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sábado, 3 de outubro de 2026

Unabomber

Unabomber
Unabomber (Estados Unidos, 2026) é um drama criminal da Netflix inspirado na história real de Ted Kaczynski, o homem que ficou conhecido como Unabomber depois de realizar uma longa campanha de atentados com cartas-bomba nos Estados Unidos. Dirigido por Janus Metz Pedersen e escrito por Sam Chalsen e Nelson Greaves, o filme estreou mundialmente na Netflix em 25 de setembro de 2026 e tem aproximadamente 1 hora e 40 minutos de duração. A produção apresenta Jacob Tremblay como o jovem Ted Kaczynski, enquanto Russell Crowe interpreta o professor de Psicologia Henry Murray, figura importante na primeira metade da história. Shailene Woodley interpreta a agente do FBI Joanne Miller, Annabelle Wallis aparece como Christiana Morgan, e o elenco também inclui Alexander Ludwig, Steven Ogg e Marc Menchaca. A narrativa utiliza duas linhas temporais: uma acompanha Kaczynski quando adolescente, prodígio matemático que ingressa em Harvard aos 16 anos, enquanto a outra mostra a investigação que culminou em sua captura em 1996. O filme dá grande importância aos controversos experimentos psicológicos conduzidos por Henry Murray em Harvard, apresentados como uma experiência que deixou marcas profundas no jovem estudante. A história, entretanto, não afirma que esses experimentos sejam uma justificativa para os crimes posteriores de Kaczynski, mas explora a possibilidade de que tenham contribuído para seu isolamento e para a formação de determinadas ideias. A segunda parte acompanha a caçada do FBI ao Unabomber e utiliza a análise linguística de seu manifesto como uma das ferramentas fundamentais da investigação. A personagem de Woodley é fictícia e funciona como uma representação dramática de diferentes agentes e investigadores que participaram da operação real. A Netflix descreve oficialmente o filme como um drama inspirado em acontecimentos reais sobre a transformação de um prodígio de Harvard no criminoso conhecido como Unabomber.

A recepção crítica americana inicial foi bastante dividida, mas predominantemente negativa, especialmente em relação ao roteiro e à maneira como o filme tenta explicar a transformação de Kaczynski. Robert Daniels, do RogerEbert.com, foi bastante crítico e descreveu a produção como uma combinação desgastada de drama criminal e clichês de cinebiografia, considerando que ela não consegue alcançar a profundidade psicológica que procura. Em sua avaliação, o filme acaba parecendo uma produção televisiva convencional, apesar da importância do assunto e do elenco. Daniels, entretanto, destacou que Russell Crowe e Jacob Tremblay conseguem produzir momentos de interesse mesmo quando o roteiro não os acompanha, e considerou particularmente forte o confronto entre os dois personagens. O TheWrap também considerou a narrativa pouco concentrada, argumentando que o longa tenta abordar muitas coisas ao mesmo tempo sem desenvolver satisfatoriamente nenhuma delas. Já a crítica do San Francisco Chronicle, de Mick LaSalle, foi mais favorável, atribuindo ao filme três de quatro estrelas e reconhecendo qualidades na abordagem da história. O desempenho de Russell Crowe aparece repetidamente entre os pontos mais elogiados. Uma análise publicada pelo What's on Netflix chamou atenção para sua presença em cena, observando que o ator consegue transformar Henry Murray em uma figura simultaneamente carismática, intelectual e ameaçadora. A recepção no Rotten Tomatoes refletia essa divisão nos primeiros dias: o filme aparecia com 27% de aprovação da crítica, baseada em 44 avaliações, e 56% entre o público, números que podem mudar conforme novas avaliações sejam acrescentadas. Assim, o principal ponto de consenso entre os comentários negativos não foi a falta de material dramático, mas a dificuldade do roteiro em transformar uma história extremamente complexa em uma narrativa cinematográfica de pouco mais de uma hora e meia.

Na crítica britânica e internacional, as observações seguiram uma linha semelhante, embora alguns comentaristas tenham reconhecido o potencial da ideia central. Tim Robey, do The Telegraph, deu duas estrelas ao filme e considerou a produção pouco desenvolvida, embora tenha destacado positivamente o trabalho de Shailene Woodley. Já Terry Staunton, da Radio Times, deu três estrelas e observou que a alternância constante entre as duas épocas fazia com que o espectador tivesse a sensação de estar assistindo apenas ao início e ao final de uma minissérie, sem os episódios intermediários necessários para desenvolver adequadamente a história. Richard Lawson, em sua avaliação para o The Hollywood Reporter, resumiu o problema chamando a produção de “um esboço superficial de um assassino quando jovem”. A Variety, através do crítico Guy Lodge, também foi bastante reservada, afirmando que Jacob Tremblay não convence completamente como o jovem Kaczynski e que o filme alterna uma história de origem psicológica parcialmente interessante com uma investigação policial convencional. Um dos aspectos mais controversos da produção foi justamente a relação entre os experimentos de Harvard e os crimes posteriores. O filme sugere uma conexão dramática, mas especialistas e pessoas ligadas ao caso real alertaram que essa relação não pode ser tratada como uma explicação comprovada. O próprio FBI profiler James R. Fitzgerald, que participou da investigação real, criticou várias liberdades tomadas pelo filme, principalmente a criação da agente Joanne Miller e determinadas alterações nos procedimentos da investigação. A produção, portanto, deve ser encarada como uma dramatização baseada em fatos reais, e não como uma reconstituição documental. A Netflix também deixa essa distinção clara em sua apresentação oficial, enquanto o diretor Janus Metz afirmou que seu interesse estava em explorar como violência e convicções extremas podem produzir consequências trágicas.

