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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Robin e Marian

Título no Brasil: Robin e Marian
Título Original: Robin and Marian
Ano de Produção: 1976
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Richard Lester
Roteiro: James Goldman
Elenco: Sean Connery, Audrey Hepburn, Robert Shaw, Richard Harris, Nicol Williamson, Denholm Elliott

Sinopse:
Na velhice, o famoso Robin Hood (Sean Connery) tenta levar uma vida comum ao lado de sua mulher, Marian (Audrey Hepburn), só que o seu passado de aventuras e luta contra a tirania sempre voltam para cobrar seu preço.

Comentários:
Foi uma das primeiras tentativas de buscar uma certa realidade na lenda de Robin Hood. Como se sabe o personagem ficou marcado na memória do cinema como o aventureiro de roupa verde no famoso filme de Errol Flynn. Aqui você não encontrará nada parecido. O Robin é um homem já velho, tentando apenas viver um dia de cada vez, tentando ser feliz ao lado do amor de sua vida. a doce e bondosa Marian. Curiosamente por ter essa temática tão inovadora, o filme acabou sendo criticado na época de seu lançamento original. Uma falta de visão maior dos críticos. Já que nos anos seguintes o filme faria escola e sempre que Robin Hood era levado novamente ao cinema havia uma dose de realismo envolvido. Nada de apostar apenas em aventuras sem desenvolver todos os personagens dessa lenda medieval. Assim temos que reconhecer a importância dessa produção, por causa de seu roteiro que ousou fazer diferente. Outro ponto forte, bem óbvio, é o excelente elenco, contando não apenas com Sean Connery no papel de Robin Hood, mas também com a grande dama do cinema americano em sua era de ouro, Audrey Hepburn. E o que dizer de Richard Harris no papel do Rei Ricardo Coração de Leão? Simplesmente maravilhoso!

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Como Eu Ganhei a Guerra

Título no Brasil: Como Eu Ganhei a Guerra
Título Original: How I Won the War
Ano de Lançamento: 1967
País: Reino Unido
Estúdio: United Artists
Direção: Richard Lester
Roteiro: Patrick Ryan, Charles Wood
Elenco: Michael Crawford, John Lennon, Roy Kinnear, Lee Montague, Jack MacGowran, Michael Hordern

Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados ingleses é incorporado a um batalhão que é enviado para o norte da África para combater as tropas nazistas que ocupam a região. O problema é que eles são liderados por um comandante completamente inapto para suas funções, o que dá origem a diversas situações cômicas no campo de batalha. 

Comentários:
Esse filme foi a única experiência de John Lennon como ator solo em um filme convencional. Ele não tinha qualquer ambição em fazer carreira no cinema e só aceitou participar por amizade ao diretor e amigo pessoal Richard Lester. Como queria dar um tempo na loucura que gravitava em torno dos Beatles parecia uma boa ideia ir para outro país, para trabalhar nesse filme. O resultado não foi muito bom. Lennon não tinha experiência e sua atuação beira o amadorismo completo. E o roteiro do filme, que é uma comédia passada na II Guerra Mundial, definitivamente não é dos melhores. O próprio John não curtiu o filme quando o viu no cinema pela primeira vez. De qualquer forma para os Beatles houve um legado. Foi durante as filmagens desse filme, numa bela praia da Espanha, que John compôs um dos maiores clássicos da banda, a imortal canção "Strawberry Fields Forever". Pelo visto não foi de todo inútil essa experiência de Lennon no cinema. 

Pablo Aluísio.

domingo, 20 de junho de 2021

Os Três Mosqueteiros

Título no Brasil: Os Três Mosqueteiros
Título Original: The Three Musketeers
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Richard Lester
Roteiro: George MacDonald Fraser
Elenco: Michael York, Oliver Reed, Raquel Welch, Richard Chamberlain, Christopher Lee, Geraldine Chaplin, Frank Finlay,

Sinopse:
Baseado na clássica obra da literatura escrita por Alexandre Dumas, o filme "Os Três Mosqueteiros" conta a história do jovem D'Artagnan (Michael York) que sonha um dia se tornar um dos mosqueteiros do rei. Só que antes disso ele precisará provar sua honra e sua destreza com uma espada. Filme indicado ao BAFTA Awards nas categorias de melhor direção de arte, melhor figurino, direção de fotografia e melhor edição.

