sábado, 10 de outubro de 2026

Elvis Presley - For LP Fans Only

Elvis Presley - For LP Fans Only
O álbum For LP Fans Only, lançado pela RCA Victor em 23 de janeiro de 1959, é um dos discos mais interessantes da primeira fase da carreira de Elvis Presley. O trabalho surgiu num momento excepcional: Elvis havia ingressado no Exército dos Estados Unidos em março de 1958 e permaneceria afastado dos palcos durante boa parte dos dois anos seguintes. Para manter o cantor presente no mercado fonográfico, a RCA decidiu reunir gravações que já haviam sido lançadas em compactos ou EPs, mas que ainda não estavam disponíveis em um álbum de longa duração. O repertório combina registros da Sun Records, gravados entre 1954 e 1955, com gravações posteriores realizadas para a RCA Victor em 1956. Essa combinação acabou proporcionando uma oportunidade de redescobrir algumas das interpretações mais importantes do início do rock and roll. Para muitos compradores, o disco representou a primeira oportunidade de ouvir em LP canções fundamentais como “That's All Right”, “Mystery Train” e “I'm Left, You're Right, She's Gone”. Embora não tenha sido concebido como um álbum conceitual, o resultado apresenta uma impressionante unidade musical, marcada pela energia do rockabilly, pela influência do rhythm and blues e pela mistura de country com música negra americana. A página oficial de Elvis reconhece que o lançamento foi motivado por necessidades comerciais, mas também destaca a extraordinária qualidade de boa parte do material reunido. Assim, For LP Fans Only transformou uma solução de emergência da gravadora em um importante documento da revolução musical protagonizada por Elvis. 

A abertura com “That's All Right” é especialmente significativa para a história da música popular. Gravada na Sun Records em julho de 1954, a canção de Arthur Crudup recebeu uma interpretação que misturava a tradição do blues com a espontaneidade do country e uma energia rítmica que ajudou a definir o rockabilly. A guitarra de Scotty Moore, o contrabaixo de Bill Black e a voz de Elvis criaram uma sonoridade diferente daquela que dominava o mercado musical da época. Em “Lawdy, Miss Clawdy”, composição de Lloyd Price, o cantor demonstra sua afinidade com o rhythm and blues, adotando um fraseado vigoroso e uma interpretação cheia de personalidade. “Mystery Train”, gravada na Sun em 1955, é outro ponto alto: a combinação entre a voz de Elvis, a guitarra de Scotty Moore e a pulsação rítmica cria uma atmosfera hipnótica que se tornou uma das marcas do rockabilly. A seleção também apresenta “You're a Heartbreaker” e “I'm Left, You're Right, She's Gone”, duas gravações que revelam o estilo ainda em formação do jovem cantor, quando ele procurava fundir diferentes tradições musicais em uma linguagem própria. Do material registrado para a RCA, “My Baby Left Me” se destaca pela velocidade e pela força instrumental, enquanto “Shake, Rattle and Roll” mostra Elvis explorando o lado mais explosivo do rock and roll. “I Was the One” oferece um contraste importante, com uma interpretação romântica que antecipa o talento do artista para as baladas. O repertório é complementado por “Playing for Keeps” e “Poor Boy”, esta última associada ao filme Love Me Tender. 

A avaliação crítica retrospectiva de For LP Fans Only tem sido bastante favorável, sobretudo entre os especialistas que consideram as gravações da Sun Records essenciais para compreender a formação do rock and roll. Stephen Thomas Erlewine, crítico do AllMusic, observa que o disco foi montado porque a RCA precisava de material durante a ausência de Elvis, mas ressalta que a gravadora acabou reunindo gravações extraordinárias. Em sua análise, Erlewine destaca “That's All Right”, “Mystery Train”, “I'm Left, You're Right, She's Gone” e “You're a Heartbreaker” como algumas das melhores interpretações da carreira do cantor naquele período. O crítico também elogia a maneira como os registros da Sun se combinam com as gravações da RCA, citando “My Baby Left Me” como um exemplo de faixa que preserva a mesma energia das sessões produzidas por Sam Phillips. Sua avaliação conclui que, mesmo sem evidências de que a RCA pretendesse criar um álbum especialmente coeso, o resultado acabou se tornando um dos grandes discos de rock and roll dos anos 1950. A plataforma Apple Music também chama a atenção para a guitarra de Scotty Moore em “Shake, Rattle and Roll” e para a atmosfera marcante de “Mystery Train”. Essas análises ajudam a explicar por que o álbum é valorizado para além de sua origem comercial. Embora não apresente gravações inéditas em sua edição original, ele reúne canções que, espalhadas por diferentes compactos, poderiam ser mais difíceis de encontrar juntas. É importante observar que essas avaliações são retrospectivas, e não devem ser confundidas com críticas publicadas no momento do lançamento, em 1959. 