Por ser uma produção original da Netflix, Unabomber não possui uma bilheteria convencional, pois não teve como principal destino o circuito comercial de cinemas. A Netflix divulga seus resultados por meio de visualizações e horas assistidas, permitindo observar o impacto do filme dentro da plataforma. E nesse aspecto a produção teve uma estreia bastante expressiva: entre 21 e 27 de setembro de 2026, o longa acumulou 16,4 milhões de visualizações e alcançou o primeiro lugar entre os filmes de língua inglesa da plataforma. Outros levantamentos de audiência também apontaram Unabomber no topo do ranking global da Netflix poucos dias depois de sua estreia, demonstrando que o interesse do público pelo caso real foi muito maior do que a recepção crítica poderia sugerir. Esse contraste é particularmente interessante porque o filme recebeu avaliações bastante negativas de vários críticos, mas conseguiu atrair milhões de espectadores. A razão provavelmente está parcialmente na própria força do caso Unabomber, que durante décadas ocupou enorme espaço no noticiário americano e posteriormente se tornou um dos casos mais conhecidos da história criminal dos Estados Unidos. A produção também chegou à Netflix em um momento no qual o público demonstra grande interesse por histórias de crimes reais, investigações policiais e personagens históricos controversos. Ao mesmo tempo, a escolha de Russell Crowe como um dos protagonistas acrescentou peso comercial ao projeto. O ator interpreta Henry Murray, enquanto Jacob Tremblay assume uma tarefa especialmente difícil ao representar Kaczynski em sua juventude, antes dos atentados que o tornariam conhecido mundialmente. Shailene Woodley, por sua vez, funciona como o principal elo da narrativa investigativa contemporânea. Mesmo sem números de bilheteria, portanto, Unabomber já conseguiu demonstrar uma forte capacidade de atrair espectadores dentro do ecossistema da Netflix.

Como o filme acabou de ser lançado, ainda é cedo para falar em legado cinematográfico consolidado, mas Unabomber já ocupa uma posição curiosa entre as produções recentes sobre Ted Kaczynski. O filme procura fazer algo diferente da minissérie Manhunt: Unabomber, de 2017, ao concentrar boa parte de sua atenção na juventude de Kaczynski e nos acontecimentos de Harvard que antecederam sua transformação em criminoso. A relação com Henry Murray é, nesse sentido, o elemento dramático mais importante da produção. A Netflix apresenta o professor como uma figura intelectual carismática que atrai o jovem estudante para um universo de experimentos psicológicos e confrontos intelectuais. Ao mesmo tempo, o filme procura deixar claro que experiências traumáticas não justificam os atentados posteriores de Kaczynski. O próprio material promocional da Netflix enfatiza que a produção pretende investigar influências e consequências, e não absolver o criminoso de seus atos. A diferença entre ficção e realidade, entretanto, deverá continuar sendo uma das principais questões discutidas em torno do longa. O ex-agente James R. Fitzgerald apontou diversas alterações feitas para fins dramáticos, inclusive em relação à personagem de Shailene Woodley e a determinadas etapas da investigação. Isso não impede que o filme funcione como uma introdução para espectadores que conhecem pouco da história, mas significa que ele precisa ser visto dentro de seus limites como dramatização. Para Russell Crowe, o papel de Henry Murray oferece uma oportunidade de interpretar um personagem intelectual e ambíguo, diferente de muitos dos papéis de ação pelos quais ficou conhecido. Para Jacob Tremblay, o filme representa uma mudança significativa em relação aos papéis que marcaram sua infância e adolescência. O futuro determinará se Unabomber será lembrado principalmente pelo sucesso inicial na Netflix ou como mais uma interpretação cinematográfica de um caso criminal que já recebeu inúmeras versões.

Unabomber (Estados Unidos, 2026) Direção: Janus Metz Pedersen / Roteiro: Sam Chalsen e Nelson Greaves / Elenco: Jacob Tremblay, Russell Crowe, Shailene Woodley, Annabelle Wallis, Alexander Ludwig e Steven Ogg / Sinopse: O filme acompanha Ted Kaczynski desde seus primeiros anos como prodígio matemático em Harvard, onde participa de controversos experimentos psicológicos conduzidos pelo professor Henry Murray, até sua transformação no homem conhecido como Unabomber. Décadas depois, uma força-tarefa do FBI tenta identificar o responsável por uma série de atentados e reconstruir o caminho que levou Kaczynski a se tornar um dos criminosos mais procurados da história criminal.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Profundezas

Título no Brasil: Profundezas
Título Original: Below
Ano de Lançamento: 2026
País: Canadá
Estúdio: Netflix / Pacesetter Productions
Direção: Jamie Childs, Helen Shaver e Stephen Dunn
Roteiro: Jesse McKeown, Perry Chafe, Karen Walton e Natty Zavitz
Elenco: Josh Hartnett, Mackenzie Davis, Charlie Heaton, Natasha Henstridge, Ruby Stokes, Rohan Campbell, Willow Kean, Kaleb Horn, Joshua Close e Mary Walsh.

Sinopse: 
Calvin Penney é um pescador que vive em Snook's Arm, uma pequena e isolada comunidade costeira de Newfoundland, no Canadá. Ainda marcado pela misteriosa morte de seu pai, ocorrida décadas antes, Calvin leva uma vida simples ao lado da família e de outros moradores da região. Essa tranquilidade desaparece quando uma criatura marinha desconhecida começa a aterrorizar a comunidade. Ao mesmo tempo, o vilarejo enfrenta problemas relacionados à possibilidade de ser obrigado a abandonar sua região, aumentando a tensão entre os moradores e as autoridades. Determinado a proteger seu filho Wade e o restante da família, Calvin decide enfrentar a ameaça. Ele recebe a ajuda de Fonda Howander, uma pesquisadora marinha que chega à região e passa a investigar os acontecimentos. Juntos, os dois procuram descobrir a origem da criatura e compreender os segredos escondidos nas águas e na própria história da comunidade. A investigação acaba revelando conexões com acontecimentos do passado de Calvin e transforma a luta pela sobrevivência em uma tentativa de proteger todo o modo de vida daquele pequeno povoado.

