quarta-feira, 26 de abril de 2006

Cine Western - Sete Homens e um destino


Cine Western - Sete Homens e um destino
O clássico faroeste Sete Homens e um Destino, dirigido por John Sturges, tornou-se um dos filmes mais marcantes do gênero western na história do cinema. Inspirado diretamente no filme japonês Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa, o longa acompanha sete pistoleiros contratados para defender um pequeno vilarejo mexicano de um grupo de bandidos violentos. O elenco reúne nomes lendários como Yul Brynner, Steve McQueen e Charles Bronson, que ajudaram a transformar o filme em um enorme sucesso popular. A produção é lembrada pelas cenas de ação, pelos diálogos marcantes e pela inesquecível trilha sonora composta por Elmer Bernstein. Além do grande impacto cultural, o filme ajudou a renovar o western nos anos 1960, influenciando diversas produções posteriores. Até hoje, é considerado uma das obras mais importantes e admiradas do cinema de faroeste.

Erick Steve. 

Cine Western - Gregory Peck


Cine Western - Gregory Peck
Gregory Peck e Jennifer Jones em cena do filme Duelo ao Sol (Duel in the Sun, Estados Unidos, 1946). Com direção de King Victor e produção do prestigiado David O. Selznick,  esse western com toques de drama romântico, contava a história de dois irmãos, filhos de um rico fazendeiro, disputando o coração de uma jovem mestiça que vai morar na fazenda de seu pai. E o conflito acaba sendo o estopim de uma grande rivalidade entre eles. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 25 de abril de 2006

O Xerife do Oeste

"O Xerife do Oeste" faz parte da última fase da carreira do ator John Wayne. É um dos últimos trabalhos do Duke. O fato é que Wayne se recusava a se aposentar pois acreditava que a aposentadoria acabaria com ele. Além disso sempre afirmava que iria trabalhar até o final de seus dias pois era a única coisa que sabia fazer na vida. Ostracismo, nem pensar. Curiosamente mesmo já envelhecido, beirando os 70 anos, o ator ainda conseguia passar carisma e prender a atenção do espectador, arrecadando boas bilheterias, isso em uma época em que o western já mostrava claros sinais de esgotamento. "O Xerife do Oeste", também conhecido como "Cahill" repete de certa forma os velhos clichês do gênero. John Wayne sabia o que o público queria dele e procurava não inventar muito. Assim ele fez questão de realizar mais um faroeste ao velho estilo, com o roteiro que poderia muito bem ter sido escrito nos anos 50. E quando digo "realizar" não é força de expressão, o filme é dele, foi produzido por seu filho, Michael Wayne, e a produção contou com dinheiro saído do próprio bolso do ator. Alguns estudiosos da carreira de John Wayne inclusive vão mais longe e afirmam que diretor apenas assinou pois foi Wayne quem realmente dirigiu as cenas.

Tanto empenho pessoal valeu a pena. "Cahill" é o que eu chamo de um produto honesto. Os fãs de John Wayne receberam justamente aquilo que esperavam, ou seja, o velho cowboy ainda liquidando seus inimigos sem fazer muita força (e sem despentear a peruca impecável), um vilão asqueroso (o ótimo George Kennedy, velho companheiro de Wayne dos filmes antigos) e um pouco de humor em pequenas pitadas aqui e ali. Só não gostei muito do final, que tem um moralismo um tanto quanto questionável. Mas isso é o de menos, "O Xerife do Oeste" vale a pena, principalmente para quem quer matar saudades do antigo astro de Hollywood. A lenda do velho oeste vive!

O Xerife do Oeste (Cahill U.S. Marshal, Estados Unidos, 1973) / Direção: Andrew V. McLaglen / Com John Wayne, George Kennedy e Gary Grimes / Sinopse: De volta a sua cidade, o xerife (John Wayne) encontra dois de seus assistentes mortos num assalto e na cadeia quatro presos, entre eles seu filho, acusados de ter participado da chacina. O obstinado agente da justiça passa a perseguir um grupo de bandidos.

Pablo Aluísio.

Pistoleiros do Entardecer

Grande filme. Esse western mostra muito bem a diferença que faz um grande diretor. Veja, tinha tudo para ser mais um faroeste de rotina da carreira de Randolph Scott mas isso seria óbvio demais. Sam Peckinpah consegue reverter certas máximas do gênero ao mesmo tempo em que é respeitoso à mitologia do velho oeste. Ao contrário de usar personagens que são indiscutivelmente mocinhos ou bandidos, o diretor coloca em cena sujeitos dúbios, que transitam entre cometer crimes ou protagonizar momentos de grande honra pessoal. É o caso de Gil Westrum (o último personagem da carreira de Randolph Scott que abandonaria o cinema logo após). Gil tem como objetivo roubar o ouro que foi contratado a transportar mas como acompanhamos no desenrolar do filme esse é apenas o ponto de partida de tudo o que acontecerá nas montanhas.

É bom frisar porém que a estética da violência que seria marca registrada do diretor ainda não está presente nesse filme, o que era de se esperar. Filmado na primeira metade dos anos 60 o cineasta ainda não havia levado às últimas consequências suas escolhas estéticas e cinematográficas. Mesmo assim o filme é surpreendentemente bem roteirizado, com um clímax excelente, de tirar o chapéu. No final quem melhor define a essência do filme é a personagem Elsa (interpretada pela atriz Meriette Hartley). Ela explica que sempre foi levada a crer que havia o bem e o mal absolutos na vida, mas que depois de tudo o que passou compreendeu que na vida há pessoas que transitam de um lado ao outro, em uma zona cinzenta, tal como os personagens desse western. Uma conclusão simplesmente perfeita.

Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country, Estados Unidos, 1962) / Direção: Sam Peckinpah / Roteiro:N.B. Stone Jr./ Com Randolph Scott, Joel McCrea, Mariette Hartley, Ron Starr e Edgar Buchanan / Sinopse: Um envelhecido ex-xerife, Steve Judd (Joel McCrea), é contratado para transportar uma remessa de ouro através de um território perigoso. Ele contrata um velho parceiro, Gil Westrum (Randolph Scott), e seu protegido, o jovem Heck Longtre (Ron Starr), para ajudá-lo. Porém Steve não imagina que Gil e Heck planejam roubar o ouro, com ou sem a ajuda dele.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Jamais Foram Vencidos

Que tal reunir em um mesmo filme John Wayne e Rock Hudson? Os dois tinham sido os maiores recordistas de bilheteria durante os anos 50 e 60 e agora reuniam forças no western "Jamais Foram Vencidos". O filme pode ser considerado um faroeste temporão, já que foi realizado no final dos anos 60, quando a juventude não mais se importava muito com esse gênero cinematográfico. Embora Wayne ainda mantivesse seu prestígio inabalado, Hudson vinha passando por dificuldades na carreira. Como era um galã acima de tudo, os papéis iam cada vez mais rareando com a chegada da idade e ele próprio representava naquela altura um tipo de ator que definitivamente estava saindo de moda. Ao invés do galã de visual impecável, o cinema americano agora adotava atores com grande talento mas com aparência de homens comuns, como Al Pacino, Dustin Hoffman e Robert De Niro. Atores que não tinham a estampa dos velhos ídolos como Rock Hudson. Em sua autobiografia o próprio Hudson comenta a chegada dessa nova geração de "monstrinhos" como ele apelidou os novos atores em ascensão.

