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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Operação Lioness

Operação Lioness
Lioness, originalmente lançada como Special Ops: Lioness, estreou no Paramount+ em 23 de julho de 2023, criada e escrita por Taylor Sheridan, um dos principais nomes da televisão americana contemporânea e responsável por produções como Yellowstone, 1883 e Mayor of Kingstown. A série foi concebida como um thriller de espionagem e ação inspirado no programa militar americano conhecido como Lioness, no qual mulheres eram utilizadas em operações de inteligência e contato com mulheres em ambientes onde soldados homens enfrentavam limitações operacionais. O elenco principal da primeira temporada reuniu Zoe Saldaña, Laysla De Oliveira, Nicole Kidman, Michael Kelly, Dave Annable e LaMonica Garrett, enquanto Morgan Freeman assumiu posteriormente um dos papéis políticos mais importantes da produção. Saldaña interpreta Joe, uma agente experiente encarregada de coordenar operações clandestinas para a CIA, enquanto Laysla De Oliveira vive Cruz Manuelos, uma jovem fuzileira recrutada para uma missão extremamente perigosa. A trama acompanha o treinamento de Cruz e sua infiltração no círculo social de Aaliyah, filha de um importante terrorista, enquanto Joe tenta controlar a operação e, simultaneamente, administrar os problemas de sua própria família. A série combina espionagem, operações militares, terrorismo, conflitos políticos e drama familiar, mostrando tanto as missões de campo quanto o desgaste psicológico provocado pela vida clandestina.

A reação da crítica à primeira temporada foi mista, embora praticamente todos os avaliadores reconhecessem a qualidade do elenco e das cenas de ação. No The New York Times, Mike Hale considerou que a série parecia "muito semelhante" a outros thrillers de contraterrorismo, embora reconhecesse o impacto visceral das sequências de ação. A Variety, em crítica de Alison Herman, foi mais severa e argumentou que a abordagem de Sheridan ao protagonismo feminino acabava servindo à lógica do complexo militar-industrial. Já o The Hollywood Reporter resumiu sua avaliação de maneira bastante dura, chamando a série de "great army ad, lackluster drama". A crítica americana, portanto, não rejeitou completamente a produção, mas apontou que o roteiro frequentemente ficava atrás da qualidade dos atores e da dimensão de sua produção. O Entertainment Weekly atribuiu nota C+, classificando Lioness como um drama de inteligência apenas razoável que escapava da mediocridade graças às suas duas protagonistas. Em contrapartida, o Chicago Sun-Times considerou que a produção tinha todos os elementos de um thriller militar de espionagem envolvente. No Rotten Tomatoes, a primeira temporada terminou com apenas 54% de aprovação da crítica, contra 76% do público, mostrando claramente a diferença entre a recepção especializada e a reação dos espectadores.

Na crítica britânica, a recepção também foi dividida, mas houve reconhecimento maior do valor de entretenimento. A revista Empire deu três estrelas de cinco e afirmou que, apesar de ocasionalmente esticar a credibilidade, Sheridan conseguia misturar ação explosiva de espionagem com problemas domésticos de maneira bastante absorvente. O Daily Telegraph, por sua vez, classificou a série como um thriller de ação eficaz, embora superficial, observando que lhe faltava a complexidade de Homeland e criticando diálogos considerados excessivamente artificiais. O London Evening Standard foi mais favorável e destacou particularmente Zoe Saldaña, descrita como "cool, calculated, self-restrained" no papel de Joe. Apesar das críticas, a produção conseguiu reconhecimento em importantes premiações. Zoe Saldaña venceu o Critics Choice Super Award de Melhor Atriz em Série de Ação, enquanto a série recebeu indicações em diferentes premiações, incluindo os Asia Contents Awards & Global OTT Awards e os Critics Choice Television Awards. Em 2025, Lioness recebeu ainda uma indicação ao Emmy na categoria de Outstanding Stunt Coordination for Drama Programming, demonstrando que a qualidade de suas sequências de ação passou a ser reconhecida pela indústria.