Comentários: 
Profundezas é uma minissérie de suspense, terror e mistério criada por Jesse McKeown, conhecido por seu trabalho em The Umbrella Academy. A produção tem seis episódios e todos serão disponibilizados pela Netflix em 8 de outubro de 2026. Josh Hartnett interpreta Calvin Penney, o pescador que ocupa o centro da história, enquanto Mackenzie Davis vive Fonda, a pesquisadora marinha que se junta a ele para investigar a criatura. Charlie Heaton interpreta Wade, filho de Calvin, acrescentando ao suspense uma dimensão familiar importante. As filmagens foram realizadas em Newfoundland e Labrador, buscando preservar o ambiente marítimo e a identidade de uma pequena comunidade pesqueira canadense. A direção foi dividida entre Jamie Childs, Helen Shaver e Stephen Dunn, enquanto o roteiro contou com Jesse McKeown, Perry Chafe, Karen Walton e Natty Zavitz. A própria Netflix descreve a série como uma história que combina o ataque de uma criatura marinha com drama familiar e a luta de uma comunidade para preservar seu modo de vida.

A série teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2026, antes de chegar oficialmente ao catálogo da Netflix. As primeiras avaliações publicadas a partir do festival destacaram principalmente a atmosfera de suspense, o ambiente de Newfoundland e as atuações do elenco. O Dread Central descreveu a produção como uma história atmosférica de monstro marinho, destacando seus personagens e as cenas de violência, enquanto o The Verge chamou atenção para o humor e para a autenticidade com que a comunidade costeira é retratada. Josh Hartnett também comentou que a história não funciona apenas como uma narrativa de criatura, mas igualmente como um drama sobre uma família e sobre as relações entre os moradores da região. A proposta da minissérie é utilizar o terror vindo do mar como ponto de partida para abordar também trauma, família, sobrevivência e a ameaça de desaparecimento de uma comunidade tradicional. Com seus seis episódios, Profundezas aposta em uma combinação de mistério sobrenatural, horror marítimo e drama familiar, colocando Josh Hartnett novamente em uma produção ligada ao gênero de suspense e terror.

Erick Steve. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Emergência Radioativa

Título no Brasil: Emergência Radioativa
Título Original: Emergência Radioativa
Ano de Lançamento: 2026
País: Brasil
Estúdio: Netflix
Direção: Fernando Coimbra, Iberê Carvalho
Roteiro: Fernando Coimbra, Gustavo Lipsztein
Elenco: Johnny Massaro, Paulo Gorgulho, 
Bukassa Kabengele, Tuca Andrada, Leandra Leal

Sinopse:
Essa é uma minissérie da Netflix que conta o acidente radioativo que aconteceu em Goiânia, durante os anos 80. Foi o mais sério incidente desse tipo ocorrido no Brasil em toda a sua história. E tudo aconteceu por causa de um descaso envolvendo um equipamento de radiação que ficou abandonado em um velho hospital desativado. Localizado por catadores de lixo, acabou sendo levado, contaminando uma enorme área da cidade.

Comentários:
Ficou excelente essa minissérie baseada nesse trágico fato. Eu me lembro muito bem desse acidente, porque foi muito noticiado na época, causando grande repercussão dentro e também fora do Brasil. O roteiro da minissérie toma algumas liberdades com os acontecimentos reais, para dar maior consistência dramática aos espisódos. Nada que comprometa o resgate histórico do que de fato aconteceu. Foi uma sucessão de erros, principalmente envolvendo autoridades, que acabou colocando a vida dessa população em risco. E o mais triste é saber que houve mortes, inclusive de uma criança inocente que manipulou o Césio (elemento extremamente radioativa) em suas próprias mãos. É sempre necessário relembrar essa tragédia para que ela nunca mais venha a ocorrer novamente. 

Pablo Aluísio.

sábado, 16 de agosto de 2025

Encantadora de Tubarões

Encantadora de Tubarões 
Esse documentário está na Netflix. Conta a história dessa jovem chamada Ocean Ramsey. Bonita, loira, dourada pelo sol, ela decide fazer algo incomum em sua vida. Que tal ganhar a vida mergulhando ao lado de tubarões? Claro, ela é uma mergulhadora profissional, mas nada ameniza o perigo de se nadar em pleno oceano ao lado de um dos predadores mais temidos do reino animal. Usando suas redes sociais para divulgar suas fotos ao lado dos tubarões e vídeos de todos os tipos, ela foi ficando cada vez mais conhecida na internet. Não deixa de ser uma maneira corajosa de ganhar engajamento e monetização nas redes sociais com esse estilo de vida de pura adrenalina. 

Só que seus mergulhos ao lado dessas feras acabam também trazendo muitas críticas, principalmente de biólogos e especialistas em vida marinha. Até porque, pense bem, mostrando esses vídeos ela certamente passa, mesmo que indiretamente e de forma inconsciente, a mensagem ao público em geral de que se pode mergulhar ao lado de tubarões selvagens, sem problemas. Isso passa longe de ser uma verdade! As chances de um ataque são grandes, então há igualmente esse lado bem perigoso em relação ao material que ela produz e divulga nas redes sociais. Muitas pessoas passam a assistir seus vídeos, pensando que tudo bem, pode mergulhar ao lado de um tubarão branco enorme que será tudo de boa! Pois é, meus caros. Tudo na vida tem um lado bom e ruim. Muitas vezes é preciso ficar atento para esse tipo de mensagem subliminar que sim, pode ser bem perigosa, quem sabe até mortal, para determinados tipos de públicos que não possuem o devido bom senso e o necessário senso crítico do que assistem na Internet. 

