, embora meio formulaico, é bem redondinho e ainda funciona muito bem. Claro que depois esses filmes sobre casamentos iriam virar uma verdadeira praga cinematográfica, tornando tudo insuportável, mas quando esse filme chegou nas telas tudo soava como um perfume frescor de novidade no ar. 

Hoje em dia o filme é mais lembrado por ter transformado Hugh Grant em um astro do cinema internacional. Na época ele era desconhecido, apenas um jovem ator talentoso que fazia muito bem o papel de um típico inglês meio desajeitado, tímido e com ótimas tiradas daquele bom humor britânico que conhecemos tão bem. A carreira dele só iria subir a partir desse filme, fazendo com que ele se tornasse também um ator muito popular nos Estados Unidos. Revisto hoje, tantos anos após seu lançamento original, pude perceber que o filme envelheceu bem. Não ficou datado e a história conserva seu charme inicial. De certa maneira ainda funciona, mesmo sendo o pioneiro de um nicho de filmes que iria saturar completamente nos anos que viriam. Quatro Casamentos e Um Funeral conseguiu, apesar de tudo isso, resistir bem ao teste do tempo. 

Quatro Casamentos e Um Funeral (Four Weddings and a Funeral, Reino Unido, 1994) Direção: Mike Newell / Roteiro: Richard Curtis / Elenco: Hugh Grant, Andie MacDowell, James Fleet, Simon Callow, John Hannah, Kristin Scott Thomas, Rowan Atkinson / Sinopse: Não tem jeito, Charles (Grant) sempre chega atrasado nos casamentos, mesmo quando é o padrinho! Agora vai precisar encarar o desafio de superar relacionamentos pessoais fracassados de seu passado, ao se apaixonar por uma americana que veio a conhecer justamente em um desses casamentos. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Mestres do Universo

Título no Brasil: Mestres do Universo
Título Original: Masters of the Universe
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Amazon MGM Studios e Mattel Films
Direção: Travis Knight
Roteiro: Chris Butler
Elenco: Nicholas Galitzine, Jared Leto, Camila Mendes, Idris Elba, Alison Brie, Morena Baccarin, James Purefoy.

Sinopse:
A nova adaptação live-action de He-Man apresenta uma releitura da origem do personagem. Quando criança, o príncipe Adam é separado de seu planeta natal, Eternia, e acaba crescendo na Terra sem conhecer sua verdadeira identidade. Quase duas décadas depois, ele reencontra a lendária Espada do Poder, que o conduz de volta ao seu mundo de origem. Lá, descobre que Eternia está sob o domínio do terrível Skeletor. Para salvar seu povo, Adam precisará aceitar seu destino e transformar-se em He-Man, o homem mais poderoso do universo, enfrentando forças malignas em uma batalha épica pelo Castelo de Grayskull.

Comentários:
O lançamento de Masters of the Universe representou um dos projetos mais aguardados pelos fãs dos brinquedos e desenhos animados dos anos 1980. A crítica americana recebeu o filme de maneira geralmente favorável, destacando principalmente a decisão do diretor Travis Knight de abraçar o espírito colorido e aventureiro da franquia original em vez de seguir a tendência de adaptações excessivamente sombrias. O jornal Houston Chronicle descreveu o filme como “a aventura fantástica que os fãs mereciam”, elogiando o equilíbrio entre nostalgia e modernização. A atuação de Nicholas Galitzine também recebeu muitos elogios, especialmente pelo comprometimento físico e pela capacidade de transmitir humanidade ao personagem de Adam antes de sua transformação em He-Man. A construção visual de Eternia, os figurinos e os efeitos especiais foram frequentemente apontados como alguns dos pontos mais fortes da produção.

