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terça-feira, 8 de setembro de 2026

O Preço de um Covarde

Título no Brasil: O Preço de um Covarde
Título Original: Bandolero!
Ano de Lançamento: 1968
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Andrew V. McLaglen
Roteiro: James Lee Barrett, Stanley Hough
Elenco: James Stewart, Dean Martin, Raquel Welch, George Kennedy, Andrew Prine, Will Geer

Sinopse:
No Texas de 1867, o criminoso Dee Bishop e sua gangue são capturados pelo xerife July Johnson e condenados à forca. No entanto, Mace Bishop, irmão de Dee, chega à cidade disfarçado de carrasco e consegue libertá-los. Durante a fuga, os bandidos assaltam um banco e sequestram Maria Stoner, uma jovem viúva interpretada por Raquel Welch. Perseguidos pelo xerife e seus homens, os fugitivos atravessam a fronteira e chegam ao México, onde acabam entrando em território dominado pelos temidos bandoleros. Mace, mais experiente e interessado em abandonar a vida criminosa, tenta convencer Dee a mudar de comportamento, mas o irmão continua ligado à violência e ao crime. A situação se complica quando os dois grupos são obrigados a enfrentar os bandoleiros mexicanos, levando a história para um confronto final marcado por violência, lealdade e redenção.

Comentários:
Bandolero! foi lançado em 1968 em um momento em que o western americano já começava a sofrer forte transformação, com produções mais violentas e revisionistas ganhando espaço. Andrew V. McLaglen, entretanto, optou por realizar um western tradicional, apoiado principalmente no enorme prestígio de James Stewart, na popularidade de Dean Martin e na presença de Raquel Welch como estrela feminina. A crítica da época recebeu o filme de maneira pouco entusiasmada. A. H. Weiler, do The New York Times, considerou que James Stewart e Dean Martin eram prejudicados por uma tentativa pouco convincente de tornar o western mais "adulto", criticando especialmente os longos diálogos motivacionais que interrompiam a ação. A Variety foi ainda mais direta, descrevendo Bandolero! como um western pouco empolgante e criticando o roteiro excessivamente prolongado e a direção convencional. A revista Time, em sua edição de agosto de 1968, também foi bastante negativa, afirmando que o filme possuía um elenco de primeira linha, mas não conseguia transformar essa vantagem em um western realmente vigoroso. A publicação criticou particularmente a mistura entre violência e humor, considerando que o resultado era pesado e pouco natural. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, concedeu apenas duas estrelas em quatro, embora tenha encontrado alguns momentos divertidos, sobretudo nas cenas em que James Stewart interpreta o falso carrasco. Para Ebert, a história principal era bastante convencional, mas Stewart conseguia conferir personalidade a algumas situações.

Apesar da recepção crítica apenas moderada, Bandolero! teve desempenho comercial considerável para um western de 1968. Produzido com orçamento de aproximadamente US$ 4,45 milhões, o filme arrecadou cerca de US$ 12 milhões, demonstrando que o gênero ainda possuía força junto ao público. Os registros da época mostram, contudo, uma situação financeira mais complexa para a 20th Century Fox: os aluguéis norte-americanos inicialmente registrados foram de aproximadamente US$ 5,5 milhões, enquanto os registros internos do estúdio indicavam que seriam necessários US$ 10,2 milhões em rentals para atingir o ponto de equilíbrio. A produção contou com um elenco extremamente comercial. James Stewart ainda era uma das maiores estrelas da história de Hollywood e possuía uma associação particularmente forte com o western, enquanto Dean Martin vinha de uma carreira bem-sucedida tanto no cinema quanto na música. Raquel Welch, por sua vez, encontrava-se em pleno processo de consolidação como uma das grandes estrelas internacionais da década de 1960. George Kennedy, já conhecido por importantes papéis em filmes de ação e westerns, completava o grupo principal. A combinação desses nomes ajudou a transformar o filme em um produto comercialmente atraente, mesmo que a crítica não tenha acompanhado o entusiasmo do público. O filme também se beneficiou do interesse contínuo pelos westerns tradicionais, pouco antes de o gênero sofrer uma transformação ainda mais profunda com a ascensão do western revisionista e do chamado western spaghetti.

