quinta-feira, 16 de julho de 2026

A Odisseia

A Odisseia
O filme A Odisseia (The Odyssey) será lançado mundialmente em 17 de julho de 2026, dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Zendaya e Charlize Theron. Baseado no poema épico de Homero, o longa narra a extraordinária jornada de Odisseu, rei de Ítaca, que tenta retornar ao seu reino após a Guerra de Troia. Durante dez anos de viagem, o herói enfrenta criaturas mitológicas, tempestades, deuses vingativos e tentações que colocam à prova sua coragem e inteligência. Enquanto isso, sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco resistem às pressões dos pretendentes que desejam ocupar o trono de Ítaca. Nolan adapta a obra clássica com uma abordagem grandiosa e emocional, utilizando extensas filmagens em locações naturais e tecnologia IMAX de última geração. O resultado é um épico que combina espetáculo visual, drama humano e elementos da mitologia grega.

A Odisseia vem até o momento recebendo avaliações críticas extremamente positivas. Diversos veículos especializados elogiaram o filme como um dos trabalhos mais ambiciosos da carreira de Christopher Nolan. As primeiras avaliações destacaram a direção segura, a narrativa épica e a impressionante escala visual da produção. Críticos ressaltaram especialmente a interpretação de Matt Damon como Odisseu, considerada uma das melhores de sua carreira, além do trabalho de Anne Hathaway como Penélope. Também foram amplamente elogiados a fotografia de Hoyte van Hoytema e a trilha sonora composta por Ludwig Göransson. Muitos comentários classificaram o longa como um retorno triunfal de Nolan ao cinema de aventura épica. Nas primeiras avaliações publicadas, o consenso foi de que o diretor conseguiu transformar uma das maiores obras da literatura mundial em um espetáculo cinematográfico à altura de sua importância histórica.

Como o filme acaba de estrear, sua trajetória na temporada de premiações ainda está apenas começando, mas é extremamente promissora em um futuro bem próximo. Analistas da indústria já apontam A Odisseia como forte candidato ao Oscar em categorias como Melhor Filme, Melhor Diretor, Fotografia, Trilha Sonora, Direção de Arte, Som e Efeitos Visuais. A produção também vem sendo apontada como uma das favoritas nas principais premiações da crítica americana. Além do aspecto técnico, muitos especialistas destacaram a adaptação do poema de Homero como um raro exemplo de equilíbrio entre fidelidade ao material original e linguagem cinematográfica moderna. A utilização inédita de câmeras IMAX redesenhadas para permitir cenas inteiras de diálogo nesse formato também recebeu elogios. O filme consolidou-se rapidamente como um dos acontecimentos cinematográficos mais importantes de 2026.

Do ponto de vista comercial, A Odisseia iniciou sua trajetória cercada por enorme expectativa. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 250 milhões, o longa representa uma das maiores produções da carreira de Christopher Nolan. Antes mesmo da estreia, a venda antecipada de ingressos registrou números recordes em diversos países, especialmente nas salas IMAX. As primeiras projeções indicam uma abertura mundial próxima dos US$ 200 milhões, impulsionada pela enorme popularidade de Nolan após o sucesso de Oppenheimer e sua trilogia com o popular personagem de quadrinhos Batman. O interesse do público também foi reforçado pelo elenco repleto de estrelas e pela grandiosidade da adaptação. Embora ainda seja cedo para avaliar seu desempenho definitivo, tudo indica que o filme deverá tornar-se um dos maiores sucessos comerciais de 2026. O estúdio tem expectativas de que o filme supere a marca do 1 bilhão de dólares em bilheterias mundiais. 

Por ser uma produção recém-lançada, A Odisseia ainda está construindo seu caminho para o sucesso de público e crítica. Contudo, a recepção inicial sugere que o filme possui grande potencial para figurar entre as obras mais importantes da filmografia de Christopher Nolan. Muitos críticos já o comparam a grandes épicos modernos como Gladiador e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, elogiando sua escala, ambição narrativa e impacto visual. Também há expectativas de que o longa amplie o interesse do grande público pela mitologia grega e pela obra de Homero. Caso mantenha sua excelente aceitação nas próximas semanas, A Odisseia poderá consolidar-se como um dos grandes clássicos do cinema épico contemporâneo e uma das produções mais marcantes da década.

A Odisseia (The Odyssey, Estados Unidos / Reino Unido, 2026) Direção: Christopher Nolan / Roteiro: Christopher Nolan, baseado no poema épico A Odisseia, de Homero / Elenco: Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Zendaya e Charlize Theron / Sinopse: Após o fim da Guerra de Troia, Odisseu enfrenta uma longa e perigosa jornada para retornar ao reino de Ítaca, superando monstros, deuses e inúmeras provações enquanto sua família luta para manter vivo seu legado.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

O Cavaleiro dos Sete Reinos

O Cavaleiro dos Sete Reinos 
A série O Cavaleiro dos Sete Reinos (A Knight of the Seven Kingdoms) estreou em 18 de janeiro de 2026 na HBO e na HBO Max. Criada por Ira Parker em parceria com George R. R. Martin, a produção adapta a primeira novela da série Tales of Dunk and Egg, intitulada The Hedge Knight. O elenco é liderado por Peter Claffey como Sor Duncan, o Alto ("Dunk"), e Dexter Sol Ansell como o jovem Aegon Targaryen, conhecido como "Egg", além de Finn Bennett, Bertie Carvel, Sam Spruell e Daniel Ings. Ambientada cerca de noventa anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones, a série acompanha as aventuras do ingênuo, porém extremamente honrado cavaleiro andante Duncan e de seu pequeno escudeiro, que na verdade é um príncipe Targaryen viajando incógnito. A jornada dos dois os leva a torneios, conspirações políticas e conflitos envolvendo as grandes casas de Westeros. Em vez de focar em guerras de grande escala, a narrativa privilegia o desenvolvimento dos personagens, a cavalaria medieval e as intrigas do reino. A primeira temporada conta com seis episódios.

