segunda-feira, 15 de junho de 2026

Larápios

Título no Brasil: Larápios
Título Original: I Was a Shoplifter
Ano de Lançamento: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Charles Lamont
Roteiro: Irwin Gielgud
Elenco: Scott Brady, Mona Freeman, Andrea King, Tony Curtis, Rock Hudson

Sinopse:
Jovem é presa após furtar objetos em uma grande loja de departamentos. Na central de polícia lhe é oferecido um acordo. Ela não irá presa, mas vai colaborar com os policiais, se tornando informante, para que os demais criminosos da região, ladrões em especial, sejam identificados e presos pelos detetives do Departamento de Polícia. 

Comentários:
Um cult movie do chamado cinema noir. Esse foi um movimento cinematográfico bem interessante surgido dentro da indústria americana. Copiando a estética de filmes europeus, usando principalmente do jogo de luzes e sombras, com tramas envolvendo investigações policiais e personagens sórdidos, foi um excelente investimento para os estúdios de Hollywood. Custavam pouco e faturavam bem nas bilheterias. Aqui a Universal colocou seu time de jovens atores, astros em potencial na época, para ir pegando experiência no cinema. Entre eles temos Rock Hudson e Tony Curtis. Eram jovens e ainda desconhecidos do grande público. Ambos iriam se tornar campeões de bilheteria nos anos que viriam. É um bom filme, bem de acordo com a filosofia noir. Por isso acabou se tornando, com o passar dos anos, um dos mais conhecidos exemplares do gênero. 

Pablo Aluísio.

domingo, 14 de junho de 2026

O Massacre da Sétima Cavalaria

O episódio conhecido popularmente como Massacre da Sétima Cavalaria está relacionado à famosa batalha ocorrida em 25 e 26 de junho de 1876, nas proximidades do rio Little Bighorn, durante as chamadas Guerras Indígenas dos Estados Unidos. O confronto colocou de um lado o 7º Regimento de Cavalaria do Exército norte-americano e, do outro, uma grande aliança de guerreiros lakota, cheyenne do norte e arapaho. O evento tornou-se um dos episódios mais marcantes da expansão territorial americana para o Oeste. Durante o século XIX, o governo dos Estados Unidos procurava ocupar territórios tradicionalmente habitados por povos indígenas, provocando conflitos cada vez mais intensos. A descoberta de ouro em regiões consideradas sagradas pelos nativos agravou ainda mais as tensões. Em resposta às tentativas de remoção forçada, diversas tribos uniram forças para resistir. O resultado foi uma batalha que entraria para a história como uma das maiores derrotas já sofridas pelo Exército americano nas planícies do Oeste. Até hoje, o episódio desperta interesse de historiadores e estudiosos.

A figura central do confronto foi o oficial George Armstrong Custer, um veterano da Guerra Civil Americana que gozava de grande prestígio nacional. Convencido de que enfrentaria um grupo relativamente pequeno de indígenas, Custer decidiu dividir suas tropas para realizar um ataque rápido. Entretanto, as informações disponíveis eram incorretas. Na realidade, milhares de indígenas encontravam-se reunidos em um enorme acampamento próximo ao rio Little Bighorn. Ao avançar com parte de seus homens, Custer acabou cercado por forças muito superiores em número. O combate transformou-se rapidamente em uma luta desesperada pela sobrevivência. A resistência dos soldados foi intensa, mas insuficiente para conter o avanço dos guerreiros indígenas. Em poucas horas, o destacamento comandado por Custer foi completamente destruído. O próprio oficial morreu durante a batalha, juntamente com mais de duzentos soldados. A notícia causou enorme impacto na opinião pública americana.

Entre os líderes indígenas que participaram da batalha destacavam-se figuras lendárias como Sitting Bull e Crazy Horse (Touro Sentado e Cavalo Louco). Esses chefes haviam se tornado símbolos da resistência contra a expansão dos colonizadores e contra as políticas governamentais que ameaçavam a sobrevivência de seus povos. Para os indígenas, a vitória representou uma importante demonstração de força e unidade diante de um adversário muito poderoso. Os guerreiros conheciam profundamente o terreno e conseguiram coordenar seus ataques de forma eficaz. Além disso, estavam motivados pela defesa de suas famílias, de suas tradições e de suas terras ancestrais. A batalha demonstrou que os povos indígenas ainda possuíam capacidade de resistir militarmente ao avanço dos Estados Unidos. Durante algum tempo, a vitória foi celebrada entre as tribos participantes. Contudo, os acontecimentos posteriores mostrariam que aquela conquista seria apenas temporária. O governo americano intensificaria seus esforços para controlar definitivamente a região.

A repercussão da derrota da Sétima Cavalaria foi enorme em todo o país. Muitos jornais transformaram Custer em uma espécie de herói nacional, retratando-o como um comandante corajoso que havia lutado até o último momento. Ao mesmo tempo, o governo utilizou o episódio para justificar novas campanhas militares contra os povos indígenas das Grandes Planícies. Nos anos seguintes, recursos adicionais foram enviados para a região, aumentando a pressão sobre as tribos que haviam participado da batalha. Diversos grupos indígenas acabaram sendo derrotados, forçados a render-se ou transferidos para reservas. Dessa forma, embora os nativos tenham vencido o confronto de Little Bighorn, a guerra mais ampla acabou favorecendo os interesses do governo dos Estados Unidos. O episódio tornou-se um símbolo das complexas relações entre colonização, expansão territorial e resistência indígena. Sua memória continua sendo objeto de debates históricos. Diferentes interpretações procuram compreender as causas e as consequências do conflito.

Atualmente, a batalha é vista por muitos historiadores como um acontecimento que deve ser analisado sob múltiplas perspectivas. Durante décadas, a narrativa tradicional destacou principalmente a morte de Custer e de seus soldados. Entretanto, pesquisas mais recentes passaram a valorizar também a visão dos povos indígenas envolvidos no confronto. O local da batalha foi preservado como patrimônio histórico e recebe visitantes interessados em conhecer melhor esse importante capítulo da história norte-americana. Monumentos e memoriais homenageiam tanto os militares quanto os guerreiros indígenas que participaram do combate. O estudo do chamado Massacre da Sétima Cavalaria permite compreender melhor os conflitos que marcaram a conquista do Oeste americano. Além disso, revela as profundas transformações sofridas pelas populações indígenas durante o século XIX. Mais do que uma simples batalha, Little Bighorn tornou-se um símbolo da luta entre culturas diferentes em um período de grandes mudanças históricas. Seu legado permanece vivo na memória coletiva dos Estados Unidos e dos povos nativos da América do Norte.


Curiosidades Históricas: 
Custer havia brigado com o Presidente Grant, que não gostava dele e o havia destítuido do comando. Depois de muitas brigas e politicagens nos bastidores da Casa Branca, o General Custer recuperou seu comando da Sétima Cavalaria. Sua primeira campanha militar seria justamente a que ele seria morto, junto ao seus soldados, em Little Bighorn. Depois de ser informado da morte dos militares, Grant (que havia sido General do exército na Guerra Civil), criticou severamente Custer por seus erros de estratégia militar. Chegou a dizer que ele havia sido incompetente e que no fundo era um maldito arrogante! 