Um dos elementos mais interessantes de Bandolero! é justamente sua posição intermediária entre o western clássico e as tendências mais modernas do gênero. O filme ainda apresenta heróis, bandidos, xerifes, perseguições, assaltos a bancos e confrontos armados típicos do cinema de faroeste tradicional, mas também introduz personagens moralmente mais ambíguos. Mace Bishop, interpretado por James Stewart, é um criminoso que procura convencer o irmão a abandonar a violência, enquanto Dee Bishop, vivido por Dean Martin, permanece preso a uma existência de roubos e assassinatos. Essa relação entre os dois irmãos é uma das principais tentativas do roteiro de conferir maior profundidade dramática à história. Raquel Welch também desempenha um papel importante na dinâmica entre os personagens, embora sua personagem, Maria Stoner, tenha sido considerada por alguns críticos excessivamente dependente dos clichês femininos do gênero. A trilha sonora de Jerry Goldsmith é outro componente relevante da produção e ajuda a reforçar o caráter épico das perseguições e confrontos. A direção de fotografia de William H. Clothier contribui para a aparência clássica do filme, enquanto as locações mexicanas e texanas ampliam a dimensão visual da aventura. Atualmente, essas características permitem observar Bandolero! não apenas como mais um western comercial, mas como um exemplo interessante da fase de transição do gênero durante os anos 1960.

A avaliação do filme mudou pouco ao longo das décadas, mas Bandolero! conquistou uma posição relativamente estável entre os westerns de grande elenco de seu período. O Rotten Tomatoes apresenta atualmente apenas 20% de aprovação da crítica, embora a aprovação do público seja consideravelmente superior, chegando a aproximadamente 49%. Roger Ebert, cuja crítica continua disponível atualmente, manteve sua avaliação de duas estrelas e destacou que o principal interesse do filme está na atuação de James Stewart e na presença de diversos bons atores característicos do cinema americano. Outras avaliações retrospectivas são um pouco mais generosas e reconhecem que a produção é um western irregular, mas divertido em determinados momentos. O interesse contemporâneo também é reforçado pela importância histórica de seu elenco. James Stewart estava em uma das fases finais de sua extraordinária carreira cinematográfica, Dean Martin continuava consolidado como estrela e Raquel Welch estava no auge de sua projeção internacional. O filme também representa um dos vários trabalhos de Stewart dirigidos por Andrew V. McLaglen, que posteriormente faria outras produções de ação e westerns para Hollywood. A existência de diversas versões de pôsteres originais americanos, incluindo o tradicional one-sheet de 27 × 41 polegadas, demonstra ainda o investimento promocional feito pela Fox no lançamento da produção.

Atualmente, Bandolero! é visto como um western tradicional, competente, mas longe de ser considerado uma obra-prima do gênero. Sua importância está menos em uma suposta inovação artística e mais na reunião de três grandes nomes populares do cinema americano da década de 1960: James Stewart, Dean Martin e Raquel Welch. O filme também possui interesse histórico por ter chegado às telas justamente durante a transformação do western americano, quando o público começava a se interessar por personagens mais ambíguos e histórias mais violentas e pessimistas. Comparado aos grandes westerns de John Ford, Howard Hawks ou Sergio Leone, Bandolero! apresenta uma abordagem muito mais convencional e frequentemente sentimental. Mesmo assim, algumas sequências permanecem memoráveis, particularmente a abertura envolvendo o falso carrasco interpretado por Stewart e o confronto final com os bandoleros. A presença de Jerry Goldsmith na trilha também acrescenta valor à produção e contribui para sua identidade. O filme acabou não alcançando o mesmo status de clássicos contemporâneos como Era uma Vez no Oeste, Butch Cassidy and the Sundance Kid ou Meu Ódio Será Sua Herança, mas continua sendo redescoberto por admiradores do western clássico e pelos interessados na filmografia de Stewart e Martin. Seu legado é, portanto, o de uma produção comercial representativa do western americano do final dos anos 1960, marcada por um elenco excepcional, belas paisagens, ação tradicional e uma narrativa de redenção entre irmãos.

