segunda-feira, 5 de maio de 2008

João Penca e Seus Miquinhos Amestrados – Okay My Gay

João Penca E Seus Miquinhos Amestrados – Okay My Gay
O grupo João Penca fazia um roquinho engraçadinho nos anos 80. Algumaa letras hoje em dia seriam consideradas muito preconceituosas e babacas. Basta olhar o nome do disco. Só que nos anos 80 esse tipo de coisa ainda era vista com uma certa normalidade. Eu sempre achei o conjunto da obra bem debilóide, apesar de gostar dos arranjos pois eu sempre gostei da sonoridade rockabilly dos anos 50, um estilo que eles procuravam seguir. 

De qualquer foram há pelo menos duas faixas muito boas aqui. Uma delas é "Popstar". Quem viveu a década de 80 certamente vai se lembrar apenas ouvindo os primeiros acordes. A outra digna de nota seja "Universotário", embora tenha uma letra daquelas bem idiotas que o grupo parecia especializado em escrever. Enfim, João Penca era piada. Pena que piada envelhece. E eles hoje em dia são considerados apenas uma piada velha dos anos 80. 

João Penca E Seus Miquinhos Amestrados – Okay My Gay (1988)
Luau De Arromba
Popstar
Romance Em Alto Mar
Lágrimas De Crocodilo
Sou Fã (Sixteen Candles)
Os Amantes Nunca Dizem Adeus (Lovers Never Say Goodbye)
Menino Prodígio
Cachet (Heartbreak Hotel)
Universotário
Escrava Sexual
Ricota

Pablo Aluísio.

domingo, 4 de maio de 2008

Lisa Marie Presley - To Whom It May Concern

A questão principal é: a filha de Elvis Presley tinha talento musical? A resposta é sim. Gostei muito de todo o CD, acho que foi um trabalho que surpreendeu muita gente. De boba a garota não tinha nada, se cercou de gente competente e mandou ver em uma dúzia de canções que surpreendem de tão bem escritas. Não vou comparar com Elvis porque aí é covardia, mas merece uma boa nota pelo álbum, principalmente por ser o primeiro CD dela. As faixas possuem uma certa melancolia. Não é um trabalho pop como muita gente está acostumada a ouvir por aí. E nesse aspecto a Lisa Marie se saiu bem, principalmente por optar em não imitar ninguém, nem seu pai famoso e nem muito menos outras estrelas da pop music. Assim ela escolheu de forma certa seguir por seu próprio caminho. 

Depois com o tempo a Lisa Marie meio que se decepcionou com sua carreira e após problemas envolvendo drogas deixou a profissão de cantora de lado, o que foi uma pena. Ela deveria ter insistido mais por seguir esse lado de artista. Uma grande perda mesmo ela ter largado tudo cedo demais. Teria sido uma cantora realmente muito boa. No total gravou três álbuns e nunca conseguiu sair da sombra enorme do pai famoso. Infelizmente Lisa Marie morreu precocemente, vítima de erro médico. Quem sabe se vivesse mais teria desenvolvido melhor esse seu lado artístico. De qualquer forma esse álbum e os demais conseguiram preservar sua bela voz e sua singular visão que tinha do mundo. 

Lisa Marie Presley - To Whom It May Concern (2003)
1.S.O.B.
2.The Road Between
3.Lights Out
4.Better Beware
5.Nobody Noticed It
6.Sinking In
7.Important
8.So Lovely
9.Indifferent
10.Gone
11.To Whom It May Concern
12.Excuse Me
13.Lights Out

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Explosão Dos Anos 60

Explosão Dos Anos 60
Esse disco faz parte da história da minha vida. Ele já estava tocando em minha casa quando eu estava na infância. É um retrato bem interessante da música jovem Brasileira. Ali na virada da década de 1950 para a década de 1960. Um tempo em que a jovem guarda ainda nem existia. O que se pode ver nesses registros musicais é como a música Brasileira daquela época, feita para os adolescentes e jovens; era muito inocente. Há muitas versões de músicas americanas por aqui. E tudo fruto daqueles tempos mais inocentes e pueris. 

