quarta-feira, 17 de junho de 2026

Terror na Penumbra

Terror na Penumbra
Uma mãe perde a guarda da filha para o Estado que a envia para um orfanato administrado por uma série de filantropos ricos, pertencentes a fina flor da elite britânica. Assim que ela chega no lugar uma série de crimes violentos começam a ocorrer. E as vítimas são justamente esses senhores e senhoras ricas que mantém o lugar. São chamados de curadores pelos funcionários do lugar. Para investigar um Coronel (Christopher Lee) e um patologista forense (Peter Cushing) começam a seguir pistas para entender o que de fato estaria acontecendo. 

Esse filme, também conhecido como "Enigma Fatal" é uma produção do terror clássico do cinema britânico durante os anos 70. Começa bem devagar, em um enredo que me deixou perplexo a maior parte do tempo. Eu pensei que iria assistir a um filme de terror, mas parecia ser apenas mais um drama familiar da época. Tudo levaria a crer, durante a maior parte do filme, que se trata da dolorosa luta de uma mãe (um tanto desequilibrada) para reaver a filha, levada para um orfanato. Só no finalzinho do filme, na última cena mesmo, nos últimos minutos, é que o elemento "terror" se faz presente. E é uma daquelas soluções dignas de "Amazing Stories" ou "Além da Imaginação". Claro, muita gente vai achar absurdo, mas eu curti! Fazia parte do jogo nesse tipo de roteiro. Não nego que seja absurda a conclusão, mas que diverte também, olha, isso ninguém poderá negar!

Terror na PenumbraEnigma Fatal (Nothing But the Night, Reino Unido, 1973) Direção: Peter Sasdy / Roteiro: Brian Hayles, John Blackburn / Elenco: Christopher Lee, Peter Cushing, Diana Dors / Sinopse: Um investigar e um patologista forense passam a investigar uma série de estranhas mortes envolvendo curadores de um orfanato na Inglaterra. E por trás de tudo parece haver algo simplesmente aterrorizante!

Pablo Aluísio.

terça-feira, 16 de junho de 2026

O Oeste Selvagem

O filme "Buffalo Bill and the Indians" (no Brasil, O Oeste Selvagem) é um filme inteligente, bem escrito, do aclamado diretor Robert Altman que aqui prova mais uma vez seu grande talento como cineasta. O roteiro conta a histórica verídica do grande mito do western americano Buffalo Bill. O personagem por si só já era extremamente rico em detalhes e nuances e caiu como uma luva nessa película que brinca com o imaginário popular ianque. Para quem não sabe Buffalo Bill (nome artístico de William Cody) foi um verdadeiro Barão de Munchausen da história dos Estados Unidos. Pródigo em contar lorotas e inventar histórias sobre si mesmo que nunca aconteceram na vida real, Bill criou toda uma mitologia em torno de si. Um dia teve a brilhante ideia de criar todo um show em cima de suas fantasias e acabou criando um espetáculo com alto teor circense composto por cowboys falsos, índios de araque e bandidos de mentirinha. Era denominado Oeste Selvagem e foi uma mina de ouro para seu criador, o tornando extremamente rico e bem sucedido. Embora fosse um mentiroso contumaz, Bill acabou criando, sem querer, todos os clichês que até hoje conhecemos da mitologia do western. Os filmes mudos, surgidos no nascimento do cinema, eram claramente inspirados nas encenações do espetáculo de Buffalo, que também teve sua mitológica figura explorada por vários filmes do gênero nos anos seguintes à sua morte.

Em "Buffalo Bill and the Indians", somos levados a conhecer um período bem interessante da vida de Bill, quando ele contratou um mito de verdade do velho oeste para estrelar seu show, o cacique Touro Sentado, famoso por seus feitos contra o exército americano. As cenas em que ambos contracenam mostram verdadeiros duelos entre o personagem de ficção auto inventado e o homem que realmente vivenciou toda a luta pela conquista do oeste selvagem (Touro Sentado). O farsante e o real em lados opostos. Enquanto um vive de contar mentiras sobre si mesmo o outro tenta apenas sobreviver com o pouco de dignidade que ainda lhe resta e de quebra tenta ajudar seu povo, nessa altura da história completamente subjugado pelos brancos. O choque entre a dura realidade e a mais pura fantasia escapista é o grande mérito dessa brilhante e ácida crítica em cima da construção de mitos irreais, que é bem típica da sociedade consumista e vazia dos norte-americanos.