Realmente era bem complicado unir duas gerações tão diferentes em um mesmo filme. Por isso o convite de estrelar um western ao lado do mito John Wayne veio bem a calhar naquele momento de sua vida. O filme em si era interessante e mostrava um oficial confederado (Hudson) que não aceitava a derrota de seu amado sul durante a guerra civil americana. Tão transtornado ficara com a perda da guerra que em um ato de profunda indignação resolve queimar sua propriedade, juntar tudo o que tinha e rumar para o México com a esperança de começar uma nova vida. Impossível não fazer uma analogia sutil com a própria carreira de Rock Hudson. Tal como o personagem de seu filme ele naquele momento era coisa do passado e deveria rumar para um novo destino. E tal como o sulista ferido ele realmente em pouco tempo deixaria o seu passado para trás (o cinema) e trilharia um novo caminho na carreira ao estrelar uma série de TV, em busca de um novo recomeço. Nunca o ditado "A Vida Imita a Arte" foi tão bem aplicado como nesse caso.

Jamais Foram Vencidos / Nunca Foram Vencidos (The Undefeated, Estados Unidos, 1969) / Direção de Andrew V. McLaglen / Roteiro de James Lee Barrett e Stanley Hough / Elenco: Rock Hudson, John Wayne, Ben Johnson e Tony Aguilar / Sinopse: Após a Guerra Civil americana graduado oficial confederado procura recomeçar sua vida em meio a um clima hostil e selvagem.

Pablo Aluísio.

domingo, 23 de abril de 2006

Cine Western - John Wayne


Cine Western - John Wayne
Na década de 1970 o bom e velho John Wayne entrou em seu última fase da carreira. Ele iria falecer em 1979. Esse filme "Rio Lobo" foi lançado justamente nessa fase de crepúsculo de sua vida. Embora haja muitos que não gostam do filme, por problemas eventuais que ele venha a apresentar, eu gostei do que vi. John Wayne, já bem envelhecido, voltou a brilhar no velho oeste, ao lado do companheiro, amigo e diretor Howard Hawks. Um bom filme dos anos finais desse grande ator do western americano.

Pablo Aluísio. 

Cine Western - Paul Newman


Cine Western - Paul Newman
Paul Newman não fez muitos filmes de western, mas os que fez certamente marcaram a história do cinema como "Butch Cassidy and the Sundance Kid". Além desse, muito marcante, Newman apareceu em outras produções do gênero como esse "O Oeste Selvagem" onde interpretou nada mais, nada menos, do que Buffalo Bill, o homem que construiu toda uma mitologia em torno de si mesmo. Um excelente trabalho de revisão do velho oeste, com direção de Robert Altman. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 22 de abril de 2006

Cine Western - Kevin Costner

5 Curiosidades sobre o filme Wyatt Eartp com Kevin Costner

1. Kevin Costner sonhava há anos em interpretar Wyatt Earp
O ator Kevin Costner era fascinado pela figura histórica de Wyatt Earp e participou ativamente do desenvolvimento do projeto. Costner acreditava que a vida do lendário homem da lei merecia uma abordagem mais ampla e realista do que as versões tradicionais apresentadas pelo cinema.

2. O filme cobre décadas da vida do personagem
Diferentemente da maioria dos westerns sobre Wyatt Earp, que se concentram apenas no famoso confronto de Tombstone, este filme acompanha praticamente toda a trajetória do personagem, desde sua juventude até os últimos anos de vida. Isso fez da produção uma das biografias mais completas já realizadas sobre o lendário xerife do Oeste.

3. Dennis Quaid passou por uma transformação impressionante
O ator Dennis Quaid interpretou Doc Holliday e chamou a atenção pela dedicação ao papel. Para retratar o famoso pistoleiro já debilitado pela tuberculose, Quaid perdeu uma quantidade significativa de peso, criando uma das versões mais realistas e sombrias do personagem no cinema.

4. O elenco reuniu diversas estrelas de Hollywood
Além de Kevin Costner e Dennis Quaid, o filme contou com nomes como Gene Hackman, Isabella Rossellini, Joanna Going, Michael Madsen e Catherine O'Hara. A produção apostou em um elenco de grande prestígio para reforçar o caráter épico da narrativa.

5. Foi lançado pouco depois do sucesso de Tombstone
O filme chegou aos cinemas em 1994, apenas alguns meses após o enorme sucesso de Tombstone, outra produção sobre Wyatt Earp. As inevitáveis comparações entre os dois filmes marcaram a recepção da obra. Enquanto Tombstone se destacou pela ação e pelo ritmo mais acelerado, Wyatt Earp foi elogiado por sua ambição histórica e pelo retrato detalhado da vida do personagem.

Apesar de não ter alcançado o mesmo sucesso comercial de Tombstone, Wyatt Earp continua sendo considerado um dos westerns biográficos mais ambiciosos dos anos 1990. Sua recriação cuidadosa do Velho Oeste, aliada à interpretação de Kevin Costner, faz do filme uma obra de grande interesse para os admiradores da história e do gênero western.

Cine Western - Kevin Costner


Cine Western - Kevin Costner
Kevin Costner no filme "Wyatt Earp". Essa produção, um excelente western, resgata a história desse lendário xerife do velho oeste americano. O diferencial é que o roteiro procura ser o mais fiel possível aos fatos históricos, algo que não aconteceu nos filmes anteriores sobre esse personagem. Afinal os antigos filmes de faroeste nada mais eram do que versões romanceadas baseadas em fatos históricos reais. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Cine Western - Stella Stevens

Cine Western - Stella Stevens
Stella Stevens foi uma atriz norte-americana que se destacou no cinema e na televisão, especialmente durante as décadas de 1960 e 1970, sendo reconhecida tanto por sua beleza quanto por seu talento em comédias e dramas. Ela nasceu em 1º de outubro de 1938, na cidade de Yazoo City, no estado do Mississippi, Estados Unidos, com o nome de Estelle Caro Eggleston. Criada em Memphis, Tennessee, teve uma juventude relativamente simples, casando-se ainda muito jovem e tornando-se mãe cedo. Apesar das responsabilidades familiares, decidiu seguir carreira artística, ingressando no mundo da atuação após participar de produções teatrais locais. Sua determinação e presença marcante logo chamaram a atenção de produtores, abrindo caminho para sua entrada em Hollywood.

Stella Stevens iniciou sua carreira no final da década de 1950 e rapidamente ganhou destaque ao vencer o Globo de Ouro de “Nova Estrela do Ano” por sua atuação no filme Say One for Me (1959). Esse reconhecimento inicial impulsionou sua carreira, levando-a a participar de diversas produções importantes. Um de seus papéis mais lembrados foi no clássico da comédia The Nutty Professor (O Professor Aloprado, 1963), ao lado de Jerry Lewis, onde interpretou a bela estudante Stella Purdy. Sua atuação combinava charme, leveza e carisma, características que a tornaram muito popular junto ao público. Ao longo dos anos 1960, ela participou de diversos filmes que consolidaram sua imagem como uma das atrizes mais atraentes e talentosas de sua geração.

Outro momento importante de sua carreira foi sua participação no filme Girls! Girls! Girls! (1962), no qual contracenou com Elvis Presley, um dos maiores ícones da música e do cinema da época. A parceria ajudou a aumentar ainda mais sua visibilidade e popularidade. Além do cinema, Stella Stevens também teve uma presença marcante na televisão, participando de inúmeras séries de sucesso ao longo das décadas, o que contribuiu para sua longevidade na indústria do entretenimento. Ela demonstrou versatilidade ao atuar em diferentes gêneros, incluindo comédia, drama, faroeste e ficção científica.

Durante os anos 1970 e 1980, Stevens continuou ativa, embora com menor destaque em grandes produções cinematográficas. Ainda assim, manteve uma carreira sólida na televisão e em filmes independentes. Além de atriz, ela também trabalhou como diretora e produtora, mostrando interesse em expandir sua atuação nos bastidores da indústria. Sua carreira reflete a trajetória de muitas atrizes de sua época, que precisaram se adaptar às mudanças do cinema e da televisão ao longo dos anos. Mesmo enfrentando desafios comuns à indústria, Stella Stevens conseguiu manter relevância e respeito profissional.