Comentários:
Essa versão cinematográfica dirigida pelo talentoso Richard Lester segue sendo, ainda nos dias de hoje, uma das melhores versões da obra de Dumas para o cinema. E isso vem não apenas da boa fidelidade ao texto original, como também da opção do diretor em contar essa conhecida história sem deixar de lado seu aspecto mais precioso, o sabor de aventura e entretenimento das antigas matinês. A produção também é acima da média, com ótima reconstituição histórica. E celebrando ainda mais essa excelente qualidade o filme ainda contava com um elenco de astros e estrelas do cinema da época. Afinal onde mais você encontraria uma reunião de grandes nomes da atuação como Christopher Lee, Geraldine Chaplin e Michael York? A atriz Raquel Welch acrescenta também muito com sua beleza. Eu me recordo que assisti a esse filme pela primeira vez no Supercine, sessão de cinema da Rede Globo nos sábados à noite, ainda nos anos 80. Gostei bastante. É um excelente filme.

Pablo Aluísio.

A Vingança de Milady

Título no Brasil: A Vingança de Milady
Título Original: The Four Musketeers
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Richard Lester
Roteiro: George MacDonald Fraser
Elenco: Michael York, Raquel Welch, Oliver Reed, Christopher Lee, Geraldine Chaplin, Faye Dunaway

Sinopse:
Após D'Artagnan (York) finalmente se tornar um mosqueteiro, ele se junta aos seus amigos mosqueteiros Athos, Aramis e Porthos para defender a nova rainha dos planos de dominação do maquiavélico Cardeal Richelieum, que cobiça o trono real ao lado da Milady de Winter. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor figurino (Yvonne Blake e  Ron Talsky).

Comentários:
Em um tempo em que Hollywood não produzia muitas sequências (elas eram bem raras para dizer a verdade), o filme "Os Três Mosqueteiros" ganhou essa continuação, que foi lançada exatamente um ano depois do primeiro filme entrar em cartaz. Toda a equipe técnico e o elenco foi reunido novamente para esse novo filme. O tom é bem mais leve do que o primeiro, inclusive com a opção do roteiro em apostar muitas vezes no humor. Claro que não é melhor do que o filme original, mas até que tem seus méritos cinematográficos, entre eles a valorização maior das personagens femininas da história. Outro aspecto interessante é que essa mesma equipe de filmagem seria reunida novamente, alguns anos depois, para a produção de "Superman II", também com direção de Richard Lester. Era uma continuação, para muitos melhor até mesmo que o primeiro filme "Superman" de 1978. O Richard Lester era craque nesse tipo de filme.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

The Beatles - Help!

Título no Brasil: Help!
Título Original: Help!
Ano de Produção: 1965
País: Inglaterra
Estúdio: Walter Shenson Films, Subafilms
Direção: Richard Lester
Roteiro: Marc Behm, Charles Wood
Elenco: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr, John Bluthal 

Sinopse: 
Uma seita religiosa precisa recuperar um anel cerimonial que está nos dedos de Ringo Starr dos Beatles. Para colocar as mãos na valiosa jóia os membros sacerdotais não medirão esforços, indo atrás de Ringo e dos demais Beatles.