Eu particularmente gosto muito dessas gravações, até porque se trata de um aspecto de pura nostalgia em meu caso particular. Esse selo CID lançava discos promocionais no mercado brasileiro. Custava muito menos do que os discos originais de selos americanos. Por essa razão, era bem vendidos e comercialmente bem sucedidos. Sendo vendidos em lojas, supermercados e locais alternativos que não costumavam vender discos de vinil. Enfim, um disco que marcou minha vida e que tem seu grande valor artístico. É um retrato do pop do rock nacional em seus primórdios, em suas origens.

Explosão Dos Anos 60 (1977)
Estúpido Cupido 
Neurastênico
Broto Legal 
O Ritmo Da Chuva 
Biquini de Bolinha Amarelinho Tão Pequenininho 
Jambalaya 
Rua Augusta
Estúpido Cupido 
Banho de Lua 
Quem É
Túnel Do Amor
Marcianita
Lacinhos Cor-de-Rosa

Pablo Aluísio.

Nelson Gonçalves - A Volta do Boêmio

Nelson Gonçalves - A Volta do Boêmio
Nelson Gonçalves era uma figura! Boxeador, valentão, cheirador de cocaína... ele frequentava o baixo meretrício, como era conhecida a zona do Rio de Janeiro que se notabilizava pela vida marginal. O lugar dos puteiros, dos malandros bem vestidos, mas com punhal no bolso, das prostitutas com sonhos irreais, dos amores de cabaré, da mesa de bar para afogar as mágoas do amor perdido. Se na vida real ele era barra pesada, na música era um excelente cantor! Tanto que chegou a arrancar elogios de Frank Sinatra! Não era pouco o talento do Nelsão!

Esse LP traz uma seleção de seus maiores sucessos. O Nelson Gonçalves gravava pelo selo RCA Camden, que vendia os discos da gravadora em preços mais promocionais. No auge de seu sucesso seus discos vendiam como água no deserto! Eu ouço o samba canção do Nelson desde criança. Meu pai era um grande admirador. Então eu já ouvia ele desde pequeno, de forma indireta, desde os meus primeiros anos. Só mais recentemente criei a mentalidade de que Nelson foi um dos grandes cantores da música realmente popular brasileira. Ele merede mesmo todos os elogios e todo o reconhecimento pela nobre arte de cantar maravilhosamente bem!

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Menudo

Menudo
Já que estamos falando de porcarias dos anos 80 que tal escrever algo sobre o Menudo? Pois é... Meus amigos esse grupo, essa boy banda, foi uma verdadeira praga em nosso país. E se formos pensar bem não tinham nada a ver, uns caras caribenhos, cantando em um portunhol péssimo, como alguém poderia prever que eles iriam fazer tanto sucesso no Brasil? E coloca sucesso nisso... Se os Estados Unidos viveram a Beatlemania nos anos 60, os jovens brasileiros viveram a Menudomania aqui em nosso país nos anos 80. Mais brega impossível...

Anos depois se descobriu que o empresário dos Menudos, o verdadeiro dono da banda, havia abusado desses jovens! Um verdadeiro horror, mas que não me deixou surpreso. Essas boys bands de adolescentes daquela época eram verdadeiras máfias. Não dos jovens artistas, esses eram apenas uns pobres coitados tentando fazer algum dinheiro para fugir da pobreza, mas sim de seus empresários, grandes figurões, a maioria deles uns picaretas absolutos! E esse tipo de coisa não era restrito aos países latinos, mas nos Estados Unidos era igualmente a mesma coisa. Enfim, pelo visto não era apenas a música do Menudo que era um horror, o mundo de seus bastidores sórdidos também...

Erick Steve. 

