Título Original: The Thief of Bagdad
Ano de Produção: 1940
País: Inglaterra, Estados Unidos
Estúdio: Alexander Korda Films
Direção: Ludwig Berger, Michael Powell
Roteiro: Miles Malleson, Lajos Biró
Elenco: Conrad Veidt, Sabu, June Duprez, John Justin, Rex Ingram, Miles Malleson, Morton Selten
Sinopse:
Depois de ser enganado e expulso de Bagdá pelo malvado Jaffar, o rei Ahmad decide unir suas forças com um ladrão chamado Abu para recuperar seu trono, a cidade e a princesa que ama.
Comentários:
Esse filme "O Ladrão de Bagdá" até hoje impressiona por sua boa produção. Em um tempo em que a tecnologia de efeitos especiais ainda era muito rudimentar, eles ousaram fazer um filme que era pura fantasia, com os principais personagens dos contos da mil e uma noites. E o resultado ficou muito bom. Para se ter uma ideia o filme tem cenas extremamente bem realizadas, com cavalos voadores, um gênio da lâmpada gigante, aranhas imensas, etc. Tudo para a alegria da garotada dos anos 1940. Na literatura todos esses personagens não interagiam nas mesmas histórias, mas os roteiristas do filme decidiram pincelar o melhor deles para colocar em um mesmo enredo. Funcionou muito bem na sétima arte. Por fim é importante salientar que essa produção acabou sendo uma das mais influentes da época, dando origem, por exemplo, a uma série de filmes sobre o marujo Simbad, isso sem contar com o gênero de fantasia como um todo.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
domingo, 2 de agosto de 2026
Elvis Presley - Elvis For Everyone
Lançado em 10 de agosto de 1965, Elvis for Everyone! foi um dos álbuns mais peculiares da carreira de Elvis Presley. Apesar do título sugerir um novo trabalho de estúdio cuidadosamente planejado, o disco foi, na realidade, uma coletânea de gravações inéditas realizadas entre 1960 e 1964 para diferentes projetos. A RCA Victor reuniu canções que haviam permanecido arquivadas durante os anos em que Elvis dividia seu tempo entre a carreira musical e as produções cinematográficas em Hollywood. O álbum apresenta uma grande variedade de estilos, passando pelo rock and roll, country, gospel, rhythm and blues e baladas românticas, evidenciando a extraordinária versatilidade vocal do cantor. Embora não possuísse a unidade artística de outros trabalhos de sua discografia, Elvis for Everyone! demonstrou que Presley mantinha um elevado padrão de qualidade mesmo em gravações originalmente deixadas de lado. Em uma fase em que sua produção musical era frequentemente ofuscada pelos filmes, o álbum serviu para lembrar ao público a força de Elvis como intérprete.
A recepção crítica foi positiva, embora muitos jornalistas tenham observado a natureza incomum do projeto. A Billboard destacou que o disco reunia "material de excelente qualidade", afirmando que mesmo as gravações não lançadas anteriormente revelavam um Elvis em ótima forma vocal. A Cash Box elogiou a diversidade do repertório, observando que o álbum oferecia uma visão abrangente das diferentes facetas musicais do cantor. A Variety ressaltou que a coletânea confirmava a consistência artística de Presley, capaz de interpretar com igual competência baladas, músicas country e canções de rock. Embora algumas críticas mencionassem a ausência de um conceito unificador, a maioria reconheceu que a qualidade individual das faixas compensava essa característica.
Os grandes jornais americanos também analisaram o lançamento. O The New York Times observou que Elvis for Everyone! demonstrava "a impressionante capacidade de Presley de transformar qualquer canção em uma interpretação pessoal e convincente". O Los Angeles Times destacou que o álbum permitia ao público ouvir gravações até então desconhecidas, revelando aspectos pouco explorados da produção musical de Elvis no início da década de 1960. Décadas depois, a Rolling Stone revisitou o disco e observou que muitas das músicas ali presentes possuíam qualidade suficiente para terem integrado álbuns de estúdio convencionais. Os especialistas também ressaltaram que o trabalho oferece uma interessante visão do processo criativo e das sessões de gravação do cantor durante esse período de sua carreira.
Comercialmente, Elvis for Everyone! obteve um desempenho sólido. O álbum alcançou a 10ª posição na Billboard Top LPs, demonstrando que Elvis continuava sendo um dos artistas mais populares dos Estados Unidos mesmo diante da crescente popularidade da chamada Invasão Britânica, liderada por bandas como os Beatles. As vendas foram consistentes e garantiram ao disco certificação de ouro pela Recording Industry Association of America anos mais tarde. Embora nenhum grande single tenha sido lançado para promover o álbum, sua boa aceitação comercial confirmou a fidelidade do público de Elvis, que continuava adquirindo seus discos em grande quantidade. O sucesso também mostrou que havia forte interesse por material inédito do cantor, mesmo quando proveniente de sessões realizadas anos antes.
