domingo, 4 de outubro de 2026

Eleição

Título no Brasil: Eleição
Título Original: Election
Ano de Produção:1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Tom Perrotta, Alexander Payne
Elenco: Matthew Broderick, Reese Witherspoon, Chris Klein, Jessica Campbell, Mark Harelik, Phil Reeves

Sinopse:
A vida do professor Jim McAllister (Matthew Broderick) se torna bem complicada quando ele resolve organizar as eleições estudantis em uma escola de ensino médio (High School, nos Estados Unidos). Uma das candidatas, a aluna Tracy Flick (Reese Witherspoon), se torna obcecada em vencer, transformando a vida de Jim em um verdadeiro inferno, ao estilo escolar!

Comentários:
Gostei bastante desse filme juvenil que conta com um elenco muito bom, a começar pela presença de Matthew Broderick. Na década anterior ele ficou conhecido por estrelar "Curtindo a Vida Adoidado", considerado por muitos como o melhor de seu estilo. Aqui ele volta para a escola, mas não como aluno que mata aulas, mas sim como um jovem professor que precisa lidar com a maluquinha aluna interpretada por Reese Witherspoon. Poucas vezes a vi em um papel tão adequado, já que Reese tem esse tipo mesmo, a de ser obcecada em vencer de qualquer jeito. Na própria carreira de atriz em Hollywood ela é bem conhecida por ter esse tipo de personalidade. Ainda bem jovenzinha, ela já demonstrava ter um talento diferenciado. Então tudo caiu como uma luva. O filme é bem produzido, dirigido e roteirizado e conseguiu para surpresa geral arrancar uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor roteiro Adaptado. Quem diria que uma comédia juvenil iria tão longe, em uma categoria tão nobre da Academia? Pois é... Foi algo bem surpreendente mesmo.

Pablo Aluísio.

Candidato Aloprado

Título no Brasil: Candidato Aloprado
Título Original: Man of the Year
Ano de Lançamento: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures / Morgan Creek Productions
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Barry Levinson
Elenco: Robin Williams, Christopher Walken, Laura Linney, Lewis Black, Jeff Goldblum, David Alpay, Tina Fey e Amy Poehler.

Sinopse:
Tom Dobbs, interpretado por Robin Williams, é um famoso apresentador de televisão conhecido por seu programa de sátira política, no qual comenta os acontecimentos de Washington com muito humor e irreverência. Depois de ser provocado por um espectador durante uma de suas apresentações, Dobbs decide, quase como uma brincadeira, lançar sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos. Para surpresa de todos, sua campanha começa a conquistar milhões de eleitores cansados da política tradicional. Com uma plataforma baseada no humor, na crítica aos políticos profissionais e na promessa de falar diretamente com o cidadão comum, Dobbs transforma-se rapidamente em um fenômeno nacional. Entretanto, depois da eleição, a empresa responsável pelo sistema eletrônico de votação descobre um problema que pode ter alterado os resultados. A personagem de Laura Linney, Eleanor Green, funcionária da empresa, começa a investigar a situação e percebe que a suposta vitória de Dobbs pode ter sido causada por uma falha no sistema. O que começa como uma sátira política transforma-se gradualmente em um thriller sobre eleições, tecnologia, corrupção e democracia.

Comentários:
Man of the Year recebeu uma reação crítica bastante dividida quando chegou aos cinemas americanos em outubro de 2006. O The New York Times, em crítica de A. O. Scott, reconheceu a energia de Robin Williams e a inteligência de alguns momentos da sátira política, mas considerou que o filme não conseguia decidir se queria ser uma comédia política ou um thriller sobre fraude eleitoral. A revista Variety também observou essa mudança de tom como um dos principais problemas da produção, embora elogiasse a presença de Williams e a direção de Barry Levinson. O Los Angeles Times considerou a premissa bastante promissora, especialmente por explorar a crescente desconfiança dos americanos em relação aos políticos e aos sistemas eleitorais, mas criticou a maneira como o roteiro abandona parte da comédia para desenvolver sua trama de suspense. A revista Entertainment Weekly destacou que Williams funcionava melhor quando podia improvisar e utilizar seu conhecido estilo de humor, enquanto a história ficava menos convincente quando tentava assumir um tom mais sério. Christopher Walken também recebeu elogios por sua participação como Jack Menken, empresário e produtor do programa de Dobbs. Laura Linney, por sua vez, foi considerada uma presença dramática importante, especialmente nas cenas em que sua personagem começa a perceber a dimensão do problema envolvendo as máquinas de votação.

O principal problema apontado pelos críticos foi justamente a estrutura do filme. A primeira metade funciona como uma sátira relativamente leve sobre a política americana, com Robin Williams interpretando um candidato que representa a frustração do eleitor comum com Washington. A segunda metade transforma-se praticamente em um suspense conspiratório, criando uma mudança de gênero que muitos críticos consideraram brusca. O Washington Post observou que a ideia de um apresentador de televisão transformando-se em candidato presidencial possuía enorme potencial satírico, mas que o roteiro não explorava completamente as possibilidades oferecidas pela premissa. Apesar disso, o filme ganhou interesse retrospectivo por abordar temas que se tornariam cada vez mais relevantes na política americana: a influência da televisão, a transformação de celebridades em figuras políticas, a desconfiança em relação às instituições e os riscos associados à votação eletrônica. Robin Williams constrói Tom Dobbs como uma espécie de mistura entre apresentador de talk show, comediante e político populista, aproveitando sua enorme capacidade de improvisação. Embora Candidato Aloprado não tenha alcançado o mesmo prestígio de outros trabalhos de Barry Levinson ou de Robin Williams, atualmente é lembrado como uma produção curiosamente premonitória sobre a relação entre entretenimento, política e tecnologia. Para os admiradores de Williams, permanece ainda como um dos últimos filmes em que o ator pôde explorar plenamente sua persona de comediante antes de assumir papéis cada vez mais dramáticos em seus trabalhos posteriores.

