sexta-feira, 5 de junho de 2026

O Carro de Jayne Mansfield

O Carro de Jayne Mansfield 
A história se passa no interior dos Estados Unidos. Um homem já idoso, interpretado por Robert Duvall, recebe a notícia que sua ex-esposa faleceu. Ela havia se divorciado dele muitos anos atrás. Depois teria se casado com um inglês, mas deixado em seu testamento o desejo de ser sepultada nos Estados Unidos. Agora o velho homem, que havia sido traído no passado, teria que lidar com essa carga emocional de receber o segundo marido dela, seus familiares, para esse funeral. O mesmo valeria para seus filhos, todos com seus próprios problemas emocionais, muitos deles veteranos de guerra, com cicatrizes físicas e emocionais do passado. Uma situação delicada, envolvendo duas famílias, uma americana e outra britânica. 

Excelente filme que só assisti mais recentemente. Mostra uma típica família de interior dos Estados Unidos, com todos os seus problemas disfuncionais. O patriarca é um homem austero que tem também suas pequenas manias e hobbies excêntricos, como correr para ver qualquer acidente de carro que aconteça nos arredores. E quando o carro da morte da atriz Jayne Mansfield chega para exposição em sua cidade ele nem perde tempo para ir no bizarro e mórbido evento! E tudo se revela de uma breguice interiorana sem fim, com direito a boneco mal feito da atriz e tudo mais! Só vendo pra crer! Enfim, filme muito bom! Os personagens possuem sua própria dose de bizarrice, mas isso, no final das contas, também faz parte dessa produção fora dos padrões convencionais. 

O Carro de Jayne Mansfield (Jayne Mansfield's Car, Estados Unidos, 2012) Direção: Billy Bob Thornton / Roteiro: Billy Bob Thornton, Tom Epperson / Elenco:  Robert Duvall, John Hurt, Tippi Hedren, Kevin Bacon, Ray Stevenson, Robert Patrick, Billy Bob Thornton, Frances O'Connor / Sinopse: Uma crônica cinematográfica sobre uma família do interior dos Estados Unidos tentando superar os traumas do passado e os problemas do presente. 

Pablo Aluísio.

Quatro Casamentos e um Funeral

Quatro Casamentos e um Funeral
Depois de muitos anos decidi rever. De fato os anos 90 se tornaram mesmo a era de ouro das comédias românticas. Essa popularidade havia começado lá por meados dos anos 80 e explodiu uma década depois. Essa é uma das melhores produzidas na Inglaterra. Tem um elenco charmoso, jovem, empolgante e o roteiro, embora meio formulaico, é bem redondinho e ainda funciona muito bem. Claro que depois esses filmes sobre casamentos iriam virar uma verdadeira praga cinematográfica, tornando tudo insuportável, mas quando esse filme chegou nas telas tudo soava como um perfume frescor de novidade no ar. 

Hoje em dia o filme é mais lembrado por ter transformado Hugh Grant em um astro do cinema internacional. Na época ele era desconhecido, apenas um jovem ator talentoso que fazia muito bem o papel de um típico inglês meio desajeitado, tímido e com ótimas tiradas daquele bom humor britânico que conhecemos tão bem. A carreira dele só iria subir a partir desse filme, fazendo com que ele se tornasse também um ator muito popular nos Estados Unidos. Revisto hoje, tantos anos após seu lançamento original, pude perceber que o filme envelheceu bem. Não ficou datado e a história conserva seu charme inicial. De certa maneira ainda funciona, mesmo sendo o pioneiro de um nicho de filmes que iria saturar completamente nos anos que viriam. Quatro Casamentos e Um Funeral conseguiu, apesar de tudo isso, resistir bem ao teste do tempo. 

