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sábado, 18 de julho de 2026

Elvis Presley - That's the Way It Is

Elvis Presley – That's the Way It Is 
Lançado em 11 de novembro de 1970, That's the Way It Is marcou um dos momentos mais importantes da fase madura de Elvis Presley. O álbum foi concebido como trilha sonora do documentário homônimo dirigido por Denis Sanders, que acompanhava os ensaios e apresentações de Elvis durante sua bem-sucedida temporada no International Hotel, em Las Vegas, em agosto de 1970. Diferentemente de muitas trilhas sonoras de sua carreira cinematográfica dos anos 1960, este trabalho refletia um artista plenamente dedicado à música, reunindo gravações de estúdio inéditas e performances ao vivo. O repertório transitava com naturalidade entre o country, o gospel, o pop e o rock, mostrando um Elvis artisticamente renovado após seu retorno aos palcos em 1969. O disco evidenciava a excelente fase vocal do cantor, considerada por muitos especialistas como uma das melhores de toda a sua carreira, e consolidava sua imagem como um dos grandes intérpretes da música popular americana no início da década de 1970.

A recepção crítica foi amplamente positiva e representou uma mudança significativa em relação às avaliações recebidas por muitos de seus trabalhos da década anterior. A revista Billboard destacou que o álbum mostrava "um Elvis em extraordinária forma vocal", elogiando a variedade do repertório e a qualidade das interpretações. A Variety observou que That's the Way It Is apresentava "um artista completamente revitalizado", ressaltando o equilíbrio entre as gravações de estúdio e as apresentações ao vivo. A Rolling Stone reconheceu que Elvis vivia um dos melhores momentos de sua carreira desde os anos 1950, afirmando que "sua voz recuperou potência, emoção e autoridade". No Reino Unido, a NME (New Musical Express) elogiou especialmente a maturidade artística demonstrada pelo cantor, observando que ele havia conseguido adaptar seu estilo às transformações da música popular sem perder sua identidade.

Os grandes jornais americanos também receberam o álbum com entusiasmo. O The New York Times destacou que Elvis "voltava a ser um dos grandes intérpretes da música americana", chamando atenção para sua impressionante presença de palco registrada no documentário e refletida no álbum. O Los Angeles Times afirmou que o disco representava "uma síntese perfeita entre experiência, talento vocal e maturidade artística", elogiando canções como "You Don't Have to Say You Love Me" e "Bridge Over Troubled Water". A The New Yorker ressaltou que Presley demonstrava uma segurança interpretativa raramente alcançada por artistas com tantos anos de carreira, destacando sua habilidade em transformar músicas contemporâneas em performances profundamente pessoais. Muitos críticos passaram a considerar esse álbum um dos pontos altos da chamada "segunda fase" da carreira de Elvis.

Comercialmente, That's the Way It Is foi um grande sucesso. O álbum alcançou a 21ª posição na Billboard 200 e chegou ao 8º lugar na parada de álbuns de country da Billboard. As vendas ultrapassaram um milhão de cópias apenas nos Estados Unidos, garantindo certificação de ouro e, posteriormente, de platina pela Recording Industry Association of America. O documentário também foi muito bem recebido pelo público e contribuiu significativamente para impulsionar as vendas do disco. Embora nenhum single tenha alcançado o primeiro lugar nas paradas, músicas como "You Don't Have to Say You Love Me", "I've Lost You" e "Bridge Over Troubled Water" tornaram-se destaques das apresentações ao vivo de Elvis e passaram a integrar definitivamente seu repertório nos anos seguintes. O sucesso comercial confirmou que Presley permanecia entre os artistas mais populares do mundo mesmo diante das profundas mudanças do mercado musical.

O legado de That's the Way It Is é hoje amplamente reconhecido por críticos, músicos e fãs. Muitos especialistas consideram o álbum um dos melhores trabalhos da fase de Las Vegas e uma das maiores demonstrações da extraordinária capacidade interpretativa de Elvis Presley. Diferentemente das trilhas sonoras produzidas durante sua fase cinematográfica, este disco revelou um artista completamente comprometido com a excelência musical e vocal. Para os fãs, representa um retrato fiel de Elvis em seu auge como cantor ao vivo, reunindo interpretações emocionantes e um repertório cuidadosamente escolhido. O documentário associado ao álbum também é frequentemente citado como um dos melhores registros audiovisuais da carreira do cantor. Mais de cinquenta anos após seu lançamento, That's the Way It Is continua sendo considerado uma obra essencial da discografia de Elvis Presley e um dos grandes álbuns ao vivo/estúdio da música popular americana.

Elvis Presley – That's the Way It Is (1970)
I Just Can't Help Believin'
Twenty Days and Twenty Nights
How the Web Was Woven
Patch It Up
Mary in the Morning
You Don't Have to Say You Love Me
You've Lost That Lovin' Feelin'
I've Lost You
Just Pretend
Stranger in the Crowd
The Next Step Is Love
Bridge Over Troubled Water

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

sábado, 11 de julho de 2026

Elvis Presley - Elvis Golden Records vol. 3

Elvis Presley - Elvis Golden Records vol. 3
Lançado em agosto de 1963, Elvis’ Golden Records Volume 3 reuniu alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley gravados entre 1960 e 1962, período que marcou seu retorno do serviço militar e sua consolidação como o maior astro da música popular americana. Diferentemente de um álbum de estúdio tradicional, trata-se de uma coletânea cuidadosamente organizada pela RCA Victor para reunir em um único LP os principais singles lançados após sua volta aos palcos e aos estúdios. O disco apresenta um Elvis artisticamente versátil, transitando entre o rock and roll, o pop, o rhythm and blues e as baladas românticas, refletindo a diversidade de sua produção naquele período. Canções como "It's Now or Never", "Are You Lonesome Tonight?", "Surrender" e "Can't Help Falling in Love" já haviam se tornado enormes sucessos antes mesmo do lançamento da coletânea. Assim, Elvis’ Golden Records Volume 3 serviu não apenas para celebrar uma sequência impressionante de hits, mas também para reafirmar o domínio de Elvis em um mercado musical que começava a passar por profundas transformações com o surgimento de uma nova geração de artistas.

A crítica especializada recebeu o álbum de maneira bastante favorável, sobretudo porque ele reunia algumas das interpretações mais marcantes da carreira de Elvis até aquele momento. A revista Billboard destacou que a coletânea era "uma demonstração da extraordinária consistência comercial de Presley", observando que poucos artistas conseguiam acumular tantos sucessos em tão curto espaço de tempo. A Variety elogiou a seleção das faixas, afirmando que o disco "oferece praticamente um catálogo dos maiores momentos do cantor desde seu retorno do Exército". No Reino Unido, a NME (New Musical Express) ressaltou que Elvis permanecia como uma referência mundial da música popular, embora reconhecesse que o cenário começava a mudar com a ascensão do rock britânico. Mesmo assim, os críticos destacavam a qualidade vocal de Presley e sua capacidade de interpretar tanto baladas quanto canções mais vigorosas com a mesma naturalidade.

Os grandes jornais americanos também avaliaram a importância da coletânea dentro da carreira do artista. O The New York Times observou que Elvis "continuava sendo um intérprete incomparável de canções populares", destacando que sua voz havia adquirido maior maturidade e controle técnico após o serviço militar. O Los Angeles Times comentou que o álbum reunia "algumas das performances mais elegantes e emocionalmente convincentes de Presley", especialmente nas baladas românticas. Décadas depois, a Rolling Stone revisitou essa fase da carreira do cantor e destacou que os sucessos presentes em Elvis’ Golden Records Volume 3 demonstram sua extraordinária capacidade de adaptação às mudanças do mercado musical sem perder sua identidade artística. A publicação observou ainda que canções como "It's Now or Never" e "Can't Help Falling in Love" se transformaram em clássicos permanentes da música popular mundial.

Do ponto de vista comercial, Elvis’ Golden Records Volume 3 foi mais um grande sucesso da carreira de Elvis Presley. O álbum alcançou posições de destaque na Billboard 200 e vendeu milhões de cópias ao longo dos anos, recebendo certificações de ouro e posteriormente de platina pela Recording Industry Association of America. O fato de reunir sucessos que já haviam liderado as paradas americanas e internacionais contribuiu decisivamente para seu excelente desempenho comercial. Muitos dos singles incluídos no álbum alcançaram o primeiro lugar na Billboard Hot 100 ou em outras importantes paradas internacionais, consolidando ainda mais o domínio de Elvis durante os primeiros anos da década de 1960. O disco tornou-se uma das coletâneas mais vendidas de sua discografia e permaneceu durante muitos anos como referência para novos fãs que desejavam conhecer os maiores sucessos dessa fase de sua carreira.

O legado de Elvis’ Golden Records Volume 3 permanece extremamente significativo dentro da história da música popular. Especialistas o consideram uma das melhores coletâneas já lançadas por Elvis Presley, justamente por reunir uma sequência impressionante de gravações que representam o auge de sua maturidade vocal e comercial. Para muitos historiadores da música, o álbum evidencia a capacidade do cantor de evoluir artisticamente sem abandonar o enorme apelo popular que sempre caracterizou sua carreira. Entre os fãs, continua sendo uma das portas de entrada mais recomendadas para conhecer o Elvis do início dos anos 1960, período em que conciliava enormes sucessos radiofônicos com sua intensa atividade cinematográfica. Mais de seis décadas após seu lançamento, Elvis’ Golden Records Volume 3 permanece como um registro indispensável da extraordinária sequência de hits que consolidou Elvis Presley como um dos maiores artistas da história da música.

Elvis Presley – Elvis’ Golden Records Volume 3 (1963)
It's Now or Never
Stuck on You
Fame and Fortune
I Gotta Know
Surrender
I Feel So Bad
Are You Lonesome Tonight?
(Marie's the Name) His Latest Flame
Little Sister
Good Luck Charm
Anything That's Part of You
She's Not You
Wild in the Country
Wooden Heart

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

sábado, 20 de junho de 2026

Crônicas de Elvis Presley - Texto I

Para aquele jovem Elvis, que se apresentava em parques de diversões e feiras de gado pelo sul dos Estados Unidos, o máximo que ele poderia atingir em termos de fama e sucesso era se tornar um astro em Hollywood. Era sua mentalidade juvenil da época. Elvis sonhava com aquilo desde que era um adolescente loiro e sem grana, louco por cinema. Todas as semanas lá estava ele assistindo aos novos filmes no pequeno cinema de Memphis. Tão apaixonado era por sétima arte que quando precisou arranjar seu primeiro emprego para ajudar seus pais, ele foi atrás de um no próprio cinema. Acabou virando lanterninha! 