O General Custer subiu em uma pequena colina antes da batalha e percebeu que havia milhares de índios do outro lado do rio. Mesmo assim subestimou aqueles povos. A um oficial próximo disse que eles iriam fugir assim que a batalha começasse. Custer havia participado de massacres contra tribos antes e se baseava em sua própria experiência pessoal para afirmar que os nativos iriam fugir. O que ele ignorou foi uma informação dada por um rastreador de que ali havia mais de mil e quinhentos guerreiros, jovens e montados, prontos para a guerra. Ao lado de Custer havia pouco mais de 600 homens que ele ainda assim decidiu dividir em três linhas separadas. Foi seu maior erro no campo de batalha. 

Touro Sentado anunciou que tivera uma visão antes da batalha. Nela soldados americanos da cavalaria caíam do céu, aos pés dos índios das planícies. Essa visão foi amplamente conhecida pelos nativos, o que fortaleceu seu poder de luta na hora da batalha. Anos depois, já velho, Touro Sentado participaria das apresentações do artista circense Búfalo Bill. Só que não ficaria muito tempo nesse tipo de apresentação do chamado "Show do Oeste Selvagem". Retornou para sua tribo tempos depois para morrer em paz, mas acabou sendo assassinado por uma emboscada de soldados do exército. 

Ninguém sabe ao certo quem matou o General Custer. Pesquisas feitas em seus restos mortais demonstram que o militar foi morto com dois tiros, um no peito, frontal, e outro na cabeça. Ele caiu na chamada "colina da última resistência", mas não se pode afirmar que foi um dos últimos a morrer. Vários depoimentos de nativos dizem que Custer foi um dos primeiros a ser alvejado pelos tiros dos guerreiros após o começo do ataque nativo. 

Por incrível que pareça o armamento dos índios era melhor do que as armas da cavalaria. Os soldados americanos lutaram com carabinas que precisavam ser recarregadas. Já os índios tinham em mãos armas automáticas como o famoso rifle Winchester. Em 1 minuto um soldado da cavalaria só conseguia disparar 1 tiro. Já um guerreiro nativo conseguia disparar nesse mesmo tempo 14 tiros! 

Após a morte os soldados americanos tiveram seus escalpos arrancados, muitos foram mutilados, tendo suas armas e roupas arrancadas. Quando os primeiros militares americanos chegaram no local, algum tempo depois do fim da batalha, encontraram um campo cheio de corpos em avançado estado de decomposição. E eles continuavam no mesmo lugar onde tinham sido mortos, revelando, para os históriadores, muitos anos depois, como a batalha havia sido travada. Hoje há um monumento do exército americano no lugar, homenagenando os militares mortos em combate. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 13 de junho de 2026

Crônicas do Futebol - Copa do Mundo 2026

Começou a Copa do Mundo! Infelizmente há mais notícias ruins do que boas. A FIFA, essa entidade nada confiável, encheu a Copa de seleções de quinta categoria. A maioria das seleções são formadas por jogadores do tipo "cabeça de bagre". Uma pena! A Copa do Mundo era para ser disputada apenas por grandes jogadores em grandes seleções nacionais. Era para ser a Elite do futebol mundial. Ao invés disso vamos ter partidas do absurdo, como Alemanha x Curaçao! Imagine, uma potência do futebol como essa jogando uma Copa do Mundo contra os quase amadores jogadores de uma Ilha do Caribe! Profissionais de alto nível contra peladeiros! A FIFA é uma piada mesmo!

Deixando esses absurdos de lado, eu venho acompanhando os jogos porque afinal de contas eu gosto de futebol. Reclamaram muito da cerimônia de abertura da Copa por ser muito fraca. Gente, isso é Copa do Mundo, não Olimpíadas! As aberturas da Copa sempre são mequetrefes, desde sempre. Só nos jogos Olimpícos é que se vê verdadeiras obras de arte em suas aberturas. No futebol é isso aí mesmo, algumas cantoras meia tigela rebolando, mostrando o bumbum e umas músicas horríveis tocando ao fundo. Não tem muito o que fazer.

Pois bem, assisti a alguns jogos nesse começo de Copa. Na partida inaugural o México venceu a África do Sul por 2 a 0. O México, pela importância do país e por gostar de futebol desde sempre deveria ter uma seleção melhor. Só que nunca emplacou nas Copas. Sempre surge com uma seleção meia boca. Assisti ao jogo e o México segue sendo o México. Faz um futebol bem arroz com feijão. Nunca empolga. Essa seleção mexicana, prevejo, não vai muito longe. Joga bolinha. 

Na segunda partida que assisti tivemos Canadá versus Bósnia. Essa última é uma das herdeiras do grande futebol da Iugoslávia. Com a fragmentação do país a Europa ganhou três seleções muito boas, a própria Bósnia, a Sérvia e a Croácia, que já aprontou contra o Brasil em Copas passadas. A Iugoslávia, quando existia, era uma das melhores seleções do Leste Europeu. Os caras sempre jogaram muito bem! O jogo terminou 1 a 1 e foi injusto. O Canadá, pasmem, deveria ter vencido. Jogou muito mais! Só que os caras parecem só entender mesmo de Hockey sob o gelo. A bola que eles são acostumados parecem um taco! Eles não sabem mesmo como colocar a bola redonda nas redes. Sem gols a mais, virou um empate. 

Por fim ontem o Paraguai levou uma goleada dos Estados Unidos no jogo que pode ser considerado o placar zebra da Copa. Todo mundo estava apostando no Paraguai, por ser uma seleção sulamericana e tudo mais. Afinal os americanos só sabem jogar mesmo o tal de futebol americano, cuja bola parece um amendoim! Ledo engano. Os Estados Unidos, com jogadores que em sua maioria eram filhos de imigrantes (olha a vergonha do Trump!) jogaram muito bem e golearam a covarde seleção do Paraguai, que ficou o tempo todo na retranca, com medo dos ianques. Uma vergonha total! Pelo visto essa seleção do Paraguai é mesmo um cavalo paraguaio...

A Estreia do Brasil na Copa
Foi um empate, uma partida que terminou em 1 a 1. Sendo bem sincero, foi bom para a seleção brasileira. Existe algumas seleções que estão em ascensão pelo mundo. Marrocos é uma delas. Jogou muito bem! Tem organização, toque de bola, sabe se infiltrar no ataque. Uma seleção africana que merece todos os aplausos de quem aprecia futebol. 

Já o Brasil.. Todo desorganizado em campo, sem tática, jogando na base do desespero, bola pra frente, uma desorganização completa que nem merece o termo de time, mas de bando. Viveu de uma jogada inspirada para salvar... e foi o que aconteceu com o gol de Vini Jr. Fora isso poucos jogadores demonstraram valor. O tal de Raphinha é fraco. O resto da equipe sequer merece qualquer menção ou análise. Todos bem ansiosos, jogando muito mal! 