Stella Stevens faleceu em 17 de fevereiro de 2023, deixando um legado significativo no entretenimento. Ela é lembrada como uma das figuras marcantes do cinema americano dos anos 1960, com uma carreira que combinou talento, carisma e presença de tela. Seus trabalhos continuam sendo apreciados por fãs do cinema clássico, especialmente suas atuações em comédias e filmes ao lado de grandes estrelas. Sua contribuição para o cinema e a televisão permanece como parte importante da história de Hollywood, representando uma era de glamour e transformação na indústria do entretenimento.

Erick Steve. 

Cine Western - Robert Mitchum

O ator Robert Mitchum em foto promocional para o clássico do western "El Dorado". Bem humorado costumava brincar sobre seus filmes e suas atuações ao dizer: "Eu usei a mesma roupa e o mesmo dialogo durante seis anos. Só trocava o título do filme e a mocinha" Uma frase divertida mais pouco condizente com a realidade pois ao longo de uma produtiva carreira Mitchum estrelou alguns dos maiores clássicos do cinema americano, incluindo muitos filmes de western. 

Ele também trabalhou ao lado de Marilyn Monroe em seu primeiro e único faroeste. Na ocasião o ator tentou uma aproximação romântica com a famosa atriz, mas logo entendeu que iria ser complicado, já que o marido da loira sensual também participava das filmagens. Mesmo de longe, ficava o tempo todo de olho na esposa.

Em suas memórias, o ator relembrou que enquanto ele, Marilyn e os demais membros da equipe de filmagem trabalhavam, Joe DiMaggio ficava pescando nas redondezas, sempre cercado de um grupo de puxa-sacos profissionais. Todos italianos de Nova Iorque, contratados para basicamente rirem das piadas sem graça do maridão de Marilyn Monroe. Ele nunca simpatizou com Joe e ele sabia disso.

Outro fato que surpreendeu Mitchum foi o fato de que "Marilyn era boa de copo", sempre sentando com os homens do filme, bebendo de madrugada até cair de bêbada. "Essa garota não era brincadeira!" - brincou o astro do passado. No final de uma dessas noites Robert brincou e disse para Marilyn: "Ei, porque não vamos brincar só nós dois ali no escuro?". Marilyn riu e para desapontamento de Mitchum recusou o convite assanhadinho. Dono de uma extensa lista de conquistas, Mitchum não conseguiu levar Marilyn para a cama.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Cine Western - John Wayne

5 Curiosidades sobre o filme Hondo com John Wayne
1. Foi um dos primeiros faroestes exibidos em 3D
Lançado em 1953, Hondo foi produzido durante a breve febre dos filmes em três dimensões que tomou conta de Hollywood no início da década de 1950. O público da época podia assistir ao filme usando óculos especiais, uma novidade que atraía espectadores aos cinemas. Décadas depois, o longa voltou a ser exibido em 3D em algumas restaurações especiais.

2. A história nasceu de um conto de Louis L'Amour
O roteiro foi baseado em uma obra do escritor Louis L'Amour, um dos maiores nomes da literatura de faroeste. O sucesso do filme ajudou a popularizar ainda mais o autor, que posteriormente se tornaria uma referência absoluta no gênero western.

3. John Wayne considerava o filme um de seus melhores trabalhos
O protagonista John Wayne interpretou Hondo Lane, um batedor do Exército que tenta proteger uma mulher e seu filho em território apache. Wayne tinha grande apreço pelo filme e frequentemente o citava entre seus westerns favoritos, graças à qualidade da história e ao desenvolvimento dos personagens.

4. O cachorro do filme roubou a cena
Um dos personagens mais lembrados de Hondo é o cão Sam, companheiro fiel do herói. O animal teve papel importante na trama e conquistou o público com sua presença constante ao lado de Hondo. Muitos fãs consideram Sam um dos cães mais marcantes da história dos faroestes de Hollywood.

5. A atuação de Geraldine Page recebeu indicação ao Oscar
A atriz Geraldine Page interpretou Angie Lowe, a mulher isolada que vive em uma região perigosa do Arizona. Sua atuação foi amplamente elogiada pela crítica e lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, algo relativamente raro para um filme de faroeste naquela época.

Mesmo mais de sete décadas após seu lançamento, Hondo continua sendo lembrado como um dos westerns mais sólidos da carreira de John Wayne, combinando ação, drama, belas paisagens do Oeste americano e personagens que fogem dos estereótipos comuns do gênero.

Cine Western - John Wayne


Cine Western - John Wayne - Hondo
John Wayne em foto promocional do filme "Hondo". Nesse filme ele interpreta um pistoleiro errante que chega em um rancho que está prestes a ser atacado por apaches. Ele sabe o que está falando, pois também tem sangue apache. A dona do rancho porém se recusa a sair e deixar suas terras para os selvagens. Grande momento da filmografia do ator John Wayne. 

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Cine Western - Doc Holliday

Doc Holliday foi uma das figuras mais lendárias e fascinantes do Velho Oeste dos Estados Unidos, tornando-se símbolo da era dos cowboys, saloons e duelos armados. Nascido em 1851, no estado da Geórgia, com o nome John Henry Holliday, ele era originalmente formado como dentista, profissão que lhe rendeu o apelido de “Doc”. No entanto, sua vida tomou rumos completamente diferentes após ser diagnosticado com tuberculose, doença grave que o levou a buscar climas mais secos no oeste americano. Foi nesse ambiente violento e turbulento que Holliday construiu sua reputação como jogador profissional, pistoleiro habilidoso e companheiro inseparável do famoso xerife Wyatt Earp.

Doc Holliday tornou-se conhecido por seu temperamento explosivo, inteligência afiada e extraordinária habilidade com armas. Embora sofresse constantemente com a tuberculose, era visto como extremamente perigoso em confrontos armados. Frequentando saloons, mesas de pôquer e cidades marcadas pela violência, ele passou a viver do jogo e de apostas, circulando por locais famosos do Velho Oeste como Tombstone e Dodge City. Sua amizade com Wyatt Earp foi decisiva em sua fama histórica, principalmente devido ao lendário confronto conhecido como Tiroteio no O.K. Corral ocorrido em 1881.

O tiroteio no O.K. Corral tornou-se um dos episódios mais famosos da história do Velho Oeste americano. Doc Holliday lutou ao lado de Wyatt Earp, Virgil Earp e Morgan Earp contra membros do grupo conhecido como Cowboys, rivais ligados ao crime e ao roubo de gado. O confronto durou menos de um minuto, mas entrou para a história como símbolo da violência e da tensão da fronteira americana no século XIX. A participação de Holliday no tiroteio ajudou a transformá-lo em uma figura quase mítica da cultura popular americana.

Ao longo das décadas, Doc Holliday foi retratado inúmeras vezes no cinema e na televisão, geralmente como um homem elegante, sarcástico e mortalmente eficiente com armas. Filmes como Paixão dos Fortes, Tombstone: A Justiça Está Chegando e Wyatt Earp ajudaram a consolidar sua imagem lendária. Em muitas dessas produções, ele aparece como um anti-herói romântico, marcado pela doença, pelo humor irônico e pela lealdade aos amigos. A interpretação de Val Kilmer em Tombstone é frequentemente considerada uma das representações mais memoráveis do personagem.

Apesar da fama de pistoleiro implacável, muitos historiadores apontam que parte das histórias envolvendo Doc Holliday foi exagerada ao longo do tempo. Ainda assim, não há dúvidas de que ele viveu em um período extremamente violento e esteve envolvido em diversos conflitos armados. Sua personalidade complexa — misturando educação refinada, inteligência, doença e violência — ajudou a diferenciá-lo de outros personagens do Velho Oeste. Ele também representava o espírito aventureiro e perigoso da expansão americana para o oeste durante o século XIX.

