segunda-feira, 22 de junho de 2026

Hollywood Boulevard - Rock Hudson - Parte 25

Em 1975 Rock Hudson completou 50 anos de idade! Uma marco importante e preocupante para um galã de Hollywood. No cinema sua carreira estava praticamente encerrada, mas Rock curiosamente conseguiu sobreviver como ator, trabalhando na televisão. Ele emplacou uma série de grande sucesso chamada "McMillan & Wife" que girava em torno de um casal comum que decifrava crimes todas as semanas. O público americano adorou e a série teve grande audiência. 

Rock assim conseguia manter sua popularidade, principalmente para uma nova geração que nunca havia assistido seus filmes quando passaram no cinema nas décadas anteriores. Os mais jovens o conheciam principalmente pela série e não pelo cinema. Em cinco temporadas com centenas de episódios, Rock ganhou dinheiro como nunca, mas não gostava da experiência de ser um ator de televisão.

Aos mais próximos ele dizia que aquela série iria ser o útlimo ato de sua carreira. Que a televisão era o porto para onde os grandes navios eram enviados para apodrecerem e se tornarem museus. Uma metáfora de alguém que havia sido da Marinha. Além disso Rock reclamava muito de como as coisas eram feitas na TV. Rock vinha do cinema, onde os filmes eram produzidos com calma e cuidado. Na TV, por outro lado, tudo era pressa, tudo era stress e caos. Um novo episódio tinha que ser filmado por semana e a velocidade em que as coisas eram feitas deixavam Rock chocado e nervoso! Numa certa vez o diretor não conseguiu trabalhar por estar doente, então a direção do episódio foi entregue ao próprio Rock, em cima da hora. Ele mal podia acreditar naquilo! Os roteiros muitas vezes eram escritos no meio das gravações, outras vezes os atores tinham que improvisar as falas pois não havia tido tempo de se providenciar os scripts! 

E acima de tudo havia a pressão da audiência. Toda semana havia o stress para saber se o episódio tinha alcançado ou não audiência. Depois de cinco temporadas Rock estava esgotado! Ele pediu demissão. A emissora ofereceu milhões de dólares para Rock voltar, mas ele disse não! Ele não aguentava mais aquela situação. Preferia manter sua saúde mental. Assim "McMillan & Wife" foi cancelada, mesmo sendo uma das séries de maior audiência da TV americana nos anos 70.

Pablo Aluísio. 

Sangue por Glória

Título no Brasil: Sangue por Glória
Título Original: What Price Glory
Ano de Produção: 1952
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: John Ford
Roteiro: Phoebe Ephron, Henry Ephron
Elenco: James Cagney, Corinne Calvet, Dan Dailey, William Demarest, Craig Hill, Robert Wagner

Sinopse:
Durante a Primeira Guerra Mundial, dois militares americanos servindo na França, o Capitão Flagg (James Cagney) e o Sargento Quirt (Dan Dailey), disputam o amor de uma bela francesa chamada Charmaine (Corinne Calvet). Ela é a filha do dono da taverna, tem bela voz e encanta a todos que a conhecem.

Comentários:
O fato do filme ser ambientado na Primeira Guerra Mundial, ser dirigido por John Ford e contar com James Cagney no elenco, pode levar algum cinéfilo a pensar que se trata de um daqueles épicos filmes de guerra do passado. Ainda mais com esse título pomposo de "Sangue por Glória". Não se trata disso. Não pense que vai encontrar grandes batalhas e grandes cenas de heroísmo. O filme, por mais incrível que isso possa parecer, está mais para comédia romântica. Tem música, cenas divertidas e personagens bem caricatos. O poster original do filme aliás entrega parte disso, é só prestar bem atenção. O tom é leve, embora de vez em quando (muito de vez em quando) mostre algum campo de batalha. James Cagney inclusive está muito bem em um tipo de papel que não era o seu habitual. O seu Capitão é do tipo nervosinho, mas que não dispenha uma boa garrafa de vinho francês. Na cena final, quando ele surge bêbado, o ator bem demonstra essa sua veia cômica. É um bom filme, mas o espectador precisa estar no clima certo. Se alguém for esperando um grande filme de guerra, com longas batalhas e cenas de ação, vai obviamente se decepcionar. Caso contrário, se quiser dar algumas boas risadas, então é o tipo ideal de programa para ver.

Pablo Aluísio.

domingo, 21 de junho de 2026

Imperador Romano Magno Máximo

Imperador Romano Magno Máximo
Magno Máximo foi um importante líder militar e imperador romano do século IV, conhecido por seu papel nas disputas políticas que marcaram os últimos anos do Império Romano do Ocidente. Nascido provavelmente na Hispânia, por volta de 335 d.C., ele serviu com distinção no exército romano e conquistou reputação como comandante competente e respeitado por seus soldados. Sua carreira militar desenvolveu-se durante um período de grandes desafios para Roma, marcado por invasões bárbaras, conflitos internos e disputas pelo trono imperial. Em 383 d.C., enquanto comandava tropas na Britânia, foi proclamado imperador por seus soldados, iniciando uma revolta contra o imperador Graciano. Com o apoio de suas legiões, atravessou o Canal da Mancha e avançou para a Gália. Graciano acabou derrotado e morto, permitindo que Magno Máximo assumisse o controle de extensas regiões do Império Romano do Ocidente. Seu governo marcou uma das mais importantes tentativas de reunificação política da época.

Após assumir o poder, Magno Máximo estabeleceu sua capital na cidade de Tréveris, importante centro administrativo localizado na atual Alemanha. A partir dali, governou a Britânia, a Gália e a Hispânia, consolidando sua autoridade sobre grande parte do Ocidente romano. Embora tenha chegado ao poder por meio de uma rebelião militar, buscou legitimar seu governo através da diplomacia e de acordos políticos. O imperador oriental Teodósio I, inicialmente, aceitou sua posição para evitar uma guerra civil imediata. Durante vários anos, Magno Máximo administrou seus territórios de forma relativamente estável, promovendo a ordem e fortalecendo as defesas fronteiriças. Ele também procurou apresentar-se como defensor da tradição romana e da fé cristã. Seu governo foi reconhecido por muitos contemporâneos como eficiente, especialmente em comparação com outros governantes que enfrentavam dificuldades para controlar seus domínios.

No campo religioso, Magno Máximo destacou-se por seu forte apoio ao cristianismo niceno, a corrente que mais tarde se tornaria a doutrina oficial da Igreja. Seu reinado coincidiu com um período em que as questões religiosas exerciam grande influência sobre a política imperial. Um dos episódios mais conhecidos de seu governo foi o julgamento de Prisciliano, líder de um movimento cristão considerado herético por muitos bispos da época. Prisciliano foi condenado à morte em 385 d.C., tornando-se um dos primeiros cristãos executados por acusações de heresia. O caso gerou controvérsia entre importantes líderes religiosos, alguns dos quais consideraram inadequado o uso do poder estatal para resolver disputas doutrinárias. Esse episódio demonstra como as relações entre Igreja e Estado estavam se tornando cada vez mais estreitas durante o final do Império Romano.

Apesar dos sucessos iniciais, a ambição de Magno Máximo acabaria levando-o ao confronto direto com Teodósio I. Em 387 d.C., ele invadiu a Itália e expulsou o jovem imperador Valentiniano II, ampliando ainda mais seus domínios. Essa ação foi vista por Teodósio como uma ameaça inaceitável ao equilíbrio político do império. Determinado a restaurar Valentiniano ao trono, Teodósio reuniu um poderoso exército e iniciou uma campanha militar contra Magno Máximo. Em 388 d.C., os dois lados se enfrentaram em uma série de batalhas decisivas nos Bálcãs. As forças de Teodósio obtiveram a vitória, enfraquecendo rapidamente a posição de Magno Máximo. Sem condições de resistir por muito tempo, ele foi capturado na cidade de Aquileia, no norte da Itália. Pouco depois, foi executado por ordem de seus adversários.

