quarta-feira, 26 de abril de 2006
Cine Western - Gregory Peck
terça-feira, 25 de abril de 2006
O Xerife do Oeste
"O Xerife do Oeste" faz parte da última fase da carreira do ator John Wayne. É um dos últimos trabalhos do Duke. O fato é que Wayne se recusava a se aposentar pois acreditava que a aposentadoria acabaria com ele. Além disso sempre afirmava que iria trabalhar até o final de seus dias pois era a única coisa que sabia fazer na vida. Ostracismo, nem pensar. Curiosamente mesmo já envelhecido, beirando os 70 anos, o ator ainda conseguia passar carisma e prender a atenção do espectador, arrecadando boas bilheterias, isso em uma época em que o western já mostrava claros sinais de esgotamento. "O Xerife do Oeste", também conhecido como "Cahill" repete de certa forma os velhos clichês do gênero. John Wayne sabia o que o público queria dele e procurava não inventar muito. Assim ele fez questão de realizar mais um faroeste ao velho estilo, com o roteiro que poderia muito bem ter sido escrito nos anos 50. E quando digo "realizar" não é força de expressão, o filme é dele, foi produzido por seu filho, Michael Wayne, e a produção contou com dinheiro saído do próprio bolso do ator. Alguns estudiosos da carreira de John Wayne inclusive vão mais longe e afirmam que diretor apenas assinou pois foi Wayne quem realmente dirigiu as cenas.Tanto empenho pessoal valeu a pena. "Cahill" é o que eu chamo de um produto honesto. Os fãs de John Wayne receberam justamente aquilo que esperavam, ou seja, o velho cowboy ainda liquidando seus inimigos sem fazer muita força (e sem despentear a peruca impecável), um vilão asqueroso (o ótimo George Kennedy, velho companheiro de Wayne dos filmes antigos) e um pouco de humor em pequenas pitadas aqui e ali. Só não gostei muito do final, que tem um moralismo um tanto quanto questionável. Mas isso é o de menos, "O Xerife do Oeste" vale a pena, principalmente para quem quer matar saudades do antigo astro de Hollywood. A lenda do velho oeste vive!
O Xerife do Oeste (Cahill U.S. Marshal, Estados Unidos, 1973) / Direção: Andrew V. McLaglen / Com John Wayne, George Kennedy e Gary Grimes / Sinopse: De volta a sua cidade, o xerife (John Wayne) encontra dois de seus assistentes mortos num assalto e na cadeia quatro presos, entre eles seu filho, acusados de ter participado da chacina. O obstinado agente da justiça passa a perseguir um grupo de bandidos.
Pablo Aluísio.
Pistoleiros do Entardecer
Grande filme. Esse western mostra muito bem a diferença que faz um grande diretor. Veja, tinha tudo para ser mais um faroeste de rotina da carreira de Randolph Scott mas isso seria óbvio demais. Sam Peckinpah consegue reverter certas máximas do gênero ao mesmo tempo em que é respeitoso à mitologia do velho oeste. Ao contrário de usar personagens que são indiscutivelmente mocinhos ou bandidos, o diretor coloca em cena sujeitos dúbios, que transitam entre cometer crimes ou protagonizar momentos de grande honra pessoal. É o caso de Gil Westrum (o último personagem da carreira de Randolph Scott que abandonaria o cinema logo após). Gil tem como objetivo roubar o ouro que foi contratado a transportar mas como acompanhamos no desenrolar do filme esse é apenas o ponto de partida de tudo o que acontecerá nas montanhas.É bom frisar porém que a estética da violência que seria marca registrada do diretor ainda não está presente nesse filme, o que era de se esperar. Filmado na primeira metade dos anos 60 o cineasta ainda não havia levado às últimas consequências suas escolhas estéticas e cinematográficas. Mesmo assim o filme é surpreendentemente bem roteirizado, com um clímax excelente, de tirar o chapéu. No final quem melhor define a essência do filme é a personagem Elsa (interpretada pela atriz Meriette Hartley). Ela explica que sempre foi levada a crer que havia o bem e o mal absolutos na vida, mas que depois de tudo o que passou compreendeu que na vida há pessoas que transitam de um lado ao outro, em uma zona cinzenta, tal como os personagens desse western. Uma conclusão simplesmente perfeita.
Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country, Estados Unidos, 1962) / Direção: Sam Peckinpah / Roteiro:N.B. Stone Jr./ Com Randolph Scott, Joel McCrea, Mariette Hartley, Ron Starr e Edgar Buchanan / Sinopse: Um envelhecido ex-xerife, Steve Judd (Joel McCrea), é contratado para transportar uma remessa de ouro através de um território perigoso. Ele contrata um velho parceiro, Gil Westrum (Randolph Scott), e seu protegido, o jovem Heck Longtre (Ron Starr), para ajudá-lo. Porém Steve não imagina que Gil e Heck planejam roubar o ouro, com ou sem a ajuda dele.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 24 de abril de 2006
Jamais Foram Vencidos
Realmente era bem complicado unir duas gerações tão diferentes em um mesmo filme. Por isso o convite de estrelar um western ao lado do mito John Wayne veio bem a calhar naquele momento de sua vida. O filme em si era interessante e mostrava um oficial confederado (Hudson) que não aceitava a derrota de seu amado sul durante a guerra civil americana. Tão transtornado ficara com a perda da guerra que em um ato de profunda indignação resolve queimar sua propriedade, juntar tudo o que tinha e rumar para o México com a esperança de começar uma nova vida. Impossível não fazer uma analogia sutil com a própria carreira de Rock Hudson. Tal como o personagem de seu filme ele naquele momento era coisa do passado e deveria rumar para um novo destino. E tal como o sulista ferido ele realmente em pouco tempo deixaria o seu passado para trás (o cinema) e trilharia um novo caminho na carreira ao estrelar uma série de TV, em busca de um novo recomeço. Nunca o ditado "A Vida Imita a Arte" foi tão bem aplicado como nesse caso.
Jamais Foram Vencidos / Nunca Foram Vencidos (The Undefeated, Estados Unidos, 1969) / Direção de Andrew V. McLaglen / Roteiro de James Lee Barrett e Stanley Hough / Elenco: Rock Hudson, John Wayne, Ben Johnson e Tony Aguilar / Sinopse: Após a Guerra Civil americana graduado oficial confederado procura recomeçar sua vida em meio a um clima hostil e selvagem.