Desde sua estreia, O Cavaleiro dos Sete Reinos recebeu uma recepção crítica amplamente positiva. Muitos críticos destacaram que a série recupera o espírito de aventura e fantasia das primeiras temporadas de Game of Thrones, mas com uma abordagem mais intimista. Diversas publicações elogiaram a química entre Peter Claffey e Dexter Sol Ansell, considerada o coração da produção. A direção, o figurino e a fidelidade às obras de George R. R. Martin também foram amplamente elogiados. Críticos observaram que a série aposta mais no desenvolvimento dos personagens do que em grandes batalhas ou efeitos especiais, característica vista como um diferencial positivo. Muitos consideraram a adaptação extremamente respeitosa ao material original, preservando o humor, a emoção e o senso de aventura presentes nas novelas de Martin. O consenso foi de que a HBO conseguiu expandir novamente o universo de Westeros sem depender exclusivamente da grandiosidade épica das produções anteriores.

O reconhecimento também começou a aparecer durante a temporada de premiações. A série conquistou nove indicações ao Emmy de 2026, incluindo Melhor Série Dramática, consolidando-se como uma das produções televisivas mais elogiadas do ano. A crítica especializada destacou especialmente a direção, a fotografia, o design de produção e a interpretação da dupla protagonista. Peter Claffey foi bastante elogiado pela forma como construiu um Duncan humilde, carismático e profundamente honrado, enquanto Dexter Sol Ansell conquistou o público com sua interpretação de Egg. Analistas apontaram a série como uma das adaptações mais fiéis já realizadas das obras de George R. R. Martin. O sucesso artístico também levou a HBO a confirmar rapidamente uma segunda temporada, baseada na novela The Sworn Sword.

Do ponto de vista comercial, O Cavaleiro dos Sete Reinos teve uma estreia extremamente forte. Segundo dados divulgados pela HBO, o episódio inaugural alcançou cerca de 6,7 milhões de espectadores em seus três primeiros dias de exibição, tornando-se um dos maiores lançamentos da história da HBO Max, atrás apenas de House of the Dragon e The Last of Us. A audiência manteve-se elevada ao longo da temporada, impulsionada pelo excelente boca a boca e pela base de fãs do universo criado por George R. R. Martin. O público elogiou principalmente o tom mais leve da narrativa, a forte amizade entre Dunk e Egg e a produção de alto nível. O sucesso consolidou a estratégia da HBO de expandir a franquia A Song of Ice and Fire com histórias menores e mais centradas nos personagens.

Mesmo sendo uma produção recente, O Cavaleiro dos Sete Reinos já é considerada uma das melhores séries derivadas de Game of Thrones. Muitos críticos afirmam que seu foco em personagens, honra, amizade e cavalaria aproxima a produção do espírito dos romances originais de George R. R. Martin. A simplicidade da narrativa, em contraste com as enormes guerras de outras séries da franquia, foi vista como uma de suas maiores qualidades. O sucesso da primeira temporada fortaleceu os planos da HBO de adaptar as demais aventuras de Dunk e Egg, podendo transformar a série em uma das principais franquias televisivas da década. Caso mantenha o alto nível artístico demonstrado em sua estreia, O Cavaleiro dos Sete Reinos tem potencial para tornar-se um clássico moderno da fantasia televisiva.

O Cavaleiro dos Sete Reinos (A Knight of the Seven Kingdoms, Estados Unidos, 2026)Criação: Ira Parker e George R. R. Martin / Roteiro: Ira Parker, baseado na novela The Hedge Knight, de George R. R. Martin / Elenco: Peter Claffey, Dexter Sol Ansell, Finn Bennett, Bertie Carvel, Sam Spruell e Daniel Ings / Sinopse: Cerca de noventa anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones, um jovem cavaleiro andante e seu misterioso escudeiro percorrem Westeros enfrentando torneios, conspirações e desafios que moldarão o futuro dos Sete Reinos.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

A Morte do Demônio: Em Chamas

Título no Brasil: A Morte do Demônio: Em Chamas
Título Original: Evil Dead Burn
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos, Nova Zelândia e Canadá
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Sébastien Vaniček
Roteiro: Sébastien Vaniček e Florent Bernard
Produção: Rob Tapert e Sam Raimi
Elenco: Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, Erroll Shand, Maude Davey e George Pullar.