Erick Steve. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O Preço de um Covarde

O Preço de um Covarde
Dee Bishop (Dean Martin) é o líder de um bando de assaltantes de bancos no velho oeste. Após uma tentativa frustrada de assalto, todos são presos pelo xerife July Johnson (George Kennedy). Julgados e condenados à forca, não parece mais haver esperanças para os criminosos até o dia em que chega na cidade o carrasco que vai executar o enforcamento. Homem educado, de gestos gentis, ele logo ganha a simpatia de todos. O único problema é que ele na realidade não é quem afirma ser. Na verdade se trata de Mace Bishop (James Stewart) que tentará de todas as formas evitar que seu querido irmão seja enforcado na cidade.

Excelente western com um elenco maravilhoso, além de James Stewart e Dean Martin, a ótima produção conta com as presenças da linda Raquel Welch (no auge de sua beleza) e Andrew Prine. A primeira coisa que chama a atenção é o próprio personagem de James Stewart. Ele é um ladrão, tal como seu irmão, assalta bancos e mente o tempo todo, mas mesmo assim não deixa de ser charmoso e fascinante para os moradores da região. James Stewart geralmente interpretava papéis de homens virtuosos, íntegros, éticos e esse Mace Bishop é uma exceção nessa linha. Aqui ele é um vilão disfarçado. Um sujeito que se faz de homem honesto para esconder seus objetivos nefastos. Sua atuação é mais uma vez muito digna e marcante. Sem dúvida, um de seus mais interessantes personagens no cinema.

Ao seu lado no elenco, o cantor Dean Martin mais uma vez não compromete. É curioso porque muitos decretaram o final de sua carreira no cinema após se separar de Jerry Lewis. Ledo engano. Martin conseguiu superar essa separação e ao longo dos anos construiu uma sólida filmografia própria, solo, com alguns filmes realmente maravilhosos. Aqui ele interpreta o irmão caçula Bishop. No fundo tudo o que deseja é escapar das garras da lei para ter um novo recomeço em algum lugar onde possa finalmente ter paz e tranqüilidade. Martin surpreende mesmo com sua boa atuação. E pensar que ele foi por anos após uma "escada" para Jerry Lewis em seus filmes de comédia.

O termo “bandolero”, do título original, se refere a um vasto território hostil localizado além do Rio Grande, marco geográfico que separa o México dos EUA, que era nos tempos do velho oeste uma terra de ninguém, dominado por saqueadores e ladrões mexicanos. Não havia lei naquela região. É justamente nesse local onde se passará os eventos mais dramáticos de todo o filme. Em conclusão “O Preço de um Covarde” é mais um momento marcante na rica carreira do saudoso James Stewart, um ator diferenciado que aqui surge em cena em um papel incomum. Simplesmente imperdível. 

O Preço de um Covarde (Bandolero!, Estados Unidos, 1968) Direção: Andrew V. McLaglen / Roteiro: James Lee Barrett, Stanley Hough / Elenco: James Stewart, Dean Martin, Raquel Welch, George Kennedy, Andrew Prine / Sinopse: Dois irmãos tentam fugir das garras da lei na fronteira entre EUA e México. Após atravessarem o Rio Grande são incansavelmente perseguidos pelo zerife Johnson. O problema é que o vasto território é um covil de ladrões e assassinos mexicanos. Quem conseguirá sobreviver a esse lugar tão hostil?

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Barba Azul

Título no Brasil: Barba Azul
Título Original: Bluebeard
Ano de Lançamento: 1972
País: Reino Unido
Estúdio: Hemdale Film Corporation
Direção: Edward Dmytryk
Roteiro: Norman Cohen, Edward Dmytryk
Elenco: Richard Burton, Raquel Welch, Joey Heatherton, Virna Lisi, Karin Schubert, Nathalie Delon

Sinopse:
Ambientado na Europa dos anos 1930, o filme acompanha o misterioso barão Kurt von Sepper, um homem rico, sedutor e aparentemente encantador, mas que esconde um passado sombrio. Após se casar com uma jovem americana, ela começa a descobrir os segredos de seu marido e o destino trágico de suas esposas anteriores. A história revisita o clássico conto de “Barba Azul” com uma mistura de suspense, erotismo e crítica à hipocrisia social da época.