Quatro Casamentos e Um Funeral (Four Weddings and a Funeral, Reino Unido, 1994) Direção: Mike Newell / Roteiro: Richard Curtis / Elenco: Hugh Grant, Andie MacDowell, James Fleet, Simon Callow, John Hannah, Kristin Scott Thomas, Rowan Atkinson / Sinopse: Não tem jeito, Charles (Grant) sempre chega atrasado nos casamentos, mesmo quando é o padrinho! Agora vai precisar encarar o desafio de superar relacionamentos pessoais fracassados de seu passado, ao se apaixonar por uma americana que veio a conhecer justamente em um desses casamentos. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Mestres do Universo

Título no Brasil: Mestres do Universo
Título Original: Masters of the Universe
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Amazon MGM Studios e Mattel Films
Direção: Travis Knight
Roteiro: Chris Butler
Elenco: Nicholas Galitzine, Jared Leto, Camila Mendes, Idris Elba, Alison Brie, Morena Baccarin, James Purefoy.

Sinopse:
A nova adaptação live-action de He-Man apresenta uma releitura da origem do personagem. Quando criança, o príncipe Adam é separado de seu planeta natal, Eternia, e acaba crescendo na Terra sem conhecer sua verdadeira identidade. Quase duas décadas depois, ele reencontra a lendária Espada do Poder, que o conduz de volta ao seu mundo de origem. Lá, descobre que Eternia está sob o domínio do terrível Skeletor. Para salvar seu povo, Adam precisará aceitar seu destino e transformar-se em He-Man, o homem mais poderoso do universo, enfrentando forças malignas em uma batalha épica pelo Castelo de Grayskull.

Comentários:
O lançamento de Masters of the Universe representou um dos projetos mais aguardados pelos fãs dos brinquedos e desenhos animados dos anos 1980. A crítica americana recebeu o filme de maneira geralmente favorável, destacando principalmente a decisão do diretor Travis Knight de abraçar o espírito colorido e aventureiro da franquia original em vez de seguir a tendência de adaptações excessivamente sombrias. O jornal Houston Chronicle descreveu o filme como “a aventura fantástica que os fãs mereciam”, elogiando o equilíbrio entre nostalgia e modernização. A atuação de Nicholas Galitzine também recebeu muitos elogios, especialmente pelo comprometimento físico e pela capacidade de transmitir humanidade ao personagem de Adam antes de sua transformação em He-Man. A construção visual de Eternia, os figurinos e os efeitos especiais foram frequentemente apontados como alguns dos pontos mais fortes da produção.

Entre os críticos especializados, houve elogios ao elenco de apoio, especialmente a Camila Mendes como Teela e a Alison Brie como Evil-Lyn. Já Jared Leto dividiu opiniões em sua interpretação teatral de Skeletor: alguns críticos consideraram sua atuação divertida e fiel ao tom exagerado dos desenhos, enquanto outros a acharam excessivamente caricatural. Em comunidades de fãs, especialmente no Reddit, houve entusiasmo pela recriação de Eternia e dos personagens clássicos, embora alguns lamentassem a ausência de figuras populares como Orko e Mer-Man. Muitos espectadores compararam o filme aos melhores momentos de fantasias como The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring e Star Wars, mas com uma identidade própria baseada no universo criado pela Mattel. Comercialmente, o filme foi visto como um passo importante para revitalizar a marca He-Man para uma nova geração, ao mesmo tempo em que homenageia os fãs que acompanham a franquia há mais de quarenta anos.

Erick Steve. 

Jack Ryan: Guerra Fantasma

Título no Brasil: Jack Ryan: Guerra Fantasma
Título Original: Tom Clancy's Jack Ryan: Ghost War
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures, Skydance Media 
Direção: Andrew Bernstein
Roteiro: Aaron Rabin e John Krasinski
Elenco: John Krasinski, Wendell Pierce, Michael Kelly, Betty Gabriel, Sienna Miller, Max Beesley, Douglas Hodge e JJ Feild.