O legado de Elvis for Everyone! tornou-se mais evidente com o passar do tempo. Atualmente, especialistas consideram o álbum uma importante coletânea de gravações que documentam a excelente fase vocal de Elvis entre 1960 e 1964. Para historiadores da música, o disco oferece uma oportunidade rara de conhecer faixas que permaneceram inéditas durante vários anos, muitas delas revelando interpretações de alto nível artístico. Entre os fãs, o álbum é valorizado justamente por apresentar um Elvis menos associado aos filmes e mais concentrado em sua capacidade como cantor. Embora não seja geralmente citado entre seus trabalhos mais famosos, Elvis for Everyone! ocupa um lugar respeitado em sua discografia por preservar um conjunto de gravações que enriquecem a compreensão da evolução musical de Elvis Presley durante a primeira metade da década de 1960.
Elvis Presley – Elvis for Everyone! (1965)
Your Cheatin' Heart
Summer Kisses, Winter Tears
Finders Keepers, Losers Weepers
In My Way
Tomorrow Night
Memphis, Tennessee
For the Millionth and the Last Time
Forget Me Never
Sound Advice
Santa Lucia
I Met Her Today
When It Rains, It Really Pours
Pablo Aluísio e Erick Steve.
The Beach Boys - Pet Sounds
Lançado em 16 de maio de 1966, Pet Sounds é o décimo primeiro álbum de estúdio de The Beach Boys e é amplamente reconhecido como uma das maiores obras-primas da história da música popular. Idealizado principalmente por Brian Wilson, o disco marcou uma ruptura com a imagem da banda associada às praias, ao surfe e aos carros, apresentando um trabalho profundamente introspectivo e sofisticado. Enquanto o restante do grupo realizava turnês, Brian Wilson permaneceu em Los Angeles dedicando-se integralmente às gravações, utilizando músicos de estúdio conhecidos como The Wrecking Crew para construir arranjos extremamente elaborados. As letras, escritas em grande parte por Tony Asher, abordam temas como amadurecimento, insegurança, amor e solidão, fugindo completamente dos assuntos tradicionais do grupo. O resultado foi um álbum inovador, que expandiu os limites da música pop e exerceu enorme influência sobre toda a produção musical das décadas seguintes.
A recepção crítica inicial foi bastante positiva, embora nem todos os críticos compreendessem imediatamente a dimensão de sua inovação. A Billboard elogiou a qualidade excepcional da produção e destacou a riqueza dos arranjos vocais e instrumentais. A Cash Box classificou o disco como um trabalho de grande refinamento artístico, observando que Brian Wilson havia elevado o padrão das gravações pop. No Reino Unido, a New Musical Express (NME) recebeu o álbum com enorme entusiasmo, considerando-o uma das gravações mais importantes da década. Anos depois, a Rolling Stone descreveria Pet Sounds como "um dos maiores álbuns já produzidos", elogiando sua combinação de emoção, experimentação sonora e perfeição técnica. Muitos críticos passaram a considerá-lo o momento em que a música pop alcançou um novo nível de sofisticação artística.
Os grandes jornais também reconheceram sua importância. O The New York Times destacou que Brian Wilson havia criado "uma obra profundamente pessoal e musicalmente revolucionária", chamando atenção para a utilização inovadora de instrumentos pouco convencionais no pop, como sinos, bicicletas, latas e instrumentos de sopro. O Los Angeles Times ressaltou a delicadeza das harmonias vocais e a extraordinária qualidade das composições. Décadas depois, a The New Yorker afirmou que Pet Sounds "mudou definitivamente a maneira como um álbum pop poderia ser concebido", observando que sua influência ultrapassou o rock e alcançou praticamente todos os gêneros da música popular. O próprio Paul McCartney declarou diversas vezes que Pet Sounds foi uma das principais inspirações para a criação de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, considerando "God Only Knows" uma das mais belas canções já escritas.
Comercialmente, Pet Sounds teve desempenho sólido, embora inicialmente abaixo das expectativas da gravadora nos Estados Unidos. O álbum alcançou a décima posição na Billboard 200 e vendeu bem no mercado americano, mas seu maior impacto ocorreu no Reino Unido, onde chegou ao segundo lugar da parada de álbuns. Ao longo das décadas, suas vendas cresceram continuamente, ultrapassando vários milhões de cópias em todo o mundo e recebendo múltiplas certificações de ouro e platina. Singles como "Wouldn't It Be Nice", "Sloop John B" e "God Only Knows" tornaram-se grandes sucessos internacionais e permanecem entre as músicas mais populares dos Beach Boys. Embora não tenha sido o maior sucesso comercial da banda em seu lançamento, o álbum consolidou Brian Wilson como um dos produtores e compositores mais inovadores da música do século XX.