Aquilo havia sido anos atrás. Agora Elvis era um jovem cantor tentando a sorte. Ele já havia encontrado um pequeno selo que lançara seus primeiros compactos, disquinhos com duas músicas. Não vendiam muito, mas ajudavam a vender seu show itinerante. As coisas só iriam mudar quando ele conheceu um sujeito de lábia encantadora. Aliás ele gostava de dizer que era também um ilusionista de parque de diversões. Sempre com um sorrisso no rosto, aquela era uma pessoa para no mínimo se ter cuidado! 

Era o "Coronel" Tom Parker. Que na verdade não era Coronel, nem Tom, nem Parker. Esse era o personagem que esse imigrante holândes havia criado, algo que tinha dado muito certo por anos. Até o sotaque do sulista americano ele imitava com perfeição! Parker passou anos trabalhando em parques de diversões pelo sul dos Estados Unidos. Ali aprendeu as manhas dessa profissão. Ele tinha um lema que todo dia era um bom dia para tirar dinheiro fácil dos que iam aos parques. Em troca ele lhes oferecia alguma ilusão, alguma mágica, que deixava todos com um sorriso no rosto. 

Parker não era um vigarista na acepção mais restrita do termo. Ele jamais cometeria crimes, até por causa de sua condição de imigrante ilegal nos Estados Unidos, mas sabia aplicar pequenos golpes inocentes em determinadas pessoas mais ingênuas. Quando conheceu aquele jovem cantor esse lhe disse que seu sonho era chegar um dia em Hollywood. Era a isca que Parker esperava. Quando ouviu isso, o velho empresário disse a Elvis: "Assine comigo rapaz que você se tornará um astro em Hollywood! Eu prometo!". Os olhos de Elvis brilharam nesse momento e o resto é história. 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O Barco do Amor

O Barco do Amor
"Clambake" é muito divertido. Seguindo a fórmula dos filmes de Elvis Presley dos anos 60, o filme consegue prender atenção não só pelas músicas mas também por um enredo muito bem bolado e simpático. A troca de identidades entre o garoto rico (Presley) e o instrutor pobretão de esqui de um hotel de luxo na Flórida (Hutchins), rende boas piadas e situações engraçadas, principalmente por causa do elenco de apoio, todo bom. Shelley Fabares, o par romântico de Elvis, era uma gracinha, uma simpatia só, que deu tão certo com ele que estrelou mais dois filmes ao seu lado. Já o rival de Elvis pela mão da mocinha foi interpretado pelo bom Bill Bixby, que iria se consagrar nos anos 70 interpretando Bruce Banner no famoso seriado de TV Hulk.

Como sempre Elvis vai apresentando as músicas da trilha ao longo do filme. Aqui duas se destacam: "You Don´t Know Me" (que de tão boa foi regravada por Elvis depois, porque ele não tinha gostado muito de sua versão para esse filme) e "House That Has Everything" (que mostrava muito bem porque Elvis Presley era o maior cantor de sua época). No mais, muitas paisagens bonitas (esse foi o segundo filme de Elvis rodado na Flórida) e um boa corrida de lanchas potentes como pano de fundo.

Outro fato digno de nota é que esse filme foi um dos mais reprisados na Sessão da Tarde nas décadas de 1970 e 1980, por isso acabou se tornando também um dos mais queridos dos fãs brasileiros. Seguramente só não foi mais exibido pela Rede Globo nessa época do que "Feitiço Havaiano" e "Saudades de um Pracinha", os campeões nesse quesito. O curioso é que Elvis sofreu um pequeno acidente nas filmagens, ao tropeçar no fio de um eletrodoméstico. Isso fez com que as filmagens fossem suspensas por algumas semanas. Porém essa interrupção não atrapalhou o resultado final do filme. "Clambake" pode até não ser dos mais lembrados filmes feitos pelo cantor, mas como disse, é um dos mais divertidos e nostálgicos, principalmente para os fãs brasileiros.

O Barco do Amor (Clambake, Estados Unidos, 1967) Direção: Arthur H Nadel / Roteiro: Arthur Brownie Jr / Elenco: Elvis Presley, Bill Bixby, Will Hutchins e Shelley Fabares / Sinopse: Scott Haywerd (Elvis Presley) é filho de um dos homens mais ricos dos EUA, dono de refinarias de petróleo. As garotas só se aproximam dele por causa de sua rica herança; Cansado dessa situação resolve trocar de identidade com Tom Wilson (Will Hutchins), um pobre instrutor de esqui aquático de resorts de luxo. Após a troca de identidades Scott conhece Diane Carter (Shellery Fabares) uma garota que rouba seu coração.

Pablo Aluísio.

sábado, 23 de maio de 2026

Elvis Presley - On Stage 1970

Elvis Presley - On Stage, February 1970
Lançado em 23 de junho de 1970, On Stage capturou um momento extremamente importante da carreira de Elvis Presley, registrando o artista em plena revitalização artística após seu retorno triunfal aos palcos no final da década de 1960. Gravado durante apresentações no International Hotel, em Las Vegas, em fevereiro de 1970, o álbum mostrou um Elvis energizado, confiante e novamente conectado ao público ao vivo, algo que havia ficado em segundo plano durante seus anos dedicados principalmente ao cinema. Diferente dos discos de estúdio mais controlados, On Stage traz um clima vibrante e espontâneo, revelando a força de Elvis como intérprete e entertainer. O repertório mistura canções contemporâneas, baladas e versões de sucessos recentes, evidenciando o desejo do cantor de atualizar seu material e dialogar com o cenário musical do início dos anos 1970. Em uma época dominada por transformações no rock e na música pop, o álbum ajudou a reafirmar Elvis como uma presença relevante e poderosa no palco.

A recepção crítica foi bastante positiva, especialmente pela energia das performances e pela qualidade vocal de Elvis. A revista Billboard destacou que o álbum “captura Presley em excelente forma, demonstrando domínio absoluto do palco e forte conexão com o público”. Já a Variety comentou que On Stage “mostra um artista revitalizado, capaz de reinterpretar material contemporâneo com personalidade própria”, elogiando particularmente a intensidade emocional das apresentações. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) observou que Elvis parecia “mais vivo artisticamente do que em muitos de seus lançamentos de estúdio da década anterior”, destacando o entusiasmo da banda de apoio e a força do repertório. Muitos críticos perceberam que Elvis estava vivendo um verdadeiro renascimento artístico em suas apresentações ao vivo.

Os grandes jornais americanos também reconheceram a importância do disco dentro daquele momento da carreira do cantor. O The New York Times escreveu que Elvis “recuperou a intensidade e o magnetismo que haviam feito dele uma figura revolucionária nos anos 1950”, ressaltando sua presença de palco e capacidade vocal. O Los Angeles Times destacou a atmosfera eletrizante das gravações, afirmando que o álbum “transmite a energia genuína de um grande show de Las Vegas”. Já a The New Yorker analisou o trabalho como um sinal de maturidade artística, comentando que “Elvis parece confortável reinterpretando canções modernas sem abandonar sua identidade musical”. Essas avaliações ajudaram a fortalecer a percepção de que o cantor estava novamente artisticamente inspirado.

Comercialmente, On Stage foi um sucesso sólido. O álbum alcançou o Top 20 da Billboard 200 e também obteve excelente desempenho nas paradas de música country. O single “The Wonder of You”, extraído das mesmas apresentações ao vivo, tornou-se um enorme sucesso internacional, alcançando posições altas nas paradas americanas e britânicas. As vendas do álbum foram expressivas, recebendo certificações de ouro e consolidando a popularidade do retorno de Elvis aos palcos. Além disso, o sucesso de On Stage ajudou a estabelecer Las Vegas como uma parte central da fase final de sua carreira, transformando suas temporadas de shows em eventos de enorme repercussão cultural e comercial.

Hoje, On Stage é considerado um dos melhores registros ao vivo da carreira de Elvis Presley nos anos 1970. Especialistas frequentemente destacam o álbum por mostrar um artista ainda extremamente carismático e vocalmente poderoso, em contraste com a ideia de declínio que marcaria seus últimos anos. Para muitos fãs, o disco representa o equilíbrio ideal entre maturidade artística e energia performática, capturando Elvis em um de seus momentos mais confiantes no palco. Embora talvez não tenha o peso histórico revolucionário de seus primeiros trabalhos, On Stage permanece como um documento essencial da fase de renascimento artístico de Elvis e da força duradoura de sua presença ao vivo.

Elvis Presley - On Stage (1970)
See See Rider
Release Me
Sweet Caroline
Runaway
The Wonder of You
Polk Salad Annie
Yesterday
Proud Mary
Walk a Mile in My Shoes
Let It Be Me

Erick Steve e Pablo Aluísio. 

sábado, 16 de maio de 2026

Elvis Presley - Kissin’ Cousins

Elvis Presley - Kissin’ Cousins
Lançado em 2 de abril de 1964, Kissin’ Cousins foi mais um álbum de trilha sonora da fase hollywoodiana de Elvis Presley, acompanhando o filme homônimo no qual o cantor interpretava dois personagens diferentes. Durante os anos 1960, Elvis estava profundamente envolvido com sua carreira cinematográfica, e esse período produziu uma série de discos ligados diretamente aos filmes estrelados por ele. Kissin’ Cousins reflete exatamente essa fase: um trabalho leve, descontraído e claramente voltado ao entretenimento popular. Musicalmente, o álbum mistura rock suave, country e canções cômicas, acompanhando o tom divertido do longa-metragem. Embora estivesse distante da ousadia musical de seus primeiros anos no rock and roll, o disco teve importância dentro da estratégia comercial de manter Elvis constantemente presente no cinema e nas paradas. Em uma década marcada pela ascensão da The Beatles e pela transformação da música pop, álbuns como Kissin’ Cousins mostravam Elvis apostando em um modelo seguro e altamente comercial.

