sexta-feira, 6 de novembro de 2026

A Vida Secreta de Marilyn Monroe - Parte 1

A Vida Secreta de Marilyn Monroe - Parte 1 
Não é uma minissérie como muita gente pensa, mas sim dois telefilmes que contam a vida de Marilyn Monroe. A confusão talvez se deva ao fato de que em alguns países esses dois filmes foram editados, exibidos em episódios de mais ou menos 40 minutos. Mas vamos lá. Esse primeiro filme mostra os primeiros momentos da vida da atriz, sua conturbada vida pessoal, marcada por uma mãe problemática que tinha sérios problemas mentais, o casamento precoce com um marinheiro que ela não amava e as primeiras tentativas de se tornar uma atriz em Hollywood. 

Eu amo Marilyn Monroe e sua história. Ela foi mesmo o maior símbolo sexual que a indústria cinematográfica conseguiu produzir e por isso merecia um filme melhor. Não que a produção seja péssima, nada disso, até tem seu charme, mas o mito Marilyn exige muito mais, exige algo grandioso! Esses filmes, fraquinhos como são, não chegam nem perto da grandeza da estrela que ela foi na história do cinema. Então é isso. Esse primeiro filme é fraco mesmo. Vou assistir ao segundo, mas já sabendo de antemão que ele não será muito melhor do que esse. Afinal tudo foi produzido junto. Os defeitos e qualidades do primeiro filme certamente estarão presentes no segundo. Vale a recomendação para quem é fã de Marilyn, mas com ressalvas, não vá esperando algo que esteja à altura do mito Monroe.  

A Vida Secreta de Marilyn Monroe - Parte 1 (The Secret Life of Marilyn Monroe, Part 1, Estados Unidos, ) Direção: Laurie Collyer / Roteiro: J. Randy Taraborrelli, Stephen Kronish / Elenco: Susan Sarandon, Kelli Garner, Embeth Davidtz / Sinopse: Norma Jean é a jovem operária de uma fábrica de aviões na Califórnia que sonha um dia se tornar atriz de cinema. Ela começa uma carreira de modelo e isso acaba abrindo as portas para as primeiras aparições em filmes de Hollywood. 

Pablo Aluísio.

O Solitário Jim

Título no Brasil: O Solitário Jim
Título Original: Lonesome Jim
Ano de Lançamento: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: InDigEnt / Plum Pictures
Direção: Steve Buscemi
Roteiro: James C. Strouse
Elenco: Casey Affleck, Liv Tyler, Mary Kay Place, Seymour Cassel, Kevin Corrigan, Mark Boone Junior

Sinopse: 
Depois de fracassar em sua tentativa de construir uma carreira como escritor em Nova York, Jim retorna para sua pequena cidade natal em Indiana e volta a morar com seus pais. Desmotivado e sem perspectivas, ele precisa enfrentar novamente a família e as lembranças de uma vida da qual tentou escapar. Seu irmão Tim também atravessa uma fase complicada, enquanto os pais de Jim tentam manter a família unida. Jim acaba trabalhando na fábrica de doces da família e se envolve novamente com os problemas de seus parentes. Sua vida começa a mudar quando conhece Anika, uma enfermeira que cria sozinha seu filho. A convivência com os dois faz com que Jim comece lentamente a enxergar possibilidades diferentes para sua própria vida. Entre momentos de humor, tristeza e situações familiares desconfortáveis, ele precisa aprender a lidar com seus fracassos e descobrir uma nova maneira de seguir em frente.

Comentários: 
O Solitário Jim é uma produção independente de Steve Buscemi que apresenta uma história simples sobre fracasso, solidão, família e a dificuldade de recomeçar. O filme utiliza um humor discreto e melancólico para acompanhar um personagem que está praticamente sem perspectivas depois de não conseguir realizar seus sonhos em Nova York. Casey Affleck interpreta Jim de maneira bastante contida, transmitindo a apatia e a insegurança do personagem principalmente através de expressões e pequenos gestos. Liv Tyler também se destaca como Anika, trazendo uma presença mais positiva para uma história dominada pela melancolia. Mary Kay Place e Seymour Cassel completam muito bem a família, enquanto Kevin Corrigan interpreta o problemático irmão de Jim. A direção de Buscemi evita transformar a história em um drama exagerado e prefere observar seus personagens em situações cotidianas. A recepção crítica foi dividida: o filme recebeu 61% de aprovação no Rotten Tomatoes, enquanto alguns críticos elogiaram as atuações e o humor discreto e outros consideraram o ritmo lento e o protagonista pouco envolvente.

