Título no Brasil: A Casa do Terror
Título Original: Madhouse
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures (AIP), Amicus Productions
Direção: Jim Clark
Roteiro: Angus Hall, Ken Levison
Elenco: Vincent Price, Peter Cushing, Robert Quarry, Adrienne Corri, Michael Parkinson, Linda Hayden
Sinopse:
Paul Toombes (Vincent Price) é um ator de terror cujo personagem de maior sucesso era conhecido como "Dr. Morte". Quando sua mulher é assassinada, Toombes é preso e colocado em um hospício, acusado de ter cometido o crime. Anos depois, o ator é solto e volta a interpretar seu personagem em um programa de TV. O problema e que pessoas começam a morrer da mesma forma de seus antigos filmes de terror.
Comentários:
Mais um clássico de terror da vasta filmografia do ator Vincent Price, aqui contracenando com outro grande ídolo desse gênero cinematográfico, Peter Cushing. O curioso é que esse filme também ficou conhecido pelos títulos de "Dr Morte" e "A Casa dos Rituais Satânicos". Mais uma vez Price brinca com sua persona nas telas. Chama a atenção o fato do filme ter sido produzido já na década de 1970 quando o cinema começava a mudar, com novos estilos de produções de terror fazendo sucesso, o que fazia com que Vincent Price enfrentasse uma nova concorrência de jovens diretores dentro do gênero. Para sobreviver ele aumentava o tom de suas atuações. Aqui o ator usa uma estranha (porém criativa) maquiagem, que a despeito das limitações técnicas da época, era extremamente eficiente e bem feita. Veja como uma equipe talentosa de maquiagem poderia fazer toda a diferença em um filme como esse. Peter Cushing surge ao lado do ator em uma amostra muito interessante da união de dois veteranos mantendo o velho charme das produções antigas em voga com os novos rumos do cinema de terror da década de 1970. Esse filme também foi lançado em DVD duplo nos Estados Unidos com "Theather of Blood" com o mesmo Price em uma mesma embalagem. Imperdível para os apreciadores e colecionadores do gênero.
Pablo Aluísio.
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quarta-feira, 22 de abril de 2026
quarta-feira, 11 de março de 2026
A Orgia da Morte
Título Original: The Masque of the Red Death
Ano de Lançamento: 1964
País: Reino Unido
Estúdio: American International Pictures
Direção: Roger Corman
Roteiro: Charles Beaumont, R. Wright Campbell
Elenco: Vincent Price, Hazel Court, Jane Asher, David Weston, Nigel Green, Patrick Magee
Sinopse:
Inspirado em um famoso conto de Edgar Allan Poe, o filme acompanha o cruel príncipe Prospero, um nobre decadente e seguidor do satanismo que governa seu território com mão de ferro enquanto uma terrível praga conhecida como “Morte Rubra” devasta a população. Convencido de que sua riqueza e poder podem protegê-lo da doença, Prospero se refugia em seu castelo com um grupo de aristocratas para uma série de festas extravagantes e decadentes. Enquanto os camponeses sofrem e morrem do lado de fora dos muros, o príncipe promove um baile mascarado repleto de excessos. No entanto, à medida que a celebração avança, acontecimentos estranhos começam a ocorrer dentro do castelo, sugerindo que ninguém pode escapar do destino ou da própria morte. A atmosfera sombria e simbólica conduz a história até um desfecho inevitável e profundamente macabro.
Comentários:
Quando foi lançado, o filme recebeu críticas bastante positivas, especialmente por sua estética visual e atmosfera gótica. A revista Time elogiou o uso expressivo das cores e a direção estilizada de Roger Corman, enquanto o jornal The New York Times destacou a performance teatral e hipnótica de Vincent Price no papel do príncipe Prospero. Muitos críticos também observaram que o filme elevou o padrão das adaptações cinematográficas das obras de Edgar Allan Poe produzidas pela American International Pictures durante os anos 1960. Embora não tenha sido um grande blockbuster, o filme teve bom desempenho comercial dentro do circuito de terror da época e rapidamente se tornou um dos títulos mais prestigiados da série de adaptações de Poe estreladas por Vincent Price. Com o passar do tempo, The Masque of the Red Death passou a ser considerado um dos melhores trabalhos de Roger Corman e um clássico do cinema gótico. Hoje o filme é amplamente admirado por sua direção artística sofisticada, seu simbolismo visual e sua reflexão sombria sobre poder, decadência e a inevitabilidade da morte, sendo frequentemente citado como uma das obras mais elegantes do terror da década de 1960.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
A Mosca da Cabeça Branca
Título no Brasil: A Mosca da Cabeça Branca
Título Original: The Fly
Ano de Produção: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Kurt Neumann
Roteiro: George Langelaan, James Clavell
Elenco: Vincent Price, Patricia Owens, Herbert Marshall, Kathleen Freeman, Betty Lou Gerson, Charles Herbert
Sinopse:
Por anos um cientista tenta sem sucesso transportar matéria pelo espaço, indo de um lugar ao outro. A invenção poderia ser revolucionária para o futuro da humanidade. A tentativa se baseia na reconstrução molecular entre câmeras de transporte. Durante uma dessas tentativas porém uma mosca adentra o recipiente de transposição, fundindo o DNA do inseto com o DNA humano, criando nesse processo um ser simplesmente monstruoso!
Comentários:
Esse filme ganhou um selo de cult movie com o passar dos anos. É fato que se trata mesmo de um grande clássico do cinema fantástico do passado. O roteiro e sua direção de arte só ganharam com o passar do tempo e o filme não ficou ridículo após todos esses anos, o que é um feito e tanto! Aliás muito pelo contrário. O que vemos é Hollywood tentando captar o clima original em vários remakes, inclusive o de 1986 que também é uma pequena obra prima. A Mosca da Cabeça Branca tem todos os ingredientes dos filmes fantásticos dos anos 1950. Existe a desconfiança natural com os rumos da ciência, o cientista que não consegue frear seus impulsos, passando por cima da ética e os efeitos nefastos de seus experimentos - em filmes assim isso era representado justamente pelo surgimento de aberrações, monstros sanguinários. Uma maravilha! Não existe nada mais charmoso hoje em dia em termos de cinema do que os antigos - e muito bem bolados - filmes de Sci-fi dos anos 50 e 60. Em última análise essas produções continuam tão influentes hoje em dia como eram na época de seu lançamento! Nesse aspecto chega mesmo a ser genial. Outro aspecto digno de nota é que o filme não abusa dos efeitos especiais e nem da maquiagem. Sempre os esconde, nas sombras, por exemplo, justamente para manter o clima de suspense. Com isso o filme não foi atingido pelo tempo, uma vez que tudo é sutilmente escondido. Caso os efeitos datados fossem colocados mais em evidência o filme perderia e muito. Porém o roteiro foi inteligente o bastante para ser apenas sutil, sugerir na maior parte do tempo, sem apelar para o vulgar. Em suma, é um clássico sem dúvida. Um dos melhores de sua linhagem.