A recepção crítica ao álbum foi bastante dividida. A revista Billboard destacou o potencial comercial do disco, afirmando que “o nome Elvis Presley continua sendo garantia de vendas”, além de elogiar a produção limpa e acessível das faixas. Já a Variety observou que o álbum “cumpre sua função como complemento do filme”, mas sugeriu que o material carecia de maior profundidade artística. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) comentou que Elvis parecia confortável em sua fórmula cinematográfica, embora alguns críticos da publicação tenham apontado que o cantor estava artisticamente distante da inovação que dominava o cenário musical britânico da época. Ainda assim, a imprensa reconhecia que seu carisma permanecia intacto e que ele continuava sendo um dos artistas mais populares do mundo.

Os grandes jornais americanos também trouxeram análises variadas sobre o projeto. O The New York Times comentou que Elvis “mantém sua habilidade de transformar canções simples em momentos agradáveis”, embora tenha observado que o álbum não apresentava grandes riscos criativos. O Los Angeles Times destacou a atmosfera divertida e informal do disco, afirmando que ele “dialoga diretamente com o público familiar e jovem que acompanha os filmes de Presley”. Já a The New Yorker foi mais crítica, sugerindo que “a fase cinematográfica de Elvis parece priorizar quantidade e apelo comercial acima de ambição musical”. Mesmo assim, muitos jornalistas reconheciam que o artista ainda possuía uma presença vocal marcante e um talento natural para o entretenimento popular.

No aspecto comercial, Kissin’ Cousins foi um sucesso sólido. O álbum alcançou boas posições nas paradas americanas, chegando ao Top 10 da Billboard 200, além de vender centenas de milhares de cópias nos Estados Unidos e em outros mercados internacionais. O filme também ajudou a impulsionar as vendas do disco, seguindo a fórmula já consolidada pela equipe de Elvis ao longo dos anos 1960. Embora não tenha alcançado os números extraordinários de seus maiores sucessos da década anterior, o álbum demonstrou que Elvis ainda era uma força comercial importante em meio às rápidas mudanças do mercado musical. O desempenho financeiro do projeto reforçou a viabilidade da combinação entre cinema e música que dominava sua carreira naquele período.

Com o passar do tempo, Kissin’ Cousins passou a ser visto como um retrato bastante representativo da fase hollywoodiana de Elvis Presley. Especialistas em música frequentemente citam o álbum como exemplo do período em que o cantor priorizou projetos cinematográficos leves e altamente comerciais, afastando-se temporariamente do rock mais inovador que havia ajudado a criar nos anos 1950. Para muitos fãs, porém, o disco possui um charme nostálgico e divertido, associado à imagem descontraída de Elvis no cinema. Embora raramente seja colocado entre seus trabalhos artisticamente mais importantes, Kissin’ Cousins continua sendo lembrado como parte essencial da trajetória de um artista que dominou simultaneamente a música e o cinema popular por boa parte da década de 1960.

Elvis Presley - Kissin’ Cousins (1964)
Kissin’ Cousins
Smokey Mountain Boy
There’s Gold in the Mountains
One Boy, Two Little Girls
Catchin’ On Fast
Tender Feeling
Anyone (Could Fall in Love with You)
Barefoot Ballad
Once Is Enough
Kissin’ Cousins (No. 2)
Echoes of Love
Long Lonely Highway

Erick Steve. 

sábado, 9 de maio de 2026

Elvis Presley - A Date With Elvis

Elvis Presley - A Date With Elvis
Lançado em 24 de julho de 1959, A Date with Elvis ocupa um lugar curioso e importante na discografia de Elvis Presley. O álbum foi lançado enquanto Elvis ainda servia ao exército dos Estados Unidos na Alemanha, período em que sua ausência física poderia ter diminuído sua popularidade. No entanto, a gravadora RCA Victor utilizou gravações previamente registradas para manter o cantor em evidência no mercado fonográfico. O disco reúne singles já conhecidos, lados B e faixas inéditas para LP, apresentando uma mistura de rock and roll, rhythm and blues e baladas românticas que ajudaram a preservar a imagem de Elvis como o maior astro jovem da música americana. Embora não tenha sido concebido como um álbum de estúdio tradicional, A Date with Elvis teve importância estratégica na carreira do cantor, mostrando a força de seu catálogo musical e a fidelidade de seu público em um momento delicado de transição profissional.

A crítica da época recebeu o álbum de maneira geralmente positiva, ainda que muitos analistas reconhecessem sua natureza de coletânea montada pela gravadora. A revista Billboard observou que “qualquer lançamento de Elvis continua sendo um evento comercial importante”, destacando a permanência do impacto cultural do cantor mesmo durante seu serviço militar. Já a Variety comentou que o álbum “mantém o alto padrão de energia e apelo juvenil associado ao nome Presley”, ressaltando faixas como “Blue Moon of Kentucky” e “Baby I Don’t Care”. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) apontou que Elvis permanecia como “a figura dominante do rock and roll”, ainda que o material não apresentasse novidades significativas para os fãs que já acompanhavam seus singles anteriores.

Os grandes jornais americanos também analisaram o fenômeno em torno do álbum e da permanência da popularidade de Elvis. O The New York Times destacou que o cantor “continua exercendo uma influência singular sobre a juventude americana”, observando que mesmo um álbum montado a partir de gravações antigas conseguia despertar enorme interesse do público. O Los Angeles Times elogiou a força interpretativa de Elvis, afirmando que “sua presença vocal permanece vibrante e magnética”. Já a The New Yorker comentou que Presley já havia ultrapassado o status de simples cantor popular para se tornar um verdadeiro símbolo cultural dos anos 1950. Embora algumas críticas apontassem a falta de unidade artística do disco, a maioria reconhecia o enorme carisma e a relevância contínua do artista.

Comercialmente, A Date with Elvis foi um grande sucesso. O álbum alcançou o primeiro lugar na parada britânica e também teve excelente desempenho nos Estados Unidos, chegando ao Top 40 da Billboard. Em uma época em que o mercado fonográfico dependia fortemente da venda de singles e LPs físicos, o disco vendeu centenas de milhares de cópias rapidamente, reforçando o domínio comercial de Elvis mesmo durante sua ausência dos palcos e estúdios. O sucesso do álbum demonstrou a extraordinária lealdade de seus fãs e a habilidade da RCA em manter o artista constantemente presente no imaginário popular. Além disso, o desempenho comercial ajudou a consolidar ainda mais o rock and roll como força dominante na música jovem do final da década de 1950.

Hoje, A Date with Elvis é visto como um documento importante de um período singular da carreira de Elvis Presley. Embora não seja considerado um de seus trabalhos mais artisticamente coesos, o álbum representa a capacidade do cantor de permanecer relevante mesmo em circunstâncias adversas. Especialistas em música frequentemente destacam o disco como exemplo do enorme poder comercial e cultural de Elvis no auge de sua fama. Para os fãs, ele continua sendo uma coletânea querida, reunindo algumas das gravações mais energéticas e carismáticas de sua fase inicial. Mais do que apenas um produto lançado durante o serviço militar do artista, A Date with Elvis permanece como um símbolo da força do fenômeno Elvis Presley e de sua influência duradoura sobre a história do rock and roll.

Elvis Presley - A Date with Elvis (1959)
Blue Moon of Kentucky
Young and Beautiful
(You’re So Square) Baby I Don’t Care
Milkcow Blues Boogie
Baby Let’s Play House
Good Rockin’ Tonight
Is It So Strange
We’re Gonna Move
I Want to Be Free
I Forgot to Remember to Forget

Erick Steve. 

sábado, 2 de maio de 2026

Elvis Presley - Back in Memphis

Elvis Presley - Back in Memphis
Lançado em outubro de 1969, Back in Memphis ocupa um lugar especial na trajetória de Elvis Presley, funcionando como uma espécie de continuação espiritual das lendárias sessões de gravação realizadas no American Sound Studio, em Memphis, no início daquele ano. Essas sessões marcaram o retorno de Elvis a uma produção musical mais focada e artisticamente relevante após anos dedicados a trilhas sonoras de filmes. O álbum reúne gravações que não haviam sido incluídas em From Elvis in Memphis, lançado meses antes, mantendo o mesmo alto padrão de qualidade e diversidade sonora. Misturando soul, country, pop e R&B, Back in Memphis demonstra um artista revitalizado, conectado às raízes musicais do sul dos Estados Unidos e aberto às influências contemporâneas. Na época, o disco reforçou a percepção de que Elvis estava vivendo um renascimento artístico, recuperando parte do prestígio crítico que havia diminuído ao longo da década de 1960.

A recepção crítica ao álbum foi bastante favorável, especialmente por dar continuidade ao aclamado momento criativo iniciado com From Elvis in Memphis. A revista Billboard destacou que o álbum “mantém o alto nível das sessões de Memphis, apresentando interpretações consistentes e arranjos sofisticados”, elogiando a escolha de repertório e a produção refinada. Já a Variety comentou que o disco “consolida o retorno de Elvis à música de qualidade, com um equilíbrio eficaz entre material comercial e artístico”. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) observou que Elvis “soa mais comprometido e emocionalmente envolvido do que em muitos de seus trabalhos recentes”, apontando que o álbum reforçava sua relevância em um cenário musical cada vez mais competitivo. Em geral, a crítica especializada reconheceu o disco como parte de uma fase de recuperação criativa importante.

A imprensa mais ampla também contribuiu com análises positivas sobre o trabalho. O The New York Times destacou que Elvis “retorna às suas raízes musicais com uma autenticidade renovada”, ressaltando a força emocional de suas interpretações. O Los Angeles Times elogiou a coesão do álbum, afirmando que ele “oferece um retrato consistente de um artista em plena redescoberta criativa”. Já a The New Yorker apontou que “as sessões de Memphis revelam um Elvis mais conectado à essência de sua música”, destacando a influência do soul e do gospel em várias faixas. Essas avaliações ajudaram a consolidar a ideia de que Back in Memphis não era apenas um complemento, mas uma extensão valiosa de um dos momentos mais inspirados da carreira do cantor.

Do ponto de vista comercial, Back in Memphis teve um desempenho respeitável, embora não tenha alcançado o mesmo impacto de alguns dos maiores sucessos de Elvis. O álbum atingiu boas posições nas paradas, incluindo o Top 20 da Billboard 200, e também teve presença significativa nas paradas de música country e soul. Nos Estados Unidos, as vendas foram sólidas, impulsionadas pelo sucesso contínuo das sessões de Memphis e pelo prestígio renovado do artista. Internacionalmente, o disco também encontrou seu público, especialmente entre fãs que acompanhavam essa fase mais madura de Elvis. Embora não tenha sido um fenômeno de vendas comparável a seus trabalhos anteriores, o álbum contribuiu para manter o impulso comercial e artístico iniciado em 1969.

