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terça-feira, 7 de abril de 2026

A Morte Não Manda Recado

A Morte Não Manda Recado
Sam Peckinpah! Quem é cinéfilo já sabe. Qualquer filme que tenha essa nome em seus créditos já torna o filme essencial para quem curte sétima arte. E se for um faroeste, bem, as coisas ficam ainda mais interessantes. Nesse western norte-americano, mas com claras influências do western spaghetti italiano, o diretor Sam Peckinpah construiu um filme curioso. Ao mesmo tempo em que tenta ser original também se destaca por render várias homenagens aos temas mais caros à mitologia do velho oeste. Personagens são tipos indigestos, diria até intragáveis e asquerosos. Só que com isso o filme ganha no humor e no realismo porque convenhamos, no velho oeste os cowboys não eram galãs, mas sim caras durões que viviam com as roupas empoeiradas por causa do deserto.

O resultado é mais do que agradável de se assistir. Há cenas com bom humor e algumas que ficaram marcantes, como a do homem que é deixado para morrer no meio de um deserto hostil e muito selvagem, quase impossível de sobreviver. Não há nenhum grande astro no elenco, mas isso definitivamente não faz a menor diferença. É um filme ótimo, excelente, dos bons. Assista se puder.

A Morte Não Manda Recado (The Ballad of Cable Hogue, Estados Unidos, 1970) Direção: Sam Peckinpah / Roteiro: John Crawford / Elenco: Jason Robards, Stella Stevens, David Warner / Sinopse: Um homem é deixado para morrer no deserto por inimigos. Sò que ele está decidido a dar a volta por cima.

Pablo Aluísio.

domingo, 25 de novembro de 2018

O Agente Secreto Matt Helm

Esse filme pode ser explicado em poucas frases, até porque a intenção dos produtores eram bem simples de entender. Eles quiseram apenas apertar um botão, transformando Dean Martin em James Bond. Isso mesmo. O roteiro, as armas modernas, a trama de espionagem, tudo parece uma cópia mais pobre e mais escrachada dos filmes de 007. Provavelmente a única coisa que parece se salvar é o próprio carisma imbatível de Dean Martin. Veja que enredo: Dean Martin interpreta um agente da contra espionagem americana chamado Matt Helm. Como disfarce ele se passa por fotografo, o que lhe dá a oportunidade de trabalhar com muitas mulheres bonitas! Claro, ele dá em cima de todas e invariavelmente se dá bem em suas cantadas (tempos politicamente incorretos aqueles!). A intenção é sempre levar a próxima garota bonita para a cama. Depois as descartar, sem maiores problemas.

Pois bem, a boa vida de Helm chega ao fim quando uma organização criminosa decide fazer uma sabotagem no lançamento de um foguete rumo ao espaço. Eles querem usar o foguete para contaminar uma grande área da costa oeste dos Estados Unidos com radiação. Para salvar o dia, então o indiscreto Matt Helm sai de sua alcova, cercado de lindas garotas, para desmantelar os planos do malvadões.

Tudo cheira a chanchada. Fica óbvio desde o começo que Dean Martin está apenas se divertindo no papel. Ele chega a tirar onda com seu amigo Frank Sinatra. Numa cena, enquanto dirige um carro, a garota ao seu lado liga do rádio e Sinatra surge cantando um de seus sucessos ao que Martin diz: "Esse cantor é péssimo, mude de estação!". O filme inclusive tem uma longa trilha sonora, só com músicas obviamente cantadas por Dean Martin. Também tem números de dança em excesso, com dançarinas de Las Vegas, o que me fez pensar que Dean Martin andou prometendo espaço demais para essas starlets no filme. Aliás todo rodado nos arredores de Las Vegas (onde Dino poderia continuar cantando de noite nos cassinos enquanto de dia rodava as cenas do filme de dia), esse primeiro Matt Helm não é para ser levado à sério de jeito nenhum. Sendo encarado dessa forma, até que é um passatempo divertido.

O Agente Secreto Matt Helm (The Silencers, Estados Unidos, 1966) Direção: Phil Karlson / Roteiro: Oscar Saul / Elenco: Dean Martin, Stella Stevens, Daliah Lavi / Sinopse: Para salvar a América de uma tragédia nuclear, apenas um homem poderia ser chamado, o agente secreto Matt Helm, interpretado pelo cantor Dean Martin. Filme baseado nos romances de espionagem escritos por Donald Hamilton.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Garotas e Mais Garotas

Título no Brasil: Garotas e Mais Garotas
Título Original: Girls! Girls! Girls!
Ano de Produção: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Norman Taurog
Roteiro: Allan Weiss, Edward Anhalt
Elenco: Elvis Presley, Stella Stevens, Jeremy Slate, Laurel Goodwin, Benson Fong, Robert Strauss

Sinopse:

O sonho de Ross Carpenter (Elvis Presley) é ter seu próprio barco de pesca, onde ele poderá finalmente ter uma renda fixa e segura. A oportunidade surge quando seu ex-patrão resolve colocar algumas embarcações à venda. Ross porém não tem ainda o dinheiro suficiente, que ele espera levantar cantando nos bares e nightclubs locais.