Paul Newman na pele do deslumbrado ídolo está perfeito, numa daquelas atuações que dificilmente esquecemos. A própria surrealidade do cotidiano de Bill (que gostava de namorar cantoras de óperas fracassadas), reforça e torna ainda mais forte sua caracterização. Por fim temos uma participação extremamente inspiradora do grande mito Burt Lancaster. Fazendo o papel de uma pessoa do passado de Bill (que obviamente conhece todas as suas invencionices), Lancaster empresta uma dignidade ímpar a essa película. Sem dúvida Buffalo Bill and the Indians é um excelente filme que nos leva a pensar em vários temas relevantes, como a própria destruição da cultura indígena e a dignidade desse povo que foi massacrado impiedosamente pelos colonos americanos. Um libero que merece ser conhecido por todos.

O Oeste Selvagem (Buffalo Bill and the Indians, Estados Unidos, 1976) Direção: Robert Altman / Roteiro: Arthur Kopit e Alan Rudolph / Elenco: Paul Newman, Harvey Keitel, Geraldine Chaplin, Burt Lancaster, Joel Grey, Kevin McCarthy, Allan F. Nicholls / Sinopse: Buffalo Bill (Paul Newman) é um empresário circense que contrata o lendário Touro Sentado para fazer parte de seu show itinerante. Assim ele parte rumo ao interior dos Estados Unidos para mostrar seu novo espetáculo sensacional sobre o velho oeste selvagem. Filme premiado no Berlin International Film Festival.

Pablo Aluísio.

Rio Lobo

Hoje assisti ao filme Rio Lobo, com o grande mito do Western John Wayne. Curiosamente não me lembrava se já o tinha assistido antes ou não. John Wayne fez tantos filmes e tive o privilégio de acompanhar tantos momentos brilhantes desse ator, seja pela TV ou pelo extinto vídeocassete, que sinceramente bateu uma dúvida se já o tinha assistido ou não. De qualquer forma foi um grande prazer reencontrar o velho Duke novamente. Sou fã de carteirinha de longa data do eterno cowboy, tanto que cheguei a manter um site dedicado apenas ao ator por anos. Algumas cenas me soaram familiares como a parte inicial do filme, onde um grupo de soldados do exército confederado rouba um trem de carregamento de ouro dos ianques. Porém para minha surpresa esse é apenas o primeiro ato da película, que se desenvolve excepcionalmente bem nos dois outros atos da trama. Nem vou me alongar em explicar a sinopse pois esse tipo de coisa é facilmente encontrado na net, apenas vou descer alguns comentários pertinentes sobre o filme.

John Wayne está perfeito em sua caracterização de eterno justiceiro do velho oeste. O elenco de apoio também é muito bom, com destaque para o "Tarzan" Mike Henry, que havia largado o papel do Rei das Selvas após sofrer um ataque de um macaco em fúria nos sets de filmagem. Curioso notar que o filme é da fase final da carreira do astro, já entrando na década de 70 e os velhos filmes de cowboy já eram considerados fora de moda por essa época. Mero detalhe. Em nenhum momento sentimos que o filme esteja datado ou ultrapassado, nada disso, ele é brilhantemente fotografado, com ótimas tomadas externas. Não poderia ser diferente, "Rio Lobo" foi dirigido pelo ótimo e lendário diretor Howard Hawks, o mesmo que colecionou tantos momentos inspirados ao lado de John Wayne em sua carreira, como por exemplo, os eternos clássicos "Rio Bravo", "El Dorado" e até o simpático "Hatari!". Howard inclusive costumava transitar bem em todos os gêneros, dos épicos às comédias de costumes como bem podemos conferir no delicioso filme estrelado pela eterna Marilyn Monroe, "Os Homens Preferem as Loiras".

