sábado, 25 de abril de 2026

Elvis Presley - Elvis Today

Elvis Today
Lançado em 7 de maio de 1975, Elvis Today representa um dos momentos mais interessantes e, ao mesmo tempo, subestimados da fase final da carreira de Elvis Presley. Gravado nos estúdios da RCA em Hollywood, o álbum surgiu em um período em que Elvis enfrentava desafios pessoais e profissionais, mas ainda demonstrava grande capacidade interpretativa. Diferente de muitos de seus trabalhos da década de 1960, fortemente ligados ao cinema, Elvis Today apresenta um repertório mais contemporâneo para a época, com influências do country, pop e soft rock. O disco inclui regravações de sucessos recentes e canções de compositores modernos, mostrando um Elvis tentando se reconectar com as tendências musicais dos anos 1970. Embora não tenha causado um impacto revolucionário no cenário musical, o álbum foi importante por evidenciar o esforço do artista em permanecer relevante em um mercado em transformação, dominado por novos estilos e nomes emergentes.

A recepção crítica ao álbum foi relativamente positiva, especialmente no que diz respeito à performance vocal de Elvis. A revista Billboard destacou que o cantor “mostra-se em boa forma vocal, trazendo interpretações sólidas e emocionalmente envolventes”, elogiando particularmente sua capacidade de adaptar músicas contemporâneas ao seu estilo. Já a Variety comentou que o disco “apresenta um Elvis mais maduro, com escolhas musicais que refletem as tendências do momento”, embora tenha observado que o álbum carecia de material verdadeiramente marcante. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) teve uma visão mais crítica, sugerindo que Elvis parecia “seguir tendências ao invés de ditá-las”, o que contrastava com seu papel inovador no início da carreira. Ainda assim, houve reconhecimento geral de que sua presença vocal continuava sendo um dos grandes atrativos do álbum.

A imprensa mais ampla também contribuiu para o debate em torno do disco. O The New York Times observou que Elvis “continua sendo um intérprete de grande sensibilidade, capaz de dar nova vida a canções contemporâneas”, embora tenha apontado que o material não era sempre à altura de seu talento. O Los Angeles Times destacou a consistência do álbum, afirmando que ele “oferece um retrato honesto de um artista veterano navegando em um novo cenário musical”. Já a The New Yorker adotou um tom mais analítico, sugerindo que “Elvis parece dividido entre sua identidade clássica e a necessidade de se adaptar às mudanças da indústria”. Essas avaliações mostram que, embora não tenha sido unanimemente celebrado, Elvis Today foi visto como um trabalho digno, especialmente considerando o contexto da carreira do artista naquele momento.

No aspecto comercial, Elvis Today teve um desempenho sólido, ainda que não espetacular quando comparado aos maiores sucessos da carreira de Elvis. O álbum alcançou boas posições nas paradas, chegando ao Top 10 da Billboard Country Albums e ao Top 60 da Billboard 200. Nos Estados Unidos, vendeu bem o suficiente para garantir certificações de ouro, refletindo a base fiel de fãs que Elvis ainda mantinha na década de 1970. Internacionalmente, o disco também teve uma recepção razoável, embora sem o impacto global de seus trabalhos anteriores. Singles como “T-R-O-U-B-L-E” ajudaram a promover o álbum e demonstraram que Elvis ainda podia alcançar o público com material mais animado. Mesmo não sendo um fenômeno comercial, o álbum confirmou que ele continuava relevante no mercado fonográfico.

Com o passar dos anos, o legado de Elvis Today foi sendo reavaliado de forma mais positiva por críticos e fãs. Hoje, o álbum é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de estúdio de Elvis na década de 1970, especialmente por sua consistência e pela qualidade de suas interpretações. Especialistas destacam que o disco captura um momento em que Elvis, apesar das dificuldades pessoais, ainda conseguia produzir música de alto nível. Para os fãs, ele representa uma fase mais madura e introspectiva do artista, com interpretações carregadas de emoção e autenticidade. Embora não seja tão icônico quanto seus álbuns clássicos dos anos 1950 e início dos 1960, Elvis Today permanece como um testemunho da resiliência artística de Elvis Presley e de sua capacidade de se reinventar, mesmo em circunstâncias adversas.