Comercialmente, o álbum alcançou resultados expressivos considerando que Elvis estava afastado das apresentações ao vivo e não podia promover o disco por meio de uma nova turnê. A edição original norte-americana chegou à 19ª posição da parada de álbuns da Billboard, demonstrando que o interesse pelo cantor continuava forte mesmo durante o serviço militar. Segundo o site oficial de Elvis, as vendas iniciais chegaram a aproximadamente 150 mil exemplares, resultado comparável ao de Elvis' Golden Records, apesar de o novo disco não conter uma sequência de grandes sucessos pop recém-lançados. Outras fontes históricas apresentam estimativas de vendas acumuladas próximas de 200 mil cópias, embora os números variem conforme o período e o critério utilizado. O desempenho confirmou a importância de Elvis para a estratégia comercial da RCA: mesmo sem gravar regularmente material novo para o mercado americano, seu catálogo continuava a gerar procura. O álbum também ajudou a dar maior circulação às gravações da Sun Records, que haviam sido lançadas originalmente por uma companhia independente e não estavam tão acessíveis a todos os consumidores quanto os discos posteriores da RCA. O título For LP Fans Only fazia referência justamente ao público que desejava reunir em um único LP as gravações que até então estavam distribuídas por compactos e EPs. A capa original apresentava um retrato de Elvis e a embalagem incluía uma fotografia colorida do cantor usando uniforme militar na contracapa, aproveitando o interesse público por sua nova condição de soldado. O disco não precisava de um single inédito para cumprir sua função: seu maior atrativo era a reunião de gravações que já haviam ajudado a transformar Elvis em uma estrela internacional. 

Atualmente, For LP Fans Only é reconhecido como uma peça importante na compreensão da evolução artística de Elvis Presley e da própria história do rock and roll. O álbum preserva o momento em que o cantor ainda trabalhava com uma formação musical relativamente simples, apoiada pela guitarra de Scotty Moore, pelo contrabaixo de Bill Black e pela bateria de músicos como D. J. Fontana e outros participantes das sessões da época. As gravações da Sun possuem uma espontaneidade particular: a voz de Elvis alterna entre o canto country, o fraseado do blues e uma interpretação rítmica que ajudou a aproximar públicos e tradições musicais diferentes. “That's All Right” continua sendo lembrada como uma gravação decisiva para a trajetória do cantor, enquanto “Mystery Train” permanece entre os registros mais influentes de sua primeira fase. “Lawdy, Miss Clawdy” demonstra como Elvis absorveu elementos do rhythm and blues, e “My Baby Left Me” confirma que essa energia também acompanhou sua passagem para a RCA. O álbum é igualmente relevante por ter permitido que essas gravações circulassem juntas em formato LP durante muitos anos, antes de uma recuperação mais sistemática do catálogo da Sun. Sua importância não está na novidade das músicas, mas na qualidade e na força histórica das interpretações. Para colecionadores, historiadores e fãs, o disco funciona como uma síntese do jovem Elvis: ousado, instintivo, musicalmente curioso e capaz de transformar influências diversas em uma identidade reconhecível. Por isso, mesmo tendo nascido de uma necessidade comercial, For LP Fans Only permanece um dos lançamentos mais fortes e reveladores de sua primeira década de carreira.

Elvis Presley - For LP Fans Only (1959)
That's All Right
Lawdy, Miss Clawdy
Mystery Train
Playing for Keeps
Poor Boy
My Baby Left Me
I Was the One
Shake, Rattle and Roll
I'm Left, You're Right, She's Gone
You're a Heartbreaker

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

The Beatles - Here Comes The Sun

Música: Here Comes the Sun
Artista: The Beatles
Álbum: Abbey Road
Selo: Apple Records
Produtor: George Martin
Músicos: George Harrison (vocais principais, guitarra acústica, guitarra elétrica, sintetizador Moog); Paul McCartney (baixo elétrico, vocais de apoio); John Lennon (não participou da gravação); Ringo Starr (bateria, pandeiro); músicos de orquestra (violoncelos e violas, na seção de cordas).
Data de gravação: 7 e 8 de julho, 6, 11, 15 e 19 de agosto de 1969.
Data de Lançamento: 26 de setembro de 1969, no Reino Unido, no álbum Abbey Road.