Sinopse:
Terceiro filme independente da fase moderna da franquia iniciada com Evil Dead (2013) e sucedendo A Morte do Demônio: A Ascensão (2023), Evil Dead Burn acompanha Alice, uma mulher devastada pela morte do marido. Em busca de conforto, ela aceita passar alguns dias na isolada propriedade da família do falecido. O que deveria ser um período de luto transforma-se em um pesadelo quando a presença do Necronomicon desperta novamente as forças demoníacas conhecidas como Deadites. Um a um, os membros da família são possuídos, convertendo a reunião familiar em um massacre sangrento. Enquanto luta para sobreviver, Alice descobre que a promessa feita ao marido — permanecer ao seu lado "até a morte" — ganha um significado aterrorizante diante do poder maligno do Livro dos Mortos. O longa mantém a tradição da série ao combinar horror sobrenatural, violência extrema e efeitos práticos perturbadores, explorando ao mesmo tempo temas como luto, abuso familiar e culpa.

Comentários:
Evil Dead Burn chegou aos cinemas cercado de enorme expectativa, principalmente por ser dirigido pelo cineasta francês Sébastien Vaniček, cujo trabalho em Infested chamou a atenção de Sam Raimi. Desde o início da produção, o diretor declarou que pretendia realizar "o filme mais brutal da franquia", promessa que dividiu profundamente a crítica especializada. O The Guardian publicou uma das avaliações mais positivas, afirmando que o longa consegue expandir o universo da série sem copiar o estilo de Raimi. A crítica elogiou a atmosfera opressiva, a intensidade emocional da história e a criatividade das sequências de horror, destacando que os Deadites apresentam mais personalidade e perversidade do que em capítulos anteriores. O jornal também ressaltou que Vaniček imprime influências do horror francês contemporâneo, produzindo um filme visualmente agressivo e emocionalmente devastador.

A recepção, entretanto, esteve longe de ser unânime. A Associated Press publicou uma crítica bastante severa, argumentando que Evil Dead Burn sacrifica o humor negro e a inventividade visual que marcaram os filmes clássicos da franquia em favor de uma violência quase ininterrupta. Segundo a agência, a produção mergulha em cenas de mutilação e gore extremo sem oferecer o mesmo equilíbrio entre terror e diversão característico dos trabalhos de Sam Raimi. No Rotten Tomatoes, o filme estreou com cerca de 79% de aprovação, indicando uma recepção crítica geralmente favorável, embora menos entusiasmada do que a de alguns de seus antecessores. Entre os fãs, porém, a reação foi bastante positiva. Em comunidades como Reddit e fóruns dedicados ao terror, muitos espectadores elogiaram a atuação intensa de Souheila Yacoub, o ritmo acelerado e a coragem de levar a violência da série a novos extremos, considerando-o um dos capítulos mais perturbadores da franquia. Comercialmente, o longa teve uma boa estreia mundial e consolidou a estratégia da franquia de contar histórias independentes, preservando a mitologia do Necronomicon sem depender da presença de Ash Williams. Além disso, o sucesso do filme reforçou os planos do estúdio para expandir ainda mais o universo de Evil Dead nos próximos anos.

Erick Steve. 

terça-feira, 14 de julho de 2026

Jamais Foram Vencidos

Jamais Foram Vencidos
Que tal reunir em um mesmo filme John Wayne e Rock Hudson? Os dois tinham sido os maiores recordistas de bilheteria durante os anos 50 e 60 e agora reuniam forças no western "Jamais Foram Vencidos". O filme pode ser considerado um faroeste temporão, já que foi realizado no final dos anos 60, quando a juventude não mais se importava muito com esse gênero cinematográfico. Embora Wayne ainda mantivesse seu prestígio inabalado, Hudson vinha passando por dificuldades na carreira. Como era um galã acima de tudo, os papéis iam cada vez mais rareando com a chegada da idade e ele próprio representava naquela altura um tipo de ator que definitivamente estava saindo de moda. Ao invés do galã de visual impecável, o cinema americano agora adotava atores com grande talento mas com aparência de homens comuns, como Al Pacino, Dustin Hoffman e Robert De Niro. Atores que não tinham a estampa dos velhos ídolos como Rock Hudson. Em sua autobiografia o próprio Hudson comenta a chegada dessa nova geração de "monstrinhos" como ele apelidou os novos atores em ascensão.

Realmente era bem complicado unir duas gerações tão diferentes em um mesmo filme. Por isso o convite de estrelar um western ao lado do mito John Wayne veio bem a calhar naquele momento de sua vida. O filme em si era interessante e mostrava um oficial confederado (Hudson) que não aceitava a derrota de seu amado sul durante a guerra civil americana. Tão transtornado ficara com a perda da guerra que em um ato de profunda indignação resolve queimar sua propriedade, juntar tudo o que tinha e rumar para o México com a esperança de começar uma nova vida. Impossível não fazer uma analogia sutil com a própria carreira de Rock Hudson. Tal como o personagem de seu filme ele naquele momento era coisa do passado e deveria rumar para um novo destino. E tal como o sulista ferido ele realmente em pouco tempo deixaria o seu passado para trás (o cinema) e trilharia um novo caminho na carreira ao estrelar uma série de TV, em busca de um novo recomeço. Nunca o ditado "A Vida Imita a Arte" foi tão bem aplicado como nesse caso.