Doc Holliday morreu em 1887, aos 36 anos, vítima da tuberculose, na cidade de Glenwood Springs. Diz a lenda que suas últimas palavras foram de surpresa por morrer em uma cama, e não em um tiroteio, como muitos imaginavam que aconteceria. Mesmo após sua morte, sua figura continuou crescendo no imaginário popular, tornando-se um dos personagens mais icônicos do faroeste americano. Até hoje, Doc Holliday permanece como símbolo do Velho Oeste clássico, eternizado em livros, filmes e séries que retratam a era dos cowboys e pistoleiros.

Cine Western - Paul Newman, Glenn Ford



Cine Western - Paul Newman, Glenn Ford
Dois ótimos atores da era de ouro de Hollywood. Eles não fizeram apenas filmes de faroeste em suas longas e produtivas carreiras, mas sempre que entraram nesse estilo cinematográfico presentearam ao seu público um grande filme. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 18 de abril de 2006

Cine Western - Winchester '73

Lendo a autobiografia do ator Rock Hudson nos deparamos com um capítulo onde ele relembra o lançamento desse western. De como viajou ao lado de James Stewart para promover o filme nas cidades. Na época ele era apenas um coadjuvante de luxo nesse faroeste que tem um ótimo roteiro. E é justamente o roteiro que se destaca nessa produção. Posso afirmar, sem parecer exagerado, que temos aqui um roteiro muito bem escrito, algo bem inovador mesmo. Várias histórias vão sendo mostradas e aos poucos todas convergem para o mesmo local. O roteiro na verdade segue o rifle Winchester 73 que vai passando de mão em mão ao longo do filme. A arma é uma espécie de prêmio que o personagem de James Stewart ganha em um concurso na cidade de Dodge City. Nessa cena temos direito até mesmo a uma aparição do famoso homem da lei Wyatt Earp. O rifle acaba sendo roubado depois, indo parar nas mãos de um grupo Sioux. Depois ele vai parar nas mãos de militares da cavalaria, vira objeto de ostentação de um covarde etc. O fio condutor de todo o enredo então passa a ser justamente esse rifle. E assim várias histórias do velho oeste vão sendo contadas.

Além do bom roteiro, o filme se destaca também pelo excelente elenco. Astros de Hollywood da sua era de ouro estão aqui. O ator James Stewart repete seu tradicional papel de homem íntegro e honesto. Para falar a verdade ele não precisava de muito mais do que isso. Sempre carismático e correto, Stewart liderou um elenco acima da média. O mais curioso é a presença de dois jovens atores que iriam virar grandes astros nos anos que viriam: Rock Hudson e Tony Curtis. O primeiro está quase irreconhecível como um chefe Sioux. Ele atuou no filme de peruca e pintado nas cores tradicionais dos nativos americanos, algo bem fora dos padrões de sua carreira. Já Tony Curtis, muito, muito jovem, faz um soldado da cavalaria no meio de um cerco indígena. Ambos estavam em começo de carreira, tentando um lugar ao sol em Hollywood.

Na época os dois eram contratados da Universal Pictures, que tinha um quadro de treinamento de novos atores. A Universal era conhecida por realizar vários faroestes B, mas aqui caprichou um pouco mais na produção. Isso porque contava com o astro James Stewart como estrela do filme. Assim o estúdio decidiu produzir um faroeste classe A para fazer jus a ele. A empresa cinematográfica sabia do potencial das bilheterias com sua presença. E tudo isso resultou numa produção caprichada. A direção também foi entregue a um cineasta experiente. Anthony Mann foi para James Stewart o que John Ford foi para John Wayne, ou seja, uma bela parceria se firmou entre ambos ao longo dos anos. Aqui a sintonia da dupla funciona novamente. Mann, com mão firme, não deixa o filme em nenhum momento cair na banalidade. Excelente trabalho de direção. Em suma, esse é um daqueles grandes filmes de western da história de Hollywood. Um filme para se ter na coleção.

Winchester '73 (Winchester '73, Estados Unidos, 1950) Direção: Anthony Mann / Roteiro: Robert L. Richards, Borden Chase / Elenco: James Stewart, Rock Hudson, Tony Curtis, Shelley Winters, Dan Duryea / Sinopse: Lin McAdam (James Stewart) vence uma competição de tiro cujo prêmio é um rifle Winchester 73, a melhor arma da época. Após perder sua posse a arma cai nas mãos de várias pessoas ao longo do tempo. Filme indicado ao Writers Guild of America.

Pablo Aluísio.

Cine Western - Os Filhos de Katie Elder


Cine Western - Os Filhos de Katie Elder
Fotos promocionais do clássico do faroeste "Os Filhos de Katie Elder", cujoa elenco contava com John Wayne e Dean Martin. A primeira vez que assisti a esse filme foi na saudosa Sessão da Tarde, ainda nos anos 80.

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Cine Western - Roy Bean: O Homem da Lei

O filme conta a história real de Roy Bean (Paul Newman), um pistoleiro e ladrão, que chegou numa região remota do Texas. Na ausência de qualquer lei ou autoridade judicial no local, o bandoleiro resolveu se auto intitular "juiz" e começou a impor aos moradores locais sua inusitada versão da lei e da ordem. A história do filme foi baseada na vida real do juiz Roy Bean, um fora da lei que chegou numa região inóspita do Texas, depois do Rio Pacos (considerado a fronteira entre o mundo civilizado e a terra sem lei) e lá se auto proclamou "juiz" mandando os foras da lei para a forca, sem nem pensar duas vezes. De posse de um velho livro empoeirado de direito que ele nunca leu na verdade (pois era praticamente analfabeto e cego de um olho), o velho bandoleiro trouxe sua visão muito particular de justiça a todos os que cruzaram seu caminho.

O cineasta John Huston mais uma vez se mostrou genial na direção desse western, isso porque ao longo de todo o filme ele imprime um tom de fino humor negro e ironia que caiu muito bem na bizarra história. Já Paul Newman estava totalmente à vontade no papel e deu show ao interpretar o personagem principal. Seguro de si, cínico, o ator dominou todas as cenas, mesmo quando contracenou com o ótimo elenco de apoio, com direito a participação especial do próprio John Huston, interpretando um caçador de ursos que chega na distante localidade. Por essa época de sua carreira Paul Newman procurava por personagens mais ousados, que fugissem do habitual. Ele, por exemplo, jamais faria um faroeste convencional, como os que eram produzidos na era de ouro do gênero. O ator procurava mesmo por maiores desafios.

Depois que vi o filme ficou a curiosidade de saber mais sobre o verdadeiro Roy Bean. Para minha surpresa descobri que seu saloon (que era também o seu tribunal improvisado) ainda existe no Texas e virou ponto turístico. Seu nome é bem reverenciado naquele Estado e ele goza de uma reputação de fazer inveja a outros grandes nomes do western como Billy The Kid e Jesse James. Talvez por representar a famosa "justiça pelas próprias mãos", Roy Bean acabou virando um símbolo de uma era há muito perdida. Mesmo que sua decisões fossem absurdas e sem qualquer ligação com as leis reais, ele foi visto na época (e hoje em dia também por alguns) como alguém que tentou impor justiça em uma terra sem lei, marcada pelo crime, violência e pela injustiça sem limites. Se você gosta da história do faroeste americano e seus personagens, então o filme é obrigatório. Esse Roy Bean foi mesmo uma figura histórica mais do que curiosa.