Embora seu reinado tenha durado apenas alguns anos, Magno Máximo deixou uma marca significativa na história romana e nas tradições posteriores da Europa Ocidental. Em algumas regiões, especialmente no País de Gales, ele foi lembrado em lendas medievais como um herói guerreiro e fundador de linhagens nobres. Historiadores modernos o consideram uma figura representativa das profundas transformações que afetavam o Império Romano no século IV. Sua ascensão demonstra a crescente influência dos exércitos provinciais na escolha dos imperadores, enquanto sua queda revela a fragilidade da unidade política romana naquele período. Além disso, seu governo ilustra a importância crescente do cristianismo nos assuntos do Estado. Magno Máximo permanece como um personagem fascinante da Antiguidade Tardia, cuja trajetória reflete tanto a força quanto as dificuldades enfrentadas pelo Império Romano em seus últimos séculos de existência.

Faraó Tutemés III

Tutemés III 
Tutemés III foi um dos mais importantes e poderosos faraós do Antigo Egito, governando durante a XVIII Dinastia, aproximadamente entre 1479 e 1425 a.C. Seu reinado é frequentemente considerado o auge do poder militar e político egípcio durante o período conhecido como Novo Império. Filho do faraó Tutemés II, ele assumiu o trono ainda muito jovem, o que levou sua madrasta e tia, a rainha-faraó Hatshepsut, a atuar como regente. Com o passar dos anos, Hatshepsut consolidou seu próprio poder e governou como faraó por um longo período. Somente após a morte dela, Tutemés III passou a exercer plenamente sua autoridade sobre o Egito. Apesar dessa situação inicial complexa, ele demonstrou grande habilidade administrativa e militar, tornando-se uma das figuras mais admiradas da história egípcia. Seu reinado foi marcado pela expansão territorial, pelo fortalecimento econômico e pela construção de monumentos grandiosos. Por esses feitos, muitos historiadores o chamam de "Napoleão do Egito Antigo".

A característica mais marcante do governo de Tutemés III foi sua extraordinária capacidade militar. Durante seu reinado, ele liderou diversas campanhas militares que ampliaram significativamente as fronteiras do império egípcio. Sua campanha mais famosa ocorreu na região de Canaã, onde enfrentou uma coalizão de cidades rebeldes na Batalha de Megido. Demonstrando coragem e inteligência estratégica, ele escolheu uma rota inesperada para surpreender seus inimigos, obtendo uma vitória decisiva. Essa conquista permitiu ao Egito reafirmar sua autoridade sobre importantes territórios do Oriente Próximo. Ao longo dos anos, o faraó realizou cerca de dezessete campanhas militares registradas, alcançando regiões da atual Síria e fortalecendo o domínio egípcio sobre áreas estratégicas para o comércio. Graças a essas vitórias, o Egito acumulou riquezas, tributos e influência política sem precedentes. Seu exército tornou-se um dos mais respeitados do mundo antigo.

Além de suas conquistas militares, Tutemés III foi um governante preocupado com a organização e prosperidade do império. Os tributos obtidos das regiões conquistadas ajudaram a financiar grandes projetos de construção e a manter uma administração eficiente. O faraó incentivou o comércio entre o Egito e os territórios sob sua influência, facilitando a circulação de produtos valiosos como ouro, madeira, pedras preciosas, especiarias e animais exóticos. Sua administração também promoveu a estabilidade interna, garantindo que as riquezas obtidas nas campanhas beneficiassem o Estado egípcio. Os registros de seu reinado mostram uma atenção especial à coleta de informações sobre os povos conquistados, incluindo descrições de plantas, animais e recursos naturais encontrados em outras regiões. Isso demonstra que suas expedições tinham não apenas objetivos militares, mas também econômicos e científicos. Dessa forma, Tutemés III contribuiu para o desenvolvimento cultural e material do Egito.

A arquitetura e a religião também receberam grande atenção durante o governo de Tutemés III. Ele patrocinou a construção, ampliação e restauração de inúmeros templos em diversas partes do país. Um dos principais centros beneficiados foi o complexo religioso de Karnak, dedicado ao deus Amon, onde o faraó ergueu monumentos impressionantes para celebrar suas vitórias e homenagear as divindades. Muitas inscrições deixadas nesses templos registram os acontecimentos de seu reinado e constituem fontes históricas valiosas para os pesquisadores modernos. Tutemés III acreditava que seu sucesso militar era resultado da proteção divina, especialmente de Amon, considerado o principal deus do panteão egípcio naquele período. Por isso, fazia generosas doações aos templos e ao clero. Sua atuação fortaleceu ainda mais a ligação entre o poder político e a religião, uma característica fundamental da civilização egípcia.

O legado de Tutemés III permaneceu vivo muito tempo após sua morte. Ele foi lembrado pelas gerações seguintes como um dos maiores governantes da história do Egito, símbolo de força, inteligência e liderança. Seu reinado consolidou o Egito como uma das maiores potências do mundo antigo, influenciando povos de diferentes regiões do Oriente Próximo. As campanhas militares que liderou garantiram décadas de estabilidade e prosperidade para o império. Além disso, os monumentos que construiu ajudaram a preservar sua memória ao longo dos séculos. Hoje, arqueólogos e historiadores continuam estudando suas realizações para compreender melhor a grandiosidade do Novo Império Egípcio. Graças à abundância de registros deixados em templos e monumentos, é possível conhecer muitos detalhes de sua vida e de seu governo. Por tudo isso, Tutemés III permanece como uma das figuras mais fascinantes e importantes da história da humanidade.

sábado, 20 de junho de 2026

Crônicas de Elvis Presley - Texto I

Para aquele jovem Elvis, que se apresentava em parques de diversões e feiras de gado pelo sul dos Estados Unidos, o máximo que ele poderia atingir em termos de fama e sucesso era se tornar um astro em Hollywood. Era sua mentalidade juvenil da época. Elvis sonhava com aquilo desde que era um adolescente loiro e sem grana, louco por cinema. Todas as semanas lá estava ele assistindo aos novos filmes no pequeno cinema de Memphis. Tão apaixonado era por sétima arte que quando precisou arranjar seu primeiro emprego para ajudar seus pais, ele foi atrás de um no próprio cinema. Acabou virando lanterninha! 

Aquilo havia sido anos atrás. Agora Elvis era um jovem cantor tentando a sorte. Ele já havia encontrado um pequeno selo que lançara seus primeiros compactos, disquinhos com duas músicas. Não vendiam muito, mas ajudavam a vender seu show itinerante. As coisas só iriam mudar quando ele conheceu um sujeito de lábia encantadora. Aliás ele gostava de dizer que era também um ilusionista de parque de diversões. Sempre com um sorrisso no rosto, aquela era uma pessoa para no mínimo se ter cuidado! 

Era o "Coronel" Tom Parker. Que na verdade não era Coronel, nem Tom, nem Parker. Esse era o personagem que esse imigrante holândes havia criado, algo que tinha dado muito certo por anos. Até o sotaque do sulista americano ele imitava com perfeição! Parker passou anos trabalhando em parques de diversões pelo sul dos Estados Unidos. Ali aprendeu as manhas dessa profissão. Ele tinha um lema que todo dia era um bom dia para tirar dinheiro fácil dos que iam aos parques. Em troca ele lhes oferecia alguma ilusão, alguma mágica, que deixava todos com um sorriso no rosto. 

Parker não era um vigarista na acepção mais restrita do termo. Ele jamais cometeria crimes, até por causa de sua condição de imigrante ilegal nos Estados Unidos, mas sabia aplicar pequenos golpes inocentes em determinadas pessoas mais ingênuas. Quando conheceu aquele jovem cantor esse lhe disse que seu sonho era chegar um dia em Hollywood. Era a isca que Parker esperava. Quando ouviu isso, o velho empresário disse a Elvis: "Assine comigo rapaz que você se tornará um astro em Hollywood! Eu prometo!". Os olhos de Elvis brilharam nesse momento e o resto é história. 