O Brasil não tem meio de campo, nem um centroavante... Tá complicado! Quando o Luiz Henrique entrou o time melhorou um pouco, mas foi só isso mesmo. Para quem tem um técnico estrangeiro que ganha milhões, faltou mesmo um time organizado taticamente. Se continuar esse bando vai voltar pra casa mais cedo do que se pensava. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Na Trilha do Assassino

Na Trilha do Assassino 
Jovem mata os próprios pais. Após uma série de eventos em seu julgamento, contando inclusive com o apoio juvenil das redes sociais, ele é colocado para fora da prisão. Agora tem que planejar uma maneira de endireitar sua vida. Abraça a religião, diz que foi salvo por Jesus, mas o detetive que o prendeu (interpretado por Russell Crowe) acredita que ele é um psicopata incurável e que mais cedo, ou mais tarde, vai voltar a matar. O pior é que o sujeito tem fãs, admiradoras que ficam querendo ter um relacionamento com ele. Durante uma viagem acaba dando carona a uma dessas garotas. O policial não dá trégua e segue seus passos, certo de que um novo crime em breve será cometido. 

Bom filme, gostei bastante. O roteiro tangencia uma situação que anda se tornando muito comum, inclusive no Brasil. Assassinos de crimes hediondos começam a ser idolatrados por jovens, que os colocam em altares de heróis. É uma coisa completamente fora do normal, talvez um sintoma da sociedade doente em que vivemos. O roteiro do filme dá um jeito da justiça ser feita, mesmo que por caminhos tortuosos. Que haja justiça, ainda que tardia e não pelos motivos certos! Não vou aqui antecipar seu final, mas quando as cortinas da última cena são descidas é justamente esse o pensamento que tive. Enfim, sociedades doentes idolatram criminosos doentes. Um sinal dos novos tempos. 

Na Trilha do Assassino (Tenderness, Estados Unidos, 2009) Direção: John Polson / Roteiro: Emil Stern, Robert Cormier / Elenco: Russell Crowe, Jon Foster, Sophie Traub / Sinopse: Policial veterano fica no encalço de jovem adolescente assassino. Mesmo colocado em liberdade, o tira não acredita em sua inocência e teme que ele vai voltar a matar, bastando surgir a oportunidade certa. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O Sobrevivente

O Sobrevivente
Esse é o tão falado remake moderno daquele filme de 1987 estrelado pelo Arnold Schwarzenegger. Essa nova versão amplia aquele universo, traz muitos elementos novos e procura ser menos enclausurado e asfixiante do que o filme original. É uma produção muito mais rica e diversa, com ampliação do campo de atuação desse programa de TV futurista que de certa maneira recria o universo de violência e barbárie dos antigos jogos de gladiadores da Roma antiga. É um jogo mortal, onde vai existir apenas um sobrevivente. E o público, sádico, curte as atrocidades em seu canal preferido. 

Eu nunca fui muito admirador do primeiro filme, tanto que o assisti apenas uma vez. Era um enredo limitado, com pouco espaço para diversificação. Afinal havia se baseado em um conto do Stephen King e contos, como todos sabemos, são pequenos textos, que vão direto ao ponto. Arnoldão, com sua roupa collant, era mais de acordo com a simplicidade das letras escritas pelo King. Nessa nova versão não tem collant. E o curioso é que esse remake, apesar de apresentar uma produção muito mais ampla, não me fez gostar mais do que o filme original dos anos 80. Os dois filmes, por causa de sua premissa básica, nunca me atraíram muito. Então só o indicaria para quem gosta mesmo da história original. E mesmo esse público vai estranhar o excesso de coisas que foram adicionadas, que inexistem no conto que deu origem a tudo. Enfim, bem mediano, nada muito  relevante. 

O Sobrevivente (The Running Man, Estados Unidos / Reino Unido, 2025) Direção: Edgar Wright / Roteiro: Edgar Wright e Michael Bacall, baseado no romance de Stephen King / Elenco: Glen Powell, Josh Brolin, Colman Domingo, Lee Pace, Michael Cera, Emilia Jones / Gênero: Ficção Científica, Ação, Suspense / Duração: 133 minutos. / Sinopse: Um pai de família, com a filha doente e precisando de tratamento médico urgente, resolve entrar em um violento e sádico programa de TV. Ele deverá sobreviver a uma caçada humana implacável para receber o grande prêmio oferecido ao vencedor, o único que irá conseguir sobreviver no final de tudo. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Em Busca de um Assassino

Em Busca de um Assassino 
Esse Estado do Texas nos Estados Unidos é um lugar bem bizarro. Há muitas famílias pobres vivendo no limite do possível e isso se torna campo fértil para o aparecimento de assassinos em série que passam a caçar jovens vulneráveis que caminham sozinhas nesses campos sem fim. Uma delas é interpretada pela jovem atriz Chloë Grace Moretz. Ela vive com a mãe em um trailer e tem a pior das vidas que uma adolescente de sua idade pode viver. Enquanto tenta achar um lugar para passar o dia, sua mãe vai recebendo seus "clientes" na própria cama, pois a prostituição vai sendo seu único meio de vida. Triste realidade!

O filme é bem construído. Temos três personagens no eixo central da história. Dois detetives (interpretados por Sam Worthington e Jessica Chastain) e a jovem garota que tem o que se chama em criminologia de "classificação de perfil ideal" de vítima. Ela é certamente o próximo alvo do assassino em série que está agindo naquela região. Ela fica muito tempo andando por aí, muitas vezes até mesmo à noite, debaixo de chuva, tudo para não voltar para casa e encontrar aquela realidade de sua mãe prostituída. Enfim, barra pesada. O filme é acima da média, com ótima trama. E não podemos ignorar o drama que a jovem vive. É realmente de dar pena! 

Em Busca de um Assassino (Texas Killing Fields, Estados Unidos, 2011) Direção: Ami Canaan Mann / Roteiro: Don Ferrarone / Elenco: Sam Worthington, Jeffrey Dean Morgan, Jessica Chastain, Chloë Grace Moretz / Gênero: Policial, Suspense, Drama / Duração: 1h45min / Sinopse: Detetive tenta de todas as formas defender e proteger uma jovem garota, filha de uma prostituta, que pode ser a próxima vítima de um assassino em série que atua naquela região isolada do Texas. 

Pablo Aluísio. 

Faster: No Limite da Velocidade

Faster: No Limite da Velocidade 
Esse é mais um desses dramas esportivos que procuram trazer uma mensagem edificante. Já fizeram filmes bem superiores a esse no passado. Aliás esse filme nem merece muita comparação pois é inegavelmente ruim, fraco mesmo, em todos os aspectos, roteiro, produção, elenco... enfim tudo. Demonstra uma certa decadência do canal de filmes Telecine que no passado colocava bons filmes em sua grade de programação. Agora a situação é bem ruim, fruto da forte concorrência no universo dos canais a cabo e streaming.

A quem interessar, o filme conta a história de uma jovem adolescente que sonha em ser a pilota de uma grande escuderia de Fórmula 1. Ela começa no kart e depois, mostrando talento nas pistas, vai subindo de categoria, entre elas a Fórmula 3. Só que logo vai descobrir que tudo é mais complicado do que ela pensava ser em seus sonhos de sucesso. A concorrência é feroz e o machismo impera, pois os donos das equipes não acreditam no sucesso feminino nas competições. Até porque foram apenas quatro pilotas em mais de cem anos de Fórmula 1! Enfim, poderia ser muito melhor. Do jeito que ficou é apenas banal, com cara de filme B feito para a televisão. 

