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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Magnum 44

Magnum 44
Magnum 44 (Magnum Force, Estados Unidos, 1973) é o segundo filme da série protagonizada por Clint Eastwood como o inspetor Harry Callahan e chegou aos cinemas apenas dois anos depois do enorme sucesso de Perseguidor Implacável. Desta vez, a direção passou de Don Siegel para Ted Post, cineasta que já havia trabalhado com Eastwood em Hang 'Em High. O filme foi produzido pela Malpaso Company, de Eastwood, e pela Warner Bros., mantendo San Francisco como cenário principal e utilizando extensivamente as ruas, prédios e paisagens da cidade. O elenco reúne, além de Eastwood, Hal Holbrook, David Soul, Tim Matheson, Robert Urich, Felton Perry e Mitchell Ryan. A história começa quando uma série de criminosos é executada por um grupo de jovens policiais que acredita estar fazendo justiça ao eliminar pessoas que escaparam das punições do sistema. Harry inicialmente parece ter uma opinião bastante próxima daquela dos vigilantes, mas logo percebe que existe uma diferença fundamental entre combater criminosos dentro da lei e transformar a polícia em um esquadrão de execução. O roteiro foi escrito por John Milius e Michael Cimino, a partir dos personagens criados por Harry Julian Fink e R. M. Fink. A produção chegou aos cinemas americanos em dezembro de 1973. A própria abertura, com a mão de Harry segurando o famoso revólver .44 Magnum e repetindo uma versão da célebre fala do primeiro filme, deixa claro que a produção pretendia preservar a identidade visual e sonora da série. A trilha novamente ficou a cargo de Lalo Schifrin, cuja música jazzística e tensa continuou sendo uma das marcas da franquia.

A recepção crítica nos Estados Unidos foi bastante dividida e, em muitos casos, concentrou-se justamente na contradição moral existente no centro da história. Nora Sayre, do The New York Times, descreveu o filme como “uma confusão moral”, observando que a produção parecia defender a aplicação da lei enquanto continuava fascinada pelo poder da violência exercida individualmente. Para a crítica, o filme tentava resolver as controvérsias do primeiro Dirty Harry colocando Harry contra policiais que haviam levado sua filosofia muito mais longe. Pauline Kael, escrevendo para The New Yorker, foi ainda mais severa e considerou que a aparente mudança de posição de Harry não alterava aquilo que ela enxergava como o verdadeiro centro do filme: a celebração da violência. Em sua leitura, Eastwood era deliberadamente impassível e o filme transformava a violência em algo quase mecânico, sem oferecer aos mortos uma dimensão emocional. Kael também criticou a direção de Ted Post, que considerou mediana, embora reconhecesse que o filme conseguia manter o suspense e funcionar dentro de seu próprio nível de entretenimento policial. A Variety, entretanto, apresentou uma avaliação mais favorável, chamando Magnum 44 de uma continuação intrigante e destacando que o roteiro acrescentava algumas ideias ao habitual espetáculo de massacres. A revista também elogiou a direção de Post, a produção de Robert Daley, a trilha de Lalo Schifrin e o desempenho geral do elenco. Assim, desde seu lançamento, o filme ficou situado entre duas percepções: para alguns críticos, era uma continuação eficiente e cheia de ação; para outros, suas contradições morais impediam que o filme ultrapassasse o nível de um violento entretenimento comercial.