Elvis Presley - Elvis Today (1975)
T-R-O-U-B-L-E
And I Love You So
Susan When She Tried
Woman Without Love
Shake a Hand
Pieces of My Life
Fairytale
I Can Help
Bringin’ It Back
Green, Green Grass of Home

Erick Steve. 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O Mestre do Crime

O Mestre do Crime  
Achei esse filme fraco. Não é culpa nem do elenco e nem tampouco da direção. Do ponto de vista técnico, o filme é bem realizado. O problema é maior e até mesmo externo. Essa coisa de filmes sobre assassinos profissionais já era desgastado nos anos 80, então imagine hoje em dia como está. É algo mais do que saturado. E não importa o talento dos roteiristas envolvidos, todas as histórias acabam ficando semelhantes demais entre si! Há um certo glamour envolvendo esses criminosos, pelo menos no cinema. Só que hoje em dia, acredito que a fórmula já está por demais desgastada. 

De bom esse filme tem uma boa direção de fotografia e um elenco carismático. A Irlanda tem esse clima meio decadente e sombrio, mas com um charme medieval. Suas cidades de pedras escurecidas pelo tempo mantém uma certa conexão com a história do próprio protagonista, considerado velho e ultrapassado, mas ainda assim útil. Do elenco temos alguns atrativos. Sempre considerei o Christoph Waltz um bom ator, mas ele precisa abrir o olho pois está ficando prisioneiro de seus próprios cacoetes. O ator que interpreta seu parceiro jovem é sem graça, mas pelo menos serve de escada para Waltz. Então é isso. Filme de mediano para fraco, por causa de seu tema saturado. 

O Mestre do Crime (Old Guy, Reino Unido, Irlanda, 2024) Direção: Simon West / Roteiro: Greg Johnson / Elenco: Christoph Waltz, Lucy Liu, Cooper Hoffman / Sinopse: Danny Dolinski (Waltz) é um velho assassino profissional. Agora a idade cobra seu preço e ele mal consegue apertar o gatilho de sua arma. Para seu novo serviço, seu cliente envia um jovem para lhe acompanhar. E isso é algo ruim. Pode não ser uma boa ideia ter como parceiro um jovem criminoso que está tentando ocupar seu próprio espaço na "profissão". 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Michael

Título no Brasil: Michael
Título Original: Michael
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Sony Pictures
Direção: Antoine Fuqua
Roteiro: John Logan
Elenco: Jaafar Jackson, Juliano Valdi, Colman Domingo, Jayden Harville, Jaylen Lyndon Hunter, Judah Edwards

Sinopse:
Cinebiografia musical que conta a história de Michael Jackson, um dos artistas mais populares da música mundial. Inicialmente como cantor mirim em um grupo musical onde se apresentava ao lado de seus irmãos mais velhos, até o sucesso incrível que alcançou mais tarde, como artista solo. 

Comentários:
Esse filme não presta porque é um filme sobre o Michael Jackson, mas sem o Michael Jackson! Explico. O protagonista que vemos nesse filme não é de carne e osso e nem tem personalidade. Tampouco tem falhas, é um homem santo! É uma capa de disco, um produto de marketing. Esconderam o verdadeiro Michael atrás das cortinas para ninguém ver! Também não tem o Michael Jackson cercado de criancinhas ao redor, se envolvendo em todo tipo de confusão judicial. O Michael aqui é um ser angelical, santo nas alturas,  canonizado por fãs fanáticos e cegos. Posso imaginar ele naqueles santinhos que encontramos na portas das igrejas. Não tem nada do Michael histórico. É isso, o que temos aqui é uma mera fantasia idealizada. Os fãs, obviamente, vão amar e chorar nas salas de cinemas. O resto das pessoas vai encarar o filme pelo que ele é, uma jogada de marketing para levantar uma marca que no passado já valeu muitos milhões de dólares!