Comentários:
“Here Comes the Sun” foi composta por George Harrison na primavera de 1969, durante um período de grande desgaste pessoal e profissional para os Beatles. A inspiração surgiu quando Harrison visitou a casa de seu amigo Eric Clapton, em Surrey, na Inglaterra, e aproveitou uma manhã ensolarada para caminhar pelo jardim e tocar violão. Naquele momento, ele enfrentava dificuldades relacionadas aos negócios da Apple Corps, reuniões administrativas desgastantes e tensões crescentes entre os integrantes da banda. A chegada da primavera, depois de um longo inverno britânico, tornou-se uma metáfora para o fim de uma fase difícil e o início de tempos melhores. Harrison transformou essa sensação de alívio em uma composição luminosa, cuja letra expressa esperança, renovação e a alegria de perceber que os momentos sombrios não duram para sempre. A música também representa um marco na evolução de Harrison como compositor, que até então costumava ocupar um espaço menor nos álbuns em comparação com John Lennon e Paul McCartney. Depois de conquistar reconhecimento com “While My Guitar Gently Weeps” e “Something”, ele apresentou outra composição de enorme qualidade, demonstrando que havia alcançado um nível artístico comparável ao de seus companheiros. Musicalmente, a canção destaca-se pelo violão acústico, pela melodia envolvente, pelas harmonias vocais e pelas mudanças rítmicas que dão movimento à composição. O emprego de compassos alternados, especialmente na introdução e nas passagens que antecedem o refrão, contribui para a sensação de leveza e movimento. A gravação recebeu ainda contribuições do sintetizador Moog, instrumento eletrônico relativamente novo naquele período, demonstrando o interesse dos Beatles em explorar novas possibilidades sonoras. 

A gravação foi realizada nos estúdios da EMI, em Abbey Road, durante julho e agosto de 1969, enquanto os Beatles trabalhavam no álbum Abbey Road, que se tornaria o último disco de estúdio gravado conjuntamente pelos quatro integrantes. John Lennon não participou da gravação da música, pois se recuperava de um acidente de automóvel, e a base instrumental foi construída por Harrison, McCartney e Ringo Starr. George Martin supervisionou a produção, enquanto os arranjos adicionais de cordas e sopros ampliaram a riqueza sonora da faixa. Lançada em 26 de setembro de 1969, a música foi incluída no lado B de Abbey Road, imediatamente após “Come Together”, e rapidamente se tornou uma das composições mais queridas do repertório dos Beatles. Embora não tenha sido lançada originalmente como single no Reino Unido, sua popularidade cresceu continuamente por meio das rádios, das coletâneas e de sua presença em filmes, programas de televisão e apresentações de outros artistas. Décadas depois, a canção alcançou uma nova dimensão comercial na era digital, tornando-se uma das gravações mais ouvidas do catálogo do grupo nas plataformas de streaming. Sua recepção crítica também se consolidou, e hoje ela é frequentemente citada entre as maiores composições de Harrison e uma das faixas mais marcantes de Abbey Road. O legado de “Here Comes the Sun” reside na maneira como combina simplicidade melódica, sofisticação musical e uma mensagem universal de esperança. A música atravessou gerações, culturas e mudanças tecnológicas sem perder sua capacidade de emocionar, tornando-se uma espécie de hino à renovação e à superação das dificuldades. Ao lado de “Something”, ela confirmou definitivamente George Harrison como um compositor de primeira grandeza e ajudou a ampliar o reconhecimento de sua contribuição para a história dos Beatles. 

Erick Steve.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Brazil - O Filme

Título no Brasil: Brazil - O Filme
Título Original: Brazil
Ano de Lançamento: 1985
País: Reino Unido, Estados Unidos
Direção: Terry Gilliam
Roteiro: Terry Gilliam, Tom Stoppard
Elenco: Jonathan Pryce, Robert De Niro, Kim Greist, Katherine Helmond, Ian Holm, Bob Hoskins, Michael Palin, Peter Vaughan

Sinopse:
Um burocrata do serviços público sonha com uma vida melhor. Só que seus sonhos são esmagados pela dura realidade de se viver em um Estado totalitário e ditadorial, onde qualquer pessoa pode ser acusada de traição, sofrendo todos os tipos de violência e violação de seus direitos humanos. 

Comentários:
Quem conhece a obra de Terry Gilliam não vai se surpreender. Esse ex-membro da trupe do Monty Python foi o que se saiu melhor no cinema em sua carreira solo. Seus filmes tinham essa característica própria, com elementos de fantasia de um universo bem particular. Um tipo de mundo absurdo que a despeito de se identificar muitas vezes com distopias delirantes ainda conseguia manter um certo lirismo no ar. Em relação a esse filme achei tudo mais deprimente do que engraçado. O humor, se existente, é soterrado pela realidade triste em que vive seu protagonista. Jonathan Pryce está perfeito como esse homenzinho que só consegue o emprego no serviço público por causa da mãe, mulher rica da elite, totalmente fútil e inútil para a sociedade. Como sua vida é uma porcaria ele sonha, como ser um herói alado que salva sua princesa dos sonhos em uma realidade fantasiosa. Confesso, fiquei com muita pena desse personagem. Enfim, deprimente e delirante, Brazil causa desconforto nos dias de hoje. Está bem datado, com os cacoetes do cinema dos anos 80, mas se mantém firme como crítica social amarga. 

