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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Os Monstros

Os Monstros
Eu me lembro muito da série original, ainda em preto e branco, sendo exibida pela Band. Era uma versão mais pobre e mais apelativa da família Adams. Funcionava na época, devo dizer, mas esse é aquele tipo de produto que tem prazo de validade. Fazer um remake nos dias atuais era mesmo uma má ideia. O diretor pesou a mão e fez um troço muito sem graça. Não me entenda mal, o filme é até muito bem produzido. Só que o excesso de cores (em especial o verde) deixa tudo meio enjoativo. 

Talvez se esse remake fosse em preto e branco (para lembrar a série de TV) as coisas funcionassem melhor. No fundo tudo não passa de uma sitcom, onde por acaso, os personagens são monstros, todos inspirados nos clássicos de terror da Universal. Estão lá o velho vampiro, o monstro de Frankenstein e até o Lobisomem. Mas é como eu disse, é uma sitcom daqueles anos, dos anos 50. Hoje em dia tudo soa muito datado e sem muita graça. Assim o filme não deu certo mesmo. Algumas coisas devem ser deixadas no passado porque simplesmente não funcionam mais no mundo de hoje. O tempo, até mesmo em relação a produtos culturais, costuma ser mesmo implacável. 

Os Monstros (The Munsters, Estados Unidos, 2022) Direção: Rob Zombie / Roteiro: Rob Zombie / Elenco: Sheri Moon Zombie, Jeff Daniel Phillips, Daniel Roebuck / Sinopse: Esse filme, baseado na clássica série de TV, mostra o cotidiano de uma estranha família. Tudo seria muito normal se eles não fossem parecidos com monstros de antigos filmes de terror! 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 16 de junho de 2020

Rejeitados pelo Diabo

Título no Brasil: Rejeitados pelo Diabo
Título Original: The Devil's Rejects
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos, Alemanha
Estúdio: Lions Gate Films
Direção: Rob Zombie
Roteiro: Rob Zombie
Elenco: Sid Haig, Sheri Moon Zombie, Bill Moseley, William Forsythe, Ken Foree, Matthew McGrory

Sinopse: 
Rob Zombie dirige e escreve esse "The Devil´s Rejects" que mostra a cruel realidade da família Firefly que são cercados pelo xerife da região em sua casa. Após um intenso tiroteio o saldo é trágico. Apenas dois membros sobrevivem, Otis e sua irmã Baby. Enfurecidos eles se reúnem ao Capitão Spaulding e partem para a vingança, espalhando terror e morte por onde passam, promovendo chacinas e espalhando pânico para quem se atreve a cruzar em seus caminhos.

Comentários:
Os personagens desse filme são pessoas tão ruins que nem o diabo os queria. Deu para sentir a proposta inicial do filme? Sim, é por aí. O diretor Rob Zombie é um sujeito estranho, uma dessas pessoas bizarras que só encontrariam trabalho mesmo em Hollywood, naquela seara de filmes mais esquisitos, esquizofrênicos mesmo. Aqui ele tentou ressuscitar a antiga estética dos filmes de terror dos anos 1970. Foi bem sucedido apenas em termos. Há um problema de estrutura nesse roteiro que se perde em inúmeros personagens sem importância. Isso atrapalha o desenvolvimento dos acontecimentos (sanguinários) que desfilam pela tela. ."Rejeitados pelo Diabo" pode até ser considerado uma espécie de continuação de "A Casa dos 1000 Corpos", mas sem muito foco e direção. Penso que Zombie até mesmo quis fazer o seu próprio filme ao estilo "Grindhouse", mas meio que ficou pelo meio do caminho empoeirado do deserto. Esse enredo de famílias de psicopatas que matam a esmo e são perseguidos pela polícia por estradas desertas já foi de certa maneira esgotada pelo cinema americano. Quantos filmes assim você já não assistiu? Pois é, falta maior originalidade. Pelo menos seus assassinos são mais realistas, feios, sujos e malvados. Porém será que apenas isso salva um filme de terror como esse?