Pablo Aluísio. 

Crônicas dos Beatles - Texto I

A linda jovem Jane Asher começou apresentando um programa de rádio em Londres. O sucesso foi tão grande que logo ela estava apresentando seu próprio programa de televisão que, na época, era uma grande novidade tecnológica. O foco de seu programa era a música jovem. Ela apresentava e entrevistava os músicos dessas bandas que começavam a ficar populares entre os jovens ingleses. Mais cedo ou mais tarde ela iria cruzar caminho com os Beatles.

Foi justamente o que aconteceu. Os Beatles foram convidados para se apresentarem em seu programa. No dia marcado as coisas não começaram muito bem. O primeiro Beatle que Jane conheceu foi John Lennon. Ela não gostou nada dele, principalmente depois que fez uma piada machista e suja em sua presença. Jane era muito educada, fazia parte da elite de Londres, filha de um médico e de uma professora de música. Ela não estava acostumada com aquilo. E John poderia ser um sujeito muito sem noção em certas ocasiões. 

Quando Paul chegou ele percebeu que havia um "climão" entre ela e John. Logo entendeu que seu colega de banda deveria ter falado algum tipo de bobagem para Jane. Paul conhecia muito bem John. Então ele tentou consertar as coisas e conseguiu. Paul McCartney sempre foi considerado o "diplomata dos Beatles", aquele que conversava amigavelmente com os jornalistas, que fazia amizade, que procurava ter boas relações com todos. Servia chá, se sentava, conversava e se mostrava muito amigo de todos que queriam conhecer melhor os Beatles. Com Jane Asher não seria diferente. 

O diferencial é que Paul realmente ficou muito interessado em Jane. Ela era extremamente bonita, uma ruiva de parar o trânsito. Paul não a conhecia pessoalmente e pensava que ela fosse loira pois só havia TV preto e branco naquela época. Ficou surpreso em ver que era uma mulher ruiva, a mais bonita que já tinha encontrado em sua vida. Querendo conhecer ela melhor, Paul, com muita polidez, conseguiu seu número de telefone. O pretexto era manter um canal aberto entre Jane e os Beatles. Só que havia mais, Paul queria convidar a beldade para jantar. Seria o começo de uma longa história entre eles.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

House of Guinness - Primeira Temporada

House of Guinness - Primeira Temporada
Nova série da Netflix, dos mesmos produtores e realizadores do sucesso "Peaky Blinders". Conta a história de uma família que herda uma grande cervejaria na Irlanda. A indústria é a maior de seu país e vai parar nas mãos de quatro filhos de seu fundador, cujo funeral acompanhamos no primeiro episódio. Como se é de esperar todos os filhos tem seus próprios problemas. Um é vítima de alcoolismo severo, o que o impede de participar da administração da fábrica. A irmã, a única mulher, também sofre com problemas pessoais, embora seja uma das únicas que demonstre alguma empatia pelo sofrimento dos mais desfavorecidos. 

O núcleo central assim foca nos dois irmãos mais velhos. Um deles toca a fábrica de fato. É um sujeito trabalhador e responsável, mas acaba se apaixonando pela mulher errada que jamais será aceita em seu rico meio social. O outro irmão é homossexual e tem pretensões políticas. Para amenizar esse aspecto ele se casa com uma mulher da sociedade, mesmo sabendo que tudo não passa de uma fachada. Ela inclusive pode ter seus casinhos por fora, até mesmo com um dos empregados da fábrica, mas as coisas complicam quando ela fica grávida dele! Enfim, gostei dessa primeira temporada. Ela termina em um momento crucial quando um tiro é disparado contra um dos herdeiros. Prova que vem uma segunda temporada por aí. Esperemos pelo melhor. 

House of Guinness (Irlanda / Reino Unido, 2025) Direção: Tom Shankland, Mounia Akl Roteiro: Steven Knight / Elenco: Anthony Boyle, Louis Partridge, Emily Fairn, Fionn O'Shea, James Norton, Niamh McCormack, Seamus O'Hara  / Sinopse: Ambientada em Dublin no ano de 1868, a série acompanha os acontecimentos que se seguem à morte de Sir Benjamin Guinness, o homem responsável por transformar a cervejaria Guinness em um dos maiores empreendimentos da Irlanda. Após sua morte a fábrica passa a ser administrada por seus herdeiros.

Pablo Aluísio.

Boots

Boots
Outra série que terminei recentemente de ver na Netflix. Aliás cabe aqui uma observação. A Netflix acerta em produzir séries mais curtinhas, com no máximo oito episódios. É o tamanho ideal. Nada de produzir séries como tínhamos nos anos 90 com mais de 20 episódios em cada temporada! Hoje em dia isso não cabe mais. Pois bem, aqui temos uma história que foi baseada nas experiências de um ex-fuzileiro naval dos Estados Unidos. Ele se alistou jovem (muito mais jovem do que se pensava, como vemos nos últimos episódios) e acabou indo parar em um dos treinamentos mais severos das forças armadas americanas. Até aí nada de novo! Já vimos muitos filmes sobre isso. O diferencial é que ele era gay!

A série foi baseada no livro de memórias desse mariner. No Brasil, o título traduzido seria algo como "O Fuzileiro Cor de Rosa". Claro que isso despertou a fúria dos conservadores de plantão nos Estados Unidos. Até o Presidente Trump protestou dizendo que era uma afronta aos militares e tudo mais... OK, ele tem direito a dar opinião, ainda que bem homofóbica, mas acabou com isso fazendo publicidade gratuita e a série acabou sendo uma das mais assistidas da Netflix nesse ano. O tiro saiu pela culatra! Eu ignorei a polêmica, assisti, gostei, mas devo dizer que lá pela metade dos episódios, a história se arrasta um tanto... Poderia ser bem menor. Essa aqui caberia facilmente em quatro episódios. Por fim e antes tarde do que nunca, a atriz Vera Farmiga está no elenco! É a única conhecida, pelo menos no meu caso. Os demais, atores jovens, não conhecia. São todos novatos!

Boots (Estados Unidos, 2025) Direção: Andy Parker / Roteiro: Andy Parker / Elenco: Miles Heizer, Vera Farmiga, Ana Ayora, Blake Burt / Sinopse: Jovem se alista no corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos. Ele quer ter uma carreira militar, mas há problemas à vista pois ele na verdade é gay! 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Maldito Futebol Clube

Maldito Futebol Clube
Como é tempo de Copa do Mundo vale a pena indicar um filme cujo assunto principal é o futebol. A história contada aqui foi baseada em fatos reais acontecidos na Inglaterra por volta dos anos 70. Um técnico de um time de quinta categoria acaba levando sua pequena equipe para o alto da tabela do campeonato inglês da primeira divisão, surpreendendo a todos, desde os torcedores até a imprensa esportiva daquele país. Assim ele próprio passa a ser disputado pelos grandes times ingleses, indo parar no Chelsea, um dos clubes mais tradicionais do esporte bretão. Só que em seu novo posto logo vai descobrir que as coisas não serão facéis de se lidar, uma vez que ele tem muitos desafetos entre os próprios jogadores do novo clube. 

Eis aqui um bom filme sobre futebol. O protagonista não é nada cordial, um técnico que não tem limites no que fala, que faz inimigos por onde passa, mas que a despeito de sua personalidade complicada vai subindo na carreira, em rápida ascensão. Só que no Chelsea ele acaba encontrando um muro, formado pelos próprios jogadores que o detestam. E eles são muitos! E quando isso acontece, já sabemos, nada mais vai para a frente e ele começa a descer a ladeira, com derrota em cima de derrota. É um filme divertido, principalmente na cena quando ele é contratado pelo Chelsea. Assim que assume o posto compra logo a briga contra os jogadores e parte para cima. Uma guerra declarada e  perdida, afinal o Futebol é um esporte coletivo e quando o técnico transforma a equipe em inimiga e vice versa, não há outro caminho a se trilhar, sobrando apenas o fracasso esportivo. Fica a lição de vida no final. 

