terça-feira, 20 de outubro de 2026

Sol Vermelho

Sol Vermelho
Dois ladrões de trens, Link Stuart (Charles Bronson) e Gotch 'Gauche' Kink (Alain Delon), lideram um grupo de bandidos formado por mais de 30 pistoleiros que planejam roubar uma pequena fortuna de 400 mil dólares que está sendo levada para a capital dos Estados Unidos. O carregamento conta com a proteção de um pequeno grupamento do exército americano, mas esse se mostra pouco eficiente no combate à ação dos criminosos que logo conseguem parar o trem e se apoderar da preciosa carga. Na mesma locomotiva viajam o embaixador do Japão, que está sendo protegido por dois samurais tradicionais, da velha guarda.

A presença dos criminosos americanos logo se torna perigosa, pois o diplomata japonês carrega um precioso presente do imperador do Japão para o presidente dos EUA, uma espada samurai banhada em ouro. O precioso artefato logo chama a atenção de Gauche (Delon) que nem pensa duas vezes antes de se apoderar do objeto. Após matar um dos samurais. ele pega a espada de ouro para si. Afinal, ele é um ladrão! E como se isso não fosse o bastante resolve também trair seu comparsa Link (Bronson), jogando uma banana de dinamite em sua direção, tudo para ficar com todo o dinheiro e o ouro apenas para si e seus capangas. Agora, para reaver a espada e vingar a morte do samurai, uma estranha e improvável parceria é feita entre Link e o samurai Kuroda Jubie (Toshirô Mifune). Juntos eles partem em busca de Gauche e seu bando pelo oeste afora.

"Sol Vermelho" é uma produção entre França, Espanha e Itália, que novamente em clima de western spaguetti, resolveu transpor para as telas a curiosa fusão entre filmes de faroeste e de artes marciais. A premissa sem dúvida é das mais interessantes pois não é sempre que se vê em pleno velho oeste um samurai devidamente trajado, usando sua tradicional espada e seu código de honra no meio de um bando de pistoleiros e cowboys americanos.

O cineasta inglês Terence Young rodou os três primeiros filmes da franquia de James Bond e talvez por essa razão, tenha aqui em "Sol Vermelho", priorizado as cenas de ação e combate. Um roteiro que colocasse em cena um pistoleiro americano e um samurai japonês poderia render bem mais se a direção aproveitasse a inusitada situação para explorar as diferenças culturais entre eles, mas essa não pareceu ser em nenhum momento a intenção do diretor, que realmente focou sua atenção nas cenas de tiroteios e lutas corporais. No final, o que temos aqui, é um filme eficiente, bem movimentado mas também muito convencional, bem ao estilo do cinema mais comercial da época. De uma forma ou outra não há como não recomendar a produção principalmente pela presença do ótimo elenco, que repito, poderia ter sido melhor aproveitado, mas que mesmo assim não decepciona completamente.

Sol Vermelho (Red Sun, Soleil Rouge, França, Itália, Espanha, 1971) Direção: Terence Young / Roteiro: Laird Koenig, Denne Bart Petitclerc / Elenco: Charles Bronson, Toshirô Mifune, Alain Delon, Ursula Andress, Guido Lollobrigida / Sinopse: Após um assalto a um trem, um dupla formada por um pistoleiro americano (Bronson) e um samurai japonês (Mifune) sai em busca do criminoso (Delon) responsável pelo roubo.

Pablo Aluísio.

Santa Fé

Santa Fé
Após o fim da guerra entre o exército confederado e o exército da União, durante a guerra civil americana, um grupo de irmãos, ex-soldados da confederação, vagam pelo oeste em busca de trabalho e oportunidade. O conflito acabou, mas as rivalidades ainda permanecem vivas. Chegando em um pequena cidade do interior, o grupo acaba encontrando dois soldados ianques em um saloon. Após algumas trocas de farpas entre eles, o clima fica pesado e em legítima defesa um dos irmãos mata um dos militares. Imediatamente fogem da cidade, mas são perseguidos pelo xerife local. Encurralados, não encontram outra saída a não ser entrar no primeiro trem que encontram pela frente. A locomotiva está levando homens para trabalhar na ferrovia de Santa Fé que procura ligar as costas do Atlântico ao Pacífico dos Estados Unidos. O gerente da construção é um ex-oficial ianque, o que logo desperta as antipatias dos irmãos Canfields, menos do mais velho, Britt Canfield (Randolph Scott), que decide entrar para a ferrovia, virando uma espécie de gerente de obras. Os seus irmãos porém não entram na empresa e o pior de tudo, planejam um grande assalto contra ela quando o dinheiro dos trabalhadores chegar na construção no dia de seus pagamentos. O destino, como se pode perceber, colocará irmão contra irmão numa situação mais do que delicada.