Sinopse:
Dando continuidade à série de televisão Jack Ryan exibida entre 2018 e 2023, o filme mostra Jack Ryan sendo forçado a retornar ao mundo da espionagem quando uma operação internacional encoberta revela uma conspiração de grandes proporções. Ao lado de seus antigos aliados James Greer e Mike November, Ryan enfrenta uma unidade clandestina de operações especiais que parece conhecer cada um de seus movimentos. A investigação leva o grupo a uma perigosa rede de traições, ameaças globais e segredos do passado que voltam para assombrá-los. A missão rapidamente se transforma no caso mais pessoal e perigoso da carreira de Jack Ryan.

Comentários:
Jack Ryan: Ghost War marcou a transição definitiva do personagem criado por Tom Clancy da televisão para um longa-metragem produzido para streaming. A crítica americana recebeu o filme de forma bastante dividida. O jornal britânico The Guardian considerou a produção apenas mediana, afirmando que ela funciona melhor como um episódio prolongado da série do que como um verdadeiro evento cinematográfico. A publicação elogiou a familiaridade dos personagens, mas criticou a trama por reciclar elementos de thrillers políticos dos anos 2000 e por não aproveitar totalmente o potencial do formato de longa-metragem. Ainda assim, diversos críticos reconheceram que a presença de John Krasinski continua sendo um dos maiores atrativos da franquia. Seu desempenho foi frequentemente apontado como sólido e confiável, mantendo o carisma que ajudou a transformar sua versão de Jack Ryan em uma das mais populares da história do personagem.

Entre os fãs da série, a recepção foi igualmente variada. Em fóruns e comunidades online, muitos espectadores elogiaram o reencontro de Jack Ryan com personagens clássicos como James Greer e Mike November, além da introdução da agente britânica Emma Marlow, interpretada por Sienna Miller. Outros, porém, consideraram que a história teria funcionado melhor como uma minissérie de vários episódios, permitindo maior desenvolvimento dos conflitos políticos e dos personagens. Diversas discussões em comunidades de fãs apontaram problemas de ritmo e um excesso de exposição narrativa, enquanto outros espectadores apreciaram justamente o retorno ao estilo tradicional dos thrillers de espionagem. Comercialmente, o filme atraiu grande atenção por representar o retorno de Jack Ryan após o encerramento da série e por servir como uma espécie de capítulo final para essa encarnação do personagem. Apesar das opiniões divergentes, a maioria dos analistas concordou que o longa preserva os elementos que tornaram a série popular: conspirações internacionais, tensão política e um protagonista inteligente colocado diante de ameaças globais cada vez mais complexas.

Erick Steve. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A Longa Marcha

Título no Brasil: A Longa Marcha
Título Original: The Long Walk
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: JT Mollner, Stephen King (livro)
Elenco: Cooper Hoffman, David Jonsson, Garrett Wareing, Charlie Plummer, Ben Wang, Judy Greer, Mark Hamill

Sinopse:
Em uma versão distópica dos Estados Unidos, cinquenta adolescentes são escolhidos para participar da competição anual conhecida como “A Longa Marcha”. As regras são simples e aterrorizantes: os participantes devem continuar caminhando sem parar, mantendo uma velocidade mínima constante. Quem desacelera recebe advertências; ao ultrapassar o limite permitido, é executado imediatamente diante do público. À medida que os quilômetros se acumulam e os competidores começam a cair, surgem amizades, rivalidades e reflexões profundas sobre sobrevivência, sacrifício e a natureza humana. No final, apenas um participante poderá permanecer vivo.

Comentários:
Desde seu lançamento ess filme tem recebido críticas positivas, mas em minha opinião deixa bastante a desejar. Penso que ao longo dos anos o escritor Stephen King passou a ter menos histórias originais. Ele parece se repetir, se auto referenciar, fruto da idade ou talvez do cansaço após décadas escrevendo livros por pressão das editoras. Assim ele vai reciclando velhas ideias. A história desse, por exemplo, me lembra muito "O Sobrevivente", aquele conto que foi adaptado para o cinema inicialmente trazendo Arnold Schwarzenegger e que mais recentemente ganhou um remake. Tudo parece ser fruto de programas de entretenimento violentos e sádicos, consumidos pela massa em um mundo distópico e extremamente perverso. Para King, nessas histórias, o mundo não tem esperança, o futuro vai mesmo ser dominado por ideologias de natureza violenta e opressora. Bom, eu não duvido nada, diante dos acontecimentos atuais, mas um pouco mais de originalidade iria cair muito bem. 