Maldito Futebol Clube (The Damned United, Reino Unido, 2009) Direção: Tom Hooper / Roteiro: Peter Morgan, David Peace / Elenco: Michael Sheen, Colm Meaney, Henry Goodman, David Roper / Sinopse: O técnico de uma modesta equipe acaba transformando seu time na sensação do futebol inglês. Depois do sucesso é contratado para dirigir o Chelsea, mas acaba enfrentando um boicote branco promovido pelos próprios jogadores da equipe.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Sentinela

Sentinela 
Nunca havia assistido a esse filme do Michael Douglas. Ele interpreta um agente do serviço secreto. Sua especialidade é garantir a segurança do Presidente dos Estados Unidos e da Primeira Dama. Só que ele acaba se envolvendo romanticamente com a esposa do Presidente e aí... as coisas vão ficando nebulosas, ainda mais depois que passa a ser suspeito de estar envolvido numa conspiração para matar o próprio Presidente. O que faz sentido, já que está de amante da esposa daquele que seria seu chefe, seu superior! Leva a Primeira Dama para a cama e conspira para enviar seu marido para a cova... Mas será que isso seria verdade?

Outro destaque do elenco vem com Kiefer Sutherland. Ele também interpreta um agente, com muitos problemas pessoais envolvendo o personagem de Michael Douglas. No passado eram amigos próximos, mas sua esposa o traiu justamente com ele, o agora amante da Primeira Dama. Como se pode ver e usando uma gíria popular do povo brasileiro, o agente de Douglas é uma autêntico "talarico". Enquanto passa de amigo, vai seduzindo e levando para a cama as mulheres de seus "amigos". O Agente de Sutherland gostava muito dele e aí já viu... Douglas não perdeu tempo, o levando a um chifre constrangedor dentro da agência. Enfim, no saldo geral gostei do filme e o roteiro só peca em uma coisa: forma-se uma grande conspiração durante todo o filme para depois tudo se resolver rápido demais e de maneiras pouco convincentes nos minutos finais. Faltou maior capricho por parte dos roteiristas. 

Sentinela (The Sentinel, Estados Unidos, 2006) Direção: Clark Johnson / Roteiro: George Nolfi, Gerald Petievich / Elenco: Michael Douglas, Kiefer Sutherland, Kim Basinger / Sinopse: Agente do serviço secreto que está tendo um caso com a Primeira Dama dos Estados Unidos, passa a ser suspeito de fazer parte de uma grande conspiração para assassinar justamente o próprio Presidente. 

Pablo Aluísio. 

Terror na Penumbra

Terror na Penumbra
Uma mãe perde a guarda da filha para o Estado que a envia para um orfanato administrado por uma série de filantropos ricos, pertencentes a fina flor da elite britânica. Assim que ela chega no lugar uma série de crimes violentos começam a ocorrer. E as vítimas são justamente esses senhores e senhoras ricas que mantém o lugar. São chamados de curadores pelos funcionários do lugar. Para investigar um Coronel (Christopher Lee) e um patologista forense (Peter Cushing) começam a seguir pistas para entender o que de fato estaria acontecendo. 

Esse filme, também conhecido como "Enigma Fatal" é uma produção do terror clássico do cinema britânico durante os anos 70. Começa bem devagar, em um enredo que me deixou perplexo a maior parte do tempo. Eu pensei que iria assistir a um filme de terror, mas parecia ser apenas mais um drama familiar da época. Tudo levaria a crer, durante a maior parte do filme, que se trata da dolorosa luta de uma mãe (um tanto desequilibrada) para reaver a filha, levada para um orfanato. Só no finalzinho do filme, na última cena mesmo, nos últimos minutos, é que o elemento "terror" se faz presente. E é uma daquelas soluções dignas de "Amazing Stories" ou "Além da Imaginação". Claro, muita gente vai achar absurdo, mas eu curti! Fazia parte do jogo nesse tipo de roteiro. Não nego que seja absurda a conclusão, mas que diverte também, olha, isso ninguém poderá negar!

Terror na PenumbraEnigma Fatal (Nothing But the Night, Reino Unido, 1973) Direção: Peter Sasdy / Roteiro: Brian Hayles, John Blackburn / Elenco: Christopher Lee, Peter Cushing, Diana Dors / Sinopse: Um investigar e um patologista forense passam a investigar uma série de estranhas mortes envolvendo curadores de um orfanato na Inglaterra. E por trás de tudo parece haver algo simplesmente aterrorizante!

Pablo Aluísio.

terça-feira, 16 de junho de 2026

O Oeste Selvagem

O filme "Buffalo Bill and the Indians" (no Brasil, O Oeste Selvagem) é um filme inteligente, bem escrito, do aclamado diretor Robert Altman que aqui prova mais uma vez seu grande talento como cineasta. O roteiro conta a histórica verídica do grande mito do western americano Buffalo Bill. O personagem por si só já era extremamente rico em detalhes e nuances e caiu como uma luva nessa película que brinca com o imaginário popular ianque. Para quem não sabe Buffalo Bill (nome artístico de William Cody) foi um verdadeiro Barão de Munchausen da história dos Estados Unidos. Pródigo em contar lorotas e inventar histórias sobre si mesmo que nunca aconteceram na vida real, Bill criou toda uma mitologia em torno de si. Um dia teve a brilhante ideia de criar todo um show em cima de suas fantasias e acabou criando um espetáculo com alto teor circense composto por cowboys falsos, índios de araque e bandidos de mentirinha. Era denominado Oeste Selvagem e foi uma mina de ouro para seu criador, o tornando extremamente rico e bem sucedido. Embora fosse um mentiroso contumaz, Bill acabou criando, sem querer, todos os clichês que até hoje conhecemos da mitologia do western. Os filmes mudos, surgidos no nascimento do cinema, eram claramente inspirados nas encenações do espetáculo de Buffalo, que também teve sua mitológica figura explorada por vários filmes do gênero nos anos seguintes à sua morte.

Em "Buffalo Bill and the Indians", somos levados a conhecer um período bem interessante da vida de Bill, quando ele contratou um mito de verdade do velho oeste para estrelar seu show, o cacique Touro Sentado, famoso por seus feitos contra o exército americano. As cenas em que ambos contracenam mostram verdadeiros duelos entre o personagem de ficção auto inventado e o homem que realmente vivenciou toda a luta pela conquista do oeste selvagem (Touro Sentado). O farsante e o real em lados opostos. Enquanto um vive de contar mentiras sobre si mesmo o outro tenta apenas sobreviver com o pouco de dignidade que ainda lhe resta e de quebra tenta ajudar seu povo, nessa altura da história completamente subjugado pelos brancos. O choque entre a dura realidade e a mais pura fantasia escapista é o grande mérito dessa brilhante e ácida crítica em cima da construção de mitos irreais, que é bem típica da sociedade consumista e vazia dos norte-americanos.

Paul Newman na pele do deslumbrado ídolo está perfeito, numa daquelas atuações que dificilmente esquecemos. A própria surrealidade do cotidiano de Bill (que gostava de namorar cantoras de óperas fracassadas), reforça e torna ainda mais forte sua caracterização. Por fim temos uma participação extremamente inspiradora do grande mito Burt Lancaster. Fazendo o papel de uma pessoa do passado de Bill (que obviamente conhece todas as suas invencionices), Lancaster empresta uma dignidade ímpar a essa película. Sem dúvida Buffalo Bill and the Indians é um excelente filme que nos leva a pensar em vários temas relevantes, como a própria destruição da cultura indígena e a dignidade desse povo que foi massacrado impiedosamente pelos colonos americanos. Um libero que merece ser conhecido por todos.