Erick Steve.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

As Filhas de Drácula

As Filhas de Drácula 
Antes de qualquer coisa vamos explicando a picaretagem do título nacional desse filme. Não tem Drácula nele, nem muito menos suas filhas. Na realidade o título nacional seria mais honesto se fosse próximo ao original, algo na linha "As Gêmeas do Mal". É a história de duas jovens, gêmeas, que vão morar com o tio após a morte de seus pais. O tio é um fanático caçador de bruxas. Ao lado de seu bando, um coletivo de religiosos fanatizados, sádios e violentos, ele sai perseguindo mulheres acusando elas de serem bruxas. Pior do que isso, as matando em grandes fogueiras. Ele é um puritano e a história nos deixou relatos precisos sobre essa gente. Não há exageros nesse aspecto no que vemos no filme. Vale também destacar o excelente trabalho de atuação de Peter Cushing nesse papel. 

Então, uma dessas sobrinhas dele se apaixona por um nobre que tem um grande castelo na região. Protegido pelo imperador da Alemanha, ele é o único que enfrenta o inquisidor protestante. Só tem um probleminha a superar: o sujeito é um vampiro, mais do que isso, é um satanista de renome. O que temos aqui é outro bom filme da Hammer Studios. Uma produção muito bem orquestrada, com todos os personagens funcionando bem para o eixo da história seguir em frente. Eu gostei bastante! A única coisa, no final das contas, que não gostei, foi justamente esse título nacional, mais do que picareta! 

As Filhas de Drácula (Twins of Evil, Reino Unido, 1971) Direção: John Hough / Roteiro: Tudor Gates, Sheridan Le Fanu / Elenco: Peter Cushing, Dennis Price, Mary Collinson, Madeleine Collinson / Sinopse: Gustav Weil (Cushing) é um inquisidor, caçador de bruxas violento, que começa a ter problemas com um poderoso nobre local. Pior do que isso, uma de suas sobrinhas acaba se apaixonando por ele, seu pior inimigo. 

Pablo Aluísio. 

A Casa do Terror

Título no Brasil: A Casa do Terror
Título Original: Madhouse
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures (AIP), Amicus Productions
Direção: Jim Clark
Roteiro: Angus Hall, Ken Levison
Elenco: Vincent Price, Peter Cushing, Robert Quarry, Adrienne Corri, Michael Parkinson, Linda Hayden

Sinopse: 
Paul Toombes (Vincent Price) é um ator de terror cujo personagem de maior sucesso era conhecido como "Dr. Morte". Quando sua mulher é assassinada, Toombes é preso e colocado em um hospício, acusado de ter cometido o crime. Anos depois, o ator é solto e volta a interpretar seu personagem em um programa de TV. O problema e que pessoas começam a morrer da mesma forma de seus antigos filmes de terror.

Comentários:
Mais um clássico de terror da vasta filmografia do ator Vincent Price, aqui contracenando com outro grande ídolo desse gênero cinematográfico, Peter Cushing. O curioso é que esse filme também ficou conhecido pelos títulos de "Dr Morte" e "A Casa dos Rituais Satânicos". Mais uma vez Price brinca com sua persona nas telas. Chama a atenção o fato do filme ter sido produzido já na década de 1970 quando o cinema começava a mudar, com novos estilos de produções de terror fazendo sucesso, o que fazia com que Vincent Price enfrentasse uma nova concorrência de jovens diretores dentro do gênero. Para sobreviver ele aumentava o tom de suas atuações. Aqui o ator usa uma estranha (porém criativa) maquiagem, que a despeito das limitações técnicas da época, era extremamente eficiente e bem feita. Veja como uma equipe talentosa de maquiagem poderia fazer toda a diferença em um filme como esse. Peter Cushing surge ao lado do ator em uma amostra muito interessante da união de dois veteranos mantendo o velho charme das produções antigas em voga com os novos rumos do cinema de terror da década de 1970. Esse filme também foi lançado em  DVD duplo nos Estados Unidos com "Theather of Blood" com o mesmo Price em uma mesma embalagem. Imperdível para os apreciadores e colecionadores do gênero.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Hollywood Boulevard - Gary Cooper - Parte 6

Durante uma entrevista em um hotel de Beverly Hills durante os anos 40, Cooper baixou um pouco sua tela de proteção e foi bem sincero com a jornalista que o entrevistava, dizendo: "Eu sou grato todos os dias por ainda fazer filmes. Sabe, eu comecei nesse negócio há muitos anos, ainda no cinema mudo. Fico realmente surpreso de ainda ter estúdios que me contratem. É uma espécie de sorte grande que tirei em minha vida!". 