Rio Lobo foi a última parceria entre John Wayne e Howard Hawks e posso dizer que a despedida foi à altura do talento dos dois. Ambos morreriam na segunda metade dos anos 70 (Hawks em 1977 e Wayne em 1979) e deixariam muitas saudades nos amantes dos velhos westerns. Definitivamente a velha escola do gênero não sobreviveria a essa década, pois nos anos 80 os filmes de faroeste iriam cair em um injusto ostracismo, com meros lampejos de sobrevida em filmes como Silverado e similares. Recentemente assisti novamente ao último filme de John Wayne, chamado providencialmente de "O último pistoleiro" e fiquei realmente triste. Os heróis ao estilo de Wayne, durões, certos em suas opiniões, inabaláveis em suas convicções, com extrema força moral, deixaram definitivamente de existir. Em seu lugar surgiram atores que representavam vulnerabilidade, dúvida, incerteza moral. John Wayne, o símbolo máximo do velho oeste deixou saudades. Ainda bem que sempre poderemos relembrar essa grande fase dourada de Hollywood pela extensa fimografia que ele nos legou.

Rio Lobo (Rio Lobo, Estados Unidos, 1970) Estúdio: Twentieth Century Fox / Direção: Howard Hawks / Roteiro de Burton Wohl e Leigh Brackett / Elenco: John Wayne, Jorge Rivero, Mike Henry, Jennifer O'Neill, Christopher Mitchum, Susana Dosamantes / Sinopse: Após a guerra civil americana um Coronel do exército americano chamado Cord McNally (John Wayne) parte em busca do paradeiro de um traidor de guerra.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Larápios

Título no Brasil: Larápios
Título Original: I Was a Shoplifter
Ano de Lançamento: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Charles Lamont
Roteiro: Irwin Gielgud
Elenco: Scott Brady, Mona Freeman, Andrea King, Tony Curtis, Rock Hudson

Sinopse:
Jovem é presa após furtar objetos em uma grande loja de departamentos. Na central de polícia lhe é oferecido um acordo. Ela não irá presa, mas vai colaborar com os policiais, se tornando informante, para que os demais criminosos da região, ladrões em especial, sejam identificados e presos pelos detetives do Departamento de Polícia. 

Comentários:
Um cult movie do chamado cinema noir. Esse foi um movimento cinematográfico bem interessante surgido dentro da indústria americana. Copiando a estética de filmes europeus, usando principalmente do jogo de luzes e sombras, com tramas envolvendo investigações policiais e personagens sórdidos, foi um excelente investimento para os estúdios de Hollywood. Custavam pouco e faturavam bem nas bilheterias. Aqui a Universal colocou seu time de jovens atores, astros em potencial na época, para ir pegando experiência no cinema. Entre eles temos Rock Hudson e Tony Curtis. Eram jovens e ainda desconhecidos do grande público. Ambos iriam se tornar campeões de bilheteria nos anos que viriam. É um bom filme, bem de acordo com a filosofia noir. Por isso acabou se tornando, com o passar dos anos, um dos mais conhecidos exemplares do gênero. 

Pablo Aluísio.

domingo, 14 de junho de 2026

O Massacre da Sétima Cavalaria

O episódio conhecido popularmente como Massacre da Sétima Cavalaria está relacionado à famosa batalha ocorrida em 25 e 26 de junho de 1876, nas proximidades do rio Little Bighorn, durante as chamadas Guerras Indígenas dos Estados Unidos. O confronto colocou de um lado o 7º Regimento de Cavalaria do Exército norte-americano e, do outro, uma grande aliança de guerreiros lakota, cheyenne do norte e arapaho. O evento tornou-se um dos episódios mais marcantes da expansão territorial americana para o Oeste. Durante o século XIX, o governo dos Estados Unidos procurava ocupar territórios tradicionalmente habitados por povos indígenas, provocando conflitos cada vez mais intensos. A descoberta de ouro em regiões consideradas sagradas pelos nativos agravou ainda mais as tensões. Em resposta às tentativas de remoção forçada, diversas tribos uniram forças para resistir. O resultado foi uma batalha que entraria para a história como uma das maiores derrotas já sofridas pelo Exército americano nas planícies do Oeste. Até hoje, o episódio desperta interesse de historiadores e estudiosos.