Xou da Xuxa

Xou da Xuxa
Antes de virar a mais popular apresentadora infantil do Brasil, a Xuxa era uma modelo conhecida por ter sido namorada do Pelé e por ser uma mulher extremamente bela (aliás ela ainda é uma mulher bonita, hoje com mais de 60 anos de idade!). Pois bem, foi mesmo uma aposta ousada por parte da Globo lançar ela nas manhãs da semana apresentando esse programa infantil que tinha apresentações musicais e desenhos animados. E a aposta se revelou muito certeira!

De qualquer maneira a garota fez um bom trabalho! O programa infantil foi um grande sucesso de audiência nas manhãs da Globo e as músicas cantadas por ela se tornaram hits nacionais! Tocava em todas as rádios e em todos os lugares. O sucesso foi tamanho que a Xuxa emplacou vários discos entre os mais vendidos na história da indústria fonográfica brasileira! Algo incrível se formos pensar bem. E esse aqui foi seu primeiro LP. Quem viveu a época sabe como vendeu, milhares de cópias por todo o país. Sucesso enorme. E hoje esse disco segue na lista dos dez mais vendidos na história da música brasileira! Quem poderia imaginar que algo assim iria acontecer?

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Gata e o Rato

Título no Brasil: A Gata e o Rato
Título original: Moonlighting
País: Estados Unidos
Ano: 1985–1989
Criação: Glenn Gordon Caron
Direção: Robert Butler, Peter Werner e outros
Elenco: Cybill Shepherd, Bruce Willis, Allyce Beasley e Curtis Armstrong

Sinopse:
Maddie Hayes é uma antiga modelo que perde praticamente toda a sua fortuna depois de ser enganada por seu empresário. Entre os poucos bens que ainda possui está a agência de detetives Blue Moon, que ela inicialmente pretende vender para recuperar parte do dinheiro perdido. Entretanto, o investigador David Addison consegue convencê-la a manter o negócio funcionando e a trabalhar ao seu lado. A partir daí, os dois passam a investigar diferentes casos, envolvendo crimes, desaparecimentos, fraudes e situações misteriosas. Maddie é séria, organizada e determinada, enquanto David é descontraído, provocador e bastante irreverente. As diferenças entre os dois provocam discussões constantes, mas também fazem surgir uma forte atração. Enquanto procuram solucionar os casos, os dois precisam lidar com seus sentimentos e com a crescente dificuldade de separar a vida profissional da vida pessoal. Temporadas: 5 Episódios: 66. 

Comentários:
A Gata e o Rato foi uma das séries mais populares e diferentes da televisão americana durante os anos 1980. A produção chamou atenção por misturar investigação policial, comédia, romance e mistério em uma mesma história. Cybill Shepherd interpretou Maddie Hayes como uma mulher elegante, inteligente e determinada, enquanto Bruce Willis ganhou grande destaque como o irreverente David Addison. A química entre os dois atores tornou-se o principal elemento da série e fez com que os conflitos entre seus personagens fossem tão importantes quanto os casos investigados. Os episódios apresentavam histórias policiais, mas também davam bastante espaço para o relacionamento entre os protagonistas. O humor de David contrastava diretamente com a personalidade mais séria de Maddie, criando situações divertidas e muitas discussões. A produção também ficou conhecida por seu estilo inovador e por brincar com a própria linguagem da televisão. Para Bruce Willis, a série teve uma importância especial porque ajudou a transformá-lo em um dos grandes nomes do entretenimento americano.

Outro grande destaque foi justamente a relação entre Maddie e David, que passou a ser o centro da narrativa conforme a série avançava. A dupla mantinha uma relação marcada por provocações, discussões, ciúmes e momentos de aproximação, criando uma tensão romântica que conquistou o público. Allyce Beasley também se tornou conhecida como Agnes DiPesto, a excêntrica secretária da agência, acrescentando ainda mais humor à produção. A série não seguia sempre uma estrutura tradicional e apresentava episódios com situações bastante criativas e diferentes. Em vários momentos, os roteiristas utilizavam recursos pouco comuns para a televisão da época, o que ajudou a criar sua identidade própria. A música-tema interpretada por Al Jarreau também se tornou uma das marcas da produção. Mesmo depois de seu encerramento em 1989, A Gata e o Rato permaneceu como uma série lembrada pelos fãs da televisão dos anos 1980. Seu legado está principalmente na química de seus protagonistas e na maneira original como combinou investigação, humor e romance.