Roy Bean - O Homem da Lei (The Life and Times of Judge Roy Bean, Estados Unidos, 1972) Direção: John Huston / Roteiro: John Milius baseado no livro de C.L. Sonnichsen / Elenco: Paul Newman, Ava Gardner, Roy Jenson / Sinopse: Filme baseado em fatos históricos reais. No velho oeste um ladrão e pistoleiro chamado Roy Bean (Paul Newman) chega numa região selvagem do Texas. Por lá não existia nem lei e nem ordem. Assim o velho Roy resolve assumir a figura de carrasco e juiz, mandando para a morte todos aqueles que cruzavam seu caminho. Filme indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Música Original ("Marmalade, Molasses & Honey" de Maurice Jarre, Alan Bergman e Marilyn Bergman).

Pablo Aluísio. 


Cine Western - Charlton Heston, Robert Duvall


domingo, 16 de abril de 2006

Cine Western - Daniel Boone (personagem histórico)


Cine Western - Daniel Boone (personagem histórico)
Daniel Boone foi um dos mais célebres desbravadores da história dos Estados Unidos, nascido em 1734 na Pensilvânia e conhecido por sua atuação decisiva na expansão para o oeste durante o século XVIII. Explorador, caçador e pioneiro, Boone destacou-se principalmente por abrir a famosa trilha através do Cumberland Gap, uma passagem natural nos Montes Apalaches que facilitou a migração de milhares de colonos rumo ao território de Kentucky. Sua vida foi marcada por constantes confrontos com povos indígenas, bem como por longas expedições em regiões ainda pouco conhecidas pelos europeus. Apesar de muitas vezes romantizado como um herói lendário, Boone também enfrentou dificuldades financeiras e perdeu terras devido a questões legais. Sua habilidade de sobrevivência na natureza e seu conhecimento do território o tornaram uma figura respeitada entre colonos e adversários. Ao longo dos anos, sua imagem foi incorporada ao imaginário popular como símbolo do espírito aventureiro e da conquista da fronteira americana. Daniel Boone faleceu em 1820, deixando um legado duradouro na formação dos Estados Unidos e na cultura do país.

Cine Western - Billy The Kid

Billy the Kid foi uma das figuras mais famosas e lendárias do Velho Oeste dos Estados Unidos, tornando-se símbolo da juventude rebelde, dos pistoleiros e da violência da fronteira americana no século XIX. Seu verdadeiro nome provavelmente era Henry McCarty, embora também tenha usado os nomes William H. Bonney e Kid Antrim ao longo da vida. Nascido por volta de 1859, Billy viveu uma infância difícil marcada pela pobreza, pela perda precoce da mãe e pela vida errante em cidades do oeste americano. Ainda muito jovem, acabou entrando no mundo do crime, tornando-se ladrão de gado, fugitivo e pistoleiro.

Billy the Kid ganhou notoriedade principalmente durante a chamada Guerra do Condado de Lincoln, ocorrida no território do Novo México no final da década de 1870. O conflito envolvia disputas econômicas, políticas e comerciais entre grupos rivais da região, e Billy acabou lutando ao lado do grupo conhecido como “The Regulators”. Durante esse período, participou de diversos confrontos armados e passou a construir sua fama de pistoleiro rápido e perigoso. Sua habilidade com armas e sua aparência jovem ajudaram a criar uma aura quase romântica em torno de sua figura.

As autoridades da época responsabilizaram Billy the Kid por diversos assassinatos, embora o número exato de mortes atribuídas a ele continue sendo motivo de debate entre historiadores. A lenda popular afirmava que ele teria matado 21 homens, um para cada ano de vida, mas muitos especialistas acreditam que esse número foi bastante exagerado ao longo do tempo. Ainda assim, Billy tornou-se um dos criminosos mais procurados do oeste americano, perseguido pelo famoso xerife Pat Garrett. Em 1880, Garrett conseguiu capturá-lo após longa perseguição.

Mesmo preso e condenado à morte, Billy the Kid conseguiu realizar uma das fugas mais famosas da história do Velho Oeste. Durante sua tentativa de escapar da prisão em 1881, matou dois guardas e fugiu montado a cavalo, aumentando ainda mais sua fama lendária. Poucos meses depois, porém, Pat Garrett localizou Billy em Fort Sumner, no Novo México. Em julho de 1881, Billy the Kid foi morto a tiros pelo xerife, encerrando sua curta trajetória aos cerca de 21 anos de idade.

Após sua morte, Billy the Kid transformou-se em um dos maiores mitos da cultura popular americana. Livros, filmes, séries e canções ajudaram a criar a imagem do jovem fora-da-lei carismático e rebelde, muitas vezes retratado mais como anti-herói do que como criminoso. Produções como Pat Garrett & Billy the Kid e Os Jovens Pistoleiros contribuíram para eternizar sua história no cinema western. Sua figura tornou-se símbolo da liberdade selvagem e da violência do Velho Oeste americano.

Até hoje, Billy the Kid permanece como um dos personagens mais famosos da história do faroeste. Sua vida curta, cercada de mistério, fugas, perseguições e confrontos armados, ajudou a construir uma das maiores lendas da fronteira americana. Embora seja difícil separar completamente os fatos da ficção em sua trajetória, não há dúvida de que Billy the Kid ocupa lugar central no imaginário popular sobre o Velho Oeste e continua fascinando historiadores, escritores e fãs de western em todo o mundo.

sábado, 15 de abril de 2006

Cine Western - Daniel Boone


Daniel Boone
Todos os fãs de western conhecem a série "Daniel Boone" que ficou em exibição na TV americana entre os anos de 1964 a 1970. Interpretado pelo ator Fess Parker em seis longas temporadas, o chamado herói da fronteira ganhou popularidade e fama. O que poucos sabem é que Boone já era por essa época um personagem veterano nas telas. Desde o cinema mudo ele já vinha sendo explorado em filmes de aventura pela nascente indústria cinematográfica. Em 1907 surgiu o primeiro filme, "Daniel Boone, O Pioneiro da América" onde o famoso aventureiro do velho oeste era interpretado pelo ator William Craven. O filme fez tanto sucesso de bilheteria que em 1911 haveria um novo filme mudo, "Daniel Boone's Bravery". Dessa primeira fase três filmes se destacam: "In the Days of Daniel Boone" (1923), "Daniel Boone" (1923) e "Daniel Boone Thru the Wilderness" onde o personagem foi interpretado pelos atores Charles Brinley,  Elmer Grandin e Roy Stewart, respectivamente. Na década de 1950 vários filmes voltariam a trazer Boone de volta às telas. Esses filmes tinham boa produção e roteiros mais bem caprichados que os filmes pioneiros. "O Jovem Daniel Boone" de 1950 buscava as origens do herói, mostrando seus primeiros anos. Já "Daniel Boone, O Selvagem (Alma de Bandeirante)" trazia o galã Bruce Bennett no papel principal. Na década de 1960 o estúdio de Walt Disney comprou os direitos autorais do personagem e o transformou em um herói romântico infanto juvenil. O popular programa televisivo "Disneylândia" utilizou Boone em diversos episódios, sempre o retratando como um herói simpático e amigo dos jovens e animais. Em 1966 o ator Fess Parker fez sua primeira aparição como Boone no filme "Daniel Boone - A Conquista do Kentucky" e a partir daí jamais deixaria o personagem, unindo sua imagem a de Boone até o fim de sua carreira, de forma definitiva.

Pablo Aluísio.

Cine Western - Randolph Scott


Randolph Scott
Outro grande ídolo dos filmes de faroeste na mesma época em que John Wayne alcançava os maiores picos de sucesso de sua carreira. Ambos inclusive chegaram a trabalhar juntos e eram amigos, sempre com animados encontros pelos estúdios em Hollywood. Em fins dos anos 1940 Scott resolveu ele próprio produzir seus filmes, abrindo sua própria produtora. O sucesso de suas fitas de cowboy logo o tornaram um homem rico e bem sucedido. Mirando em seu exemplo John Wayne começou a seguir pelo mesmo caminho. Nos anos 60 começou a também produzir seus western e na década seguinte se tornou o único produtor de seus filmes.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Cine Western - John Wayne - Metade Cowboy


John Wayne - Metade Cowboy
Curiosa foto tirada do astro de filmes de western John Wayne. Ele foi procurado pelo estúdio para refilmar algumas poucas cenas em close up. Como Wayne estava de férias, curtindo uma piscina, ele nem se deu ao trabalho de se vestir completamente de cowboy. Em trajes de banho, com a metade do figurino de cowboy, o ator finalmente filmou suas cenas de câmera fechada em seu rosto. Coisas de Hollywood.