O filme também chamou atenção por sua atmosfera de produção independente e por apresentar personagens imperfeitos, que parecem presos às próprias limitações. Peter Travers, da Rolling Stone, avaliou a obra positivamente e destacou seu humor melancólico, enquanto Roger Ebert deu três estrelas de quatro. Por outro lado, Stephen Holden, do The New York Times, foi bem menos entusiasmado e considerou que o humor e o desenvolvimento do personagem principal não funcionavam plenamente. Comercialmente, a produção teve uma trajetória bastante discreta e não conseguiu recuperar seu orçamento de aproximadamente US$ 500 mil, arrecadando menos de US$ 155 mil nos Estados Unidos e menos de US$ 175 mil mundialmente. Apesar disso, O Solitário Jim encontrou reconhecimento entre admiradores do cinema independente e se tornou um interessante registro da primeira fase de Steve Buscemi como diretor. O filme também é lembrado pela atuação de Casey Affleck, que posteriormente construiria uma carreira de maior destaque. No conjunto, é uma obra pequena, intimista e agridoce, mais interessada nas dificuldades emocionais de seus personagens do que em grandes acontecimentos.

Erick Steve. 

Homem-Aranha 3

Homem-Aranha 3
O filme Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3) foi lançado em 4 de maio de 2007, dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace e Bryce Dallas Howard. No terceiro capítulo da trilogia, Peter Parker vive seu melhor momento como Homem-Aranha e finalmente consegue equilibrar sua vida pessoal e sua carreira como super-herói. Entretanto, tudo muda quando um misterioso organismo alienígena se funde ao seu uniforme, criando o famoso traje negro e despertando seu lado mais arrogante, violento e vingativo. Ao mesmo tempo, Peter enfrenta três grandes ameaças: o Homem-Areia, um criminoso com poderes de manipular areia; Harry Osborn, que assume o legado do Duende Verde em busca de vingança; e Eddie Brock, fotógrafo rival que acaba se transformando no temível Venom. O filme explora temas como perdão, orgulho, vingança e redenção, encerrando a trilogia iniciada em 2002.

Quando foi lançado, Homem-Aranha 3 recebeu uma recepção crítica mista. O The New York Times elogiou a direção visual de Sam Raimi e a qualidade dos efeitos especiais, mas observou que a narrativa sofria com o excesso de personagens e tramas paralelas. O Los Angeles Times destacou a ambição da produção, afirmando que o filme possuía sequências de ação espetaculares, embora seu roteiro fosse menos equilibrado do que o de Homem-Aranha 2. A revista Variety elogiou o espetáculo visual e a interpretação de Thomas Haden Church como Homem-Areia, mas também apontou que o longa tentava desenvolver muitos conflitos simultaneamente. Entre as críticas mais frequentes estavam o tratamento dado ao personagem Venom, considerado subaproveitado, e o tom irregular da história. Ainda assim, a atuação de Tobey Maguire foi bastante elogiada, assim como as impressionantes cenas de ação e os avanços tecnológicos nos efeitos visuais. A recepção geral ficou abaixo da aclamação obtida pelos dois primeiros filmes da trilogia, mas permaneceu positiva em diversos aspectos.

Embora não tenha recebido indicações ao Oscar, Homem-Aranha 3 conquistou diversas indicações em premiações técnicas e populares, especialmente nas categorias de efeitos visuais e filmes de ficção científica. A produção recebeu elogios pelo trabalho da equipe de computação gráfica na criação do Homem-Areia, considerado um dos efeitos digitais mais impressionantes da época. Muitos críticos reconheceram que Sam Raimi manteve seu estilo visual dinâmico e inventivo, principalmente nas sequências envolvendo o traje negro e as batalhas finais. Com o passar dos anos, parte da crítica revisitou o filme de maneira mais favorável, reconhecendo que muitos de seus problemas decorreram da tentativa de acomodar vários vilões em uma única história. Ainda assim, a maioria dos especialistas continua considerando Homem-Aranha 2 o ponto mais alto da trilogia. Mesmo assim, Homem-Aranha 3 permanece como um capítulo importante na evolução do cinema de super-heróis.