Encantadora de Tubarões (Shark Whisperer, Estados Unidos, 2025) Direção: Harrison Macks, James Reed, JP Stiles / Roteiro: Harrison Macks, James Reed, JP Stiles / Elenco: Ocean Ramsey, Mike Bolton, Keoni TeTawa Bowthorpe / Sinopse: Misto de Reality Show e documentário da Netflix, esse filme mostra a história da mergulhadora profissional Ocean Ramsey e seu sucesso nas redes sociais, onde divulga fotos e imagens de seus mergulhos ao lado de grandes tubarões selvagens. 

Pablo Aluísio. 

A Grã-Bretanha e a Blitz

A Grã-Bretanha e a Blitz 
Durante a Segunda Guerra Mundial os valores e o patriotismo do povo inglês foram colocados à prova. Hitler ordenou uma série de bombardeios nas principais cidades daquela nação. Todas as noites choviam bombas nazistas em Londres, Liverpool, Manchester e demais cidades. E o povo inglês precisou mostrar que tinha coragem e resistência ao que estava acontecendo. As bombas eram incendiárias, colocando prédios e mais prédios no chão, causando grandes incêndios por todas as cidades. A Inglaterra estava frente a frente com seu maior e mais mortal inimigo! 

Esse momento histórico e também heróico foi resgatado nesse ótimo documentário que está disponível na Netflix. Aqui vemos o verdadeiro patriotismo em ação. O povo unido, lutando contra um regime alemão completamente atroz e vingativo. Liderados pelo lendário Primeiro-Ministro Winston Churchill, o povo britânico fez de uma de suas mais famosas frases um lema repetido em todas as esquinas. Na ocasião dos primeiros ataques, Churchill decretou: "Jamais nos Renderemos!" - e cumpriu sua promessa, ao lado desse povo que soube como lutar contra um dos maiores tiranos já vistos na história recente! Uma aula de história e de coragem singular dos ingleses frente à ameaça insana do Nazismo. 

A Grã-Bretanha e a Blitz (Britain and the Blitz, Reino Unido, 2025) Direção: Ella Wright / Roteiro: Ella Wright / Elenco: Winston Churchill, Adolf Hitler, King George VI (em arquivos de imagens) / Sinopse: Documentário que recria os intensos ataques da Alemanha nazista na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 22 de junho de 2025

Ponto de Virada: A Guerra do Vietnã

Título no Brasil: Ponto de Virada: A Guerra do Vietnã
Título Original: Turning Point: The Vietnam War
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Brian Knappenberger
Roteiro: Brian Knappenberger
Elenco: John Kennedy, Lindon Johnson, Richard Nixon (em arquivos de imagens). 

Sinopse:
Esse documentário conta a história da Guerra do Vietnã, um dos maiores erros políticos da história dos Estados Unidos e um verdadeiro desastre militar para as forças armadas daquela nação. Através de análises e estudos, a tragédia desse conflito é mostrada em detalhes históricos precisos. 

Comentários:
A Guerra do Vietnã foi o maior erro histórico de política internacional dos Estados Unidos. Um verdadeiro desastre de grandes proporções. Uma lástima completa! Esse bom documentário, dividido em episódios, conta essa história, mostrando não apenas o lado dos americanos, mas do povo do Vietnã também. É um precioso registro histórico sobre tudo o que aconteceu. E a série começa mostrando os erros cometidos pelos presidentes americanos na avaliação desastrada de mandar tropas para o Vietnã. Algo que custaria milhares de vidas de jovens norte-americanos que sequer sabiam direito o que estavam fazendo naquele país distante. Cinquenta mil jovens morreram em vão naquelas selvas tropicais! E para falar a verdade, nem os presidentes sabiam, como bem podemos ver aqui. Foi um verdadeiro erro de avaliação militar e política por parte de todos os envolvidos. E o mais assustador de tudo é saber que a lição não foi aprendida. Os Estados Unidos seguem cometendo os mesmos erros! Triste e desastroso para o mundo. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Caos: Os Crimes de Manson

Caos: Os Crimes de Manson 
Mais um documentário sobre o Charles Manson, um dos mais infames criminosos da história dos Estados Unidos. Após passar praticamente toda a adolescência e juventude na prisão ele finalmente foi solto nos anos 60. Acabou parando nas ruas de San Francisco, em pleno auge do movimento hippie. Encontrou alguns jovens perdidos na vida e criou uma seita! Foram todos morar em um velho rancho que era usado para filmar antigos filmes de faroeste. Ele queria ser alguém no mundo da música, mas fracassou. Irado, mandou seus seguidores fanáticos matarem quem encontrasse no endereço de um produtor musical que o rejeitou. Para azar da atriz Sharon Tate e seus amigos, que tinham alugado aquela mesma casa. Foram vítimas de um crime que não era direcionado a eles. Morreram de graça em uma orgia de sangue sem sentido! 

O tema, como se pode perceber, é por demais interessante. Não apenas na questão criminológica, mas também social, pois é até hoje tudo é um mistério, ninguém entendeu como aqueles jovens seguiam cegamente as ordens de um demente homicida como Manson. Talvez fossem as drogas que tomavam, talvez fosse por problemas mentais, carência afetiva ou qualquer outra coisa, mas o que resultou disso tudo ainda choca a muitos, mesmo após a morte do próprio Charles Manson e de alguns de seus seguidores (a jovem assassina Susan Atkins, por exemplo, também já morreu na prisão tal como seu mestre). Um bom documentário, mas que peca por tentar levantar a bola de uma daquelas teorias da conspiração sem pé e nem cabeça que os americanos adoram. Meu conselho é ignorar essa bobagem e absorver apenas os dados históricos do crime. Aí sim o documentário vai funcionar direito. 