Pablo Aluísio.

Cine Western - No Tempo das Diligências


John Wayne - No Tempo das Diligências
Na foto John Wayne em cena clássica do faroeste No Tempo das Diligências (Stagecoach, EUA, 1939), com direção de John Ford. Esse filme foi um divisor de águas na carreira de Wayne. A parceria com o grande mestre John Ford iria mudar os rumos de sua filmografia para sempre. Foi a primeira vez que ambos trabalharam juntos e também a primeira experiência do diretor com o cinema falado, já que até aquele momento ele só tinha dirigido filmes mudos. John Ford ficou encantando com o cenário do Monument Valley e seu impacto na tela - algo que realmente impressiona até os dias atuais. Nessa mesma paisagem do Arizona ele ainda filmaria vários clássicos nos anos que viriam como Paixão dos Fortes (1946), Sangue de Heróis (1948), Legião Invencível (1949), Caravana de Bravos (1950), Rio Bravo (1950), Rastros de Ódio (1956), Audazes e Malditos (1960) e seu último western, Crepúsculo de Uma Raça (1964). "Stagecoach" também transformou John Wayne em um dos maiores astros da história de Hollywood.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Cine Western - Rio Vermelho


Rio Vermelho
John Wayne no papel de Thomas Dunson no clássico do western americano Rio Vermelho (Red River, EUA, 1948), dirigido por Howard Hawks e Arthur Rosson. Nesse filme o ator contracenou com Montgomery Clift que interpretava o jovem cowboy Matt Garth. Wayne e Clift vinham de escolas de interpretação bem diferentes. Enquanto o velho veterano fez sua carreira praticamente toda no cinema, Clift era considerado um talentoso ator de teatro em Nova Iorque. Tendo se formado no prestigiado Actor´s Studio, ele era considerado um dos jovens mais promissores de sua geração. Apesar das diferenças ambos se deram muito bem no set de filmagem. Montgomery Clift soube respeitar a presença de Wayne e esse criou um carinho quase filial com o jovem de Nova Iorque. No final das filmagens Wayne declarou: "Esse rapaz vai longe e espero fazer novos filmes ao seu lado". Infelizmente Wayne estava certo apenas em parte. Sim, Clift faria muito sucesso em Hollywood, porém jamais voltaria a atuar ao seu lado em um filme novamente.

Pablo Aluísio. 

Cine Western - Yul Brynner / Robert Redford

 Yul Brynner no clássico "Sete Homens e um Destino". O ator era nascido na distante Vladivostok. no extremo oriente do vasto império russo. Ele teve um longo caminho até o sucesso em Hollywood, passando antes por muitos países europeus, o que lhe proporcionou ter acesso a várias culturas diferentes. O astro inclusive falava muitas línguas e era uma pessoa extremamente culta. Morreu de um agressivo e fulminante câncer de pulmão em 1985. Antes de falecer porém fez questão de gravar um vídeo alertando as novas gerações para os riscos do cigarro.

Robert Redford descansa um pouco no set de filmagens do clássico "Butch Cassidy and the Sundance Kid" de 1969. Redford interpretava o ladrão de bancos e pistoleiro Sundance Kid enquanto seu amigo e colega Paul Newman dava vida ao parceiro Butch Cassidy. Os roteiristas se basearam na história original, mas tiveram que inovar na parte final do filme porque na verdade ninguém sabia ao certo o destino dos dois famosos criminosos. O que efetivamente aconteceu com eles, na vida real, segue sendo um mistério até os dias de hoje.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Cine Western - Brad Pitt



Cine Western - Brad Pitt
O ator Brad Pitt na pele do pistoleiro Jesse James no western "O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford". 

Pablo Aluísio. 

Cine Western - Randolph Scott

 

Cine Western - Randolph Scott 
Coleção de fotos promocionais de Hollywood para promoção dos filmes de western do ator Randolph Scott, sempre nas melhores poses de cowboy do velho oeste.

Pablo Aluísio. 

Cine Western - John Wayne


Cine Western -  John Wayne
Rara foto tirada no set de filmagens de um dos filmes com o ator John Wayne. Nem sob o sol escaldante o cowboy mais popular da sétima arte deixava de se empenhar nas cenas.

Pablo Aluísio. 

Cine Western - Os Imperdoáveis: Clint Eastwood

Os Imperdoáveis
Momentos registrados durante as filmagens do clássico do western "Os Imperdoáveis". Na foto 1 Clint Eastwood surge na pele do seu personagem Bill Munny. A chuva é torrencial e a bandeira dos Estados Unidos surge com forte simbolismo às suas costas. Na foto 2 Clint Eastwood verifica na câmera como ficará a nova tomada do filme. Finalmente na última foto vemos o astro em grande forma, durante uma das cenas viscerais desse clássico do cinema. (Pablo Aluísio)

terça-feira, 11 de abril de 2006

Cine Western - Clint Eastwood - Cry Macho

Esse é o poster do novo filme de Clint Eastwood chamado "Cry Macho: O Caminho para Redenção", ainda sem data de estreia prevista para o Brasil. O ator e diretor de 91 anos de idade disse recentemente em entrevista que não estava disposto a se aposentar, de parar de trabalhar. Ele declarou: "Ainda sou um homem saudável que adora fazer filmes. E não vou parar. Penso que devemos ser produtivos até o fim. Além disso eu não saberia o que fazer da minha vida se eu parasse de fazer filmes. Sendo bem sincero eu não sei fazer outra coisa na minha vida". Os cinéfilos, claro, agradecem a Clint por sua disposição infinita de manter o lançamento de pelo menos um filme por ano, mesmo com sua idade avançada.

Dono de sua própria companhia cinematográfica, a Malpaso, que fundou nos anos 1970, Clint se dá o luxo de bancar a produção de seus próprios filmes e de dirigi-los sempre que tem vontade. "Para fazer um filme eu conto apenas comigo mesmo. Eu faço a produção e dirijo se for necessário. Não preciso da aprovação de absolutamente ninguém nesse processo". E qual é o tema de seu novo filme "Cry Macho"? Clint interpreta um velho cowboy de rodeios que acaba encontrando em um jovem a chance de lhe ensinar grandes lições de vida. O rapaz vem de uma família cheia de problemas, com pai entregue ao alcoolismo e a mãe perdida em seus próprios problemas pessoais. Assim o velho cavaleiro de rodeios decide se tornar o mestre daquele que pode também se tornar um campeão dos rodeios e da vida. Agora é só esperar pelo lançamento de Cry Macho em nossos cinemas.

Pablo Aluísio.

Cine Western - John Wayne e James Stewart

Cine Western - John Wayne e James Stewart
Os atores John Wayne e James Stewart no filme "O Último Pistoleiro". Esse acabaria sendo o último filme da carreira de John Wayne. 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Cine Western - 10 Curiosidades sobre John Wayne Que Você Deveria Saber...