Comentários:
O segundo filme dos Beatles não tem o mesmo brilho de "A Hard Day´s Night" que era tão imaginativo quanto divertido. Para falar a verdade esse "Help!" como filme em si deixa muito a desejar. Não há propriamente um enredo a se contar, existe esse roteiro que muitas vezes parece ter sido escrito para algum desenho animado dos anos 60 e nada mais. O que salva esse musical é certamente as canções dos Beatles apresentadas ao longo da estorinha boba e muitas vezes sem graça nenhuma. A cada 15 ou 20 minutos os Beatles surgem fazendo o que sabiam melhor, cantando e tocando para acordar o público, cansado de tantas bobagens. O enredo em si investe no besteirol, com um humor tão tipicamente britânico. Em muitos momentos me recordei dos filmes do Monty Python mas a comparação não é muito justa pois "Help!" fica muito distante do talento da trupe de comediantes ingleses. O próprio Paul McCartney reconheceu anos depois que o filme realmente não era lá essas coisas, tanto que disse que os próprios Beatles, vendo que tudo não passaria de um abacaxi, começaram a dar sugestões descabidas no roteiro (como irem até as Bahamas, por exemplo). Por fim cabe a observação de que como atores os Beatles realmente eram ótimos músicos, pois em momento algum conseguem passar o mínimo de talento para a atuação. Nem Ringo (que queria se tornar ator profissional) consegue convencer. O trabalho dos quatro pode ser definido como completamente amadorístico. Em suma, melhor ver mesmo um resumo dos momentos em que os Beatles tocam nesse filme, já que vê-los atuar aqui é realmente de amargar. Noventa minutos que passam muito devagar de tão fraco que o filme é.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Superman III

Terceira aventura da franquia original da década de 70, o filme Superman 3 deixa a desejar, não há como negar. Os filmes anteriores são maravilhosos, verdadeiros clássicos da cultura pop. Infelizmente nessa terceira aventura erraram a mão. Além da produção ter um orçamento muito mais modesto a tônica do filme, centrada em muito humor, desvirtua a proposta original dessa série. Há profusão de cenas cômicas, inclusive a cena inicial que beira o pastelão. Várias pessoas no centro de Metropolis vão sofrendo pequenos acidentes que geram outros maiores causando muita confusão na cidade. Ficaria bem numa comédia muda mas aqui soa deslocado. A presença do comediante Richard Pryor deixa o filme ainda mais engraçadinho. Como se não bastasse há várias modificações no elenco. Lex Luthor não participa da trama e é substituído por Ross Webster (Robert Vaughn), um magnata mal intencionado que deseja construir um super computador para dominar o mundo, manipulando desde o clima até o consumo e demanda do Petróleo mundial. Outra mudança é o afastamento de Lois Lane (Margot Kidder) que viaja de férias logo no começo do filme (só retornando na última cena). Após Clark Kent voltar a Smallville para uma reunião de sua turma colegial ele reencontra sua antiga paixão Lana Lang (Interpretada pela bonita Annette O'Toole). Ela agora está divorciada, com filho pequeno mas continua linda e apaixonante. Clark não demora a cair de amores por ela. Essas seqüências passadas em Smallville salvam o filme do desastre completo. Há um bom desenvolvimento da aproximação deles que acabam revivendo uma paixão colegial há muito adormecida.

Outro ponto positivo do argumento é a luta interior de Superman consigo mesmo. Após entrar em contato com uma pedra de Kriptonita modificada em laboratório ele começa a desenvolver reações inesperadas. Ele se torna cafajeste, dá em cima das mulheres de forma grosseira e deixa de ser uma boa pessoa. Até tomar uns pileques no boteco da esquina o famoso herói toma, ora vejam só! Para superar essa fase ruim ele acaba enfrentando a si mesmo num velho ferro velho. Essa provavelmente é a melhor parte de todo o filme. O duelo é daqueles momentos que salvam a produção. Por fim temos a seqüência final onde Superman enfrenta o que seria um computador invencível. Realmente o argumento soa muito infantil e sem graça hoje em dia. Com nuances que chega a lembrar de Metropolis, o famoso clássico da era do cinema mudo, a cena não consegue ter o impacto que promete. Tentando ser mais antenado com as novas tecnologias que surgiam naqueles anos o filme só consegue soar muito ultrapassado em uma revisão atual. Como foi realizado no começo da década de 80 os computadores acabam virando vilões involuntários. A era do PC estava chegando, havia toda essa dúvida e temor sobre os rumos que a tecnologia iria tomar e assim o roteiro materializa esse medo da forma mais extrema que existe. Aliás a tecnologia que surge em cena é bem curiosa. Velhos computadores baseados em linguagem Basic em um mundo digital inimaginável para os jovens de hoje acostumados com a facilidade do Windons e demais sistemas operacionais. Outra coisa bem curiosa é a pequena animação que a empresa Atari (a rainha dos videogames da época) produziu para o filme. Superman tenta se desviar de mísseis e bombas enquanto vemos aquele visual característico dos games da empresa surgir em cena. Impossível não sentir nostalgia nessa seqüência. Em suma, “Superman 3” é realmente uma película bem abaixo dos anteriores mas não pode ser considerado o pior filme da série original pois esse título certamente pertence a “Superman 4” que falaremos em breve aqui no Blog. Continue acompanhando. Até a próxima.