O legado de Pet Sounds é simplesmente extraordinário. Considerado por inúmeros críticos, músicos e historiadores como um dos maiores álbuns de todos os tempos, ele transformou a maneira como artistas passaram a encarar o LP como uma obra artística completa, e não apenas como uma coleção de singles. Sua influência pode ser percebida em artistas tão diversos quanto os Beatles, Pink Floyd, Radiohead e inúmeras gerações de compositores e produtores. Em diversas listas publicadas pela Rolling Stone e por outras revistas especializadas, Pet Sounds figura constantemente entre os maiores discos da história da música. Para os fãs, representa o auge criativo de Brian Wilson e o momento em que os Beach Boys transcenderam definitivamente os limites do surf rock para criar uma obra-prima universal. Quase seis décadas após seu lançamento, Pet Sounds continua sendo referência obrigatória para qualquer estudo sobre a evolução da música popular.
The Beach Boys – Pet Sounds (1966)
Wouldn't It Be Nice
You Still Believe in Me
That's Not Me
Don't Talk (Put Your Head on My Shoulder)
I'm Waiting for the Day
Let's Go Away for Awhile
Sloop John B
God Only Knows
I Know There's an Answer
Here Today
I Just Wasn't Made for These
Pablo Aluísio e Erick Steve.
sábado, 1 de agosto de 2026
O Retorno
Já que a Odisséia de Homero está em alta, pelo menos no mundo cinematográfico, quero deixar a dica desse excelente filme. Também é baseado naquela obra imortal, mas ao invés de tentar contar todo o enredo, se concentra na volta do herói Odisseu ao seu lar, após dez anos de sua partida. Quando foi embora para lutar na Guerra de Troia era um homem glorioso, liderando um imenso exército. Rei, estava no pico de sua glória pessoal. Era uma figura lendária, mitológica, imperial. Todos o admiravam, se curvando quando ele passava.
Quando o filme começa encontramos o antigo herói desmaiado na costa de sua ilha. É uma ruína humana. Destroçado tanto psicologicamente como fisicamente. Nenhum sinal de seu outrora imponente exército. Apenas ele retornou, em frangalhos, vestindo trapos corroídos pelo tempo e pelo mar. As pessoas que passam por ele acreditam que é apenas um mendigo vagando em busca de alguma comida. Ninguém o reconhece. Sua rainha agora está assolada em seu próprio palácio em ruínas, cercada por todos os tipos de vigaristas e bandidos. Todos querem se casar com ela, não por amor ou admiração, mas sim para roubar sua nobreza e o que restou de uma riqueza monárquica decadente que ficou no passado.
Obviamente esse filme não tem a cara produção do recente filme de Nolan. E nem deseja isso. O que vale aqui é um estilo cru, bem realista. O que vemos em tela não é uma super produção de Hollywood. Ao invés disso temos uma crônica muito humana de um homem que retorna a um passado que já não mais existe. A guerra parece ter levado tudo, sua fortuna, seu prestígio e sua própria dignidade pessoal. É um roteiro focado no drama humano e não no espetáculo visual. É o realismo de uma comunidade que viveu há milênios, com todo o seu primitivismo recriado em cada tomada. Tudo muito visceral, cru, realista! E aqui deixo meus aplausos para a interpretação de Ralph Fiennes como o velho Odisseu. Que ator, senhoras e senhores! Seu trabalho é simplesmente grandioso nesse filme! Ele é alma pulsante de cada momento. Enfim, achei uma obra-prima cinematográfica. Merecia ser mais reconhecido. É sem dúvida um filmaço!
O Retorno (The Return, Reino Unido, Itália, Grécia, França, 2024) Direção: Uberto Pasolini / Roteiro: John Collee, Edward Bond, Uberto Pasolini / Elenco: Ralph Fiennes, Juliette Binoche, Charlie Plummer, Marwan Kenzari / Sinopse: Após ficar dez anos fora, participando da Guerra de Troia e de uma viagem de retorno que não parecia mais ter fim, o velho Rei Odisseu está de volta ao seu lar, mas não mais como aquele guerreiro heróico que um dia partiu de suas praias, mas sim como um homem destruído, destroçado pela guerra, tanto psicologicamente como fisicamente. Baseado na obra A Odisseia de Homero.
Pablo Aluísio.