E Cooper poderia se dar mesmo por satisfeito, pois ao contrário de outros atores de Hollywood de sua época, sua carreira foi ficando cada vez mais rica e importante enquanto ele envelhecia. Naquela Hollywood, com muito preconceito e etarismo, era mesmo uma novidade. De muitas maneiras isso abriu as portas para atores mais velhos. Nesse aspecto Cooper foi mesmo um pioneiro. Para um ator, ser velho, não era mais motivo para ser descartado pelos produtores. 

Sua carreira ia muito bem, mas na vida pessoal o ator enfrentava problemas. Sua esposa de longa data, Veronica Balfe, estava firme em sua decisão de pedir o divórcio. Ciumenta, ela comprava todas as revistas de fofocas de Hollywood, muitas delas trazendo supostos casos de seu marido com atrizes e até mesmo bailarinas. Algumas histórias eram verdadeiras, mas a maioria delas não passavam de mexericos. Cooper negava tudo, mas sua esposa não acreditava nele. Tentando evitar o pior, o ator então propôs uma sepração temporária, até que as coisas se acalmassem. Ela acabou aceitando sua sugestão. Mudou-se para outra mansão em Beverly Hills, tudo sob custas do marido. 

E novas oportunidades foram surgindo no cinema. Cooper não queria fazer apenas um tipo de filme, mas passear pelos mais diversos gêneros cinematográficos. Por essa época ele estrelou filmes românticos, comédias, dramas e até mesmo um interessante filme de espionagem chamado "O Grande Segredo". Uma nova arma de grandes proporções havia surgido, a Bomba Atômica, e o roteiro do filme enfocava justamente esse novo cenário dos espiões internacionais, mas sem deixar de lado o aspecto romântico do protagonista. Dirigido pelo prestigiado Fritz Lang, acabou se tornando uma das produções preferidas do ator e uma espécie de inspiração para os filmes de James Bond que iriam surgir duas décadas depois. 

Pablo Aluísio. 

Os Poderosos Também Caem

Os Poderosos Também Caem
Dois caçadores de recompensas chegam em uma velha e isolada cidade do velho oeste. Assim que entram na rua principal logo chamam muito a atenção da população. Eles são negros e os moradores locais não costumam ver negros em liberdade naqueles tempos assolados pela chaga da escravidão. Mesmo assim eles se impõe, não só por sua dignidades pessoais, mas também por serem rápidos no gatilho. E em pouco tempo a dupla se torna um alvo, não apenas dos criminosos, mas também de civis e pessoas incomodadas com sua presença na cidade, com maioria de população branca. 

Esse filme faz parte de um movimento que aconteceu no cinema americano durante os anos 70. Eram filmes estrelados por atores negros, feitos para o público preto (nota: até hoje não consigo saber se o termo negro ainda é válido pois tenho visto muitos textos utilizando o termo preto. Em minha época de juventude o termo preto era ofensivo, negro não era ofensivo). Pois bem, o filme também investe em um bom humor que deixa tudo mais leve. Um bom filme desse movimento conhecido nos dias de hoje como Blaxploitation! Enfim, um bom filme, valorizado pelo elenco. Não é formado por grandes atores, mas eram carismáticos e estavam empenhados em fazer um bom filme. 

Os Poderosos Também Caem (Boss Nigger, Estados Unidos, 1974) Direção: Jack Arnold / Roteiro: Fred Williamson / Elenco: Fred Williamson, D'Urville Martin, William Smih / Sinopse: Dois caçadores de recompensas negros chegam a cavalo em uma cidadezinha do velho oeste. O lugar, uma cidade de brancos, jamais será o mesmo depois de sua chegada.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Hollywood Boulevard - Rock Hudson - Parte 23

Conforme os Estados Unidos ia afundando na Guerra do Vietnã, Rock Hudson ficava cada vez mais chocado com o que assistia nos noticiários noturnos. Milhares de jovens perdiam a vida nas selvas daquele país asiático. Rock conhecia bem o Vietnã. Ela fazia parte da tripulação de um navio de guerra da Marinha americana durante a Segunda Guerra Mundial e esse navio era abastecido justamente em um dos portos do Vietnã. 