Superman III (Superman III, Estados Unidos, 1983)  Direção: Richard Lester / Roteiro: David Newman, Leslie Newman / Elenco: Christopher Reeve, Richard Pryor, Margot Kidder,  Jackie Cooper,  Annette O'Toole,  Robert Vaughn / Sinopse: Gus Gorman (Richard Pryor) é um desempregado crônico que após ver seu seguro desemprego cancelado resolve estudar informática. O que parece ser apenas uma solução para seu problema acaba se revelando uma vocação pois Gus se mostra gênio na área. Logo seus serviços são contratados pelo magnata Ross Webster (Robert Vaughn) que pretende usar a genialidade de Gus para seus interesses do mal. Ao mesmo tempo o jornalista Clark Kent (Christopher Reeve) resolve voltar em férias para Smallville onde o baile de encontro de sua antiga turma do colegial será realizada. Lá encontra a antiga paixão dos tempos de colégio, a bela Lana Lang (Annette O'Toole). Mal sabe ele que está prestes a enfrentar um dos maiores desafios de sua vida.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Superman II

Muita gente acha essa continuação a melhor aventura de Superman nos cinemas. Eles têm razão. Livre das amarras de contar a origem do personagem os roteiristas deram asas à imaginação e resolveram trazer o espírito dos quadrinhos para a continuação. A grande sacada foi trazer três prisioneiros do planeta de origem de Superman para a terra. Logicamente como eram de Kripton eles teriam os mesmos poderes do super heroi. E isso definitivamente significava muitas cenas de lutas pelas ruas de Metropolis. A aventura decorrente disso torna o filme a produção mais próxima à essência dos quadrinhos originais de Superman. Na outra linha do argumento vemos Superman em crise existencial, querendo se tornar mais humano para viver ao lado do amor de sua vida. Má idéia e um mal momento para isso pelas razões já expostas. Essas duas linhas narrativas seguem muito bem até o final, que é um dos melhores em personagens de HQs adaptados para o cinema. Isso definitivamente não me surpreende. O roteiro foi escrito pelo grande Mario Puzo (1920 - 1999), autor brilhante que escreveu outro clássico absoluto do cinema: O Poderoso Chefão.

Pena que esse filme acabou sendo o último grande momento da franquia com Christopher Reeve. A continuação Superman III era bem fraca e se apoiava demais no comediante Richard Pryor e a parte IV foi simplesmente péssima, um adeus melancólico de Reeve ao personagem que o imortalizou. Assim não há outra conclusão: Superman II realmente é o melhor. Livre das amarras de um roteiro que tem que explicar a origem do super herói, os roteiristas puderam ser bem fiéis aos próprios quadrinhos. Além disso o elenco surge bem mais à vontade em seus personagens. Christopher Reeve, ótimo como sempre, esbanja carisma e "bom mocismo". Em minha opinião vai ser muito complicado a Warner achar alguém tão adequado quanto Reeve para esse papel. Estamos prestes a assistir um novo filme sobre o super herói e só tenho uma certeza: tão bom quanto Reeve o novo ator a vestir a capa vermelha não será. Superman II pode ter envelhecido em alguns aspectos técnicos - como os efeitos especiais - mas como produto pop segue praticamente imbatível no quesito qualidade e diversão.