Esse é a premissa inicial desse western "Santa Fé", mais um bom momento da filmografia do ator Randolph Scott. Aqui ele surge não apenas como ator, mas também como produtor da fita que foi realizada pela Columbia Pictures. O enredo explora a expansão rumo ao velho oeste, com a construção das estradas de ferro. Essa inovação tecnológica foi a grande responsável pelo avanço da nação americana uma vez que constituiu uma grande revolução nos meios de transporte dos Estados Unidos, a um custo relativamente baixo, com ótimos resultados comerciais aliada a muita eficiência.

Quem assistiu a série da AMC "Hell on Wheels" vai notar inúmeras semelhanças entre essa película e o enredo do seriado. Basta perceber que o tema é concentrado na construção da estrada de ferro rumo ao oeste selvagem. O gerente de obras é um ex-confederado. Até mesmo o responsável pela segurança do acampamento dos trabalhadores é um sueco! Ao meu ver são semelhanças demais para ignorar. E tanto lá como aqui temos um caso amoroso envolvendo o ex-confederado e uma bonita mulher, responsável pela administração das obras. Enfim, temos roteiros quase iguais. Fica por demais óbvio que, ou o roteiro desse western clássico ou então o texto original escrito pelo autor inglês James Vance Marshall, serviram de inspiração para a nova série. De uma maneira ou outra, fica aqui mais uma dica, "Santa Fé", um faroeste com o sabor das antigas matinês. Mais um bom western estrelado por Randolph Scott.

Santa Fé (Santa Fe, Estados Unidos, 1951) Direção: Irving Pichel / Roteiro: Kenneth Gamet baseado no livro de James Vance Marshall / Elenco: Randolph Scott, Janis Carter, Jerome Courtland / Sinopse: Um ex-soldado confederado chamado Britt Canfield (Randolph Scott) vai trabalhar na ferrovia de Santa Fé ao mesmo tempo em que seus irmãos planejam um grande assalto na empresa. A situação colocará ambos em lados opostos da lei.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

O Pagador de Promessas

Título no Brasil: O Pagador de Promessas
Título Original: O Pagador de Promessas
Ano de Produção: 1962
País: Brasil
Estúdio: Cinedistri
Direção: Anselmo Duarte
Roteiro: Anselmo Duarte, Dias Gomes
Elenco: Leonardo Villar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Norma Bengell, Othon Bastos, Roberto Ferreira

Sinopse:
Após ter uma graça alcançada, o humilde e sincero Zé do Burro (Leonardo Villar) parte para cumprir sua promessa. Ela havia prometido levar uma grande cruz pesada de madeira para o altar da Igreja, mas seus planos são interrompidos por um padre insensível que o impede de cumprir sua promessa religiosa. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. Vencedor da Palma de Ouro no Cannes Film Festival.

Comentários:
Ontem tivemos a triste notícia da morte do ator Leonardo Villar. Ele protagonizou esse que muito provavelmente foi o filme mais importante da história do cinema brasileiro. Estou me referindo obviamente ao clássico "O Pagador de Promessas". Foi o único filme da história do nosso cinema nacional que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Um feito extraordinário. E a força dessa obra de arte veio não apenas de seu maravilhoso texto original, escrito pelo talentoso e genial Dias Gomes, como também pelo ótima direção do subestimado Anselmo Duarte e do elenco, com especial reverência ao próprio Leonardo Villar que teve aqui o papel de sua vida, o personagem que definiu toda a sua carreira artística. Ser consagrado em Cannes foi mera consequência de um trabalho brilhante por parte de todos os envolvidos. Além disso trouxe de volta para o centro da discussão a delicada questão sobre a dualidade entre um catolicismo popular, sincero, de muita fé, em contraponto a um catolicismo oficial, burocrático e muitas vezes insensível. Enfim, uma obra de arte cinematográfica pela qual todos os brasileiros devem ter o maior orgulho. Um momento ímpar da história de nossa arte visual. O auge da cinematografia brasileira.