Caos: Os Crimes de Manson (Chaos: The Manson Murders, Estados Unidos, 2025) Direção: Errol Morris / Roteiro: Tom O'Neill, Dan Piepenbring / Elenco: Charles Manson, Sharon Tate, Roman Polansky (em imagens de arquivos) / Sinopse: Documentário da Netflix que resgata os terríveis crimes cometidos pela "família Manson", um grupo de hippies drogados liderados por um psicótico chamado Charles Manson. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 27 de março de 2025

Adolescência

Título no Brasil: Adolescência
Título Original: Adolescence
Ano de Lançamento: 2025
País: Reino Unido
Estúdio: Netflix
Direção: Philip Barantini
Roteiro: Stephen Graham
Elenco: Stephen Graham, Owen Cooper, Christine Tremarco, Amelie Pease, Ashley Walters, Faye Marsay

Sinopse:
Um aluno é acusado de ter matado a própria colega de sua escola em um ataque de faca. O problema é que se trata de um garoto, com apenas 13 anos de idade. No começo seu pai é cético sobre sua autoria, mas os policiais possuem provas definitivas, inclusive um vídeo do momento do crime. E a partir daí sua família vai tentar lidar com essa situação simplesmente devastadora! 

Comentários:
Já fazia um certo tempo que a Netflix não emplacava uma série de sucesso como essa, do tipo em que as pessoas conversam sobre ela, em que vira tema quente em fóruns sobre séries e filmes, etc. Até artigos em grandes jornais estão sendo escritos. Uma série relevante, tal como havia sido "Bebê Rena". São apenas 4 episódios, formados por longos planos filmados em sequência, sem cortes, com duração de mais ou menos 1 hora! Imagine o trabalho que deu filmando essas cenas. Algumas delas tiveram que ser feitas novamente por mais de 14 vezes! Pois bem, o resultado realmente é muito bom! Eu gostei dos roteiros e das atuações, principalmente da atriz que interpreta a psicológa e do pai do garoto. Dito isso, a tão falada discussão em torno da questão Red Pill não é tão discutida na série como se pode pensar de suas análises feitas posteriormente. Em meu ponto de vista esse não foi o foco da história, mas sim a destruição de toda uma família por causa do Bullying cruel que acontece na maioria das escolas. Infelizmente o ser humano é isso mesmo, pode explodir quando colocado em situações de enorme pressão. E a sociedade que tente reerguer novamente os pedaços depois que uma tragédia como essa acontece. 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Enigmas do Universo

Enigmas do Universo
Série muito boa e inteligente. Parte de uma premissa que é a mais pura verdade. Tudo no universo está conectado. Desde as menores partículas até mesmo as maiores galáxias, todas as coisas do universo partem de um só contexto, seguindo as mesmas leis da física e da química. No fundo, como bem sabemos, somos apenas poeira de estrelas que há muito explodiram. E por um acaso incrível acabou gerando vida nesse planeta insignificante perante a grandeza infinita do universo. 

Pois é, o nosso Planeta Terra é apenas um de milhares pelo universo e nos últimos anos a ciência descobriu milhões de exoplanetas que orbitam estrelas nos confins do universo. Não vivemos no mais importante planeta do cosmos, nem sequer dos mais relevantes, mas devemos preservar ele da melhor forma possível pois afinal de contas é o nosso lar.

Então os roteiros dessa série são mais do que especiais. Eles geralmente partem do micro para o macrocosmos. Mostra, por exemplo, como vive uma colônia de formigas numa floresta tropical, ao mesmo tempo que vai mostrando como as estrelas nascem no universo profundo.

E se for possível assista a série legendada, com a voz original do Morgan Freeman. Ele realmente é um ótimo apresentador desse tipo de programa. Além de bom ator sempre teve a presença correta para nos mergulhar nos segredos desse cosmos infinito, cujos detalhes a humanidade ainda não chegou nem perto de descobrir ou conhecer. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Raël: O Último Profeta

Raël: O Último Profeta
Essa minissérie que está na grade da Netflix mostra esse sujeito bem esquisito. Um francês malucão que fundou uma seita. Ele afirma que foi visitado por uma raça de ETs. Eles então lhe ensinaram a doutrina de sua nova religião. Raël logo escreveu o seu livro com esses ensinamentos e adivinha o que aconteceu... Pois é, o tal Raël ganhou um monte de seguidores fanáticos que passaram a lhe seguir pelo mundo afora. 

Ele mudou de países várias vezes porque o tal sujeito foi acusado de vários crimes por onde passou. Disseram que ele abusava das mulheres da seita e que ficava com os bens e dinheiro dos seguidores masculinos. Ora, e qual seria a surpresa de algo assim? Essa gente não conhece como funciona uma seita de verdade? E nessa linha mesmo, o líder fica com as bonitonas de seu rebanho e com o dinheiro dos homens que o seguem...

Como dizia o Bezerra da Silva, todo dia sai um Mané e um malandro de suas casas. Quando os dois se encontram sai negócio. E o negócio das seitas é muito lucrativo, como bem podemos ver por aqui. O Raël ganhou sexo grátis com várias mulheres bonitas de miolo mole e ainda pegou a grana toda dos maridões. Lembrou do Mané e do Malandro? Pois é meus caros... O mundo é dos espertos...

E não parou por aí. O tal Raël ganhou notoriedade mundial ao afirmar que havia criado um clone humano na sua seita. Claro, tudo mentira, mas ele faturou muito com a história. Mais gente passou a lhe seguir, mais gostosas para ele ter em sua cama, e mais bobões para dar o dinheiro para ele. Olha, depois de assistir a essa minissérie perdi a fé na inteligência da humanidade. Como tem gente burra nesse mundo...