Do ponto de vista comercial, Homem-Aranha 3 foi um enorme sucesso mundial. Produzido com um orçamento estimado em US$ 258 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 887 milhões nas bilheterias globais, sendo cerca de US$ 338 milhões nos Estados Unidos e US$ 549 milhões no mercado internacional. Durante seu lançamento, estabeleceu diversos recordes de arrecadação, incluindo uma abertura histórica nos Estados Unidos. O público compareceu em massa aos cinemas, impulsionado pelo enorme sucesso dos dois filmes anteriores. Embora a recepção dos espectadores tenha sido mais dividida do que a das produções anteriores, as cenas de ação, os efeitos especiais e a presença de Venom garantiram enorme interesse do público. Posteriormente, o filme também obteve excelente desempenho em DVD, Blu-ray e plataformas digitais, consolidando-se como um dos maiores sucessos comerciais de 2007.

Atualmente, Homem-Aranha 3 é visto de forma mais equilibrada do que em sua estreia. Muitos fãs passaram a valorizar sua carga emocional, o arco de redenção de Harry Osborn e a impressionante caracterização do Homem-Areia, cuja origem continua sendo considerada uma das melhores sequências da trilogia. Ao mesmo tempo, permanecem as críticas ao excesso de vilões e ao pouco espaço dedicado ao Venom de Topher Grace. Ainda assim, o filme é reconhecido como o encerramento de uma das trilogias mais influentes do cinema de super-heróis, responsável por ajudar a consolidar o gênero no início do século XXI. A direção estilizada de Sam Raimi, a atuação de Tobey Maguire e a memorável trilha sonora de Christopher Young continuam sendo amplamente elogiadas. Quase duas décadas após seu lançamento, Homem-Aranha 3 permanece como uma obra ambiciosa, imperfeita, mas importante na história das adaptações da Marvel para o cinema.

Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3, Estados Unidos, 2007) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi e Alvin Sargent, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace e Bryce Dallas Howard / Sinopse: Enquanto luta para controlar a influência corruptora de um traje alienígena, Peter Parker enfrenta o Homem-Areia, o vingativo Harry Osborn e o perigoso Venom, aprendendo que o verdadeiro heroísmo depende da capacidade de perdoar e superar o desejo de vingança.

Erick Steve. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Homem-Aranha 2

Homem-Aranha 2 
O filme Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2) foi lançado em 30 de junho de 2004, dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire, Kirsten Dunst, Alfred Molina, James Franco, Rosemary Harris e J. K. Simmons. Baseado no personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko, o longa acompanha Peter Parker dois anos após os acontecimentos do primeiro filme. Dividido entre sua vida como universitário, fotógrafo e super-herói, Peter começa a perder seus poderes em razão do enorme conflito emocional provocado pela responsabilidade de ser o Homem-Aranha. Enquanto isso, o brilhante cientista Otto Octavius sofre um acidente durante uma experiência de fusão nuclear e transforma-se no perigoso Doutor Octopus, controlado por quatro tentáculos mecânicos dotados de inteligência artificial. Com a cidade ameaçada pelo novo vilão e sua vida pessoal entrando em colapso, Peter precisa decidir se continuará sacrificando sua felicidade em nome de seu dever como herói. O filme aprofunda temas como responsabilidade, culpa, amadurecimento e altruísmo, sendo considerado uma das adaptações mais fiéis do espírito dos quadrinhos.

Quando foi lançado, Homem-Aranha 2 recebeu uma recepção crítica extremamente positiva. O The New York Times destacou que Sam Raimi conseguiu produzir uma sequência "mais rica emocionalmente" que o filme original, elogiando o equilíbrio entre ação espetacular e desenvolvimento dos personagens. O Los Angeles Times afirmou que o longa elevava o padrão dos filmes de super-heróis ao combinar drama humano, humor e efeitos visuais impressionantes. A revista Variety descreveu a produção como "uma sequência rara que supera o original", ressaltando a direção segura de Raimi e a excelente atuação de Alfred Molina como Doutor Octopus. Diversos críticos também elogiaram a interpretação de Tobey Maguire, que apresentou um Peter Parker vulnerável e extremamente humano. A famosa sequência da batalha sobre o trem de Nova York foi imediatamente apontada como uma das melhores cenas de ação da história do cinema de super-heróis. O consenso foi praticamente unânime ao considerar Homem-Aranha 2 uma das melhores adaptações de histórias em quadrinhos já realizadas.

O reconhecimento refletiu-se nas premiações. Homem-Aranha 2 recebeu três indicações ao Oscar, vencendo a estatueta de Melhores Efeitos Visuais. Também foi indicado nas categorias de Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som. O filme conquistou ainda diversos prêmios da crítica e foi eleito por várias publicações como um dos melhores longas de 2004. Alfred Molina recebeu inúmeros elogios por sua interpretação de Doutor Octopus, considerado um dos maiores vilões da história dos filmes de super-heróis. Ao longo dos anos, revistas especializadas e críticos passaram a citar o filme como uma referência para o gênero, graças ao equilíbrio entre espetáculo e profundidade emocional. Ainda hoje, muitos o consideram o melhor filme do Homem-Aranha já produzido.