Pablo Aluísio.

Carlitos Bombeiro

Título no Brasil: Carlitos Bombeiro
Título Original: The Fireman
Ano de Produção: 1916
País: Estados Unidos
Estúdio: Mutual Film
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin, Vincent Bryan
Elenco: Charles Chaplin, Edna Purviance, Lloyd Bacon, Eric Campbell, Leo White, James T. Kelley

Sinopse:
Carlitos (Charles Chaplin) arranja um novo emprego no corpo de bombeiros da cidade. Tudo começa bem calmo, mas logo se transforma em caos quando ele e seus companheiros precisam apagar um grande incêndio em uma casa. E quem poderia imaginar que ele iria encontrar o grande amor de sua vida nessa tragédia?

Comentários:
Depois do sucesso de seus primeiros filmes Chaplin finalmente pôde colocar em prática suas ideias de humor físico mais bem elaborado. Agora ele pedia ao estúdio não apenas um grande elenco de apoio, com coadjuvantes e extras, etc, mas também cenários muito bem elaborados. Para esse filme Chaplin pediu duas casas para incendiar, além de acesso sem restrições ao quartel do corpo de bombeiros de Los Angeles, dois pedidos que foram aceitos, não sem grande sacríficio. Os bombeiros adoravam Chaplin e não se recusaram a aparecerem no filme. Até porque foi necessário mesmo a presença deles por causa das casas pegando fogo - e de verdade! O filme é muito divertido, como era de se esperar. Com 24 minutos de duração, o que hoje em dia seria considerado um curta-metragem, foi também um dos últimos filmes de Chaplin em que ele investiu basicamente no humor físico, sem desenvolver muito os personagens, algo que em breve iria acontecer.

Pablo Aluísio.

domingo, 18 de outubro de 2026

Cinema News - Edição XX

O Fim da Warner Bros
Como foi amplamente divulgado o estúdio da Warner Bros finalmente foi vendido para a Paramount. Uma transação que valeu bilhões de dólares. Com essa aquisição a própria Paramount tambem deixou de existir. Os executivos agora resolveram criar uma empresa nova, a Skydance. Os famosos nomes e logotipos da Warner e da Paramount até podem ser usados daqui em frente, mas apenas como selos para determinados tipos de filmes, não mais como empresas próprias. 

Eu sei que o mundo corporativo tem sua própria lógica, mas não deixo de lamentar o fim da Warner Bros e da Paramount. Esses foram estúdios centenários que marcaram a história de Hollywood. Ao deixar de existir, essas companhias cinematográficas demarcam o fim de uma era, uma era de ouro do cinema americano. Essa nova empresa Skydance nasce sem personalidade, sem alma. O próprio nome é péssimo, mais parecendo o nome de alguma academia de ginástica genérica, como tantas que encontramos por aí nas grandes cidades. 

A Warner e a Paramount se tornam assim as últimas gigantes da história do cinema americano a fecharem suas portas. Eu me lembro que no começo dos anos 80 a United Artists encontrou seu fim, indo à falência. O estúdio que havia sido criado por Chaplin e um grupo de artistas independentes teve sua era de ouro, com grandes sucessos, mas depois do afastamento e da morte de Chaplin e outros fundadores pioneiros, a empresa perdeu o rumo. Foi engolida pela lógica de lucros acima de tudo. 

Depois foi a vez da Columbia Pictures que foi comprada pela japonesa Sony, bem na época em que o Japão vivia seu auge de prosperidade econômica. A Universal também perderia sua existência independente pouco tempo depois sendo incorporada por um gigante de mídia dos Estados Unidos. Com a queda da Warner e o fechamento da Paramount, tal como a conhecemos, se fecham as portas das últimas gigantes pioneiras que ainda estavam de pé. É de se lamentar mesmo. Tanto Warner como Paramount tinham uma tradição mais do que centenária. O fim dessas empresas também marca o fim do auge de Hollywood. A arte sendo devorada pelos barões corporativos. Uma enorme perda para o mundo cinematográfico. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 17 de outubro de 2026

Elvis Presley - Girls, Girls, Girls - Parte 4

Elvis Presley - Girls, Girls, Girls - Parte 4
Eu tenho plena consciência de que esse não é um dos melhores álbuns da carreira de Elvis Presley. Nem se considerarmos apenas sua discografia dos anos 60. Muitos inclusive consideram o trabalho como se fosse um genérico de "Blue Hawaii". Eu não chegaria a tanto. Acredito que entre o material há realmente boas canções envolvidas. Sim, admito que nenhuma delas é excepcional ou que Elvis tivesse qualquer preferência por qualquer uma delas. 