A figura central do confronto foi o oficial George Armstrong Custer, um veterano da Guerra Civil Americana que gozava de grande prestígio nacional. Convencido de que enfrentaria um grupo relativamente pequeno de indígenas, Custer decidiu dividir suas tropas para realizar um ataque rápido. Entretanto, as informações disponíveis eram incorretas. Na realidade, milhares de indígenas encontravam-se reunidos em um enorme acampamento próximo ao rio Little Bighorn. Ao avançar com parte de seus homens, Custer acabou cercado por forças muito superiores em número. O combate transformou-se rapidamente em uma luta desesperada pela sobrevivência. A resistência dos soldados foi intensa, mas insuficiente para conter o avanço dos guerreiros indígenas. Em poucas horas, o destacamento comandado por Custer foi completamente destruído. O próprio oficial morreu durante a batalha, juntamente com mais de duzentos soldados. A notícia causou enorme impacto na opinião pública americana.

Entre os líderes indígenas que participaram da batalha destacavam-se figuras lendárias como Sitting Bull e Crazy Horse (Touro Sentado e Cavalo Louco). Esses chefes haviam se tornado símbolos da resistência contra a expansão dos colonizadores e contra as políticas governamentais que ameaçavam a sobrevivência de seus povos. Para os indígenas, a vitória representou uma importante demonstração de força e unidade diante de um adversário muito poderoso. Os guerreiros conheciam profundamente o terreno e conseguiram coordenar seus ataques de forma eficaz. Além disso, estavam motivados pela defesa de suas famílias, de suas tradições e de suas terras ancestrais. A batalha demonstrou que os povos indígenas ainda possuíam capacidade de resistir militarmente ao avanço dos Estados Unidos. Durante algum tempo, a vitória foi celebrada entre as tribos participantes. Contudo, os acontecimentos posteriores mostrariam que aquela conquista seria apenas temporária. O governo americano intensificaria seus esforços para controlar definitivamente a região.

A repercussão da derrota da Sétima Cavalaria foi enorme em todo o país. Muitos jornais transformaram Custer em uma espécie de herói nacional, retratando-o como um comandante corajoso que havia lutado até o último momento. Ao mesmo tempo, o governo utilizou o episódio para justificar novas campanhas militares contra os povos indígenas das Grandes Planícies. Nos anos seguintes, recursos adicionais foram enviados para a região, aumentando a pressão sobre as tribos que haviam participado da batalha. Diversos grupos indígenas acabaram sendo derrotados, forçados a render-se ou transferidos para reservas. Dessa forma, embora os nativos tenham vencido o confronto de Little Bighorn, a guerra mais ampla acabou favorecendo os interesses do governo dos Estados Unidos. O episódio tornou-se um símbolo das complexas relações entre colonização, expansão territorial e resistência indígena. Sua memória continua sendo objeto de debates históricos. Diferentes interpretações procuram compreender as causas e as consequências do conflito.

Atualmente, a batalha é vista por muitos historiadores como um acontecimento que deve ser analisado sob múltiplas perspectivas. Durante décadas, a narrativa tradicional destacou principalmente a morte de Custer e de seus soldados. Entretanto, pesquisas mais recentes passaram a valorizar também a visão dos povos indígenas envolvidos no confronto. O local da batalha foi preservado como patrimônio histórico e recebe visitantes interessados em conhecer melhor esse importante capítulo da história norte-americana. Monumentos e memoriais homenageiam tanto os militares quanto os guerreiros indígenas que participaram do combate. O estudo do chamado Massacre da Sétima Cavalaria permite compreender melhor os conflitos que marcaram a conquista do Oeste americano. Além disso, revela as profundas transformações sofridas pelas populações indígenas durante o século XIX. Mais do que uma simples batalha, Little Bighorn tornou-se um símbolo da luta entre culturas diferentes em um período de grandes mudanças históricas. Seu legado permanece vivo na memória coletiva dos Estados Unidos e dos povos nativos da América do Norte.