Diferentemente de um filme convencional, Lioness não possui uma bilheteria tradicional, pois é uma produção de streaming distribuída pelo Paramount+. O desempenho comercial, portanto, deve ser medido principalmente pela capacidade de atrair e manter assinantes e pela repercussão da série dentro da plataforma. A produção recebeu uma segunda temporada, lançada em 27 de outubro de 2024, o que demonstrou que o Paramount+ considerou satisfatório seu desempenho inicial. A segunda temporada ampliou significativamente a escala da narrativa, trazendo novamente Zoe Saldaña, Nicole Kidman, Michael Kelly e Morgan Freeman, e apresentou uma nova missão envolvendo a agente Josie Carrillo, interpretada por Genesis Rodriguez. A recepção do público continuou mais positiva que a da crítica: a primeira temporada possui 76% de aprovação dos espectadores no Rotten Tomatoes, enquanto a segunda chegou a 73%, apesar de algumas críticas à complexidade do roteiro. O sucesso da franquia ficou ainda mais evidente com a renovação para uma terceira temporada, que estreou em 2 de agosto de 2026. Atualmente, a terceira temporada apresenta 85% de aprovação da crítica e 83% do público no Rotten Tomatoes, uma melhora expressiva em relação à estreia da série.

Atualmente, Lioness apresenta uma trajetória interessante: começou recebendo críticas bastante divididas, mas foi conquistando uma reputação melhor a cada temporada. A segunda temporada obteve 90% no Rotten Tomatoes, e o TVLine chegou a classificá-la como "one of the year's best TV shows", destacando a atuação de Zoe Saldaña e a ampliação da escala política e militar da narrativa. A terceira temporada, ainda em exibição em agosto de 2026, parece consolidar essa evolução. Os críticos destacaram a mudança de escala e o aprofundamento dos conflitos pessoais de Joe. O Metacritic registra atualmente média de 76/100, com 80% das críticas consideradas positivas, enquanto o Rotten Tomatoes marca 85% de aprovação. A terceira temporada também introduziu uma narrativa mais ligada à tensão entre Estados Unidos e Rússia, à guerra na Ucrânia, à inteligência artificial e às novas formas de guerra tecnológica. A avaliação atual, portanto, é de que Lioness deixou de ser apenas mais uma produção de ação de Taylor Sheridan e passou a ocupar uma posição mais sólida entre os thrillers de espionagem da televisão contemporânea. Mesmo permanecendo controversa por seu patriotismo, violência e visão política, a série encontrou uma identidade própria e possui potencial para continuar por várias temporadas.

Operação Lioness (Lioness, Estados Unidos, 2023) Direção: Taylor Sheridan, John Hillcoat, Anthony Byrne e outros diretores ao longo das temporadas / Roteiro: Taylor Sheridan / Elenco: Zoe Saldaña, Laysla De Oliveira, Nicole Kidman, Michael Kelly, Morgan Freeman e Genesis Rodriguez / Sinopse: Uma agente da CIA coordena uma equipe clandestina formada por mulheres encarregadas de infiltrar-se em ambientes extremamente perigosos, enquanto tenta conciliar operações secretas, conflitos políticos e as consequências de sua profissão sobre sua própria família.

Erick Steve. 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Avatar: O Caminho da Água