Pablo Aluísio.
Título Original: The Fly
Ano de Produção: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Kurt Neumann
Roteiro: George Langelaan, James Clavell
Elenco: Vincent Price, Patricia Owens, Herbert Marshall, Kathleen Freeman, Betty Lou Gerson, Charles Herbert
Sinopse:
Por anos um cientista tenta sem sucesso transportar matéria pelo espaço, indo de um lugar ao outro. A invenção poderia ser revolucionária para o futuro da humanidade. A tentativa se baseia na reconstrução molecular entre câmeras de transporte. Durante uma dessas tentativas porém uma mosca adentra o recipiente de transposição, fundindo o DNA do inseto com o DNA humano, criando nesse processo um ser simplesmente monstruoso!
Comentários:
Esse filme ganhou um selo de cult movie com o passar dos anos. É fato que se trata mesmo de um grande clássico do cinema fantástico do passado. O roteiro e sua direção de arte só ganharam com o passar do tempo e o filme não ficou ridículo após todos esses anos, o que é um feito e tanto! Aliás muito pelo contrário. O que vemos é Hollywood tentando captar o clima original em vários remakes, inclusive o de 1986 que também é uma pequena obra prima. A Mosca da Cabeça Branca tem todos os ingredientes dos filmes fantásticos dos anos 1950. Existe a desconfiança natural com os rumos da ciência, o cientista que não consegue frear seus impulsos, passando por cima da ética e os efeitos nefastos de seus experimentos - em filmes assim isso era representado justamente pelo surgimento de aberrações, monstros sanguinários. Uma maravilha! Não existe nada mais charmoso hoje em dia em termos de cinema do que os antigos - e muito bem bolados - filmes de Sci-fi dos anos 50 e 60. Em última análise essas produções continuam tão influentes hoje em dia como eram na época de seu lançamento! Nesse aspecto chega mesmo a ser genial. Outro aspecto digno de nota é que o filme não abusa dos efeitos especiais e nem da maquiagem. Sempre os esconde, nas sombras, por exemplo, justamente para manter o clima de suspense. Com isso o filme não foi atingido pelo tempo, uma vez que tudo é sutilmente escondido. Caso os efeitos datados fossem colocados mais em evidência o filme perderia e muito. Porém o roteiro foi inteligente o bastante para ser apenas sutil, sugerir na maior parte do tempo, sem apelar para o vulgar. Em suma, é um clássico sem dúvida. Um dos melhores de sua linhagem.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
O Caçador de Bruxas
Título Original: Witchfinder General
Ano de Lançamento: 1968
País: Reino Unido
Estúdio: Tigon British Film Productions
Direção: Michael Reeves
Roteiro: Michael Reeves, Tom Baker
Elenco: Vincent Price, Ian Ogilvy, Rupert Davies, Robert Russell, Hilary Dwyer, Nicky Henson
Sinopse:
O filme se passa na Inglaterra durante a Guerra Civil do século XVII. Matthew Hopkins (Vincent Price) afirma ter sido nomeado pelo Parlamento como “Caçador de Bruxas Geral”. Ele viaja de vila em vila perseguindo supostas bruxas e hereges, usando tortura e acusações falsas — com o único objetivo de ganhar dinheiro e poder. Quando o soldado Richard Marshall (Ian Ogilvy) descobre os crimes de Hopkins, ele decide caçá-lo para pôr fim ao seu reinado de medo e terror.
Comentários:
O filme é considerado um marco do chamado “folk horror” britânico — mistura horror com contexto histórico e social, focando na superstição, fanatismo religioso e perseguições. A distribuição nos Estados Unidos mudou o título para The Conqueror Worm, numa tentativa de associá-lo aos filmes do ciclo de Poe estrelados por Price, apesar de a história não ter relação com os contos de Poe. O filme era bastante violento e chocante para a época — com cenas de tortura, execuções e brutalidade, o que lhe conferiu reputação de obra controversa, muito além dos filmes de horror “fantasia” ou sobrenatural. Enfim, temos aqui um filme até bem realista sobre o que foi a real Caça às Bruxas, onde pessoas que se diziam cristãs usavam a fé alheia para cometer as maiores barbaridades e atrocidades contra pessoas vulneráveis.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
As Chaves do Reino
Título original: The Keys of the Kingdom
Ano de Produção: 1944
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Joseph L. Mankiewicz, John M. Stahl
Roteiro: Joseph L. Mankiewicz, Nunnally Johnson
Elenco: Gregory Peck, Thomas Mitchell, Vincent Price, Roddy McDowall, Edmund Gwenn, Peggy Ann Garner
Sinopse:
O filme conta a história do Padre Francis Chisholm (Gregory Peck). Assim que se ordena ele é enviado para uma missão na China. Suas ordens é de restaurar uma paróquia que foi destruída pela guerra. Ao chegar no distante país descobre que tudo está em ruínas e que colocar tudo em ordem novamente vai levar anos e anos. Ainda assim aceita esse grande desafio. Roteiro baseado no romance de grande sucesso escrito por de A.J. Cronin.
Comentários:
Gregory Peck faz parte de um panteão de grandes atores da era clássica de Hollywood que jamais fez um filme medíocre em sua vida. O cinéfilo mais antigo já sabe, se no elenco estiver o nome de Peck, pode assistir sem qualquer receio. Vai ver um filme bom, com certeza. Esse é mais um deles. E o tema não deixa de ser espinhoso, mostrando a vida de um Padre tentando colocar novamente em pé uma paróquia católica em ruínas. Não vai ser algo fácil de realizar. Os chineses possuíam sua própria religiosidade, que nada tinha a ver com as doutrinas do catolicismo. Além de falta de seguidores ainda havia a desconfiança natural daquele povo contra estrangeiros em geral. Sua sorte é que acaba salvando a vida do filho de um poderoso Mandarim. Não com fé, mas com ciência, pois faz um tratamento contra uma infecção no garoto. Esse homem rico e influente acaba lhe ajudando a levantar uma nova igreja, um novo convento e tudo mais. Só que sempre há novos problemas surgindo no horizonte, um atrás do outro! Só com muita fé mesmo para resistir a tantas adversidades. Enfim, filme corajoso, muito bem atuado por todo um elenco acima da média e contando com a direção do mestre Joseph L. Mankiewicz. Realmente nada falta nesse grande filme do passado.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
Nos Domínios do Terror
Título Original: Twice-Told Tales
Ano de Produção: 1963
País: Estados Unidos
Estúdio: MGM
Direção: Sidney Salkow
Roteiro: Robert E. Kent, Nathaniel Hawthorne
Elenco: Vincent Price, Joyce Taylor, Sebastian Cabot, Brett Halsey, Beverly Garland, Richard Denning
Sinopse:
Trilogia de episódios baseada em contos de Nathaniel Hawthone. "Dr. Heidegger's Experiment" (cientista desenvolve uma fórmula para o rejuvenescimento, mas com consequências assustadoras); "Rappaccini's Daughter" (versão bizarra de "Romeo e Julieta"); "The House of the Seven Gables" (adaptação de um filme que o próprio Vincent Price fez nos anos 40).