Pablo Aluísio.
O Homem do Rifle
Título Original: The Rifleman
Ano de Produção: 1958 - 1963
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Joseph H. Lewis, Arnold Laven
Roteiro: Ed Adamson, Skippy Adelman
Elenco: Chuck Connors, Johnny Crawford, Paul Fix, Joe Benson, Patricia Blair, Harlan Warde
Sinopse:
Lucas McCain (Chuck Connors) é um viúvo que toca seu rancho ao lado de seu jovem filho. Dono de uma ética e um senso de responsabilidade fora do comum, ele tenta passar para o garoto os mais altos valores de uma vida de trabalho e honestidade no campo. Conhecido na região como homem bom e íntegro, ele resolve modificar um velho rifle Winchester, adicionando maior velocidade de disparo. Algo necessário naqueles tempos perigosos e conflitantes.
Comentários:
O universo das séries televisivas de faroeste nos Estados Unidos foi muito vasto e rico. Infelizmente poucas dessas séries foram exibidas no Brasil em decorrência do nosso atraso tecnológico. Veja o caso desse "The Rifleman". No total foram quase 170 episódios em cinco longas temporadas. O seriado, mostrando a vida de um rancheiro e seu filho, logo caiu no gosto do público americano mas no Brasil passou em brancas nuvens. Apenas com o lançamento das três primeiras temporadas em DVD é que o fã de western de nosso país poderá curtir um pouco do que foi essa série. É tudo muito cativante e nostálgico, explorando bem a vida rural americana no século XIX. Lutando contra as forças da natureza e perigos de toda ordem (como ataques de tribos indígenas selvagens) esses pioneiros conseguiram construir aquela grande nação praticamente apenas com o esforço de seu trabalho pessoal. O sucesso de audiência acabou transformando Chuck Connors em um rosto conhecido e ele tentaria passar para o mundo do cinema mas sem o mesmo êxito. Assim deixamos a dica para conhecer mais esse interessante seriado sobre a vida no velho oeste. Certamente você irá gostar.
Pablo Aluísio.
domingo, 23 de abril de 2006
O Oeste Selvagem
Em "Buffalo Bill and the Indians", somos levados a conhecer um período bem interessante da vida de Bill, quando ele contratou um mito de verdade do velho oeste para estrelar seu show, o cacique Touro Sentado, famoso por seus feitos contra o exército americano. As cenas em que ambos contracenam mostram verdadeiros duelos entre o personagem de ficção auto inventado e o homem que realmente vivenciou toda a luta pela conquista do oeste selvagem (Touro Sentado). O farsante e o real em lados opostos. Enquanto um vive de contar mentiras sobre si mesmo o outro tenta apenas sobreviver com o pouco de dignidade que ainda lhe resta e de quebra tenta ajudar seu povo, nessa altura da história completamente subjugado pelos brancos. O choque entre a dura realidade e a mais pura fantasia escapista é o grande mérito dessa brilhante e ácida crítica em cima da construção de mitos irreais, que é bem típica da sociedade consumista e vazia dos norte-americanos.
Paul Newman na pele do deslumbrado ídolo está perfeito, numa daquelas atuações que dificilmente esquecemos. A própria surrealidade do cotidiano de Bill (que gostava de namorar cantoras de óperas fracassadas), reforça e torna ainda mais forte sua caracterização. Por fim temos uma participação extremamente inspiradora do grande mito Burt Lancaster. Fazendo o papel de uma pessoa do passado de Bill (que obviamente conhece todas as suas invencionices), Lancaster empresta uma dignidade ímpar a essa película. Sem dúvida Buffalo Bill and the Indians é um excelente filme que nos leva a pensar em vários temas relevantes, como a própria destruição da cultura indígena e a dignidade desse povo que foi massacrado impiedosamente pelos colonos americanos. Um libero que merece ser conhecido por todos.
O Oeste Selvagem (Buffalo Bill and the Indians, Estados Unidos, 1976) Direção: Robert Altman / Roteiro: Arthur Kopit e Alan Rudolph / Elenco: Paul Newman, Harvey Keitel, Geraldine Chaplin, Burt Lancaster, Joel Grey, Kevin McCarthy, Allan F. Nicholls / Sinopse: Buffalo Bill (Paul Newman) é um empresário circense que contrata o lendário Touro Sentado para fazer parte de seu show itinerante. Assim ele parte rumo ao interior dos Estados Unidos para mostrar seu novo espetáculo sensacional sobre o velho oeste selvagem. Filme premiado no Berlin International Film Festival.
Pablo Aluísio.
Rio Lobo
John Wayne está perfeito em sua caracterização de eterno justiceiro do velho oeste. O elenco de apoio também é muito bom, com destaque para o "Tarzan" Mike Henry, que havia largado o papel do Rei das Selvas após sofrer um ataque de um macaco em fúria nos sets de filmagem. Curioso notar que o filme é da fase final da carreira do astro, já entrando na década de 70 e os velhos filmes de cowboy já eram considerados fora de moda por essa época. Mero detalhe. Em nenhum momento sentimos que o filme esteja datado ou ultrapassado, nada disso, ele é brilhantemente fotografado, com ótimas tomadas externas. Não poderia ser diferente, "Rio Lobo" foi dirigido pelo ótimo e lendário diretor Howard Hawks, o mesmo que colecionou tantos momentos inspirados ao lado de John Wayne em sua carreira, como por exemplo, os eternos clássicos "Rio Bravo", "El Dorado" e até o simpático "Hatari!". Howard inclusive costumava transitar bem em todos os gêneros, dos épicos às comédias de costumes como bem podemos conferir no delicioso filme estrelado pela eterna Marilyn Monroe, "Os Homens Preferem as Loiras".
Rio Lobo foi a última parceria entre John Wayne e Howard Hawks e posso dizer que a despedida foi à altura do talento dos dois. Ambos morreriam na segunda metade dos anos 70 (Hawks em 1977 e Wayne em 1979) e deixariam muitas saudades nos amantes dos velhos westerns. Definitivamente a velha escola do gênero não sobreviveria a essa década, pois nos anos 80 os filmes de faroeste iriam cair em um injusto ostracismo, com meros lampejos de sobrevida em filmes como Silverado e similares. Recentemente assisti novamente ao último filme de John Wayne, chamado providencialmente de "O último pistoleiro" e fiquei realmente triste. Os heróis ao estilo de Wayne, durões, certos em suas opiniões, inabaláveis em suas convicções, com extrema força moral, deixaram definitivamente de existir. Em seu lugar surgiram atores que representavam vulnerabilidade, dúvida, incerteza moral. John Wayne, o símbolo máximo do velho oeste deixou saudades. Ainda bem que sempre poderemos relembrar essa grande fase dourada de Hollywood pela extensa fimografia que ele nos legou.