Faster: No Limite da Velocidade (Rapide, França / Bélgica, 2025) Direção: Morgan S. Dalibert / Roteiro: Morgan S. Dalibert, David Moreau e Clément Miserez / Elenco: Paola Locatelli, Alban Lenoir, Anne Marivin, Tchéky Karyo, Rik Kleve / Gênero: Ação, Drama, Esporte / Duração: 1h38min.  / Sinopse: Jovem garota sonha em vencer nas concorridas pistas de alta velocidade. Não vai ser fácil. Além do machismo que impera, ela também vai ter que vencer a si mesma, superando traumas e desafios que vão surgindo em seu caminho para se tornar uma verdadeira campeã da velocidade. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Clint Eastwood - High Plains Drifter (1973)

Clint Eastwood - High Plains Drifter (1973)
O filme O Estranho sem Nome (High Plains Drifter) foi lançado em 22 de agosto de 1973, dirigido por e estrelado por Clint Eastwood. O elenco principal inclui ainda Verna Bloom, Marianna Hill, Mitchell Ryan, Jack Ging e Stefan Gierasch. A história se passa na pequena cidade de Lago, uma comunidade isolada no Oeste americano atormentada pelo medo da chegada de três criminosos recém-libertados da prisão. Em meio ao clima de tensão, surge um misterioso cavaleiro sem nome que aceita proteger os moradores em troca de liberdade total para agir como desejar. À medida que o estranho assume o controle da cidade, seus métodos tornam-se cada vez mais brutais e perturbadores. Pouco a pouco, segredos obscuros do passado de Lago vêm à tona, revelando que os habitantes escondem uma culpa coletiva. Misturando western, suspense e elementos quase sobrenaturais, o filme apresenta uma narrativa sombria sobre vingança, justiça e remorso. O resultado é um dos westerns mais inquietantes da carreira de Clint Eastwood.

Quando foi lançado, O Estranho sem Nome recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva, embora tenha provocado algumas controvérsias. O The New York Times elogiou o filme por sua atmosfera singular e descreveu-o como “um western estranho e fascinante”. O Los Angeles Times destacou a confiança crescente de Eastwood como diretor, observando que ele havia criado uma obra visualmente poderosa. A revista Variety considerou o longa “uma mistura eficaz de violência, mistério e comentário moral”. Muitos críticos elogiaram a forma como Eastwood subvertia os clichês tradicionais do western clássico. Entretanto, alguns espectadores e jornalistas ficaram desconfortáveis com a violência intensa e com certos aspectos moralmente ambíguos da narrativa. Ainda assim, a maioria reconheceu que o filme possuía uma identidade própria e ousada. A direção segura de Eastwood foi amplamente destacada. Assim, a recepção inicial foi bastante favorável, ainda que acompanhada de debates.

O filme também chamou atenção por sua abordagem incomum do mito do pistoleiro solitário. Diversos críticos observaram influências dos chamados "spaghetti westerns" dirigidos por Sergio Leone, especialmente da trilogia do Homem Sem Nome estrelada pelo próprio Eastwood. Publicações como The New Yorker elogiaram o clima de pesadelo moral que permeia toda a narrativa. Embora não tenha recebido indicações importantes ao Oscar, o longa conquistou respeito crítico por sua originalidade. Muitos estudiosos do cinema passaram a interpretá-lo como uma alegoria sobre culpa coletiva e justiça sobrenatural. A identidade do misterioso cavaleiro permanece deliberadamente ambígua, o que gerou inúmeras interpretações ao longo dos anos. Essa riqueza temática contribuiu para o crescimento de sua reputação crítica. Com o passar do tempo, o filme passou a ser considerado uma das obras mais interessantes da fase inicial de Eastwood como diretor. Hoje é frequentemente citado entre os westerns revisionistas mais importantes dos anos 1970.

Do ponto de vista comercial, High Plains Drifter foi um sucesso significativo. Produzido com um orçamento relativamente modesto, arrecadou mais de 15 milhões de dólares nos Estados Unidos, um excelente resultado para a época. O nome de Clint Eastwood já era extremamente popular graças ao sucesso dos westerns italianos e de filmes como Dirty Harry. O público respondeu positivamente à combinação de ação, mistério e atmosfera sombria. Muitos espectadores apreciaram especialmente o tom mais adulto e complexo da história. O filme teve bom desempenho também em mercados internacionais, consolidando ainda mais a imagem de Eastwood como astro global. Sua popularidade foi ampliada posteriormente por exibições televisivas e lançamentos em vídeo doméstico. Assim, o longa alcançou sucesso comercial expressivo e fortaleceu a carreira de Eastwood como cineasta. O público demonstrou grande interesse por westerns que fugiam das fórmulas tradicionais.

Atualmente, O Estranho sem Nome é considerado um dos melhores westerns dirigidos por Clint Eastwood. Críticos modernos elogiam sua atmosfera inquietante, sua fotografia marcante e a coragem de abordar temas morais complexos. O filme é frequentemente comparado a obras como The Outlaw Josey Wales e Unforgiven, que também exploram a violência e a culpa sob uma perspectiva mais adulta. Muitos estudiosos o veem como uma ponte entre os westerns clássicos e os westerns revisionistas das décadas seguintes. A atuação de Eastwood permanece uma das mais memoráveis de sua carreira no gênero. O clima quase fantasmagórico da narrativa continua fascinando novas gerações de espectadores. A obra também é admirada por sua ousadia visual e narrativa. Dessa forma, sua reputação permanece extremamente sólida. O Estranho sem Nome continua sendo uma referência fundamental do western moderno.

O Estranho sem Nome (High Plains Drifter, Estados Unidos, 1973) Direção: Clint Eastwood / Roteiro: Ernest Tidyman / Elenco: Clint Eastwood, Verna Bloom, Marianna Hill, Mitchell Ryan, Jack Ging e Stefan Gierasch / Sinopse: Um misterioso pistoleiro chega a uma cidade atormentada por um segredo do passado e assume a missão de protegê-la, enquanto conduz uma implacável e enigmática busca por justiça e vingança.

Erick Steve. 

Errol Flynn - They Died with Their Boots On (1941)


Errol Flynn - They Died with Their Boots On (1941)
O filme They Died with Their Boots On (O Intrépido General Custer, no Brasil) foi lançado em 21 de novembro de 1941. Dirigido por Raoul Walsh, esse western é estrelado por Errol Flynn, Olivia de Havilland, Arthur Kennedy, Charley Grapewin, Gene Lockhart e Anthony Quinn. A história apresenta uma versão altamente romantizada da vida do general George Armstrong Custer, desde seus dias como cadete rebelde na Academia Militar de West Point até sua ascensão como herói da Cavalaria dos Estados Unidos. O filme enfatiza sua coragem, sua popularidade entre os soldados e seu relacionamento amoroso com Elizabeth Bacon. A narrativa culmina na famosa Batalha de Little Bighorn, em que Custer e seus homens enfrentam uma coalizão de guerreiros indígenas liderados por líderes sioux e cheyennes. Embora o roteiro tome amplas liberdades históricas, a produção foi concebida como um épico patriótico e romântico. Assim, They Died with Their Boots On tornou-se uma das mais famosas representações cinematográficas de Custer.