Só que como fã de Elvis sei bem que ele conseguia colocar seu talento em cada nota musical. Assim até mesmo aquelas músicas que só funcionavam dentro do contexto do filme ainda conseguem se sobressair em relação ao material de outros artistas da época. Afinal Elvis só existia um, então qualquer canção que fosse interpretada por ele ganhava seu toque de qualidade pessoal. 

E começo destacando justamente a canção título do filme, "Girls, Girls, Girls". Aqui o que se sobressai mesmo é o arranjo, principalmente no excelente solo de sax, algo que era até bem raro dentro da discografia de Elvis. Tanto espaço dado a esse instrumento só havia ouvido mesmo antes nas faixas "Reconsider Baby" e "Like a Baby", lá no finalzinho do lado B do álbum "Elvis is Back!". Aqui os aplausos vão para o saxofonista Boots Randolph, excelente músico de estúdio. 

A outra faixa sempre lembrada desse disco é o hit "Return to Sender" que inclusive foi lançada como single. Isso aconteceu nas vésperas da Beatlemania, o que significava que dali para frente Elvis iria enfrentar muitos problemas para chegar nas primeiras posições das paradas. A concorrência iria mesmo ficar muito pesada. De qualquer forma isso ainda iria acontecer em um futuro, ainda que próximo. A música tem uma letra interessante, não muito longe do pop médio da época, mas que fica grudada na mente do ouvinte. Eu gosto da canção, mas confesso que se ouvida muitas vezes ela fica mesmo um pouco enjoativa. 

Pablo Aluísio.

The Beatles - Penny Lane

Música: Penny Lane
Artista: The Beatles
Álbum: Magical Mystery Tour
Ano de Lançamento: 1967
Selo: Apple Records
Produtor: George Martin
Músicos: Paul McCartney (vocais principais, baixo, piano, harmônio e efeitos sonoros); John Lennon (vocais de apoio, piano, guitarra, congas e palmas); George Harrison (guitarra solo, vocais de apoio e palmas); Ringo Starr (bateria e sino de mão); George Martin (piano e arranjo orquestral); David Mason (trompete piccolo); Ray Swinfield, P. Goody, Manny Winters e Dennis Walton (flautas e flautins); Leon Calvert, Freddy Clayton, Bert Courtley e Duncan Campbell (trompetes e flugelhorn); Dick Morgan e Mike Winfield (oboés e corne inglês); Frank Clarke (contrabaixo). 

Comentários: 
“Penny Lane” foi composta principalmente por Paul McCartney e representa uma das mais belas recordações musicais da infância dos Beatles em Liverpool. O título faz referência a uma rua real da cidade, localizada nas proximidades dos lugares frequentados por McCartney e John Lennon durante a juventude. A letra apresenta uma sequência de personagens e cenas cotidianas, incluindo um barbeiro, um banqueiro, um bombeiro e uma enfermeira, compondo um retrato quase cinematográfico da vida suburbana inglesa. Embora inspirada em locais e pessoas que McCartney conhecia, a canção não pretende ser um relato documental rigoroso: suas imagens misturam lembranças, observações e elementos imaginativos. A composição surgiu quando os Beatles atravessavam uma profunda transformação artística, depois de abandonarem as turnês em 1966 para se concentrarem nas possibilidades do estúdio. Nesse período, McCartney demonstrava crescente interesse por arranjos elaborados, experimentação sonora e composições capazes de evocar ambientes e histórias. A música apresenta uma melodia alegre e sofisticada, mudanças harmônicas inesperadas e uma instrumentação que mistura pop, rock e elementos da tradição clássica. Um de seus momentos mais memoráveis é o solo de trompete piccolo executado pelo músico David Mason, inspirado na sonoridade da música barroca e particularmente no repertório de Johann Sebastian Bach. O arranjo de George Martin combina trompetes, flautas e outros instrumentos de sopro com piano, baixo, bateria e efeitos de estúdio, produzindo uma gravação detalhada e original. O resultado é uma composição que transforma uma rua comum em um universo musical repleto de cores, personagens e pequenas histórias.