Rio Lobo (Rio Lobo, Estados Unidos, 1970) Estúdio: Twentieth Century Fox / Direção: Howard Hawks / Roteiro de Burton Wohl e Leigh Brackett / Elenco: John Wayne, Jorge Rivero, Mike Henry, Jennifer O'Neill, Christopher Mitchum, Susana Dosamantes / Sinopse: Após a guerra civil americana um Coronel do exército americano chamado Cord McNally (John Wayne) parte em busca do paradeiro de um traidor de guerra.
Pablo Aluísio.
sábado, 22 de abril de 2006
Sangue em Sonora
Na década de 1960 Brando teve que enfrentar uma incrível série de contratempos. Suas ex-esposas o processaram, a guarda de seus filhos exigia que o ator desembolsasse somas cada vez maiores para pagar os advogados e sua querida ilha Tetiroa só lhe trazia prejuízos. Mal conseguia construir seu hotel um furacão vinha e destruía com tudo. O ator pretendia transformar o local em ponto turístico ambiental mas jamais concretizou seus planos por causa da irascível natureza da região. Assim, atolado com muitas dívidas, Marlon Brando se dispôs a se deslocar para uma locação de díficil acesso para começar as filmagens desse faroeste.
Em seu livro Brando recordou que ficou surpreso ao chegar lá e saber que tinha sido o mesmo local onde John Wayne havia filmado um conhecido western na era de ouro do cinema. O problema era que o local ficava muito próximo de uma base americana de testes nucleares. Para Brando muito provavelmente foi nesse local que John Wayne teria sido contaminado por depósitos de lixo nuclear (urânio), o que teria sido decisivo para o desenvolvimento do câncer que vitimaria o veterano ator anos depois. Brando afirmaria depois: "Não deixava de ser uma ironia o fato do grande defensor da indústria armamentista nuclear norte-americana ter sido morto justamente por ter sido contaminado por seu lixo deixado no local". Não era novidade para ninguém que ambos os atores se detestavam na vida pessoal, pois Brando era um típico liberal enquanto John Wayne era um defensor ferrenho dos ideais do partido Republicano, símbolo do conservadorismo nos Estados Unidos.
Deixando de lado todos esses problemas de egos tão comuns nos grandes atores de cinema, vamos ao filme em si. Como afirmei antes o filme tem uma estrutura comum e simples. O diretor Sidney J Furie não quis arriscar muito, até porque na época não passava de um novato com poucos filmes significantes no currículo. Trabalhar com Marlon Brando também não era nada fácil, pois o ator tinha um histórico de problemas com diretores nos sets de filmagens. A sorte de Furie foi que na ocasião Brando estava envolvido em tantos problemas pessoais que simplesmente não quis infernizar ainda mais sua vida com confusões de bastidores no set de filmagens.
Assim os trabalhos transcorreram sem grandes incidentes, tudo resultando em um filme que é um bom western, embora muito longe do que se esperaria de um gênio da atuação como Brando. Na realidade só existem dois bons momentos para Brando em toda a (curta) duração do filme. A cena inicial do filme, por exemplo, com Brando na Igreja, gera bons momentos ao roteiro, porém a melhor parte acontece depois quando Brando enfrenta o vilão Chuy Medina (interpretado por um irreconhecível John Saxon) na taberna. A queda de braço com escorpiões realmente foi uma excelente idéia, que casou muito bem com a proposta do filme que no fundo não passava de um Western de rotina com altas doses de Tequila. "Sangue em Sonora" não é nem de longe o mais brilhante momento do mito Brando nas telas nos anos 1960, mas mantém o interesse e diverte, o que no final é o que realmente importa.
Sangue em Sonora (The Appaloosa, Estados Unidos, 1966) Direção: Sidney J. Furie / Roteiro: James Bridges, Roland Kibbee / Elenco: Marlon Brando, Anjanette Comen, John Saxon / Sinopse: Matt Fletcher (Marlon Brando) chega em uma cidade perdida na fronteira entre EUA e México. Lá pretende encontrar com um amigo do passado que agora está casado e com família. Os eventos porém se interpõe em seu caminho o lançando em uma luta de proporções gigantescas com bandoleiros e patifes que infestam a região. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (John Saxon).
Pablo Aluísio.
Cine Western - Kevin Costner
sexta-feira, 21 de abril de 2006
Cine Western - Stella Stevens
Cine Western - Robert Mitchum
O ator Robert Mitchum em foto promocional para o clássico do western "El Dorado". Bem humorado costumava brincar sobre seus filmes e suas atuações ao dizer: "Eu usei a mesma roupa e o mesmo dialogo durante seis anos. Só trocava o título do filme e a mocinha" Uma frase divertida mais pouco condizente com a realidade pois ao longo de uma produtiva carreira Mitchum estrelou alguns dos maiores clássicos do cinema americano, incluindo muitos filmes de western.
Ele também trabalhou ao lado de Marilyn Monroe em seu primeiro e único faroeste. Na ocasião o ator tentou uma aproximação romântica com a famosa atriz, mas logo entendeu que iria ser complicado, já que o marido da loira sensual também participava das filmagens. Mesmo de longe, ficava o tempo todo de olho na esposa.
Em suas memórias, o ator relembrou que enquanto ele, Marilyn e os demais membros da equipe de filmagem trabalhavam, Joe DiMaggio ficava pescando nas redondezas, sempre cercado de um grupo de puxa-sacos profissionais. Todos italianos de Nova Iorque, contratados para basicamente rirem das piadas sem graça do maridão de Marilyn Monroe. Ele nunca simpatizou com Joe e ele sabia disso.