Curiosidades Históricas: 
Custer havia brigado com o Presidente Grant, que não gostava dele e o havia destítuido do comando. Depois de muitas brigas e politicagens nos bastidores da Casa Branca, o General Custer recuperou seu comando da Sétima Cavalaria. Sua primeira campanha militar seria justamente a que ele seria morto, junto ao seus soldados, em Little Bighorn. Depois de ser informado da morte dos militares, Grant (que havia sido General do exército na Guerra Civil), criticou severamente Custer por seus erros de estratégia militar. Chegou a dizer que ele havia sido incompetente e que no fundo era um maldito arrogante! 

O General Custer subiu em uma pequena colina antes da batalha e percebeu que havia milhares de índios do outro lado do rio. Mesmo assim subestimou aqueles povos. A um oficial próximo disse que eles iriam fugir assim que a batalha começasse. Custer havia participado de massacres contra tribos antes e se baseava em sua própria experiência pessoal para afirmar que os nativos iriam fugir. O que ele ignorou foi uma informação dada por um rastreador de que ali havia mais de mil e quinhentos guerreiros, jovens e montados, prontos para a guerra. Ao lado de Custer havia pouco mais de 600 homens que ele ainda assim decidiu dividir em três linhas separadas. Foi seu maior erro no campo de batalha. 

Touro Sentado anunciou que tivera uma visão antes da batalha. Nela soldados americanos da cavalaria caíam do céu, aos pés dos índios das planícies. Essa visão foi amplamente conhecida pelos nativos, o que fortaleceu seu poder de luta na hora da batalha. Anos depois, já velho, Touro Sentado participaria das apresentações do artista circense Búfalo Bill. Só que não ficaria muito tempo nesse tipo de apresentação do chamado "Show do Oeste Selvagem". Retornou para sua tribo tempos depois para morrer em paz, mas acabou sendo assassinado por uma emboscada de soldados do exército. 

Ninguém sabe ao certo quem matou o General Custer. Pesquisas feitas em seus restos mortais demonstram que o militar foi morto com dois tiros, um no peito, frontal, e outro na cabeça. Ele caiu na chamada "colina da última resistência", mas não se pode afirmar que foi um dos últimos a morrer. Vários depoimentos de nativos dizem que Custer foi um dos primeiros a ser alvejado pelos tiros dos guerreiros após o começo do ataque nativo. 

Por incrível que pareça o armamento dos índios era melhor do que as armas da cavalaria. Os soldados americanos lutaram com carabinas que precisavam ser recarregadas. Já os índios tinham em mãos armas automáticas como o famoso rifle Winchester. Em 1 minuto um soldado da cavalaria só conseguia disparar 1 tiro. Já um guerreiro nativo conseguia disparar nesse mesmo tempo 14 tiros! 

Após a morte os soldados americanos tiveram seus escalpos arrancados, muitos foram mutilados, tendo suas armas e roupas arrancadas. Quando os primeiros militares americanos chegaram no local, algum tempo depois do fim da batalha, encontraram um campo cheio de corpos em avançado estado de decomposição. E eles continuavam no mesmo lugar onde tinham sido mortos, revelando, para os históriadores, muitos anos depois, como a batalha havia sido travada. Hoje há um monumento do exército americano no lugar, homenagenando os militares mortos em combate. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 13 de junho de 2026

Paixão de Ocasião

Título no Brasil: Paixão de Ocasião
Título Original: Picture Perfect
Ano de Lançamento: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Glenn Gordon Caron
Roteiro: Michael McCullers
Elenco: Jennifer Aniston, Jay Mohr, Kevin Bacon, Olympia Dukakis

Sinopse:
O filme Picture Perfect acompanha Kate, uma jovem profissional de publicidade que enfrenta dificuldades para crescer na carreira por ser vista como alguém sem estabilidade pessoal. Para impressionar seu chefe e parecer mais “responsável”, ela inventa um noivo fictício — um cinegrafista desconhecido que acaba sendo convencido a participar da farsa. O plano, inicialmente inofensivo, se complica quando o relacionamento falso começa a gerar sentimentos reais e interfere em outras áreas da vida de Kate.