Pablo Aluísio. 

sábado, 3 de outubro de 2026

Unabomber

Unabomber
Unabomber (Estados Unidos, 2026) é um drama criminal da Netflix inspirado na história real de Ted Kaczynski, o homem que ficou conhecido como Unabomber depois de realizar uma longa campanha de atentados com cartas-bomba nos Estados Unidos. Dirigido por Janus Metz Pedersen e escrito por Sam Chalsen e Nelson Greaves, o filme estreou mundialmente na Netflix em 25 de setembro de 2026 e tem aproximadamente 1 hora e 40 minutos de duração. A produção apresenta Jacob Tremblay como o jovem Ted Kaczynski, enquanto Russell Crowe interpreta o professor de Psicologia Henry Murray, figura importante na primeira metade da história. Shailene Woodley interpreta a agente do FBI Joanne Miller, Annabelle Wallis aparece como Christiana Morgan, e o elenco também inclui Alexander Ludwig, Steven Ogg e Marc Menchaca. A narrativa utiliza duas linhas temporais: uma acompanha Kaczynski quando adolescente, prodígio matemático que ingressa em Harvard aos 16 anos, enquanto a outra mostra a investigação que culminou em sua captura em 1996. O filme dá grande importância aos controversos experimentos psicológicos conduzidos por Henry Murray em Harvard, apresentados como uma experiência que deixou marcas profundas no jovem estudante. A história, entretanto, não afirma que esses experimentos sejam uma justificativa para os crimes posteriores de Kaczynski, mas explora a possibilidade de que tenham contribuído para seu isolamento e para a formação de determinadas ideias. A segunda parte acompanha a caçada do FBI ao Unabomber e utiliza a análise linguística de seu manifesto como uma das ferramentas fundamentais da investigação. A personagem de Woodley é fictícia e funciona como uma representação dramática de diferentes agentes e investigadores que participaram da operação real. A Netflix descreve oficialmente o filme como um drama inspirado em acontecimentos reais sobre a transformação de um prodígio de Harvard no criminoso conhecido como Unabomber.

A recepção crítica americana inicial foi bastante dividida, mas predominantemente negativa, especialmente em relação ao roteiro e à maneira como o filme tenta explicar a transformação de Kaczynski. Robert Daniels, do RogerEbert.com, foi bastante crítico e descreveu a produção como uma combinação desgastada de drama criminal e clichês de cinebiografia, considerando que ela não consegue alcançar a profundidade psicológica que procura. Em sua avaliação, o filme acaba parecendo uma produção televisiva convencional, apesar da importância do assunto e do elenco. Daniels, entretanto, destacou que Russell Crowe e Jacob Tremblay conseguem produzir momentos de interesse mesmo quando o roteiro não os acompanha, e considerou particularmente forte o confronto entre os dois personagens. O TheWrap também considerou a narrativa pouco concentrada, argumentando que o longa tenta abordar muitas coisas ao mesmo tempo sem desenvolver satisfatoriamente nenhuma delas. Já a crítica do San Francisco Chronicle, de Mick LaSalle, foi mais favorável, atribuindo ao filme três de quatro estrelas e reconhecendo qualidades na abordagem da história. O desempenho de Russell Crowe aparece repetidamente entre os pontos mais elogiados. Uma análise publicada pelo What's on Netflix chamou atenção para sua presença em cena, observando que o ator consegue transformar Henry Murray em uma figura simultaneamente carismática, intelectual e ameaçadora. A recepção no Rotten Tomatoes refletia essa divisão nos primeiros dias: o filme aparecia com 27% de aprovação da crítica, baseada em 44 avaliações, e 56% entre o público, números que podem mudar conforme novas avaliações sejam acrescentadas. Assim, o principal ponto de consenso entre os comentários negativos não foi a falta de material dramático, mas a dificuldade do roteiro em transformar uma história extremamente complexa em uma narrativa cinematográfica de pouco mais de uma hora e meia.

Na crítica britânica e internacional, as observações seguiram uma linha semelhante, embora alguns comentaristas tenham reconhecido o potencial da ideia central. Tim Robey, do The Telegraph, deu duas estrelas ao filme e considerou a produção pouco desenvolvida, embora tenha destacado positivamente o trabalho de Shailene Woodley. Já Terry Staunton, da Radio Times, deu três estrelas e observou que a alternância constante entre as duas épocas fazia com que o espectador tivesse a sensação de estar assistindo apenas ao início e ao final de uma minissérie, sem os episódios intermediários necessários para desenvolver adequadamente a história. Richard Lawson, em sua avaliação para o The Hollywood Reporter, resumiu o problema chamando a produção de “um esboço superficial de um assassino quando jovem”. A Variety, através do crítico Guy Lodge, também foi bastante reservada, afirmando que Jacob Tremblay não convence completamente como o jovem Kaczynski e que o filme alterna uma história de origem psicológica parcialmente interessante com uma investigação policial convencional. Um dos aspectos mais controversos da produção foi justamente a relação entre os experimentos de Harvard e os crimes posteriores. O filme sugere uma conexão dramática, mas especialistas e pessoas ligadas ao caso real alertaram que essa relação não pode ser tratada como uma explicação comprovada. O próprio FBI profiler James R. Fitzgerald, que participou da investigação real, criticou várias liberdades tomadas pelo filme, principalmente a criação da agente Joanne Miller e determinadas alterações nos procedimentos da investigação. A produção, portanto, deve ser encarada como uma dramatização baseada em fatos reais, e não como uma reconstituição documental. A Netflix também deixa essa distinção clara em sua apresentação oficial, enquanto o diretor Janus Metz afirmou que seu interesse estava em explorar como violência e convicções extremas podem produzir consequências trágicas.