Pablo Aluísio.

Os Crimes Hediondos da Rua Morgue

Título no Brasil: Os Crimes Hediondos da Rua Morgue 
Título Original: Murders in the Rue Morgue
Ano de Lançamento: 1971
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures (AIP)
Direção: Gordon Hessler
Roteiro: Christopher Wicking, Henry Slesar
Elenco: Jason Robards, Herbert Lom, Christine Kaufmann, Adolf Celi, Michael Dunn, Maria Perschy

Sinopse:
Um ator teatral decadente e frustrado, corroído pelo ódio aos seus velhos companheiros, passa a atacar membros de seu antiga trupe de um modo particularmente cruel: jogando ácido em seus rostos! Para um inspetor da polícia a situação se torna ainda mais complexa, por causa das intrigas e violência que ocorreram naquele teatro sombrio em um passado que se recusa a desaparecer. 

Comentários:
Gente, que filme ruim! Prova que não basta ser um filme antigo de suspense e terror baseado na obra de Edgar Allan Poe para ter qualidade! Muitas vezes ocorria o oposto disso! Apenas usavam o nome desse genial escritor para vender verdadeiras porcarias cinematográficas! Esse filme é um exemplo. Aqui pouca coisa se salva. A despeito de alguns nomes respeitáveis que integraram o elenco, tudo soa falso, mal produzido, tosco mesmo. A trama é pessimamente desenvolvida. Chega a ser um desrespeito com a obra original! Some-se a isso os momentos de puro constrangimento quando surge aquele gorila infernal. Não, não dá para levar à sério. O que não deixa de ser bem decepcionante, principalmente para cinéfilos que gostam de carimbar velhos títulos de horror para assistir. Sobre esse filme aqui melhor nem ir atrás. É bem ruim mesmo! 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O Predador

O Predador 
O filme O Predador (Predator) foi lançado em 12 de junho de 1987, dirigido por John McTiernan e estrelado por Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall. A história acompanha um grupo de elite das forças especiais enviado à selva da América Central para resgatar reféns de guerrilheiros. Liderados pelo major Dutch, interpretado por Schwarzenegger, os soldados inicialmente enfrentam inimigos humanos em uma missão aparentemente convencional. No entanto, à medida que avançam pela selva, tornam-se alvo de uma força invisível e extremamente letal. Um a um, os membros da equipe são caçados por uma criatura alienígena altamente tecnológica que utiliza camuflagem e armas avançadas. O filme rapidamente se transforma de um típico longa de ação militar em um intenso thriller de ficção científica e horror. A luta final entre Dutch e a criatura se torna um duelo de inteligência e sobrevivência. O ambiente hostil da selva contribui para a sensação constante de perigo. Assim, O Predador combina ação explosiva com elementos de suspense e terror.

Quando foi lançado, O Predador recebeu uma recepção crítica mista, embora com diversos elogios pontuais. O The New York Times destacou que o filme era “eficiente como entretenimento de ação, mas limitado em profundidade narrativa”. Já o Los Angeles Times reconheceu a habilidade da direção de John McTiernan em construir tensão, afirmando que o filme “se destaca pela maneira como transforma um cenário familiar em algo ameaçador e imprevisível”. A revista Variety comentou que o longa era “um espetáculo de ação sólido, impulsionado pelo carisma de Arnold Schwarzenegger e por uma criatura memorável”. Muitos críticos elogiaram o conceito central do filme, especialmente a ideia de um caçador alienígena enfrentando soldados altamente treinados. No entanto, alguns apontaram que os personagens secundários eram pouco desenvolvidos. A crítica também destacou a mudança de tom do filme, que começa como ação militar e evolui para horror. Essa mistura de gêneros foi vista como interessante, embora nem sempre totalmente equilibrada. Ainda assim, o filme chamou atenção por sua intensidade e originalidade dentro do gênero.