Comentários:
Picture Perfect é uma típica comédia romântica dos anos 1990, com uma premissa leve e situações bem-humoradas. Jennifer Aniston, em ascensão após o sucesso da série Friends, conduz o filme com carisma e naturalidade. Kevin Bacon também se destaca em um papel mais sério, criando um contraste interessante com o tom leve da história. Embora siga fórmulas conhecidas do gênero, o filme é agradável e eficiente, explorando temas como imagem social, ambição profissional e a busca por relacionamentos autênticos.

Erick Steve. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Na Trilha do Assassino

Na Trilha do Assassino 
Jovem mata os próprios pais. Após uma série de eventos em seu julgamento, contando inclusive com o apoio juvenil das redes sociais, ele é colocado para fora da prisão. Agora tem que planejar uma maneira de endireitar sua vida. Abraça a religião, diz que foi salvo por Jesus, mas o detetive que o prendeu (interpretado por Russell Crowe) acredita que ele é um psicopata incurável e que mais cedo, ou mais tarde, vai voltar a matar. O pior é que o sujeito tem fãs, admiradoras que ficam querendo ter um relacionamento com ele. Durante uma viagem acaba dando carona a uma dessas garotas. O policial não dá trégua e segue seus passos, certo de que um novo crime em breve será cometido. 

Bom filme, gostei bastante. O roteiro tangencia uma situação que anda se tornando muito comum, inclusive no Brasil. Assassinos de crimes hediondos começam a ser idolatrados por jovens, que os colocam em altares de heróis. É uma coisa completamente fora do normal, talvez um sintoma da sociedade doente em que vivemos. O roteiro do filme dá um jeito da justiça ser feita, mesmo que por caminhos tortuosos. Que haja justiça, ainda que tardia e não pelos motivos certos! Não vou aqui antecipar seu final, mas quando as cortinas da última cena são descidas é justamente esse o pensamento que tive. Enfim, sociedades doentes idolatram criminosos doentes. Um sinal dos novos tempos. 

Na Trilha do Assassino (Tenderness, Estados Unidos, 2009) Direção: John Polson / Roteiro: Emil Stern, Robert Cormier / Elenco: Russell Crowe, Jon Foster, Sophie Traub / Sinopse: Policial veterano fica no encalço de jovem adolescente assassino. Mesmo colocado em liberdade, o tira não acredita em sua inocência e teme que ele vai voltar a matar, bastando surgir a oportunidade certa. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O Sobrevivente

O Sobrevivente
Esse é o tão falado remake moderno daquele filme de 1987 estrelado pelo Arnold Schwarzenegger. Essa nova versão amplia aquele universo, traz muitos elementos novos e procura ser menos enclausurado e asfixiante do que o filme original. É uma produção muito mais rica e diversa, com ampliação do campo de atuação desse programa de TV futurista que de certa maneira recria o universo de violência e barbárie dos antigos jogos de gladiadores da Roma antiga. É um jogo mortal, onde vai existir apenas um sobrevivente. E o público, sádico, curte as atrocidades em seu canal preferido. 

Eu nunca fui muito admirador do primeiro filme, tanto que o assisti apenas uma vez. Era um enredo limitado, com pouco espaço para diversificação. Afinal havia se baseado em um conto do Stephen King e contos, como todos sabemos, são pequenos textos, que vão direto ao ponto. Arnoldão, com sua roupa collant, era mais de acordo com a simplicidade das letras escritas pelo King. Nessa nova versão não tem collant. E o curioso é que esse remake, apesar de apresentar uma produção muito mais ampla, não me fez gostar mais do que o filme original dos anos 80. Os dois filmes, por causa de sua premissa básica, nunca me atraíram muito. Então só o indicaria para quem gosta mesmo da história original. E mesmo esse público vai estranhar o excesso de coisas que foram adicionadas, que inexistem no conto que deu origem a tudo. Enfim, bem mediano, nada muito  relevante. 