Na crítica posterior, Magnum 44 passou a ser analisado principalmente pela maneira como respondeu às controvérsias provocadas pelo primeiro filme. A questão central é particularmente interessante porque Harry Callahan agora precisa enfrentar policiais que acreditam possuir o direito de matar criminosos simplesmente porque consideram o sistema judicial ineficiente. O filme coloca na boca do personagem uma defesa explícita da permanência dentro do sistema legal, embora sua própria conduta continue sendo marcada por métodos extremamente violentos. É justamente essa contradição que fez com que críticos e historiadores do cinema continuassem discutindo a obra. A Time Out, por exemplo, considerou que o filme era menos moralmente ambíguo que o original, mas observou que sua tentativa de estabelecer uma distinção entre a violência de Harry e a dos policiais vigilantes era pouco convincente. Ao mesmo tempo, a revista reconheceu a presença de boas sequências de ação. O The Guardian, em retrospectiva sobre Ted Post, destacou que Magnum 44 continuou as aventuras de Harry Callahan e observou que o personagem era definido justamente pela proximidade e, ao mesmo tempo, pela diferença em relação aos criminosos que perseguia. O filme também é importante por registrar um momento particularmente interessante da carreira de Eastwood: ele já havia se tornado uma estrela internacional graças aos westerns de Sergio Leone e aos policiais de Don Siegel, mas ainda estava consolidando a persona que dominaria boa parte de sua carreira durante a década de 1970. Magnum 44 ajudou a estabelecer essa imagem definitivamente, combinando o homem de poucas palavras, a expressão impassível, o humor seco e a enorme presença física diante da câmera. Mesmo as críticas negativas contribuíram para manter o personagem no centro da discussão cinematográfica da época. O filme não recebeu indicações ao Oscar ou aos principais prêmios de Hollywood, e seu reconhecimento posterior esteve muito mais ligado à importância da série Dirty Harry do que a premiações formais.

Comercialmente, Magnum 44 foi um enorme sucesso e conseguiu superar o primeiro filme da série nas bilheterias americanas. A produção arrecadou aproximadamente US$ 44,68 milhões nos Estados Unidos e Canadá, tornando-se o sexto filme de maior bilheteria de 1973 no mercado americano. Os registros de aluguel cinematográfico apontam cerca de US$ 19,4 milhões na América do Norte e outros US$ 9,5 milhões nos mercados estrangeiros, totalizando aproximadamente US$ 28,9 milhões em aluguéis para os distribuidores. O resultado confirmou que Harry Callahan não era simplesmente um personagem associado ao sucesso inesperado do filme original, mas uma franquia com enorme capacidade comercial. A sequência também ampliou o repertório de cenas de ação da série, apresentando perseguições automobilísticas, tiroteios, motocicletas, confrontos em ambientes urbanos e algumas das sequências mais violentas de toda a franquia. A presença de atores que posteriormente se tornariam muito conhecidos na televisão americana, como David Soul e Robert Urich, também dá ao elenco um interesse especial para o público que acompanha a cultura popular dos anos 1970. Hal Holbrook, como o tenente Neil Briggs, funciona como contraponto direto a Eastwood, inicialmente apresentado como uma autoridade respeitável e experiente, mas progressivamente revelado como líder do grupo de policiais que decidiu substituir os tribunais pela execução sumária. O sucesso comercial foi tão expressivo que tornou inevitável a continuidade da série. Em 1976, Eastwood retornaria como Callahan em The Enforcer, lançado no Brasil como Sem Medo da Morte. Dessa maneira, Magnum 44 foi decisivo para transformar Dirty Harry de um filme de sucesso em uma franquia duradoura.