Com o passar do tempo, a recepção crítica se tornou mais positiva, com muitos analistas reavaliando o filme como um clássico cult da década de 1980. Publicações como The New Yorker e outras revistas especializadas passaram a destacar o longa como um exemplo eficaz de cinema de gênero. A criatura alienígena, conhecida como Predador, tornou-se um dos monstros mais icônicos da cultura pop. O design do personagem, aliado aos efeitos especiais inovadores para a época, foi amplamente elogiado. O filme não recebeu grandes prêmios como o Oscar em categorias principais, mas foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, evidenciando seu impacto técnico. A performance de Arnold Schwarzenegger também foi reavaliada, sendo vista como essencial para o sucesso do filme. Muitos críticos passaram a apreciar a simplicidade da narrativa, que foca na sobrevivência e no confronto direto entre homem e criatura. A direção de McTiernan também ganhou reconhecimento por sua eficiência e estilo. Assim, o filme conquistou um status mais respeitado ao longo dos anos.

Do ponto de vista comercial, O Predador foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de 15 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 98 milhões de dólares mundialmente. Nos Estados Unidos, teve uma excelente performance, consolidando Arnold Schwarzenegger como uma das maiores estrelas de ação da época. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de ação intensa e ficção científica. As cenas de combate e a presença do alienígena geraram forte impacto entre os espectadores. O boca a boca contribuiu para manter o filme em cartaz por várias semanas. Além disso, o longa teve grande sucesso em exibições televisivas e no mercado de vídeo doméstico. O personagem do Predador rapidamente se tornou popular, levando à criação de sequências e produtos derivados. Assim, o filme não apenas foi lucrativo, mas também deu origem a uma franquia duradoura. Seu sucesso consolidou sua posição como um dos grandes filmes de ação dos anos 1980.

Atualmente, O Predador é amplamente considerado um clássico do cinema de ação e ficção científica. O filme é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de Arnold Schwarzenegger e um exemplo marcante do cinema de ação da década de 1980. Sua influência pode ser vista em diversas produções posteriores que exploram o conceito de caça entre humanos e criaturas alienígenas. O design do Predador continua sendo uma referência no cinema e na cultura pop. A estrutura simples, porém eficaz, da narrativa é frequentemente elogiada por sua intensidade. O filme também é lembrado por suas frases marcantes e personagens carismáticos. Ao longo dos anos, conquistou uma base fiel de fãs ao redor do mundo. Novas gerações continuam descobrindo o longa e reconhecendo seu valor. Dessa forma, sua reputação como clássico está plenamente consolidada. O Predador permanece como uma obra essencial dentro do gênero.

O Predador (Predator, Estados Unidos, 1987) Direção: John McTiernan / Roteiro: Jim Thomas e John Thomas / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall / Sinopse: Durante uma missão na selva, um grupo de soldados de elite se torna alvo de um caçador alienígena invisível e altamente tecnológico, levando a um confronto mortal onde apenas o mais astuto poderá sobreviver. 

Erick Steve. 

Força Destruidora

Título no Brasil: Força Destruidora
Título Original: Forced Vengeance
Ano de Lançamento: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: James Fargo
Roteiro: James Fargo, Franklin Thompson
Elenco: Chuck Norris, Mary Louise Weller, Michael Cavanagh, David Opatoshu, Bob Minor, Seiji Sakaguchi

Sinopse:
Chuck Norris interpreta Josh Randall, um chefe de segurança de um famoso cassino em Hong Kong que se vê no meio de uma sangrenta conspiração quando organizações criminosas tentam assumir o controle do estabelecimento. Após um ataque brutal aos donos do cassino, Randall se torna alvo dos bandidos e parte em busca de vingança, usando toda sua habilidade em artes marciais para sobreviver em uma cidade tomada por corrupção e violência.

Comentários:
O centro cinematográfico dos filmes de artes marciais sempre foi a cidade de Hong Kong. Então nada mais natural do que Chuck Norris fazer um filme por lá. Isso aconteceu justamente nesse filme. Foi uma das primeiras produções americanas filmadas no Oriente e isso abriu um intercâmbio muito interessante entre a indústria cinematográfica ocidental e sua colega do outro lado do mundo. O filme não fez sucesso amplo de bilheteria nos Estados Unidos, como já era esperado, mas acabou sendo bem apreciado justamente em Hong Kong e outros mercados do Oriente, onde chegaram a se formar filas nas entradas dos cinemas. E para quem entende desse nicho, o filme ainda hoje é considerado um dos melhores já feitos naqueles tempos. Nada mal. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Resident Evil (2026)

Título no Brasil: Resident Evil
Título Original: Resident Evil
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures / Constantin Film
Direção: Zach Cregger
Roteiro: Zach Cregger e Shay Hatten
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry, Kali Reis, Paul Walter Hauser, Johnno Wilson e Will Merrick.