Por ser uma produção original da Netflix, Unabomber não possui uma bilheteria convencional, pois não teve como principal destino o circuito comercial de cinemas. A Netflix divulga seus resultados por meio de visualizações e horas assistidas, permitindo observar o impacto do filme dentro da plataforma. E nesse aspecto a produção teve uma estreia bastante expressiva: entre 21 e 27 de setembro de 2026, o longa acumulou 16,4 milhões de visualizações e alcançou o primeiro lugar entre os filmes de língua inglesa da plataforma. Outros levantamentos de audiência também apontaram Unabomber no topo do ranking global da Netflix poucos dias depois de sua estreia, demonstrando que o interesse do público pelo caso real foi muito maior do que a recepção crítica poderia sugerir. Esse contraste é particularmente interessante porque o filme recebeu avaliações bastante negativas de vários críticos, mas conseguiu atrair milhões de espectadores. A razão provavelmente está parcialmente na própria força do caso Unabomber, que durante décadas ocupou enorme espaço no noticiário americano e posteriormente se tornou um dos casos mais conhecidos da história criminal dos Estados Unidos. A produção também chegou à Netflix em um momento no qual o público demonstra grande interesse por histórias de crimes reais, investigações policiais e personagens históricos controversos. Ao mesmo tempo, a escolha de Russell Crowe como um dos protagonistas acrescentou peso comercial ao projeto. O ator interpreta Henry Murray, enquanto Jacob Tremblay assume uma tarefa especialmente difícil ao representar Kaczynski em sua juventude, antes dos atentados que o tornariam conhecido mundialmente. Shailene Woodley, por sua vez, funciona como o principal elo da narrativa investigativa contemporânea. Mesmo sem números de bilheteria, portanto, Unabomber já conseguiu demonstrar uma forte capacidade de atrair espectadores dentro do ecossistema da Netflix.

Como o filme acabou de ser lançado, ainda é cedo para falar em legado cinematográfico consolidado, mas Unabomber já ocupa uma posição curiosa entre as produções recentes sobre Ted Kaczynski. O filme procura fazer algo diferente da minissérie Manhunt: Unabomber, de 2017, ao concentrar boa parte de sua atenção na juventude de Kaczynski e nos acontecimentos de Harvard que antecederam sua transformação em criminoso. A relação com Henry Murray é, nesse sentido, o elemento dramático mais importante da produção. A Netflix apresenta o professor como uma figura intelectual carismática que atrai o jovem estudante para um universo de experimentos psicológicos e confrontos intelectuais. Ao mesmo tempo, o filme procura deixar claro que experiências traumáticas não justificam os atentados posteriores de Kaczynski. O próprio material promocional da Netflix enfatiza que a produção pretende investigar influências e consequências, e não absolver o criminoso de seus atos. A diferença entre ficção e realidade, entretanto, deverá continuar sendo uma das principais questões discutidas em torno do longa. O ex-agente James R. Fitzgerald apontou diversas alterações feitas para fins dramáticos, inclusive em relação à personagem de Shailene Woodley e a determinadas etapas da investigação. Isso não impede que o filme funcione como uma introdução para espectadores que conhecem pouco da história, mas significa que ele precisa ser visto dentro de seus limites como dramatização. Para Russell Crowe, o papel de Henry Murray oferece uma oportunidade de interpretar um personagem intelectual e ambíguo, diferente de muitos dos papéis de ação pelos quais ficou conhecido. Para Jacob Tremblay, o filme representa uma mudança significativa em relação aos papéis que marcaram sua infância e adolescência. O futuro determinará se Unabomber será lembrado principalmente pelo sucesso inicial na Netflix ou como mais uma interpretação cinematográfica de um caso criminal que já recebeu inúmeras versões.

Unabomber (Estados Unidos, 2026) Direção: Janus Metz Pedersen / Roteiro: Sam Chalsen e Nelson Greaves / Elenco: Jacob Tremblay, Russell Crowe, Shailene Woodley, Annabelle Wallis, Alexander Ludwig e Steven Ogg / Sinopse: O filme acompanha Ted Kaczynski desde seus primeiros anos como prodígio matemático em Harvard, onde participa de controversos experimentos psicológicos conduzidos pelo professor Henry Murray, até sua transformação no homem conhecido como Unabomber. Décadas depois, uma força-tarefa do FBI tenta identificar o responsável por uma série de atentados e reconstruir o caminho que levou Kaczynski a se tornar um dos criminosos mais procurados da história criminal.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Profundezas

Título no Brasil: Profundezas
Título Original: Below
Ano de Lançamento: 2026
País: Canadá
Estúdio: Netflix / Pacesetter Productions
Direção: Jamie Childs, Helen Shaver e Stephen Dunn
Roteiro: Jesse McKeown, Perry Chafe, Karen Walton e Natty Zavitz
Elenco: Josh Hartnett, Mackenzie Davis, Charlie Heaton, Natasha Henstridge, Ruby Stokes, Rohan Campbell, Willow Kean, Kaleb Horn, Joshua Close e Mary Walsh.