Com o passar das décadas, Magnum 44 ganhou uma reputação bastante sólida entre os admiradores do cinema policial dos anos 1970. Embora a crítica atual continue discutindo as questões morais e políticas presentes no roteiro, o filme é reconhecido como uma peça importante da série e como um exemplo muito característico do cinema de ação produzido em Hollywood naquele período. O Rotten Tomatoes atualmente registra 69% de aprovação da crítica e 78% de aprovação do público, com a avaliação crítica destacando que a sequência aumenta a quantidade de ação e apresenta cenas de dublês particularmente eficazes. O filme também possui 58 pontos no Metacritic, com avaliações que vão desde a aprovação da eficiência das sequências de ação até críticas severas à sua construção moral. A relação entre Harry e os policiais vigilantes é provavelmente o elemento que mais diferencia Magnum 44 de Perseguidor Implacável. O primeiro filme apresentava um homem perseguindo um criminoso; aqui, o protagonista precisa descobrir se sua própria filosofia foi levada longe demais por outros policiais. Essa estrutura permitiu aos roteiristas responder diretamente às acusações feitas contra o personagem original, embora não tenha eliminado a controvérsia. A sequência também consolidou elementos que se tornariam inseparáveis da imagem de Harry Callahan: o .44 Magnum, as frases secas, a investigação independente, a cidade de San Francisco e a mistura de violência e humor. Décadas depois, a importância cultural da produção é reforçada pelo fato de Magnum 44 continuar sendo exibido, relançado e discutido ao lado do filme original. Para Clint Eastwood, foi um passo importante na consolidação de uma persona cinematográfica que ele levaria posteriormente para personagens ainda mais complexos, especialmente quando começou a dirigir seus próprios filmes. Como segundo capítulo de uma franquia que chegaria a cinco episódios, Magnum 44 permanece como um dos filmes fundamentais do ciclo Dirty Harry.

Magnum 44 (Magnum Force, Estados Unidos, 1973) Direção: Ted Post / Roteiro: John Milius e Michael Cimino, baseado nos personagens criados por Harry Julian Fink e R. M. Fink / Elenco: Clint Eastwood, Hal Holbrook, David Soul, Tim Matheson, Robert Urich e Felton Perry / Sinopse: O inspetor Harry Callahan investiga uma série de assassinatos de criminosos e descobre que as mortes estão relacionadas a um grupo de jovens policiais que decidiu fazer justiça pelas próprias mãos. Conforme a investigação avança, Harry percebe que os novos vigilantes utilizam uma versão ainda mais extrema dos métodos que ele próprio emprega no combate ao crime. O confronto coloca o policial diante de uma questão fundamental: até onde um agente da lei pode ir antes de se tornar aquilo que deveria combater?

Erick Steve. 

segunda-feira, 16 de junho de 2025

De Volta ao Planeta dos Macacos

De Volta ao Planeta dos Macacos 
Essa foi a primeira continuação depois do clássico "O Planeta dos Macacos". E o roteiro segue bem de perto a história original. Uma segunda nave é enviada para localizar o paradeiro de Taylor (Heston), o astronauta perdido do primeiro filme. Pois bem, essa segunda nave cai nas mesmas armadilhas de tempo e espaço da nave do filme original e de repente lá está o novo astronauta de resgate no mesmo Planeta dos Macacos. Nessa altura do filme você vai pensar que estão apenas requentando o roteiro do primeiro filme. Estariam contando a mesma história, só que tentando soar um pouco diferente! A primeira parte do filme é bem isso mesmo, mas espere um pouco, tenha paciência, pois haverá novidades mais na frente. 

Esse segundo astronauta chamado John Brent (James Franciscus) encontra seres humanos mais evoluídos que vivem nas ruinas de uma Nova Iorque há muito destruída. Eles seriam tão avançados que usam apenas a mente para se comunicar. Esse poder também é usado nos macacos, criando ilusões em suas mentes, os mantendo longe da comunidade humana. É a Zona Proibida, algo que só existe mesmo nas mentes das pessoas atingidas por essas ilusões! Só que tem algo muito errado com esses seres humanos do terceiro milênio. Eles idolatram uma bomba atômica como se fosse seu deus! Imagine a loucura! 

Apesar de até trazer algumas boas ideias devo dizer também que certas histórias que terminam muito bem, não precisam de explicações posteriores. O primeiro filme terminou com Taylor encontrando a Estátua da Liberdade nas areias de uma das praias do Planeta dos Macacos. Ótimo! Grande final! A partir daí que cada um que tirasse suas próprias conclusões, mas esse segundo filme vem para explicar tudinho, sendo que na maioria das vezes esse tipo de explicação acaba mesmo é estragando o que vimos no primeiro filme. Nem todas as novas ideias são boas, algumas, para ser bem sincero, são bem bobocas! Dessa maneira deixo a recomendação apenas se você tiver muita curiosidade em seguir vendo os filmes da franquia original. Caso não seja esse o caso, pode dispensar sem maiores problemas. 