Com o passar do tempo, o legado de Back in Memphis foi cada vez mais valorizado por críticos e fãs. Hoje, o álbum é frequentemente visto como parte essencial do chamado “Memphis Sessions”, considerado um dos pontos altos da carreira de Elvis Presley. Especialistas destacam a qualidade consistente do material e a autenticidade das performances, que mostram um artista revitalizado e artisticamente engajado. Para os fãs, o disco representa um momento de reconexão com as raízes musicais de Elvis, após um período de produções mais comerciais e menos inspiradas. Embora muitas vezes ofuscado por From Elvis in Memphis, Back in Memphis permanece como um trabalho fundamental para compreender a evolução artística do cantor e seu retorno triunfante à relevância musical no final dos anos 1960.

Elvis Presley - Back in Memphis (1969)
Inherit the Wind
This Is the Story
Stranger in My Own Home Town
A Little Bit of Green
And the Grass Won’t Pay No Mind
Do You Know Who I Am
From a Jack to a King
The Fair’s Moving On
You’ll Think of Me
Without Love (There Is Nothing)

Erick Steve. 

sábado, 25 de abril de 2026

Elvis Presley - Elvis Today

Elvis Today
Lançado em 7 de maio de 1975, Elvis Today representa um dos momentos mais interessantes e, ao mesmo tempo, subestimados da fase final da carreira de Elvis Presley. Gravado nos estúdios da RCA em Hollywood, o álbum surgiu em um período em que Elvis enfrentava desafios pessoais e profissionais, mas ainda demonstrava grande capacidade interpretativa. Diferente de muitos de seus trabalhos da década de 1960, fortemente ligados ao cinema, Elvis Today apresenta um repertório mais contemporâneo para a época, com influências do country, pop e soft rock. O disco inclui regravações de sucessos recentes e canções de compositores modernos, mostrando um Elvis tentando se reconectar com as tendências musicais dos anos 1970. Embora não tenha causado um impacto revolucionário no cenário musical, o álbum foi importante por evidenciar o esforço do artista em permanecer relevante em um mercado em transformação, dominado por novos estilos e nomes emergentes.

A recepção crítica ao álbum foi relativamente positiva, especialmente no que diz respeito à performance vocal de Elvis. A revista Billboard destacou que o cantor “mostra-se em boa forma vocal, trazendo interpretações sólidas e emocionalmente envolventes”, elogiando particularmente sua capacidade de adaptar músicas contemporâneas ao seu estilo. Já a Variety comentou que o disco “apresenta um Elvis mais maduro, com escolhas musicais que refletem as tendências do momento”, embora tenha observado que o álbum carecia de material verdadeiramente marcante. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) teve uma visão mais crítica, sugerindo que Elvis parecia “seguir tendências ao invés de ditá-las”, o que contrastava com seu papel inovador no início da carreira. Ainda assim, houve reconhecimento geral de que sua presença vocal continuava sendo um dos grandes atrativos do álbum.

A imprensa mais ampla também contribuiu para o debate em torno do disco. O The New York Times observou que Elvis “continua sendo um intérprete de grande sensibilidade, capaz de dar nova vida a canções contemporâneas”, embora tenha apontado que o material não era sempre à altura de seu talento. O Los Angeles Times destacou a consistência do álbum, afirmando que ele “oferece um retrato honesto de um artista veterano navegando em um novo cenário musical”. Já a The New Yorker adotou um tom mais analítico, sugerindo que “Elvis parece dividido entre sua identidade clássica e a necessidade de se adaptar às mudanças da indústria”. Essas avaliações mostram que, embora não tenha sido unanimemente celebrado, Elvis Today foi visto como um trabalho digno, especialmente considerando o contexto da carreira do artista naquele momento.

No aspecto comercial, Elvis Today teve um desempenho sólido, ainda que não espetacular quando comparado aos maiores sucessos da carreira de Elvis. O álbum alcançou boas posições nas paradas, chegando ao Top 10 da Billboard Country Albums e ao Top 60 da Billboard 200. Nos Estados Unidos, vendeu bem o suficiente para garantir certificações de ouro, refletindo a base fiel de fãs que Elvis ainda mantinha na década de 1970. Internacionalmente, o disco também teve uma recepção razoável, embora sem o impacto global de seus trabalhos anteriores. Singles como “T-R-O-U-B-L-E” ajudaram a promover o álbum e demonstraram que Elvis ainda podia alcançar o público com material mais animado. Mesmo não sendo um fenômeno comercial, o álbum confirmou que ele continuava relevante no mercado fonográfico.

Com o passar dos anos, o legado de Elvis Today foi sendo reavaliado de forma mais positiva por críticos e fãs. Hoje, o álbum é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de estúdio de Elvis na década de 1970, especialmente por sua consistência e pela qualidade de suas interpretações. Especialistas destacam que o disco captura um momento em que Elvis, apesar das dificuldades pessoais, ainda conseguia produzir música de alto nível. Para os fãs, ele representa uma fase mais madura e introspectiva do artista, com interpretações carregadas de emoção e autenticidade. Embora não seja tão icônico quanto seus álbuns clássicos dos anos 1950 e início dos 1960, Elvis Today permanece como um testemunho da resiliência artística de Elvis Presley e de sua capacidade de se reinventar, mesmo em circunstâncias adversas.

Elvis Presley - Elvis Today (1975)
T-R-O-U-B-L-E
And I Love You So
Susan When She Tried
Woman Without Love
Shake a Hand
Pieces of My Life
Fairytale
I Can Help
Bringin’ It Back
Green, Green Grass of Home

Erick Steve. 

sábado, 18 de abril de 2026

Elvis Presley - Blue Hawaii

Elvis Presley - Blue Hawaii
Lançado em 1º de outubro de 1961, Blue Hawaii marcou um momento decisivo na carreira de Elvis Presley, consolidando sua transição para uma fase fortemente ligada ao cinema e ao entretenimento de massa. Servindo como trilha sonora do filme homônimo, o álbum rapidamente se tornou um dos maiores sucessos comerciais de sua trajetória, refletindo uma mudança significativa em seu estilo musical. Diferente do rock mais cru e inovador que havia caracterizado seus primeiros anos, aqui Elvis abraça um som mais leve, com forte influência de baladas românticas e elementos havaianos, alinhados ao clima exótico e escapista do filme. O impacto do disco na época foi enorme, não apenas pelo seu sucesso de vendas, mas também por estabelecer um modelo de trilhas sonoras como produtos centrais da indústria fonográfica. Embora alguns críticos tenham visto essa fase como menos ousada artisticamente, não há dúvida de que Blue Hawaii ajudou a manter Elvis no topo da cultura popular em um período de rápidas transformações musicais no início dos anos 1960.

A recepção crítica ao álbum foi, em grande parte, positiva do ponto de vista comercial, mas acompanhada de ressalvas quanto ao conteúdo artístico. A revista Billboard destacou o forte apelo popular do disco, observando que “as melodias são acessíveis e perfeitamente adaptadas ao público que acompanha Elvis no cinema”, ressaltando também a qualidade da produção e o potencial de vendas. Já a Variety comentou que o álbum “cumpre seu papel como trilha sonora, reforçando a imagem carismática de Elvis, embora não traga grandes inovações musicais”. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) reconheceu o talento vocal do artista, mas apontou que o material era claramente voltado para o entretenimento leve, distante do impacto revolucionário que Elvis tivera no final dos anos 1950. Ainda assim, o consenso geral era de que o álbum funcionava perfeitamente dentro de seu propósito comercial.

A crítica de veículos mais generalistas também trouxe análises interessantes sobre o disco. O The New York Times observou que Elvis “continua sendo uma figura magnética, capaz de transformar canções simples em momentos memoráveis”, embora tenha sugerido que o repertório carecia de maior profundidade. O Los Angeles Times elogiou o apelo cinematográfico do álbum, destacando como as músicas contribuíam para a atmosfera do filme e ampliavam sua experiência junto ao público. Já a The New Yorker foi um pouco mais crítica, afirmando que “o talento de Presley é inegável, mas o material oferecido a ele parece limitado e excessivamente formulaico”. Apesar dessas observações, a maioria das análises reconhecia que Elvis ainda possuía um enorme carisma e uma capacidade única de comunicação com o público, o que compensava eventuais limitações artísticas do projeto.

No campo comercial, Blue Hawaii foi um fenômeno absoluto. O álbum alcançou o primeiro lugar na parada Billboard 200, onde permaneceu por impressionantes 20 semanas, tornando-se um dos maiores sucessos da década. Nos Estados Unidos, vendeu milhões de cópias e recebeu certificações multiplatina ao longo dos anos, enquanto no mercado internacional também obteve desempenho expressivo. O single “Can’t Help Falling in Love” tornou-se um dos maiores sucessos da carreira de Elvis, alcançando posições elevadas nas paradas e consolidando-se como um clássico atemporal. O disco também demonstrou a eficácia da estratégia de lançar trilhas sonoras como produtos independentes de grande alcance, reforçando o domínio de Elvis tanto no cinema quanto na música. Em termos financeiros e de popularidade, poucos álbuns de sua carreira alcançaram resultados tão expressivos quanto Blue Hawaii.

Com o passar do tempo, o legado de Blue Hawaii foi sendo reavaliado por críticos e fãs. Embora não seja considerado um de seus trabalhos mais inovadores, o álbum é frequentemente visto como um retrato fiel de uma fase específica da carreira de Elvis Presley, marcada pelo enorme apelo popular e pela integração entre música e cinema. Especialistas reconhecem que, apesar de sua abordagem mais comercial, o disco contém momentos icônicos e canções que resistiram ao teste do tempo, especialmente “Can’t Help Falling in Love”. Para os fãs, o álbum continua sendo uma obra querida, associada a um período de grande sucesso e visibilidade do artista. Hoje, Blue Hawaii é lembrado tanto por seu impacto comercial quanto por seu papel na construção do mito de Elvis como um dos maiores ícones da cultura pop do século XX.