Sinopse: 
Calvin Penney é um pescador que vive em Snook's Arm, uma pequena e isolada comunidade costeira de Newfoundland, no Canadá. Ainda marcado pela misteriosa morte de seu pai, ocorrida décadas antes, Calvin leva uma vida simples ao lado da família e de outros moradores da região. Essa tranquilidade desaparece quando uma criatura marinha desconhecida começa a aterrorizar a comunidade. Ao mesmo tempo, o vilarejo enfrenta problemas relacionados à possibilidade de ser obrigado a abandonar sua região, aumentando a tensão entre os moradores e as autoridades. Determinado a proteger seu filho Wade e o restante da família, Calvin decide enfrentar a ameaça. Ele recebe a ajuda de Fonda Howander, uma pesquisadora marinha que chega à região e passa a investigar os acontecimentos. Juntos, os dois procuram descobrir a origem da criatura e compreender os segredos escondidos nas águas e na própria história da comunidade. A investigação acaba revelando conexões com acontecimentos do passado de Calvin e transforma a luta pela sobrevivência em uma tentativa de proteger todo o modo de vida daquele pequeno povoado.

Comentários: 
Profundezas é uma minissérie de suspense, terror e mistério criada por Jesse McKeown, conhecido por seu trabalho em The Umbrella Academy. A produção tem seis episódios e todos serão disponibilizados pela Netflix em 8 de outubro de 2026. Josh Hartnett interpreta Calvin Penney, o pescador que ocupa o centro da história, enquanto Mackenzie Davis vive Fonda, a pesquisadora marinha que se junta a ele para investigar a criatura. Charlie Heaton interpreta Wade, filho de Calvin, acrescentando ao suspense uma dimensão familiar importante. As filmagens foram realizadas em Newfoundland e Labrador, buscando preservar o ambiente marítimo e a identidade de uma pequena comunidade pesqueira canadense. A direção foi dividida entre Jamie Childs, Helen Shaver e Stephen Dunn, enquanto o roteiro contou com Jesse McKeown, Perry Chafe, Karen Walton e Natty Zavitz. A própria Netflix descreve a série como uma história que combina o ataque de uma criatura marinha com drama familiar e a luta de uma comunidade para preservar seu modo de vida.

A série teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2026, antes de chegar oficialmente ao catálogo da Netflix. As primeiras avaliações publicadas a partir do festival destacaram principalmente a atmosfera de suspense, o ambiente de Newfoundland e as atuações do elenco. O Dread Central descreveu a produção como uma história atmosférica de monstro marinho, destacando seus personagens e as cenas de violência, enquanto o The Verge chamou atenção para o humor e para a autenticidade com que a comunidade costeira é retratada. Josh Hartnett também comentou que a história não funciona apenas como uma narrativa de criatura, mas igualmente como um drama sobre uma família e sobre as relações entre os moradores da região. A proposta da minissérie é utilizar o terror vindo do mar como ponto de partida para abordar também trauma, família, sobrevivência e a ameaça de desaparecimento de uma comunidade tradicional. Com seus seis episódios, Profundezas aposta em uma combinação de mistério sobrenatural, horror marítimo e drama familiar, colocando Josh Hartnett novamente em uma produção ligada ao gênero de suspense e terror.

Erick Steve. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Verity

Verity
Lowen Ashleigh é uma escritora que enfrenta dificuldades financeiras quando recebe uma proposta que pode mudar sua carreira. Ela é contratada para atuar como ghostwriter dos três últimos livros de uma famosa série da escritora Verity Crawford, que ficou incapacitada depois de sofrer um grave e misterioso acidente. A convite de Jeremy Crawford, marido de Verity, Lowen muda-se temporariamente para a isolada residência da família para pesquisar os manuscritos e conhecer melhor o trabalho da autora. Enquanto procura entender a forma de escrever de Verity, Lowen encontra um documento autobiográfico secreto que não deveria ter descoberto. O texto apresenta revelações perturbadoras sobre o passado da família, incluindo acontecimentos relacionados à tragédia que atingiu os filhos do casal. Conforme continua lendo, Lowen começa a questionar aquilo que sabe sobre Verity, Jeremy e o próprio acidente. A escritora também passa a desenvolver uma relação cada vez mais complicada com Jeremy, ao mesmo tempo em que tenta descobrir se o manuscrito representa fatos reais ou uma obra de ficção particularmente perturbadora.

Verity é uma adaptação do romance de suspense psicológico publicado por Colleen Hoover e foi dirigida por Michael Showalter, com roteiro de Nick Antosca. O filme reúne Dakota Johnson como Lowen, Anne Hathaway como Verity e Josh Hartnett como Jeremy, formando o trio central da história. A produção procura combinar mistério, drama, romance e elementos de thriller psicológico, utilizando a isolada residência dos Crawford como cenário principal para aumentar a sensação de tensão. Dakota Johnson interpreta uma escritora que inicialmente acredita ter encontrado uma grande oportunidade profissional, mas gradualmente percebe que está entrando em uma situação muito mais complexa. Anne Hathaway assume uma personagem cuja presença domina a narrativa mesmo permanecendo incapacitada durante grande parte da história. Josh Hartnett interpreta Jeremy, cuja personalidade e relação com as duas mulheres também se tornam fundamentais para o desenvolvimento do suspense. 

A recepção crítica inicial foi dividida, com diferentes veículos destacando tanto o elenco quanto a mistura de suspense, romance e melodrama. O Los Angeles Times considerou que Michael Showalter encontrou uma maneira mais adequada de transportar o universo de Colleen Hoover para o cinema e destacou o tom deliberadamente exagerado da produção. Já a Variety e outras publicações apontaram diferenças na forma como o filme trabalha o material original e observaram que a atuação de Anne Hathaway é um dos elementos mais chamativos da adaptação. O The New Yorker, por outro lado, apresentou uma avaliação bastante negativa, criticando a lógica de alguns acontecimentos e o desenvolvimento dos personagens. No Rotten Tomatoes, as primeiras avaliações registravam 43% de aprovação da crítica, embora esse número ainda possa mudar com a entrada de novas análises. A produção também desperta interesse por ser a terceira adaptação cinematográfica de uma obra de Colleen Hoover e por reunir três atores bastante conhecidos em uma história construída sobre segredos, manipulação e dúvidas sobre a verdade.