Superman II (Superman II, Estados Unidos, 1980) Direção: Richard Lester / Roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman / Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Margot Kidder, Sarah Douglas, Terence Stamp / Sinopse: Após longos anos vagando no espaço, três renegados do planeta Kripton que estão confinados na chamada Zona Fantasma conseguem se libertar e rumar em direção ao planeta Terra. Liderados pelo psicótico General Zod (Terence Stamp) eles querem o controle sobre tudo mas para isso terão que enfrentar Superman (Christopher Reeve).

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

The Beatles - Os Reis do Ié, Ié, Ié

Se Elvis Presley podia estrelar um filme atrás do outro porque os Beatles não? Nos anos 60 apenas grandes nomes da música conseguiam estrelar seus próprios filmes. O filão foi aberto com os musicais de Elvis e quando os Beatles estouraram nas paradas de sucesso logo ganharam também sua série de filmes. O primeiro filme do quarteto foi justamente esse A Hard Day´s Night, que basicamente era uma sucessão de clips das músicas do conjunto. O filme não tem basicamente um roteiro, apenas cenas isoladas, algumas engraçadas, outras nem tanto, que tentam mostrar como seria a vida dos Beatles em um só dia.

Anos depois John Lennon diria que nunca foi a intenção dos Beatles se tornarem atores ou algo do tipo. O filme serviu apenas como meio promocional de suas canções, que estavam no auge da popularidade, liderando a chamada "invasão britânica". A trilha sonora vendeu horrores e foi totalmente composta pela dupla Lennon / McCartney. O filme serviu também para que o grupo fosse ainda mais promovido nos EUA, onde fariam uma turnê de excepcional sucesso ainda naquele ano.

Os Beatles ainda fariam Help (um filme sem pé nem cabeça, totalmente nonsense), Magical Mystery Tour (telefilme psicodélico), Yellow Submarine (consagrada animação) e finalmente se despediriam do cinema com Let It Be (documentário mostrando os ensaios e gravações do disco de mesmo nome). Ao contrário de Elvis, que se fartou de Hollywood, os Beatles tiveram uma despedida de gala da capital do cinema, vencendo o Oscar de melhor documentário por seu último filme. Nada mal para quem considerava Hollywood apenas um meio de divulgar suas músicas.

Os Reis do Ié, Ié, Ié (A Hard Day´s Night, Inglaterra, 1964) Direção: Richard Lester / Com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr / Sinopse: A Hard Day's Night ou Os Reis do Iê, Iê, Iê como é conhecido no Brasil, é o nome do filme realizado pelo grupo de rock inglês The Beatles em 1964. Foi o primeiro filme realizado pelos Beatles e junto ao filme foi lançado um álbum com o mesmo nome. O cinema na época era grande divulgador de estrelas do rock. Inspirados em Elvis Presley, os Beatles viram no cinema mais uma maneira de promover sua música.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 4 de abril de 2000

Superman III

Superman III
O filme Superman III foi lançado nos Estados Unidos em 17 de junho de 1983, com direção novamente atribuída a Richard Lester, consolidando a mudança de tom iniciada no segundo capítulo da franquia. O elenco principal traz o retorno de Christopher Reeve como Clark Kent/Superman, acompanhado por Richard Pryor, grande novidade do filme, Annette O’Toole como Lana Lang, Robert Vaughn no papel do empresário Ross Webster, além de Margot Kidder e Jackie Cooper, estes com participação mais reduzida. A história parte do cotidiano de Clark ao retornar à cidade natal de Smallville, enquanto um magnata corporativo decide explorar avanços tecnológicos para dominar mercados e desafiar a ordem mundial. Paralelamente, Superman passa a enfrentar uma ameaça inédita ligada à manipulação de sua própria natureza, o que o coloca diante de um conflito interno perturbador. O ponto de partida do filme aposta fortemente no humor e na sátira tecnológica da época.