Pablo Aluísio. 

A Criatura do Cemitério

Título no Brasil: A Criatura do Cemitério
Título Original: Graveyard Shift
Ano de Lançamento: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / JVC Entertainment
Direção: Ralph S. Singleton
Roteiro: John Esposito, Stephen King (conto)
Elenco: David Andrews, Kelly Wolf, Stephen Macht, Andrew Divoff, Brad Dourif, Vic Polizos

Sinopse:
Baseado no conto "O Último Turno", da coletânea Sombras da Noite, o filme se passa em uma antiga fábrica têxtil localizada em uma pequena cidade do estado do Maine. Quando a infestação de ratos atinge níveis alarmantes, um grupo de trabalhadores é recrutado para limpar os porões e túneis subterrâneos do local durante o turno da noite. À medida que avançam pelos corredores escuros e decadentes da fábrica, os operários começam a desaparecer de forma misteriosa. Logo eles descobrem que algo muito mais perigoso do que ratos habita as profundezas do prédio: uma criatura monstruosa que se alimenta dos trabalhadores e guarda um segredo aterrador sob a fábrica.

Comentários:
Eu assisti a praticamente todos os filmes de terror inspirados nos escritos de Stephen King, mas é a tal coisa, sempre algo nos escapa. Esse é um deles. Nunca havia assistido antes, até poucas semanas atrás. Baseado em um conto curto escrito por King, os realizadores até que fizeram um filme eficiente. Rodado ainda nos anos 80, ele tem todas as característicos dos filmes de terror dessa década, o que é um ponto muito favorável. As criaturas do filme, por exemplo, são bonecões gosmentos, bem mais convincentes que os efeitos de computação gráfica que iriam dominar nos anos seguintes. A linha é no estilo "quanto mais nojento e asqueroso, melhor", então quem curtiu filmes como "A Mosca" (versão dos anos 80, obviamente) vai curtir esse aqui. Só fique longe se você não suportar ratos e bichos escrotos que vivem nos esgotos, porque afinal de contas a história é toda baseada neles! 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Cavalgada Trágica

Cavalgada Trágica
"Cavalgada Trágica" é um dos melhores westerns da carreira de Randolph Scott. Não é de se admirar já que aqui temos novamente Scott dirigido pelo ótimo cineasta Budd Boetticher. O diferencial de Budd para outros diretores de faroestes é que ele tinha profundo respeito pela mitologia do gênero. Admirador do estilo de vida do velho oeste o diretor tirava o máximo de roteiros que em essência eram simples. Esse é um exemplo típico. No filme Randolph Scott interpreta Jefferson Cody, um ex veterano das guerras indígenas que dedica sua vida em uma busca desesperada. Sua esposa há muito fora raptada por tribos Comanches hostis e assim Scott percorre os territórios indígenas na esperança de um dia encontrá-la. Numa dessas buscas acaba libertando a jovem e bela Nancy (Nancy Lowe) cujo marido ofereceu uma recompensa de 5 mil dólares para seu resgate. Claro que com tanto dinheiro em jogo vários caçadores de recompensas sairiam em seu encalço. É justamente isso que motiva Ben (Claude Atkins) e seu bando que querem colocar as mãos na mulher para receberem eles próprios sua recompensa.