O filme também chama atenção pela maneira como trabalha a dúvida sobre o que é verdade e o que pode ser manipulação ou ficção. Essa ambiguidade é fundamental para a história, já que Lowen passa a descobrir diferentes versões sobre Verity, Jeremy e os acontecimentos envolvendo a família. A própria Anne Hathaway explicou que procurou interpretar Verity principalmente a partir da perspectiva de Lowen, fazendo com que o público também questionasse constantemente a verdadeira personalidade da personagem. Dakota Johnson, por sua vez, constrói uma Lowen inicialmente vulnerável, mas progressivamente mais envolvida nos segredos da família. Josh Hartnett completa o trio central como Jeremy, personagem cuja aparente tranquilidade também esconde aspectos que alimentam o suspense. Verity aposta em uma atmosfera sofisticada, sensual e perturbadora para transportar o romance de Colleen Hoover para o cinema.

Verity (Estados Unidos, 2026) Estúdio: Amazon MGM Studios / Direção: Michael Showalter / Roteiro: Nick Antosca, baseado no romance de Colleen Hoover / Elenco: Dakota Johnson, Anne Hathaway, Josh Hartnett, Ismael Cruz Córdova, Chase Infiniti / Informações adicionais: O filme tem 1 hora e 54 minutos de duração e recebeu classificação R nos Estados Unidos por conteúdo sexual, violência, linguagem, nudez e imagens de sangue. A estreia comercial brasileira ocorreu em 1º de outubro de 2026, enquanto o lançamento amplo nos Estados Unidos aconteceu em 2 de outubro.

Erick Steve.

A Leste do Éden

Título no Brasil: A Leste do Éden
Título Original: East of Eden
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix 
Direção: Garth Davis e Laure de Clermont-Tonnerre
Roteiro: Zoe Kazan, baseado no romance de John Steinbeck
Elenco: Florence Pugh, Christopher Abbott, Mike Faist, Hoon Lee, Tracy Letts, Martha Plimpton, Ciarán Hinds, Joseph Zada e Joe Anders.

Sinopse: 
No início do século XX, a família Trask vive uma história marcada por conflitos, rivalidades e disputas que atravessam várias gerações. Adam e Charles Trask são irmãos muito diferentes, mas ambos carregam as consequências da relação difícil com o pai, Cyrus. A chegada de Cathy Ames à vida dos dois muda completamente o destino da família. Cathy, interpretada por Florence Pugh, é uma mulher misteriosa e independente que desperta sentimentos diferentes nos irmãos e acaba se casando com Adam. A partir desse momento, sua presença passa a influenciar profundamente a trajetória dos Trask. A história acompanha também a geração seguinte, formada pelos gêmeos Cal e Aron, que reproduzem de maneira diferente a antiga rivalidade entre irmãos. Ambientada principalmente no Vale de Salinas, na Califórnia, a narrativa aborda família, amor, ciúme, herança, escolhas pessoais e a eterna luta entre o bem e o mal. A minissérie procura adaptar de maneira muito mais ampla o romance de John Steinbeck do que o famoso filme de 1955 "Vidas Amargas", estrelado por James Dean. 

Comentários: 
A Leste do Éden é uma minissérie de sete episódios baseada no clássico romance publicado por John Steinbeck em 1952. A adaptação foi escrita por Zoe Kazan, que também atua como co-showrunner ao lado de Jeb Stuart. A produção possui uma ligação especial com a história cinematográfica da obra, já que o avô de Zoe Kazan, Elia Kazan, dirigiu o conhecido filme de 1955 estrelado por James Dean. Diferentemente daquela versão, que concentrou sua narrativa principalmente na segunda geração da família Trask, a minissérie procura percorrer uma parcela muito maior da história original. Florence Pugh ocupa posição central como Cathy Ames, personagem que recebe uma interpretação mais aprofundada e complexa. Christopher Abbott interpreta Adam Trask, enquanto Mike Faist vive Charles, seu irmão. Hoon Lee interpreta Lee, personagem fundamental para a história, e Ciarán Hinds aparece como Samuel Hamilton. Os quatro primeiros episódios foram dirigidos por Garth Davis, enquanto Laure de Clermont-Tonnerre comandou os três últimos.

A estreia mundial aconteceu na Netflix em 1º de outubro de 2026, com os sete episódios disponibilizados de uma só vez. A produção recebeu atenção especialmente pelo desempenho de Florence Pugh e pela decisão de dar maior espaço à perspectiva de Cathy, procurando mostrar também os acontecimentos que ajudaram a formar sua personalidade. A Variety destacou Pugh e Hoon Lee como importantes forças dramáticas da adaptação, enquanto o Los Angeles Times chamou atenção para a atuação de Pugh e para a maneira como a série coloca Cathy no centro da narrativa. O The Guardian elogiou a produção visualmente luxuosa e as atuações, embora tenha observado que a série nem sempre consegue dar ao material toda a dimensão filosófica do romance. No Rotten Tomatoes, a primeira temporada aparece com 85% de aprovação da crítica, em um levantamento ainda recente após a estreia. A minissérie também chama atenção pela fotografia e pela reconstituição de época, tendo sido filmada extensivamente na Nova Zelândia para representar a Califórnia do início do século XX.

Erick Steve. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Digger

Título no Brasil: Digger
Título Original: Digger
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Alejandro G. Iñárritu
Roteiro: Alejandro G. Iñárritu, Sabina Berman
Elenco: Tom Cruise, Riz Ahmed, Sandra Hüller, John Goodman, Jesse Plemons, Sophie Wilde, Emma D'Arcy, Michael Stuhlbarg e Robert John Burke.

