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quarta-feira, 3 de junho de 2026

A Longa Marcha

Título no Brasil: A Longa Marcha
Título Original: The Long Walk
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: JT Mollner, Stephen King (livro)
Elenco: Cooper Hoffman, David Jonsson, Garrett Wareing, Charlie Plummer, Ben Wang, Judy Greer, Mark Hamill

Sinopse:
Em uma versão distópica dos Estados Unidos, cinquenta adolescentes são escolhidos para participar da competição anual conhecida como “A Longa Marcha”. As regras são simples e aterrorizantes: os participantes devem continuar caminhando sem parar, mantendo uma velocidade mínima constante. Quem desacelera recebe advertências; ao ultrapassar o limite permitido, é executado imediatamente diante do público. À medida que os quilômetros se acumulam e os competidores começam a cair, surgem amizades, rivalidades e reflexões profundas sobre sobrevivência, sacrifício e a natureza humana. No final, apenas um participante poderá permanecer vivo.

Comentários:
Desde seu lançamento ess filme tem recebido críticas positivas, mas em minha opinião deixa bastante a desejar. Penso que ao longo dos anos o escritor Stephen King passou a ter menos histórias originais. Ele parece se repetir, se auto referenciar, fruto da idade ou talvez do cansaço após décadas escrevendo livros por pressão das editoras. Assim ele vai reciclando velhas ideias. A história desse, por exemplo, me lembra muito "O Sobrevivente", aquele conto que foi adaptado para o cinema inicialmente trazendo Arnold Schwarzenegger e que mais recentemente ganhou um remake. Tudo parece ser fruto de programas de entretenimento violentos e sádicos, consumidos pela massa em um mundo distópico e extremamente perverso. Para King, nessas histórias, o mundo não tem esperança, o futuro vai mesmo ser dominado por ideologias de natureza violenta e opressora. Bom, eu não duvido nada, diante dos acontecimentos atuais, mas um pouco mais de originalidade iria cair muito bem. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Os Descendentes

Sinceramente achei um filme de mediano para fraco, totalmente morninho. O filme em si se resume a duas situações: A esposa de George Clooney no filme está em coma irreversível e segundo seu próprio desejo deixado em uma declaração antes de estar nesse estado quer que seus aparelhos sejam desligados definitivamente. O segundo ponto é a venda de um imenso terreno no Havaí herdado por antepassados da grande família de Clooney (primos, primas, tios, tias e parentada em geral). No final as duas sub tramas irão se encontrar no clímax do filme. Como foi rodado nas ilhas havaianas há muitas tomadas belas das paisagens locais, trilha sonora cheia de músicas das ilhas e aquele ritmo cadenciado, sem muita pressa que acaba ficando chato.

O filme cai no marasmo várias vezes. Não consegui me interessar muito sobre a situação do personagem de Clooney. Esse aliás parece só funcionar em papéis mais relax, do tipo "quarentão garotão". Quando migra para personagens que exigem mais ele geralmente derrapa. É o que acontece aqui em minha opinião. Achei ele apático, meio disperso, como se não estivesse muito aí sobre tudo o que está acontecendo. Enfim, "Os Descendentes" é realmente um filme bem banal, com cara de telefilme sobre doença. Nada muito marcante e facilmente esquecível. Não merece as indicações que recentemente recebeu ao Oscar.

Os Descendentes (The Descendants, Estados Unidos, 2011) Direção: Alexander Payne / Roteiro: Alexander Payne e Nat Faxon / Elenco: George Clooney, Matthew Lillard, Judy Greer e Shailene Woodley / Sinopse: O filme conta a história de um rico proprietário de terras do Havaí que precisa reestabelecer sua ligação com as duas filhas depois que a sua esposa sofre um acidente de barco.

Pablo Aluísio.