Comentários:
Vincent Price em trilogia de terror baseado na obra de Nathaniel Hawthorne. Esse formato foi muito popular no cinema de terror dos anos 60 e 70. Sempre havia um fio narrador central e contos que iam se desenvolvendo ao longo da projeção do filme. Tão marcante foi essa estrutura que Spielberg tentou repetir o sucesso desse tipo de produção na TV nos anos 80 com a série "Contos Assombrosos". Particularmente acho muito charmoso e nostálgico. O fio condutor de todos os contos de terror é a presença carismática de Vincent Price. O que acho curioso nele é que apesar de sempre estar presente em filmes de horror por toda a sua longa carreira havia um claro tom de cinismo e até mesmo humor em todas as suas atuações. Na vida real ele era um homem bem culto, colecionador de obras de arte e penso que ele via todos esses filmes com uma certa ironia, um certo humor e isso era passado para o espectador, mesmo que de forma bem implícita, algo sugerido sutilmente. Aqui os produtores seguiram a forma de trazer três contos de terror em um mesmo filme. A questão era simples de explicar. Mesmo que o espectador não viesse a gostar de um dos contos era bastante provável que ele fosse gostar de outro. Assim sairia satisfeito do cinema, de uma maneira ou outra. Um tiro certo! Bem pragmático não é mesmo? Nos Estados Unidos esse filme foi lançado em DVD duplo junto com outro pequeno clássico de Price, "Tales of Terror". Para quem aprecia os filmes do ator não poderia haver algo melhor. Quem sabe um dia as produtoras nacionais sigam o exemplo. Vamos torcer.
Pablo Aluísio.
Ano de Produção: 1963
País: Estados Unidos
Estúdio: MGM
Direção: Sidney Salkow
Roteiro: Robert E. Kent, Nathaniel Hawthorne
Elenco: Vincent Price, Joyce Taylor, Sebastian Cabot, Brett Halsey, Beverly Garland, Richard Denning
Sinopse:
Trilogia de episódios baseada em contos de Nathaniel Hawthone. "Dr. Heidegger's Experiment" (cientista desenvolve uma fórmula para o rejuvenescimento, mas com consequências assustadoras); "Rappaccini's Daughter" (versão bizarra de "Romeo e Julieta"); "The House of the Seven Gables" (adaptação de um filme que o próprio Vincent Price fez nos anos 40).
Comentários:
Vincent Price em trilogia de terror baseado na obra de Nathaniel Hawthorne. Esse formato foi muito popular no cinema de terror dos anos 60 e 70. Sempre havia um fio narrador central e contos que iam se desenvolvendo ao longo da projeção do filme. Tão marcante foi essa estrutura que Spielberg tentou repetir o sucesso desse tipo de produção na TV nos anos 80 com a série "Contos Assombrosos". Particularmente acho muito charmoso e nostálgico. O fio condutor de todos os contos de terror é a presença carismática de Vincent Price. O que acho curioso nele é que apesar de sempre estar presente em filmes de horror por toda a sua longa carreira havia um claro tom de cinismo e até mesmo humor em todas as suas atuações. Na vida real ele era um homem bem culto, colecionador de obras de arte e penso que ele via todos esses filmes com uma certa ironia, um certo humor e isso era passado para o espectador, mesmo que de forma bem implícita, algo sugerido sutilmente. Aqui os produtores seguiram a forma de trazer três contos de terror em um mesmo filme. A questão era simples de explicar. Mesmo que o espectador não viesse a gostar de um dos contos era bastante provável que ele fosse gostar de outro. Assim sairia satisfeito do cinema, de uma maneira ou outra. Um tiro certo! Bem pragmático não é mesmo? Nos Estados Unidos esse filme foi lançado em DVD duplo junto com outro pequeno clássico de Price, "Tales of Terror". Para quem aprecia os filmes do ator não poderia haver algo melhor. Quem sabe um dia as produtoras nacionais sigam o exemplo. Vamos torcer.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Mortos que Matam
Grande filme. Provavelmente Vincent Price nunca esteve melhor do que aqui nessa fita de terror diferente. Ele interpreta literalmente o último homem sobre a Terra. Um vírus se espalhou pela humanidade, infectando praticamente todas as pessoas. As que não morreram imediatamente se tornaram zumbis, embora ecos de vampirismo também estejam presentes. O cientista Dr. Robert Morgan (Price) parece ter sido o último a ficar sadio, sem sinais de contaminação. Em um flashback ficamos sabendo que ele era um homem feliz, com esposa e filha adoráveis. Depois da disseminação da praga tudo acabou. Ele agora vive sozinho numa casa. Durante o dia ainda consegue andar pela cidade em busca de mantimentos, combustível e objetos necessários para sua sobrevivência. Porém ao anoitecer isso se torna impossível pois os infectados ganham as ruas, rastejando em busca de seres humanos e animais indefesos. Apenas uma estaca enfiada no coração consegue aniquilar essas criaturas. A luta pela sobrevivência é travada dia após dia, sem esperanças.
O roteiro é muito bom. Jogando inclusive com o lado mais psicológico do protagonista. Quando o filme começa ele já está há três anos isolado, vivendo completamente sozinho. A mente começa assim a torturar seus pensamentos. O filme se desenvolve muito bem e tem um desfecho que achei bem surpreendente, na cena da igreja. Com ecos de terror e também sci-fi dos anos 50, esse "Mortos que Matam" conseguiu vencer a barreira do tempo por causa de seu enredo muito original e inteligente. E quando tinha um bom material em mãos, o mestre Vincent Price brilhava com todo o seu talento.
Mortos que Matam (The Last Man on Earth, Estados Unidos, 1964) Direção: Ubaldo Ragona, Sidney Salkow / Roteiro: William F. Leicester, Richard Matheson / Elenco: Vincent Price, Franca Bettoia, Emma Danieli / Sinopse: Vincent Price interpreta o último homem na Terra. Um cientista que após a morte da família e a destruição da civilização por um vírus mortal, tenta viver um dia de cada vez, enquanto é cada vez mais cercado por zumbis infectados pela estranha doença altamente contagiosa.
Pablo Aluísio.