Sinopse: 
Bryan é um entregador de medicamentos que leva uma vida aparentemente comum até receber uma missão que o coloca diante de uma situação extremamente perigosa. Enviado para entregar uma encomenda a um hospital remoto, ele chega ao local justamente quando uma terrível epidemia começa a se espalhar. O que deveria ser apenas mais uma entrega transforma-se em uma luta desesperada pela sobrevivência. Cercado por criaturas mutantes e por pessoas contaminadas, Bryan precisa encontrar uma maneira de atravessar uma noite de caos e escapar com vida. Sem ser um soldado ou um agente especialmente treinado, ele é obrigado a improvisar e utilizar tudo o que possui para enfrentar a ameaça. Enquanto tenta compreender o que aconteceu naquele lugar, descobre que o surto pode estar relacionado a acontecimentos muito maiores do que imaginava. A história acompanha sua corrida contra o tempo em um ambiente cada vez mais perigoso, recuperando o clima de horror e sobrevivência associado aos jogos da série.

Comentários: 
Resident Evil marca uma nova tentativa de levar a famosa franquia dos videogames para o cinema, mas apresenta uma história completamente diferente da série protagonizada por Milla Jovovich. Zach Cregger, diretor de Barbarian e Weapons, assumiu a direção e também escreveu o roteiro ao lado de Shay Hatten. A proposta é retornar ao horror de sobrevivência, privilegiando uma experiência mais próxima da tensão e da vulnerabilidade presentes nos jogos. Austin Abrams interpreta Bryan, o protagonista que se vê inesperadamente envolvido no surto, enquanto Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser completam o elenco principal. O filme foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 18 de setembro de 2026, com classificação R devido à violência sangrenta, gore e linguagem. Com cerca de 1 hora e 34 minutos de duração, a produção também foi filmada para exibição em IMAX. A Sony descreve o longa como uma reinvenção da franquia, com uma história inédita e uma noite de sobrevivência marcada pelo caos.

A recepção crítica foi surpreendentemente positiva e marcou uma mudança em relação às adaptações cinematográficas anteriores. O Rotten Tomatoes registra atualmente 96% de aprovação da crítica, com mais de 280 avaliações, destacando principalmente a atmosfera de terror, o ritmo e a maneira como Cregger transforma elementos típicos dos videogames em uma experiência cinematográfica. A publicação também aponta que o humor de Austin Abrams ajuda a equilibrar os momentos mais assustadores da história. O filme também teve uma boa recepção junto ao público, com 91% de aprovação na mesma plataforma. Comercialmente, a produção já ultrapassou US$ 100 milhões na bilheteria norte-americana, demonstrando que a franquia continua atraindo espectadores. Resident Evil representa, portanto, uma ruptura significativa com os seis filmes anteriores, abandonando Alice e sua história para apresentar um novo protagonista e uma abordagem mais próxima do horror. Mesmo utilizando o nome e o universo da franquia, o longa procura funcionar como uma nova porta de entrada para o público e como uma adaptação mais diretamente inspirada na sensação de jogar um survival horror.

Erick Steve. 

Vampira

Título no Brasil: Vampira
Título Original: Vampira
Ano de Lançamento: 1974
País: Reino Unido
Estúdio: World Film Services
Direção: Clive Donner
Roteiro: Jeremy Lloyd
Elenco: David Niven, Teresa Graves, Jennie Linden, Nicky Henson, Peter Bayliss, Linda Hayden, Bernard Bresslaw, Veronica Carlson e Freddie Jones.

Sinopse: 
O Conde Drácula está envelhecendo e encontra dificuldades para manter sua antiga rotina de vampiro, chegando a utilizar seu castelo na Transilvânia para receber turistas e conseguir novas vítimas. Sua principal preocupação, porém, é outra: ele deseja reviver Vampira, sua antiga amada, que se encontra em estado de hibernação. Para conseguir realizar a transfusão necessária, Drácula passa a recolher sangue de um grupo de jovens mulheres que visita seu castelo. Entretanto, o procedimento produz resultados inesperados e Vampira desperta com uma aparência diferente daquela que possuía anteriormente. Drácula tenta então encontrar uma maneira de desfazer o efeito provocado pela transfusão. Ao mesmo tempo, o jovem Marc Williams e sua namorada Angela acabam envolvidos nos planos do velho vampiro. A situação transforma-se em uma sucessão de confusões, perseguições e acontecimentos absurdos. No final, Drácula e Vampira deixam a Transilvânia e partem para o Rio de Janeiro, onde pretendem continuar sua história longe dos problemas que enfrentaram em seu castelo.