Do ponto de vista comercial, Homem-Aranha 2 foi um enorme sucesso mundial. Produzido com um orçamento estimado em US$ 200 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 788 milhões nas bilheterias globais, sendo cerca de US$ 375 milhões nos Estados Unidos e US$ 413 milhões no mercado internacional. O filme estreou quebrando diversos recordes de arrecadação e consolidou a franquia como uma das mais lucrativas da época. O público respondeu de forma extremamente positiva, elogiando principalmente a história emocionante, o desenvolvimento dos personagens e as espetaculares cenas de ação. O sucesso continuou com as vendas de DVD, que bateram recordes, além das exibições na televisão e dos posteriores lançamentos em Blu-ray e plataformas digitais. A excelente recepção comercial confirmou definitivamente o Homem-Aranha como um dos maiores ícones do cinema de super-heróis.

Atualmente, Homem-Aranha 2 é amplamente considerado um dos maiores filmes de super-heróis de todos os tempos. Muitos críticos o colocam ao lado de obras como The Dark Knight e Superman entre os maiores representantes do gênero. Seu retrato do conflito entre vida pessoal e responsabilidade heroica continua sendo apontado como um dos aspectos mais marcantes da adaptação. A direção de Sam Raimi, a atuação de Tobey Maguire e o inesquecível Doutor Octopus de Alfred Molina permanecem como referências para cineastas e fãs. Em retrospectivas recentes, o filme frequentemente ocupa o primeiro lugar entre os filmes do Homem-Aranha já produzidos, sendo celebrado por seu equilíbrio entre emoção, ação e fidelidade ao personagem.

Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2, Estados Unidos, 2004) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Alvin Sargent, baseado em história de Alfred Gough, Miles Millar e Michael Chabon, inspirada nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, Alfred Molina, James Franco, Rosemary Harris e J. K. Simmons / Sinopse: Enquanto enfrenta uma crise pessoal que coloca em dúvida seu destino como Homem-Aranha, Peter Parker precisa impedir que o cientista Otto Octavius, transformado no poderoso Doutor Octopus, destrua Nova York com uma experiência científica fora de controle.

Erick Steve. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Unabomber

Unabomber
Mais um filme sobre essa estranha figura. O Unabomber foi um serial killer fora dos padrões. Extremamente inteligente, formado em Harvard, ele tinha tudo para construir uma carreira acadêmica brilhante. Só que, como costuma-se dizer, a linha que separa a genialidade da loucura é bem tênue. Dessa forma, a partir de um determinado momento de sua vida ele praticamente enlouqueceu, perdendo contato com o mundo real. Elegeu como sua causa de vida a luta contra o sistema industrial e tecnológico da sociedade moderna e passou a enviar cartas que explodiam para as pessoas que ele considerava culpadas por toda essa situação. Claro, tudo sob a perspectiva de sua mentalidade deteriorada e enlouquecida. 

Foi um criminoso complicado de se localizar. Ele levava muito à sério sua visão distorcida de mundo e por essa razão vivia isolado no meio de uma floresta, em um barraco de madeira, cercado de materiais para a construção de suas bombas. Um lunático perigoso. Só foi capturado pelo FBI porque seu próprio irmão o denunciou para os federais. Uma daquelas cartas insanas dele foi publicada nos jornais e o irmão percebeu que ele havia escrito aquilo, era o estilo dele. Teve ética suficiente para entregar tudo ao FBI. O Unabomber acabou criando um perfil novo e próprio de assassino dentro da agência. Quando se fala que a sociedade dos Estados Unidos é uma fábrica de malucos, olha, depois dessa história, devo ter que concordar. Só a América poderia produzir mesmo um insano homicida como o Unabomber. 

Unabomber (Estados Unidos, 2026) Direção: Janus Metz Pedersen / Roteiro: Sam Chalsen e Nelson Greaves / Elenco: Jacob Tremblay, Russell Crowe, Shailene Woodley, Annabelle Wallis, Alexander Ludwig e Steven Ogg / Sinopse: O filme recria a história de Ted Kaczynski, serial killer americano que enviava bombas pelo serviço postal para todos os que considerava culpados pelo avanço da indústria tecnológica do mundo moderno. Baseado em fatos reais. 

Pablo Aluísio.

