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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A Leste do Éden

Título no Brasil: A Leste do Éden
Título Original: East of Eden
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix 
Direção: Garth Davis e Laure de Clermont-Tonnerre
Roteiro: Zoe Kazan, baseado no romance de John Steinbeck
Elenco: Florence Pugh, Christopher Abbott, Mike Faist, Hoon Lee, Tracy Letts, Martha Plimpton, Ciarán Hinds, Joseph Zada e Joe Anders.

Sinopse: 
No início do século XX, a família Trask vive uma história marcada por conflitos, rivalidades e disputas que atravessam várias gerações. Adam e Charles Trask são irmãos muito diferentes, mas ambos carregam as consequências da relação difícil com o pai, Cyrus. A chegada de Cathy Ames à vida dos dois muda completamente o destino da família. Cathy, interpretada por Florence Pugh, é uma mulher misteriosa e independente que desperta sentimentos diferentes nos irmãos e acaba se casando com Adam. A partir desse momento, sua presença passa a influenciar profundamente a trajetória dos Trask. A história acompanha também a geração seguinte, formada pelos gêmeos Cal e Aron, que reproduzem de maneira diferente a antiga rivalidade entre irmãos. Ambientada principalmente no Vale de Salinas, na Califórnia, a narrativa aborda família, amor, ciúme, herança, escolhas pessoais e a eterna luta entre o bem e o mal. A minissérie procura adaptar de maneira muito mais ampla o romance de John Steinbeck do que o famoso filme de 1955 "Vidas Amargas", estrelado por James Dean. 

Comentários: 
A Leste do Éden é uma minissérie de sete episódios baseada no clássico romance publicado por John Steinbeck em 1952. A adaptação foi escrita por Zoe Kazan, que também atua como co-showrunner ao lado de Jeb Stuart. A produção possui uma ligação especial com a história cinematográfica da obra, já que o avô de Zoe Kazan, Elia Kazan, dirigiu o conhecido filme de 1955 estrelado por James Dean. Diferentemente daquela versão, que concentrou sua narrativa principalmente na segunda geração da família Trask, a minissérie procura percorrer uma parcela muito maior da história original. Florence Pugh ocupa posição central como Cathy Ames, personagem que recebe uma interpretação mais aprofundada e complexa. Christopher Abbott interpreta Adam Trask, enquanto Mike Faist vive Charles, seu irmão. Hoon Lee interpreta Lee, personagem fundamental para a história, e Ciarán Hinds aparece como Samuel Hamilton. Os quatro primeiros episódios foram dirigidos por Garth Davis, enquanto Laure de Clermont-Tonnerre comandou os três últimos.

A estreia mundial aconteceu na Netflix em 1º de outubro de 2026, com os sete episódios disponibilizados de uma só vez. A produção recebeu atenção especialmente pelo desempenho de Florence Pugh e pela decisão de dar maior espaço à perspectiva de Cathy, procurando mostrar também os acontecimentos que ajudaram a formar sua personalidade. A Variety destacou Pugh e Hoon Lee como importantes forças dramáticas da adaptação, enquanto o Los Angeles Times chamou atenção para a atuação de Pugh e para a maneira como a série coloca Cathy no centro da narrativa. O The Guardian elogiou a produção visualmente luxuosa e as atuações, embora tenha observado que a série nem sempre consegue dar ao material toda a dimensão filosófica do romance. No Rotten Tomatoes, a primeira temporada aparece com 85% de aprovação da crítica, em um levantamento ainda recente após a estreia. A minissérie também chama atenção pela fotografia e pela reconstituição de época, tendo sido filmada extensivamente na Nova Zelândia para representar a Califórnia do início do século XX.

Erick Steve. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Águas Profundas

Águas Profundas
Achei bem interessante esse filme, principalmente por apresentar uma ideia até mesmo parecida com o clássico da literatura brasileira, Dom Casmurro, de Machado de Assis. Essa linha mais psicológica, envolvendo um homem que tem muitos ciúmes de sua bela esposa. Ela inclusive apresenta um comportamento muito suspeito. O marido por outro lado fica sempre com um pé atrás na dúvida crucial sobre ela estar lhe traindo ou não nesse casamento conturbado. E esse tipo de situação, não se engane sobre isso, é bem mais comum do que se pode pensar na vida cotidiana de casais. 