O Oeste Selvagem (Buffalo Bill and the Indians, Estados Unidos, 1976) Direção: Robert Altman / Roteiro: Arthur Kopit e Alan Rudolph / Elenco: Paul Newman, Harvey Keitel, Geraldine Chaplin, Burt Lancaster, Joel Grey, Kevin McCarthy, Allan F. Nicholls / Sinopse: Buffalo Bill (Paul Newman) é um empresário circense que contrata o lendário Touro Sentado para fazer parte de seu show itinerante. Assim ele parte rumo ao interior dos Estados Unidos para mostrar seu novo espetáculo sensacional sobre o velho oeste selvagem. Filme premiado no Berlin International Film Festival.

Pablo Aluísio.

Rio Lobo

Hoje assisti ao filme Rio Lobo, com o grande mito do Western John Wayne. Curiosamente não me lembrava se já o tinha assistido antes ou não. John Wayne fez tantos filmes e tive o privilégio de acompanhar tantos momentos brilhantes desse ator, seja pela TV ou pelo extinto vídeocassete, que sinceramente bateu uma dúvida se já o tinha assistido ou não. De qualquer forma foi um grande prazer reencontrar o velho Duke novamente. Sou fã de carteirinha de longa data do eterno cowboy, tanto que cheguei a manter um site dedicado apenas ao ator por anos. Algumas cenas me soaram familiares como a parte inicial do filme, onde um grupo de soldados do exército confederado rouba um trem de carregamento de ouro dos ianques. Porém para minha surpresa esse é apenas o primeiro ato da película, que se desenvolve excepcionalmente bem nos dois outros atos da trama. Nem vou me alongar em explicar a sinopse pois esse tipo de coisa é facilmente encontrado na net, apenas vou descer alguns comentários pertinentes sobre o filme.

John Wayne está perfeito em sua caracterização de eterno justiceiro do velho oeste. O elenco de apoio também é muito bom, com destaque para o "Tarzan" Mike Henry, que havia largado o papel do Rei das Selvas após sofrer um ataque de um macaco em fúria nos sets de filmagem. Curioso notar que o filme é da fase final da carreira do astro, já entrando na década de 70 e os velhos filmes de cowboy já eram considerados fora de moda por essa época. Mero detalhe. Em nenhum momento sentimos que o filme esteja datado ou ultrapassado, nada disso, ele é brilhantemente fotografado, com ótimas tomadas externas. Não poderia ser diferente, "Rio Lobo" foi dirigido pelo ótimo e lendário diretor Howard Hawks, o mesmo que colecionou tantos momentos inspirados ao lado de John Wayne em sua carreira, como por exemplo, os eternos clássicos "Rio Bravo", "El Dorado" e até o simpático "Hatari!". Howard inclusive costumava transitar bem em todos os gêneros, dos épicos às comédias de costumes como bem podemos conferir no delicioso filme estrelado pela eterna Marilyn Monroe, "Os Homens Preferem as Loiras".

Rio Lobo foi a última parceria entre John Wayne e Howard Hawks e posso dizer que a despedida foi à altura do talento dos dois. Ambos morreriam na segunda metade dos anos 70 (Hawks em 1977 e Wayne em 1979) e deixariam muitas saudades nos amantes dos velhos westerns. Definitivamente a velha escola do gênero não sobreviveria a essa década, pois nos anos 80 os filmes de faroeste iriam cair em um injusto ostracismo, com meros lampejos de sobrevida em filmes como Silverado e similares. Recentemente assisti novamente ao último filme de John Wayne, chamado providencialmente de "O último pistoleiro" e fiquei realmente triste. Os heróis ao estilo de Wayne, durões, certos em suas opiniões, inabaláveis em suas convicções, com extrema força moral, deixaram definitivamente de existir. Em seu lugar surgiram atores que representavam vulnerabilidade, dúvida, incerteza moral. John Wayne, o símbolo máximo do velho oeste deixou saudades. Ainda bem que sempre poderemos relembrar essa grande fase dourada de Hollywood pela extensa fimografia que ele nos legou.

Rio Lobo (Rio Lobo, Estados Unidos, 1970) Estúdio: Twentieth Century Fox / Direção: Howard Hawks / Roteiro de Burton Wohl e Leigh Brackett / Elenco: John Wayne, Jorge Rivero, Mike Henry, Jennifer O'Neill, Christopher Mitchum, Susana Dosamantes / Sinopse: Após a guerra civil americana um Coronel do exército americano chamado Cord McNally (John Wayne) parte em busca do paradeiro de um traidor de guerra.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Larápios

Título no Brasil: Larápios
Título Original: I Was a Shoplifter
Ano de Lançamento: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Charles Lamont
Roteiro: Irwin Gielgud
Elenco: Scott Brady, Mona Freeman, Andrea King, Tony Curtis, Rock Hudson

Sinopse:
Jovem é presa após furtar objetos em uma grande loja de departamentos. Na central de polícia lhe é oferecido um acordo. Ela não irá presa, mas vai colaborar com os policiais, se tornando informante, para que os demais criminosos da região, ladrões em especial, sejam identificados e presos pelos detetives do Departamento de Polícia. 

Comentários:
Um cult movie do chamado cinema noir. Esse foi um movimento cinematográfico bem interessante surgido dentro da indústria americana. Copiando a estética de filmes europeus, usando principalmente do jogo de luzes e sombras, com tramas envolvendo investigações policiais e personagens sórdidos, foi um excelente investimento para os estúdios de Hollywood. Custavam pouco e faturavam bem nas bilheterias. Aqui a Universal colocou seu time de jovens atores, astros em potencial na época, para ir pegando experiência no cinema. Entre eles temos Rock Hudson e Tony Curtis. Eram jovens e ainda desconhecidos do grande público. Ambos iriam se tornar campeões de bilheteria nos anos que viriam. É um bom filme, bem de acordo com a filosofia noir. Por isso acabou se tornando, com o passar dos anos, um dos mais conhecidos exemplares do gênero. 

Pablo Aluísio.

domingo, 14 de junho de 2026

O Massacre da Sétima Cavalaria

O episódio conhecido popularmente como Massacre da Sétima Cavalaria está relacionado à famosa batalha ocorrida em 25 e 26 de junho de 1876, nas proximidades do rio Little Bighorn, durante as chamadas Guerras Indígenas dos Estados Unidos. O confronto colocou de um lado o 7º Regimento de Cavalaria do Exército norte-americano e, do outro, uma grande aliança de guerreiros lakota, cheyenne do norte e arapaho. O evento tornou-se um dos episódios mais marcantes da expansão territorial americana para o Oeste. Durante o século XIX, o governo dos Estados Unidos procurava ocupar territórios tradicionalmente habitados por povos indígenas, provocando conflitos cada vez mais intensos. A descoberta de ouro em regiões consideradas sagradas pelos nativos agravou ainda mais as tensões. Em resposta às tentativas de remoção forçada, diversas tribos uniram forças para resistir. O resultado foi uma batalha que entraria para a história como uma das maiores derrotas já sofridas pelo Exército americano nas planícies do Oeste. Até hoje, o episódio desperta interesse de historiadores e estudiosos.

A figura central do confronto foi o oficial George Armstrong Custer, um veterano da Guerra Civil Americana que gozava de grande prestígio nacional. Convencido de que enfrentaria um grupo relativamente pequeno de indígenas, Custer decidiu dividir suas tropas para realizar um ataque rápido. Entretanto, as informações disponíveis eram incorretas. Na realidade, milhares de indígenas encontravam-se reunidos em um enorme acampamento próximo ao rio Little Bighorn. Ao avançar com parte de seus homens, Custer acabou cercado por forças muito superiores em número. O combate transformou-se rapidamente em uma luta desesperada pela sobrevivência. A resistência dos soldados foi intensa, mas insuficiente para conter o avanço dos guerreiros indígenas. Em poucas horas, o destacamento comandado por Custer foi completamente destruído. O próprio oficial morreu durante a batalha, juntamente com mais de duzentos soldados. A notícia causou enorme impacto na opinião pública americana.