Comentários:
Depois de tantos casamentos e divórcios com Elizabeth Taylor, o ator Richard Burton estava simplesmente falido! O jeito foi aceitar o que estavam lhe oferecendo. Ele então aceitou atuar nessa adaptação para o cinema do conto “La Barbe Bleue” (Barba Azul), de Charles Perrault. Algumas mudanças foram feitas no roteiro. No texto original havia mais violência e sexo. Para se ter uma ideia o personagem principal matava várias mulheres e escondia seus corpos em sua grande casa. Aqui há menos foco na violência e mais interesse nas cenas de sexo e nudez. Aliás o elenco feminino do filme é um dos destaques, contando com mulheres belas, modelos e beldades em geral. Só que para Richard Burton isso teve pouco atrativo. Ele estava abusando tanto das bebidas alcóolicas que chegou a causar inclusive atrasos na produção. Brigou publicamente com o diretor e ficou um tanto queimado perante os estúdios quando o filme foi finalizado. É um filme interessante, eroticamente soft, mas que ganhou também uma grande dose de críticas negativas quando finalmente foi lançado. 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Mil Séculos Antes de Cristo

Título no Brasil: Mil Séculos Antes de Cristo
Título Original: One Million Years B.C.
Ano de Produção: 1966
País: Inglaterra, Estados Unidos
Estúdio: Associated British-Pathé, Hammer Films
Direção: Don Chaffey
Roteiro: Michael Carreras, Mickell Novack
Elenco: Raquel Welch, John Richardson, Percy Herbert, Robert Brown, Martine Beswick, Jean Wladon

Sinopse:
Um homem pré-histórico é expulso de sua tribo. Ele então passa a vagar pelas perigosas terras de um passado distante, onde encontra monstros e dinossauros dos mais variados tipos. Depois de muito andar finalmente encontra uma nova comunidade, onde volta a encontrar paz e segurança, pelo menos por um período de tempo.

Comentários:

Tem que gostar bastante da história do cinema para apreciar um filme como esse. Foi uma das primeiras tentativas de se fazer algo realmente diferente, feito para um público juvenil. Claro, o filme é cheio de absurdos históricos como por exemplo homens primitivos lutando com lanças contra dinossauros. Porém o fato é que esse tipo de filme não foi mesmo feito para ser historicamente preciso nem nada do tipo. É puro entretenimento, pulp fiction na tela grande. A produção é da inglesa Hammer que aqui deu um tempo nos seus famosos filmes de terror com Drácula para investir em algo bem diferenciado do que sempre produziu. Revisto hoje em dia soa nostálgico e bastante carismático, ainda mais com as criaturas feitas pelo mestre Ray Harryhausen que seguramente criou os efeitos especiais mais charmosos da história do cinema. Curiosamente o elenco é a pior parte do filme. Os atores não tinham linhas de diálogos para falar, mas apenas grunhidos e gritos. Um grupo nada interessante de trogloditas mal interpretados. E as moças, como a bela Raquel Welch, soam totalmente falsas como mulheres da idade da pedra. Com penteados típicos dos anos 60, com mechas cheias de laquê, fica completamente impossível acreditar nelas como seres humanos da pré-história. Se bem que isso também entra no pacote de nostalgia dessa produção que obviamente ficou datada, mas que não perdeu seu charme mesmo após tantos anos.