Em relação ao filme em si, se trata de um bom faroeste. Tem alguns problemas relacionados ao ritmo da história, mas que não comprometem o resultado final. A estética que vinha surgindo no cinema naquela época também se faz sentir aqui. Os personagens já são mais realistas, alguns com figurinos sujos de poeira e tudo mais. Não havia mais espaço para o cowboy impecável das velhas produções da antiga Hollywood. O próprio Rock Hudson abriu mão de seu costumeiro visual belo e arrumado. Aqui surge de cabelos despenteados, uniforme empoeirado e roupas velhas e surradas, da guerra civil. Já John Wayne entrega um personagem mais de acordo com seu tipo habitual. No final das contas os dois fizeram um bom filme e de certa maneira combinaram bem na tela, algo que muitos se surpreenderam ao assistirem ao filme em seu lançamento original. 

Jamais Foram Vencidos / Nunca Foram Vencidos (The Undefeated, Estados Unidos, 1969) / Direção de Andrew V. McLaglen / Roteiro de James Lee Barrett e Stanley Hough / Elenco: Rock Hudson, John Wayne, Ben Johnson e Tony Aguilar / Sinopse: Após a Guerra Civil americana graduado oficial confederado procura recomeçar sua vida em meio a um clima hostil e selvagem.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Zona Proibida

Zona Proibida
A história se passa numa região rica em diamantes na África do Sul. A empresa que controla o lugar proíbe a entrada de estranhos dentro de suas valiosas terras. Durante um sáfari, o guia Mike Davis (Burt Lancaster) acaba rompendo essa linha vermelha, entrando na Zona Proibida. Ele, na realidade, vai atrás de um de seus clientes, que parece ter se perdido. Na verdade o tal sujeito queria mesmo roubar diamantes. Localizados, são presos, torturados e interrogados pela milícia violenta que controle tudo por ali. Anos depois Davis retorna para a África do Sul. Ele não apenas quer vingança. Quer a fortuna, pois só ele sabe onde se localiza uma região onde diamantes literalmente brotam da terra! E isso vai dar origem a um jogo muito sujo, envolvendo traição, violência e chantagem. 

Com estética de cinema noir, embora grande parte do filme se passe no deserto, esse filme clássico é uma boa pedida para quem estiver em busca de conhecer o tipo de filme que Lancaster fazia na primeira fase de sua carreira, ainda nos anos 1940. Eu achei a trama (sórdida, como sempre) bem elaborada. E também pude perceber que o filme é bem violento, ainda mais se levarmos em conta a década em que ele foi produzido. O roteiro só derrapa mesmo na pieguice quando força um sentimento de amor entre o personagem de Lancaster e uma dama da noite, interpretada pela atriz Corinne Calvet. Aquilo ali foi um tiro no pé, pois é inconsistente e nada convincente, além de piegas demais. De qualquer forma não chega a estragar o filme. O que o salva no final das contas é a história de ganância e violência que gira em torno dos diamantes. Naquele ambiente só brota o pior que o ser humano tem a oferecer. 

Zona Proibida (Rope of Sand, Estados Unidos, 1949) Direção: William Dieterle / Roteiro: Walter Doniger, John Paxton / Elenco: Burt Lancaster, Paul Henreid, Claude Rains, Corinne Calvet / Sinopse: África do Sul. Primeira metade do século XX. Homens gananciosos lutam pela posse de uma enorme riqueza natural, os diamantes. Para colocar as mãos nessa fortuna vale qualquer coisa, até mesmo perder a própria alma. 

Pablo Aluísio.

domingo, 12 de julho de 2026

Rei Henrique II da França

Rei Henrique II da França
Henrique II da França foi um dos monarcas mais importantes do século XVI e o segundo rei da dinastia Valois-Orléans-Angoulême. Nascido em 31 de março de 1519, no Castelo de Saint-Germain-en-Laye, era filho do rei Francisco I e da rainha Cláudia da França. Desde cedo recebeu uma educação voltada para a política, as artes militares e os ideais do Renascimento, embora sua juventude tenha sido marcada por dificuldades. Entre 1526 e 1530, após a derrota francesa na Batalha de Pavia, Henrique permaneceu como refém na Espanha juntamente com seu irmão Francisco, em cumprimento ao Tratado de Madri. A experiência deixou profundas marcas em sua personalidade, tornando-o um homem reservado, disciplinado e profundamente desconfiado. Em 1533 casou-se com Catarina de Médici, integrante da poderosa família florentina dos Médici, união que fortaleceria os laços diplomáticos entre França e os Estados italianos. Apesar do casamento, Henrique manteve durante quase toda a vida um relacionamento amoroso com Diane de Poitiers, cerca de vinte anos mais velha que ele, que exerceu enorme influência sobre suas decisões pessoais e políticas. Em 1547, após a morte de Francisco I, Henrique foi coroado rei da França, iniciando um reinado de doze anos marcado por guerras, perseguições religiosas e disputas pela hegemonia europeia.