O Sobrevivente (The Running Man, Estados Unidos / Reino Unido, 2025) Direção: Edgar Wright / Roteiro: Edgar Wright e Michael Bacall, baseado no romance de Stephen King / Elenco: Glen Powell, Josh Brolin, Colman Domingo, Lee Pace, Michael Cera, Emilia Jones / Gênero: Ficção Científica, Ação, Suspense / Duração: 133 minutos. / Sinopse: Um pai de família, com a filha doente e precisando de tratamento médico urgente, resolve entrar em um violento e sádico programa de TV. Ele deverá sobreviver a uma caçada humana implacável para receber o grande prêmio oferecido ao vencedor, o único que irá conseguir sobreviver no final de tudo. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Em Busca de um Assassino

Em Busca de um Assassino 
Esse Estado do Texas nos Estados Unidos é um lugar bem bizarro. Há muitas famílias pobres vivendo no limite do possível e isso se torna campo fértil para o aparecimento de assassinos em série que passam a caçar jovens vulneráveis que caminham sozinhas nesses campos sem fim. Uma delas é interpretada pela jovem atriz Chloë Grace Moretz. Ela vive com a mãe em um trailer e tem a pior das vidas que uma adolescente de sua idade pode viver. Enquanto tenta achar um lugar para passar o dia, sua mãe vai recebendo seus "clientes" na própria cama, pois a prostituição vai sendo seu único meio de vida. Triste realidade!

O filme é bem construído. Temos três personagens no eixo central da história. Dois detetives (interpretados por Sam Worthington e Jessica Chastain) e a jovem garota que tem o que se chama em criminologia de "classificação de perfil ideal" de vítima. Ela é certamente o próximo alvo do assassino em série que está agindo naquela região. Ela fica muito tempo andando por aí, muitas vezes até mesmo à noite, debaixo de chuva, tudo para não voltar para casa e encontrar aquela realidade de sua mãe prostituída. Enfim, barra pesada. O filme é acima da média, com ótima trama. E não podemos ignorar o drama que a jovem vive. É realmente de dar pena! 

Em Busca de um Assassino (Texas Killing Fields, Estados Unidos, 2011) Direção: Ami Canaan Mann / Roteiro: Don Ferrarone / Elenco: Sam Worthington, Jeffrey Dean Morgan, Jessica Chastain, Chloë Grace Moretz / Gênero: Policial, Suspense, Drama / Duração: 1h45min / Sinopse: Detetive tenta de todas as formas defender e proteger uma jovem garota, filha de uma prostituta, que pode ser a próxima vítima de um assassino em série que atua naquela região isolada do Texas. 

Pablo Aluísio. 

Faster: No Limite da Velocidade

Faster: No Limite da Velocidade 
Esse é mais um desses dramas esportivos que procuram trazer uma mensagem edificante. Já fizeram filmes bem superiores a esse no passado. Aliás esse filme nem merece muita comparação pois é inegavelmente ruim, fraco mesmo, em todos os aspectos, roteiro, produção, elenco... enfim tudo. Demonstra uma certa decadência do canal de filmes Telecine que no passado colocava bons filmes em sua grade de programação. Agora a situação é bem ruim, fruto da forte concorrência no universo dos canais a cabo e streaming.

A quem interessar, o filme conta a história de uma jovem adolescente que sonha em ser a pilota de uma grande escuderia de Fórmula 1. Ela começa no kart e depois, mostrando talento nas pistas, vai subindo de categoria, entre elas a Fórmula 3. Só que logo vai descobrir que tudo é mais complicado do que ela pensava ser em seus sonhos de sucesso. A concorrência é feroz e o machismo impera, pois os donos das equipes não acreditam no sucesso feminino nas competições. Até porque foram apenas quatro pilotas em mais de cem anos de Fórmula 1! Enfim, poderia ser muito melhor. Do jeito que ficou é apenas banal, com cara de filme B feito para a televisão. 

Faster: No Limite da Velocidade (Rapide, França / Bélgica, 2025) Direção: Morgan S. Dalibert / Roteiro: Morgan S. Dalibert, David Moreau e Clément Miserez / Elenco: Paola Locatelli, Alban Lenoir, Anne Marivin, Tchéky Karyo, Rik Kleve / Gênero: Ação, Drama, Esporte / Duração: 1h38min.  / Sinopse: Jovem garota sonha em vencer nas concorridas pistas de alta velocidade. Não vai ser fácil. Além do machismo que impera, ela também vai ter que vencer a si mesma, superando traumas e desafios que vão surgindo em seu caminho para se tornar uma verdadeira campeã da velocidade. 

Pablo Aluísio.