O roteiro é muito bom. Jogando inclusive com o lado mais psicológico do protagonista. Quando o filme começa ele já está há três anos isolado, vivendo completamente sozinho. A mente começa assim a torturar seus pensamentos. O filme se desenvolve muito bem e tem um desfecho que achei bem surpreendente, na cena da igreja. Com ecos de terror e também sci-fi dos anos 50, esse "Mortos que Matam" conseguiu vencer a barreira do tempo por causa de seu enredo muito original e inteligente. E quando tinha um bom material em mãos, o mestre Vincent Price brilhava com todo o seu talento.
Mortos que Matam (The Last Man on Earth, Estados Unidos, 1964) Direção: Ubaldo Ragona, Sidney Salkow / Roteiro: William F. Leicester, Richard Matheson / Elenco: Vincent Price, Franca Bettoia, Emma Danieli / Sinopse: Vincent Price interpreta o último homem na Terra. Um cientista que após a morte da família e a destruição da civilização por um vírus mortal, tenta viver um dia de cada vez, enquanto é cada vez mais cercado por zumbis infectados pela estranha doença altamente contagiosa.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 4 de junho de 2025
As 7 Máscaras da Morte
Podem falar o que quiserem. Vincent Price foi um ator bacana, um simpatizante da cultura pop do terror até o fim! Veja o exemplo desse filme que ele fez nos anos 70. Há uma fina ironia cortando toda a história. No enredo Price interpreta um velho ator de teatro. Ele passou a vida interpretando Shakespeare nos palcos. Sendo claramente um amante do teatro clássico. Só que ao longo de todos esses anos foi também massacrado por críticos esnobes de Londres. A cada nova crítica, um novo fracasso e um enorme ressentimento surgindo. E aí, como estamos mesmo assistindo a um filme de terror clássico, logo começam as mortes de seus inimigos.
O velho ator compra um antigo teatro que havia sido destruído em um incêndio. Ao lado de uma trupe formada por moradores de rua e sua filha, ele começa seus planos de vingança. Vai matando os críticos um a um, com as mortes inspiradas nas peças de Shakespeare! Olha, vou dizer uma coisa bem sincera: essa fórmula, mesmo que um tanto batida, resultou em um filme muito divertido! Sim, porque mesmo sendo tecnicamente um horror, esse filme tem momentos pra lá de divertidos. Vincent Price está obviamente se divertindo como nunca e isso fica claro em cada cena, em cada figurino estranho e bizarro que ele adota ao longo do filme. Ora surge como um cozinheiro de pratos indigestos, ora como um cabelereiro gay e afetado! Uma explosão de deboche por parte do Price. E no final, quem se diverte mais é mesmo o espectador. O Vincent Price era mesmo um cara genial, vou te contar! E aqui está um de seus momentos mais geniais na sétima arte. Diversão pura!
As 7 Máscaras da Morte (Theatre of Blood, Reino Unido, 1973) Direção: Douglas Hickox / Roteiro: Anthony Greville-Bell, Stanley Mann / Elenco: Vincent Price, Diana Rigg, Ian Hendry / Sinopse: Um ator envelhecido e decadente, cheio de mágoas contra todos os críticos de teatro que o massacraram no passado, decide se vingar. Usando sua trupe teatral ele vai atrás de cada um deles, tramando mortes dramáticas para cada pessoa que lhe fez mal no passado.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 21 de maio de 2025
O Clube dos Monstros
Mais um filme em que Vincent Price parece se divertir como nunca! Ele interpreta um sujeito "boa praça" que leva um amigo humano para um clube frequentado apenas por monstros! Uma vez lá decide lhe contar três histórias que vão dar origem aos três contos de terror mostrados ao longo do filme. No primeiro encontramos um sujeito solitário que vive de seu antiquário. A namorada de um criminoso decide arranjar um emprego por lá e o misterioso homem acaba se apaixonando por ela que no fundo só quer roubar os artefatos de valor. Obviamente ela vai acabar se dando mal pois o solitário dono na verdade é um descendente de vampiros!
Na segunda história temos uma estranha família. O filho sofre humilhações na escola. Ele é zombado por ser fraco, magro e feio. Só que na realidade o menino é filho de um vampiro! Nada mais, nada menos, do que o próprio Conde Drácula. Quando um padre decide ir em sua casa para colocar uma estaca no coração do velho vampiro as coisas saem imediatamente do controle. Um conto levado na base do bom humor, tal como se fosse uma sitcom dos nossos tempos. Na terceira e última história temos um diretor de cinema. Ele vai dirigir um filme de terror e procura pelas locações ideais. Acaba encontrando um vila isolada, onde vivem estranhos moradores. O lugar parece o certo pois é sombrio e estranho, mas não vai demorar muito para ele entender que ir até lá foi o maior erro de sua vida!
Enfim, curti esse filme que mistura velhos monstros clássicos com um certo humor negro. Lançado no começo dos anos 80, quando o cinema clássico de terror já tinha passado por seu auge e estava em pleno declínio, essa produção tentou resgatar tudo de um ponto de vista de bom humor, mas também respeito com o passado. E de quebra ainda trazia números musicais, animações bem boladas (como a da stripper de esqueleto!) e um bom uso de ilustrações de alta categoria do mundo dos quadrinhos. Assim, em termos de cultura pop, por aqui há de tudo um pouco. Bem legal de assistir (ou rever) nos dias de hoje.
O Clube dos Monstros (The Monster Club, Reino Unido, 1981) Direção: Roy Ward Baker / Roteiro: R. Chetwynd Hayes, Edward Abraham / Elenco: Vincent Price, John Carradine, Anthony Steel / Sinopse: Três histórias de terror contadas de um amigo para o outro em um estranho clube frequentado apenas por criaturas monstruosas! Trilha sonora de John Williams.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025
A Câmara de Horrores do Abominável Dr. Phibes
Título Original: Dr. Phibes Rises Again
Ano de Lançamento: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: Amicus Productions
Direção: Robert Fuest
Roteiro: Robert Fuest, Robert Blees
Elenco: Vincent Price, Robert Quarry, Valli Kemp
Sinopse:
Ainda obcecado em trazer sua jovem esposa do mundo dos mortos, o Dr. Anton Phibes (Price) viaja até o Egito com sua comitiva de estranhas criaturas. Ele planeja ressuscitar a esposa, usando para isso de uma câmara milenar do Egito antigo que teria os poderes para ressuscitar sua amada falecida.