O governo de Henrique II foi dominado principalmente pelos conflitos contra a Casa de Habsburgo, que controlava a Espanha e o Sacro Império Romano-Germânico. Dando continuidade à política expansionista de seu pai, o rei francês enfrentou o imperador Carlos V e, posteriormente, Filipe II da Espanha, em uma série de campanhas conhecidas como as Guerras Italianas. Embora tenha sofrido derrotas importantes, Henrique também obteve vitórias significativas, como a conquista dos bispados de Metz, Toul e Verdun em 1552, fortalecendo a presença francesa na fronteira oriental. A longa guerra consumiu enormes recursos financeiros e humanos, mas consolidou a França como uma das principais potências da Europa. Em 1559, após anos de combates, Henrique assinou a Paz de Cateau-Cambrésis, tratado que encerrou oficialmente as Guerras Italianas. Pelo acordo, a França renunciava às pretensões sobre grande parte da Itália, mas mantinha importantes ganhos territoriais. O tratado também foi acompanhado de casamentos dinásticos destinados a consolidar a paz entre França e Espanha, demonstrando a importância da diplomacia na política europeia do período.

No plano interno, Henrique II procurou fortalecer ainda mais o poder da monarquia francesa. Manteve a política de centralização administrativa iniciada por seu pai, ampliando a autoridade real sobre a nobreza e aperfeiçoando os mecanismos de arrecadação de impostos. Também incentivou o florescimento das artes e da arquitetura renascentista, patrocinando construções, reformas de castelos e obras públicas que contribuíram para o prestígio da Coroa. Entretanto, seu reinado também foi marcado pelo aumento das tensões religiosas provocadas pelo crescimento do protestantismo. Henrique era um católico convicto e considerava o calvinismo uma ameaça à unidade do reino. Por esse motivo, endureceu significativamente a repressão contra os huguenotes, como eram conhecidos os protestantes franceses. Diversos editos ampliaram as penas contra a heresia, autorizando prisões, confiscos de bens e execuções. Essa política repressiva não eliminou o avanço da Reforma na França e acabou alimentando ressentimentos que, poucos anos após sua morte, contribuiriam para o início das sangrentas Guerras de Religião Francesas.

Henrique II também exerceu importante papel na vida dinástica da França. Seu casamento com Catarina de Médici gerou dez filhos, entre eles Francisco II, Carlos IX e Henrique III, todos futuros reis franceses. Após a morte do marido, Catarina assumiria enorme protagonismo político como regente e conselheira de seus filhos, tornando-se uma das figuras centrais da história francesa do século XVI. Durante o reinado de Henrique, a corte francesa destacou-se pelo refinamento cultural, pelo incentivo às artes e pela influência exercida por grandes famílias nobres. Ao mesmo tempo, intrigas palacianas eram frequentes, especialmente envolvendo a poderosa família Guise, os Bourbons e os Montmorency. Diane de Poitiers continuou desfrutando de enorme prestígio junto ao rei, recebendo propriedades, títulos e influência política incomuns para uma favorita real. Essa situação gerava tensões constantes com Catarina de Médici, que aguardava discretamente a oportunidade de assumir maior protagonismo. Apesar dessas rivalidades, Henrique conseguiu manter relativa estabilidade política durante boa parte de seu reinado, preservando a autoridade da monarquia até seus últimos meses de vida.

A morte de Henrique II ocorreu de forma inesperada e tornou-se um dos episódios mais famosos da história da monarquia francesa. Em junho de 1559, durante as festividades organizadas em Paris para celebrar a Paz de Cateau-Cambrésis e os casamentos dinásticos de sua filha Isabel com o rei Filipe II da Espanha e de sua irmã Margarida com o duque de Saboia, o rei participou de um torneio de justas, esporte muito popular entre os nobres da época. Em 30 de junho, enfrentando o capitão escocês Gabriel de Montgomery, sua lança quebrou-se durante o choque e uma longa lasca de madeira atravessou a viseira do capacete real, penetrando profundamente no olho direito e atingindo o cérebro. Henrique permaneceu agonizando por dez dias, sendo tratado pelos mais renomados médicos da Europa, entre eles o célebre cirurgião Ambroise Paré e o anatomista Andreas Vesalius. Apesar dos esforços, desenvolveu uma grave infecção cerebral e faleceu em 10 de julho de 1559, aos quarenta anos de idade. Sua morte mergulhou a França em um período de grande instabilidade política, permitindo que Catarina de Médici assumisse papel decisivo no governo durante os reinados de seus filhos. O falecimento prematuro de Henrique II é frequentemente apontado pelos historiadores como um dos acontecimentos que abriram caminho para as Guerras de Religião que devastariam a França nas décadas seguintes.

A Primeira Cruzada

A Primeira Cruzada
A conquista de Jerusalém pela Primeira Cruzada foi um dos acontecimentos mais marcantes da Idade Média e representou o auge da primeira grande expedição militar organizada pela cristandade ocidental rumo ao Oriente. A Primeira Cruzada foi convocada pelo papa Urbano II durante o Concílio de Clermont, em novembro de 1095. Em seu discurso, o pontífice conclamou cavaleiros, nobres e camponeses a marcharem para a Terra Santa com o objetivo de libertar Jerusalém do domínio muçulmano e garantir a segurança dos peregrinos cristãos. A convocação foi motivada tanto por razões religiosas quanto políticas, incluindo o pedido de ajuda do imperador bizantino Aleixo I Comneno, que buscava apoio contra o avanço dos turcos seljúcidas na Anatólia. Milhares de homens e mulheres atenderam ao chamado, movidos pela promessa de indulgência plenária, pela devoção religiosa, pelo desejo de riqueza ou pela busca de prestígio militar. Ao longo da jornada, os cruzados enfrentaram enormes dificuldades, como fome, doenças, deserções e longas marchas através da Europa e da Ásia Menor, mas conseguiram manter viva a expedição até alcançarem a Palestina.