Comentários: 
Vampira é uma comédia de terror britânica dirigida por Clive Donner e produzida pela World Film Services, utilizando os elementos tradicionais das histórias de vampiros para construir uma sátira do próprio gênero. David Niven interpreta o Conde Drácula de maneira deliberadamente mais cômica do que assustadora, apresentando um vampiro envelhecido, cansado e preocupado em recuperar sua antiga companheira. Teresa Graves interpreta Vampira, enquanto Jennie Linden e Nicky Henson formam o casal de jovens que acaba envolvido na confusão. O roteiro foi escrito por Jeremy Lloyd, conhecido principalmente por trabalhos de comédia para televisão, e procura combinar humor britânico com situações absurdas e elementos de horror. A fotografia ficou a cargo de Anthony B. Richmond e a música foi composta por David Whitaker. O filme estreou em Londres em 10 de outubro de 1974 e tem aproximadamente 88 minutos de duração. Nos Estados Unidos, recebeu o título Old Dracula, numa tentativa de aproveitar a popularidade de outras paródias de horror que estavam chegando aos cinemas naquele período.

A produção recebeu avaliações bastante modestas, mas ganhou posteriormente algum interesse entre admiradores de comédias de terror e do cinema britânico dos anos 1970. Parte de seu charme está justamente na presença de David Niven em um papel incomum dentro de sua carreira, interpretando uma versão bem-humorada de uma das figuras mais conhecidas da literatura de horror. O filme também chama atenção por misturar o ambiente tradicional de um castelo da Transilvânia com referências à cultura popular da época, incluindo as modelos da Playboy utilizadas na história. A mudança de aparência provocada pela transfusão serve como uma das principais fontes de humor da narrativa e leva os personagens a uma série de situações cada vez mais absurdas. A produção foi distribuída pela Columbia-Warner Distributors no Reino Unido e acabou ficando mais conhecida internacionalmente pelo título americano Old Dracula. Embora não tenha alcançado o mesmo reconhecimento de outras comédias de vampiros da época, Vampira permanece como uma curiosidade da filmografia de David Niven e como um exemplo do interesse do cinema britânico dos anos 1970 em transformar personagens clássicos do terror em figuras de comédia.

Erick Steve. 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

O Estranho que Nós Amamos

Título no Brasil: O Estranho que Nós Amamos
Título Original: The Beguiled
Ano de Lançamento: 1971
País: Estados Unidos
Estúdio: The Malpaso Company / Universal Pictures
Direção: Don Siegel
Roteiro: Albert Maltz e Irene Kamp, baseado no romance The Beguiled, de Thomas Cullinan
Elenco: Clint Eastwood, Geraldine Page, Elizabeth Hartman, Jo Ann Harris, Darleen Carr, Mae Mercer, Pamelyn Ferdin e Melody Thomas Scott.

Sinopse: 
Durante a Guerra Civil Americana, John McBurney, um soldado da União ferido, é encontrado por uma jovem e levado para um internato feminino localizado em território confederado. A diretora Martha Farnsworth decide acolhê-lo e permitir que as mulheres da instituição cuidem de seus ferimentos, apesar do risco de esconder um inimigo. Enquanto se recupera, McBurney percebe que sua presença provoca uma forte reação entre as mulheres isoladas naquela casa. Ele passa a conquistar a simpatia de Martha, da professora Edwina e das jovens que vivem no internato, utilizando seu charme para obter proteção e vantagens. Aos poucos, porém, o ambiente torna-se cada vez mais tenso, com ciúmes, rivalidades e ressentimentos surgindo entre elas. McBurney acredita que consegue controlar a situação, mas sua manipulação acaba provocando consequências inesperadas. O que começa como uma história de sobrevivência transforma-se em um perigoso jogo psicológico, no qual o soldado ferido passa de protegido a prisioneiro.

Comentários: 
O Estranho que Nós Amamos é um dos filmes mais diferentes da parceria entre Clint Eastwood e Don Siegel e ocupa uma posição bastante particular dentro da carreira do ator. Em vez do western tradicional ou do policial de ação, Eastwood interpreta John McBurney, um homem ferido, manipulador e moralmente ambíguo. Don Siegel utiliza o isolamento do internato para criar uma atmosfera de tensão crescente, fazendo com que quase toda a ação aconteça em um espaço limitado e aparentemente protegido. Geraldine Page apresenta uma atuação intensa como Martha Farnsworth, enquanto Elizabeth Hartman interpreta Edwina, uma personagem que desenvolve sentimentos cada vez mais fortes pelo soldado. Jo Ann Harris também se destaca como Carol, contribuindo para o clima de competição e desconfiança que domina a narrativa. A fotografia de Bruce Surtees e a trilha sonora de Lalo Schifrin reforçam o caráter sombrio da produção. 