Entre os líderes indígenas que participaram da batalha destacavam-se figuras lendárias como Sitting Bull e Crazy Horse (Touro Sentado e Cavalo Louco). Esses chefes haviam se tornado símbolos da resistência contra a expansão dos colonizadores e contra as políticas governamentais que ameaçavam a sobrevivência de seus povos. Para os indígenas, a vitória representou uma importante demonstração de força e unidade diante de um adversário muito poderoso. Os guerreiros conheciam profundamente o terreno e conseguiram coordenar seus ataques de forma eficaz. Além disso, estavam motivados pela defesa de suas famílias, de suas tradições e de suas terras ancestrais. A batalha demonstrou que os povos indígenas ainda possuíam capacidade de resistir militarmente ao avanço dos Estados Unidos. Durante algum tempo, a vitória foi celebrada entre as tribos participantes. Contudo, os acontecimentos posteriores mostrariam que aquela conquista seria apenas temporária. O governo americano intensificaria seus esforços para controlar definitivamente a região.

A repercussão da derrota da Sétima Cavalaria foi enorme em todo o país. Muitos jornais transformaram Custer em uma espécie de herói nacional, retratando-o como um comandante corajoso que havia lutado até o último momento. Ao mesmo tempo, o governo utilizou o episódio para justificar novas campanhas militares contra os povos indígenas das Grandes Planícies. Nos anos seguintes, recursos adicionais foram enviados para a região, aumentando a pressão sobre as tribos que haviam participado da batalha. Diversos grupos indígenas acabaram sendo derrotados, forçados a render-se ou transferidos para reservas. Dessa forma, embora os nativos tenham vencido o confronto de Little Bighorn, a guerra mais ampla acabou favorecendo os interesses do governo dos Estados Unidos. O episódio tornou-se um símbolo das complexas relações entre colonização, expansão territorial e resistência indígena. Sua memória continua sendo objeto de debates históricos. Diferentes interpretações procuram compreender as causas e as consequências do conflito.

Atualmente, a batalha é vista por muitos historiadores como um acontecimento que deve ser analisado sob múltiplas perspectivas. Durante décadas, a narrativa tradicional destacou principalmente a morte de Custer e de seus soldados. Entretanto, pesquisas mais recentes passaram a valorizar também a visão dos povos indígenas envolvidos no confronto. O local da batalha foi preservado como patrimônio histórico e recebe visitantes interessados em conhecer melhor esse importante capítulo da história norte-americana. Monumentos e memoriais homenageiam tanto os militares quanto os guerreiros indígenas que participaram do combate. O estudo do chamado Massacre da Sétima Cavalaria permite compreender melhor os conflitos que marcaram a conquista do Oeste americano. Além disso, revela as profundas transformações sofridas pelas populações indígenas durante o século XIX. Mais do que uma simples batalha, Little Bighorn tornou-se um símbolo da luta entre culturas diferentes em um período de grandes mudanças históricas. Seu legado permanece vivo na memória coletiva dos Estados Unidos e dos povos nativos da América do Norte.


Curiosidades Históricas: 
Custer havia brigado com o Presidente Grant, que não gostava dele e o havia destítuido do comando. Depois de muitas brigas e politicagens nos bastidores da Casa Branca, o General Custer recuperou seu comando da Sétima Cavalaria. Sua primeira campanha militar seria justamente a que ele seria morto, junto ao seus soldados, em Little Bighorn. Depois de ser informado da morte dos militares, Grant (que havia sido General do exército na Guerra Civil), criticou severamente Custer por seus erros de estratégia militar. Chegou a dizer que ele havia sido incompetente e que no fundo era um maldito arrogante! 

O General Custer subiu em uma pequena colina antes da batalha e percebeu que havia milhares de índios do outro lado do rio. Mesmo assim subestimou aqueles povos. A um oficial próximo disse que eles iriam fugir assim que a batalha começasse. Custer havia participado de massacres contra tribos antes e se baseava em sua própria experiência pessoal para afirmar que os nativos iriam fugir. O que ele ignorou foi uma informação dada por um rastreador de que ali havia mais de mil e quinhentos guerreiros, jovens e montados, prontos para a guerra. Ao lado de Custer havia pouco mais de 600 homens que ele ainda assim decidiu dividir em três linhas separadas. Foi seu maior erro no campo de batalha. 

Touro Sentado anunciou que tivera uma visão antes da batalha. Nela soldados americanos da cavalaria caíam do céu, aos pés dos índios das planícies. Essa visão foi amplamente conhecida pelos nativos, o que fortaleceu seu poder de luta na hora da batalha. Anos depois, já velho, Touro Sentado participaria das apresentações do artista circense Búfalo Bill. Só que não ficaria muito tempo nesse tipo de apresentação do chamado "Show do Oeste Selvagem". Retornou para sua tribo tempos depois para morrer em paz, mas acabou sendo assassinado por uma emboscada de soldados do exército. 

Ninguém sabe ao certo quem matou o General Custer. Pesquisas feitas em seus restos mortais demonstram que o militar foi morto com dois tiros, um no peito, frontal, e outro na cabeça. Ele caiu na chamada "colina da última resistência", mas não se pode afirmar que foi um dos últimos a morrer. Vários depoimentos de nativos dizem que Custer foi um dos primeiros a ser alvejado pelos tiros dos guerreiros após o começo do ataque nativo. 

Por incrível que pareça o armamento dos índios era melhor do que as armas da cavalaria. Os soldados americanos lutaram com carabinas que precisavam ser recarregadas. Já os índios tinham em mãos armas automáticas como o famoso rifle Winchester. Em 1 minuto um soldado da cavalaria só conseguia disparar 1 tiro. Já um guerreiro nativo conseguia disparar nesse mesmo tempo 14 tiros! 

Após a morte os soldados americanos tiveram seus escalpos arrancados, muitos foram mutilados, tendo suas armas e roupas arrancadas. Quando os primeiros militares americanos chegaram no local, algum tempo depois do fim da batalha, encontraram um campo cheio de corpos em avançado estado de decomposição. E eles continuavam no mesmo lugar onde tinham sido mortos, revelando, para os históriadores, muitos anos depois, como a batalha havia sido travada. Hoje há um monumento do exército americano no lugar, homenagenando os militares mortos em combate. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 13 de junho de 2026

Crônicas do Futebol - Copa do Mundo 2026

E a Copa do Mundo Começou!
Começou a Copa do Mundo! Infelizmente há mais notícias ruins do que boas. A FIFA, essa entidade nada confiável, encheu a Copa de seleções de quinta categoria. A maioria das seleções são formadas por jogadores do tipo "cabeça de bagre". Uma pena! A Copa do Mundo era para ser disputada apenas por grandes jogadores em grandes seleções nacionais. Era para ser a Elite do futebol mundial. Ao invés disso vamos ter partidas do absurdo, como Alemanha x Curaçao! Imagine, uma potência do futebol como essa jogando uma Copa do Mundo contra os quase amadores jogadores de uma Ilha do Caribe! Profissionais de alto nível contra peladeiros! A FIFA é uma piada mesmo!

Deixando esses absurdos de lado, eu venho acompanhando os jogos porque afinal de contas eu gosto de futebol. Reclamaram muito da cerimônia de abertura da Copa por ser muito fraca. Gente, isso é Copa do Mundo, não Olimpíadas! As aberturas da Copa sempre são mequetrefes, desde sempre. Só nos jogos Olimpícos é que se vê verdadeiras obras de arte em suas aberturas. No futebol é isso aí mesmo, algumas cantoras meia tigela rebolando, mostrando o bumbum e umas músicas horríveis tocando ao fundo. Não tem muito o que fazer.