Dreamgirls: Em Busca de um Sonho
Superficialmente poderia definir esse filme como um musical ambientado nos anos 60, com personagens de pura ficção. Só que essa definição seria muito simplória. Na realidade o que temos aqui são personagens espelhados em artistas reais da gravadora Motown. Esse selo foi um dos mais importantes da história da música popular dos Estados Unidos. Revelou uma incrível geração de grandes artistas, inclusive a família Jackson, Marvin Gaye, as Supremes, Stevie Wonder e Diana Ross. Nunca houve nada parecido na cultura daquele país. Foi um momento único e singular na história.
Assim o filme vai contando sua história, sempre usando essa referência. Por exemplo, o personagem de Eddie Murphy é claramente inspirado em Marvin Gaye. O trio de vocalistas negras que sonham com a fama e o sucesso não deixa de ser as Supremes e por aí vai. A trilha sonora do filme, como era de se esperar, é excelente! Só que eu pessoalmente preferia que trouxessem as músicas originais da Motown. Isso iria transformar esse musical não apenas em um bom filme, mas em uma verdadeira obra-prima.
Dreamgirls: Em Busca de um Sonho (Dreamgirls, Estados Unidos, 2006) Direção: Bill Condon / Roteiro: Tom Eyen, Bill Condon / Elenco: Beyoncé, Jamie Foxx, Eddie Murphy, Danny Glover, Jennifer Hudson / Sinopse: Um trio de talentosas cantoras tenta abrir seu próprio caminho rumo ao sucesso dentro do cenário musical dos Estados Unidos durante a década de 1960. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor atriz coadjuvante (Jennifer Hudson) e Melhor mixagem de som.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Excalibur
Nessa semana resolvi rever esse que já pode ser considerado um clássico dos anos 80. Fazia, no minimo, uns 30 anos que tinha visto pela última vez. Em minha memória afetiva havia a lembrança de um filme até meio surreal, diria quase psicodélico, bem fantasioso. Bem, naquele tempo ainda não existia os filmes de "O Senhor dos Anéis" e nem "Harry Potter", então um filme com esse tipo de clima soava dessa maneira mesmo. Revendo agora, depois de tantos filmes de fantasia, já não achei tão fora da curva assim. Pelo contrário, o filme me pareceu ter uma narrativa até bem conservadora e convencional.
Bom, para quem nunca viu, esse filme é mais uma versão da lenda do Rei Arthur e seus cavaleiros da távola redonda. Está tudo lá, na história do filme, que tenta compilar séculos de lendas, mitos e cantos de trovadores medievais. O Rei Arthur nunca existiu. É um símbolo do que seria um monarca justo, honesto e íntegro. Naqueles tempos havia muitos tiranos sanguinários se sucedendo no trono da Inglaterra. Então, dentro da própria cultura popular, nasceu esse Rei de contos de fadas, o Rei ideal que o povo esperava um dia subir ao trono. E há muitas semelhanças também com a própria história do Cristo, como os cavaleiros que seguiam seu mestre, sendo um deles um traidor desonrado.
Para quem conhece a jornada do herói de Arthur sabe muito bem que um dos principais personagens em sua mitologia é a do Mago Merlin. Nele encontrei uma das falhas do filme. Eu não gostei nem do visual de Merlin nesse filme e nem de sua construção dramática. Merlin não traz a imagem de um homem velho com chapéu de bruxo, como estamos acostumados a ver em outras adaptações. Ele é um homem bem mais jovem, com um elmo dourado esquisito na cabeça. Além disso oscila entre ser um mago com vários poderes mágicos e um ser humano com várias fragilidades. Achei o roteiro indeciso nesse aspecto. Agora, surpresa você terá mesmo com a atriz Helen Mirren. Provavelmente você não a reconhecerá! Ela está jovem e sensual no filme, usando trajes sumários ao interpretar Morgana, uma aprendiz tóxica e perversa de Merlin. Enfim, apreciei o filme, apesar de apresentar também pequenas falhas. É um filme produzido numa era analógica do cinema, então não espere por grandes efeitos visuais. Ainda assim, é um filme que resistiu bravamente ao passar do tempo. Merece ser redescoberto.