De Volta ao Planeta dos Macacos (Beneath the Planet of the Apes, Estados Unidos, 1970) Direção: Ted Post / Roteiro: Paul Dehn, Mort Abrahams / Elenco: James Franciscus, Charlton Heston, Kim Hunter, Maurice Evans / Sinopse: Após a primeira nave espacial se perder e ir parar em um estranho planeta habitado por macacos evoluídos, uma expedição de resgate é enviada para descobrir o que de fato aconteceu. E esses astronautas acabam indo parar no mesmo planeta, em uma situação completamente caótica e brutal. Brent, um dos astronautas, acaba encontrando o que restou da civilização humana inteligente, uma estranha comunidade isolada formada por seres deformados pela radiação que idolatram uma bomba atômica como se fosse o próprio Deus! 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A Marca da Forca

Jed Cooper (Cint Eastwood) é confundido com um criminoso sendo espancado e linchado por um xerife corrupto e seu bando. Tempos depois retorna ao mesmo local para acertar as devidas contas entre eles. Eu costumo dizer que só dois atores garantem qualidade em seus filmes de western. Um é John Wayne. O outro é Clint Eastwood. Simplesmente não existem filmes com eles do gênero faroeste que sejam ruins. Todos são no mínimo bons, quando não são excepcionais. Esse "A Marca da Forca" é um exemplo claro dessa afirmação. Gosto muito dos antigos westerns da carreira do Clint. Nos anos 60 e 70 Clint estrelou uma série de ótimos filmes, quase sempre fazendo o mesmo papel, o do pistoleiro misterioso e de poucas palavras, que surge do nada e da mesma forma some ao final do filme. Esses personagens enigmáticos porém sempre tinham um passado por trás e nunca iam a essas cidades perdidas do velho oeste sem um objetivo em mente. Geralmente no decorrer do filme o espectador ia aos poucos entendendo o que ele fazia ali e quais eram seus propósitos. Clint Eastwood, com olhar de pedra encontrou seu veículo ideal nesse tipo de produção. A fórmula era certa e Clint colecionou uma série de sucessos de bilheteria assim.

Esse aqui segue basicamente essa linha embora tenha diferenças. Clint ainda continua durão mas o roteiro abre algumas concessões. Ao ler a sinopse a pessoa pode ser levada ao erro de pensar que tudo não passa de um acerto de contas entre ele e os vilões que tentaram lhe enforcar no começo do filme. Pois acredite, o filme tem um bom subtexto sobre a questão de se fazer justiça com as próprias mãos e até abre espaço para algumas cenas de romance com o personagem de Eastwood! Tudo isso porém não alivia e nem tira o filme de seu foco principal, o de ser um bang bang à moda antiga, com muitos tiroteios, enforcamentos e socos! Em essência é um legítimo western da primeira fase da carreira de Clint. Se você gosta não vai se arrepender.

A Marca da Forca (Hang 'Em High, EUA, 1968) Direção: Ted Post / Roteiro: Leonard Freeman, Mel Goldberg / Elenco: Clint Eastwood, Inger Stevens, Ed Begley, Pat Hingle, Ben Johnson / Sinopse: Jed Cooper (Cint Eastwood) é confundido com um criminoso sendo espancado e linchado por um xerife corrupto e seu bando. Tempos depois retorna ao mesmo local para acertar as devidas contas entre eles.

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Os Bons se Vestem de Negro

Título no Brasil: Os Bons se Vestem de Negro
Título Original: Good Guys Wear Black
Ano de Lançamento: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: MarVista Entertainment
Direção: Ted Post
Roteiro: Bruce Cohn, Mark Medoff
Elenco: Chuck Norris, Anne Archer, James Franciscus

Sinopse:
Um ex-comando do Exército dos EUA precisa descobrir a razão pela qual seus companheiros de unidade estão sendo sistematicamente assassinados antes que ele se torne o próximo alvo a ser apagado por esses executores.