Entre os críticos especializados, houve elogios ao elenco de apoio, especialmente a Camila Mendes como Teela e a Alison Brie como Evil-Lyn. Já Jared Leto dividiu opiniões em sua interpretação teatral de Skeletor: alguns críticos consideraram sua atuação divertida e fiel ao tom exagerado dos desenhos, enquanto outros a acharam excessivamente caricatural. Em comunidades de fãs, especialmente no Reddit, houve entusiasmo pela recriação de Eternia e dos personagens clássicos, embora alguns lamentassem a ausência de figuras populares como Orko e Mer-Man. Muitos espectadores compararam o filme aos melhores momentos de fantasias como The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring e Star Wars, mas com uma identidade própria baseada no universo criado pela Mattel. Comercialmente, o filme foi visto como um passo importante para revitalizar a marca He-Man para uma nova geração, ao mesmo tempo em que homenageia os fãs que acompanham a franquia há mais de quarenta anos.

Erick Steve. 

Jack Ryan: Guerra Fantasma

Título no Brasil: Jack Ryan: Guerra Fantasma
Título Original: Tom Clancy's Jack Ryan: Ghost War
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures, Skydance Media 
Direção: Andrew Bernstein
Roteiro: Aaron Rabin e John Krasinski
Elenco: John Krasinski, Wendell Pierce, Michael Kelly, Betty Gabriel, Sienna Miller, Max Beesley, Douglas Hodge e JJ Feild.

Sinopse:
Dando continuidade à série de televisão Jack Ryan exibida entre 2018 e 2023, o filme mostra Jack Ryan sendo forçado a retornar ao mundo da espionagem quando uma operação internacional encoberta revela uma conspiração de grandes proporções. Ao lado de seus antigos aliados James Greer e Mike November, Ryan enfrenta uma unidade clandestina de operações especiais que parece conhecer cada um de seus movimentos. A investigação leva o grupo a uma perigosa rede de traições, ameaças globais e segredos do passado que voltam para assombrá-los. A missão rapidamente se transforma no caso mais pessoal e perigoso da carreira de Jack Ryan.

Comentários:
Jack Ryan: Ghost War marcou a transição definitiva do personagem criado por Tom Clancy da televisão para um longa-metragem produzido para streaming. A crítica americana recebeu o filme de forma bastante dividida. O jornal britânico The Guardian considerou a produção apenas mediana, afirmando que ela funciona melhor como um episódio prolongado da série do que como um verdadeiro evento cinematográfico. A publicação elogiou a familiaridade dos personagens, mas criticou a trama por reciclar elementos de thrillers políticos dos anos 2000 e por não aproveitar totalmente o potencial do formato de longa-metragem. Ainda assim, diversos críticos reconheceram que a presença de John Krasinski continua sendo um dos maiores atrativos da franquia. Seu desempenho foi frequentemente apontado como sólido e confiável, mantendo o carisma que ajudou a transformar sua versão de Jack Ryan em uma das mais populares da história do personagem.

Entre os fãs da série, a recepção foi igualmente variada. Em fóruns e comunidades online, muitos espectadores elogiaram o reencontro de Jack Ryan com personagens clássicos como James Greer e Mike November, além da introdução da agente britânica Emma Marlow, interpretada por Sienna Miller. Outros, porém, consideraram que a história teria funcionado melhor como uma minissérie de vários episódios, permitindo maior desenvolvimento dos conflitos políticos e dos personagens. Diversas discussões em comunidades de fãs apontaram problemas de ritmo e um excesso de exposição narrativa, enquanto outros espectadores apreciaram justamente o retorno ao estilo tradicional dos thrillers de espionagem. Comercialmente, o filme atraiu grande atenção por representar o retorno de Jack Ryan após o encerramento da série e por servir como uma espécie de capítulo final para essa encarnação do personagem. Apesar das opiniões divergentes, a maioria dos analistas concordou que o longa preserva os elementos que tornaram a série popular: conspirações internacionais, tensão política e um protagonista inteligente colocado diante de ameaças globais cada vez mais complexas.