Comentários:
Não tem jeito, eu sempre vou achar Vincent Price um ator muito bacana da velha Hollywood. Ele fez muitos bons filmes ao longo de uma carreira nada pretensiosa, que valorizava acima de tudo a cultura pop, principalmente no gênero do terror. Curiosamente nenhum de seus filmes conseguiu superar o sucesso desses filmes do estranho Dr. Phibes. Um sujeito desfigurado e obcecado por sua jovem esposa que havia morrido em circunstâncias misteriosas. Nesse segundo filme da franquia ele vai até o Egito em busca de uma "fórmula sagrada" para trazer sua esposa de volta à vida. Afinal, a antiga religião do Egito antigo era especializada nessa questão de "vida após a morte"! Tudo é feito com o requinte de direção de arte que bem conhecemos, mas o roteiro é muito mal escrito. Aos pulos, vai tentando contar sua história confusa, sem muito sucesso. Eu assisti a esses filmes pela primeira vez na antiga Sessão de Gala dos anos 80, que passava na Globo nas madrugadas de Sábado para Domingo. Já naquele tempo achava os filmes bem fracos. E agora, nessa revisão, as coisas só pioraram. Apesar do sucesso nos cinemas da época, posso afirmar que esses filmes do Dr. Phibes se encontram entre as piores coisas que Price fez em sua carreira. Jamais colocaria esses filmes entre as melhores coisas de sua vasta filmografia, muito pelo contrário.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
Os Três Mosqueteiros
Título Original: The Three Musketeers
Ano de Lançamento: 1948
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: George Sidney
Roteiro: Robert Ardrey
Elenco: Lana Turner, Gene Kelly, Vincent Price, Angela Lansbury, Van Heflin, June Allyson
Sinopse:
Um jovem chamado D'Artagnan decide ir para Paris para realizar seu sonho de ser um mosqueteiro do Rei Luís XIII. Ao chegar porém acaba se envolvendo numa grande intriga política com o maléfico Cardeal Richelieu e a nobre perversa Lady de Winter. Adaptação para o cinema da obra de Alexandre Dumas.
Comentários:
Eu sei que é um clássico do gênero "Capa e Espada". E nem preciso falar da relevância do livro original. Isso todo mundo sabe. Porém o fato é que não consegui gostar dessa versão cinematográfica dos anos 40. E isso é curioso porque sempre gostei dos nomes que formam seu elenco principal. O problema, ao meu ver, vem do roteiro. Ele surge muito truncado, tentando colocar muitas coisas em um curto espaço de tempo. As situações assim vão se atropelando no decorrer da história. E o interessante é que o filme como produção não ficou tão datado. É um filme bem produzido e tudo mais. Só esse humor realmente ficou muito antiquado. O Gene Kelly era um dançarino e um acrobata, então tirou de letra as acrobacias de seu personagem. Só não convence na idade pois já tinha passado da idade certa para interpretar o quase adolescente D'Artagnan. Melhor se sai a dupla de malvados Vincent Price e Lana Turner. Eles mantiveram o nível de atuação em um patamar aceitável. Pelo menos isso.
Pablo Aluísio.
O Monstro dos Mil Olhos
Esse filme nada mais é do que uma sequência do sucesso "A Mosca da Cabeça Branca". Aliás o título original do filme não deixa nenhuma dúvida sobre isso. Os produtores na época queriam obviamente faturar mais uma vez em cima dessa história, mas havia problemas a superar. Por exemplo, o personagem do Vincent Price morria no final. Como escalar Vincent Price novamente se seu personagem tinha morrido? Bom, os roteiristas sempre dão jeito, mesmo que seja na pura cara de pau. Assim nesse segundo filme Price retorna como... o irmão gêmeo de seu personagem no primeiro filme! Pois é, os caras deram um jeito mesmo. E para não se perder o fio da meada as pesquisas recomeçam, agora com o filho do cientista do primeiro filme! Não vá perder a linha narrativa... tudo cascata!
Esse segundo filme é muito inferior ao primeiro que é considerado um clássico do terror e também da ficção. Esse segundo não tem suspense e nem clima. E isso é uma morte anunciada porque ver o homem mosca andando por aí com aquela cabeça mal feita, é prato cheio para o humor involuntário. No primeiro filme a maquiagem não era melhor, mas o diretor teve o bom senso de não expor demais isso. Era tudo encoberto, aumentando a tensão. Aqui tudo vira quase um deboche, embora nunca tenha sido a intenção de seus realizadores. Enfim, puro caça-níquel.
O Monstro dos Mil Olhos (Return of the Fly, Estados Unidos, 1959) Direção: Edward Bernds / Roteiro: Edward Bernds, George Langelaan / Elenco: Vincent Price, Brett Halsey, David Frankham / Sinopse: O filho do cientista do primeiro filme retorna as experiências envolvendo uma máquina de desintegração e reintegração da matéria, mas acaba sendo alvo de seu próprio assistente, que deseja colocar as mãos naquela invenção inovadora.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Monstros da Cidade Submarina
Título Original: War-Gods of the Deep
Ano de Lançamento: 1965
País: Reino Unido
Estúdio: Bruton Films
Direção: Jacques Tourneur, Ishirô Honda
Roteiro: Charles Bennett, Louis M. Heyward
Elenco: Vincent Price, Tab Hunter, David Tomlinson, Susan Hart
Sinopse:
Um jovem aventureiro e um velho artista embarcam em uma grande aventura quando tentam descobrir onde foi parar uma jovem desaparecida misteriosamente durante a madrugada. Ela teria sido levada por uma estranha criatura aquática. Eles acabam indo parar numa cidade antiga nas profundezas do Oceano, onde vive um capitão megalomaníaco e psicótico.
Comentários:
Nessa semana assinei a Darkflix, uma plataforma de filmes de terror. No catálogo encontrei algumas preciosidades antigas, do terror clássico. Esse filme aqui estrelado pelo Vincent Price foi uma das perolas que assisti. Com roteiro (muito levemente) inspirado em poemas de Edgar Allan Poe, essa produção surpreende pelos bem feitos cenários do mundo submarino. Tudo começa de forma bem elegante, como um velho conto vitoriano. A história vai prendendo a atenção do espectador e esse clima de vintage retrô futurista é muito bem-vindo. O filme só perde mesmo quando começam as cenas de caçadas submarinas. Eles não tinham tecnologia para isso na época e tudo foi filmado com mergulhadores profissionais. O problema é que as cenas são lentas, chatas e tediosas. Não possuem o menor senso de ação que o roteiro exigia. Ainda assim curti ver esse filme. Ele tem um charme antigo que supera até mesmo suas falhas nessa terça parte final da história.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 22 de julho de 2024
O Ataúde do Morto-Vivo
Título Original: The Oblong Box
Ano de Lançamento: 1969
País: Reino Unido
Estúdio: American International Pictures (AIP)
Direção: Gordon Hessler
Roteiro: Lawrence Huntington, Christopher Wicking
Elenco: Vincent Price, Christopher Lee, Alister Williamson, Rupert Davies, Sally Geeson, Uta Levka
Sinopse:
Dois nobres ingleses são atacadas na África, durante um culto de vodu. Um deles fica com o rosto desfigurado. De volta à Inglaterra o irmão que agora não pode mais mostrar sua face em público, decide se vingar de todos os responsáveis por sua situação crítica. Usando um capuz vermelho, nas sombras da noite, ele passa a atacar e matar todos os que considera seus inimigos.