Sinopse:
Digger Rockwell é um dos homens mais poderosos do mundo, um bilionário do setor petrolífero cuja ambição e influência parecem não conhecer limites. Quando uma catástrofe de enormes proporções começa a ameaçar o planeta, Digger percebe que o desastre está diretamente relacionado às consequências das próprias ações de seu império. Diante da possibilidade de perder tudo e testemunhar uma destruição em escala global, ele parte para uma missão desesperada para tentar impedir o pior. Ao mesmo tempo em que procura encontrar uma solução para a crise, precisa lidar com o governo, seus aliados, adversários e as consequências de suas próprias decisões. A história mistura drama, comédia sombria, sátira e elementos apocalípticos para acompanhar um homem acostumado a controlar tudo sendo colocado diante de uma situação que está muito além de seu poder. Tom Cruise interpreta Digger em uma atuação bastante diferente dos tradicionais heróis de ação de sua carreira. O filme acompanha sua tentativa de convencer o mundo de que ele próprio pode ser a pessoa capaz de salvá-lo antes que o desastre provocado por suas ações destrua tudo.

Comentários: 
Digger marca a colaboração de Tom Cruise com o diretor Alejandro G. Iñárritu, vencedor do Oscar por Birdman e O Regresso, e apresenta o ator em um papel muito diferente daquele associado aos seus grandes filmes de ação. Cruise interpreta Digger Rockwell, um poderoso magnata do petróleo que aparece caracterizado como uma figura extravagante, arrogante e extremamente consciente de sua própria importância. A produção foi filmada inteiramente em VistaVision e reúne uma equipe técnica de grande destaque, incluindo o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki e o montador Stephen Mirrione. Riz Ahmed, Sandra Hüller, John Goodman e Jesse Plemons completam um elenco formado por atores de diferentes gerações. A proposta combina sátira, humor negro, drama e elementos de desastre ambiental, utilizando a trajetória do protagonista para discutir poder, responsabilidade e as consequências de decisões tomadas por pessoas extremamente influentes. A estreia internacional ocorreu no fim de setembro de 2026, com lançamento nos Estados Unidos em 2 de outubro pela Warner Bros.

A recepção crítica inicial foi bastante dividida. A Variety descreveu o filme como uma sátira grandiosa e destacou a interpretação exagerada de Tom Cruise, enquanto outras avaliações chamaram atenção justamente pela proposta incomum e pela tentativa de Iñárritu de combinar humor absurdo, crítica social e uma história de catástrofe. A publicação também registrou que as primeiras reações dos jornalistas foram bastante variadas, com opiniões indo de avaliações negativas a elogios à ambição visual e à atuação de Cruise. O The Times apresentou uma avaliação bastante crítica, questionando o tom da sátira e a forma como a produção desenvolve sua mensagem ambiental. Ao mesmo tempo, outras análises destacaram que o filme representa uma mudança significativa dentro da filmografia de Cruise por colocá-lo em um papel mais excêntrico e distante do tradicional protagonista heroico. Com sua combinação de ficção apocalíptica, humor sombrio e comentário social, Digger ocupa um espaço bastante diferente dos blockbusters de ação pelos quais o ator ficou conhecido.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Slow Horses

Título no Brasil: Slow Horses
Título Original: Slow Horses
Ano de Lançamento: 2022
País: Reino Unido
Estúdio: See-Saw Films / Apple TV+
Direção: James Hawes, Jeremy Lovering, Saul Metzstein, Adam Randall e outros
Roteiro: Will Smith e outros, baseado nos livros de Mick Herron
Elenco: Gary Oldman, Jack Lowden, Kristin Scott Thomas, Olivia Cooke, Saskia Reeves, Rosalind Eleazar, Christopher Chung, Aimee-Ffion Edwards, Jonathan Pryce e Hugo Weaving.

Sinopse: 
A série acompanha um grupo de agentes do serviço de inteligência britânico MI5 que, depois de cometerem erros que prejudicaram suas carreiras, são transferidos para Slough House, um departamento considerado praticamente um depósito de profissionais afastados das grandes operações. O grupo é comandado por Jackson Lamb, um agente veterano brilhante, mas extremamente mal-humorado e pouco convencional, interpretado por Gary Oldman. Apesar da aparência de incompetência e da falta de prestígio, os agentes acabam envolvidos em situações que apresentam riscos muito maiores do que os trabalhos burocráticos que deveriam realizar. Quando acontecimentos relacionados ao terrorismo, espionagem, assassinatos e conspirações começam a ameaçar a segurança britânica, os integrantes de Slough House precisam agir. River Cartwright, um jovem agente interpretado por Jack Lowden, torna-se um dos principais personagens dessa equipe. Enquanto os agentes tentam descobrir em quem podem confiar, precisam enfrentar não apenas inimigos externos, mas também conflitos dentro do próprio MI5. A série combina suspense, espionagem, ação e humor negro, acompanhando as operações de uma equipe improvável que frequentemente acaba envolvida nos acontecimentos mais perigosos.

Comentários: 
Slow Horses estreou na Apple TV+ em abril de 2022 como uma adaptação dos romances de espionagem de Mick Herron. A primeira temporada foi adaptada do livro Slow Horses e teve seus seis episódios dirigidos por James Hawes, enquanto Will Smith ficou responsável pela adaptação para televisão. Gary Oldman interpreta Jackson Lamb, personagem que se tornou o centro da série e apresenta uma combinação de inteligência, sarcasmo, mau humor e experiência profissional. Jack Lowden também ganhou grande destaque como River Cartwright, um agente jovem que tenta recuperar sua reputação depois de ser enviado para Slough House. Kristin Scott Thomas interpreta Diana Taverner, uma importante figura da estrutura do MI5, enquanto Saskia Reeves, Rosalind Eleazar e Christopher Chung integram a equipe principal. Ao longo das temporadas, a produção ampliou seu elenco e adaptou outros livros da série de Mick Herron. A série foi reconhecida com indicações e prêmios importantes, incluindo BAFTA Television Awards, consolidando-se como uma das principais produções de espionagem da Apple TV+.