Sobre o país, Rock dizia: "O Vietnã é um pequeno país do sudeste da Ásia. Um lugar muito quente, muito úmido, cheio de florestas tropicais. Havia muitas doenças nessas selvas e esses soldados americanos não estão preparados para elas. O povo do Vietnã também é muito cioso em relação ao seu país. Vai ser um massacre!". Rock acertou todas as suas previsões do Vietnã. A guerra foi um desastre para as forças armadas, inclusive para a Marinha. Ele ficou tão consternado com tudo o que estava acontecendo que chegou a cogitar devolver as suas medalhas para a Marinha em protesto. 

Seu agente disse que ele não deveria fazer isso. Os Estados Unidos estava em ebulição, com muitos protestos nas ruas. O gesto de Rock poderia ser mal interpretado. Para o agente, Rock deveria ficar calado sobre tudo o que estava acontecendo. Não deveria dar declarações públicas sobre a Guerra do Vietnã pois isso poderia prejudicar sua carreira. Depois de muito pensar, Rock resolveu seguir seus conselhos, mas nunca mudou sua opinião sobre a guerra, sempre foi contra tudo o que estava acontecendo. Para quem era próximo, Rock jamais escondeu o que pensava: "É o maior absurdo militar que já vi em minha vida!". 

E foi justamente nessa época que ele recebeu um telefone de John Wayne. O veterano ator queria convidar Rock para fazer parte de seu novo filme que iria se chamar "Os Boinas Verdes", uma forma de levantar a moral das tropas americanas que lutavam no Vietnã. Rock ficou obviamente horrorizado com o tema do filme, a história que iria contar, e de forma muito educada recusou. Ao desligar o telefone, Rock virou-se para seu assistente pessoal Marc no castelo e disse: "Pelo amor de Deus! Acabei de receber um convite do John Wayne para fazer um filme de apoio à Guerra do Vietnã! Jamais faria um filme com esse tipo de propaganda!". Depois disso John Wayne nunca mais convidou Rock para fazer um filme juntos. O velho ator ficou magoado com Rock por ele ter recusado sua proposta de fazer parte do elenco de "Os Boinas Verdes". 

Pablo Aluísio. 

O Assassino Incomum

Título no Brasil: O Assassino Incomum
Título Original: The Cry Baby Killer
Ano de Lançamento: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures
Direção: Jus Addiss
Roteiro: Leo Gordon
Elenco: Harry Lauter, Jack Nicholson, Carolyn Mitchell, Bill Erwin

Sinopse:
O filme The Cry Baby Killer acompanha a história de um jovem problemático que, após uma série de frustrações e pressões emocionais, acaba cometendo um crime impulsivo. Em fuga, ele invade um bar e faz vários reféns, criando uma situação de tensão crescente. À medida que o cerco policial se fecha, o rapaz entra em conflito psicológico, alternando entre momentos de desespero, arrependimento e agressividade. A narrativa se desenrola quase em tempo real, explorando o lado humano do criminoso e as consequências de suas ações, enquanto o destino de todos os envolvidos se torna cada vez mais incerto.

Comentários:
The Cry Baby Killer é lembrado principalmente por marcar a estreia no cinema de Jack Nicholson, ainda em início de carreira, em um papel secundário. Produzido dentro do estilo dos filmes B da década de 1950, o longa apresenta baixo orçamento, cenários limitados e uma duração enxuta, mas compensa com um clima tenso e direto. A obra reflete bem a preocupação da época com a delinquência juvenil, tema recorrente no cinema americano do período. Apesar de simples, o filme possui valor histórico por revelar um dos maiores atores de Hollywood em seus primeiros passos, além de oferecer um retrato cru e eficiente da violência urbana e do desespero humano.