Quando foi lançado, O Intrépido General Custer teve uma recepção crítica majoritariamente positiva. O The New York Times elogiou o filme como “um espetáculo vibrante e emocionante”, destacando especialmente o carisma de Errol Flynn. O Los Angeles Times ressaltou a grandiosidade das cenas de batalha e a habilidade de Raoul Walsh em conduzir narrativas épicas. A revista Variety descreveu o longa como “uma produção de primeira linha, repleta de ação, romance e aventura”. Muitos críticos reconheceram que o filme não buscava precisão histórica absoluta, mas sim entretenimento dramático em larga escala. A atuação de Olivia de Havilland também recebeu elogios por trazer elegância e emoção à história. O público da época respondeu favoravelmente ao tom heroico e patriótico da narrativa. Em um período marcado pela Segunda Guerra Mundial, o retrato de coragem e sacrifício encontrou forte ressonância junto aos espectadores. Dessa forma, a recepção crítica foi amplamente favorável.

A crítica contemporânea, contudo, passou a enxergar o filme sob uma perspectiva diferente. Historiadores observaram que a produção apresenta uma visão extremamente idealizada de George Custer e simplifica de maneira significativa os conflitos entre o Exército dos Estados Unidos e os povos indígenas. Apesar dessas críticas, muitos especialistas continuam admirando a qualidade cinematográfica da obra. Publicações como The New Yorker e diversos estudiosos do western clássico destacaram a força visual da direção de Raoul Walsh e a presença magnética de Errol Flynn. Embora o filme não tenha recebido indicações importantes ao Oscar, consolidou-se como uma das produções mais prestigiadas da filmografia de Flynn. Ao longo das décadas, sua reputação passou a combinar admiração artística com debates sobre sua interpretação da história americana. Assim, o filme permanece relevante tanto como entretenimento quanto como objeto de análise histórica e cultural.

Do ponto de vista comercial, O Intrépido General Custer foi um dos maiores sucessos da Warner Bros. no início da década de 1940. Errol Flynn encontrava-se no auge de sua popularidade após sucessos como The Adventures of Robin Hood e Captain Blood, o que ajudou a atrair grandes plateias. O filme arrecadou valores expressivos para a época e tornou-se uma das produções mais lucrativas de 1941. O público apreciou especialmente as cenas de ação, as batalhas em larga escala e o romance entre os protagonistas. A famosa sequência final da Batalha de Little Bighorn foi amplamente elogiada por sua intensidade dramática. Exibições posteriores na televisão ajudaram a manter viva sua popularidade durante décadas. Assim, o filme alcançou sucesso tanto artístico quanto comercial. Sua posição entre os grandes épicos de aventura da Warner Bros. permaneceu consolidada.

Atualmente, O Intrépido General Custer é considerado um dos melhores filmes da carreira de Errol Flynn e um dos westerns épicos mais importantes da década de 1940. Embora sua precisão histórica seja frequentemente questionada, sua qualidade técnica, sua narrativa envolvente e suas interpretações continuam recebendo elogios. A direção de Raoul Walsh é vista como um exemplo clássico da eficiência narrativa do cinema hollywoodiano da Era de Ouro. A química entre Errol Flynn e Olivia de Havilland, uma das duplas mais famosas da história do cinema, permanece um dos pontos altos da produção. O filme também é valorizado por suas cenas de batalha grandiosas e pela força emocional de seu desfecho. Para muitos admiradores do cinema clássico, continua sendo uma das aventuras históricas mais memoráveis já produzidas por Hollywood. Dessa forma, sua reputação artística permanece sólida mais de oito décadas após seu lançamento.

O Intrépido General Custer (They Died with Their Boots On, Estados Unidos, 1941) Direção: Raoul Walsh / Roteiro: Wally Kline e Aeneas MacKenzie, baseado livremente na vida de George Armstrong Custer / Elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Arthur Kennedy, Charley Grapewin, Gene Lockhart e Anthony Quinn / Sinopse: A vida do general George Armstrong Custer é retratada desde seus anos em West Point até sua última batalha em Little Bighorn, destacando sua carreira militar, seu romance e sua transformação em uma figura lendária do Oeste americano.

Erick Steve. 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O Barco do Amor

O Barco do Amor
"Clambake" é muito divertido. Seguindo a fórmula dos filmes de Elvis Presley dos anos 60, o filme consegue prender atenção não só pelas músicas mas também por um enredo muito bem bolado e simpático. A troca de identidades entre o garoto rico (Presley) e o instrutor pobretão de esqui de um hotel de luxo na Flórida (Hutchins), rende boas piadas e situações engraçadas, principalmente por causa do elenco de apoio, todo bom. Shelley Fabares, o par romântico de Elvis, era uma gracinha, uma simpatia só, que deu tão certo com ele que estrelou mais dois filmes ao seu lado. Já o rival de Elvis pela mão da mocinha foi interpretado pelo bom Bill Bixby, que iria se consagrar nos anos 70 interpretando Bruce Banner no famoso seriado de TV Hulk.

Como sempre Elvis vai apresentando as músicas da trilha ao longo do filme. Aqui duas se destacam: "You Don´t Know Me" (que de tão boa foi regravada por Elvis depois, porque ele não tinha gostado muito de sua versão para esse filme) e "House That Has Everything" (que mostrava muito bem porque Elvis Presley era o maior cantor de sua época). No mais, muitas paisagens bonitas (esse foi o segundo filme de Elvis rodado na Flórida) e um boa corrida de lanchas potentes como pano de fundo.

Outro fato digno de nota é que esse filme foi um dos mais reprisados na Sessão da Tarde nas décadas de 1970 e 1980, por isso acabou se tornando também um dos mais queridos dos fãs brasileiros. Seguramente só não foi mais exibido pela Rede Globo nessa época do que "Feitiço Havaiano" e "Saudades de um Pracinha", os campeões nesse quesito. O curioso é que Elvis sofreu um pequeno acidente nas filmagens, ao tropeçar no fio de um eletrodoméstico. Isso fez com que as filmagens fossem suspensas por algumas semanas. Porém essa interrupção não atrapalhou o resultado final do filme. "Clambake" pode até não ser dos mais lembrados filmes feitos pelo cantor, mas como disse, é um dos mais divertidos e nostálgicos, principalmente para os fãs brasileiros.

O Barco do Amor (Clambake, Estados Unidos, 1967) Direção: Arthur H Nadel / Roteiro: Arthur Brownie Jr / Elenco: Elvis Presley, Bill Bixby, Will Hutchins e Shelley Fabares / Sinopse: Scott Haywerd (Elvis Presley) é filho de um dos homens mais ricos dos EUA, dono de refinarias de petróleo. As garotas só se aproximam dele por causa de sua rica herança; Cansado dessa situação resolve trocar de identidade com Tom Wilson (Will Hutchins), um pobre instrutor de esqui aquático de resorts de luxo. Após a troca de identidades Scott conhece Diane Carter (Shellery Fabares) uma garota que rouba seu coração.

Pablo Aluísio.

Tarzan e o Vale do Ouro

Tarzan e o Vale do Ouro
Estreia do ator Mike Henry na pele do famoso personagem criado pelo escritor Edgar Rice Burroughs. Aqui já temos uma tentativa de modernizar Tarzan, o Rei das Selvas. Ele se comporta menos como um selvagem e mais como um galã bem polido, com cabelo cheio de brilhantina e modos gentis e educados, principalmente com as mulheres que cruzam seu caminho. Algo que fugia de certo modo da forma como foi concebido originalmente por seu criador. Nessa aventura filmada no México (mas que no roteiro seria a África) Tarzan precisa lidar com um grupo de criminosos, terroristas acostumados a enviar relógios explosivos a seus inimigos. Eles agora tencionam encontrar uma mitológica cidade de ouro escondida nos confins da floresta.