Outro fato que surpreendeu Mitchum foi o fato de que "Marilyn era boa de copo", sempre sentando com os homens do filme, bebendo de madrugada até cair de bêbada. "Essa garota não era brincadeira!" - brincou o astro do passado. No final de uma dessas noites Robert brincou e disse para Marilyn: "Ei, porque não vamos brincar só nós dois ali no escuro?". Marilyn riu e para desapontamento de Mitchum recusou o convite assanhadinho. Dono de uma extensa lista de conquistas, Mitchum não conseguiu levar Marilyn para a cama.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 20 de abril de 2006
Cine Western - John Wayne
Cavalgada Trágica
"Cavalgada Trágica" é um dos melhores westerns da carreira de Randolph Scott. Não é de se admirar já que aqui temos novamente Scott dirigido pelo ótimo cineasta Budd Boetticher. O diferencial de Budd para outros diretores de faroestes é que ele tinha profundo respeito pela mitologia do gênero. Admirador do estilo de vida do velho oeste o diretor tirava o máximo de roteiros que em essência eram simples. Esse é um exemplo típico. No filme Randolph Scott interpreta Jefferson Cody, um ex veterano das guerras indígenas que dedica sua vida em uma busca desesperada. Sua esposa há muito fora raptada por tribos Comanches hostis e assim Scott percorre os territórios indígenas na esperança de um dia encontrá-la. Numa dessas buscas acaba libertando a jovem e bela Nancy (Nancy Lowe) cujo marido ofereceu uma recompensa de 5 mil dólares para seu resgate. Claro que com tanto dinheiro em jogo vários caçadores de recompensas sairiam em seu encalço. É justamente isso que motiva Ben (Claude Atkins) e seu bando que querem colocar as mãos na mulher para receberem eles próprios sua recompensa.Todos os ingredientes que fizeram a fama de Scott no cinema estão lá: o cavaleiro errante, a busca pelo ente querido, as tribos Comanches sedentas por sangue e os bandoleiros com más intenções. A locação é de rara beleza, rochedos de forte impacto na tela, localizados em Alabama Hills em Lone Pine, Califórnia. Além disso o diretor Budd Boetticher capricha no desenvolvimento psicológico dos personagens e no clima de tensão entre eles. O desfecho é brilhante, se tornando mais um dos grandes trabalhos da dupla Scott / Boetticher. Juntos realizaram alguns dos faroestes mais elegantes da história do cinema americano. A cena final com Randolph Scott e o por do sol ao longe, cavalgando nas pradarias é marcante, um momento único, difícil de se esquecer depois.
Cavalgada Trágica (Comanche Station, Estados Unidos, 1960) Direção: Budd Boetticher / Roteiro: Burt Kennedy / Elenco: Randolph Scott, Nancy Lowe, Claude Atkins / Sinopse: No filme Randolph Scott interpreta Jefferson Cody, um ex veterano da guerras indígenas que dedica sua vida em uma busca desesperada. Sua esposa há muito fora raptada por tribos Comanches hostis e assim Scott percorre os territórios indígenas na esperança de um dia encontrá-la. Numa dessas buscas acaba libertando a jovem e bela Nancy (Nancy Lowe) cujo marido ofereceu uma recompensa de 5 mil dólares para seu resgate.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 19 de abril de 2006
Sete Homens e Um Destino
Moradores de um pacato vilarejo mexicano pedem ajuda a um grupo de pistoleiros liderados por Chris (Yul Brynner) e Vin (Steve McQueen) para que os protejam do terrível bando de bandidos e assassinos do pistoleiro Calvera (Eli Wallach). Refilmagem americana do filme "Os Sete Samurais" de Akira Kurosawa. Uma das grandes ideias dos roteiristas foi transpor a estória para o velho oeste, pois essa é a verdadeira mitologia americana. Saem os samurais e entram os pistoleiros e cowboys do filme. Nada mais adequado. Mas não foi apenas por essa adaptação que a produção se tornou um clássico. Provavelmente esse seja o western com a mais lembrada e famosa música tema da história do cinema. Muito evocativa e tocada várias vezes ao longo do filme em diversas versões diferentes logo fica claro porque se tornou um marco no estilo. Elmer Bernstein era realmente um grande compositor como bem demonstrado aqui. Basta a música tocar para o espectador entrar imediatamente no clima do gênero western.Outro ponto muito forte de "The Magnificent Seven" é seu elenco acima da média, liderado pelos carismas de Yul Brynner e Steve McQueen, ambos estrelas em ascensão em Hollywood na época. Os sete pistoleiros contratados para defender a pequena vila são variações do velho mito do cavalheiro solitário e errante (como bem resume uma cena em que eles discutem sobre os prós e contras da vida que levam). O elenco de apoio é excepcionalmente bom, com destaque para Charles Bronson (ainda em sua fase de coadjuvante), Robert Vaughn (que iria virar astro da TV anos depois) e James Coburn (um dos atores que melhor personificou pistoleiros em filmes de faroeste). Produzido pela Mirisch cia, a produção não é muito rica (essa empresa era especializada em fitas B que depois eram distribuídas pelos grandes estúdios como Universal e MGM) mas esse pequeno detalhe não compromete o filme em nenhum momento. Já a direção do veterano John Sturges é eficiente (embora um corte na duração final cairia bem). De qualquer forma não há como negar que para quem gosta de western esse é sem dúvida um filme obrigatório.
Sete Homens e Um Destino (The Magnificent Seven, Estados Unidos, 1960) Direção: John Sturges / Roteiro: William Roberts / Musica: Elmer Bernstein / Elenco: Steve McQueen, Yul Brynner, Charles Bronson, Eli Wallach, Robert Vaughn, James Coburn / Sinopse: Moradores de um pacata vilarejo mexicano pedem ajuda a um grupo de pistoleiros liderados por Chris (Yul Brynner) e Vin (Steve McQueen) para que os protejam do terrível bando de bandidos e assassinos do pistoleiro Calvera (Eli Wallach).
Pablo Aluísio.
Cine Western - Paul Newman, Glenn Ford
terça-feira, 18 de abril de 2006
Winchester '73
Além do bom roteiro, o filme se destaca também pelo excelente elenco. Astros de Hollywood da sua era de ouro estão aqui. O ator James Stewart repete seu tradicional papel de homem íntegro e honesto. Para falar a verdade ele não precisava de muito mais do que isso. Sempre carismático e correto, Stewart liderou um elenco acima da média. O mais curioso é a presença de dois jovens atores que iriam virar grandes astros nos anos que viriam: Rock Hudson e Tony Curtis. O primeiro está quase irreconhecível como um chefe Sioux. Ele atuou no filme de peruca e pintado nas cores tradicionais dos nativos americanos, algo bem fora dos padrões de sua carreira. Já Tony Curtis, muito, muito jovem, faz um soldado da cavalaria no meio de um cerco indígena. Ambos estavam em começo de carreira, tentando um lugar ao sol em Hollywood.