Pois bem, assisti a alguns jogos nesse começo de Copa. Na partida inaugural o México venceu a África do Sul por 2 a 0. O México, pela importância do país e por gostar de futebol desde sempre deveria ter uma seleção melhor. Só que nunca emplacou nas Copas. Sempre surge com uma seleção meia boca. Assisti ao jogo e o México segue sendo o México. Faz um futebol bem arroz com feijão. Nunca empolga. Essa seleção mexicana, prevejo, não vai muito longe. Joga bolinha. 

Na segunda partida que assisti tivemos Canadá versus Bósnia. Essa última é uma das herdeiras do grande futebol da Iugoslávia. Com a fragmentação do país a Europa ganhou três seleções muito boas, a própria Bósnia, a Sérvia e a Croácia, que já aprontou contra o Brasil em Copas passadas. A Iugoslávia, quando existia, era uma das melhores seleções do Leste Europeu. Os caras sempre jogaram muito bem! O jogo terminou 1 a 1 e foi injusto. O Canadá, pasmem, deveria ter vencido. Jogou muito mais! Só que os caras parecem só entender mesmo de Hockey sob o gelo. A bola que eles são acostumados parecem um taco! Eles não sabem mesmo como colocar a bola redonda nas redes. Sem gols a mais, virou um empate. 

Por fim ontem o Paraguai levou uma goleada dos Estados Unidos no jogo que pode ser considerado o placar zebra da Copa. Todo mundo estava apostando no Paraguai, por ser uma seleção sulamericana e tudo mais. Afinal os americanos só sabem jogar mesmo o tal de futebol americano, cuja bola parece um amendoim! Ledo engano. Os Estados Unidos, com jogadores que em sua maioria eram filhos de imigrantes (olha a vergonha do Trump!) jogaram muito bem e golearam a covarde seleção do Paraguai, que ficou o tempo todo na retranca, com medo dos ianques. Uma vergonha total! Pelo visto essa seleção do Paraguai é mesmo um cavalo paraguaio...

A Estreia do Brasil na Copa
Foi um empate, uma partida que terminou em 1 a 1. Sendo bem sincero, foi bom para a seleção brasileira. Existe algumas seleções que estão em ascensão pelo mundo. Marrocos é uma delas. Jogou muito bem! Tem organização, toque de bola, sabe se infiltrar no ataque. Uma seleção africana que merece todos os aplausos de quem aprecia futebol. 

Já o Brasil.. Todo desorganizado em campo, sem tática, jogando na base do desespero, bola pra frente, uma desorganização completa que nem merece o termo de time, mas de bando. Viveu de uma jogada inspirada para salvar... e foi o que aconteceu com o gol de Vini Jr. Fora isso poucos jogadores demonstraram valor. O tal de Raphinha é fraco. O resto da equipe sequer merece qualquer menção ou análise. Todos bem ansiosos, jogando muito mal! 

O Brasil não tem meio de campo, nem um centroavante... Tá complicado! Quando o Luiz Henrique entrou o time melhorou um pouco, mas foi só isso mesmo. Para quem tem um técnico estrangeiro que ganha milhões, faltou mesmo um time organizado taticamente. Se continuar esse bando vai voltar pra casa mais cedo do que se pensava. 

E a Copa do Mundo segue em frente...
Pois é, essa vai ser a Copa do Mundo mais longa da história por causa do excesso de seleções. Muitos jogos desinteressantes pela frente, pelo simples motivo de ter muitas seleções desinteressantes na tabela. No jogo dos absurdos a Alemanha meteu 7 a 1 no time de pelada chamado Curaçao. Não dá, é um desnível muito grande! E para piorar essa partida reascendeu velhos traumas da torcida brasileira. Pois é, gente boa, estamos no mesmo barco que Curaçao! Não é mole não...

De qualquer maneira não foi apenas o Brasil que decepcionou em sua estreia. A Espanha, uma das favoritas, também deixou a desejar. Não saiu de um empate fraco contra a fraca seleção de Cabo Verde! E com um campo cheio de estrelas o jogador mais comentado foi o goleiro de Cabo Verde... um sujeito chamado de "Vozinha", vê se pode uma coisa dessas... Definitivamente essa Copa tem sido uma das mais bizarras... 

Outro jogo que me chamou um pouco de atenção foi Bélgica versus Egito. Prometia muito, mas infelizmente ficou em um morno 1 a 1. A Bélgica decaiu de qualidade, em meu ponto de vista, não lembrando mais aquela boa seleção de outras Copas recentes. Passou sufoco contra o Egito que vive de alguns talentos individuais como o próprio Mohamed Salah, astro do campeonato inglês, mas que nesse jogo não brilhou, sendo substituído, o que deixou muitos torcedores frustrados. Fica para o próximo jogo então... (16-06-26). 

As Grandes Seleções Entram em Campo
Agora já tivemos a estreia das grandes seleções da Copa do Mundo de 2026. Algumas confirmaram seu favoritismo, enquanto outras tropeçaram em suas próprias pernas e pretensão. De todas essas chamadas grandes seleções a que mais me deixou boa impressão foi a Inglaterra. Deu show! Jogou muito bem, fazendo 4 gols na forte Croácia (e não subestime o time dos quadradinhos vermelhos, eles são muito bons de bola). Kane, mostrou a que veio. O time é rápido, entrosado e promete muito. Só espero que eles não caiam de novo naquele ditado que os torcedores ingleses gostam de repetir, Copa após Copa: "Como sempre a Inglaterra jogou como nunca e perdeu como sempre!". Ah, esse humor negro britânico, não tem nada igual a isso no resto do mundo.

Do lado da Argentina há Messi! Isso é tudo que você precisa saber sobre a Seleção Argentina. Sim, está veterano, sim pode ser a sua última Copa do Mundo, mas vamos ser sinceros... É um craque absoluto! Meteu três gols e agora está a um deles de se tornar o maior artilheiro de todas as Copas, com mais de 16 gols em mundiais na história. Eu gosto de futebol e reconheço um grande craque quando vejo pela frente. Messi joga demais! Merece todos os elogios. Vamos colocar ele no altar dos grandes jogadores de futebol da história... É o lugar que é dele de direito! 

A França também jogou bem, mas fez feijão com arroz. De qualquer forma venceu, algo que a também favorita Espanha não conseguiu. O mesmo vale para Portugal do eterno megalomaníaco Cristiano Ronaldo. Oh, sujeito chato esse! Parece estar sempre com um espelho na frente do rosto para se auto admirar. Cuidado meu caro, o mito grego da vaidade, o de Narciso, está aí há séculos para provar que esse tipo de atitude nunca acaba bem! 

Brasil venceu, mas...
É a tal coisa, ontem o Brasil jogou com o Haiti. Venceu por 3 a 0. Até aí tudo bem. O problema é que todos estavam esperando por isso. Com todo o respeito aos jogadores haitianos e ao sofrido povo do Haiti, o problema é que essa nação, de passado tão glorioso, está em ruínas atualmente. Então era de se esperar, no mínimo, uma goleada da seleção brasileira perante a seleção desse pequeno país caribenho. 

O mesmo vale para a Escócia. Esperamos que o Brasil vença. Os escoceses são ótimos produtores dos melhores whiskies do mundo, mas no mundo da bola eles formam apenas uma seleção de futebol mediana. Aliás o nosso futebol sequer é o preferido dos escoceses, que preferem muito mais uma boa partida de Rugby. Dizem até que o Golf é o esporte nacional daquelas terras altas. Então é melhor baixar a bola. A Copa do mundo, como já diziam os mais velhos, só começa mesmo depois da fase de grupos. É quando surgem as grandes seleções pelo caminho. Dizem os especialistas que o Brasil vai acabar enfrentando a França e a Espanha para chegar na final. Dias turbulentos virão pela frente! 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Na Trilha do Assassino

Na Trilha do Assassino 
Jovem mata os próprios pais. Após uma série de eventos em seu julgamento, contando inclusive com o apoio juvenil das redes sociais, ele é colocado para fora da prisão. Agora tem que planejar uma maneira de endireitar sua vida. Abraça a religião, diz que foi salvo por Jesus, mas o detetive que o prendeu (interpretado por Russell Crowe) acredita que ele é um psicopata incurável e que mais cedo, ou mais tarde, vai voltar a matar. O pior é que o sujeito tem fãs, admiradoras que ficam querendo ter um relacionamento com ele. Durante uma viagem acaba dando carona a uma dessas garotas. O policial não dá trégua e segue seus passos, certo de que um novo crime em breve será cometido. 