Erick Steve. 

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Avalanche

Título no Brasil: Avalanche
Título Original: Avalanche
Ano de Lançamento: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: New World Pictures
Direção: Corey All
Roteiro: Corey Allen e Claude Foushee
Elenco: Rock Hudson, Mia Farrow, Robert Forster, Jeanette Nolan, Barry Primus, Rick Moses, Steve Marachuk e Jerry Douglas. 

Sinopse:
David Shelby é um rico empresário que inaugura um moderno resort de esqui localizado nas Montanhas Rochosas. Apesar dos alertas feitos por especialistas sobre o elevado risco de deslizamentos de neve, Shelby decide manter o hotel em funcionamento durante a alta temporada. Entre os hóspedes está sua ex-esposa, Caroline, que chega ao local acompanhada do novo companheiro. Quando uma gigantesca avalanche atinge a região, centenas de turistas ficam presos sob a neve ou isolados entre os destroços do complexo turístico. Enquanto tenta organizar o resgate dos sobreviventes, David precisa enfrentar as consequências de suas decisões e lutar contra a força devastadora da natureza. O filme combina drama humano, romance e ação, seguindo a tradição dos chamados "filmes-catástrofe" que fizeram enorme sucesso durante a década de 1970. 

Comentários:
Lançado em 1978, Avalanche chegou aos cinemas quando o ciclo dos grandes filmes-catástrofe já demonstrava sinais de desgaste. Produzido com um orçamento muito inferior ao de sucessos como Inferno na Torre (1974) e Terremoto (1974), o longa recebeu críticas predominantemente negativas da imprensa americana. Janet Maslin, do The New York Times, observou que o filme possuía uma premissa promissora, mas era prejudicado por efeitos especiais pouco convincentes e por um roteiro previsível. A revista Variety também criticou a narrativa, afirmando que o elenco de prestígio — especialmente Rock Hudson, Mia Farrow e Robert Forster — era subaproveitado em uma história incapaz de criar verdadeira tensão dramática. Muitos críticos apontaram que as cenas da avalanche, principal atrativo da produção, utilizavam miniaturas e efeitos visuais que já pareciam ultrapassados para os padrões da época. Mesmo assim, Rock Hudson recebeu elogios por sua atuação segura e profissional, conseguindo conferir credibilidade ao protagonista apesar das limitações do roteiro. A direção de Corey Allen também foi considerada competente na condução das cenas de ação, embora incapaz de compensar as deficiências da produção. 

Com o passar dos anos, Avalanche ganhou uma curiosa reputação como um clássico cult entre os apreciadores dos filmes-catástrofe dos anos 1970. Embora continue sendo visto como uma produção modesta quando comparada aos grandes sucessos do gênero, muitos fãs passaram a valorizar justamente seu caráter exagerado e seus efeitos especiais artesanais. Em retrospectivas publicadas por revistas especializadas em cinema fantástico, o longa é frequentemente citado como um exemplo representativo do fim da era dos grandes desastres cinematográficos iniciada no começo da década. Nas comunidades de cinéfilos, há quem considere Avalanche um típico filme "tão ruim que é divertido", elogiando o elenco estrelado, a fotografia das montanhas e o ritmo relativamente ágil da narrativa. Rock Hudson, em especial, é lembrado por manter sua elegância habitual mesmo em um projeto considerado inferior dentro de sua filmografia. Hoje, Avalanche permanece como uma curiosidade histórica para os fãs do cinema de desastre, sendo apreciado menos por sua qualidade técnica e mais por representar um período muito específico de Hollywood, quando terremotos, incêndios, naufrágios e desastres naturais dominavam as telas dos cinemas americanos.

Erick Steve.