O velho mito do Eldorado que tantas vezes povoou a imaginação dos conquistadores. Para isso acabam raptando um garoto que parece saber onde o vale de ouro se localiza. O roteiro foi parcialmente inspirado em uma história em quadrinhos que fez muito sucesso durante os anos 1960. Uma boa aventura acima de tudo, só prejudicada um pouco talvez pela falta de experiência de Mike Henry, que era forte, jogador de futebol americano, mas que não sabia atuar muito bem. De qualquer maneira vale a matinê.
 
Tarzan e o Vale do Ouro (Tarzan and the Valley of Gold, Estados Unidos, Suíça, 1966) Direção: Robert Day / Roteiro: Clair Huffaker, baseada na obra do escritor Edgar Rice Burroughs / Elenco: Mike Henry, David Opatoshu, Manuel Padilla Jr. / Sinopse: Tarzan (Mike Henry) precisa proteger a selva da ganância de exploradores brancos que desejam encontrar, de todo jeito, inclusive com uso de violência, uma lendária cidade, toda construída de ouro puro! 

Pablo Aluísio.

domingo, 7 de junho de 2026

Fallout - Segunda Temporada

Fallout - Segunda Temporada
Eu poderia facilmente ficar aqui reclamando dessa segunda temporada da série "Fallout" como muita gente fez por aí. Mas não vou nesse caminho. Eu entendo que muitas críticas que foram feitas para essa segunda temporada são bem justas. Os roteiros muitas vezes não sabem para onde ir e por essa razão ficam dando voltas em torno de si mesmos. Eu reconheço isso, mas a despeito desses problemas pontuais acho esse universo tão rico e bem construído que ele quase vira à prova de falhas. É um tipo de produto que nasceu nos games, mas que ficou plenamente satisfatório quando adaptado para uma série. A obra original é boa, bem idealizada. Quando isso acontece é meio caminho vencido. 

E aqui vale alguns elogios para certos aspectos. Aquela legião de romanos falsos de uma Las Vegas em ruínas é uma ótima ideia. Como se sabe Las Vegas tem esses cassinos bem bregas cuja temática é o próprio Império Romano. Então imagine todo aquele figurino indo parar nas mãos de um bando de malucos violentos que resolvem se reunir após a hecatombe nuclear! Em minha opinião, isso foi genial! O velho ator, travestido de cowboy dos filmes de faroeste dos anos 60, é outro ponto alto. Meio morto, meio vivo, um necrófito, ele rouba todas as cenas em que aparece. Já conhecia o ator de outras séries (em especial, Justified) e posso dizer que ele sempre foi ótimo. Junte a isso um personagem excelente e a mistura não poderia ser melhor. Assim essa segunda temporada me agradou. Tem seus pequenas problemas, mas vamos ser sinceros, nenhuma série é realmente perfeita! E essa é definitivamente bem acima da média do que se produz atualmente. 

Fallout - Segunda Temporada (Fallout, Estados Unidos, 2025) Direção: Frederick E.O. Toye, Liz Friedlander e Stephen Williams / Roteiro: Geneva Robertson-Dworet e Graham Wagner / Elenco: Ella Purnell (Lucy MacLean), Aaron Moten (Maximus), Walton Goggins (O Carniçal / Cooper Howard), Moisés Arias (Norm MacLean), Kyle MacLachlan (Hank MacLean) e Frances Turner (Barb Howard) / Sinopse: Em um mundo devastado pela guerra nuclear, um grupo de sobreviventes tenta reerguer a civilização, algo que vai se revelar ser quase impossível. Enquanto isso a violência e a barbárie domina. 

Pablo Aluísio. 

1923 - Segunda Temporada

1923 - Segunda Temporada
O que vou escrever aqui pode surpreender, mas explico sem receios: "1923" é muito melhor do que "Yellowstone". Muita gente pode discordar, até porque essa série deriva da outra que é grande sucesso de audiência nos Estados Unidos, mas eu reafirmo meu posicionamento. "Yellowstone" sofre por ser uma série regular, com muitos episódios, então o desgaste vem de forma inevitável. "1923" nunca teve essa pretensão, é uma série curtinha, um spin-off com ótimo elenco. Tudo está bem encaixado e tudo funciona perfeitamente bem! É um primor para dizer a simples e pura verdade!

E como se não bastasse isso, todos esses excelentes elementos da produção, a história contada é muito bem construída. Temos essa jovem inglesa viajando rumo ao Oeste para reencontrar o amor de sua vida. O que ela encontra no caminho são desafios supremos. Algumas cenas me deram nos nervos, como aquela em que ela é encurralada numa estação de trem por um estuprador e ladrão. Mostra bem os problemas que uma mulher viajando sozinha enfrentava naqueles tempos ao decidir seguir rumo aos territórios do velho oeste. Era uma terra sem lei mesmo, cheia de criminosos, facínoras e bandidos de todas as ordens. Eu apreciei cada episódio e muitos deles, devo dizer, possuem mais qualidade cinematográfica que muitos filmes de cinema por aí. Assim, concluindo, meu veredito é um só: 1923 é uma ótima série, uma pequena obra-prima! Pena que acabou nessa segunda temporada! 

1923 (1923, Estados Unidos, 2025) Direção: Ben Richardson, Guy Ferland / Roteiro: Taylor Sheridan / Elenco: Harrison Ford, Helen Mirren, Brandon Sklenar, Julia Schlaepfer, Darren Mann,  Jerome Flynn, Timothy Dalton / Sinopse: Uma família americana tenta sobreviver aos desafios do destino ao protegerem sua fazenda no selvagem e inóspito território de Montana. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 6 de junho de 2026

Paul McCartney - The Boys of Dungeon Lane

Paul McCartney - The Boys of Dungeon Lane
Do alto de seus 83 anos de idade, Paul McCartney lançou um novo álbum nessa semana. Como era de se esperar, é um álbum de memórias. Algo mais do que natural para um senhor de sua idade. Só que Paul não olha para seu passado recente, vai muito além do tempo, revisitando seus anos de infância e adolescência. Antes mesmo da formação dos próprios Beatles. Aqui, em suas letras, Paul recorda desse lugar em Liverpool onde ele costumava ir. Era uma região perto de seu bairro, que dava acesso a uma praia. Ali o garoto Paul se divertia com seus amigos, tinha suas primeiras paqueras, ouvia rádio... coisas banais de um jovem de sua faixa etária. 

O disco também traz uma homenagem para seus pais. Imagine ser um jovem casal criando duas crianças pequenas enquanto chovia bombas nazistas na Inglaterra. Paul louva a coragem de seus pais, reconhece como deve ter sido complicado superar esse momento. É um ponto do álbum de muito sentimento, como aliás acontece em praticamente todas as faixas. Confesso que essa linha mais melancólica de Paul nunca foi a minha preferida. Eu prefiro muito mais o tipo de som que Paul fazia nos anos 80. Aqui a sonoridade me lembrou muito de outro disco dele, igualmente nostálgico, chamado "Chaos and Creation in the Backyard". É um dos trabalhos que menos gosto. Assim já percebi que esse novo disco não será dos meus preferidos nos anos que virão. 