Avatar: O Caminho da Água
Avatar: O Caminho da Água estreou mundialmente em 16 de dezembro de 2022, marcando o aguardado retorno do diretor James Cameron ao universo de Pandora, treze anos após o lançamento do primeiro Avatar (2009). Produzido pela 20th Century Studios em parceria com a Lightstorm Entertainment, o filme representou um dos projetos mais ambiciosos da história do cinema, utilizando tecnologias inéditas de captura de movimento subaquática e efeitos visuais de última geração, desenvolvidos ao longo de vários anos. O elenco principal reuniu o retorno de Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Joel David Moore, CCH Pounder e Giovanni Ribisi, além da entrada de Kate Winslet, Cliff Curtis, Edie Falco, Jemaine Clement e Brendan Cowell. Cameron passou mais de uma década aperfeiçoando o roteiro e planejando simultaneamente diversas continuações, transformando a produção em um enorme empreendimento técnico e artístico. A história acompanha Jake Sully e Neytiri vivendo com seus filhos nas florestas de Pandora até que o retorno do coronel Quaritch, agora em um corpo Na'vi recombinante, obriga a família a fugir para os oceanos do planeta. Refugiados entre o povo Metkayina, eles precisam aprender uma nova forma de viver enquanto enfrentam novamente a ameaça da exploração humana, em uma aventura que mistura ação, drama familiar, preservação ambiental e espetaculares batalhas marítimas.

A recepção da crítica norte-americana foi amplamente positiva, embora alguns veículos tenham ressaltado que a narrativa era menos inovadora do que a tecnologia empregada na produção. O The New York Times elogiou a grandiosidade visual do filme, afirmando que James Cameron havia criado "um espetáculo de rara beleza que redefine novamente o cinema de grande escala". A Variety destacou que o diretor "continua sendo o maior cineasta de espetáculos do planeta", enfatizando a impressionante construção do universo aquático de Pandora. O Los Angeles Times escreveu que a experiência era "deslumbrante do começo ao fim", mesmo observando que a história seguia uma estrutura relativamente convencional. Já a revista Premiere considerou que Cameron havia elevado os padrões da produção digital contemporânea, enquanto críticas publicadas na The New Yorker reconheceram a excelência técnica, embora apontassem que o longa dedicava muito tempo à contemplação visual em detrimento do desenvolvimento dramático. No geral, predominou a percepção de que Avatar: O Caminho da Água representava um marco tecnológico capaz de justificar plenamente sua longa espera.

Na Europa, a recepção foi igualmente bastante favorável. No Reino Unido, jornais como The Guardian, The Daily Telegraph e The Times elogiaram a monumental direção de James Cameron e a experiência proporcionada nas salas IMAX e em 3D. O The Guardian descreveu a obra como "um triunfo visual extraordinário", enquanto o The Daily Telegraph afirmou que Cameron permanecia "o mestre absoluto do blockbuster moderno". Na França, veículos como Le Monde, Le Figaro e Cahiers du Cinéma destacaram especialmente o refinamento artístico das imagens submarinas e a ambição da produção, ainda que alguns críticos franceses observassem que o roteiro seguia caminhos previsíveis. O filme recebeu diversas indicações importantes durante a temporada de premiações, incluindo quatro indicações ao Oscar, vencendo o prêmio de Melhores Efeitos Visuais. Também foi indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor para James Cameron, além de conquistar várias indicações ao BAFTA e a importantes premiações técnicas da indústria cinematográfica.

Com um orçamento estimado entre US$ 350 milhões e US$ 460 milhões, Avatar: O Caminho da Água tornou-se uma das produções mais caras da história do cinema. Apesar das dúvidas iniciais sobre sua capacidade de repetir o sucesso do primeiro filme, o longa rapidamente transformou-se em um fenômeno mundial. Nos Estados Unidos arrecadou aproximadamente US$ 684 milhões, enquanto o mercado internacional respondeu por cerca de US$ 1,64 bilhão, levando sua bilheteria global a ultrapassar US$ 2,32 bilhões. O filme encerrou sua carreira como a terceira maior bilheteria da história do cinema naquele momento, atrás apenas de Avatar e Vingadores: Ultimato. Além do enorme sucesso financeiro, a reação do público foi extremamente positiva, refletida nas excelentes avaliações do CinemaScore, nas altas notas em plataformas de avaliação e na forte permanência nas salas durante várias semanas. O desempenho confirmou que o interesse pelo universo criado por James Cameron permanecia extremamente elevado, garantindo imediatamente a continuidade da franquia.