Comentários:
Embora tenha sido produzido nos anos 70, esse filme já trazia uma prévia do que seria o cinema brucutu dos anos 80. Chuck Norris já era o mesmo Chuck Norris que o público iria ver na década que viria. E o filme, sem medo de ser apenas uma pura fita de ação, até que não se saía mal. Tem até cenas bem feitas, como as rodadas no alto de uma montanha gelada e a do carro que desaba da estrada em direção da baía de San Francisco. E obviamente não faltam cenas de lutas, coisas que os fãs queriam ver ao pagar um ingresso de cinema. Além dos conhecidos chutes invertidos, o Chuck ainda entrava dentro do para-brisa de um carro apenas com uma acrobacia marcial. Mais Chuck Norris do que isso, impossível. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Magnum 44

Título no Brasil: Magnum 44
Título Original: Magnum Force
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Ted Post
Roteiro: Harry Julian Fink, Rita M. Fink
Elenco: Clint Eastwood, Hal Holbrook, Mitch Ryan
  
Sinopse:
Considerado pela imprensa um justiceiro fora-da-lei o policial Harry Callahan (Eastwood), mais conhecido como "Dirty Harry" (Harry, o sujo), precisa se conter em sua sede de vingança contra os criminosos em geral. Para sua surpresa tudo indica que um novo justiceiro está nas ruas, fazendo justiça com as próprias mãos. Caberá agora a Harry descobrir o que está acontecendo, inclusive com pistas que levam a outros policiais.

Comentários:
Estou fazendo uma retrospectiva dos filmes de Clint Eastwood. Nesse fim de semana revi Magnum 44, segundo filme da série com o personagem Dirty Harry, o policial durão que não leva desaforos para casa A trama do filme é até simples: um grupo de policiais novatos na força se une para limpar as ruas de San Francisco com suas próprias mãos. Dirty Harry então tenta combater a corrupção policial. Algumas coisas me chamaram a atenção. Se no primeiro filme Harry, o Sujo, era o justiceiro, aqui na sequência ele luta contra o esquadrão da morte formado dentro de sua corporação. Não deixa de ser muito irônica a premissa do roteiro que coloca Harry combatendo colegas de farda que no fundo estão agindo de acordo com o seu próprio modo de pensar. Talvez os produtores tenham sentido as críticas contra o primeiro filme e colocaram o personagem de Clint Eastwood no outro lado da balança nessa continuação. Aqui ele combate justamente o que ele próprio defendia indiretamente em "Perseguidor Implacável".

Outro fato curioso: os vilões do filme são patrulheiros, usam capacete e roupas praticamente idênticas às usadas pelo vilão ciborgue de "Exterminador do Futuro 2", inclusive várias cenas de perseguição nas ruas de San Francisco me lembraram imediatamente do filme de James Cameron. Teria sido Plágio de Cameron? Pode ser, mais um na longa lista de situações mal contadas da filmografia de James Cameron, que já havia sido acusado de se apropriar de ideias alheias em seu filme de maior sucesso, "Avatar". Mas não é só ele que andou roubando cenas do roteiro desse filme. Uma cena, de Dirty Harry em um pequeno mercadinho, me lembrou também muito de uma das sequências mais famosas de "Stallone Cobra". O filme de Stallone também foi acusado de ser um plágio de Dirty Harry! Pois é, no mundo do cinema parece que nada se cria, tudo se recicla. Todos esses exemplos mostram como Dirty Harry virou paradigma dos filmes policiais até os dias atuais. Eu atribuo isso ao fato do personagem ser na realidade um justiceiro, como àqueles que vemos nos filmes de western, o que acaba saciando, mesmo que no mundo da ficção, a sede de justiça da sociedade moderna.

Pablo Aluísio.