Os Estranhos: Caçada Noturna

Os Estranhos: Caçada Noturna
Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night) foi lançado em 9 de março de 2018, dirigido por Johannes Roberts e estrelado por Bailee Madison, Lewis Pullman, Christina Hendricks e Martin Henderson. Continuação independente do filme de 2008, o longa acompanha uma família que viaja durante a noite para um parque de trailers isolado, onde pretende resolver tensões pessoais antes de uma mudança importante. O ponto de partida da narrativa surge quando o local aparentemente vazio revela a presença dos misteriosos invasores mascarados, que passam a perseguir os visitantes de forma implacável. A partir desse encontro, o filme desenvolve uma sucessão de confrontos tensos e perseguições estilizadas, explorando medo, sobrevivência e desintegração familiar sob extrema pressão, sem antecipar os acontecimentos finais.

No momento do lançamento, Os Estranhos: Caçada Noturna recebeu uma reação crítica mista. O The New York Times observou que o filme abandonava parte do minimalismo psicológico do original em favor de uma abordagem mais visual e musical, destacando o uso marcante de canções pop dos anos 1980 para criar contraste com a violência. Já o Los Angeles Times reconheceu a eficiência de certas sequências de suspense, especialmente nas cenas ambientadas em espaços abertos iluminados por neon, embora tenha apontado fragilidades no desenvolvimento dramático dos personagens.

A revista Variety descreveu o longa como um slasher estilizado e consciente de suas referências, comparando sua atmosfera a clássicos do terror oitentista. O The New Yorker comentou que, apesar de menos perturbador que o primeiro filme, a continuação possuía energia visual e senso de ritmo capazes de manter a tensão. Parte da crítica considerou a mudança de tom uma perda de profundidade, enquanto outra parte valorizou o caráter assumidamente cinematográfico e pop. O consenso geral permaneceu dividido, oscilando entre apreciação estética e críticas ao roteiro.

No campo comercial, Os Estranhos: Caçada Noturna apresentou desempenho sólido para o gênero de terror. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 5 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 24 milhões mundialmente. Embora inferior ao sucesso do original, o resultado foi considerado financeiramente positivo devido ao baixo custo de produção. O desempenho confirmou a viabilidade contínua da franquia dentro do mercado de terror de médio porte, especialmente entre fãs de slasher contemporâneo.

Com o passar do tempo, o filme passou por reavaliação moderadamente favorável, sobretudo entre admiradores do terror estilizado. Muitos críticos contemporâneos destacam a famosa sequência na piscina iluminada por luzes coloridas como um momento visualmente icônico do horror recente. A trilha sonora nostálgica e a direção visual mais assumida também ganharam reconhecimento, ainda que o longa continue sendo visto como inferior ao impacto psicológico do primeiro capítulo. Hoje, mantém status de sequência cult dentro do terror moderno.

Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night, Estados Unidos, 2018) Direção: Johannes Roberts / Roteiro: Ben Ketai (baseado nos personagens criados por Bryan Bertino) / Elenco: Bailee Madison, Lewis Pullman, Christina Hendricks, Martin Henderson, Damian Maffei, Emma Bellomy / Sinopse: Durante uma parada em um parque de trailers isolado, uma família torna-se alvo de perseguidores mascarados e precisa lutar pela sobrevivência em uma noite marcada por terror e violência.

Erick Steve. 

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Horizonte de Glórias

Título no Brasil: Horizonte de Glórias
Título Original: Flying Leathernecks
Ano de Lançamento: 1951
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Radio Pictures
Direção: Nicholas Ray
Roteiro: James Edward Grant, baseado em história de Kenneth Gamet
Elenco: John Wayne, Robert Ryan, Don Taylor, Janis Carter, Jay C. Flippen, William Harrigan, James Bell e Barry Kelley. 

Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, o major Daniel Xavier Kirby é designado para comandar um esquadrão de pilotos da aviação dos Fuzileiros Navais americanos, que combate as forças japonesas no Pacífico. Sua chegada não é bem recebida pelos integrantes da unidade, pois muitos esperavam que o capitão Carl Griffin, conhecido como Griff, assumisse o comando. Kirby é um oficial rigoroso, disciplinador e pouco tolerante com erros, enquanto Griff possui uma personalidade mais compreensiva e mantém uma relação de amizade com os demais pilotos. A diferença de temperamento entre os dois provoca constantes conflitos sobre a maneira correta de conduzir os homens durante as operações militares. A situação fica ainda mais difícil quando o esquadrão começa a sofrer perdas durante os ataques japoneses na região de Guadalcanal. Kirby insiste em manter a disciplina e cumprir as missões, mesmo quando seus pilotos estão cansados, doentes e emocionalmente abalados. Ao longo dos combates, os dois oficiais precisam enfrentar perdas dolorosas e compreender que a responsabilidade de um comandante vai muito além de sua capacidade de pilotar uma aeronave. A experiência de guerra acaba transformando a maneira como ambos enxergam a liderança, a coragem e os sacrifícios necessários para cumprir uma missão. 