No momento de seu lançamento, Superman III encontrou uma recepção crítica amplamente mista, com muitos veículos destacando a mudança acentuada de tom em relação aos filmes anteriores. O The New York Times observou que o longa “abandona parte da nobreza do herói em favor de uma comédia exagerada”, ainda que reconhecesse o esforço de Christopher Reeve em manter a credibilidade do personagem. O Los Angeles Times comentou que o filme parecia mais interessado em explorar gags visuais do que em aprofundar o mito do Superman. Já a revista Variety descreveu a produção como “irregular, alternando momentos inspirados com humor excessivamente bobo”. A presença de Richard Pryor foi amplamente destacada, sendo vista como um atrativo comercial, mas também como um elemento que desequilibrou o tom da narrativa.

A The New Yorker foi mais crítica, afirmando que o filme “transforma um herói mítico em parte de uma comédia pastelão”, enquanto o Washington Post apontou que o excesso de humor diluía a sensação de ameaça. Ainda assim, alguns críticos elogiaram sequências específicas, sobretudo aquelas que exploram o lado sombrio do protagonista, vistas como conceitualmente interessantes. No balanço geral, a crítica da época classificou Superman III como inferior aos dois primeiros filmes, reconhecendo seus méritos pontuais, mas destacando a perda de grandiosidade e coesão. A opinião predominante foi de decepção moderada, embora o filme não tenha sido um fracasso crítico absoluto.

Do ponto de vista comercial, Superman III apresentou um desempenho sólido, ainda que abaixo das expectativas geradas pelos capítulos anteriores. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 39 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 80 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa somou cerca de US$ 59 milhões, resultando em uma arrecadação mundial próxima de US$ 140 milhões. Embora lucrativo, o resultado foi considerado decepcionante quando comparado ao sucesso estrondoso de Superman (1978) e Superman II (1981). Esse desempenho contribuiu para a percepção de desgaste da franquia e para mudanças criativas que seriam tentadas no filme seguinte.

Atualmente, Superman III é visto de forma mais indulgente, embora continue sendo considerado um dos capítulos mais fracos da série clássica. Muitos críticos contemporâneos reconhecem o filme como um produto de sua época, refletindo a popularidade da comédia física e da sátira tecnológica no início dos anos 1980. A atuação de Christopher Reeve, especialmente nas cenas em que interpreta versões conflitantes do herói, passou a ser mais valorizada ao longo do tempo. Ainda assim, o tom excessivamente leve e o foco disperso impedem que o filme seja reavaliado como um clássico. Hoje, Superman III ocupa um lugar curioso na história do cinema de super-heróis, lembrado mais por suas escolhas ousadas — e controversas — do que por seu impacto duradouro.

Superman III (Superman III, Estados Unidos/Reino Unido, 1983) Direção: Richard Lester / Roteiro: David Newman e Leslie Newman / Elenco: Christopher Reeve, Richard Pryor, Annette O’Toole, Robert Vaughn, Margot Kidder, Jackie Cooper / Sinopse: Enquanto um ambicioso empresário tenta usar tecnologia avançada para controlar o mundo dos negócios, Superman enfrenta uma crise inesperada que o obriga a lidar com forças externas e conflitos internos capazes de ameaçar sua própria essência heroica.

Erick Steve. 

segunda-feira, 3 de abril de 2000

Superman II

Superman II
O filme Superman II teve seu lançamento oficial nos Estados Unidos em 19 de junho de 1981, após uma produção conturbada iniciada ainda no final da década de 1970, sendo creditado na direção a Richard Lester, embora grande parte do material tenha sido filmada originalmente por Richard Donner. O elenco principal retorna do sucesso anterior, liderado por Christopher Reeve no papel de Clark Kent/Superman, acompanhado por Margot Kidder como Lois Lane, Gene Hackman como Lex Luthor e Ned Beatty como Otis, além da introdução de novos antagonistas vividos por Terence Stamp, Sarah Douglas e Jack O’Halloran. A história parte diretamente dos eventos do primeiro filme, apresentando Superman diante de um dilema pessoal profundo quando decide abrir mão de seus poderes para viver um amor humano ao lado de Lois. Paralelamente, três criminosos kryptonianos são libertados da Zona Fantasma e chegam à Terra, trazendo uma ameaça de proporções inéditas. O ponto de partida do enredo equilibra romance, humor e perigo global, aprofundando os conflitos internos do herói e ampliando o universo estabelecido anteriormente, sem jamais antecipar o desfecho da narrativa.