Bom filme, gostei bastante. O roteiro tangencia uma situação que anda se tornando muito comum, inclusive no Brasil. Assassinos de crimes hediondos começam a ser idolatrados por jovens, que os colocam em altares de heróis. É uma coisa completamente fora do normal, talvez um sintoma da sociedade doente em que vivemos. O roteiro do filme dá um jeito da justiça ser feita, mesmo que por caminhos tortuosos. Que haja justiça, ainda que tardia e não pelos motivos certos! Não vou aqui antecipar seu final, mas quando as cortinas da última cena são descidas é justamente esse o pensamento que tive. Enfim, sociedades doentes idolatram criminosos doentes. Um sinal dos novos tempos. 

Na Trilha do Assassino (Tenderness, Estados Unidos, 2009) Direção: John Polson / Roteiro: Emil Stern, Robert Cormier / Elenco: Russell Crowe, Jon Foster, Sophie Traub / Sinopse: Policial veterano fica no encalço de jovem adolescente assassino. Mesmo colocado em liberdade, o tira não acredita em sua inocência e teme que ele vai voltar a matar, bastando surgir a oportunidade certa. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O Sobrevivente

O Sobrevivente
Esse é o tão falado remake moderno daquele filme de 1987 estrelado pelo Arnold Schwarzenegger. Essa nova versão amplia aquele universo, traz muitos elementos novos e procura ser menos enclausurado e asfixiante do que o filme original. É uma produção muito mais rica e diversa, com ampliação do campo de atuação desse programa de TV futurista que de certa maneira recria o universo de violência e barbárie dos antigos jogos de gladiadores da Roma antiga. É um jogo mortal, onde vai existir apenas um sobrevivente. E o público, sádico, curte as atrocidades em seu canal preferido. 

Eu nunca fui muito admirador do primeiro filme, tanto que o assisti apenas uma vez. Era um enredo limitado, com pouco espaço para diversificação. Afinal havia se baseado em um conto do Stephen King e contos, como todos sabemos, são pequenos textos, que vão direto ao ponto. Arnoldão, com sua roupa collant, era mais de acordo com a simplicidade das letras escritas pelo King. Nessa nova versão não tem collant. E o curioso é que esse remake, apesar de apresentar uma produção muito mais ampla, não me fez gostar mais do que o filme original dos anos 80. Os dois filmes, por causa de sua premissa básica, nunca me atraíram muito. Então só o indicaria para quem gosta mesmo da história original. E mesmo esse público vai estranhar o excesso de coisas que foram adicionadas, que inexistem no conto que deu origem a tudo. Enfim, bem mediano, nada muito  relevante. 

O Sobrevivente (The Running Man, Estados Unidos / Reino Unido, 2025) Direção: Edgar Wright / Roteiro: Edgar Wright e Michael Bacall, baseado no romance de Stephen King / Elenco: Glen Powell, Josh Brolin, Colman Domingo, Lee Pace, Michael Cera, Emilia Jones / Gênero: Ficção Científica, Ação, Suspense / Duração: 133 minutos. / Sinopse: Um pai de família, com a filha doente e precisando de tratamento médico urgente, resolve entrar em um violento e sádico programa de TV. Ele deverá sobreviver a uma caçada humana implacável para receber o grande prêmio oferecido ao vencedor, o único que irá conseguir sobreviver no final de tudo. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Em Busca de um Assassino

Em Busca de um Assassino 
Esse Estado do Texas nos Estados Unidos é um lugar bem bizarro. Há muitas famílias pobres vivendo no limite do possível e isso se torna campo fértil para o aparecimento de assassinos em série que passam a caçar jovens vulneráveis que caminham sozinhas nesses campos sem fim. Uma delas é interpretada pela jovem atriz Chloë Grace Moretz. Ela vive com a mãe em um trailer e tem a pior das vidas que uma adolescente de sua idade pode viver. Enquanto tenta achar um lugar para passar o dia, sua mãe vai recebendo seus "clientes" na própria cama, pois a prostituição vai sendo seu único meio de vida. Triste realidade!

O filme é bem construído. Temos três personagens no eixo central da história. Dois detetives (interpretados por Sam Worthington e Jessica Chastain) e a jovem garota que tem o que se chama em criminologia de "classificação de perfil ideal" de vítima. Ela é certamente o próximo alvo do assassino em série que está agindo naquela região. Ela fica muito tempo andando por aí, muitas vezes até mesmo à noite, debaixo de chuva, tudo para não voltar para casa e encontrar aquela realidade de sua mãe prostituída. Enfim, barra pesada. O filme é acima da média, com ótima trama. E não podemos ignorar o drama que a jovem vive. É realmente de dar pena! 

Em Busca de um Assassino (Texas Killing Fields, Estados Unidos, 2011) Direção: Ami Canaan Mann / Roteiro: Don Ferrarone / Elenco: Sam Worthington, Jeffrey Dean Morgan, Jessica Chastain, Chloë Grace Moretz / Gênero: Policial, Suspense, Drama / Duração: 1h45min / Sinopse: Detetive tenta de todas as formas defender e proteger uma jovem garota, filha de uma prostituta, que pode ser a próxima vítima de um assassino em série que atua naquela região isolada do Texas. 

Pablo Aluísio. 

Faster: No Limite da Velocidade

Faster: No Limite da Velocidade 
Esse é mais um desses dramas esportivos que procuram trazer uma mensagem edificante. Já fizeram filmes bem superiores a esse no passado. Aliás esse filme nem merece muita comparação pois é inegavelmente ruim, fraco mesmo, em todos os aspectos, roteiro, produção, elenco... enfim tudo. Demonstra uma certa decadência do canal de filmes Telecine que no passado colocava bons filmes em sua grade de programação. Agora a situação é bem ruim, fruto da forte concorrência no universo dos canais a cabo e streaming.

A quem interessar, o filme conta a história de uma jovem adolescente que sonha em ser a pilota de uma grande escuderia de Fórmula 1. Ela começa no kart e depois, mostrando talento nas pistas, vai subindo de categoria, entre elas a Fórmula 3. Só que logo vai descobrir que tudo é mais complicado do que ela pensava ser em seus sonhos de sucesso. A concorrência é feroz e o machismo impera, pois os donos das equipes não acreditam no sucesso feminino nas competições. Até porque foram apenas quatro pilotas em mais de cem anos de Fórmula 1! Enfim, poderia ser muito melhor. Do jeito que ficou é apenas banal, com cara de filme B feito para a televisão. 

Faster: No Limite da Velocidade (Rapide, França / Bélgica, 2025) Direção: Morgan S. Dalibert / Roteiro: Morgan S. Dalibert, David Moreau e Clément Miserez / Elenco: Paola Locatelli, Alban Lenoir, Anne Marivin, Tchéky Karyo, Rik Kleve / Gênero: Ação, Drama, Esporte / Duração: 1h38min.  / Sinopse: Jovem garota sonha em vencer nas concorridas pistas de alta velocidade. Não vai ser fácil. Além do machismo que impera, ela também vai ter que vencer a si mesma, superando traumas e desafios que vão surgindo em seu caminho para se tornar uma verdadeira campeã da velocidade. 

Pablo Aluísio.