Pablo Aluísio.

domingo, 20 de junho de 2021

Os Três Mosqueteiros

Título no Brasil: Os Três Mosqueteiros
Título Original: The Three Musketeers
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Richard Lester
Roteiro: George MacDonald Fraser
Elenco: Michael York, Oliver Reed, Raquel Welch, Richard Chamberlain, Christopher Lee, Geraldine Chaplin, Frank Finlay,

Sinopse:
Baseado na clássica obra da literatura escrita por Alexandre Dumas, o filme "Os Três Mosqueteiros" conta a história do jovem D'Artagnan (Michael York) que sonha um dia se tornar um dos mosqueteiros do rei. Só que antes disso ele precisará provar sua honra e sua destreza com uma espada. Filme indicado ao BAFTA Awards nas categorias de melhor direção de arte, melhor figurino, direção de fotografia e melhor edição.

Comentários:
Essa versão cinematográfica dirigida pelo talentoso Richard Lester segue sendo, ainda nos dias de hoje, uma das melhores versões da obra de Dumas para o cinema. E isso vem não apenas da boa fidelidade ao texto original, como também da opção do diretor em contar essa conhecida história sem deixar de lado seu aspecto mais precioso, o sabor de aventura e entretenimento das antigas matinês. A produção também é acima da média, com ótima reconstituição histórica. E celebrando ainda mais essa excelente qualidade o filme ainda contava com um elenco de astros e estrelas do cinema da época. Afinal onde mais você encontraria uma reunião de grandes nomes da atuação como Christopher Lee, Geraldine Chaplin e Michael York? A atriz Raquel Welch acrescenta também muito com sua beleza. Eu me recordo que assisti a esse filme pela primeira vez no Supercine, sessão de cinema da Rede Globo nos sábados à noite, ainda nos anos 80. Gostei bastante. É um excelente filme.

Pablo Aluísio.

A Vingança de Milady

Título no Brasil: A Vingança de Milady
Título Original: The Four Musketeers
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Richard Lester
Roteiro: George MacDonald Fraser
Elenco: Michael York, Raquel Welch, Oliver Reed, Christopher Lee, Geraldine Chaplin, Faye Dunaway

Sinopse:
Após D'Artagnan (York) finalmente se tornar um mosqueteiro, ele se junta aos seus amigos mosqueteiros Athos, Aramis e Porthos para defender a nova rainha dos planos de dominação do maquiavélico Cardeal Richelieum, que cobiça o trono real ao lado da Milady de Winter. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor figurino (Yvonne Blake e  Ron Talsky).

Comentários:
Em um tempo em que Hollywood não produzia muitas sequências (elas eram bem raras para dizer a verdade), o filme "Os Três Mosqueteiros" ganhou essa continuação, que foi lançada exatamente um ano depois do primeiro filme entrar em cartaz. Toda a equipe técnico e o elenco foi reunido novamente para esse novo filme. O tom é bem mais leve do que o primeiro, inclusive com a opção do roteiro em apostar muitas vezes no humor. Claro que não é melhor do que o filme original, mas até que tem seus méritos cinematográficos, entre eles a valorização maior das personagens femininas da história. Outro aspecto interessante é que essa mesma equipe de filmagem seria reunida novamente, alguns anos depois, para a produção de "Superman II", também com direção de Richard Lester. Era uma continuação, para muitos melhor até mesmo que o primeiro filme "Superman" de 1978. O Richard Lester era craque nesse tipo de filme.

Pablo Aluísio.

domingo, 14 de abril de 2019

O Preço de um Covarde

Dee Bishop (Dean Martin) é líder de um bando de assaltantes de bancos no velho oeste. Após uma tentativa frustrada de assalto todos são presos pelo xerife July Johnson (George Kennedy). Julgados e condenados à forca, não parece mais haver esperanças para os criminosos até o dia em que chega na cidade o carrasco que vai executar o enforcamento. Homem educado, de gestos gentis, ele logo ganha a simpatia de todos. O único problema é que ele na realidade não é quem afirma ser. Na verdade se trata de Mace Bishop (James Stewart) que tentará de todas as formas evitar que seu querido irmão seja enforcado na cidade. Excelente western com um elenco maravilhoso, além de James Stewart e Dean Martin a ótima produção conta com as presenças da linda Raquel Welch e Andrew Prine. A primeira coisa que chama a atenção é o próprio personagem de James Stewart. Ele é um ladrão, tal como seu irmão, assalta bancos e mente o tempo todo, mas mesmo assim não deixa de ser charmoso e fascinante para os moradores da região. James Stewart geralmente interpretava papéis de homens virtuosos, íntegros, éticos e esse Mace Bishop é uma exceção nessa linha. Sua atuação é mais uma vez muito digna e marcante.