Excalibur, a Espada do Poder (Excalibur, Reino Unido, Estados Unidos, 1981) Direção: John Boorman / Roteiro: John Boorman, Thomas Malory / Elenco: Nigel Terry, Nicholas Clay, Nicol Williamson, Helen Mirren, Gabriel Byrne, Cherie Lunghi / Sinopse: Ao retirar a lendária espada Excalibur de uma rocha, um jovem rapaz chamado Arthur se torna o Rei da Inglaterra. Ele forma um grupo de jovens cavaleiros honrados ao seu redor, se destacando Lancelot. Juntos espalham justiça em todo o reino. Só que sua trajetória também será marcada pela traição daqueles em quem mais confiou.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Homem-Aranha: Um Novo Dia
Homem-Aranha: Um Novo Dia (Spider-Man: Brand New Day) tem estreia marcada para 31 de julho de 2026 nos Estados Unidos (29 de julho no Brasil), sendo o quarto filme do Homem-Aranha estrelado por Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel. A direção é de Destin Daniel Cretton, conhecido por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, enquanto o roteiro é assinado por Chris McKenna e Erik Sommers, responsáveis pelos três filmes anteriores do herói no MCU. A produção é uma parceria entre a Marvel Studios e a Sony Pictures, com Kevin Feige e Amy Pascal novamente à frente da franquia. Além de Holland, retornam Zendaya, Jacob Batalon e Mark Ruffalo, enquanto Sadie Sink, Jon Bernthal, Michael Mando e Tramell Tillman integram o elenco principal. O filme dá continuidade aos acontecimentos de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, quando o feitiço do Doutor Estranho apagou da memória de todos a identidade de Peter Parker. Agora vivendo anonimamente em Nova York, Peter tenta equilibrar sua vida universitária com a atuação como Homem-Aranha em tempo integral, mas uma nova ameaça o obriga a enfrentar perigos ainda maiores, enquanto passa por uma misteriosa transformação em seus próprios poderes.
Como o filme chega aos cinemas apenas agora, ainda não existe um consenso consolidado da crítica especializada. Entretanto, as primeiras impressões publicadas por veículos norte-americanos após as sessões de imprensa têm sido bastante positivas. A Entertainment Weekly destacou que o longa representa "um novo começo" para Peter Parker e elogiou a abordagem mais intimista adotada por Destin Daniel Cretton. Segundo entrevistas concedidas por Tom Holland, Zendaya e os produtores Kevin Feige e Amy Pascal, a intenção foi produzir uma história mais centrada no personagem do que nos grandes eventos do multiverso. O elenco também afirmou que este é "o olhar mais íntimo sobre Peter Parker já visto no cinema", enfatizando o amadurecimento emocional do protagonista. As primeiras análises elogiam especialmente a química entre os atores, o equilíbrio entre ação e drama e a nova direção criativa da franquia, embora avaliações completas dos principais jornais americanos ainda estejam sendo publicadas devido à proximidade da estreia.
Na Europa, a expectativa também é elevada, especialmente depois das primeiras exibições para a imprensa. A cobertura inicial destaca que o filme procura inaugurar uma nova fase para o Homem-Aranha dentro do MCU, afastando-se parcialmente das histórias baseadas no multiverso e concentrando-se novamente em Nova York e em conflitos mais pessoais. Grande parte da atenção da imprensa tem recaído sobre a participação de Sadie Sink, cujo papel permaneceu em segredo durante quase toda a campanha de divulgação. Kevin Feige afirmou que sua escalação foi decisiva para consolidar um personagem importante da história, embora sua identidade continue cercada de mistério. O filme ainda não participou da temporada de premiações, razão pela qual não possui indicações ao Oscar, Globo de Ouro ou outros grandes prêmios, algo natural para uma produção recém-lançada.
Como a estreia ocorreu apenas recentemente, os resultados comerciais ainda estão em formação. A expectativa da Sony Pictures e da Marvel Studios é bastante elevada, considerando o enorme sucesso dos três filmes anteriores estrelados por Tom Holland, especialmente Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, que ultrapassou US$ 1,9 bilhão em bilheteria mundial. As primeiras sessões registraram forte procura, impulsionadas pela popularidade do personagem e pela intensa campanha de marketing. Analistas do mercado acreditam que Homem-Aranha: Um Novo Dia tem potencial para figurar entre as maiores bilheterias de 2026, embora ainda seja cedo para determinar seu desempenho final nos Estados Unidos e no mercado internacional. Da mesma forma, a reação do público começa a ser medida por pesquisas de satisfação e pelas primeiras avaliações dos espectadores, que tendem a ser bastante favoráveis, mas ainda não representam um consenso definitivo.
Por ser um filme recém-lançado, ainda não é possível avaliar seu impacto definitivo dentro do gênero de super-heróis. No entanto, especialistas consideram que Homem-Aranha: Um Novo Dia possui grande potencial para inaugurar uma nova trilogia protagonizada por Tom Holland, explorando uma fase mais adulta de Peter Parker após os acontecimentos de Sem Volta para Casa. A presença de novos personagens, a promessa de conflitos inéditos e as declarações de Kevin Feige sobre o futuro do herói indicam que este poderá ser apenas o primeiro capítulo de uma nova etapa do Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel. Além disso, a Marvel já confirmou que existem planos para introduzir futuramente Miles Morales em live-action, o que amplia ainda mais as possibilidades narrativas da franquia.