A gravação começou em 29 de dezembro de 1966 e prosseguiu durante janeiro de 1967, nos estúdios da EMI, em Abbey Road, sob a produção de George Martin e com a participação do engenheiro de som Geoff Emerick. A elaboração da faixa exigiu diversas sessões e sucessivas modificações nos arranjos, especialmente na seção de metais, até que McCartney encontrasse a sonoridade desejada. Lançada em fevereiro de 1967 como um single de dupla face A com “Strawberry Fields Forever”, a canção recebeu grande atenção do público e da crítica, embora não tenha alcançado o primeiro lugar no Reino Unido, algo incomum para um single dos Beatles naquele período. Nos Estados Unidos, chegou ao topo da Billboard Hot 100, confirmando a enorme popularidade internacional do grupo. 

A gravação posteriormente integrou Magical Mystery Tour, ampliando sua presença na discografia oficial da banda. Ao longo das décadas, “Penny Lane” consolidou-se como uma das composições mais representativas da fase psicodélica dos Beatles, sendo admirada pela riqueza dos arranjos, pela qualidade melódica e pela habilidade de McCartney em transformar memórias pessoais em imagens universais. Sua associação com Liverpool também contribuiu para tornar a rua Penny Lane um ponto de interesse cultural para admiradores do grupo de todo o mundo. A música demonstra como a nostalgia pode ser combinada com inovação musical sem perder espontaneidade ou apelo popular. Seu legado permanece na influência exercida sobre artistas interessados em narrativas urbanas, arranjos orquestrais e composições pop de caráter cinematográfico. Ao lado de “Strawberry Fields Forever”, “Penny Lane” documenta um dos momentos mais criativos da história dos Beatles e confirma a capacidade de Paul McCartney de unir memória, imaginação e experimentação em uma canção inesquecível.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O Enigma da Pirâmide

O Enigma da Pirâmide
O filme O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes) foi lançado em 4 de dezembro de 1985, dirigido por Barry Levinson e estrelado por Nicholas Rowe, Alan Cox, Sophie Ward, Anthony Higgins, Freddie Jones e Nigel Stock. A história apresenta uma versão jovem do famoso detetive Sherlock Holmes, ainda estudante em um colégio na Inglaterra vitoriana. Lá, ele conhece e faz amizade com John Watson, dando início a uma parceria que se tornaria lendária. Quando uma série de mortes misteriosas começa a ocorrer, aparentemente ligadas a alucinações aterrorizantes, Holmes e Watson passam a investigar o caso. As pistas os levam a uma conspiração envolvendo uma seita secreta com ligações ao Egito antigo. Ao longo da trama, o jovem Holmes demonstra habilidades dedutivas extraordinárias, antecipando o grande detetive que viria a se tornar. O filme combina aventura, mistério e elementos de fantasia. A ambientação vitoriana e os efeitos especiais inovadores contribuem para o clima envolvente. Assim, Enigma da Pirâmide oferece uma abordagem original da origem de um dos personagens mais famosos da literatura.

Quando foi lançado, Enigma da Pirâmide recebeu uma recepção crítica geralmente positiva, embora com algumas reservas. O The New York Times elogiou o filme por sua criatividade, afirmando que ele era “uma aventura inteligente que reinventa Sherlock Holmes de forma imaginativa”. Já o Los Angeles Times destacou os efeitos especiais e a atmosfera, comentando que o longa “combina mistério e fantasia com grande estilo visual”. A revista Variety observou que o filme era “uma produção ambiciosa que mistura gêneros de maneira interessante, embora nem sempre equilibrada”. Muitos críticos elogiaram a ideia de explorar a juventude de Holmes, algo pouco visto até então. Os efeitos especiais, especialmente a famosa cena do cavaleiro de vitral, foram amplamente destacados. No entanto, alguns apontaram que o roteiro poderia ser mais consistente. Ainda assim, a crítica reconheceu o filme como uma proposta inovadora. Dessa forma, o longa foi bem recebido pela maioria dos especialistas.

A recepção crítica continuou positiva em avaliações posteriores, com o filme sendo lembrado por sua originalidade e inovação técnica. O longa foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, sendo reconhecido por seu uso pioneiro de computação gráfica. A sequência do cavaleiro de vitral é frequentemente citada como um marco na história dos efeitos digitais no cinema. Publicações como The New Yorker destacaram a capacidade do filme de combinar elementos clássicos com tecnologia moderna. Com o passar dos anos, o filme passou a ser considerado um clássico cult entre fãs de aventura e mistério. Muitos críticos passaram a valorizar mais sua atmosfera e sua abordagem única do personagem Sherlock Holmes. A mistura de gêneros, inicialmente vista com reservas, passou a ser apreciada como um diferencial. Assim, Enigma da Pirâmide conquistou um reconhecimento mais sólido com o tempo. Sua importância técnica também contribuiu para sua reputação.