Todos os ingredientes que fizeram a fama de Scott no cinema estão lá: o cavaleiro errante, a busca pelo ente querido, as tribos Comanches sedentas por sangue e os bandoleiros com más intenções. A locação é de rara beleza, rochedos de forte impacto na tela, localizados em Alabama Hills em Lone Pine, Califórnia. Além disso o diretor Budd Boetticher capricha no desenvolvimento psicológico dos personagens e no clima de tensão entre eles. O desfecho é brilhante, se tornando mais um dos grandes trabalhos da dupla Scott / Boetticher. Juntos realizaram alguns dos faroestes mais elegantes da história do cinema americano. A cena final com Randolph Scott e o por do sol ao longe, cavalgando nas pradarias é marcante, um momento único, difícil de se esquecer depois.

Cavalgada Trágica (Comanche Station, Estados Unidos, 1960) Direção: Budd Boetticher / Roteiro: Burt Kennedy / Elenco: Randolph Scott, Nancy Lowe, Claude Atkins / Sinopse: No filme Randolph Scott interpreta Jefferson Cody, um ex veterano da guerras indígenas que dedica sua vida em uma busca desesperada. Sua esposa há muito fora raptada por tribos Comanches hostis e assim Scott percorre os territórios indígenas na esperança de um dia encontrá-la. Numa dessas buscas acaba libertando a jovem e bela Nancy (Nancy Lowe) cujo marido ofereceu uma recompensa de 5 mil dólares para seu resgate.

Pablo Aluísio.

O Homem do Rifle

Título no Brasil: O Homem do Rifle
Título Original: The Rifleman
Ano de Produção: 1958 - 1963
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Joseph H. Lewis, Arnold Laven
Roteiro: Ed Adamson, Skippy Adelman     
Elenco: Chuck Connors, Johnny Crawford, Paul Fix, Joe Benson, Patricia Blair, Harlan Warde

Sinopse:
Lucas McCain (Chuck Connors) é um viúvo que toca seu rancho ao lado de seu jovem filho. Dono de uma ética e um senso de responsabilidade fora do comum, ele tenta passar para o garoto os mais altos valores de uma vida de trabalho e honestidade no campo. Conhecido na região como homem bom e íntegro, ele resolve modificar um velho rifle Winchester, adicionando maior velocidade de disparo. Algo necessário naqueles tempos perigosos e conflitantes.

Comentários:
O universo das séries televisivas de faroeste nos Estados Unidos foi muito vasto e rico. Infelizmente poucas dessas séries foram exibidas no Brasil em decorrência do nosso atraso tecnológico. Veja o caso desse "The Rifleman". No total foram quase 170 episódios em cinco longas temporadas. O seriado, mostrando a vida de um rancheiro e seu filho, logo caiu no gosto do público americano mas no Brasil passou em brancas nuvens. Apenas com o lançamento das três primeiras temporadas em DVD é que o fã de western de nosso país poderá curtir um pouco do que foi essa série. É tudo muito cativante e nostálgico, explorando bem a vida rural americana no século XIX. Lutando contra as forças da natureza e perigos de toda ordem (como ataques de tribos indígenas selvagens) esses pioneiros conseguiram construir aquela grande nação praticamente apenas com o esforço de seu trabalho pessoal. O sucesso de audiência acabou transformando Chuck Connors em um rosto conhecido e ele tentaria passar para o mundo do cinema mas sem o mesmo êxito. Assim deixamos a dica para conhecer mais esse interessante seriado sobre a vida no velho oeste. Certamente você irá gostar.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Estação Polar Zebra

Título no Brasil: Estação Polar Zebra
Título Original: Ice Station Zebra
Ano de Lançamento: 1968
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: John Sturges
Roteiro: Alistair MacLean, Douglas Heyes
Elenco: Rock Hudson, Ernest Borgnine, Patrick McGoohan, Jim Brown, Tony Bill, Lloyd Nolan