Homem-Aranha: Um Novo Dia (Spider-Man: Brand New Day, Estados Unidos, 2026) Direção: Destin Daniel Cretton / Roteiro: Chris McKenna e Erik Sommers, baseado no personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tom Holland, Zendaya, Sadie Sink, Jacob Batalon, Jon Bernthal e Mark Ruffalo. / Sinopse: Após todos esquecerem sua verdadeira identidade, Peter Parker tenta reconstruir sua vida enquanto enfrenta uma nova ameaça que coloca em risco seu futuro e o obriga a aceitar um novo papel como o protetor solitário de Nova York.
Pablo Aluísio e Erick Steve.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Avatar: O Caminho da Água
Avatar: O Caminho da Água estreou mundialmente em 16 de dezembro de 2022, marcando o aguardado retorno do diretor James Cameron ao universo de Pandora, treze anos após o lançamento do primeiro Avatar (2009). Produzido pela 20th Century Studios em parceria com a Lightstorm Entertainment, o filme representou um dos projetos mais ambiciosos da história do cinema, utilizando tecnologias inéditas de captura de movimento subaquática e efeitos visuais de última geração, desenvolvidos ao longo de vários anos. O elenco principal reuniu o retorno de Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Joel David Moore, CCH Pounder e Giovanni Ribisi, além da entrada de Kate Winslet, Cliff Curtis, Edie Falco, Jemaine Clement e Brendan Cowell. Cameron passou mais de uma década aperfeiçoando o roteiro e planejando simultaneamente diversas continuações, transformando a produção em um enorme empreendimento técnico e artístico. A história acompanha Jake Sully e Neytiri vivendo com seus filhos nas florestas de Pandora até que o retorno do coronel Quaritch, agora em um corpo Na'vi recombinante, obriga a família a fugir para os oceanos do planeta. Refugiados entre o povo Metkayina, eles precisam aprender uma nova forma de viver enquanto enfrentam novamente a ameaça da exploração humana, em uma aventura que mistura ação, drama familiar, preservação ambiental e espetaculares batalhas marítimas.
A recepção da crítica norte-americana foi amplamente positiva, embora alguns veículos tenham ressaltado que a narrativa era menos inovadora do que a tecnologia empregada na produção. O The New York Times elogiou a grandiosidade visual do filme, afirmando que James Cameron havia criado "um espetáculo de rara beleza que redefine novamente o cinema de grande escala". A Variety destacou que o diretor "continua sendo o maior cineasta de espetáculos do planeta", enfatizando a impressionante construção do universo aquático de Pandora. O Los Angeles Times escreveu que a experiência era "deslumbrante do começo ao fim", mesmo observando que a história seguia uma estrutura relativamente convencional. Já a revista Premiere considerou que Cameron havia elevado os padrões da produção digital contemporânea, enquanto críticas publicadas na The New Yorker reconheceram a excelência técnica, embora apontassem que o longa dedicava muito tempo à contemplação visual em detrimento do desenvolvimento dramático. No geral, predominou a percepção de que Avatar: O Caminho da Água representava um marco tecnológico capaz de justificar plenamente sua longa espera.
Na Europa, a recepção foi igualmente bastante favorável. No Reino Unido, jornais como The Guardian, The Daily Telegraph e The Times elogiaram a monumental direção de James Cameron e a experiência proporcionada nas salas IMAX e em 3D. O The Guardian descreveu a obra como "um triunfo visual extraordinário", enquanto o The Daily Telegraph afirmou que Cameron permanecia "o mestre absoluto do blockbuster moderno". Na França, veículos como Le Monde, Le Figaro e Cahiers du Cinéma destacaram especialmente o refinamento artístico das imagens submarinas e a ambição da produção, ainda que alguns críticos franceses observassem que o roteiro seguia caminhos previsíveis. O filme recebeu diversas indicações importantes durante a temporada de premiações, incluindo quatro indicações ao Oscar, vencendo o prêmio de Melhores Efeitos Visuais. Também foi indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor para James Cameron, além de conquistar várias indicações ao BAFTA e a importantes premiações técnicas da indústria cinematográfica.
Com um orçamento estimado entre US$ 350 milhões e US$ 460 milhões, Avatar: O Caminho da Água tornou-se uma das produções mais caras da história do cinema. Apesar das dúvidas iniciais sobre sua capacidade de repetir o sucesso do primeiro filme, o longa rapidamente transformou-se em um fenômeno mundial. Nos Estados Unidos arrecadou aproximadamente US$ 684 milhões, enquanto o mercado internacional respondeu por cerca de US$ 1,64 bilhão, levando sua bilheteria global a ultrapassar US$ 2,32 bilhões. O filme encerrou sua carreira como a terceira maior bilheteria da história do cinema naquele momento, atrás apenas de Avatar e Vingadores: Ultimato. Além do enorme sucesso financeiro, a reação do público foi extremamente positiva, refletida nas excelentes avaliações do CinemaScore, nas altas notas em plataformas de avaliação e na forte permanência nas salas durante várias semanas. O desempenho confirmou que o interesse pelo universo criado por James Cameron permanecia extremamente elevado, garantindo imediatamente a continuidade da franquia.