Do ponto de vista comercial, Enigma da Pirâmide teve um desempenho modesto nas bilheterias. Com um orçamento relativamente alto para a época, o filme arrecadou cerca de 19 milhões de dólares mundialmente, ficando abaixo das expectativas do estúdio. Apesar disso, o público que assistiu ao filme geralmente reagiu de forma positiva, especialmente em relação aos efeitos especiais e à história envolvente. O longa encontrou maior sucesso posteriormente no mercado de vídeo doméstico e em exibições televisivas. Ao longo dos anos, passou a conquistar uma base fiel de fãs. Muitos espectadores redescobriram o filme e passaram a apreciá-lo mais. Assim, embora não tenha sido um grande sucesso imediato, o filme ganhou relevância com o tempo. Seu desempenho comercial inicial não refletiu totalmente seu impacto cultural. Dessa forma, Enigma da Pirâmide se consolidou gradualmente entre o público.

Atualmente, Enigma da Pirâmide é considerado um clássico cult dos anos 1980. O filme é frequentemente lembrado por sua inovação técnica e por sua abordagem criativa do universo de Sherlock Holmes. A ideia de explorar a juventude do detetive influenciou diversas produções posteriores. Críticos contemporâneos valorizam sua atmosfera, seus efeitos especiais e sua narrativa envolvente. A direção de Barry Levinson é reconhecida por equilibrar mistério e aventura. O filme continua sendo apreciado por fãs de cinema fantástico e histórias de detetive. Novas gerações continuam descobrindo a obra e se surpreendendo com sua originalidade. Dessa forma, sua reputação cresceu significativamente ao longo do tempo. Enigma da Pirâmide permanece como uma obra marcante dentro de seu gênero. Seu legado continua relevante.

Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes, Estados Unidos/Reino Unido, 1985) Direção: Barry Levinson / Roteiro: Chris Columbus, baseado nos personagens criados por Arthur Conan Doyle / Elenco: Nicholas Rowe, Alan Cox, Sophie Ward, Anthony Higgins, Freddie Jones e Nigel Stock / Sinopse: Um jovem Sherlock Holmes e seu amigo Watson investigam uma série de mortes misteriosas ligadas a uma seita secreta, revelando uma conspiração que desafia suas habilidades e marca o início de sua lendária parceria.

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

O Sobrevivente

O Sobrevivente
O filme O Sobrevivente (The Running Man) foi lançado em 13 de novembro de 1987, dirigido por Paul Michael Glaser e estrelado por Arnold Schwarzenegger, Maria Conchita Alonso, Richard Dawson, Yaphet Kotto, Jim Brown e Jesse Ventura. Baseado em uma obra de Stephen King (sob o pseudônimo Richard Bachman), o filme se passa em um futuro distópico onde a sociedade é controlada por um regime autoritário que utiliza programas de televisão violentos como forma de entretenimento e manipulação. A história acompanha Ben Richards, um policial injustamente acusado de um massacre, que é forçado a participar de um programa mortal chamado “The Running Man”. Nesse jogo, prisioneiros devem sobreviver enquanto são caçados por assassinos profissionais em um espetáculo transmitido ao vivo. Ao longo da competição, Richards luta não apenas por sua sobrevivência, mas também para expor a verdade por trás do sistema corrupto. O filme mistura ação intensa com crítica social e elementos de ficção científica. A narrativa explora temas como manipulação midiática e controle governamental. Assim, O Sobrevivente se apresenta como um thriller distópico cheio de adrenalina.