Erick Steve. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A Longa Marcha

Título no Brasil: A Longa Marcha
Título Original: The Long Walk
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: JT Mollner, Stephen King (livro)
Elenco: Cooper Hoffman, David Jonsson, Garrett Wareing, Charlie Plummer, Ben Wang, Judy Greer, Mark Hamill

Sinopse:
Em uma versão distópica dos Estados Unidos, cinquenta adolescentes são escolhidos para participar da competição anual conhecida como “A Longa Marcha”. As regras são simples e aterrorizantes: os participantes devem continuar caminhando sem parar, mantendo uma velocidade mínima constante. Quem desacelera recebe advertências; ao ultrapassar o limite permitido, é executado imediatamente diante do público. À medida que os quilômetros se acumulam e os competidores começam a cair, surgem amizades, rivalidades e reflexões profundas sobre sobrevivência, sacrifício e a natureza humana. No final, apenas um participante poderá permanecer vivo.

Comentários:
Desde seu lançamento ess filme tem recebido críticas positivas, mas em minha opinião deixa bastante a desejar. Penso que ao longo dos anos o escritor Stephen King passou a ter menos histórias originais. Ele parece se repetir, se auto referenciar, fruto da idade ou talvez do cansaço após décadas escrevendo livros por pressão das editoras. Assim ele vai reciclando velhas ideias. A história desse, por exemplo, me lembra muito "O Sobrevivente", aquele conto que foi adaptado para o cinema inicialmente trazendo Arnold Schwarzenegger e que mais recentemente ganhou um remake. Tudo parece ser fruto de programas de entretenimento violentos e sádicos, consumidos pela massa em um mundo distópico e extremamente perverso. Para King, nessas histórias, o mundo não tem esperança, o futuro vai mesmo ser dominado por ideologias de natureza violenta e opressora. Bom, eu não duvido nada, diante dos acontecimentos atuais, mas um pouco mais de originalidade iria cair muito bem. 

Pablo Aluísio. 

A Criatura do Cemitério

Título no Brasil: A Criatura do Cemitério
Título Original: Graveyard Shift
Ano de Lançamento: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / JVC Entertainment
Direção: Ralph S. Singleton
Roteiro: John Esposito, Stephen King (conto)
Elenco: David Andrews, Kelly Wolf, Stephen Macht, Andrew Divoff, Brad Dourif, Vic Polizos

Sinopse:
Baseado no conto "O Último Turno", da coletânea Sombras da Noite, o filme se passa em uma antiga fábrica têxtil localizada em uma pequena cidade do estado do Maine. Quando a infestação de ratos atinge níveis alarmantes, um grupo de trabalhadores é recrutado para limpar os porões e túneis subterrâneos do local durante o turno da noite. À medida que avançam pelos corredores escuros e decadentes da fábrica, os operários começam a desaparecer de forma misteriosa. Logo eles descobrem que algo muito mais perigoso do que ratos habita as profundezas do prédio: uma criatura monstruosa que se alimenta dos trabalhadores e guarda um segredo aterrador sob a fábrica.

Comentários:
Eu assisti a praticamente todos os filmes de terror inspirados nos escritos de Stephen King, mas é a tal coisa, sempre algo nos escapa. Esse é um deles. Nunca havia assistido antes, até poucas semanas atrás. Baseado em um conto curto escrito por King, os realizadores até que fizeram um filme eficiente. Rodado ainda nos anos 80, ele tem todas as característicos dos filmes de terror dessa década, o que é um ponto muito favorável. As criaturas do filme, por exemplo, são bonecões gosmentos, bem mais convincentes que os efeitos de computação gráfica que iriam dominar nos anos seguintes. A linha é no estilo "quanto mais nojento e asqueroso, melhor", então quem curtiu filmes como "A Mosca" (versão dos anos 80, obviamente) vai curtir esse aqui. Só fique longe se você não suportar ratos e bichos escrotos que vivem nos esgotos, porque afinal de contas a história é toda baseada neles! 

Pablo Aluísio.