Comentários:
Esse filme reúne dois dos maiores atores clássicos do terror, Vincent Price e Christopher Lee. Além disso o roteiro é baseado na obra de Edgar Allan Poe. Esses requisitos já o tornam essencial para fãs do gênero. E sem dúvida é um filme com muitos méritos cinematográficos. Gostei muito da direção de arte. É tudo muito bem refinado e requintado. Vincent Price foi um ator subestimado. Ele não era lembrado em premiações e prêmios porque fazia filmes de terror. Puro preconceito! Só que não se engane, era um ótimo profissional da arte de atuar. Seu nobre personagem dessa história tinha muito a ver com ele na vida real. Era um homem culto e fino, colecionador de obras de arte. Outro ponto positivo é que essa história foge completamente dos padrões. Esse Morto-vivo citado no título nacional nada tem a ver com os monstros de Romero. É outra coisa, baseada em vodu. Assim se ainda não conhece, assista a esse clássico do terror dos anos 60. Na pior das hipóteses você vai achar esse filme interessante e sui generis.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 6 de maio de 2024
A Czarina
Título Original: A Royal Scandal
Ano de Lançamento: 1945
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Otto Preminger, Ernst Lubitsch
Roteiro: Edwin Justus Mayer, Bruno Frank
Elenco: Tallulah Bankhead, Charles Coburn, Vincent Price, Anne Baxter, Vladimir Sokoloff, Mikhail Rasumny
Sinopse:
Na corte da Czarina Catarina, a Grande, um jovem soldado consegue chegar até a imperatriz para lhe alertar sobre diversos problemas que ocorrem na sua nação. Catarina (Tallulah Bankhead) não dá muita atenção ao que ele tem a lhe dizer, mas fica particularmente interessada nele como homem, como um potencial futuro relacionamento amoroso.
Comentários:
Bom filme. Não espere por nenhuma produção épica contando as conquistas de Catarina II da Rússia. Na realidade o que temos aqui é mais uma comédia de costumes, com um pouco de humor e sutileza sobre os interesses de alcova da Czarina. O enredo é divertido e como o filme não é muito longo, pelo contrário, é curto, funciona muito bem. A atriz Tallulah Bankhead certamente tinha o porte ideal para interpretar uma personagem tão poderosa. Ele tinha esse ar da velha aristocracia com a voz meio destruída pela bebida alcoólica, querendo parecer bondosa, mas sempre prestes a fazer alguma perversidade caso fosse contrariada. Ela está assim está perfeita em sua atuação. Agora, nada é mais interessante em termos de elenco do que ver o ator Vincent Price interpretando um irônico embaixador francês na corte da Rússia. Para quem só o conhece dos filmes de terror saiba que ele era um sujeito bem culto e igualmente aristocrático. Ficou também perfeito em seu personagem!. Enfim, um filme que gostei bastante, valorizado acima de tudo pelas boas atuações de todo o elenco.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 20 de março de 2023
Nefertiti, a Rainha do Egito
Título Original: Nefertite, regina del Nilo
Ano de Lançamento: 1961
País: Itália
Estúdio: Max Pictures
Direção: Fernando Cerchio
Roteiro: John Byrne, Fernando Cerchio
Elenco: Jeanne Crain, Vincent Price, Edmund Purdom, Amedeo Nazzari, Liana Orfei, Carlo D'Angelo
Sinopse:
Essa produção italiana rodada nos grandes estúdios Cinecittà em Roma conta a história da famosa rainha do Egito Nefertiti. Dona de uma beleza espetacular, ele se tornou uma das mulheres mais poderosas do mundo antigo, dominando vastos territórios por toda a África e Oriente Médio
Comentários:
Depois que Cleópatra foi produzida e causou toda aquela comoção no mundo do cinema, os produtores se apressaram em ir atrás da histórias de outras rainhas do Egito antigo. Essa figura histórica era uma das mais cotadas e realmente fizeram um bom filme sobre essa soberana do mundo antigo. Até porque o cinema italiano tinha mais ferramentas para contar essa história. Em Roma havia grandes estúdios de produções de filmes épicos, tanto que até mesmo produções americanas eram filmadas por lá. O filme assim tinha o que era preciso para ser realizado. E considero um bom épico sobre o Egito dos faraós, inclusive contando com um bom elenco de apoio com nomes conhecidos como o Rei do Terror no cinema norte-americano, ninguém menos do que Vincent Price. Em conclusão temos aqui um bom filme. Claro que o roteiro é bem romantizado, para que o enredo funcione melhor nas teas de cinema. A fidelidade histórica é deixada em segundo plano, até porque não se sabe muito sobre essa rainha. Ela ficou muito popular por causa do belo busto que foi encontrado nas areias do deserto e que está reproduzido no poster do filme.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
Museu de Cera
Após se vingar daqueles que o destruíram ele resolve voltar. Como é um artesão em recriar rostos e formas humanas cria uma máscara para esconder as deformidades de sua própria face, arranja um novo sócio e abre um novo museu de cera, só que essa vez bem diferente, com uma seção especializada em horrores que refaz todas as cenas dos maiores crimes da história. O que é desconhecido do público é que Henry Jarrod perdeu sua capacidade de criar figuras em cera após ter suas mãos queimadas no incêndio. Assim ele decide usar outra técnica para produzir suas novas "obras de arte" - isso mesmo, corpos humanos de verdade! Essa produção foi alvo de um remake há poucos anos, mas aquele roteiro tinha pouco a ver com essa produção original. Aqui o foco é todo voltado para as ambições de um artista que só pretendia refazer o belo em cera, mas que pelas circunstâncias de sua vida trágica teve que abraçar o grotesco e o horror!
Vincent Price usa uma bem feita máscara, que dá ao seu personagem uma face monstruosa. O ator usa de seu charme e elegância naturais para interpretar o gentil artista que no fundo esconde um terrível segredo. Charles Bronson também está no elenco interpretando Igor, o assistente mudo e com problemas mentais de Jarrod. Completando o elenco ainda temos Carolyn Jones, que se imortalizou como a Morticia Frump Addams da série de grande sucesso na TV americana, "A Família Addams". Tecnicamente o filme é muito bem realizado, com cenários bem construídos. Também foi um dos primeiros filmes da história a usar uma rudimentar tecnologia 3D. Você vai perceber bem isso em algumas cenas que parecem gratuitas, como a do animador com bolinhas de pingue-pongue que as fica atirando propositalmente em direção à tela. A única coisa que não me agradou muito do ponto de vista técnico nesse "House of Wax" foi sua trilha sonora incidental. Com uma linha de flauta irritante em sua melodia ela acabou atrapalhando um pouco justamente nos momentos mais tensos da estória. Mesmo assim, não é algo com se preocupar, pois não chega a ser um problema. No fundo é apenas fruto de uma época. Enfim, de maneira em geral é um terror muito bom, com aquele charme nostálgico que só melhorou com os anos. Não é de se admirar que seja um filme tão cultuado pelos fãs de terror até os dias de hoje!