Na época os dois eram contratados da Universal Pictures, que tinha um quadro de treinamento de novos atores. A Universal era conhecida por realizar vários faroestes B, mas aqui caprichou um pouco mais na produção. Isso porque contava com o astro James Stewart como estrela do filme. Assim o estúdio decidiu produzir um faroeste classe A para fazer jus a ele. A empresa cinematográfica sabia do potencial das bilheterias com sua presença. E tudo isso resultou numa produção caprichada. A direção também foi entregue a um cineasta experiente. Anthony Mann foi para James Stewart o que John Ford foi para John Wayne, ou seja, uma bela parceria se firmou entre ambos ao longo dos anos. Aqui a sintonia da dupla funciona novamente. Mann, com mão firme, não deixa o filme em nenhum momento cair na banalidade. Excelente trabalho de direção. Em suma, esse é um daqueles grandes filmes de western da história de Hollywood. Um filme para se ter na coleção.
Winchester '73 (Winchester '73, Estados Unidos, 1950) Direção: Anthony Mann / Roteiro: Robert L. Richards, Borden Chase / Elenco: James Stewart, Rock Hudson, Tony Curtis, Shelley Winters, Dan Duryea / Sinopse: Lin McAdam (James Stewart) vence uma competição de tiro cujo prêmio é um rifle Winchester 73, a melhor arma da época. Após perder sua posse a arma cai nas mãos de várias pessoas ao longo do tempo. Filme indicado ao Writers Guild of America.
Pablo Aluísio.
Cine Western - Os Filhos de Katie Elder
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Roy Bean: O Homem da Lei
O cineasta John Huston mais uma vez se mostrou genial na direção desse western, isso porque ao longo de todo o filme ele imprime um tom de fino humor negro e ironia que caiu muito bem na bizarra história. Já Paul Newman estava totalmente à vontade no papel e deu show ao interpretar o personagem principal. Seguro de si, cínico, o ator dominou todas as cenas, mesmo quando contracenou com o ótimo elenco de apoio, com direito a participação especial do próprio John Huston, interpretando um caçador de ursos que chega na distante localidade. Por essa época de sua carreira Paul Newman procurava por personagens mais ousados, que fugissem do habitual. Ele, por exemplo, jamais faria um faroeste convencional, como os que eram produzidos na era de ouro do gênero. O ator procurava mesmo por maiores desafios.
Depois que vi o filme ficou a curiosidade de saber mais sobre o verdadeiro Roy Bean. Para minha surpresa descobri que seu saloon (que era também o seu tribunal improvisado) ainda existe no Texas e virou ponto turístico. Seu nome é bem reverenciado naquele Estado e ele goza de uma reputação de fazer inveja a outros grandes nomes do western como Billy The Kid e Jesse James. Talvez por representar a famosa "justiça pelas próprias mãos", Roy Bean acabou virando um símbolo de uma era há muito perdida. Mesmo que sua decisões fossem absurdas e sem qualquer ligação com as leis reais, ele foi visto na época (e hoje em dia também por alguns) como alguém que tentou impor justiça em uma terra sem lei, marcada pelo crime, violência e pela injustiça sem limites. Se você gosta da história do faroeste americano e seus personagens, então o filme é obrigatório. Esse Roy Bean foi mesmo uma figura histórica mais do que curiosa.
Roy Bean - O Homem da Lei (The Life and Times of Judge Roy Bean, Estados Unidos, 1972) Direção: John Huston / Roteiro: John Milius baseado no livro de C.L. Sonnichsen / Elenco: Paul Newman, Ava Gardner, Roy Jenson / Sinopse: Filme baseado em fatos históricos reais. No velho oeste um ladrão e pistoleiro chamado Roy Bean (Paul Newman) chega numa região selvagem do Texas. Por lá não existia nem lei e nem ordem. Assim o velho Roy resolve assumir a figura de carrasco e juiz, mandando para a morte todos aqueles que cruzavam seu caminho. Filme indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Música Original ("Marmalade, Molasses & Honey" de Maurice Jarre, Alan Bergman e Marilyn Bergman).
Pablo Aluísio.
domingo, 16 de abril de 2006
A Lenda do Cavaleiro Fantasma
“A Lenda do Cavaleiro Fantasma” então passa a usar a figura misteriosa desse cavaleiro que não fala, não mostra qualquer sinal de emoção ou interatividade. Com longos cabelos ao vento mais parece uma assombração do que qualquer outra coisa. O filme obviamente usa de todos os clichês do western, alguns de forma bem descarada, mas a despeito de tudo isso consegue ser eficiente, mantendo a atenção do espectador. Com duração curta, “A Lenda do Cavaleiro Fantasma” não chega a aborrecer em nenhum momento e ganha bastante com um roteiro enxuto, sem maiores delongas. A figura do cavaleiro fantasma deixa um pouco a desejar e em muitos momentos é mal aproveitada, surgindo em plena luz do dia, por exemplo, mas no saldo final até que vale a pena ver esse western sobrenatural. Arrisque!
A Lenda do Cavaleiro Fantasma (Legend of the Phantom Rider, Estados Unidos, 2002) Direção: Alex Erkiletian / Roteiro: Robert McRay / Elenco: Denise Crosby, Robert McRay, Stefan Gierasch / Sinopse: Cidade aterrorizada por um grupo de malfeitores se enche de esperança com a chegada de um misterioso cavaleiro errante que começa a defender os moradores das barbarides cometidas pelos bandidos.
Pablo Aluísio.