Ainda assim é impossível negar sua importância, ainda mais quando se fala tanto por aí que provavelmente será o último de sua carreira. Pessoalmente eu duvido muito. Acredito que Paul McCartney vai continuar a fazer álbuns, shows e tudo mais. Ele ama o que faz e quando isso acontece não existe a palavra aposentadoria. Sua voz já não é a mesma, devo reconhecer, só que esse aspecto é muito natural para uma pessoa idosa com mais de 80 anos. Não merece nenhuma crítica. Assim, embora "The Boys of Dungeon Lane" tenha todas as características de ser um disco de despedida, muito provavelmente não será. Deixem Paul trabalhar até quando desejar. O mundo da música certamente agradece!

Paul McCartney - The Boys of Dungeon Lane (2026)
As You Lie There
Lost Horizon
Days We Left Behind
Ripples in a Pond
Mountain Top
Down South
We Two
Come Inside
Never Know
Home to Us
Life Can Be Hard
First Star of the Night
Salesman Saint
Momma Gets By

Pablo Aluísio.

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son
Essa música é um grande clássico do rock americano dos anos 60. Lançada como single com "Down on the Corner" no lado B em setembro de 1969, é um retrato perfeito do momento histórico pelo qual passava os Estados Unidos naquele período. O país afundava na Guerra do Vietnã, milhares de jovens americanos eram enviados para morrer nas selvas do país asiático. E não pense que eram jovens da elite, nada disso. Os soldados eram das classes sociais mais desfavorecidas. Os pobres morreram no Vietnã, enquanto os ricos protegiam seus filhos da tragédia anunciada. 

O centro da mensagem dessa canção é justamente essa. Um jovem americano, canta, em primeira pessoa, que não é um "jovem afortunado". Não tem parentes importantes que o livrará do Vietnã. Ele vai ser convocado à força (o serviço militar ainda era obrigatório) e provavelmente morrerá na Guerra do Vietnã. É isso. Simples, direto, curto e grosso. Uma letra fantástica, apesar de sua simplicidade. E nem preciso lembrar que a canção foi um grande sucesso na época, ajudando nos movimentos que lutavam contra essa guerra estúpida que ceivou a vida de muitos jovens, enquanto os ricos ficavam bem longe do campo de batalha, como sempre aconteceu na história. Enfim, mais uma vez a arte dando aulas de história que não se aprendem nas escolas. 

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son (1969)
Lado A: Fortunate Son
Lado B: Down on the Corner
Selo: Fantasy
Produção: John Fogerty

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

O Carro de Jayne Mansfield

O Carro de Jayne Mansfield 
A história se passa no interior dos Estados Unidos. Um homem já idoso, interpretado por Robert Duvall, recebe a notícia que sua ex-esposa faleceu. Ela havia se divorciado dele muitos anos atrás. Depois teria se casado com um inglês, mas deixado em seu testamento o desejo de ser sepultada nos Estados Unidos. Agora o velho homem, que havia sido traído no passado, teria que lidar com essa carga emocional de receber o segundo marido dela, seus familiares, para esse funeral. O mesmo valeria para seus filhos, todos com seus próprios problemas emocionais, muitos deles veteranos de guerra, com cicatrizes físicas e emocionais do passado. Uma situação delicada, envolvendo duas famílias, uma americana e outra britânica. 

Excelente filme que só assisti mais recentemente. Mostra uma típica família de interior dos Estados Unidos, com todos os seus problemas disfuncionais. O patriarca é um homem austero que tem também suas pequenas manias e hobbies excêntricos, como correr para ver qualquer acidente de carro que aconteça nos arredores. E quando o carro da morte da atriz Jayne Mansfield chega para exposição em sua cidade ele nem perde tempo para ir no bizarro e mórbido evento! E tudo se revela de uma breguice interiorana sem fim, com direito a boneco mal feito da atriz e tudo mais! Só vendo pra crer! Enfim, filme muito bom! Os personagens possuem sua própria dose de bizarrice, mas isso, no final das contas, também faz parte dessa produção fora dos padrões convencionais. 

O Carro de Jayne Mansfield (Jayne Mansfield's Car, Estados Unidos, 2012) Direção: Billy Bob Thornton / Roteiro: Billy Bob Thornton, Tom Epperson / Elenco:  Robert Duvall, John Hurt, Tippi Hedren, Kevin Bacon, Ray Stevenson, Robert Patrick, Billy Bob Thornton, Frances O'Connor / Sinopse: Uma crônica cinematográfica sobre uma família do interior dos Estados Unidos tentando superar os traumas do passado e os problemas do presente. 

Pablo Aluísio.

Quatro Casamentos e um Funeral

Quatro Casamentos e um Funeral
Depois de muitos anos decidi rever. De fato os anos 90 se tornaram mesmo a era de ouro das comédias românticas. Essa popularidade havia começado lá por meados dos anos 80 e explodiu uma década depois. Essa é uma das melhores produzidas na Inglaterra. Tem um elenco charmoso, jovem, empolgante e o roteiro, embora meio formulaico, é bem redondinho e ainda funciona muito bem. Claro que depois esses filmes sobre casamentos iriam virar uma verdadeira praga cinematográfica, tornando tudo insuportável, mas quando esse filme chegou nas telas tudo soava como um perfume frescor de novidade no ar. 

Hoje em dia o filme é mais lembrado por ter transformado Hugh Grant em um astro do cinema internacional. Na época ele era desconhecido, apenas um jovem ator talentoso que fazia muito bem o papel de um típico inglês meio desajeitado, tímido e com ótimas tiradas daquele bom humor britânico que conhecemos tão bem. A carreira dele só iria subir a partir desse filme, fazendo com que ele se tornasse também um ator muito popular nos Estados Unidos. Revisto hoje, tantos anos após seu lançamento original, pude perceber que o filme envelheceu bem. Não ficou datado e a história conserva seu charme inicial. De certa maneira ainda funciona, mesmo sendo o pioneiro de um nicho de filmes que iria saturar completamente nos anos que viriam. Quatro Casamentos e Um Funeral conseguiu, apesar de tudo isso, resistir bem ao teste do tempo. 

Quatro Casamentos e Um Funeral (Four Weddings and a Funeral, Reino Unido, 1994) Direção: Mike Newell / Roteiro: Richard Curtis / Elenco: Hugh Grant, Andie MacDowell, James Fleet, Simon Callow, John Hannah, Kristin Scott Thomas, Rowan Atkinson / Sinopse: Não tem jeito, Charles (Grant) sempre chega atrasado nos casamentos, mesmo quando é o padrinho! Agora vai precisar encarar o desafio de superar relacionamentos pessoais fracassados de seu passado, ao se apaixonar por uma americana que veio a conhecer justamente em um desses casamentos. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Mestres do Universo

Título no Brasil: Mestres do Universo
Título Original: Masters of the Universe
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Amazon MGM Studios e Mattel Films
Direção: Travis Knight
Roteiro: Chris Butler
Elenco: Nicholas Galitzine, Jared Leto, Camila Mendes, Idris Elba, Alison Brie, Morena Baccarin, James Purefoy.