Museu de Cera (House of Wax, Estados Unidos, 1953) Estúdio: Warner Bros / Direção: André De Toth / Roteiro: Crane Wilbur, Charles Belden / Elenco: Vincent Price, Carolyn Jones, Charles Bronson, Phyllis Kirk / Sinopse: Talentoso artista, especializado em fazer bonecos de cera de pessoas famosas da história, acaba ficando deformado por causa de um incêndio causado por seu sócio. Ao sobreviver as chamas decide então promover sua vingança contra todos aqueles que lhe fizeram mal no passado.
Pablo Aluísio.
domingo, 22 de novembro de 2020
Farsa Trágica
Todo cinéfilo que se preze, sabe que Vincent Price foi um dos maiores nomes dos filmes de terror na era clássica do cinema americano. Alto, elegante, geralmente emprestava sua peculiar imagem para fitas que marcaram época. Na vida pessoal era um homem muito culto, amante das artes e de fino humor. Seu bom humor inclusive pode ser conferido aqui em "Farsa Trágica" onde Vincent não se furta de rir de si mesmo. Afinal de contas saber lidar com sua imagem cinematográfica a ponto de rir dela, sem traumas ou desculpas, é o que diferencia os grande mitos dos meros narcisistas da tela. Nessa produção Vincent Price interpreta Waldo Trumbull, um agente funerário bem picareta. Ele finge enterrar as pessoas em elegantes caixões vendidos a preço de ouro para logo depois jogar os pobres falecidos na terra nua, com o objetivo de vender o mesmo caixão várias vezes para outros clientes, por anos a fio. Ele é ajudado por seu subalterno, Felix Gillie (Peter Lorre), um pobre diabo, que aguenta todas as humilhações possíveis simplesmente porque nutre uma paixão pela mulher de seu patrão. Beberrão, sem papas na língua, o personagem de Price é assumidamente um pilantra que não pensa duas vezes ao passar a perna em seus clientes.
As coisas porém andam de mal a pior. Ele tem cada vez menos enterros e sua funerária corre o risco até de ser despejada por não pagar o aluguel há um ano! Pressionado pelo proprietário do imóvel (em magistral interpretação de Basil Rathbone, o eterno interprete de Sherlock Holmes), não resta outro alternativa ao personagem de Price a não ser procurar por soluções mais radicais. Já que seu ramo é o da morte e as pessoas estão vivendo muito mais do que o esperado, ele decide então dar uma ajudinha aos velhinhos da cidade! Em situações de puro humor negro, o agente funerário começa a ele mesmo matar seus futuros "clientes". Como se pode perceber "Farsa Trágica" é uma comédia de terror das mais espirituosas e engraçadas. Vincent Price está cercado por um elenco magistral, onde vários grandes mitos dos filmes de terror da era de ouro de Hollywood estão reunidos. O grande Boris Karloff, por exemplo, está hilário como o sogro muito velho de Price. O veneno aqui é usado em cenas bem divertidas. Com esse papel ele mostra que tinha um especial talento para comédias. Sem dúvida é um dos mais divertidos filmes do gênero. Ah, e antes que me esqueça, vale a citação também do gatinho Rhubarb que consegue roubar várias cenas com sua "atuação". Enfim, não deixe de assistir a essa deliciosa e divertida comédia de humor negro no mais puro estilo britânico.
Farsa Trágica (The Comedy of Terrors, Estados Unidos, 1963) Direção: Jacques Tourneur / Roteiro: Richard Matheson / Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Basil Rathbone / Sinopse: Agente funerário (Price) quase falido resolve dar cabo dos velhinhos da cidade para conseguir mais "clientes" para seus serviços. O plano porém dá errado quando um deles volta da tumba para acertar suas contas com ele.
Pablo Aluísio.
As coisas porém andam de mal a pior. Ele tem cada vez menos enterros e sua funerária corre o risco até de ser despejada por não pagar o aluguel há um ano! Pressionado pelo proprietário do imóvel (em magistral interpretação de Basil Rathbone, o eterno interprete de Sherlock Holmes), não resta outro alternativa ao personagem de Price a não ser procurar por soluções mais radicais. Já que seu ramo é o da morte e as pessoas estão vivendo muito mais do que o esperado, ele decide então dar uma ajudinha aos velhinhos da cidade! Em situações de puro humor negro, o agente funerário começa a ele mesmo matar seus futuros "clientes". Como se pode perceber "Farsa Trágica" é uma comédia de terror das mais espirituosas e engraçadas. Vincent Price está cercado por um elenco magistral, onde vários grandes mitos dos filmes de terror da era de ouro de Hollywood estão reunidos. O grande Boris Karloff, por exemplo, está hilário como o sogro muito velho de Price. O veneno aqui é usado em cenas bem divertidas. Com esse papel ele mostra que tinha um especial talento para comédias. Sem dúvida é um dos mais divertidos filmes do gênero. Ah, e antes que me esqueça, vale a citação também do gatinho Rhubarb que consegue roubar várias cenas com sua "atuação". Enfim, não deixe de assistir a essa deliciosa e divertida comédia de humor negro no mais puro estilo britânico.
Farsa Trágica (The Comedy of Terrors, Estados Unidos, 1963) Direção: Jacques Tourneur / Roteiro: Richard Matheson / Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Basil Rathbone / Sinopse: Agente funerário (Price) quase falido resolve dar cabo dos velhinhos da cidade para conseguir mais "clientes" para seus serviços. O plano porém dá errado quando um deles volta da tumba para acertar suas contas com ele.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 22 de maio de 2020
Baleias de Agosto
Título no Brasil: Baleias de Agosto
Título Original: The Whales of August
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Nelson Entertainment
Direção: Lindsay Anderson
Roteiro: David Berry
Elenco: Bette Davis, Lillian Gish, Vincent Price, Mary Steenburgen, Ann Sothern, Harry Carey Jr
Sinopse:
Baseado na peça teatral escrita por David Berry, o filme conta a história de duas irmãs idosas, chamadas Libby Strong (Bette Davis) e Sarah Webber (Lillian Gish), que moram na Filadélfia, mas que no verão ficam juntas na cabana da família em uma ilha na costa do Maine. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante (Ann Sothern).