Comentários:
Horizonte de Glórias é um dos importantes filmes de guerra protagonizados por John Wayne durante o período clássico de Hollywood. Dirigido por Nicholas Ray, o longa apresenta uma história ambientada na Guerra do Pacífico e acompanha o cotidiano de um esquadrão de aviadores dos Fuzileiros Navais americanos. John Wayne interpreta o major Dan Kirby, um comandante experiente e rigoroso que acredita que a disciplina é fundamental para manter seus homens vivos durante os combates. Robert Ryan interpreta o capitão Carl Griffin, seu principal subordinado e também seu contraponto dentro da história. A relação entre os dois oficiais constitui o principal elemento dramático da produção, mostrando duas maneiras diferentes de exercer a liderança em situações extremas. Don Taylor interpreta o piloto Cowboy, enquanto Janis Carter vive Joan Kirby, esposa do protagonista. Jay C. Flippen, William Harrigan e James Bell também participam do elenco. O filme foi produzido por Edmund Grainger e contou com a apresentação de Howard Hughes, então ligado à RKO. As filmagens utilizaram instalações militares americanas, incluindo Camp Pendleton e a estação aérea de El Toro, na Califórnia. Um dos grandes destaques técnicos foi a utilização de imagens reais de combates aéreos no Pacífico, combinadas com cenas especialmente filmadas para a produção. Lançado em Technicolor, o filme possui aproximadamente 102 minutos de duração e estreou nos Estados Unidos em 28 de agosto de 1951. 

A recepção crítica foi favorável, embora alguns comentaristas tenham considerado a história bastante convencional. Howard Thompson, do The New York Times, elogiou a combinação das atuações de John Wayne e Robert Ryan com as impressionantes sequências de combate aéreo, considerando o resultado especialmente eficiente. A revista Variety também destacou a utilização inteligente das imagens reais de guerra, que contribuíram para dar maior realismo às batalhas. Posteriormente, o Los Angeles Times elogiou a qualidade das cenas aéreas e as interpretações dos protagonistas. Já a revista britânica Time Out apresentou uma avaliação mais reservada, considerando o filme menos original dentro da carreira de Nicholas Ray, embora reconhecesse a qualidade técnica da produção. Um aspecto interessante é que a história não se limita aos combates, procurando mostrar também os problemas psicológicos enfrentados pelos pilotos e as dificuldades de quem precisa tomar decisões que podem custar vidas. O filme apresenta uma visão bastante patriótica das operações militares americanas, característica de muitas produções de Hollywood daquele período. Apesar disso, consegue desenvolver um conflito humano interessante entre dois oficiais com personalidades muito diferentes. Hoje, Horizonte de Glórias permanece como um dos filmes de guerra mais conhecidos da filmografia de John Wayne e um registro interessante do trabalho de Nicholas Ray antes de suas produções mais reconhecidas.

Erick Steve. 

No Rastro da Bruxa Vermelha

Título no Brasil: No Rastro da Bruxa Vermelha
Título Original: Wake of the Red Witch
Ano de Lançamento: 1949
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures
Direção: Edward Ludwig
Roteiro: Harry Brown e Kenneth Gamet, baseado no romance de Garland Roark.
Elenco: John Wayne, Gail Russell, Gig Young, Adele Mara, Luther Adler, Eduard Franz, Grant Withers, Henry Daniell, Paul Fix e Dennis Hoey. 

Sinopse:
Durante o século XIX, o capitão Ralls comanda o navio mercante Red Witch, que transporta uma fortuna em barras de ouro pelo Pacífico Sul. Ambicioso e movido por um antigo ressentimento, Ralls decide afundar deliberadamente a embarcação em um recife, provocando a perda da carga e colocando seus próprios homens em perigo. Depois do naufrágio, ele precisa prestar esclarecimentos às autoridades, mas consegue escapar das acusações mais graves. A situação está relacionada à rivalidade com Mayrant Sidneye, um poderoso empresário holandês que controla a companhia proprietária do navio. Anos antes, Sidneye havia salvado Ralls depois de um naufrágio e oferecido a ele o comando da embarcação em troca da localização de um tesouro de pérolas. O acordo, entretanto, terminou em traição e alimentou uma disputa que também envolve Angelique Desaix, a mulher que os dois homens amam. Quando Ralls retorna à ilha onde aconteceram os antigos conflitos, reencontra Angelique e descobre que seus sentimentos por ela continuam muito fortes. Entre disputas por ouro, pérolas, vingança e poder, o capitão precisará enfrentar o passado e decidir até onde está disposto a ir para recuperar aquilo que perdeu. 