John Wayne foi um dos maiores mitos da história do cinema americano. No total realizou 162 filmes. De acordo com uma nova biografia escrita pelo autor Scott Eyman, Wayne também tinha várias outras habilidades além de matar bandidos e apaches em filmes de faroeste. Confira algumas curiosidades sobre o ator:

1. John Wayne adorava jogar xadrez
Wayne adorava jogar xadrez e após muitos anos se tornou um bom jogador. Quando estava à toa nos sets de filmagens esperando sua vez de entrar em cena, ele sempre levava seu tabuleiro de xadrez para jogar com outros atores, membros da equipe técnica, diretores ou quem quer que estivesse por perto. Certa vez fez o veterano cineasta Josef von Sternberg ficar furioso ao perder 400 dólares em uma aposta numa partida contra ele! Sobre o ator Rock Hudson chegou a declarar, brincando: "O que importa se ele é gay? Ele joga xadrez muito bem!". Já o ator Robert Mitchum confessou certa vez que Wayne, que tinha mãos enormes, às vezes trapaceava quando seu oponente ficava distraído!

2. John Wayne amava literatura
Embora posasse na tela como um cowboy durão - e muitas vezes iletrado, o ator John Wayne era bem diferente de seus personagens pois adorava ler livros. Seu autor preferido era Arthur Conan Doyle e sua autora, Agatha Christie. Wayne tinha dois livros de cabeceira, "A Companhia Branca" (1891) e "Sir Nigel" (1906). Era particularmente admirador de Charles Dickens e sempre se interessava por obras que enfocassem a Guerra dos Cem anos.

3. Wayne não gostava de seu nome de batismo
Wayne nasceu Marion Robert Morrison (em 26 de maio de 1907). Ainda jovem ganhou o apelido de Duke, por causa do cachorrinho de estimação da família que se chamava Big Duke. Seus amigos o chamavam de Little Duke e depois, com o tempo, ficou apenas Duke. Ele não se importava de ser chamado de Duke mas... Marion não era de seu agrado pois era um nome dúbio, que quase sempre era confundido com o nome de uma mulher. Mesmo assim Wayne não repelia com raiva quem lhe chamava por Marion, apenas dizia que preferia ser chamado de John, Wayne ou Duke mesmo.

4. John Wayne e John Ford estavam sempre brigando!
John Ford foi um dos maiores gênios do cinema americano mas também era um sujeito durão. Vencedor de vários prêmios apostou naquele ator grandão e meio fora de forma, John Wayne, para estrelar algumas de suas maiores obras cinematográficas. Juntos realizaram vários filmes mas a amizade parecia ser fundada numa amigável eterna provocação entre ambos. Ford estava sempre desafiando Wayne a dar o melhor de si. Certa vez estourou com ele bem em frente à equipe dizendo: "Você não sabe nem andar direito?! Pelo amor de Deus... É tão desajeitado como um hipopótamo! E o que diabos está dizendo quando abre a boca? Tem um ovo cozido dentro dela?". Wayne, muito espirituoso, sempre dava risadas de Ford nessas ocasiões. Era aquele tipo de amizade tão sincera que dava margem a esse tipo de provocação destemperada!

5. John Wayne quase se tornou um jornalista esportivo!
John Wayne nasceu no Iowa e foi estudar no Glendale Union High School, na Califórnia, onde se tornou um jogador de futebol americano muito promissor. Além de jogar bem ele também se mostrou um aluno academicamente esforçado. Procurava tirar boas notas e logo entrou na  equipe de debate do ensino médio. Não demorou muito e entrou no jornal escolar como redator - e se saiu muito bem cobrindo os jogos da equipe esportiva local. Foi justamente nessa época que Wayne pensou em se tornar jornalista, especializado na área esportiva, um sonho que nutriu por muitos anos. Era fã de esportes e nunca deixou de acompanhar os campeonatos nacionais de futebol americano, mesmo quando estava distante filmando algum western no meio do deserto.

6. John Wayne era um conservador na política
Politicamente o ator nunca escondeu suas preferências. Era conservador e membro do Partido Republicano. Isso porém não o impediu de ser grande amigo de atores liberais como Paul Newman, com quem sempre estava implicando. Já com Jane Fonda a coisa foi mais séria. Após a atriz defender a saída dos Estados Unidos do Vietnã, Wayne lhe passou um sermão publicamente dizendo que ela não era uma boa americana e nem patriótica. O pior aconteceu quando Fonda declarou que esperava que os americanos perdessem a guerra. John Wayne ficou furioso e foi aos jornais para xingá-la de "traidora comunista". Pois é, o velho Duke não estava para brincadeiras.

7. John Wayne era um homem profundamente supersticioso
Ele tinha várias manias. Queria ver o Duke sair do sério? Deixasse seu chapéu sob sua cama! Isso era imperdoável, pois para Wayne isso trazia uma tremenda má sorte - além de indiretamente significar a próprio morte do dono do chapéu! Essa era uma velha superstição mexicana que Wayne levava muito a sério! Também evitava sapatos de camurça azul, que em sua opinião lhe traziam presságios ruins. Se visse um ator em algum de seus filmes usando um sapato desses pedia que ele gentilmente fosse até o camarim para trocá-los.

8. John Wayne era um fumante inveterado!
Wayne fumava cinco maços de cigarro ao dia. Ele própria se assumia e falava que era um fumante inveterado. Chegou inclusive a fazer comerciais de cigarro na TV americana. Seu tabagismo seria sua ruína quando anos depois foi diagnosticado com um câncer no pulmão esquerdo. Um duro golpe no veterano cowboy que o levaria à morte em 1979.

9. John Wayne era um sujeito espirituoso
Apesar de sua fama de durão do velho oeste o ator era uma pessoa muito simpática no trato social. Gostava de uma boa prosa e estava sempre contando piadas aos amigos mais próximos. Quando foi premiado com o Oscar de melhor ator depois de muitos anos trabalhando em Hollywood resolveu brincar dizendo que aquele prêmio era acima de tudo fruto de uma  maravilhosa "sorte de principiante"!

10. John Wayne era bom de copo!
O ator bebeu bastante durante toda a sua vida. Ao longo dos anos acabou criando uma resistência muito forte à bebida, a ponto de sempre ficar sóbrio enquanto seus companheiros de mesa caíam de bêbados ao redor. Wayne era admirador de um bom whisky que na sua opinião deveria ser servido na temperatura natural, sem nada de gelo! Para ele um homem de verdade nunca colocava gelo em sua bebida pois isso era coisa de maricas! Mesmo quando estava filmando no deserto Wayne sempre tinha uma garrafa do mais puro whisky escocês por perto para aguentar a dureza da região. No final do dia, após as filmagens, todos iam beber no bar local, por mais precário e desarrumado que fosse! Em Hollywood dizia-se que Wayne era o único ator paréo para derrubar Richard Burton (outro famoso beberrão) em uma mesa de bar. Quando se juntavam para beber o dia todo Burton geralmente terminava o dia caindo pelo chão, enquanto Wayne ainda se mostrava firme o suficiente para um partida de dardos! O Duke era duro na queda mesmo!

Pablo Aluísio.

Cine Western - Rio Vermelho

Red River
Essa produção, um clássico do western, registrou momentos marcante sda história do cinema americano, onde duas grandes gerações de atores se encontram nas telas. Montgomery Clift e John Wayne dividiram o mesmo set no imortal "Red River" (Rio Vermelho, no Brasil). No enredo o choque de dois modos de pensar, viver e amar, tudo se passando no velho oeste dos Estados Unidos. 

O interessante é que Montgomery Clift relutou muito em aceitar o convite para atuar nesse filme. Ele se considerava acima de tudo um ator de teatro, no rico universo teatral de Nova Iorque. Na verdade não tinha muito interesse em migar para o cinema. Não gostava de Los Angeles e nem no esquema industrial de se fazer filmes na costa oeste. 

Embora tivesse respeito por John Wayne, também não considerava esse astro do cinema um bom ator. Para Clift, Wayne era apenas um tipo que fazia sucesso de bilheteria, mas não um ator de amplos recursos dramáticos. Quem acabou convencendo Clift a aceitar o papel nesse faroeste foi o diretor Elia Kazan, que disse para o jovem ator que aquela era uma oportunidade única de atuar em um filme realmente muito bom, com excelente roteiro. 