Pablo Aluísio. 

domingo, 18 de agosto de 2024

Nova Iorque Contra John Gotti

Título no Brasil: Nova Iorque Contra John Gotti 
Título Original: Get Gotti
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Sebastian Smith
Roteiro: Sebastian Smith
Elenco: John Gotti, George Gabriel, Fred Rayano

Sinopse:
A história do mafioso John Gotti, um sujeito violento e criminoso que subiu dentro da hierarquia da cosa nostra após assassinar um dos líderes de uma das maiores famílias mafiosas de Nova Iorque. Depois desse crime o departamento de justiça de nova Iorque iniciou uma frente ampla para colocar Gotti atrás das grades. 

Comentários:
John Gotti foi o último grande chefão da máfia italiana em Nova Iorque. Ele era um sujeito vaidoso, adorava os holofotes da imprensa e não escondia de ninguém que comandava um dos maiores grupos criminosos de Nova Iorque. Era o todo poderoso chefão da família de mafiosos Gambino. Inicialmente nada parecia colar nele, nenhuma acusação. Era sempre inocentado de seus crimes. A imprensa o chamava de Don Teflon por essa razão. Então o FBI e o departamento de justiça se uniram para promover uma ampla campanha de coleta de provas, tentando pegar a tão aguardada prova que iria colocar esse chefão do crime organizado atrás das grades de uma vez por todas. O maior erro de Gotti foi mesmo tentar ser uma celebridade. O segredo dos grandes chefões do passado era mesmo a discrição. Mas Gotti queria ser capa de revistas e jornais. Acabou morrendo na prisão por ser tão vaidoso e egocêntrico. 

Pablo Aluísio.

sábado, 17 de agosto de 2024

Jeffrey Epstein: Poder e Perversão

Título no Brasil: Jeffrey Epstein: Poder e Perversão 
Título Original: Jeffrey Epstein: Filthy Rich
Ano de Lançamento: 2020
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Lisa Bryant
Roteiro: Lisa Bryant
Elenco: Jeffrey Epstein, Donald Trump, Príncipe Andrew, Michael Reiter, Annie Farmer, Shawna Rivera

Sinopse:
Documentário que conta a história de crimes sexuais do empresário e milionário americano Jeffrey Epstein, Vivendo na alta roda, no mais alto posto do jet set internacional, Epstein era na realidade um pedófilo e um predador sexual que usava jovens menores de idade em festinhas particulares com muitas drogas, cometendo crimes dos mais diversos tipos em sua vida particular. 

Comentários:
Outro documentário muito interessante sobre esse figurão que era muito bem relacionado nas altas classes sociais. Era amigo de Trump, dos filhos da Ranha Elizabeth II, de vários atores de Hollywood, etc. O que ninguém sabia era que por baixo de toda aquela imagem de homem rico e extremamente bem sucedido, se escondia um pervertido sexual, um pedófilo que contratava garotas menores de idade para festinhas particulares regadas a muito sexo ilegal e drogas de todos os tipos. Instalado em uma grande mansão na Flórida e eventualmente viajando para uma ilha particular, o tal de Jeffrey Epstein era um predador sexual dos mais vorazes. Felizmente o documentário mostra também seu fim, morto em sua cela numa prisão federal nos Estados Unidos. Até hoje se especula como morreu, assassinado por uma operação de queima de arquivo ou simples suicídio? De uma forma ou outra a justiça tardou, mas dessa vez, não falhou. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Força Policial

Título no Brasil: Força Policial
Título Original: Power: What do the police do?
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Yance Ford
Roteiro: Yance Ford, Ian Olds
Elenco: Charlie Adams, Nikhil Pal Singh, Julian Go

Sinopse:
Documentário que mostra as origens e o desenvolvimento da polícia, tal como a conhecemos hoje em dia. Inicialmente criada para defender interesses de grandes fazendeiros na época da escravidão, a polícia ganhou o mundo urbano, se tornando um instrumento de segurança pública. E atualmente se discute sobre sua real posição dentro de uma sociedade moderna e democrática. 

Comentários:
Como surgiu a polícia? Para que serve mesmo a força policial? Essas e outras perguntas são levantadas nesse documentário muito interessante que pode ser assistido na Netflix. Por exemplo, ficamos sabendo que a polícia nasceu em um momento histórico bem definido, quando escravocratas contratavam homens armados para recapturar escravos fugitivos. Após alguns séculos a ideia se mostrou ainda mais relevante, mas no meio urbano. A polícia então passa a ser uma instituição de Estado, com policiais não mais servindo a homens poderosos e seus interesses privados, teoricamente servindo apenas como arma contra a criminalidade, exercendo uma função estatal. Pelo menos na teoria. Hoje em dia a questão das policiais militarizadas está na ordem do dia. Não são poucos os que defendem sua modificação, transformação e até mesmo sua extinção em meios mais radicais. Pena que por ser um documentário feito nos EUA a questão das milícias não seja analisada. Até porque essa questão do policial se tornar um miliciano é um problema bem brasileiro. De qualquer forma deixo a dica. Como dizia a letra do rock, "Quem precisa de polícia?"

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Bebê Rena

Título no Brasil: Bebê Rena
Título Original: Baby Reindeer
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Weronika Tofilska, Josephine Bornebusch
Roteiro: Richard Gadd
Elenco: Richard Gadd, Jessica Gunning, Nava Mau

Sinopse:
Barman escocês que tenta fazer sucesso em Londres como comediante acaba encarando o fracasso de suas apresentações nos palcos. Pior do que isso, ele passa a ser perseguido por uma mulher completamente perturbada que ele conheceu no pub onde trabalha. E ela está decidida a transformar sua vida em um completo inferno. 