Após atravessarem o Império Bizantino e conquistarem importantes cidades como Niceia e Antioquia, os cruzados seguiram em direção ao seu principal objetivo: Jerusalém. A cidade encontrava-se sob o domínio do Califado Fatímida do Egito, que havia retomado seu controle pouco antes da chegada dos exércitos cristãos. Em junho de 1099, aproximadamente doze mil cruzados cercaram Jerusalém, enquanto os defensores preparavam as muralhas para resistir ao ataque. O cerco revelou-se extremamente difícil, pois os sitiantes sofriam com a escassez de água, alimentos e madeira para construir máquinas de guerra. Com enorme esforço, conseguiram transportar madeira proveniente da região costeira e construíram torres móveis, aríetes e escadas de assalto. Também realizaram procissões religiosas ao redor das muralhas, acreditando que a fé divina lhes garantiria a vitória. Depois de várias semanas de preparação, o ataque decisivo foi lançado em 14 e 15 de julho de 1099, envolvendo diversos setores das muralhas da cidade.

Na manhã de 15 de julho de 1099, os cruzados conseguiram romper as defesas de Jerusalém. As forças comandadas por Godofredo de Bulhão foram as primeiras a penetrar na cidade após posicionarem uma torre de cerco junto às muralhas do setor norte. Pouco depois, outros contingentes liderados por nobres como Raimundo IV de Toulouse também conseguiram entrar na cidade. A tomada de Jerusalém foi seguida por um dos episódios mais violentos das Cruzadas. Fontes cristãs, muçulmanas e judaicas relatam que ocorreu um grande massacre da população, atingindo muçulmanos e judeus que ainda permaneciam na cidade. Embora os números apresentados pelos cronistas medievais provavelmente sejam exagerados, os historiadores concordam que a violência foi intensa e que milhares de pessoas morreram durante e após a conquista. Os cruzados consideraram a vitória uma demonstração da vontade divina e realizaram cerimônias religiosas no Igreja do Santo Sepulcro, considerado o local da crucificação e ressurreição de Jesus Cristo.

Após a conquista, os líderes cruzados organizaram um novo Estado cristão no Oriente, conhecido como Reino de Jerusalém. Em vez de aceitar o título de rei, Godofredo de Bulhão preferiu ser chamado de "Advogado do Santo Sepulcro", afirmando que não usaria uma coroa de ouro na cidade onde Cristo havia usado uma coroa de espinhos. Após sua morte, em 1100, seu irmão, Balduíno I de Jerusalém, tornou-se oficialmente o primeiro rei do novo reino cruzado. A partir daí foram criadas diversas instituições destinadas à defesa da Terra Santa, incluindo ordens militares como os Cavaleiros Hospitalários e, alguns anos depois, os Cavaleiros Templários. Durante quase um século, Jerusalém permaneceu sob domínio cristão, recebendo peregrinos vindos de toda a Europa e tornando-se o centro político e religioso dos Estados cruzados estabelecidos no Levante. Entretanto, o reino permaneceu constantemente ameaçado pelos Estados muçulmanos vizinhos e dependia do envio contínuo de reforços provenientes da Europa.

A conquista de Jerusalém em 1099 tornou-se o maior sucesso militar das Cruzadas e teve profundas consequências para a história medieval. A vitória fortaleceu temporariamente o prestígio do papado e alimentou o ideal da guerra santa entre os cristãos ocidentais. Ao mesmo tempo, o massacre ocorrido durante a tomada da cidade deixou uma marca duradoura na memória dos povos muçulmanos e judaicos, intensificando a hostilidade entre as diferentes religiões. O Reino de Jerusalém sobreviveu até 1187, quando a cidade foi reconquistada pelas forças do sultão Saladino após a decisiva Batalha de Hattin. A perda da cidade desencadeou a Terceira Cruzada, liderada por reis como Ricardo Coração de Leão, Filipe II da França e Frederico Barbarossa. Apesar das tentativas posteriores de retomá-la, Jerusalém nunca mais voltaria ao controle duradouro dos cruzados. Ainda hoje, a conquista da cidade pela Primeira Cruzada é considerada um dos episódios mais importantes e controversos da história das relações entre cristãos, muçulmanos e judeus, devido às suas consequências religiosas, políticas e culturais.

sábado, 11 de julho de 2026

Elvis Presley - Elvis Golden Records vol. 3

Elvis Presley - Elvis Golden Records vol. 3
Lançado em agosto de 1963, Elvis’ Golden Records Volume 3 reuniu alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley gravados entre 1960 e 1962, período que marcou seu retorno do serviço militar e sua consolidação como o maior astro da música popular americana. Diferentemente de um álbum de estúdio tradicional, trata-se de uma coletânea cuidadosamente organizada pela RCA Victor para reunir em um único LP os principais singles lançados após sua volta aos palcos e aos estúdios. O disco apresenta um Elvis artisticamente versátil, transitando entre o rock and roll, o pop, o rhythm and blues e as baladas românticas, refletindo a diversidade de sua produção naquele período. Canções como "It's Now or Never", "Are You Lonesome Tonight?", "Surrender" e "Can't Help Falling in Love" já haviam se tornado enormes sucessos antes mesmo do lançamento da coletânea. Assim, Elvis’ Golden Records Volume 3 serviu não apenas para celebrar uma sequência impressionante de hits, mas também para reafirmar o domínio de Elvis em um mercado musical que começava a passar por profundas transformações com o surgimento de uma nova geração de artistas.