Elvis Presley - Blue Hawaii (1961)
Blue Hawaii
Almost Always True
Aloha Oe
No More
Can’t Help Falling in Love
Rock-A-Hula Baby
Moonlight Swim
Ku-U-I-Po
Ito Eats
Slicin’ Sand
Hawaiian Sunset
Beach Boy Blues
Island of Love
Hawaiian Wedding Song

Erick Steve. 

sábado, 11 de abril de 2026

Elvis Presley - Elvis' Golden Records

Elvis Presley - Elvis' Golden Records
Esse álbum é uma coletânea fundfamental na carreira de Elvis Presley, reunindo alguns dos maiores sucessos do artista na década de 1950. Diferente de um álbum de estúdio convencional, este disco compila singles lançados anteriormente, muitos deles gravados antes do período em que Elvis serviu ao exército dos Estados Unidos. O álbum surgiu em um momento estratégico, mantendo a presença do cantor no mercado musical mesmo durante sua ausência temporária. Com faixas icônicas como “Hound Dog”, “Heartbreak Hotel” e “Don’t Be Cruel”, o disco captura o auge do impacto inicial de Elvis no cenário do rock and roll. Essas músicas ajudaram a redefinir a música popular americana, introduzindo uma energia e um estilo vocal que influenciariam gerações futuras. A coletânea também destaca a versatilidade do artista, alternando entre rock explosivo e baladas emocionais. Na época de seu lançamento, Elvis já era conhecido como o “Rei do Rock”, e este álbum serviu como um lembrete poderoso de sua influência. Além disso, o disco consolidou a importância dos singles como forma dominante de consumo musical nos anos 1950. Dessa forma, “Elvis’ Golden Records” não apenas reuniu grandes sucessos, mas também reforçou o legado de Elvis como pioneiro do rock.

A recepção crítica ao álbum foi amplamente positiva, especialmente por reunir canções que já haviam se provado extremamente populares. A revista Billboard destacou o disco como uma coletânea essencial, observando que “cada faixa representa um momento de grande sucesso comercial e impacto cultural”. A publicação ressaltou que o álbum tinha forte apelo tanto para fãs antigos quanto para novos ouvintes. A revista Variety também elogiou o lançamento, afirmando que a coletânea era “uma vitrine poderosa do domínio de Elvis sobre o mercado musical da década”. Já o jornal musical britânico NME destacou que o álbum reunia algumas das gravações mais influentes do rock and roll inicial. Críticos apontaram que a seleção de faixas demonstrava a consistência de Elvis como artista de sucesso. Muitos elogiaram a energia de músicas como “Hound Dog”. Outros destacaram a emoção presente em baladas como “Love Me Tender”. A crítica também reconheceu o impacto cultural dessas canções. No geral, as publicações musicais consideraram o álbum uma coletânea indispensável. Assim o disco foi recebido como um retrato fiel do auge da carreira inicial de Elvis Presley.

Grandes jornais também analisaram o álbum sob a perspectiva de sua importância histórica e cultural. O The New York Times observou que o disco reunia gravações que haviam transformado o panorama da música popular americana. Um crítico escreveu que Elvis “não apenas canta essas músicas, mas redefine a maneira como o rock and roll é interpretado”. O Los Angeles Times destacou que a coletânea evidenciava a capacidade do cantor de dominar diferentes estilos musicais. Já a revista The New Yorker comentou o impacto cultural de Elvis, observando que suas gravações haviam influenciado profundamente a juventude da época. Alguns jornalistas ressaltaram que o álbum funcionava quase como um documento histórico da ascensão do rock. Outros destacaram a importância das canções na formação da identidade musical dos anos 1950. Em várias análises, Elvis foi descrito como uma figura central na transformação da música popular. O álbum também foi visto como uma forma de preservar esses momentos importantes. A crítica jornalística reforçou a ideia de que essas gravações eram essenciais para compreender a evolução do rock. Dessa forma, o disco foi amplamente reconhecido por seu valor histórico.

No aspecto comercial, o disco também teve um desempenho significativo, refletindo a enorme popularidade do artista. O álbum alcançou posições de destaque na parada da Billboard, permanecendo por várias semanas entre os mais vendidos. Embora fosse uma coletânea, o disco vendeu grandes quantidades de cópias nos Estados Unidos e internacionalmente. O sucesso comercial foi impulsionado pela familiaridade do público com as músicas incluídas. Muitas das faixas já haviam sido sucessos número um nas paradas. Isso garantiu ao álbum um apelo imediato junto aos consumidores. O disco também recebeu certificações importantes ao longo dos anos. A presença contínua de Elvis nas rádios ajudou a manter o interesse pelo álbum. Mesmo durante sua ausência do cenário musical ativo, sua popularidade permaneceu intacta. O lançamento da coletânea reforçou a força de seu catálogo musical. Assim esse álbum consolidou-se como mais um sucesso comercial na carreira do cantor.

Com o passar do tempo, “Elvis’ Golden Records” passou a ser visto como uma das coletâneas mais importantes da história do rock. Especialistas frequentemente destacam o álbum como um registro essencial da fase inicial da carreira de Elvis Presley. Fãs consideram o disco uma introdução perfeita ao trabalho do artista. Muitas das músicas incluídas continuam sendo amplamente reconhecidas e celebradas até hoje. Críticos modernos apontam que o álbum reúne alguns dos momentos mais influentes do rock and roll. Ele também é frequentemente citado em estudos sobre a evolução da música popular. A coletânea ajuda a compreender o impacto cultural de Elvis nos anos 1950. Além disso, demonstra a força de suas gravações originais. Mesmo décadas após seu lançamento, o álbum continua relevante. Ele é constantemente redescoberto por novas gerações de ouvintes. Dessa forma, seu legado permanece sólido. Esse disco portanto, é um marco duradouro na história da música.

Elvis Presley - Elvis’ Golden Records (1958)
Hound Dog
Loving You
All Shook Up
Heartbreak Hotel
Jailhouse Rock
Love Me Tender
Too Much
Don’t Be Cruel
That’s When Your Heartaches Begin
(Let Me Be Your) Teddy Bear
Treat Me Nice
Anyway You Want Me (That's How I Will Be)
I Want You, I Need You, I Love You

Erick Steve. 

sábado, 4 de abril de 2026

Elvis Presley - 50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong: Elvis' Gold Records, Volume 2

Lançado em 13 de novembro de 1959, é uma das coletâneas mais icônicas da carreira de Elvis Presley. Produzido pela gravadora RCA Victor, o disco reúne uma série de singles de enorme sucesso lançados entre 1958 e 1959, período em que Elvis estava servindo no exército dos Estados Unidos. Mesmo afastado dos palcos, o cantor continuava dominando as paradas musicais, e este álbum foi lançado como uma forma de manter sua presença ativa no mercado. A famosa capa, que mostra Elvis multiplicado diversas vezes vestindo um uniforme dourado, tornou-se um símbolo visual marcante da cultura pop. O título provocativo do álbum reforça a dimensão de sua popularidade naquele momento. Musicalmente, o disco apresenta uma mistura de rock and roll, baladas e canções com forte apelo pop, refletindo a versatilidade do artista. Entre as faixas mais conhecidas estão “A Big Hunk o’ Love” e “I Need Your Love Tonight". Embora seja uma coletânea, o álbum funciona como um retrato fiel da fase final dos anos 1950 na carreira de Elvis. Ele também evidencia a transição do rock mais cru de seus primeiros anos para um som mais polido. Assim, o disco consolidou ainda mais o status de Elvis como o maior nome da música popular da época.

A recepção crítica ao álbum foi bastante positiva, especialmente por se tratar de uma coletânea que reunia sucessos já consagrados. A revista Billboard destacou o lançamento como um produto de enorme apelo comercial, afirmando que “cada faixa representa um sucesso comprovado nas paradas”. A publicação elogiou a consistência do material e a força das interpretações de Elvis. A revista Variety também comentou o impacto do álbum, ressaltando que ele era “uma demonstração clara do domínio de Elvis sobre o mercado musical”. Já o jornal britânico NME observou que a coletânea reunia alguns dos momentos mais populares da carreira recente do cantor. Críticos destacaram a energia contagiante de faixas como “A Big Hunk o’ Love”. Outros elogiaram a suavidade das baladas incluídas no disco. A crítica também ressaltou a capacidade de Elvis de transitar entre diferentes estilos musicais. Mesmo sendo uma compilação, o álbum foi visto como coeso e bem estruturado. Muitos jornalistas consideraram o disco essencial para fãs do artista. Assim, a recepção crítica reforçou a ideia de que Elvis continuava sendo uma força dominante na música.

Os grandes jornais também analisaram o álbum sob a ótica de sua importância cultural e do fenômeno Elvis Presley. O The New York Times destacou que o disco reunia gravações que haviam ajudado a definir o som da música popular americana no final dos anos 1950. Um crítico escreveu que Elvis “permanece como a figura central do rock and roll, mesmo quando ausente do palco”. Já o Los Angeles Times observou que o álbum demonstrava a incrível capacidade do cantor de manter sua relevância. A revista The New Yorker comentou o impacto cultural do artista, afirmando que sua influência ia além da música e atingia o comportamento e a estética da juventude. Alguns jornalistas apontaram que o álbum funcionava como um registro histórico de uma fase crucial do rock. Outros destacaram o apelo duradouro das canções. Em diversas análises, Elvis foi descrito como um fenômeno cultural sem precedentes. O disco também foi visto como uma forma de preservar esse legado. A crítica jornalística reconheceu a importância das gravações reunidas no álbum. Dessa forma, o disco foi amplamente celebrado como um documento significativo da história da música popular.

No aspecto comercial, “50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong” foi um grande sucesso, confirmando a força do nome de Elvis Presley mesmo durante seu período de serviço militar. O álbum alcançou a segunda posição na parada de álbuns da Billboard, permanecendo por várias semanas entre os mais vendidos. Nos Estados Unidos, o disco vendeu mais de três milhões de cópias, sendo certificado multiplatina ao longo dos anos. Internacionalmente, Elvis continuava extremamente popular, e o álbum também teve bom desempenho em diversos mercados. Os singles incluídos no disco já haviam alcançado posições de destaque nas paradas, o que contribuiu para o sucesso da coletânea. A forte presença de Elvis nas rádios também impulsionou as vendas. Mesmo sem lançar material totalmente inédito, o cantor conseguiu manter um alto nível de sucesso comercial. O álbum demonstrou que seu público permanecia fiel. Além disso, reforçou a estratégia de lançar coletâneas como forma de manter o artista em evidência. Assim, o disco consolidou-se como mais um êxito comercial importante na carreira de Elvis.