Sinopse:
Durante o auge da Guerra Fria, um submarino nuclear da Marinha dos Estados Unidos recebe uma missão secreta: viajar até o Ártico para investigar um misterioso incidente ocorrido na estação científica britânica conhecida como Estação Polar Zebra. A bordo do submarino USS Tigerfish, o comandante James Ferraday conduz sua tripulação em uma perigosa jornada sob o gelo do Polo Norte. Ao longo da missão, vários personagens suspeitos embarcam na expedição, incluindo um agente de inteligência que pode ter segundas intenções. À medida que o submarino se aproxima da estação, torna-se claro que o incidente envolve informações extremamente sensíveis ligadas à corrida tecnológica e militar entre Estados Unidos e União Soviética. A tripulação enfrenta perigos naturais, sabotagens e intrigas enquanto tenta descobrir a verdade antes que o inimigo o faça.

Comentários:
No momento de seu lançamento, Ice Station Zebra recebeu críticas mistas, mas muitos críticos elogiaram sua atmosfera de suspense e a grandiosidade da produção. O jornal The New York Times destacou a tensão criada pela ambientação no Ártico e a direção sólida de John Sturges, conhecido por filmes de ação e aventura. A revista Variety ressaltou o valor de produção e os efeitos especiais utilizados para recriar o ambiente polar e as operações do submarino. Do ponto de vista comercial, o filme teve desempenho razoável nas bilheterias e chamou atenção por seu alto orçamento e ambição técnica. Com o passar do tempo, Estação Polar Zebra ganhou reconhecimento entre fãs de filmes de espionagem e aventuras militares da Guerra Fria. Hoje ele é frequentemente lembrado como um clássico cult do gênero, especialmente apreciado por seu clima de mistério e pela representação detalhada das operações de submarinos nucleares durante um dos períodos mais tensos da história moderna.

Pablo Aluísio. 

Tarzan e a Expedição Perdida

Esse foi o segundo filme de Tarzan com o ator Gordon Scott como o Rei das Selvas. Também foi o primeiro filme do personagem em cores, o que na época de seu lançamento original foi considerado um atrativo a mais para o público ir aos cinemas. O interessante é que não se trata de uma produção americana, mas sim inglesa, com parte filmada em um bem elaborado estúdio em Londres que tentava imitar nos menores detalhes uma selva selvagem africana. Até mesmo uma enorme piscina foi construída dentro do estúdio para reproduzir um lago onde Tarzan nadava, flertava com mulheres e esfaqueava um crocodilo, que aliás era todo mecânico, pouco convincente, mas que o diretor soube colocar poucos segundos na tela para não dar muita bandeira.

O enredo é simples. Um avião com gente rica a bordo, fazendo uma espécie de "safári aéreo" pela África, acaba caindo ao se chocar com aves. Os sobreviventes acabam sendo salvos por Tarzan que imediatamente tenta ajudar a todos. Um grande caçador branco também aparece, mas esse esconde o jogo o tempo todo, pois na verdade pretende levar os passageiros até uma aldeia de selvagens, onde todos eles serão sacrificados em um ritual de uma antiga tribo pagã. Como não poderia faltar, o filme também traz a Chita, servindo como alívio cômico. Claro, o que temos aqui é um típico filme de pura diversão das matinês dos anos 50. O Gordon Scott foi provavelmente o mais forte de todos os atores que interpretaram Tarzan. Ele era halterofilista e estava em ótima forma física quando fez o filme. Ao todo fez seis filmes, sendo considerado o mais regular Tarzan do cinema, logo atrás de Johnny Weissmuller.

Tarzan e a Expedição Perdida (Tarzan and the Lost Safari, Inglaterra, 1957) Direção: H. Bruce Humberstone / Roteiro: Montgomery Pittman, Lillie Hayward / Elenco: Gordon Scott, Robert Beatty, Yolande Donlan / Sinopse: Tarzan (Scott) ajuda um grupo de pessoas que se acidentaram em uma queda de avião no meio da selva. Ele precisa também protegê-los de um caçador branco que deseja enviar todo o grupo para uma tribo selvagem de nativos.

Pablo Aluísio.