Quando foi lançado, O Sobrevivente recebeu uma recepção crítica mista, com elogios à sua premissa, mas críticas à execução. O The New York Times comentou que o filme era “energético e barulhento, mas superficial em sua abordagem dos temas que propõe”. Já o Los Angeles Times destacou o caráter satírico da história, afirmando que o longa “oferece uma crítica interessante à cultura televisiva, ainda que de forma exagerada”. A revista Variety descreveu o filme como “um espetáculo de ação eficiente, impulsionado pelo carisma de Schwarzenegger”. Muitos críticos elogiaram o conceito central, especialmente a ideia de um reality show mortal. No entanto, alguns consideraram que o filme poderia ter explorado melhor seus elementos políticos e sociais. A atuação de Arnold Schwarzenegger foi vista como sólida dentro de seu estilo característico. Richard Dawson também foi bastante elogiado por sua performance como o apresentador do programa. A crítica geral reconheceu o filme como entretenimento eficaz, mas não profundo. Dessa forma, a recepção inicial foi equilibrada entre elogios e reservas.

Com o passar do tempo, O Sobrevivente passou a ser reavaliado de forma mais positiva, especialmente por sua visão antecipatória da cultura midiática moderna. Publicações como The New Yorker e outros veículos passaram a destacar o filme como uma sátira relevante sobre televisão e espetacularização da violência. Embora não tenha recebido indicações a grandes prêmios como o Oscar, o longa ganhou status de filme cult. Muitos críticos passaram a valorizar mais sua abordagem crítica, que parecia exagerada na época, mas se tornou mais pertinente com o avanço dos reality shows e da mídia sensacionalista. A mistura de ação e comentário social passou a ser vista como um dos pontos fortes do filme. A presença de personagens caricatos também passou a ser interpretada como parte de sua sátira. Assim, O Sobrevivente conquistou um reconhecimento mais sólido com o tempo. Sua relevância temática aumentou significativamente.

Do ponto de vista comercial, O Sobrevivente foi um sucesso razoável. Com um orçamento de cerca de 27 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 38 milhões de dólares mundialmente. Embora não tenha sido um grande blockbuster, o desempenho foi considerado satisfatório. O público respondeu positivamente às cenas de ação e ao ritmo acelerado da narrativa. A popularidade de Arnold Schwarzenegger contribuiu para atrair espectadores. O filme também teve bom desempenho no mercado de vídeo doméstico, onde conquistou uma base fiel de fãs. Exibições televisivas ajudaram a manter sua visibilidade ao longo dos anos. Assim, mesmo sem números gigantescos, o filme conseguiu se firmar comercialmente. Seu sucesso foi suficiente para consolidar sua presença dentro do gênero de ação e ficção científica.

Atualmente, O Sobrevivente é visto como um clássico cult dos anos 1980, especialmente entre fãs de ficção científica e ação. O filme é frequentemente lembrado por sua premissa ousada e por sua crítica à mídia. Muitos analistas destacam como a obra antecipou aspectos da cultura contemporânea, como reality shows extremos e manipulação da informação. A atuação de Arnold Schwarzenegger continua sendo um dos principais atrativos. Richard Dawson também é lembrado por sua performance marcante. O filme influenciou diversas produções posteriores com temática semelhante. Críticos contemporâneos valorizam sua mistura de entretenimento e comentário social. Dessa forma, sua reputação cresceu ao longo do tempo. O Sobrevivente permanece relevante e interessante. Seu legado continua vivo entre fãs do gênero.

O Sobrevivente (The Running Man, Estados Unidos, 1987) Direção: Paul Michael Glaser / Roteiro: Steven E. de Souza e Steven Pressfield, baseado no romance The Running Man, de Stephen King / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Maria Conchita Alonso, Richard Dawson, Yaphet Kotto, Jim Brown e Jesse Ventura / Sinopse: Em um futuro autoritário, um homem injustamente acusado é forçado a participar de um programa televisivo mortal, onde precisa sobreviver enquanto tenta expor a corrupção do sistema que o condenou. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

A Hora do Espanto

A Hora do Espanto
O filme A Hora do Espanto (Fright Night) foi lançado em 2 de agosto de 1985, dirigido por Tom Holland e estrelado por William Ragsdale, Chris Sarandon, Amanda Bearse, Roddy McDowall, Stephen Geoffreys e Jonathan Stark. A história acompanha Charlie Brewster, um adolescente fã de filmes de terror que começa a suspeitar que seu novo vizinho, Jerry Dandrige, é na verdade um vampiro. Inicialmente desacreditado por todos ao seu redor, Charlie decide investigar por conta própria e acaba descobrindo evidências que confirmam suas suspeitas. Desesperado, ele procura ajuda de Peter Vincent, um ator decadente conhecido por interpretar caçadores de vampiros na televisão. Relutante no início, Vincent acaba se envolvendo na luta contra a criatura. O filme mistura elementos de horror clássico com humor e uma abordagem moderna para a época. A narrativa se desenvolve em um ambiente suburbano aparentemente comum, o que intensifica o contraste com o terror sobrenatural. A presença do vampiro transforma o cotidiano em uma ameaça constante. Assim, A Hora do Espanto combina suspense, humor e terror de forma eficaz.