Com o passar das décadas, “50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong” passou a ser reconhecido como uma das coletâneas mais importantes da discografia de Elvis Presley. Especialistas em música frequentemente destacam o álbum como um retrato fiel do impacto do cantor no final dos anos 1950. A capa do disco tornou-se uma das mais famosas da história da música. Fãs continuam a valorizar o álbum por reunir alguns dos maiores sucessos do artista. Críticos modernos apontam que o disco é essencial para compreender a evolução do rock and roll. Ele também é frequentemente citado em listas e estudos sobre a história da música popular. Muitas das canções incluídas continuam sendo amplamente conhecidas e apreciadas. O álbum ajuda a ilustrar a transição de Elvis para uma fase mais voltada ao entretenimento de massa. Ainda assim, preserva a energia e o carisma que o tornaram um ícone. Décadas após seu lançamento, o disco continua relevante e influente. Dessa forma, seu legado permanece sólido, reafirmando Elvis como uma das figuras mais importantes da música do século XX.

Elvis Presley - 50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong: Elvis' Gold Records, Volume 2 (1959)
I Need Your Love Tonight
Don't
Wear My Ring Around Your Neck
My Wish Came True
I Got Stung
One Night
A Big Hunk o' Love
I Beg of You
(Now and Then There's) A Fool Such as I
Doncha' Think It's Time

Erick Steve e Pablo Aluísio. 

sábado, 14 de março de 2026

Elvis Presley - Elvis in Concert (1977)

Elvis Presley - Elvis in Concert (1977)
O especial televisivo Elvis Presley in Concert foi exibido originalmente em 3 de outubro de 1977 pela rede americana CBS, pouco tempo após a morte de Elvis Presley, ocorrida em agosto daquele mesmo ano. Dirigido por Dwight Hemion e produzido como um especial musical de televisão, o programa reúne imagens de dois shows realizados durante a última turnê de Elvis, registrados nas cidades de Omaha, Nebraska, em 19 de junho de 1977, e Rapid City, Dakota do Sul, em 21 de junho do mesmo ano. O espetáculo apresenta o cantor interpretando vários de seus sucessos diante de grandes plateias, acompanhado por sua tradicional banda, orquestra e grupo vocal de apoio. Entre as músicas apresentadas estão clássicos como “Love Me”, “My Way”, “Are You Lonesome Tonight?” e “Can't Help Falling in Love”. O especial também inclui momentos de bastidores e depoimentos de fãs que acompanhavam o artista em suas últimas apresentações. A proposta era registrar Elvis ainda em atividade nos palcos, preservando para a televisão um retrato final do artista em concerto. No entanto, após a morte do cantor, o programa acabou ganhando um tom de despedida emocional. Assim, o especial passou a ser visto como um documento histórico das últimas performances públicas do chamado “Rei do Rock”.

Quando foi transmitido pela primeira vez, Elvis in Concert recebeu uma reação crítica bastante dividida e muitas vezes negativa da imprensa americana. Muitos jornalistas culturais elogiaram o valor histórico do registro, mas criticaram o estado físico e vocal do cantor durante aquelas apresentações. O jornal The New York Times comentou que o programa era “mais comovente como documento histórico do que como espetáculo musical”, destacando a importância emocional das imagens, mas observando sinais evidentes de desgaste na performance de Elvis. Já o Los Angeles Times afirmou que o especial mostrava um artista que ainda possuía carisma e presença de palco, porém claramente distante do auge de sua carreira. Alguns críticos observaram que o público presente nos shows reagia com entusiasmo, demonstrando o forte vínculo emocional entre Elvis e seus fãs. A revista Variety descreveu o programa como “um tributo melancólico a uma lenda da música popular americana”. Muitos comentaristas reconheceram que a transmissão foi profundamente impactada pelo contexto da morte recente do cantor. Assim, a avaliação crítica inicial misturava respeito pela importância histórica de Elvis com tristeza ao ver seu estado naqueles últimos concertos. O resultado foi uma recepção crítica marcada por sentimentos de nostalgia e melancolia.

Outras publicações também analisaram o especial sob essa perspectiva de documento histórico. A revista Rolling Stone comentou que o programa era difícil de assistir sem levar em conta o trágico contexto da morte de Elvis poucas semanas antes da exibição. Alguns críticos argumentaram que o especial deveria ser visto menos como um espetáculo musical e mais como um registro do fim de uma era na cultura popular americana. Houve também discussões sobre a decisão da CBS de transmitir o programa sem grandes alterações após o falecimento do artista. Certos jornalistas sugeriram que o especial revelava de forma crua o desgaste físico que Elvis enfrentava em seus últimos meses. Apesar dessas críticas, muitos reconheceram que momentos específicos das apresentações ainda demonstravam a potência interpretativa do cantor, especialmente em músicas emocionais como “My Way”. O programa não foi produzido com foco em premiações e, portanto, não recebeu indicações relevantes em grandes eventos como o Emmy naquele período. Mesmo assim, o impacto cultural da transmissão foi significativo. Para muitos espectadores, o especial representou um último contato televisivo com uma das maiores figuras da música do século XX. Dessa forma, o programa acabou sendo lembrado mais por seu valor histórico do que por méritos puramente artísticos.

Do ponto de vista de audiência, entretanto, Elvis in Concert foi um enorme sucesso para a televisão americana. A transmissão pela CBS alcançou índices de audiência extremamente altos, atraindo milhões de telespectadores que ainda estavam profundamente impactados pela morte do cantor. O interesse do público era enorme, já que se tratava do último registro profissional de Elvis se apresentando ao vivo. A rede CBS promoveu o especial como um grande evento televisivo, enfatizando o caráter histórico da gravação. Muitos fãs assistiram ao programa como uma forma de prestar homenagem ao artista que havia marcado gerações. A forte resposta da audiência demonstrou o tamanho da popularidade de Elvis mesmo após sua morte. O especial também gerou grande repercussão na imprensa e nas emissoras de televisão nos dias seguintes à transmissão. Embora algumas críticas tenham sido duras, o público em geral reagiu com emoção e nostalgia ao ver o ídolo novamente no palco. O programa acabou se tornando um dos especiais musicais mais comentados da época. Assim, comercialmente e em termos de audiência televisiva, a exibição foi considerada um grande sucesso.

Com o passar das décadas, Elvis in Concert passou a ser analisado sob uma perspectiva mais histórica e documental. Muitos fãs e estudiosos da carreira de Elvis veem o especial como um retrato honesto, ainda que doloroso, dos últimos dias de um artista lendário. Ao mesmo tempo, o programa também se tornou objeto de controvérsia entre admiradores do cantor. Alguns consideram que ele mostra Elvis em um momento muito frágil de sua vida, enquanto outros acreditam que o registro possui grande valor emocional e histórico. Durante muitos anos, a família Presley e a empresa que administra o legado do cantor evitaram relançar oficialmente o especial em vídeo ou DVD. Essa decisão foi tomada justamente para preservar a imagem do artista em seus momentos mais gloriosos. Ainda assim, trechos do programa continuam circulando entre fãs e historiadores da música popular. Para muitos estudiosos da cultura americana, o especial representa um capítulo importante na narrativa final da carreira de Elvis. Hoje ele é visto menos como um espetáculo musical tradicional e mais como um documento histórico sobre o fim da trajetória de um ícone global. Dessa forma, seu valor reside principalmente em seu significado histórico e emocional.

Elvis Presley - Elvis in Concert (1977)
See See Rider
That´s All Right (mama)
Are You Lonesome Tonight
Teddy Bear - Don´t Be Cruel
You Gave Me a Mountaim
Jailhouse Rock
How Great Thou Art
I Really Don´t Want to Know
Hurt
Hound Dog
My Way
Can´t Help Falling in Love
I Got a Woman
Love Me
If You Love Me
It´s Now or Never
Tryn´to Get To You
Hawaiian Weeding Song
Fairytale
Little Sister
Early Morning Rain
What´d I Say
Johnny B. Goode
And I Love You So
America

Erick Steve. 

sábado, 7 de março de 2026

Elvis Presley - Pot Luck

Elvis Presley - Pot Luck
O álbum Pot Luck with Elvis, lançado em 5 de junho de 1962, representa um momento interessante na carreira de Elvis Presley, um dos maiores ícones da história do rock and roll. Naquele período, Elvis já era uma estrela mundial consolidada, mas sua carreira passava por uma fase diferente, muito marcada por gravações ligadas aos seus filmes de Hollywood. Mesmo assim, “Pot Luck with Elvis” mostrou que o cantor ainda era capaz de produzir um álbum de estúdio consistente e com forte identidade musical. O disco reúne gravações feitas entre 1961 e 1962 e apresenta uma mistura de rock, pop e baladas românticas, estilos que haviam ajudado a definir o sucesso do artista desde os anos 1950. Muitas das faixas foram escritas por compositores importantes do circuito de Nashville e da indústria musical americana da época. Embora não tenha sido tão revolucionário quanto seus primeiros discos, o álbum reforçou o talento vocal de Elvis e sua habilidade de interpretar diferentes estilos. A produção também refletia o som mais polido que dominava a música pop do início dos anos 1960. Em meio às mudanças do cenário musical, com o surgimento de novos artistas e tendências, Elvis continuava sendo uma presença dominante. O álbum também mostrou que o cantor ainda mantinha uma enorme base de fãs fiel. Dessa forma, “Pot Luck with Elvis” tornou-se um registro importante da fase intermediária da carreira do “Rei do Rock”.

A recepção crítica ao álbum na época de seu lançamento foi geralmente positiva, ainda que alguns críticos observassem que Elvis estava adotando uma abordagem mais conservadora em comparação com o impacto revolucionário de seus primeiros trabalhos. A revista Billboard destacou o disco como um lançamento forte no mercado pop, elogiando principalmente a qualidade das interpretações vocais de Presley. Em uma de suas notas sobre o álbum, a publicação comentou que “Elvis continua demonstrando um carisma vocal que poucos artistas conseguem igualar”. A tradicional revista Variety também avaliou positivamente o álbum, ressaltando o potencial comercial das músicas e afirmando que o cantor ainda possuía enorme apelo junto ao público jovem. Já o jornal musical britânico NME destacou que, embora o disco não apresentasse grandes inovações, ele mantinha o padrão de qualidade associado ao nome de Elvis Presley. Alguns críticos elogiaram particularmente a faixa “Kiss Me Quick”, considerada uma das canções mais memoráveis do álbum. Outros apontaram que a voz de Elvis estava mais madura e controlada do que em suas gravações dos anos 1950. A crítica também notou a presença de arranjos mais suaves e sofisticados. No geral, as revistas musicais consideraram “Pot Luck with Elvis” um álbum sólido dentro da discografia do artista. Embora não fosse visto como um divisor de águas, o disco reafirmava o talento interpretativo de Presley.