Sinopse:
A nova adaptação live-action de He-Man apresenta uma releitura da origem do personagem. Quando criança, o príncipe Adam é separado de seu planeta natal, Eternia, e acaba crescendo na Terra sem conhecer sua verdadeira identidade. Quase duas décadas depois, ele reencontra a lendária Espada do Poder, que o conduz de volta ao seu mundo de origem. Lá, descobre que Eternia está sob o domínio do terrível Skeletor. Para salvar seu povo, Adam precisará aceitar seu destino e transformar-se em He-Man, o homem mais poderoso do universo, enfrentando forças malignas em uma batalha épica pelo Castelo de Grayskull.

Comentários:
O lançamento de Masters of the Universe representou um dos projetos mais aguardados pelos fãs dos brinquedos e desenhos animados dos anos 1980. A crítica americana recebeu o filme de maneira geralmente favorável, destacando principalmente a decisão do diretor Travis Knight de abraçar o espírito colorido e aventureiro da franquia original em vez de seguir a tendência de adaptações excessivamente sombrias. O jornal Houston Chronicle descreveu o filme como “a aventura fantástica que os fãs mereciam”, elogiando o equilíbrio entre nostalgia e modernização. A atuação de Nicholas Galitzine também recebeu muitos elogios, especialmente pelo comprometimento físico e pela capacidade de transmitir humanidade ao personagem de Adam antes de sua transformação em He-Man. A construção visual de Eternia, os figurinos e os efeitos especiais foram frequentemente apontados como alguns dos pontos mais fortes da produção.

Entre os críticos especializados, houve elogios ao elenco de apoio, especialmente a Camila Mendes como Teela e a Alison Brie como Evil-Lyn. Já Jared Leto dividiu opiniões em sua interpretação teatral de Skeletor: alguns críticos consideraram sua atuação divertida e fiel ao tom exagerado dos desenhos, enquanto outros a acharam excessivamente caricatural. Em comunidades de fãs, especialmente no Reddit, houve entusiasmo pela recriação de Eternia e dos personagens clássicos, embora alguns lamentassem a ausência de figuras populares como Orko e Mer-Man. Muitos espectadores compararam o filme aos melhores momentos de fantasias como The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring e Star Wars, mas com uma identidade própria baseada no universo criado pela Mattel. Comercialmente, o filme foi visto como um passo importante para revitalizar a marca He-Man para uma nova geração, ao mesmo tempo em que homenageia os fãs que acompanham a franquia há mais de quarenta anos.

Erick Steve. 

Jack Ryan: Guerra Fantasma

Título no Brasil: Jack Ryan: Guerra Fantasma
Título Original: Tom Clancy's Jack Ryan: Ghost War
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures, Skydance Media 
Direção: Andrew Bernstein
Roteiro: Aaron Rabin e John Krasinski
Elenco: John Krasinski, Wendell Pierce, Michael Kelly, Betty Gabriel, Sienna Miller, Max Beesley, Douglas Hodge e JJ Feild.

Sinopse:
Dando continuidade à série de televisão Jack Ryan exibida entre 2018 e 2023, o filme mostra Jack Ryan sendo forçado a retornar ao mundo da espionagem quando uma operação internacional encoberta revela uma conspiração de grandes proporções. Ao lado de seus antigos aliados James Greer e Mike November, Ryan enfrenta uma unidade clandestina de operações especiais que parece conhecer cada um de seus movimentos. A investigação leva o grupo a uma perigosa rede de traições, ameaças globais e segredos do passado que voltam para assombrá-los. A missão rapidamente se transforma no caso mais pessoal e perigoso da carreira de Jack Ryan.

Comentários:
Jack Ryan: Ghost War marcou a transição definitiva do personagem criado por Tom Clancy da televisão para um longa-metragem produzido para streaming. A crítica americana recebeu o filme de forma bastante dividida. O jornal britânico The Guardian considerou a produção apenas mediana, afirmando que ela funciona melhor como um episódio prolongado da série do que como um verdadeiro evento cinematográfico. A publicação elogiou a familiaridade dos personagens, mas criticou a trama por reciclar elementos de thrillers políticos dos anos 2000 e por não aproveitar totalmente o potencial do formato de longa-metragem. Ainda assim, diversos críticos reconheceram que a presença de John Krasinski continua sendo um dos maiores atrativos da franquia. Seu desempenho foi frequentemente apontado como sólido e confiável, mantendo o carisma que ajudou a transformar sua versão de Jack Ryan em uma das mais populares da história do personagem.

Entre os fãs da série, a recepção foi igualmente variada. Em fóruns e comunidades online, muitos espectadores elogiaram o reencontro de Jack Ryan com personagens clássicos como James Greer e Mike November, além da introdução da agente britânica Emma Marlow, interpretada por Sienna Miller. Outros, porém, consideraram que a história teria funcionado melhor como uma minissérie de vários episódios, permitindo maior desenvolvimento dos conflitos políticos e dos personagens. Diversas discussões em comunidades de fãs apontaram problemas de ritmo e um excesso de exposição narrativa, enquanto outros espectadores apreciaram justamente o retorno ao estilo tradicional dos thrillers de espionagem. Comercialmente, o filme atraiu grande atenção por representar o retorno de Jack Ryan após o encerramento da série e por servir como uma espécie de capítulo final para essa encarnação do personagem. Apesar das opiniões divergentes, a maioria dos analistas concordou que o longa preserva os elementos que tornaram a série popular: conspirações internacionais, tensão política e um protagonista inteligente colocado diante de ameaças globais cada vez mais complexas.

Erick Steve. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A Longa Marcha

Título no Brasil: A Longa Marcha
Título Original: The Long Walk
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: JT Mollner, Stephen King (livro)
Elenco: Cooper Hoffman, David Jonsson, Garrett Wareing, Charlie Plummer, Ben Wang, Judy Greer, Mark Hamill

Sinopse:
Em uma versão distópica dos Estados Unidos, cinquenta adolescentes são escolhidos para participar da competição anual conhecida como “A Longa Marcha”. As regras são simples e aterrorizantes: os participantes devem continuar caminhando sem parar, mantendo uma velocidade mínima constante. Quem desacelera recebe advertências; ao ultrapassar o limite permitido, é executado imediatamente diante do público. À medida que os quilômetros se acumulam e os competidores começam a cair, surgem amizades, rivalidades e reflexões profundas sobre sobrevivência, sacrifício e a natureza humana. No final, apenas um participante poderá permanecer vivo.

Comentários:
Desde seu lançamento ess filme tem recebido críticas positivas, mas em minha opinião deixa bastante a desejar. Penso que ao longo dos anos o escritor Stephen King passou a ter menos histórias originais. Ele parece se repetir, se auto referenciar, fruto da idade ou talvez do cansaço após décadas escrevendo livros por pressão das editoras. Assim ele vai reciclando velhas ideias. A história desse, por exemplo, me lembra muito "O Sobrevivente", aquele conto que foi adaptado para o cinema inicialmente trazendo Arnold Schwarzenegger e que mais recentemente ganhou um remake. Tudo parece ser fruto de programas de entretenimento violentos e sádicos, consumidos pela massa em um mundo distópico e extremamente perverso. Para King, nessas histórias, o mundo não tem esperança, o futuro vai mesmo ser dominado por ideologias de natureza violenta e opressora. Bom, eu não duvido nada, diante dos acontecimentos atuais, mas um pouco mais de originalidade iria cair muito bem. 

Pablo Aluísio.