Quando foi lançado, A Hora do Espanto recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva, especialmente por sua abordagem criativa do gênero. O The New York Times destacou que o filme era “uma divertida e inteligente homenagem aos clássicos do terror, com um toque contemporâneo”. Já o Los Angeles Times elogiou o equilíbrio entre humor e horror, afirmando que o longa “consegue ser assustador e engraçado sem perder sua identidade”. A revista Variety comentou que o filme era “um exemplo bem-sucedido de como revitalizar o mito do vampiro para uma nova geração”. Muitos críticos elogiaram o roteiro de Tom Holland, que mistura referências ao cinema clássico com uma narrativa moderna. A atuação de Chris Sarandon como o vampiro foi amplamente destacada por seu charme e ameaça. Roddy McDowall também recebeu elogios por sua performance carismática. A crítica reconheceu o filme como uma obra inventiva dentro do gênero. Dessa forma, o longa conquistou boa aceitação entre especialistas.

A recepção crítica continuou favorável, com várias publicações destacando o filme como um dos melhores exemplos de terror dos anos 1980. A revista The New Yorker observou que o longa possuía “uma energia criativa que o diferencia de produções mais convencionais do gênero”. Embora não tenha sido um grande concorrente em premiações como o Oscar, o filme foi indicado a prêmios técnicos, incluindo categorias relacionadas a efeitos especiais e maquiagem. Os efeitos práticos, especialmente nas cenas de transformação, foram amplamente elogiados. Com o passar dos anos, o filme passou a ser reconhecido como um clássico cult. Muitos críticos destacaram sua influência sobre produções posteriores que misturam horror e comédia. A construção do suspense e o desenvolvimento dos personagens também foram reavaliados de forma positiva. Assim, A Hora do Espanto consolidou sua reputação como uma obra importante dentro do gênero. Sua originalidade foi um fator decisivo para sua longevidade.

Do ponto de vista comercial, A Hora do Espanto foi um sucesso sólido. Com um orçamento relativamente modesto de cerca de 9 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 24 milhões de dólares nos Estados Unidos. O desempenho foi considerado muito positivo para uma produção de terror da época. O público respondeu bem à combinação de sustos e humor. O boca a boca ajudou a manter o filme em cartaz por várias semanas. Além disso, o longa teve grande sucesso no mercado de vídeo doméstico, tornando-se popular entre fãs de terror. Exibições televisivas também contribuíram para ampliar sua audiência. O filme acabou gerando uma sequência e, anos depois, um remake. Assim, A Hora do Espanto conseguiu estabelecer uma base fiel de fãs. Seu sucesso comercial reforçou sua importância dentro do gênero.

Atualmente, A Hora do Espanto é considerado um dos grandes clássicos cult do cinema de terror dos anos 1980. O filme é frequentemente lembrado por sua capacidade de equilibrar humor e horror de maneira inteligente. A atuação de Chris Sarandon como vampiro continua sendo uma das mais icônicas do gênero. Roddy McDowall também é lembrado por sua interpretação marcante. O filme influenciou diversas produções que exploram o terror em ambientes suburbanos. Críticos contemporâneos valorizam sua criatividade e seu respeito pelas tradições do gênero. Novas gerações continuam descobrindo o longa e apreciando sua abordagem única. Dessa forma, sua reputação permanece forte e consolidada. A Hora do Espanto segue como uma referência dentro do cinema de horror. Seu legado continua vivo entre fãs e estudiosos do gênero.

A Hora do Espanto (Fright Night, Estados Unidos, 1985) Direção: Tom Holland / Roteiro: Tom Holland / Elenco: William Ragsdale, Chris Sarandon, Amanda Bearse, Roddy McDowall, Stephen Geoffreys e Jonathan Stark / Sinopse: Um adolescente descobre que seu vizinho é um vampiro e, com a ajuda de um ator especializado em filmes de terror, tenta impedir que a criatura continue sua série de ataques na vizinhança. 

Pablo Aluísio.