Por se tratar de uma produção relativamente recente, ainda é cedo para definir completamente seu legado histórico, mas o consenso atual é de que Avatar: O Caminho da Água consolidou novamente James Cameron como um dos maiores realizadores de espetáculos cinematográficos da história. O filme continua sendo frequentemente citado como referência absoluta em efeitos visuais, captura de movimento, fotografia digital e exibição em alta resolução. Muitos analistas consideram que sua influência tecnológica será percebida por muitos anos na indústria cinematográfica, especialmente no desenvolvimento de novas técnicas de filmagem subaquática e de animação digital hiper-realista. Além disso, seu extraordinário desempenho comercial praticamente eliminou qualquer dúvida sobre o potencial de longo prazo da franquia Avatar. As sequências planejadas por Cameron passaram a ser vistas como alguns dos projetos mais aguardados do cinema mundial, demonstrando que Pandora continua exercendo enorme fascínio sobre o público de diferentes gerações.
Avatar: O Caminho da Água (Avatar: The Way of Water, Estados Unidos, 2022) Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver, baseado nos personagens criados por James Cameron / Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Kate Winslet e Cliff Curtis. / Sinopse: Anos após derrotar a invasão humana, Jake Sully e sua família buscam refúgio entre um clã oceânico de Pandora enquanto enfrentam o retorno de antigos inimigos e lutam para proteger seu novo lar.
Pablo Aluísio e Erick Steve.
Moana
Título Original: Moana
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney Pictures
Direção: Thomas Kail
Roteiro: Jared Bush (baseado na animação de 2016)
Elenco: Catherine Lagaʻaia, Dwayne Johnson, John Tui, Frankie Adams, Rena Owen.
Sinopse:
Dez anos após o lançamento da animação original, a Disney levou Moana para o formato live-action, recontando a história da jovem filha do chefe da ilha de Motunui. Escolhida pelo Oceano para restaurar o equilíbrio da natureza, Moana parte em uma perigosa viagem além dos recifes de sua ilha. Em sua jornada, ela reencontra o semideus Maui, que mais uma vez é interpretado por Dwayne Johnson, repetindo o papel que dublou na animação de 2016. Juntos, enfrentam monstros marinhos, tempestades e antigas divindades do Pacífico para devolver o Coração de Te Fiti ao seu lugar de origem. Embora siga de perto a narrativa da animação, o filme amplia diversos momentos dramáticos e utiliza cenários naturais e efeitos visuais para apresentar uma versão mais realista da aventura. Catherine Lagaʻaia, atriz australiana de ascendência samoana, assume o papel de Moana, enquanto Auliʻi Cravalho, voz original da personagem, participa como produtora executiva e interpreta uma nova canção durante os créditos finais.
Comentários:
A versão em live-action de Moana estreou cercada de enorme expectativa, mas dividiu profundamente a crítica americana. Muitos jornalistas elogiaram o compromisso da Disney em escalar um elenco formado majoritariamente por atores das ilhas do Pacífico e destacaram a autenticidade cultural presente na produção. Catherine Lagaʻaia recebeu elogios praticamente unânimes por sua interpretação carismática e por conseguir imprimir personalidade própria à heroína sem tentar imitar Auliʻi Cravalho. Dwayne Johnson também foi apontado como um dos destaques do filme, demonstrando o mesmo carisma que havia marcado sua participação na animação. Entretanto, diversos críticos consideraram que a adaptação acrescentava pouco à obra de 2016. A revista Entertainment Weekly observou que o longa preserva o encanto da história original, mas raramente encontra motivos artísticos para justificar sua existência além da atualização visual. Já a revista People destacou a química entre os protagonistas e o respeito à cultura polinésia como os principais trunfos da produção.