Por se tratar de uma produção relativamente recente, ainda é cedo para definir completamente seu legado histórico, mas o consenso atual é de que Avatar: O Caminho da Água consolidou novamente James Cameron como um dos maiores realizadores de espetáculos cinematográficos da história. O filme continua sendo frequentemente citado como referência absoluta em efeitos visuais, captura de movimento, fotografia digital e exibição em alta resolução. Muitos analistas consideram que sua influência tecnológica será percebida por muitos anos na indústria cinematográfica, especialmente no desenvolvimento de novas técnicas de filmagem subaquática e de animação digital hiper-realista. Além disso, seu extraordinário desempenho comercial praticamente eliminou qualquer dúvida sobre o potencial de longo prazo da franquia Avatar. As sequências planejadas por Cameron passaram a ser vistas como alguns dos projetos mais aguardados do cinema mundial, demonstrando que Pandora continua exercendo enorme fascínio sobre o público de diferentes gerações.

Avatar: O Caminho da Água (Avatar: The Way of Water, Estados Unidos, 2022) Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver, baseado nos personagens criados por James Cameron / Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Kate Winslet e Cliff Curtis. / Sinopse: Anos após derrotar a invasão humana, Jake Sully e sua família buscam refúgio entre um clã oceânico de Pandora enquanto enfrentam o retorno de antigos inimigos e lutam para proteger seu novo lar.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Avatar: Fogo e Cinzas

Avatar: Fogo e Cinzas
O filme Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash) foi lançado mundialmente em 19 de dezembro de 2025, com estreia no Brasil ocorrendo em 18 de dezembro de 2025. A direção ficou novamente a cargo de James Cameron, que também co-assinou o roteiro com Rick Jaffa e Amanda Silver, dando continuidade à saga iniciada com Avatar (2009) e Avatar: O Caminho da Água (2022). O elenco inclui Sam Worthington como Jake Sully, Zoe Saldaña como Neytiri, além de Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis e Kate Winslet, entre outros nomes que ampliam o universo de Pandora. A história parte logo após os eventos de O Caminho da Água, com Jake, Neytiri e sua família enfrentando as consequências de perdas profundas e uma nova ameaça representada pelo violento Povo das Cinzas, uma tribo Na’vi forjada por tragédias naturais e raiva acumulada, estabelecendo um conflito épico e emocional para o destino final dos personagens ou da própria Pandora.

Logo após sua estreia, Avatar: Fogo e Cinzas recebeu uma reação crítica mista a majoritariamente positiva, com comentários recorrentes sobre sua grandiosidade visual e ambição técnica. A imprensa destacou que o filme representa um dos maiores espetáculos cinematográficos do ano, impulsionado pelos efeitos visuais e imersão sensorial que se tornaram a marca registrada da franquia. Muitos críticos elogiaram a forma como Cameron expande o mundo de Pandora e desenvolve sequências de ação e confrontos tribais com grande escala e impacto. Há também reconhecimento do esforço narrativo em explorar temas como luto, trauma e divisão cultural entre espécies. Alguns textos ressaltaram que o longa eleva o padrão técnico do cinema blockbuster contemporâneo, sendo considerado por muitos críticos um exemplo de cinema épico visual de alto nível.

Por outro lado, nem todas as críticas foram entusiasmadas. Uma parcela da imprensa e dos críticos especializados apontou que Fogo e Cinzas peca por repetir elementos narrativos dos filmes anteriores, com alguns considerando o roteiro mais familiar e menos inovador do que se poderia esperar para um terceiro capítulo de uma saga tão ambiciosa. A pontuação em agregadores de crítica mostrou um nível sólido, mas inferior aos dos longas anteriores da série, refletindo um debate crítico mais dividido: enquanto a técnica é geralmente elogiada, a narrativa e o desenvolvimento de personagens receberam observações mais cautelosas. Esse mix resultou em uma recepção crítica que pode ser descrita como positiva, porém moderada em comparação com os predecessores.