Grandes jornais americanos também comentaram o lançamento do álbum e refletiram sobre o lugar de Elvis no cenário musical da época. O The New York Times observou que Elvis havia se transformado de um rebelde do rock em um intérprete mais refinado de música popular. Um crítico do jornal escreveu que o cantor “continua possuindo uma das vozes mais reconhecíveis da música americana”. Já o Los Angeles Times destacou que o álbum demonstrava a versatilidade do artista, capaz de interpretar tanto baladas românticas quanto canções com ritmo mais animado. A revista The New Yorker também mencionou Elvis em artigos sobre a indústria cultural da época, observando que sua influência permanecia enorme mesmo após quase uma década de sucesso. Alguns jornalistas notaram que a imagem pública do cantor estava cada vez mais associada ao cinema e ao entretenimento de massa. Ainda assim, suas gravações continuavam a atrair grande atenção do público. Para vários críticos, o álbum mostrava que Elvis mantinha um lugar especial na música popular americana. Mesmo sem a mesma carga revolucionária de seus primeiros anos, sua presença artística permanecia relevante. As análises jornalísticas, portanto, reforçaram a ideia de que Elvis continuava sendo uma figura central na cultura pop dos anos 1960.

No aspecto comercial, “Pot Luck with Elvis” foi um sucesso considerável, confirmando o enorme poder de vendas do cantor. O álbum alcançou a quarta posição na parada de álbuns da Billboard, um resultado bastante forte para a época. Nos Estados Unidos, o disco vendeu centenas de milhares de cópias e permaneceu por várias semanas nas paradas musicais. Internacionalmente, Elvis também continuava extremamente popular, e o álbum encontrou público em vários países. O single “Kiss Me Quick”, por exemplo, tornou-se um grande sucesso em mercados europeus alguns anos depois de sua gravação. Mesmo em um período em que Elvis dedicava grande parte de sua carreira ao cinema, suas gravações ainda tinham grande impacto no mercado musical. A força de sua base de fãs ajudava a garantir boas vendas para praticamente todos os seus lançamentos. As rádios também continuavam tocando suas músicas com frequência. A combinação entre fama cinematográfica e sucesso musical ajudava a manter Elvis constantemente em evidência. Assim, “Pot Luck with Elvis” consolidou-se como mais um lançamento comercialmente bem-sucedido na discografia do artista. O desempenho nas paradas mostrou que o público ainda respondia com entusiasmo a seus novos trabalhos.

Com o passar do tempo, o álbum passou a ser visto pelos especialistas como um retrato fiel da fase de transição da carreira de Elvis Presley no início dos anos 1960. Historiadores da música costumam observar que, nesse período, o cantor estava mais focado em filmes e trilhas sonoras do que em álbuns de estúdio tradicionais. Mesmo assim, “Pot Luck with Elvis” é frequentemente lembrado como um dos discos mais consistentes dessa fase. Fãs do artista apreciam especialmente a qualidade das baladas e a força da interpretação vocal de Elvis. Algumas músicas do álbum também ganharam nova valorização em retrospectivas da carreira do cantor. Críticos modernos destacam que o disco mostra um Elvis mais maduro e tecnicamente seguro como intérprete. Em listas e análises sobre sua discografia, o álbum costuma ser citado como uma obra sólida, embora menos famosa do que seus trabalhos clássicos dos anos 1950. Ainda assim, ele representa um capítulo importante na evolução artística do “Rei do Rock”. O disco também ajuda a compreender como Elvis conseguiu manter sua relevância ao longo de diferentes fases da indústria musical. Décadas após seu lançamento, o álbum continua sendo ouvido e discutido por fãs e estudiosos. Dessa forma, “Pot Luck with Elvis” permanece como um registro significativo dentro da longa e influente carreira de Elvis Presley.

Elvis Presley - Pot Luck with Elvis (1962)
Kiss Me Quick
Just for Old Time Sake
Gonna Get Back Home Somehow
(Such an) Easy Question
Steppin' Out of Line
I'm Yours
Something Blue
Suspicion
I Feel That I've Known You Forever
Night Rider
Fountain of Love
That's Someone You Never Forget

Erick Steve. 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Elvis Presley - Double Trouble (1967)

Deve ter sido frustrante, no mínimo, para Elvis gravar a trilha sonora de "Double Trouble". A maioria das músicas eram esquecíveis, e com certeza não acrescentariam nada para o cantor. Logo ele que há um mês estava em Nashville gravando o espetacular disco gospel "How Great Thou Art", além de várias outras músicas incríveis como "Tomorrow is a Long Time", "Down in the Alley" e "I´ll Remember You". Elvis se atrasou para a sessão de gravação e como resultado a MGM mudou o endereço das gravações para o seu próprio estúdio, que era simplesmente horrível. A essa altura ninguém ligava mais para a qualidade de nada e o porquê de Elvis se submeter a essa humilhação, tendo que gravar para a trilha péssimas canções como "Old Mac Donald", é um dos grandes mistérios de sua carreira!

Uma das poucas coisas boas dessa sessão foi que Elvis teve a chance de conhecer pessoalmente seu ídolo Jackie Wilson, que estava pelas redondezas. Uma curiosidade é que Elvis, em 1975, ajudou financeiramente Jackie quando ele sofreu um ataque cardíaco. O filme "Double Trouble" (Canções e Confusões, no Brasil) não é tão ruim e teve a vantagem de teoricamente ser ambientado na Europa, mudando o ambiente. Teoricamente, pois foi todo filmado nos EUA. Possui alguns personagens interessantes como os dois ladrões, bem engraçados, uma trama previsível, mas bem legal e uma intrigante atriz como a principal. Annete Day fez sua estreia no cinema com Elvis nesse filme e aparentemente não gostou, pois esse foi seu único. Ela tinha apenas 18 anos quando contracenou com Elvis e os dois tiveram uma boa química, mais cômica do que romântica. O clima sombrio do filme envolvendo tentativas de assassinato de Guy Lambert (nome do personagem de Elvis) parece que previa o naufrágio nas bilheterias, sendo que este filme foi um dos cinco que menos renderam na carreira de Elvis. A trilha sonora foi a primeira a nem conseguir entrar para o top 40 americano conseguindo a lastimável 47ª posição. Na Inglaterra foi um pouco melhor sendo 34º lugar.

DOUBLE TROUBLE (D. Pomus / M. Shuman) - Doc Pomus e Mort Shuman foram responsáveis por grande parte do melhor material gravado por Elvis de 1960 a 1963, porém, sua última contribuição (Elvis ainda viria em 69 a gravar a belíssima "You´ll Think of Me" de Mort Shuman) não é lá essas coisas e seguia a mediocridade de músicas recentemente escritas por eles como: "What Every Woman Lives For" e "Never Say Yes". Não que "Double Trouble" seja ruim, mas comparada com músicas como "Little Sister" e "Viva Las Vegas", também escritas pela dupla, mostram claramente que Pomus e Shuman não estavam exatamente inspirados. Mas Elvis e a banda estão ok. A letra é bobinha e a música muito curta. Destaque para a escandalosa introdução da orquestra, fato raro em músicas de Elvis à época.

BABY IF YOU GIVE ALL OF YOUR LOVE (Joy Byers) - Mais uma excelente contribuição de Joy Byers para a discografia de Elvis. Essa música super animada é uma das melhores das últimas trilhas sonoras e junto com "City by Night", a melhor do filme. Merecia um lançamento em single, talvez como lado B de "Long Legged Girl". Foi bastante subestimada pela gravadora.

COULD I FALL IN LOVE (Randy Starr) - Os filmes de Elvis sempre possuíam boas baladas e esse aqui não é exceção. Pena que o arranjo dessa não seja tão bom quanto de "Am I Ready?" por exemplo, o que tirou seu potencial de single. Interessante é a cena em que Elvis a canta para Annete Day, onde o acompanhamento da música é oriundo de um pequeno single que Elvis bota para tocar. Na capa a foto de Guy Lambert! (o personagem interpretado por Elvis).

LONG LEGGED GIRL (J.L. Mc Farland / W. Scotty) - Outro grande rock da trilha que sofre do mal de ser muito curto. Essa música agitada, com uma guitarra estridente, foi lançada como single alcançando a péssima 63ª posição nos EUA. Nunca um lado A de Elvis havia entrado nas paradas e conseguido como posição máxima, colocação tão baixa. E dessa vez a culpa não era da música, que era boa, e sim porque o público já não estava mais prestando atenção nos lançamentos de Elvis Presley por essa época! Curiosidade: Foi a música mais curta de Elvis a entrar no Hot 100, com apenas 1 minuto e vinte e sete segundos de duração.

CITY BY NIGHT (Giant / Baum / Kaye) - Definitivamente uma das melhores músicas de Elvis nas trilhas da década 60, essa canção foi o mais próximo que Elvis chegou de cantar um jazz em sua carreira. Com um trompete sinistro, a banda afiadíssima e a voz de Elvis em perfeitas condições, com um "yeah" no final que lembra "Trouble", essa verdadeira pérola não recebeu a menor atenção em sua época de lançamento. Talvez seu próprio estilo, diferente de tudo que Elvis havia gravado, tenha desagradado aos fãs mais tradicionalistas do cantor. Além disso, o disco "Double Trouble" foi um dos maiores fracassos da carreira de Elvis. Lançado em 1967, ano em que Elvis amargou o seu pior ano de apatia com o público, com a carreira praticamente arruinada por seus filmes em Hollywood. Em um cenário tão desolador, que chance de atenção essa preciosidade poderia ter tido?