Erick Steve. 

domingo, 19 de abril de 2026

Imperador Romano Valentiniano

Imperador Romano Valentiniano
Valentiniano I foi um imperador romano que governou o Império Romano do Ocidente entre 364 e 375 d.C., sendo uma figura central na defesa das fronteiras do império durante um período de grandes pressões externas. Ele nasceu em 321 d.C., provavelmente na região da Panônia (atual Hungria ou Sérvia), em uma família de tradição militar. Seu pai, Graciano o Velho, era um oficial respeitado do exército romano, o que influenciou diretamente a carreira de Valentiniano. Desde jovem, ele seguiu a vida militar, destacando-se por sua disciplina, coragem e habilidade como comandante. Durante os reinados de imperadores anteriores, Valentiniano serviu em diversas campanhas e conquistou reputação como um líder eficiente, especialmente na defesa das fronteiras ameaçadas por povos germânicos. Essa experiência foi fundamental para sua ascensão ao poder em um momento em que o império enfrentava desafios significativos.

Valentiniano tornou-se imperador em 364 d.C., após a morte do imperador Joviano. Pouco depois de assumir o trono, ele tomou uma decisão estratégica importante: dividir a administração do império com seu irmão Valente. Valentiniano ficou responsável pela parte ocidental, enquanto Valente governava o Oriente. Essa divisão administrativa permitia uma resposta mais rápida às ameaças em diferentes regiões, refletindo a realidade de um império vasto e difícil de controlar. Valentiniano estabeleceu sua base principalmente em cidades estratégicas como Milão e Trier, de onde podia supervisionar as fronteiras do Reno e do Danúbio, regiões frequentemente ameaçadas por invasões bárbaras. Seu governo foi marcado por uma postura firme e prática, com forte foco na segurança militar e na estabilidade interna.

Durante seu reinado, Valentiniano I dedicou grande parte de seus esforços à defesa das fronteiras do império. Ele conduziu campanhas militares contra diversos povos germânicos, incluindo os alamanos, que representavam uma ameaça constante na região do Reno. Além disso, reforçou as fortificações ao longo das fronteiras, construindo e restaurando fortalezas para conter invasões. Sua política militar era baseada na defesa ativa, buscando não apenas reagir a ataques, mas também prevenir incursões inimigas. Valentiniano também teve que lidar com revoltas internas e desafios políticos, demonstrando habilidade em manter a ordem dentro do império. Apesar de sua reputação como líder severo, ele era considerado eficaz e comprometido com a proteção de seus territórios. Sua atuação ajudou a manter a integridade do Império Romano do Ocidente em um período de crescente instabilidade.

No campo administrativo, Valentiniano implementou diversas medidas para fortalecer o funcionamento do Estado. Ele procurou melhorar a arrecadação de impostos e combater abusos por parte de funcionários públicos, tentando tornar o governo mais eficiente. Também tomou medidas para proteger as camadas mais vulneráveis da população contra excessos das autoridades locais, o que demonstra certa preocupação com a justiça social. Em termos religiosos, Valentiniano adotou uma política relativamente tolerante, permitindo a coexistência de diferentes crenças dentro do império, em um período marcado por disputas entre cristãos e pagãos. Essa postura contribuiu para evitar conflitos religiosos mais intensos durante seu governo. Sua administração equilibrava firmeza militar com pragmatismo político, características que definiram seu estilo de liderança.

Valentiniano I morreu em 375 d.C., em circunstâncias que ficaram marcadas na história: segundo relatos antigos, ele sofreu um colapso fatal enquanto discutia com emissários de povos bárbaros, possivelmente devido a um ataque de fúria intensa que desencadeou um derrame ou ataque cardíaco. Após sua morte, o poder foi dividido entre seus filhos, incluindo Graciano e Valentiniano II, dando continuidade à dinastia. O legado de Valentiniano I é geralmente visto de forma positiva pelos historiadores, que o consideram um governante enérgico e eficaz em um período difícil do Império Romano. Sua dedicação à defesa das fronteiras e à estabilidade interna ajudou a prolongar a sobrevivência do império no Ocidente, mesmo diante das crescentes pressões que eventualmente levariam à sua queda no século seguinte.