A crítica especializada recebeu o álbum de maneira bastante favorável, sobretudo porque ele reunia algumas das interpretações mais marcantes da carreira de Elvis até aquele momento. A revista Billboard destacou que a coletânea era "uma demonstração da extraordinária consistência comercial de Presley", observando que poucos artistas conseguiam acumular tantos sucessos em tão curto espaço de tempo. A Variety elogiou a seleção das faixas, afirmando que o disco "oferece praticamente um catálogo dos maiores momentos do cantor desde seu retorno do Exército". No Reino Unido, a NME (New Musical Express) ressaltou que Elvis permanecia como uma referência mundial da música popular, embora reconhecesse que o cenário começava a mudar com a ascensão do rock britânico. Mesmo assim, os críticos destacavam a qualidade vocal de Presley e sua capacidade de interpretar tanto baladas quanto canções mais vigorosas com a mesma naturalidade.

Os grandes jornais americanos também avaliaram a importância da coletânea dentro da carreira do artista. O The New York Times observou que Elvis "continuava sendo um intérprete incomparável de canções populares", destacando que sua voz havia adquirido maior maturidade e controle técnico após o serviço militar. O Los Angeles Times comentou que o álbum reunia "algumas das performances mais elegantes e emocionalmente convincentes de Presley", especialmente nas baladas românticas. Décadas depois, a Rolling Stone revisitou essa fase da carreira do cantor e destacou que os sucessos presentes em Elvis’ Golden Records Volume 3 demonstram sua extraordinária capacidade de adaptação às mudanças do mercado musical sem perder sua identidade artística. A publicação observou ainda que canções como "It's Now or Never" e "Can't Help Falling in Love" se transformaram em clássicos permanentes da música popular mundial.

Do ponto de vista comercial, Elvis’ Golden Records Volume 3 foi mais um grande sucesso da carreira de Elvis Presley. O álbum alcançou posições de destaque na Billboard 200 e vendeu milhões de cópias ao longo dos anos, recebendo certificações de ouro e posteriormente de platina pela Recording Industry Association of America. O fato de reunir sucessos que já haviam liderado as paradas americanas e internacionais contribuiu decisivamente para seu excelente desempenho comercial. Muitos dos singles incluídos no álbum alcançaram o primeiro lugar na Billboard Hot 100 ou em outras importantes paradas internacionais, consolidando ainda mais o domínio de Elvis durante os primeiros anos da década de 1960. O disco tornou-se uma das coletâneas mais vendidas de sua discografia e permaneceu durante muitos anos como referência para novos fãs que desejavam conhecer os maiores sucessos dessa fase de sua carreira.

O legado de Elvis’ Golden Records Volume 3 permanece extremamente significativo dentro da história da música popular. Especialistas o consideram uma das melhores coletâneas já lançadas por Elvis Presley, justamente por reunir uma sequência impressionante de gravações que representam o auge de sua maturidade vocal e comercial. Para muitos historiadores da música, o álbum evidencia a capacidade do cantor de evoluir artisticamente sem abandonar o enorme apelo popular que sempre caracterizou sua carreira. Entre os fãs, continua sendo uma das portas de entrada mais recomendadas para conhecer o Elvis do início dos anos 1960, período em que conciliava enormes sucessos radiofônicos com sua intensa atividade cinematográfica. Mais de seis décadas após seu lançamento, Elvis’ Golden Records Volume 3 permanece como um registro indispensável da extraordinária sequência de hits que consolidou Elvis Presley como um dos maiores artistas da história da música.

Elvis Presley – Elvis’ Golden Records Volume 3 (1963)
It's Now or Never
Stuck on You
Fame and Fortune
I Gotta Know
Surrender
I Feel So Bad
Are You Lonesome Tonight?
(Marie's the Name) His Latest Flame
Little Sister
Good Luck Charm
Anything That's Part of You
She's Not You
Wild in the Country
Wooden Heart

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

The Beatles - Please Please Me

The Beatles - Please Please Me
Lançado em 22 de março de 1963, Please Please Me marcou a estreia fonográfica de The Beatles em um álbum de estúdio e deu início a uma das carreiras mais influentes da história da música popular. Gravado praticamente em um único dia — em uma longa sessão de aproximadamente treze horas nos estúdios EMI de Abbey Road, sob a produção de George Martin — o disco capturou a energia crua e contagiante das apresentações ao vivo do grupo nos clubes de Liverpool e Hamburgo. O repertório combina composições originais da dupla John Lennon e Paul McCartney com versões de clássicos do rock and roll, do rhythm and blues e do soul americano, revelando as influências que moldaram o estilo da banda. Embora ainda distante das experimentações sonoras que caracterizariam seus trabalhos posteriores, Please Please Me apresentou ao público um grupo com harmonias vocais inovadoras, enorme carisma e talento para criar melodias inesquecíveis. Seu lançamento coincidiu com o início da Beatlemania no Reino Unido, tornando-se um dos discos mais importantes da história do rock britânico.