A recepção inicial foi bastante dividida, mas o filme ganhou uma reputação muito mais favorável com o passar dos anos. A obra chegou a ser vista inicialmente como um thriller incomum e provocador, mas avaliações posteriores passaram a reconhecer sua complexidade psicológica e sua atmosfera de suspense. O filme também foi importante por marcar a terceira colaboração entre Eastwood e Siegel, depois de Meu Nome é Coogan e Os Abutres Têm Fome, e antes de Perseguidor Implacável e Fuga de Alcatraz. Hoje, The Beguiled é frequentemente considerado um dos trabalhos mais interessantes e subestimados de Siegel. Sua combinação de guerra, drama psicológico, suspense e relações de poder faz com que a história permaneça perturbadora mesmo décadas depois. Clint Eastwood também demonstra aqui uma faceta diferente de sua persona cinematográfica, interpretando um personagem que não pode ser simplesmente classificado como herói. O filme acabou ganhando status de cult e continua despertando interesse entre admiradores do ator, do diretor e do cinema americano dos anos 1970.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Dez Segundos de Perigo

Título no Brasil: Dez Segundos de Perigo
Título Original: Junior Bonner
Ano de Lançamento: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: ABC Pictures / Solar Productions
Direção: Sam Peckinpah
Roteiro: Jeb Rosebrook
Elenco: Steve McQueen, Robert Preston, Ida Lupino, Joe Don Baker, Ben Johnson, Barbara Leigh, Mary Murphy e Dub Taylor.

Sinopse: 
Junior “J.R.” Bonner é um experiente cavaleiro de rodeio que retorna à sua cidade natal, Prescott, no Arizona, para participar novamente das comemorações e competições do Frontier Days. Depois de passar anos viajando pelo circuito de rodeios, ele reencontra sua família e descobre que muita coisa mudou durante sua ausência. Seu pai, Ace Bonner, continua sendo um homem impulsivo e sonhador, enquanto seu irmão Curly transformou-se em um ambicioso empresário do setor imobiliário. Curly pretende demolir a antiga propriedade da família para construir um empreendimento de casas móveis, provocando conflitos entre os irmãos. Ao mesmo tempo, Junior decide participar de uma perigosa competição contra Sunshine, um enorme touro praticamente invencível. Para ele, o desafio representa não apenas uma oportunidade de ganhar dinheiro, mas também uma maneira de reafirmar sua identidade e seu lugar naquele mundo. Enquanto se prepara para o rodeio, Junior tenta lidar com os problemas da família e com a sensação de que a vida que conhecia está desaparecendo rapidamente.

Comentários: 
Junior Bonner ocupa uma posição bastante particular na carreira de Sam Peckinpah, conhecido principalmente por seus violentos westerns e filmes de ação. Aqui, porém, o diretor optou por uma história muito mais tranquila e intimista, concentrada em um personagem que representa um tipo de homem do Oeste que está desaparecendo. Steve McQueen interpreta Junior com uma atuação contida, utilizando principalmente seu carisma e presença física para transmitir a personalidade do personagem. Robert Preston e Ida Lupino também se destacam como os pais de Junior, enquanto Joe Don Baker interpreta o irmão Curly, responsável por grande parte dos conflitos familiares. As sequências do rodeio foram filmadas durante o verdadeiro Frontier Days de Prescott e apresentam uma combinação de fotografia em câmera lenta, teleobjetivas e montagem rápida característica de Peckinpah. O Turner Classic Movies destaca justamente o contraste entre a ação dos rodeios e o caráter contemplativo da história familiar. O resultado é um filme de rodeio que utiliza o esporte como pano de fundo para falar sobre mudanças, envelhecimento, família e o desaparecimento de uma determinada maneira de viver.

A recepção inicial foi bastante variada e o filme não encontrou o mesmo sucesso comercial de outros trabalhos de McQueen e Peckinpah. Roger Ebert, em sua crítica de 1972, considerou que a história tinha pouco desenvolvimento e afirmou que o filme não conseguia funcionar plenamente como um todo, apesar de reconhecer o interesse das cenas de rodeio e do elenco. Com o passar dos anos, porém, a avaliação da obra mudou consideravelmente. O Rotten Tomatoes registra atualmente 92% de aprovação da crítica, enquanto críticas posteriores passaram a destacar a atuação de McQueen e a abordagem mais humana de Peckinpah. O Turner Classic Movies observa que o filme é, essencialmente, um estudo de personagem e um retrato melancólico de uma figura tradicional do Oeste enfrentando um mundo em transformação. A produção também é lembrada pela fotografia de Lucien Ballard e pela música de Jerry Fielding, além da presença de Ben Johnson, ele próprio um conhecido campeão de rodeio. Hoje, Junior Bonner é frequentemente redescoberto como uma obra mais sensível e pessoal de Peckinpah, e como um dos trabalhos em que Steve McQueen teve a oportunidade de interpretar um personagem menos associado à ação convencional.

Erick Steve.