O protagonista é um bom marido, um daqueles sujeitos sem máculas em seu comportamento pessoal. Já a esposa, além de ser linda, é bem desiniba. Em festas costuma flertar abertamente com outros homens, um comportamento tão fora dos padrões que todos ficam constrangidos, até mesmo os casais amigos de seu marido. Só que ele, por outro lado, não tem a prova definitiva dessa traição. Então começa um jogo até mesmo sádico envolvendo esse casal. Um marido ciumento e uma esposa atrevida, desinibida, ousada e sensual, uma combinação que geralmente não costuma dar muito certo. Há traição ou não há traição nesse relacionamento? Assista ao filme e tire suas próprias conclusões. 

Águas Profundas (Deep Water, Estados Unidos, 2022) Direção: Adrian Lyne / Roteiro: Zach Helm, Sam Levinson, Patricia Highsmith / Elenco: Ben Affleck, Ana de Armas, Tracy Letts / Sinopse: Marido ciumento sofre com o comportamento fora dos padrões de sua esposa. E a situação só piora quando ele passa a ser suspeito do desaparecimento desses supostos amantes dela. 

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: Águas Profundas
O thriller psicológico Águas Profundas foi lançado em março de 2022, dirigido por Adrian Lyne, cineasta conhecido por clássicos do suspense adulto como Atração Fatal e Proposta Indecente. Estrelado por Ben Affleck e Ana de Armas, o filme é uma adaptação do romance homônimo de Patricia Highsmith e marcou o retorno de Lyne ao cinema após quase duas décadas. Diferentemente do lançamento tradicional nos cinemas, o longa teve estreia direta no streaming, pela plataforma Hulu nos Estados Unidos e Prime Video em outros mercados, decisão que já indicava expectativas cautelosas quanto à sua recepção.

Por ter sido lançado majoritariamente em streaming, Águas Profundas não teve números oficiais de bilheteria cinematográfica divulgados. Ainda assim, o filme alcançou ampla visibilidade nas semanas seguintes à estreia, impulsionado tanto pela curiosidade em torno do casal protagonista — que vivia um relacionamento fora das telas naquele período — quanto pela reputação do diretor. Relatórios da imprensa especializada apontaram que o longa figurou entre os títulos mais assistidos da plataforma em seus primeiros dias, embora sem dados públicos detalhados de audiência.

A reação da crítica foi majoritariamente negativa, com muitos jornalistas apontando problemas de tom e coerência narrativa. O The New York Times descreveu o filme como “um suspense estranhamente inerte, que nunca encontra o ritmo ou a tensão que promete”, enquanto a revista Variety afirmou que “nem mesmo o pedigree de Adrian Lyne consegue dar unidade a uma história que oscila entre o drama conjugal e o thriller criminal”. Essas avaliações refletiram uma frustração generalizada com o potencial não realizado da obra.

Outros críticos foram ainda mais duros. O The Guardian classificou o filme como “um retorno decepcionante de Adrian Lyne, carregado de ideias antiquadas sobre desejo e poder”, sugerindo que o estilo do diretor parecia deslocado no contexto contemporâneo. Já a Rolling Stone escreveu que Águas Profundas era “mais curioso do que envolvente, um filme que se assiste com perplexidade em vez de suspense”, destacando a falta de tensão emocional apesar do material de origem prestigioso.

Com o passar do tempo, Águas Profundas passou a ser visto como uma obra controversa e irregular, mais comentada por seu contexto de produção e pelas atuações de Affleck e Ana de Armas do que por suas qualidades cinematográficas. Assim como muitos thrillers eróticos clássicos, o filme encontrou um público curioso, apesar da rejeição crítica inicial. As frases publicadas pela imprensa em 2022 deixaram claro que, para a maioria dos críticos, o retorno de Adrian Lyne não conseguiu recuperar plenamente o impacto e a ousadia que marcaram seus filmes mais célebres.