Comentários:
No Rastro da Bruxa Vermelha é uma aventura marítima produzida pela Republic Pictures, estrelada por John Wayne em um papel bastante diferente de seus tradicionais personagens de faroeste. O ator interpreta o capitão Ralls, um homem de personalidade forte, marcado por uma antiga paixão e por uma rivalidade que envolve dinheiro, poder e vingança. Gail Russell interpreta Angelique Desaix, a mulher que ocupa o centro do conflito sentimental, enquanto Gig Young vive Sam Rosen, o imediato e companheiro de Ralls. Luther Adler interpreta o poderoso empresário Mayrant Sidneye, principal adversário do protagonista. Adele Mara, Eduard Franz e Henry Daniell também participam da produção. A direção ficou a cargo de Edward Ludwig, que construiu uma aventura repleta de confrontos, naufrágios, tesouros escondidos e situações perigosas no Pacífico Sul. Um dos grandes destaques técnicos são as sequências subaquáticas, que utilizaram equipamentos especiais e técnicas de filmagem bastante elaboradas para a época. A fotografia em preto e branco de Reggie Lanning contribui para a atmosfera de aventura e mistério, enquanto a música de Nathan Scott acompanha os acontecimentos dramáticos. O filme também possui importância particular na carreira de Wayne, pois o nome da companhia comercial Batjak, apresentado na história, inspirou o nome de sua futura empresa cinematográfica, Batjac Productions. 

A recepção crítica foi variada. Bosley Crowther, do The New York Times, criticou especialmente os efeitos visuais e a artificialidade de algumas sequências, enquanto outras avaliações reconheceram o valor de entretenimento da aventura e o carisma de John Wayne. Com o passar dos anos, o filme passou a ser visto como uma curiosa produção da fase em que a Republic Pictures procurava realizar aventuras de maior orçamento e prestígio. A produção teve um orçamento estimado em aproximadamente US$ 1,2 milhão, uma quantia elevada para os padrões do estúdio naquele período. Também merece destaque a restauração realizada posteriormente com participação da Film Foundation, organização ligada a Martin Scorsese, que apresentou uma versão restaurada no Museum of Modern Art, em Nova York, em 2018. Uma versão colorizada chegou ao mercado de vídeo doméstico em 1990, mas a versão original em preto e branco continua sendo a mais representativa da produção. Embora não esteja entre os filmes mais famosos de John Wayne, No Rastro da Bruxa Vermelha permanece como uma aventura interessante de sua carreira, especialmente pela combinação de romance, ação e drama marítimo. Para os admiradores do ator, é uma oportunidade de vê-lo interpretando um capitão de navio envolvido em uma história de paixão, rivalidade e busca por riquezas.

Erick Steve. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

O Homem do Terno Cinzento

O Homem do Terno Cinzento
O filme é extremamente bem feito e roteirizado. Basicamente é um retrato de um homem comum que volta da II Guerra Mundial e tenta criar sua família da melhor forma possível nos anos 1950. Ex-capitão do exército americano, Tom Rath (Gregory Peck), sente na pele os problemas após seu retorno aos Estados Unidos. Passando por dificuldades financeiras, com três filhos e uma esposa insatisfeita e infeliz (interpretada pela atriz Jennifer Jones) ele tenta administrar os problemas familiares e profissionais em meio a uma crise de identidade. O contexto histórico do filme é interessante porque enfoca o pós-guerra, quando milhares de americanos precisou se adaptar aos novos tempos.

Gostei bastante do tom da produção, pois é um filme extremamente sério e realista e não joga panos quentes na situação, principalmente quando se descobre anos depois que o capitão teria tido um filho com uma mulher italiana, na Europa, onde servia o exército. Outro aspecto curioso é a forma como é mostrada uma agência de publicidade naquela época - coisa que acabou sendo justamente o foco do seriado de grande sucesso da AMC, Mad Men. Curiosamente o filme se torna bem atual pois muitos ex-militares americanos ainda encontram dificuldades de se inserirem na vida civil após servirem anos nas forças armadas. Falta de qualificação profissional, desemprego ou subempregos ainda são bastante comum na vida dessas pessoas. Pelo visto mesmo após muitos anos a situação ainda permanece a mesma.