Ao seu lado em cena o cantor Dean Martin, mais uma vez não compromete. É curioso porque muitos decretaram o final de sua carreira no cinema após se separar de Jerry Lewis. Ledo engano. Martin conseguiu superar essa separação e ao longo dos anos construiu uma sólida filmografia com alguns filmes realmente maravilhosos. Aqui ele interpreta o irmão caçula Bishop. No fundo tudo o que deseja é escapar das garras da lei para ter um novo recomeço em algum lugar onde possa finalmente ter paz e tranquilidade. O termo “bandolero” do título original se refere a um vasto território hostil localizado além do Rio Grande (marco geográfico que separa o México dos EUA) que é na realidade uma terra de ninguém, dominado por saqueadores e ladrões mexicanos. É justamente nesse local onde se passará os eventos mais dramáticos de todo o filme. Em conclusão “O Preço de um Covarde” é mais um momento marcante na rica carreira do saudoso James Stewart, um ator diferenciado que aqui surge em cena em um papel incomum. Simplesmente imperdível.  

O Preço de um Covarde (Bandolero!, EUA, 1968) Direção: Andrew V. McLaglen / Roteiro: James Lee Barrett, Stanley Hough / Elenco: James Stewart, Dean Martin, Raquel Welch. George Kennedy, Andrew Prine / Sinopse: Dois irmãos tentam fugir das garras da lei na fronteira entre EUA e México. Após atravessarem o Rio Grande são incansavelmente perseguidos pelo xerife Johnson. O problema é que o vasto território é um covil de ladrões e assassinos mexicanos. Quem conseguirá sobreviver a esse lugar tão hostil?

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Legalmente Loira

Esse filme é uma bobeirinha que caiu no gosto do público americano, rendendo uma ótima bilheteria em seu lançamento. Só para se inteirar nos números: o filme custou meros 18 milhões de dólares e rendeu no total quase 250 milhões dentro do mercado americano e ao redor do mundo! Nada mal não é mesmo? Com esse tipo de lucro é que entendemos porque o cinema americano é o mais rico do mundo, posição que provavelmente nunca perderá. Pois bem, deixando a chuva de dólares de lado o que sobra é uma comediazinha muito simplória que se sustenta basicamente toda no carisma da atriz Reese Witherspoon.

Ela interpreta Elle Woods, uma típica patricinha (e coloca patricinha nisso) que consegue entrar em uma das mais disputadas universidades dos Estados Unidos e logo no curso de Direito!!! Imaginem o choque de ver os demais alunos (todos sérios, estudiosos e vestidos com total sobriedade) ao lado dessa loira cor de rosa, com cachorrinho de lado, se tornando o suprassumo da futilidade. Fica óbvio que o roteiro não é lá essas coisas (é fútil igual sua personagem principal), mas os jovens adoraram e então não deu outra... caixa recheada de verdinhas para o estúdio. Uma sequência foi lançada alguns anos depois (alguém duvidaria que isso iria acontecer?), mas essa continuação conseguia ser pior do que o filme original! Sim, isso foi possível.

Legalmente Loira (Legally Blonde, Estados Unidos, 2001) Direção: Robert Luketic / Roteiro: Karen McCullah, baseada no livro escrito por Amanda Brown / Elenco: Reese Witherspoon, Luke Wilson, Selma Blair, Raquel Welch / Sinopse: Patricinha que só se veste de rosa, acaba entrando numa das melhores universidades de Direito dos Estados Unidos, causando um choque de diferenças entre ela e seus novos colegas de curso! Filme indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Comédia ou Musical e Melhor Atriz (Reese Witherspoon).

Pablo Aluísio.