Comentários:
Essa é a série do momento na Netflix. Primeiro lugar em praticamente todos os países e grande repercussão, inclusive na net. Não se fala em outra coisa, é um grande sucesso. A boa notícia é que realmente temos uma excelente série aqui. Tudo o que se vê na tela realmente aconteceu e o ator que interpreta o protagonista está na verdade interpretando sua própria vida, pois aquilo aconteceu com ele, anos atrás. Todos os personagens, justamente por essa razão, possuem muita alma. Não são meros personagens criados para uma história interessante inventada. O comediante fracassado que sobrevive como barman, sua namorada transexual e a perseguidora gorda e psicótica realmente existem e estão por ai, tendo que lidar com os efeitos do grande sucesso da série. É uma daquelas séries com muitas camadas psicológicas para se desvendar. De certa maneira também é muito perturbadora, uma daquelas histórias que não vamos esquecer e que iremos lembrar por muitos anos ainda. Eu gostei muito e recomendo sem hesitação. Se você é uma das poucas pessoas que ainda não viram "Bebê Rena" corra para a Netflix e confira uma das séries mais viscerais e doentias dos últimos anos. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

O Sinal

Título no Brasil: O Sinal
Título Original: Das Signal
Ano de Lançamento: 2024
País: Alemanha
Estúdio: Netflix
Direção: Sebastian Hilger, Philipp Leinemann
Roteiro: Florian David Fitz, Nadine Gottmann
Elenco: Peri Baumeister, Florian David Fitz, Hadi Khanjanpour

Sinopse:
Uma astronauta, em missão na estação orbital internacional, intercepta sem querer um estranho sinal enviado do espaço profundo, no que parece ser uma tentativa de comunicação vinda de alguma civilização alienígena distante, das profundezas do cosmos. E agora ela tentará sobreviver, resguardando esse segredo mais do que precioso. 

Comentários: 
Começa bem, fica ruim lá pela metade e termina de forma bem inteligente. Eu poderia resumir assim essa minissérie de 4 episódios que está disponível para os assinantes da Netflix. Como era uma produção alemã eu já esperava por algo mais áspero, realista, pé no chão. Por isso nem me preocupei em ver um monte de ETs desfilando pela tela. Isso não iria acontecer e se você curte esse tipo de coisa já saiba de antemão que não vai rolar mesmo. Nenhuma criaturinha verde e cabeçuda vai aparecer. Já para quem aprecia uma coisa mais racional, baseada em ciência, vai acabar tendo um bom final para ver, inclusive com o uso narrativo da boa e velha Voyager. Não é surpresa total porque essa ideia já foi usada em um dos filmes de Jornada nas Estrelas no cinema. Então eu apenas achei OK. E isso é tudo o que posso dizer sem estragar o final. De qualquer forma quase desisti nos episódios do meio, pois a coisa toda fica bem chata mesmo. Só melhora no final de tudo. Pena que depois fica aquele sentimento de solidão cósmica, de que estamos mesmo sozinhos no universo. É a maior solidão que a raça humana poderá sentir em toda a sua existência falha. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Vikings - Primeira Temporada

Título no Brasil: Vikings
Título Original: Vikings
Ano de Lançamento: 2013
País: Irlanda, Canadá
Estúdio: World 2000 Entertainment
Direção: Ciaran Donnelly, Ken Girotti
Roteiro: Michael Hirst
Elenco: Travis Fimmel, Katheryn Winnick, Clive Standen

Sinopse:
Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) é um jovem Viking que decide navegar rumo ao Oeste, apesar da proibição do líder de seu clã. E ele acaba chegando na costa da Inglaterra, onde descobre vilas para roubar, trazendo ouro e prata em sua expedição pioneira, o que acaba abrindo uma nova rota de navegação para seu povo.  

Comentários:
Essa primeira temporada da série Vikings foca bastante no personagem Ragnar Lothbrok que simboliza as primeiras levas de Vikings que chegaram na costa da Inglaterra durante a era medieval. Historicamente falando não se sabe com precisão quando isso aconteceu, mas o fato é que um dia os Vikings chegaram na Inglaterra e acabaram pilhando e aterrorizando as comunidades que viviam na costa leste do país. Os episódios dessa primeira temporada mantém um bom padrão de qualidade, mas eu devo dizer que apesar de seguir uma linha narrativa central, focado no protagonista viking Ragnar, os episódios também possuem uma certa dispersão, em que ocorrem pulos na narrativa. Penso que isso foi feito propositalmente para capturar a atenção daquele espectador ocasional e eventual, que não assiste necessariamente sempre a série. Se funcionou para aumentar a audiência da série, também atrapalhou no melhor desenvolvimento da história que conta. De qualquer forma é uma boa série, já confirmada nessa primeira temporada. Pode assistir sem receios. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Homicídio Nova York: Daphne Abdela

Homicídio: Nova Iorque
Ela tinha apenas 15 anos, com rosto de bebê. Morava na parte rica de Nova Iorque. Garota privilegiada, filha de pais ricos. E tudo desmoronou quando foi acusada de um crime brutal, a morte de um homem de 44 anos de idade em pleno Central Park. Antes de mais nada realmente não vá se enganar pelo rosto angelical. Ela sempre foi descrita por quem a conhecia como uma "Bitch", uma "Badass" ou seja sempre foi vista como uma garota problema. Arranjava briga nas escolas por onde passou (todas da elite da sociedade de Nova Iorque) e não tinha muitos amigos. Até que fez amizade com um carinha de sua idade, que tinha descendência latina. Foi ao lado desse jovem de apenas 14 anos chamado Christopher Vasquez que o crime foi cometido. 

A vítima foi Michael McMorrow, conhecido pelos amigos como "O Irlandês", um cara gente boa, mas que gostava de beber acima do limite. Muito provavelmente estava no Central Park bebendo de noite quando tudo aconteceu. Ele levou várias facadas, teve suas tripas colocadas para fora, uma pedra colocada em seu abdômen e depois seu corpo jogado na água de um dos lagos gelados do Central Park. Crime de açougueiro mesmo, por isso Daphne foi chamada pela imprensa de "Baby-Faced Butcher" ou a açougueira com rosto de bebê. Infelizmente o crime não teve um desfecho que todos desejavam na justiça. A garota fez um acordo com a promotoria e ficou apenas seis anos atrás das grades. Quando saiu arranjou mais confusão e voltou para a cadeia, para cumprir mais 3 anos. E foi isso. O crime aconteceu em 1997 e ela não ficou muito tempo atrás das grades. Garotinha rica, como bem sabemos, não paga sentença pesada! É a tal coisa, realmente era apenas uma adolescente, mas criminosa e fatal. 