Cine Western - Daniel Boone (personagem histórico)
sábado, 15 de abril de 2006
Cine Western - Daniel Boone
Daniel Boone
Todos os fãs de western conhecem a série "Daniel Boone" que ficou em exibição na TV americana entre os anos de 1964 a 1970. Interpretado pelo ator Fess Parker em seis longas temporadas, o chamado herói da fronteira ganhou popularidade e fama. O que poucos sabem é que Boone já era por essa época um personagem veterano nas telas. Desde o cinema mudo ele já vinha sendo explorado em filmes de aventura pela nascente indústria cinematográfica. Em 1907 surgiu o primeiro filme, "Daniel Boone, O Pioneiro da América" onde o famoso aventureiro do velho oeste era interpretado pelo ator William Craven. O filme fez tanto sucesso de bilheteria que em 1911 haveria um novo filme mudo, "Daniel Boone's Bravery". Dessa primeira fase três filmes se destacam: "In the Days of Daniel Boone" (1923), "Daniel Boone" (1923) e "Daniel Boone Thru the Wilderness" onde o personagem foi interpretado pelos atores Charles Brinley, Elmer Grandin e Roy Stewart, respectivamente. Na década de 1950 vários filmes voltariam a trazer Boone de volta às telas. Esses filmes tinham boa produção e roteiros mais bem caprichados que os filmes pioneiros. "O Jovem Daniel Boone" de 1950 buscava as origens do herói, mostrando seus primeiros anos. Já "Daniel Boone, O Selvagem (Alma de Bandeirante)" trazia o galã Bruce Bennett no papel principal. Na década de 1960 o estúdio de Walt Disney comprou os direitos autorais do personagem e o transformou em um herói romântico infanto juvenil. O popular programa televisivo "Disneylândia" utilizou Boone em diversos episódios, sempre o retratando como um herói simpático e amigo dos jovens e animais. Em 1966 o ator Fess Parker fez sua primeira aparição como Boone no filme "Daniel Boone - A Conquista do Kentucky" e a partir daí jamais deixaria o personagem, unindo sua imagem a de Boone até o fim de sua carreira, de forma definitiva.
Pablo Aluísio.
Cine Western - Randolph Scott
Randolph Scott
Outro grande ídolo dos filmes de faroeste na mesma época em que John Wayne alcançava os maiores picos de sucesso de sua carreira. Ambos inclusive chegaram a trabalhar juntos e eram amigos, sempre com animados encontros pelos estúdios em Hollywood. Em fins dos anos 1940 Scott resolveu ele próprio produzir seus filmes, abrindo sua própria produtora. O sucesso de suas fitas de cowboy logo o tornaram um homem rico e bem sucedido. Mirando em seu exemplo John Wayne começou a seguir pelo mesmo caminho. Nos anos 60 começou a também produzir seus western e na década seguinte se tornou o único produtor de seus filmes.
sexta-feira, 14 de abril de 2006
John Wayne - Metade Cowboy
John Wayne - Metade Cowboy
Curiosa foto tirada do astro de filmes de western John Wayne. Ele foi procurado pelo estúdio para refilmar algumas poucas cenas em close up. Como Wayne estava de férias, curtindo uma piscina, ele nem se deu ao trabalho de se vestir completamente de cowboy. Em trajes de banho, com a metade do figurino de cowboy, o ator finalmente filmou suas cenas de câmera fechada em seu rosto. Coisas de Hollywood.
Pablo Aluísio.
Cine Western - No Tempo das Diligências
John Wayne - No Tempo das Diligências
Na foto John Wayne em cena clássica do faroeste No Tempo das Diligências (Stagecoach, EUA, 1939), com direção de John Ford. Esse filme foi um divisor de águas na carreira de Wayne. A parceria com o grande mestre John Ford iria mudar os rumos de sua filmografia para sempre. Foi a primeira vez que ambos trabalharam juntos e também a primeira experiência do diretor com o cinema falado, já que até aquele momento ele só tinha dirigido filmes mudos. John Ford ficou encantando com o cenário do Monument Valley e seu impacto na tela - algo que realmente impressiona até os dias atuais. Nessa mesma paisagem do Arizona ele ainda filmaria vários clássicos nos anos que viriam como Paixão dos Fortes (1946), Sangue de Heróis (1948), Legião Invencível (1949), Caravana de Bravos (1950), Rio Bravo (1950), Rastros de Ódio (1956), Audazes e Malditos (1960) e seu último western, Crepúsculo de Uma Raça (1964). "Stagecoach" também transformou John Wayne em um dos maiores astros da história de Hollywood.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 13 de abril de 2006
Cine Western - Rio Vermelho
Rio Vermelho
John Wayne no papel de Thomas Dunson no clássico do western americano Rio Vermelho (Red River, EUA, 1948), dirigido por Howard Hawks e Arthur Rosson. Nesse filme o ator contracenou com Montgomery Clift que interpretava o jovem cowboy Matt Garth. Wayne e Clift vinham de escolas de interpretação bem diferentes. Enquanto o velho veterano fez sua carreira praticamente toda no cinema, Clift era considerado um talentoso ator de teatro em Nova Iorque. Tendo se formado no prestigiado Actor´s Studio, ele era considerado um dos jovens mais promissores de sua geração. Apesar das diferenças ambos se deram muito bem no set de filmagem. Montgomery Clift soube respeitar a presença de Wayne e esse criou um carinho quase filial com o jovem de Nova Iorque. No final das filmagens Wayne declarou: "Esse rapaz vai longe e espero fazer novos filmes ao seu lado". Infelizmente Wayne estava certo apenas em parte. Sim, Clift faria muito sucesso em Hollywood, porém jamais voltaria a atuar ao seu lado em um filme novamente.
Cine Western - Yul Brynner / Robert Redford
Yul Brynner no clássico "Sete Homens e um Destino". O ator era nascido na distante Vladivostok. no extremo oriente do vasto império russo. Ele teve um longo caminho até o sucesso em Hollywood, passando antes por muitos países europeus, o que lhe proporcionou ter acesso a várias culturas diferentes. O astro inclusive falava muitas línguas e era uma pessoa extremamente culta. Morreu de um agressivo e fulminante câncer de pulmão em 1985. Antes de falecer porém fez questão de gravar um vídeo alertando as novas gerações para os riscos do cigarro.