Comentários:
Filme maravilhoso, contando com duas grandes veteranas da história do cinema, Bette Davis e Lillian Gish. A história do filme é basicamente uma alegoria que poderia ser relacionada à vida das próprias atrizes, aqui no crepúsculo de suas vidas. Inclusive foi o penúltimo filme de Davis, que viria a falecer dois anos depois. E como ela está grandiosa nesse filme, mesmo interpretando uma mulher que está chegando ao fim de sua vida. O roteiro valoriza bastante a diferença de personalidades das duas irmãs. Uma tenta ainda manter uma vida com energia, otimismo. Ela tem planos e adora a vida. A outra sente o peso da velhice. Está praticamente cega, tem uma personalidade mais introvertida e percebe que o fim está próximo. Mesmo assim elas procuram uma ligação emocional, não apenas com o lugar, que fez parte da história familiar delas, como também com conhecidos e vizinhos. Um filme belo, com um roteiro que traz muitas lições de vida. A chegada da idade também é a chegada da sabedoria e da plenitude para muitos.
Pablo Aluísio.
Título Original: The Whales of August
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Nelson Entertainment
Direção: Lindsay Anderson
Roteiro: David Berry
Elenco: Bette Davis, Lillian Gish, Vincent Price, Mary Steenburgen, Ann Sothern, Harry Carey Jr
Sinopse:
Baseado na peça teatral escrita por David Berry, o filme conta a história de duas irmãs idosas, chamadas Libby Strong (Bette Davis) e Sarah Webber (Lillian Gish), que moram na Filadélfia, mas que no verão ficam juntas na cabana da família em uma ilha na costa do Maine. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante (Ann Sothern).
Comentários:
Filme maravilhoso, contando com duas grandes veteranas da história do cinema, Bette Davis e Lillian Gish. A história do filme é basicamente uma alegoria que poderia ser relacionada à vida das próprias atrizes, aqui no crepúsculo de suas vidas. Inclusive foi o penúltimo filme de Davis, que viria a falecer dois anos depois. E como ela está grandiosa nesse filme, mesmo interpretando uma mulher que está chegando ao fim de sua vida. O roteiro valoriza bastante a diferença de personalidades das duas irmãs. Uma tenta ainda manter uma vida com energia, otimismo. Ela tem planos e adora a vida. A outra sente o peso da velhice. Está praticamente cega, tem uma personalidade mais introvertida e percebe que o fim está próximo. Mesmo assim elas procuram uma ligação emocional, não apenas com o lugar, que fez parte da história familiar delas, como também com conhecidos e vizinhos. Um filme belo, com um roteiro que traz muitas lições de vida. A chegada da idade também é a chegada da sabedoria e da plenitude para muitos.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Meu Reino Por um Amor
Grande momento da carreira da atriz Bette Davis e um dos filmes mais lembrados por sua grande atuação. Aqui ela encontrou um papel à altura de sua personalidade única. Ela interpreta a rainha Elizabeth I, que ficou conhecida na história como a "rainha virgem" pois nunca se casou e nem deixou herdeiros. Quando o filme começa ela está pronta para receber um de seus comandantes, o Conde de Essex (Errol Flynn). Ele está triunfante pois venceu uma grande batalha contra a Espanha e sua armada. A rainha porém não está satisfeita pois esperava que a campanha lhe trouxesse muitos tesouros dos navios espanhóis. Ao invés disso tudo foi para o fundo do mar. O interessante é que por baixo do jogo de aparências a rainha ama aquele homem, tem verdadeira paixão por ele. Seu comportamento é até mesmo uma forma de despistar dos outros lordes. Os seus verdadeiros sentimentos ficam escondidos em encontros secretos com seu amado. Em pouco tempo ela volta para seus braços.
O roteiro do filme foi baseado em fatos históricos reais, inclusive não abrindo mão do trágico destino que acabou envolvendo esse romance. Bette Davis está ótima como a monarca inglesa, inclusive usando figurinos e maquiagem bem pesadas, típicos da época. Isso significou que ela precisou até mesmo cortar parte de seu cabelo para fazer jus aos problemas de calvície que atingia a rainha. A Elizabeth I foi uma mulher complexa, cheia de traumas por causa da velhice e da perda da juventude (algo retratado no filme). A estrutura do roteiro desse filme é bem teatral pois foi baseado numa peça. Só que em nenhum momento cansa o espectador. Além disso tem ótimos diálogos que prendem a atenção. Enfim, um filme realmente digno dessa histórica rainha inglesa.
Meu Reino Por um Amor (The Private Lives of Elizabeth and Essex, Estados Unidos, 1939) Direção: Michael Curtiz / Roteiro: Norman Reilly Raine, Eneas MacKenzie / Elenco: Bette Davis, Errol Flynn, Olivia de Havilland, Vincent Price / Sinopse: O filme resgata a história de amor envolvendo a rainha Elizabeth I (Davis) e o Conde de Essex (Flynn) durante o século XVI. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Fotografia (W. Howard Greene, Sol Polito), Melhor Direção de Arte (Anton Grot), Melhor Som (Nathan Levinson), Melhores Efeitos Especiais (Byron Haskin, Nathan Levinson) e Melhor Música (Erich Wolfgang Korngold).
Pablo Aluísio.
O roteiro do filme foi baseado em fatos históricos reais, inclusive não abrindo mão do trágico destino que acabou envolvendo esse romance. Bette Davis está ótima como a monarca inglesa, inclusive usando figurinos e maquiagem bem pesadas, típicos da época. Isso significou que ela precisou até mesmo cortar parte de seu cabelo para fazer jus aos problemas de calvície que atingia a rainha. A Elizabeth I foi uma mulher complexa, cheia de traumas por causa da velhice e da perda da juventude (algo retratado no filme). A estrutura do roteiro desse filme é bem teatral pois foi baseado numa peça. Só que em nenhum momento cansa o espectador. Além disso tem ótimos diálogos que prendem a atenção. Enfim, um filme realmente digno dessa histórica rainha inglesa.
Meu Reino Por um Amor (The Private Lives of Elizabeth and Essex, Estados Unidos, 1939) Direção: Michael Curtiz / Roteiro: Norman Reilly Raine, Eneas MacKenzie / Elenco: Bette Davis, Errol Flynn, Olivia de Havilland, Vincent Price / Sinopse: O filme resgata a história de amor envolvendo a rainha Elizabeth I (Davis) e o Conde de Essex (Flynn) durante o século XVI. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Fotografia (W. Howard Greene, Sol Polito), Melhor Direção de Arte (Anton Grot), Melhor Som (Nathan Levinson), Melhores Efeitos Especiais (Byron Haskin, Nathan Levinson) e Melhor Música (Erich Wolfgang Korngold).
Pablo Aluísio.
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