Na época de seu lançamento, Superman II foi recebido com atenção especial pela crítica americana, que observava atentamente se a continuação estaria à altura do filme de 1978. O The New York Times destacou o carisma de Christopher Reeve, afirmando que “Reeve continua sendo o maior trunfo da série, capaz de tornar crível até os momentos mais fantasiosos”. Já o Los Angeles Times elogiou o tom mais leve e bem-humorado da produção, ressaltando que o filme “assume com mais confiança sua natureza de entretenimento escapista”. A revista Variety observou que o equilíbrio entre ação e comédia tornava a experiência mais acessível ao grande público, ainda que apontasse certas irregularidades narrativas. Muitos críticos destacaram o trio de vilões kryptonianos como uma adição eficaz, especialmente a presença ameaçadora de Terence Stamp como General Zod, que trouxe um contraste sério ao tom mais descontraído do filme.

Em contrapartida, parte da crítica apresentou ressalvas claras quanto às mudanças de direção e estilo. A The New Yorker comentou que o filme parecia “dividido entre duas visões criativas”, reflexo direto da troca de diretores durante a produção. Alguns textos críticos apontaram que o roteiro perdia coesão em determinados momentos, alternando entre drama romântico e farsa cômica de maneira abrupta. O Washington Post observou que, embora divertido, o filme não possuía a mesma sensação de novidade e grandiosidade do original. Ainda assim, a avaliação geral na época foi positiva a moderadamente favorável, com consenso de que Superman II funcionava bem como espetáculo popular, mesmo carregando as marcas evidentes de um processo de produção problemático. O público e a crítica, em sua maioria, reconheceram o filme como uma continuação sólida, ainda que imperfeita.

Do ponto de vista comercial, Superman II foi um sucesso significativo. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 54 milhões, valor elevado para a época devido às filmagens simultâneas com o primeiro filme, a produção conseguiu um retorno expressivo. Nos Estados Unidos, a bilheteria ultrapassou US$ 108 milhões, consolidando-se como um dos filmes mais lucrativos de 1981. No mercado internacional, o desempenho também foi robusto, elevando a arrecadação global para algo em torno de US$ 190 milhões. Esses números confirmaram a força do personagem Superman como franquia cinematográfica e garantiram a continuidade da série. Apesar dos custos altos e dos conflitos nos bastidores, o estúdio considerou o resultado financeiro altamente satisfatório, reforçando o apelo mundial do herói criado pela DC Comics.

Com o passar das décadas, a reputação de Superman II cresceu e se transformou. Atualmente, o filme é frequentemente lembrado como uma das melhores sequências de super-heróis já produzidas, especialmente dentro do contexto do cinema anterior à era dos efeitos digitais avançados. Muitos fãs e críticos destacam o arco emocional de Clark Kent como um dos mais interessantes já apresentados em adaptações do personagem. O lançamento posterior da chamada “Richard Donner Cut”, em 2006, reacendeu debates críticos e acadêmicos, levando parte do público a reavaliar o filme sob uma nova perspectiva. Hoje, Superman II é visto como uma obra essencial para compreender a evolução do gênero, valorizada tanto por seu entretenimento quanto por seus conflitos humanos e simbólicos.

Superman II (Superman II, Estados Unidos/Reino Unido, 1981) Direção: Richard Lester / Roteiro: Mario Puzo e David Newman (baseado nos personagens criados por Jerry Siegel e Joe Shuster) / Elenco: Christopher Reeve, Margot Kidder, Gene Hackman, Terence Stamp, Sarah Douglas, Ned Beatty / Sinopse: Após questionar seu papel como protetor da humanidade, Superman enfrenta uma ameaça vinda de seu próprio planeta natal enquanto tenta conciliar sentimentos humanos com responsabilidades sobre-humanas, colocando o destino da Terra em risco diante de inimigos poderosos e implacáveis.

Erick Steve.