A crítica especializada recebeu o álbum de maneira extremamente favorável. A revista New Musical Express (NME) elogiou a espontaneidade das gravações e destacou que os Beatles conseguiam transmitir para o estúdio a mesma intensidade de seus shows ao vivo. O semanário Melody Maker afirmou que o grupo possuía "uma vitalidade rara e um talento natural para criar sucessos", prevendo uma longa carreira para o quarteto. A revista Record Mirror também destacou a qualidade das interpretações e das harmonias vocais, observando que a dupla Lennon e McCartney despontava como uma das mais promissoras da música britânica. Nos Estados Unidos, onde o álbum só seria lançado posteriormente em formato diferente, a Billboard passou a acompanhar o crescimento do fenômeno Beatles, chamando atenção para o enorme sucesso comercial que a banda conquistava no Reino Unido e para o potencial de expansão internacional.

A imprensa generalista também percebeu rapidamente que havia algo extraordinário acontecendo. O The Times destacou a capacidade da banda de unir o entusiasmo do rock americano à tradição melódica inglesa. Quando os Beatles conquistaram o mercado norte-americano em 1964, jornais como o The New York Times revisitaram o álbum de estreia e ressaltaram que ele já continha os elementos fundamentais que definiriam a carreira do grupo: composições fortes, interpretações cheias de personalidade e uma química vocal incomum. O Los Angeles Times observou que "a simplicidade das gravações não diminui sua força", mas evidencia a autenticidade do quarteto. Décadas depois, a Rolling Stone descreveria Please Please Me como "um dos álbuns de estreia mais empolgantes da história do rock", destacando especialmente a performance explosiva de Lennon em "Twist and Shout", gravada ao final da longa sessão, quando sua voz já estava praticamente exaurida.

Comercialmente, Please Please Me foi um enorme sucesso. O álbum alcançou o primeiro lugar na parada britânica de LPs e permaneceu no topo por cerca de trinta semanas consecutivas, sendo substituído apenas pelo segundo álbum dos próprios Beatles, With the Beatles. O disco vendeu centenas de milhares de cópias ainda em 1963 e, ao longo das décadas, ultrapassou a marca de milhões de exemplares comercializados em todo o mundo. Os singles "Love Me Do", "Please Please Me" e "From Me to You" impulsionaram ainda mais sua popularidade e consolidaram a Beatlemania no Reino Unido antes da conquista do mercado americano. O êxito comercial do álbum transformou os Beatles na principal atração da música britânica e abriu caminho para a chamada "Invasão Britânica", que revolucionaria o mercado musical internacional a partir de 1964.

O legado de Please Please Me permanece extraordinário mais de seis décadas após seu lançamento. Historiadores da música consideram o álbum um marco fundador do rock moderno, não apenas por revelar ao mundo uma das maiores bandas de todos os tempos, mas também por demonstrar que grupos de rock poderiam escrever seu próprio repertório e construir uma identidade artística própria. Especialistas frequentemente apontam o disco como um registro autêntico da energia dos Beatles antes da fama mundial, preservando a essência de suas apresentações ao vivo. Para os fãs, ele continua sendo uma obra indispensável, repleta de juventude, entusiasmo e criatividade. Embora os Beatles tenham alcançado níveis muito maiores de sofisticação em álbuns como Rubber Soul, Revolver e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Please Please Me permanece como o ponto de partida de uma revolução musical que transformou definitivamente a história da cultura popular.

The Beatles – Please Please Me (1963)
I Saw Her Standing There
Misery
Anna (Go to Him)
Chains
Boys
Ask Me Why
Please Please Me
Love Me Do
P.S. I Love You
Baby It's You
Do You Want to Know a Secret
A Taste of Honey
There's a Place
Twist and Shout

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Wicked: Parte II

Título no Brasil: Wicked: Parte II
Título Original: Wicked: For Good
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Jon M. Chu
Roteiro: Winnie Holzman, Dana Fox
Elenco: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jeff Goldblum, Michelle Yeoh, Jonathan Bailey, Ethan Slater

Sinopse:
O maravilhoso mundo de Oz declara guerra á bruxa má! Para enfrentá-la eles escolhem Glinda (Ariana Grande) como sua defensora e protetora, mas isso não passa de uma farsa. Ela não tem realmente poderes mágicos. Nem o próprio Mágico de Oz (Goldblum) tem poderes reais. Tudo não passa de uma grande ilusão feita para enganar o bom povo daquela terra. 

Comentários:
Gostei mais do que o primeiro filme. Não apenas por trazer uma conclusão para essa história, mas também por ter uma duração mais adequada. O primeiro filme apresentou um corte longo demais. As crianças dos dias de hoje jamais iriam prestar atenção a um filme por tanto tempo. Parece que as reclamações surtiram efeito e dessa vez o estúdio cortou o que era desnecessário, deixando apenas o que importa. Assim temos maior fluidez nos acontecimentos. Os personagens mais tradicionais do Mágico de Oz surgem no filme, mas apenas de forma incidental. Dorothy e seus companheiros estão lá (seria impossível ignorar) mas nunca aparecem de frente, como protagonistas. Isso me fez questionar se não teria sido melhor fazer um novo filme do Mágico de Oz. Espero que isso venha a acontecer... algum dia. 

Pablo Aluísio.