Robert Redford descansa um pouco no set de filmagens do clássico "Butch Cassidy and the Sundance Kid" de 1969. Redford interpretava o ladrão de bancos e pistoleiro Sundance Kid enquanto seu amigo e colega Paul Newman dava vida ao parceiro Butch Cassidy. Os roteiristas se basearam na história original, mas tiveram que inovar na parte final do filme porque na verdade ninguém sabia ao certo o destino dos dois famosos criminosos. O que efetivamente aconteceu com eles, na vida real, segue sendo um mistério até os dias de hoje.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 12 de abril de 2006
Cine Western - Brad Pitt
Cine Western - Randolph Scott
Cine Western - John Wayne
Cine Western - Os Imperdoáveis: Clint Eastwood
Os Imperdoáveis
Momentos registrados durante as filmagens do clássico do western "Os Imperdoáveis". Na foto 1 Clint Eastwood surge na pele do seu personagem Bill Munny. A chuva é torrencial e a bandeira dos Estados Unidos surge com forte simbolismo às suas costas. Na foto 2 Clint Eastwood verifica na câmera como ficará a nova tomada do filme. Finalmente na última foto vemos o astro em grande forma, durante uma das cenas viscerais desse clássico do cinema. (Pablo Aluísio).
terça-feira, 11 de abril de 2006
Clint Eastwood - Cry Macho
Dono de sua própria companhia cinematográfica, a Malpaso, que fundou nos anos 1970, Clint se dá o luxo de bancar a produção de seus próprios filmes e de dirigi-los sempre que tem vontade. "Para fazer um filme eu conto apenas comigo mesmo. Eu faço a produção e dirijo se for necessário. Não preciso da aprovação de absolutamente ninguém nesse processo". E qual é o tema de seu novo filme "Cry Macho"? Clint interpreta um velho cowboy de rodeios que acaba encontrando em um jovem a chance de lhe ensinar grandes lições de vida. O rapaz vem de uma família cheia de problemas, com pai entregue ao alcoolismo e a mãe perdida em seus próprios problemas pessoais. Assim o velho cavaleiro de rodeios decide se tornar o mestre daquele que pode também se tornar um campeão dos rodeios e da vida. Agora é só esperar pelo lançamento de Cry Macho em nossos cinemas.
Pablo Aluísio.
Cine Western - John Wayne e James Stewart
segunda-feira, 10 de abril de 2006
Cine Western - 10 Curiosidades sobre John Wayne Que Você Deveria Saber...
1. John Wayne adorava jogar xadrez
Wayne adorava jogar xadrez e após muitos anos se tornou um bom jogador. Quando estava à toa nos sets de filmagens esperando sua vez de entrar em cena, ele sempre levava seu tabuleiro de xadrez para jogar com outros atores, membros da equipe técnica, diretores ou quem quer que estivesse por perto. Certa vez fez o veterano cineasta Josef von Sternberg ficar furioso ao perder 400 dólares em uma aposta numa partida contra ele! Sobre o ator Rock Hudson chegou a declarar, brincando: "O que importa se ele é gay? Ele joga xadrez muito bem!". Já o ator Robert Mitchum confessou certa vez que Wayne, que tinha mãos enormes, às vezes trapaceava quando seu oponente ficava distraído!
2. John Wayne amava literatura
Embora posasse na tela como um cowboy durão - e muitas vezes iletrado, o ator John Wayne era bem diferente de seus personagens pois adorava ler livros. Seu autor preferido era Arthur Conan Doyle e sua autora, Agatha Christie. Wayne tinha dois livros de cabeceira, "A Companhia Branca" (1891) e "Sir Nigel" (1906). Era particularmente admirador de Charles Dickens e sempre se interessava por obras que enfocassem a Guerra dos Cem anos.
3. Wayne não gostava de seu nome de batismo
Wayne nasceu Marion Robert Morrison (em 26 de maio de 1907). Ainda jovem ganhou o apelido de Duke, por causa do cachorrinho de estimação da família que se chamava Big Duke. Seus amigos o chamavam de Little Duke e depois, com o tempo, ficou apenas Duke. Ele não se importava de ser chamado de Duke mas... Marion não era de seu agrado pois era um nome dúbio, que quase sempre era confundido com o nome de uma mulher. Mesmo assim Wayne não repelia com raiva quem lhe chamava por Marion, apenas dizia que preferia ser chamado de John, Wayne ou Duke mesmo.
4. John Wayne e John Ford estavam sempre brigando!
John Ford foi um dos maiores gênios do cinema americano mas também era um sujeito durão. Vencedor de vários prêmios apostou naquele ator grandão e meio fora de forma, John Wayne, para estrelar algumas de suas maiores obras cinematográficas. Juntos realizaram vários filmes mas a amizade parecia ser fundada numa amigável eterna provocação entre ambos. Ford estava sempre desafiando Wayne a dar o melhor de si. Certa vez estourou com ele bem em frente à equipe dizendo: "Você não sabe nem andar direito?! Pelo amor de Deus... É tão desajeitado como um hipopótamo! E o que diabos está dizendo quando abre a boca? Tem um ovo cozido dentro dela?". Wayne, muito espirituoso, sempre dava risadas de Ford nessas ocasiões. Era aquele tipo de amizade tão sincera que dava margem a esse tipo de provocação destemperada!
5. John Wayne quase se tornou um jornalista esportivo!
John Wayne nasceu no Iowa e foi estudar no Glendale Union High School, na Califórnia, onde se tornou um jogador de futebol americano muito promissor. Além de jogar bem ele também se mostrou um aluno academicamente esforçado. Procurava tirar boas notas e logo entrou na equipe de debate do ensino médio. Não demorou muito e entrou no jornal escolar como redator - e se saiu muito bem cobrindo os jogos da equipe esportiva local. Foi justamente nessa época que Wayne pensou em se tornar jornalista, especializado na área esportiva, um sonho que nutriu por muitos anos. Era fã de esportes e nunca deixou de acompanhar os campeonatos nacionais de futebol americano, mesmo quando estava distante filmando algum western no meio do deserto.
6. John Wayne era um conservador na política
Politicamente o ator nunca escondeu suas preferências. Era conservador e membro do Partido Republicano. Isso porém não o impediu de ser grande amigo de atores liberais como Paul Newman, com quem sempre estava implicando. Já com Jane Fonda a coisa foi mais séria. Após a atriz defender a saída dos Estados Unidos do Vietnã, Wayne lhe passou um sermão publicamente dizendo que ela não era uma boa americana e nem patriótica. O pior aconteceu quando Fonda declarou que esperava que os americanos perdessem a guerra. John Wayne ficou furioso e foi aos jornais para xingá-la de "traidora comunista". Pois é, o velho Duke não estava para brincadeiras.