A recepção geral foi significativamente mais fria do que a obtida pela animação original. No Rotten Tomatoes, o filme estreou com avaliações mistas, refletindo uma divisão entre críticos que elogiaram sua produção e aqueles que o consideraram excessivamente dependente do material de origem. O The New York Times observou que a Disney continua produzindo remakes tecnicamente impressionantes, mas nem sempre capazes de reproduzir a magia emocional das animações que lhes deram origem. Analistas também apontaram que o lançamento ocorreu pouco tempo depois do enorme sucesso de Moana 2, fazendo com que parte do público questionasse a necessidade de uma nova versão da mesma história. Apesar das críticas, o filme foi elogiado pela qualidade dos efeitos visuais, pela fotografia das paisagens oceânicas e pela recriação das canções compostas por Lin-Manuel Miranda, Opetaia Foaʻi e Mark Mancina. Entre os fãs da franquia, muitos destacaram que a produção funciona como uma homenagem respeitosa ao clássico de 2016, ainda que dificilmente substitua o impacto da animação original. Catherine Lagaʻaia foi amplamente reconhecida como a grande revelação do filme e apontada por diversos críticos como uma das jovens atrizes mais promissoras de sua geração.
Erick Steve.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Os Intocáveis
Título Original: The Untouchables
Período de Exibição: 1959 - 1963
País: Estados Unidos
Emissora Original: ABC
Produção: Desilu Productions, CBS Television Film Sales e QM Productions (temporadas finais)
Criador: Quinn Martin
Baseado em: As memórias de Eliot Ness e Oscar Fraley
Elenco: Robert Stack, Abel Fernandez, Nicholas Georgiade, Paul Picerni, Steve London e Bruce Gordon.
Sinopse:
Os Intocáveis dramatiza a atuação do lendário agente federal Eliot Ness durante a Lei Seca nos Estados Unidos, entre o final da década de 1920 e o início dos anos 1930. Liderando um pequeno grupo de agentes incorruptíveis, conhecidos como "Os Intocáveis", Ness trava uma guerra implacável contra o crime organizado, especialmente contra o poderoso chefão Al Capone e seu império do contrabando de bebidas alcoólicas em Chicago. Ao longo de suas quatro temporadas, a série retrata investigações, perseguições, operações secretas e confrontos armados contra mafiosos, contrabandistas, assassinos e políticos corruptos. Embora inspirada em personagens e acontecimentos reais, a produção dramatiza muitos episódios para aumentar a tensão narrativa. Cada capítulo funciona praticamente como uma história independente, explorando diferentes organizações criminosas e mostrando os desafios enfrentados pelos agentes federais em uma das épocas mais violentas da história americana.
Comentários:
Desde sua estreia em 1959, Os Intocáveis tornou-se um dos maiores sucessos da televisão americana. Robert Stack recebeu elogios praticamente unânimes por sua interpretação austera e determinada de Eliot Ness, papel que lhe rendeu o Prêmio Emmy de Melhor Ator em 1960. A revista Variety destacou a produção como uma das séries policiais mais bem realizadas da televisão, elogiando sua fotografia em preto e branco, o ritmo intenso e a atmosfera sombria inspirada no cinema noir. O The New York Times também reconheceu a qualidade da série, especialmente a direção, a narrativa e a atuação de Stack, embora alguns críticos observassem que a violência apresentada era incomum para a televisão da época. A produção ficou famosa por suas cenas de tiroteios, perseguições e execuções, elevando o padrão técnico das séries policiais americanas. Bruce Gordon também foi amplamente elogiado por sua interpretação de Frank Nitti, um dos principais aliados de Al Capone, transformando-se em um dos vilões mais memoráveis da televisão dos anos 1960. Além do Emmy de Robert Stack, a série recebeu diversas indicações a prêmios importantes, consolidando Quinn Martin como um dos grandes produtores da televisão norte-americana.
Apesar do enorme sucesso de audiência, Os Intocáveis também gerou controvérsias. Organizações ítalo-americanas criticaram a série por associar repetidamente personagens de origem italiana ao crime organizado, levando os produtores a reduzir esse tipo de representação nas temporadas seguintes. Ainda assim, o prestígio da produção permaneceu elevado. Em retrospectivas publicadas pela TV Guide, a série é frequentemente incluída entre os maiores dramas policiais da história da televisão americana, sendo considerada pioneira na construção de narrativas policiais adultas e realistas. Muitos críticos modernos observam que seu estilo influenciou diretamente séries posteriores como The F.B.I., Hill Street Blues, Miami Vice e The Sopranos. Entre os fãs, episódios envolvendo Al Capone, Frank Nitti e Ma Barker continuam sendo apontados como alguns dos melhores da televisão da década de 1960. O desempenho de Robert Stack é lembrado como a interpretação definitiva de Eliot Ness, influência evidente no filme Os Intocáveis (1987), dirigido por Brian De Palma e estrelado por Kevin Costner. Hoje, a série permanece como um clássico absoluto do gênero policial, admirada por sua elegância visual, pela tensão dramática e pela contribuição decisiva para a evolução das séries de crime na televisão americana.
Pablo Aluísio e Erick Steve.
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