O sucesso de Slow Horses fez com que a Apple renovasse rapidamente a produção para novas temporadas, e atualmente a série já chegou à sexta temporada, lançada em setembro de 2026. A sexta temporada adapta elementos dos romances Joe Country e Slough House e coloca novamente os agentes em uma situação de alto risco, enquanto Diana Taverner os envolve em uma trama de retaliação e vingança. A Apple também confirmou uma oitava temporada, mostrando que a história continuará sendo desenvolvida nos próximos anos. Um dos principais atrativos da produção é justamente a combinação entre suspense sério e humor negro, com personagens imperfeitos que frequentemente precisam resolver situações maiores do que suas próprias capacidades. Gary Oldman encontrou em Jackson Lamb um dos papéis mais marcantes de sua carreira televisiva, enquanto o restante do elenco contribui para formar uma equipe bastante diversificada. A série também se diferencia de produções tradicionais de espionagem porque seus protagonistas não são apresentados como agentes perfeitos, mas como profissionais cheios de falhas, conflitos e problemas pessoais. Essa característica dá à narrativa um tom mais humano e permite que as histórias de espionagem sejam acompanhadas também pelo relacionamento entre os integrantes de Slough House.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Pablo Aluísio: Coleção de Livros

Pablo Aluísio: Coleção de Livros
Segue abaixo nossa relação atualizada de livros lançados. Ao todo, até o momento, contamos com nove títulos disponíveis para venda em diversos sites, entre eles Amazon, Clube dos Leitores e Uiclap. É uma evolução natural dos próprios textos dos blogs e sites, unindo o novo, o moderno, o mundo virtual, com o clássico, o elegante, que é o livro impresso. Eu sou da época dos livros e das revistas de papel... pois é, sou um clássico! Então embora sempre presente na internet desde seu começo (meu primeiro site entrou online em 1999) também decidi preservar meus textos em forma de publicações. Abaixo seguem pequenos resumos sobre cada um deles...

Contos da Alma Sombria 
Esse foi meu primeiro livro. Apenas peguei duas histórias góticas que havia escrito para o público, as melhorei um pouquinho e lancei nessa coletânea de contos de 120 páginas. Foi uma primeira experiência que achei bem válida. Faz parte desse livro os contos "Lobo da Escócia" e "O Vampiro de Versalhes", meus primeiros escritos, ainda na minha juventude, em uma época em que nem existia Internet! Minha opinião é que ficaram bem interessantes. 

Contos das Sombras Eternas
Nesse livro eu reuni diversos contos avulsos que havia escrito há muitos anos. Patrulha Policial, Assassina das Estradas, Fantasmas da Velha Mansão, entre outros, fazem parte desse livro. Gostei bastante de escrever na época esses contos e não havia cogitado e nem planejado de reunir todos eles em um livro, mas eis que aconteceu. Penso que ficou muito bom! Minha inspiração aqui veio das publicações Pulp dos Estados Unidos na década de 1930. São histórias fortes, bem exageradas, sensacionalistas até, exatamente o estilo que imperava nesse tipo de publicação naqueles tempos. 

Marlon Brando 
Minha primeira publicação com o tema cinema. Cinema clássico, é bom frisar. Escolhi logo um ator que foi símbolo de uma era em Hollywood. Aqui minha ideia inicial era escrever um livro sobre Cinema Clássico, mas no meio do caminho decidi escrever apenas sobre Brando. Apenas juntei todos os textos que havia escrito por anos e os reuni nesse livro. Cada filme do ator é comentado, destalhes de sua vida pessoal emergem em crônicas e vejo essa publicação como um verdadeiro Guia para quem deseja conhecer a obra desse grande ator. Acabou virando uma edição com 170 páginas!

Marilyn Monroe
O melhor livro que escrevi até o momento (e o mais bem vendido da coleção!). Segue basicamente a filosofia do livro de Marlon Brando, ou seja, é um Guia sobre a atriz. Novamente reuni uma série de textos, crônicas e materiais diversos que escrevi ao longo dos anos sobre a adorável Marilyn e publiquei. Penso que ficou realmente muito bom. Com papel creme é um daqueles livros que realmente dão prazer em ler. Além disso é o único que conheço que comenta detalhadamente (inclusive com fichas técnicas) sobre todos os filmes da carreira de Marilyn Monroe. Um bom livro de Cinema Clássico para os cinéfilos possuírem em sua biblioteca particular. 



Elvis Presley - Volume 1
Esse foi o meu primeiro livro sobre Elvis Presley. Em relação a Elvis eu escrevi tanto material por anos e anos que ficou impossível reunir tudo apenas em uma edição. Assim decidi nomear esse primeiro livro de Volume 1 (outros virão com o tempo). Essa primeira edição traz muitas informações sobre os primeiros discos e filmes da carreira de Elvis. Aqui o leitor é apresentado aos primeiros discos e filmes da carreira de Elvis Presley. Os tempos de Sun Records, as primeiras gravações, a estreia em Hollywood, os singles e os álbuns pela RCA Victor. O Elvis roqueiro em seus primeiros anos de carreira. Um resgate com muitas informações, fruto de uma pesquisa que durou anos. Essa é a história do jovem artista que revolucionou o mundo da música desde os seus primeiros anos de fama, sucesso e impacto cultural. 