Comentários:
Mais uma comédia romântica musical com Elvis Presley nos anos 60. Esse tipo de filme fazia bastante sucesso e Elvis conseguia não apenas emplacar sucessos de bilhterias como também discos nas paradas musicais, pois nessa época suas trilhas sonoras faziam bastante sucesso. A fórmula era basicamente a mesma: Elvis interpreta um sujeita boa pinta que geralmente era disputado por duas mulheres (uma mais jovem e uma mais velha) enquanto desfilava seus sucessos em cenas de canto e dança. Esse "Girls! Girls! Girls!" foi filmado no mesmo estúdio, com o mesmo diretor e roteirista de "Feitiço Havaiano", o grande sucesso de Elvis nos cinemas. A trilha sonora trazia uma sonoridade mais caribenha, apesar do filme ter sido todo filmado nas ilhas havaianas (em lugares que deram uma bonita fotografia à produção). De quebra ainda trouxe alguns his como "Return to Sender" (que vendeu milhões de cópias de seu single) e o tema principal, um cover do grupo The Drifters. Por fim um detalhe curioso e interessante: esse filme acabou sendo indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme - Musical do ano. Algo que era até bem raro em termos de filmografia de Elvis Presley. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Cine Western - Stella Stevens

Cine Western - Stella Stevens
Stella Stevens foi uma atriz norte-americana que se destacou no cinema e na televisão, especialmente durante as décadas de 1960 e 1970, sendo reconhecida tanto por sua beleza quanto por seu talento em comédias e dramas. Ela nasceu em 1º de outubro de 1938, na cidade de Yazoo City, no estado do Mississippi, Estados Unidos, com o nome de Estelle Caro Eggleston. Criada em Memphis, Tennessee, teve uma juventude relativamente simples, casando-se ainda muito jovem e tornando-se mãe cedo. Apesar das responsabilidades familiares, decidiu seguir carreira artística, ingressando no mundo da atuação após participar de produções teatrais locais. Sua determinação e presença marcante logo chamaram a atenção de produtores, abrindo caminho para sua entrada em Hollywood.

Stella Stevens iniciou sua carreira no final da década de 1950 e rapidamente ganhou destaque ao vencer o Globo de Ouro de “Nova Estrela do Ano” por sua atuação no filme Say One for Me (1959). Esse reconhecimento inicial impulsionou sua carreira, levando-a a participar de diversas produções importantes. Um de seus papéis mais lembrados foi no clássico da comédia The Nutty Professor (O Professor Aloprado, 1963), ao lado de Jerry Lewis, onde interpretou a bela estudante Stella Purdy. Sua atuação combinava charme, leveza e carisma, características que a tornaram muito popular junto ao público. Ao longo dos anos 1960, ela participou de diversos filmes que consolidaram sua imagem como uma das atrizes mais atraentes e talentosas de sua geração.

Outro momento importante de sua carreira foi sua participação no filme Girls! Girls! Girls! (1962), no qual contracenou com Elvis Presley, um dos maiores ícones da música e do cinema da época. A parceria ajudou a aumentar ainda mais sua visibilidade e popularidade. Além do cinema, Stella Stevens também teve uma presença marcante na televisão, participando de inúmeras séries de sucesso ao longo das décadas, o que contribuiu para sua longevidade na indústria do entretenimento. Ela demonstrou versatilidade ao atuar em diferentes gêneros, incluindo comédia, drama, faroeste e ficção científica.

Durante os anos 1970 e 1980, Stevens continuou ativa, embora com menor destaque em grandes produções cinematográficas. Ainda assim, manteve uma carreira sólida na televisão e em filmes independentes. Além de atriz, ela também trabalhou como diretora e produtora, mostrando interesse em expandir sua atuação nos bastidores da indústria. Sua carreira reflete a trajetória de muitas atrizes de sua época, que precisaram se adaptar às mudanças do cinema e da televisão ao longo dos anos. Mesmo enfrentando desafios comuns à indústria, Stella Stevens conseguiu manter relevância e respeito profissional.

Stella Stevens faleceu em 17 de fevereiro de 2023, deixando um legado significativo no entretenimento. Ela é lembrada como uma das figuras marcantes do cinema americano dos anos 1960, com uma carreira que combinou talento, carisma e presença de tela. Seus trabalhos continuam sendo apreciados por fãs do cinema clássico, especialmente suas atuações em comédias e filmes ao lado de grandes estrelas. Sua contribuição para o cinema e a televisão permanece como parte importante da história de Hollywood, representando uma era de glamour e transformação na indústria do entretenimento.

Erick Steve.