7. John Wayne era um homem profundamente supersticioso
Ele tinha várias manias. Queria ver o Duke sair do sério? Deixasse seu chapéu sob sua cama! Isso era imperdoável, pois para Wayne isso trazia uma tremenda má sorte - além de indiretamente significar a próprio morte do dono do chapéu! Essa era uma velha superstição mexicana que Wayne levava muito a sério! Também evitava sapatos de camurça azul, que em sua opinião lhe traziam presságios ruins. Se visse um ator em algum de seus filmes usando um sapato desses pedia que ele gentilmente fosse até o camarim para trocá-los.
8. John Wayne era um fumante inveterado!
Wayne fumava cinco maços de cigarro ao dia. Ele própria se assumia e falava que era um fumante inveterado. Chegou inclusive a fazer comerciais de cigarro na TV americana. Seu tabagismo seria sua ruína quando anos depois foi diagnosticado com um câncer no pulmão esquerdo. Um duro golpe no veterano cowboy que o levaria à morte em 1979.
9. John Wayne era um sujeito espirituoso
Apesar de sua fama de durão do velho oeste o ator era uma pessoa muito simpática no trato social. Gostava de uma boa prosa e estava sempre contando piadas aos amigos mais próximos. Quando foi premiado com o Oscar de melhor ator depois de muitos anos trabalhando em Hollywood resolveu brincar dizendo que aquele prêmio era acima de tudo fruto de uma maravilhosa "sorte de principiante"!
10. John Wayne era bom de copo!
O ator bebeu bastante durante toda a sua vida. Ao longo dos anos acabou criando uma resistência muito forte à bebida, a ponto de sempre ficar sóbrio enquanto seus companheiros de mesa caíam de bêbados ao redor. Wayne era admirador de um bom whisky que na sua opinião deveria ser servido na temperatura natural, sem nada de gelo! Para ele um homem de verdade nunca colocava gelo em sua bebida pois isso era coisa de maricas! Mesmo quando estava filmando no deserto Wayne sempre tinha uma garrafa do mais puro whisky escocês por perto para aguentar a dureza da região. No final do dia, após as filmagens, todos iam beber no bar local, por mais precário e desarrumado que fosse! Em Hollywood dizia-se que Wayne era o único ator paréo para derrubar Richard Burton (outro famoso beberrão) em uma mesa de bar. Quando se juntavam para beber o dia todo Burton geralmente terminava o dia caindo pelo chão, enquanto Wayne ainda se mostrava firme o suficiente para um partida de dardos! O Duke era duro na queda mesmo!
Pablo Aluísio.
Cine Western - Rio Vermelho
Essa produção, um clássico do western, registrou momentos marcante sda história do cinema americano, onde duas grandes gerações de atores se encontram nas telas. Montgomery Clift e John Wayne dividiram o mesmo set no imortal "Red River" (Rio Vermelho, no Brasil). No enredo o choque de dois modos de pensar, viver e amar, tudo se passando no velho oeste dos Estados Unidos.
O interessante é que Montgomery Clift relutou muito em aceitar o convite para atuar nesse filme. Ele se considerava acima de tudo um ator de teatro, no rico universo teatral de Nova Iorque. Na verdade não tinha muito interesse em migar para o cinema. Não gostava de Los Angeles e nem no esquema industrial de se fazer filmes na costa oeste.
Embora tivesse respeito por John Wayne, também não considerava esse astro do cinema um bom ator. Para Clift, Wayne era apenas um tipo que fazia sucesso de bilheteria, mas não um ator de amplos recursos dramáticos. Quem acabou convencendo Clift a aceitar o papel nesse faroeste foi o diretor Elia Kazan, que disse para o jovem ator que aquela era uma oportunidade única de atuar em um filme realmente muito bom, com excelente roteiro.
E assim, depois de semanas sem dizer sim e nem não, finalmente Montgomery Clift aceitou fazer o primeiro faroeste de sua carreira. O resto é história. Esse é considerado um dos melhores filmes de western de todos os tempos, sempre presente em listas que elegem os melhores nesse gênero cinematográfico. E acabou igualmente se tornando um dos filmes preferidos do próprio Clift que aprendeu que o cinema nem sempre era um veículo menor para grandes atores.
Pablo Aluísio.
domingo, 9 de abril de 2006
Cine Western - Tom Mix
Tom Mix foi o mais popular ator de filmes de western durante a era do cinema mudo. Hoje em dia ele é pouco conhecido pelos mais jovens porque o passar do tempo cobra seu preço. Porém, em seu tempo, ele era tão conhecido quanto Charles Chaplin. Enquanto Carlitos era o rei da comédia, Tom Mix era o rei do faroeste. E sua imagem era extremamente conhecida nos Estados Unidos a ponto de seus filmes chegaram ao Brasil, isso em um tempo muito remoto e primitivo da indústria cinematográfica em nosso país.
Realizando fitas para serem exibidas nas matinês, Tom Mix virou ídolo das crianças e jovens das décadas de 1910 e 1920. Ao todo estrelou incríveis 285 filmes, sendo que muitos deles se perderam no tempo infelizmente. A película dessas produções não sobreviveu ao tempo e muitas dessas fitas foram também queimadas em um grande incêndio do acervo de velhos filmes da RKO, estúdio em que Mix trabalhou em diversos faroestes. Em termos históricos foi realmente uma grande perda da história do cinema.
Tom Mix nasceu em 6 de janeiro de 1880, na pequena cidade de Mix Run, na Pennsylvania. Ele vinha de origens humildes. Seu pai era lenhador e ganhava a vida com muitas dificuldades. Sem estudo e sem maiores esperanças para o futuro, Tom Mix entrou para o exército aos 18 anos de idade. Acabou lutando numa guerra real, entre os anos de 1898 a 1901 nas Filipinas. Escapou por pouco da morte.
Após seu falecimento em 1940, aos 60 anos de idade, um autor descobriu que ele na verdade havia deserdado do exército, algo que poderia ter levado esse ex-soldado da infantaria a uma corte marcial. Porém ele conseguiu escapar disso e as autoridades militares nunca o pegaram. Ao invés disso Mix foi para Hollywood e na ensolarada Califórnia conseguiu se destacar, por saber montar bem e fazer boas cenas de ação. Acabou tendo uma carreira de sucesso, que o transformou em astro. Ele morreu feliz e rico em sua mansão, de um belo rancho localizado nos arredores da cidade de Florence, Arizona. Provavelmente rindo por ter passado a perna nos militares americanos.
Pablo Aluísio.










