OLD MAC DONALD (Randy Starr) - Você está escutando esse disco e pensa: "É, não é tão ruim quanto dizem". Porém seu pensamento é diluído com os primeiros acordes de simplesmente o pior momento de Elvis no cinema: o Rei do Rock cantando "Old Mac Donald"!!! A cena do filme é pior ainda, com Elvis na traseira de um caminhão cheio de animais (isso mesmo!), cantando a mais degradante de todas as suas canções. Como é que alguém se atreveu a por essa música no filme, e o pior, como Elvis aceitou cantá-la? A trilha e o filme até que não são ruins, mas tudo vai por água abaixo com essa música. Quem, em sua sã consciência, em pleno verão do amor de 67, iria pagar para ver Elvis se humilhando cantando porcarias? Entendam, a música em si, cantada para crianças é excelente. Mas botá-la num filme de Elvis foi a pior das ideias!

I LOVE ONLY ONE GIRL (S. Tepper / R.C. Bennett) - Adorava essa música quando tinha 10 anos, mas agora ela me parece bem bobinha, algo tirado de uma peça teatral para crianças. E o ritmo dela é uma marchinha! Que horror! A cena do filme com essa música, conta com um absolutamente desnecessário número de dança de uma garotinha. Detalhe: em 1972 algum gênio da RCA teve a brilhante ideia de botar no mesmo disco em que a fenomenal e clássica Burning Love foi lançada, vários besteiróis dos filmes. Adivinhem qual música estava presente também? Vou dar uma dica: uma marchinha bobinha de "Double Trouble". Ai... ai... se pudesse matar o Coronel Parker e os dirigentes da RCA...

THERE´S TOO MUCH WORLD TO SEE - Depois de duas músicas horrorosas, qualquer coisa de nível regular é um alívio. É o caso dessa música, da qual 2 minutos depois que você escutar não vai mais se lembrar dela. É a típica música que só Elvis consegue tornar audível. Pelo menos tem uma letrinha interessante, apesar do ritmo esquecível e se você for o tipo do cara aventureiro e que quer sua liberdade, ficando longe de qualquer relacionamento sério, vai se identificar com essa aqui.

IT WON'T BE LONG - Para encerrar a parte da trilha de "Double Trouble" temos essa música, que se não chega a ser excepcional, mantém a dignidade, com um ritmo bom e bem executado. Solando em toda a canção temos a preciosa participação do guitarrista Tiny Timbrell. É bem acima da média do restante do material do filme, porém não é nada demais, apenas correta no final das contas.

NEVER ENDING (Buddy Kaye / Phil Springer) - Nesse disco originalmente foram lançadas três músicas bônus, todas gravadas em 1963 e essa é a primeira delas. "Never Ending" é uma bonita balada, com um ritmo acima da média, contando com o ótimo trabalho da banda de Elvis em Nashville. A voz de Elvis parece diferente, lembrando algo como "I love you Because". Se não soubesse diria que essa música era de 54, ou então 55. Foi lançada em um single como lado B de "Such a Night" (gravada em 60 e cujo single tinha uma foto de Elvis em 56 na capa!) em 1964 e não conseguiu entrar nas paradas. Ganhou um pouco de destaque em um disco no Brasil lançado em 89: Good Rocking Tonight- The Best of Elvis vol 2.

BLUE RIVER (Paul Evans / Fred Tapias) - Em 1965, enquanto os Beatles dominavam a cena musical, os produtores de Elvis quebravam a cabeça para encontrar alguma música para lançar como single de fim de ano, visto que fazia quase dois anos que Elvis não gravava nada além de trilhas sonoras. Cavucando, encontraram uma gravação de 1957, "Tell Me Why", que foi lançada alcançando a mera 33º posição. Para o lado B do single lançaram uma música gravada em 1963, um roquinho bastante curto com conteúdo que lembrava ligeiramente "Heartbreak Hotel", mas que nem chegava ao dedão do pé desse grande clássico. A música era "Blue River" e alcançou a péssima 95º posição, quase nem entrando no Hot 100, merecidamente, pois não é lá essas coisas. Legalzinha, no máximo. Essa música foi lançada em fevereiro de 1966 na Inglaterra como lado A, tendo como lado B uma música gravada para a trilha de "Girl Happy" (!): "Do Not Disturb". Oh bagunça que eram os singles de Elvis dessa época! Os fãs ingleses apreciaram mais a música, que chegou ao 22º lugar nas paradas.

WHAT NOW, WHAT NEXT, WHERE TO (Don Robertson / Hal Blair) - O disco encerra com essa composição bem fraquinha de Don Robertson, que escreveu com certeza material muito melhor como "Love Me Tonight", gravado na mesma sessão dessa música. Com um ritmo arrastado e um letra esquecível não acrescenta nada ao disco. Curiosidade: Foi gravada em uma única tentativa.

Elvis Presley - Double Trouble (1967): Elvis Presley (vocal) / Scotty Moore (guitarra) / Tiny Timbrell (guitarra) / Bob Moore (baixo) / D.J. Fontana (bateria) / Buddy Harmon (bateria) / Floyd Cramer (piano) / Pete Drake (Steel Guitar) / Charlie McCoy (Harmonica) / Boots Randolph (sax) / Richard Noel (Trombone) / The Jordanaires (Gordon Stoker, Hoyt Hawkins, Neal Matthews e Ray Walker) / City By Night: Michael Deasy (guitarra) / Jerry Scheff (baixo) / Toxey French (bateria) / Michael Anderson (Sax) / Butch Parker (sax) / Gravado no Radio Recorders, Hollywood, California exceto "Never Ending", "What Now, What Next, Where To" e "Blue River" gravadas no RCA Studio B, Nashville / Data de gravação: 28 e 29 de junho de 1966, exceto "City By Night" gravada em 14 de julho de 1966 e "Never Ending", "What Now, What Next, Where To" e "Blue River" gravadas em maio de 1963 / Produzido e arranjado por Felton Jarvis e Jeff Alexander / Data de lançamento: junho de 1967 / Melhor posição nas charts: #47 (USA) e #34 (UK).

Pablo Aluísio e Victor Alves - março de 2005.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Elvis Presley - Elvis is Back!

Elvis Presley - Elvis is Back!
O álbum “Elvis Is Back!” foi lançado em 8 de abril de 1960, pela RCA Victor, marcando o aguardado retorno de Elvis Presley após cumprir serviço militar na Alemanha. Gravado em março e abril de 1960, nos estúdios da RCA em Nashville, o disco simboliza uma nova fase artística, mais madura e refinada. Havia grande expectativa do público e da indústria sobre como Elvis soaria depois de dois anos afastado dos palcos e das gravações. Sob produção de Steve Sholes e com músicos de alto nível como os integrantes da chamada “Nashville A-Team”, o cantor apresentou interpretações sofisticadas que transitavam entre rock, blues, pop e baladas românticas. O contexto cultural também era de mudança, com o rock and roll evoluindo e novos artistas surgindo. O álbum, portanto, precisava reafirmar sua relevância. E conseguiu: mostrou um Elvis vocalmente mais seguro e tecnicamente impressionante. Sua importância na carreira do artista é imensa, pois consolidou seu retorno como intérprete adulto. Foi um recomeço artístico à altura de sua lenda.

A recepção crítica foi bastante positiva, destacando principalmente a qualidade vocal do cantor. O The New York Times observou que Elvis retornava “com maior controle técnico e impressionante maturidade interpretativa”. Já o Los Angeles Times destacou que o disco demonstrava “um artista que evoluiu sem perder sua essência”. Muitos críticos ficaram surpresos com a diversidade estilística do repertório. Faixas como Fever e Reconsider Baby chamaram atenção pelo clima mais sofisticado e bluesy. A imprensa musical reconheceu que Elvis não apenas manteve sua popularidade, mas elevou seu padrão artístico. Alguns textos da época mencionaram que o cantor parecia mais confiante e menos dependente da energia juvenil do início da carreira. Isso foi visto como sinal de crescimento. O álbum foi considerado forte prova de sua permanência no topo. A crítica percebeu que o “Rei” estava de volta em grande forma.

Revistas especializadas como a Billboard elogiaram o potencial comercial do disco, chamando-o de “um retorno sólido e artisticamente consistente”. A Rolling Stone, anos depois, classificaria o álbum como um dos melhores da discografia de Elvis. Críticos ressaltaram especialmente a interpretação contida e sensual de Fever, que se tornaria uma das gravações mais icônicas de sua carreira. A produção limpa e os arranjos elegantes foram amplamente elogiados. Mesmo analistas mais exigentes reconheceram que Elvis havia superado expectativas. O álbum não soava nostálgico; parecia contemporâneo e seguro. Com o passar do tempo, a reputação crítica do disco só cresceu. Hoje é frequentemente apontado como um de seus trabalhos mais completos. A recepção histórica consolidou sua posição como clássico.

Comercialmente, “Elvis Is Back!” foi um sucesso expressivo. O álbum alcançou o 2º lugar na Billboard Top LPs nos Estados Unidos e obteve forte desempenho no Reino Unido, chegando ao topo das paradas britânicas. As vendas ultrapassaram milhões de cópias ao longo das décadas, rendendo certificações importantes. O público respondeu com entusiasmo ao retorno do cantor. O sucesso comercial demonstrou que sua base de fãs permanecia fiel. Além disso, o disco ajudou a abrir caminho para novos projetos e para a fase cinematográfica que dominaria parte dos anos seguintes. Mesmo com a mudança de estilo, os ouvintes abraçaram a nova sonoridade. O impacto nas paradas confirmou a força de sua marca artística. Foi um retorno triunfante também em números. Comercialmente, reafirmou sua supremacia.

O legado de “Elvis Is Back!” é amplamente reconhecido. O álbum é visto hoje como um dos melhores trabalhos de estúdio de Elvis Presley, frequentemente citado ao lado de From Elvis in Memphis como ápice artístico. Fãs valorizam a mistura equilibrada entre energia e sofisticação. Críticos destacam o controle vocal e a maturidade emocional demonstrados nas gravações. O disco também representa um modelo de como um artista pode retornar após período de ausência e ainda superar expectativas. Sua influência pode ser percebida em cantores que buscaram unir técnica refinada e expressividade emocional. Reedições e remasterizações mantêm o álbum vivo para novas gerações. Ele simboliza o renascimento de uma lenda. É peça essencial na compreensão da evolução de Elvis. Um clássico incontestável do rock e da música popular.

Elvis Presley - Elvis Is Back! (1960)
Make Me Know It
Fever
The Girl of My Best Friend
I Will Be Home Again
Dirty, Dirty Feeling
Thrill of Your Love

Soldier Boy
Such a Night
It Feels So Right
The Girl Next Door Went A’Walking
Like a Baby
Reconsider Baby

Erick Steve.