Homicídio: Nova Iorque (Homicide: New York, Estados Unidos, 2024) Direção: Dick Wolf / Roteiro: Dick Wolf / Elenco: Barbara Butcher, Robert Mooney, Richard Plansky / Sinopse: Esse crime e outros que chocaram Nova Iorque podem ser assistidos em detalhes na nova série policial da Netflix "Homicídio Nova York". Fica a dica!

Pablo Aluísio. 


quinta-feira, 28 de março de 2024

Segunda Guerra em Cores

Título no Brasil: Segunda Guerra em Cores
Título Original:  WWII in Color: Road to Victory
Ano de Lançamento: 2021
País: Reino Unido
Estúdio: Netflix
Direção: Lou Westlake, Kim Lask
Roteiro: Lou Westlake, Kim Lask
Elenco: Trish Bertram, James Holland, Craig L. Symonds

Sinopse:
A minissérie documental "Segunda Guerra em Cores: Caminho para a Vitória" resgata imagens raras filmadas durante o maior conflito armado da história. Muitas dessas filmagens foram realizadas na época com o inovador sistema colorido, uma novidade absoluta naqueles tempos onde imperavam as câmeras preto e branco. 

Comentários:
Eu sempre gostei muito de história em geral. E para quem aprecia esse tipo de material, a Segunda Grande Guerra Mundial tem um espaço sempre reservado em especial. Esse documentário em episódios, que pode ser assistido na Netflix, se destaca pelas ótimas imagens raras que especialistas e historiadores resgataram de arquivos oficiais dos governos dos Estados Unidos, Inglaterra e França. Material que estava arquivado em bibliotecas públicas e acervos particulares e que agora chega ao grande público. Então é sem dúvida um documentário precioso do ponto de vista histórico. Em termos de narração e a forma como os eventos são mostrados, não há maiores novidades ou revelações históricas. Tudo segue uma determinada cartilha oficial que já bem conhecemos. E isso não é um defeito, é igualmente uma qualidade. Assim esse documentário servirá não apenas aos que apreciam história, mas também aos estudantes. Afinal o tom didático é bem presente em todos os episódios. 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 27 de março de 2024

A Queda da Casa de Usher

Título no Brasil: A Queda da Casa de Usher
Título Original: The Fall of the House of Usher
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Michael Fimognari, Mike Flanagan
Roteiro: Mike Flanagan, Justina Ireland
Elenco: Bruce Greenwood, Mary McDonnell, Henry Thomas, Samantha Sloyan, Willa Fitzgerald, Zach Gilford

Sinopse:
Um a um, os jovens herdeiros do rico e poderoso clã Usher, encontram a morte, das maneiras mais inusitadas. A família parece estar definitivamente amaldiçoada, mas qual seria a origem dessa maldição fatal? Apenas um retorno ao passado do patriarca da família poderia explicar todos os trágicos acontecimentos. A Queda da Casa de Usher é uma série baseada na obra do escritor Edgar Allan Poe. 

Comentários:
Essa série foi muito criticada. Em meu ponto de vista foram críticas injustas. Pessoalmente gostei bastante. Tudo bem que os episódios seguem uma linha narrativa básica, com a morte dos membros do clã Usher. Entretanto ninguém pode negar a extrema qualidade do episódio final. Achei esse episódio um verdadeiro primor. Explica tudo o que se viu nos episódios anteriores, valorizando inclusive o texto original do mestre Edgar Allan Poe. Muitas das críticas inclusive diziam que o texto original não era adaptável para as telas. Bobagem. A essência está na série. Pode sim ter problemas de ritmo, com alguns episódios funcionando melhor do que outros, mas nada disso tira a qualidade desse material. Só é exigido, e isso devo reconhecer, uma certa paciência do espectador. Os episódios são longos, acima da média do que se vê por aí. O episódio final, por exemplo, tem duração de um longa-metragem para o cinema. De qualquer forma não desanime, persista na série. Vai valer muito a pena. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Voyeur

Título no Brasil: Voyeur
Título Original: Voyeur
Ano de Lançamento: 2017
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Myles Kane, Josh Koury
Roteiro: Myles Kane, Josh Koury
Elenco: Gay Talese, Gerald Foos, Nan Talese

Sinopse:
Um veterano e consagrado jornalista de Nova Iorque decide contar em seu novo livro a história de um dono de motel que acabou criando uma rede de refrigeração que ele podia usar para espiar os casais transando em seu estabelecimento. Algo que poderia custar caro no final das contas para esse escritor. 

Comentários:
O voyeur é aquele tipo de sujeito que prefere ver as pessoas fazendo sexo do que ele próprio fazer. E nada seria mais adequado para esse tipo de pervertido sexual do que ser dono de um motel de beira de estrada. É justamente essa estranha e bizarra história que esse documentário da Netflix nos conta. Entretanto eu pude perceber que o foco principal desse filme nem é tanto a história do voyeur em si, mas sim a relação de amizade que nasce entre o escritor do livro, um jornalista com muitos anos de carreira, e o próprio voyeur, um tipo já de meia idade, bem esquisito, cheio de problemas, mas tentando manter uma postura de normalidade a todo momento. E o fato dele não ser totalmente honesto com o escritor e o abalo que isso iria atrair depois da publicação do livro. Eu gostei do documentário, mostrando bem um lado mais desconhecido e taradão da sociedade falsamente puritana e muito hipócrita dos Estados Unidos. 

Pablo Aluísio.