Outro ponto positivo de "O Homem do Terno Cinzento" é seu elenco. Gregory Peck novamente repete seu papel de homem íntegro, embora aqui haja fendas no caráter de seu personagem. Seu estilo de interpretação minimalista até hoje causa impacto. Peck era sutil e conseguia transmitir muito bem as emoções de seus personagens sem recorrer a exageros dramáticos. Já Jennifer Jones derrapa um pouco nas caras e bocas, se tornando um pouco exagerada, mas nada que comprometa o filme como um todo. Eu gosto dessa atriz, recentemente a vi em "A Canção de Bernadette" e ela sempre conseguia mostrar um bom trabalho. Aqui seu trabalho ficou um pouco comprometido. O diretor Nunnally Jonhson era na realidade um roteirista conceituado em Hollywood que ganhou a chance de dirigir alguns filmes (nenhum extremamente marcante). Isso talvez explique o alto nível do roteiro de "O Homem do Terno Cinzento" que procura sempre desenvolver todos os personagens em cena, mostrando seus dramas familiares e pessoais. Enfim, aqui temos um excelente drama dos anos 50. Um ótimo exemplo para se conhecer o que era realizado no gênero pelo cinema americano na época

O Homem do Terno Cinzento (The Man in the Gray Flannel Suit, Estados Unidos, 1956) Direção: Nunnally Johnson / Roteiro: Nunnally Johnson baseado no livro de Sloan Wilson / Elenco: Gregory Peck, Jennifer Jones e Fredric March / Sinopse: Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Tom Rath (Gregory Peck) tenta retomar a vida normal nos Estados Unidos, mas encontra dificuldades, tanto no aspecto profissional, como também na vida familiar pois sua esposa, Betsy Rath (Jennifer Jones) apresenta problemas emocionais. Filme premiado no Cannes Film Festival.

Pablo Aluísio. 

Na Noite do Passado

Na Noite do Passado
O filme, Na Noite do Passado (Random Harvest - 1942) conta a triste história do oficial inglês Charles Rainier (Ronald Colman - 1891-1958) que foi achado desacordado dentro de uma trincheira durante a Primeira Guerra Mundial. Charles é internado como um indigente e sofrendo de amnésia num sanatório numa pequena cidade da Inglaterra. Sem lembrar sequer do próprio nome, e de mais nada, Charles vive sozinho, afastado da família e dos amigos. Porém, a sua vida começa a mudar quando numa determinada noite de bruma espessa, o oficial foge do sanatório e vaga sem rumo pelas ruas, alheio aos festejos sobre o fim da guerra. Após andar por muito tempo, sem rumo e sem entender o que está acontecendo, Charles entra numa tabacaria e conhece a bela dançarina Paula Ridgeway (Greer Garson 1904 -1996). A partir desse encontro, e por essas coincidências da vida, Paula apaixona-se por Charles e larga a carreira de dançarina. Os dois se casam e resolvem levar uma vida simples num lugarejo no interior da Inglaterra.

Dirigido por Mervin LeRoy (Quo Vadis) o longa tem um roteiro fundado no drama, no saudosismo e nas consequências devastadoras que a amnésia pode causar ao ser humano. O véu que deixa transparecer o preto enevoado e o branco lúgubre da fotografia parece tornar ainda mais difícil e tortuoso o caminho de Charles em busca de sua verdadeira história pessoal. No discorrer da história, as bruscas mudanças no destino do oficial, aumentam a tristeza, a saudade e a melancolia de Paula. O final é instigante e emocionante. Destaque para a dupla dos astros ingleses Ronald Colman (que na vida real, lutou na Primeira Guerra pelo exército inglês) e a linda atriz Greer Garson, que roubam o filme, transformando em coadjuvante o restante de um bom elenco. Um ótimo filme. Nota 9

Na Noite do Passado (Random Harvest, EUA, 1942) Direção: Mervyn LeRoy / Roteiro: Claudine West, George Froeschel / Elenco: Ronald Colman, Greer Garson, Philip Dorn / Sinopse: O filme narra a triste história do oficial inglês Charles Rainier (Ronald Colman - 1891-1958) que foi achado desacordado dentro de uma trincheira durante a Primeira Guerra Mundial. Charles é internado como um indigente e sofrendo de amnésia num sanatório numa pequena cidade da Inglaterra. Sem lembrar sequer do próprio nome, e de mais nada, Charles vive sozinho, afastado da família e dos amigos.

Telmo Vilela Jr.