E assim, depois de semanas sem dizer sim e nem não, finalmente Montgomery Clift aceitou fazer o primeiro faroeste de sua carreira. O resto é história. Esse é considerado um dos melhores filmes de western de todos os tempos, sempre presente em listas que elegem os melhores nesse gênero cinematográfico. E acabou igualmente se tornando um dos filmes preferidos do próprio Clift que aprendeu que o cinema nem sempre era um veículo menor para grandes atores. 

Pablo Aluísio.

 


domingo, 9 de abril de 2006

Cine Western - Tom Mix

Tom Mix
Tom Mix foi o mais popular ator de filmes de western durante a era do cinema mudo. Hoje em dia ele é pouco conhecido pelos mais jovens porque o passar do tempo cobra seu preço. Porém, em seu tempo, ele era tão conhecido quanto Charles Chaplin. Enquanto Carlitos era o rei da comédia, Tom Mix era o rei do faroeste. E sua imagem era extremamente conhecida nos Estados Unidos a ponto de seus filmes chegaram ao Brasil, isso em um tempo muito remoto e primitivo da indústria cinematográfica em nosso país.

Realizando fitas para serem exibidas nas matinês, Tom Mix virou ídolo das crianças e jovens das décadas de 1910 e 1920. Ao todo estrelou incríveis 285 filmes, sendo que muitos deles se perderam no tempo infelizmente. A película dessas produções não sobreviveu ao tempo e muitas dessas fitas foram também queimadas em um grande incêndio do acervo de velhos filmes da RKO, estúdio em que Mix trabalhou em diversos faroestes. Em termos históricos foi realmente uma grande perda da história do cinema.

Tom Mix nasceu em 6 de janeiro de 1880, na pequena cidade de Mix Run, na Pennsylvania. Ele vinha de origens humildes. Seu pai era lenhador e ganhava a vida com muitas dificuldades. Sem estudo e sem maiores esperanças para o futuro, Tom Mix entrou para o exército aos 18 anos de idade. Acabou lutando numa guerra real, entre os anos de 1898 a 1901 nas Filipinas. Escapou por pouco da morte.

Após seu falecimento em 1940, aos 60 anos de idade, um autor descobriu que ele na verdade havia deserdado do exército, algo que poderia ter levado esse ex-soldado da infantaria a uma corte marcial. Porém ele conseguiu escapar disso e as autoridades militares nunca o pegaram. Ao invés disso Mix foi para Hollywood e na ensolarada Califórnia conseguiu se destacar, por saber montar bem e fazer boas cenas de ação. Acabou tendo uma carreira de sucesso, que o transformou em astro. Ele morreu feliz e rico em sua mansão, de um belo rancho localizado nos arredores da cidade de Florence, Arizona. Provavelmente rindo por ter passado a perna nos militares americanos.

Pablo Aluísio.

Cine Western - Giuliano Gemma

O ator Giuliano Gemma faleceu em outubro de 2013, aos 75 anos de idade. Na ocasião escrevi um texto sobre ele. É o texto que passo a reproduzir a seguir: "Não poderíamos deixar de homenagear aqui em nosso blog o ator Giuliano Gemma que faleceu essa semana em um trágico acidente de trânsito. Ele se notabilizou pelos diversos filmes de faroeste italiano em que atuou. Essas produções se tornaram bastante populares em nosso país durante as décadas de 1960 e 1970. Na época os cinemas não eram todos concentrados em salas de shopping center como acontece hoje em dia. Havia muitos cinemas de bairro, que passavam filmes populares, que fugiam dos circuitos comerciais das grandes distribuidoras.

Foi justamente nesses lugares que astros como Giuliano Gemma reinavam. Seus filmes baratos e de forte apelo popular levaram multidões aos cinemas brasileiros. Filmes como "O Dólar Furado", "Adeus Gringo", 'Sela de Prata", "Califórnia Adeus" e "Ringo Não Discute... Mata" se tornaram grandes campeões de bilheteria por aqui. Seu público no Brasil era formado pelo fã de faroeste europeu (em especial do cinema italiano), que desejava apenas se divertir por duas horas em um cinema de bairro da sua cidade. Assim quanto mais bala voasse pelas telas, melhor era considerado o filme. Desse modo Giuliano Gemma acabou formando sua própria massa de fãs em nosso país.

Em sua época de grande sucesso popular Giuliano Gemma era tão ou mais popular do que seu "rival" Franco Nero (o Django). Estrelando uma série de filmes de "Ringos", "Gringos" e mais uma infinidade de cowboys e pistoleiros do velho oeste ao estilo italiano de se fazer cinema, ele se tornou um chamariz e tanto de público. As produções eram geralmente rodadas na Espanha, com produção de companhias cinematográficas da Itália, pois as locações eram muito parecidas com o oeste americano. Nem precisa dizer que os filmes de baixo orçamento eram extremamente lucrativos e fizeram a fortuna de muitas produtoras da terra do Papa. Era o advento do chamado western spaghetti, um estilo que marcou época.

O curioso é que o western spaghetti, apesar de imitar o western americano, considerado o original e "legitimo", acabou atravessando fronteiras, influenciando inclusive as fitas americanas que abraçaram o realismo, os roteiros crus e as cenas de ação mais exageradas e absurdas. De repente os imitados estavam imitando os imitadores! Giuliano Gemma foi um dos grandes ídolos desse movimento. Ao todo o ator participou de 102 filmes em cinco décadas de muito trabalho. Seu visual parecido com um americano lhe rendeu participação em muitos faroestes spaghetti, até o ponto em que ele virou de fato um astro. Assim fica aqui nossa homenagem ao Giuliano Gemma que tanta diversão trouxe para o público de nosso país. Ainda falaremos muito dele por aqui, afinal os seus filmes, que não foram poucos, ainda são apreciados por fãs de faroeste. É o seu legado para a história do cinema."

Pablo Aluísio.

sábado, 8 de abril de 2006

Cine Western - General Custer e a Sétima Cavalaria

Recentemente vendo um documentário exibido pelo canal History me deparei com mais essa especulação histórica, a de que o General Custer e seus homens da Sétima Cavalaria estariam levando algum tipo de tesouro quando foram massacrados. Não existe certeza sobre isso. Historiadores apenas especulam, nada mais do que isso.

De minha parte acredito ser uma suposição um tanto forçada. Quando soldados do exército americano avançavam nos territórios do oeste dominados por nativos e guerreiros selvagens, eles levavam o mínimo possível nessas longas jornadas. No máximo carregavam suas armas e pouco dinheiro para uso pessoal, no caso de alguma emergência. Eram longas cavalgadas oeste adentro, sem nenhum luxo para os militares.

Além disso não vamos nos esquecer que os soldados estavam indo para a guerra e não a passeio. A Sétima Cavalaria contava até com relativamente poucos homens. Estima-se que eram pouco mais de 180 militares, entre oficiais e soldados de baixa patente. Todos eles levavam uma vida dura, muitas vezes se engasgando com o pó das velhas trilhas do velho oeste. O interessante é que muitos deles eram veteranos da guerra civil, entre eles o próprio Custer. Eles não estavam carregando nenhum tesouro nessas missões, mas apenas seus rifles, espadas e ferramentas típicas do exército americano da época.

O documentário do History vai para um lado, vai para o outro, mas não traz nenhuma prova consistente sobre isso. Os índios liderados por Touro Sentado e Cavalo Louco nunca afirmaram nada sobre isso. Eles louvaram os escalpos dos invasores brancos, mas não moedas de ouro que eles por ventura estivessem transportando. Não há provas históricas sobre nada do que é dito nesse programa. Assim o que sobram são apenas palavras ao vento.

Pablo Aluísio.