Cinema Classe A - Volume 1
Nesse primeiro livro temos as filmografias de Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Russell Crowe em destaque. Seus filmes são analisados, com resenhas e fichas técnicas. Um livro para quem gosta de ler sobre Cinema Internacional. E tudo com o cuidado técnico que caracteriza nossos textos sobre a história do cinema. Na realidade é um livro que reúne material que eu havia publicado antes em dois livros separados, mas que agora estão reunidos em uma única edição. Nessa linha desejo publicar exatamente isso, as filmografias de determinados atores e atrizes que marcaram Hollywood com suas carreiras. 



Crônicas do Velho Oeste
Quem acompanha meus textos na Internet sabe que sempre tive um grande carinho pelos filmes de western. Então era natural que mais cedo ou mais tarde iria também publicar um livro apenas sobre o bom e velho faroeste. E aqui está! Uma seleção especial trazendo os melhores filmes de western, em textos com muitas informações. E não é só. Essa edição ainda traz histórias de western, todas se passando no velho oeste americano. Uma coletânea de contos de faroeste. São 200 páginas com muito faroeste para o leitor que é fã desse gênero imortal! 

James Dean 
Mais um livro sobre a era de ouro do cinema! James Dean foi um dos grandes mitos da Hollywood em sua era de ouro. Representou como ninguém toda a rebeldia e juventude de uma geração. Só que sua vida e carreira foram breves, como um carro em alta velocidade. Nesse livro resgatamos a história de James Dean, com sua biografia e análise detalhada de todos os seus filmes. E como se isso não fosse o suficiente, ainda trazemos em suas páginas outro grande ator dessa mesma era. Estamos falando de Montgomery Clift, um jovem e talentoso ator que abalou as estruturas de Hollywood com sua técnica de atuação revolucionária. São mais de 200 páginas com dois dos grandes ídolos do cinema norte-americano.

Cine Terror
Como venho fazendo já há algum tempo tenho lançado livros sobre cinema, com resenhas, informações, etc. São Guias para quem aprecia cinema também como algo importante em suas vidas. Edições especiais exclusivas para cinéfilos!  Nessa publicação "Cine Terror", o foco se concentra no gênero terror e suspense. Esse livro contém contos de terror e um guia com 100 filmes de terror comentados, contendo fichas técnicas e sinopses. Na parte de contos temos em primeira mão um conto inédito de Drácula. Além disso nas sessões de textos cinematográficos temos uma extensa lista com filmes de vampiros, com uma relação se concentrando exatamente no personagem Drácula e os últimos lançamentos do gênero terror. Um livro ideal para quem aprecia levar bons sustos assistindo a seus filmes preferidos. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Willie Boy

Willie Boy 
Eu sempre gostei muito do trabalho do ator Robert Redford e durante todos esses anos procurei assistir a praticamente todos os seus filmes. Só que nem todos consegui ver na época, alguns me escaparam. Esse "Willie Boy" foi um deles. Felizmente nesse fim de semana finalmente assisti. Pode ser considerado um western moderno pois a história, que foi baseada em um fato histórico real, já se passa no momento em que o velho oeste estava morrendo, dando lugar a carros e estradas por todo o país. Para muitos historiadores foi a última grande história do western tradicional. E nesse momento de transição entre eras, existiu de fato um nativo americano chamado Willie Boy. Ele era daquele tipo de sujeito que não levava desaforo para casa e gostava muito de beber. Uma combinação não muito recomendável e completamente explosiva. Assim, quando brigou com o pai de uma garota pela qual era apaixonado, a situação saiu do controle e ele o matou. Depois do crime precisou fugir para o deserto, levando sua amada junto. Uma fuga a pé, de puro desespero pessoal. 

Isso criou uma enorme caçada humana liderada por um xerife branco chamado Cooper, personagem interpretado justamente pelo Robert Redford. Ele organizou um grupo e foi para o deserto em busca do Willie Boy. Foi uma situação delicada porque o presidente dos Estados Unidos estava visitando aquela região naquele exato momento, então a coisa toda tomou proporções enormes. Não era apenas caçar um fugitivo no deserto. De repente virou até mesmo uma questão de segurança nacional, ainda mais depois que boatos afirmarem que Willie Boy estava organizando um levante indígena. Não era verdade, mas as pessoas da época acreditaram. 

O desfecho do filme não está totalmente de acordo com os fatos históricos, mas mantém uma certa linha de coerência. A cena final do xerife de Redford caçando Willie Boy nas montanhas daquele deserto rochoso é ótima! Ficaria muito bem em qualquer faroeste clássico da velha Hollywood. Só que esse filme na verdade foi produzido no final dos anos 1960 (sendo mais exato, 1969), quando o próprio movimento Hippie encontrava seu fim (graças aos alucinados da família Manson). O mundo estava mudando, assim como aconteceu na história original que o filme contava.  Enfim, gostei do filme. É um daquele tipo de western que começa meio vacilante, mas que vai pegando ritmo com o passar do tempo. No final ficamos com a certeza de termos assistido a um grande filme. Merece ser redescoberto. 

Willie Boy (Willie Boy, Estados Unidos, 1969) Direção: Abraham Polonsky / Roteiro: Harry Lawton, Abraham Polonsky / Elenco: Robert Redford, Robert Blake, Katharine Ross, Susan Clark / Sinopse: História baseada em fatos reais. Um nativo americano chamado Willie Boy (Black) mata um homem e foge para o deserto. O xerife Cooper (Redford) então organiza um grupo para localizar e prender o assassino. E essa perseguição acaba se tornando uma verdadeira caçada humana no meio de um deserto verdadeiramente infernal. 

Pablo Aluísio.