No aspecto comercial, Avatar: Fogo e Cinzas foi um enorme sucesso. O filme superou a marca de US$ 1,08 bilhão em arrecadação global, consolidando-se como a terceira maior bilheteria de 2025 e um dos poucos lançamentos daquele ano a ultrapassar o marco de um bilhão de dólares mundialmente. Essas cifras, que incluem mais de US$ 300 milhões nos Estados Unidos e cerca de US$ 777 milhões no mercado internacional, reforçam a força contínua da franquia como fenômeno de público mesmo diante de debates críticos sobre sua narrativa. A performance comercial certamente influenciará os planos futuros da saga, com as sequências Avatar 4 e Avatar 5 já planejadas e em diferentes estágios de produção, dependendo da recepção contínua da trilogia nos próximos anos.

Atualmente, Avatar: Fogo e Cinzas é visto como um capítulo importante na franquia, ainda que com divisões entre críticos e público quanto ao seu impacto narrativo. Muitos espectadores destacam as batalhas épicas, o aprofundamento emocional dos protagonistas e a impressionante realização técnica como pontos fortes que merecem ser apreciados no cinema, especialmente em formatos como IMAX ou 3D. Em contrapartida, há críticas de que o filme não expande significativamente a mitologia da saga ou apresenta inovações narrativas profundas, o que gerou um debate mais amplo sobre o futuro criativo da franquia. No balanço geral, a obra é considerada um marco visual e um sucesso de público, mas sua posição no panteão dos melhores filmes da série ainda é objeto de discussão entre fãs e analistas cinematográficos.

Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash, Estados Unidos, 2025) Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver (baseado em personagens criados por James Cameron) / Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis / Sinopse: Após as devastadoras consequências dos conflitos anteriores, Jake Sully e Neytiri enfrentam uma nova e implacável ameaça emergente das tribos Na’vi de Pandora, envolvendo luto, guerra e alianças improváveis em uma jornada que testa coragem, identidade e sobrevivência.

Erick Steve.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Emilia Pérez

Título no Brasil: Emilia Pérez 
Título Original: Emilia Pérez 
Ano de Lançamento: 2024 
País: França 
Estúdio: Pathé / Page 114 
Direção: Jacques Audiard 
Roteiro: Jacques Audiard 
Elenco: Karla Sofía Gascón, Zoe Saldaña, Selena Gomez, Adriana Paz, Édgar Ramírez 

Sinopse:
Um violento e sanguinário traficante de drogas, líder de um poderoso cartel mexicano, decide mudar tudo em sua vida. Há muitos anos ele tem esse sonho de mudar de sexo. Então contrata uma jovem advogada para lhe ajudar nesse seu objetivo pessoal. Ao mudar de sexo, muda também de identidade, mas não consegue romper todos os laços com o passado, principalmente em relação aos seus filhos menores de idade. Agora, como Emilia Pérez, tenta se reaproximar dos seus filhos, ao mesmo tempo em que não pode se revelar a eles como seu antigo pai. 

Comentários: 
Esse filme tem uma mistura de gêneros cinematográficos bem interessante. Ao mesmo tempo em que conta uma história que poderíamos qualificar como barra pesada, adota o estilo dos musicais! Poucas vezes, em minha longa vida de cinéfilo, vi algo parecido. E o mais interessante de tudo é que no final essa mescla de estilos até que funciona muito bem! No Brasil as lentes de uma avaliação isenta sobre o filme foram ofuscadas por causa do Oscar. "Emilia Pérez" foi o grande rival de "Ainda Estou Aqui" na premiação. Os brasileiros, por essa razão, assumiram uma atitude de clubismo contra o filme, o boicotando, o destruindo nas redes sociais. Tudo bobagem! Até porque a atriz Karla Sofía Gascón falou tanta besteira em suas redes sociais durante a fase preparativa do Oscar, que ela mesma boicotou o seu filme, mesmo que de forma involuntária. Esqueça tudo isso. Aprecie o filme por seus méritos cinematográficos e não se engane sobre isso, estão todos lá. É sem dúvida um bom filme. 

Pablo Aluísio.