Pablo Aluísio. 

sábado, 26 de outubro de 2013

Halloween O Início

Título no Brasil: Halloween O Início
Título Original: Halloween
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Rob Zombie
Roteiro: Rob Zombie baseado no filme de John Carpenter
Elenco: Malcolm McDowell, Scout Taylor-Compton, Tyler Mane e Rob Zombie

Sinopse: 
A infância de Michael Myers (Daeg Faerch) não é nada fácil. Zombado por colegas de escola, humilhado por familiares, ele acaba extravasando sua raiva de uma maneira completamente violenta e sem limites. Usando uma máscara de palhaço ele começa a maltratar e torturar pequenos animais. Isso se torna a gênese de um futuro serial killer completamente sedento por sangue e violência insana.

Comentários:
"Halloween O Início" é aquele tipo de filme que você facilmente conclui que é bem desnecessário. Até porque o original já é um clássico e suas várias sequências só serviram para provar que a fórmula já está mais do que desgastada. Aqui o suspense e o clima são deixados de lado sem muita cerimônia. O que era medo sutil no primeiro filme vira puro exagero. O psicopata assume ares de super-herói, com poderes absurdamente atribuídos a ele. Em determinados momentos chega a atravessar paredes sem muito esforço. O que sobra é um produto muito chulo, com uso exagerado de palavrões e cenas sem qualquer noção. Seria bem melhor que deixassem o pobre Michael Myers em paz, afinal ele já havia sido imortalizado na obra de John Carpenter. Não era necessário voltar para esse filme inútil.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Halloween - O Início

Título no Brasil: Halloween - O Início
Título Original: Halloween
Ano de Lançamento: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Rob Zombie
Roteiro: Rob Zombie
Elenco: Malcolm McDowell, Scout Taylor-Compton, Tyler Mane, Sheri Moon Zombie, Brad Dourif, Danielle Harris

Sinopse:
Nesta releitura do clássico de John Carpenter, Rob Zombie apresenta uma nova versão da origem de Michael Myers. Ainda criança, Michael vive em uma família desestruturada em Haddonfield e demonstra um comportamento cada vez mais perturbador, marcado pela violência contra animais e pela crueldade. Na noite de Halloween, ele assassina várias pessoas de sua própria família e é internado em uma instituição psiquiátrica, onde passa anos sob os cuidados do Dr. Samuel Loomis. Já adulto, Michael consegue escapar e retorna a Haddonfield, iniciando uma perseguição brutal contra a jovem Laurie Strode e outras pessoas que cruzam seu caminho. O filme procura explicar a formação psicológica de Michael de maneira muito mais detalhada que o longa original de 1978.

Comentários:
Halloween – O Início chegou aos cinemas americanos em 31 de agosto de 2007, funcionando simultaneamente como remake e reinterpretação da história criada por John Carpenter e Debra Hill. Rob Zombie tomou uma direção bastante diferente daquela adotada pelo filme original, dedicando boa parte da primeira metade da produção à infância de Michael Myers e às circunstâncias familiares que antecederam seus primeiros assassinatos. Essa decisão dividiu profundamente a crítica, pois uma das características mais marcantes do Michael original era justamente a ausência de uma explicação psicológica definitiva para sua maldade. A Variety, em crítica de Dennis Harvey, considerou que o filme apresentava problemas de suspense e que os personagens adolescentes eram pouco desenvolvidos em comparação com os do longa de Carpenter. O New York Daily News, através de Jack Matthews, também foi crítico, argumentando que Zombie privilegiava choques violentos em detrimento da tensão. A Empire, em avaliação de Kim Newman, reconheceu a competência de Malcolm McDowell como Dr. Loomis, mas considerou que o filme perdia força ao substituir o suspense e a atmosfera do original por uma abordagem muito mais brutal. Já o Time Out London reconheceu que Zombie acrescentava um grau de realismo perturbador à formação de Michael, embora também considerasse que a produção sacrificava parte da sutileza do filme de 1978. No Rotten Tomatoes, o longa atualmente possui 28% de aprovação da crítica, enquanto o Metacritic registrou 47 pontos em 100, indicando uma recepção crítica bastante dividida.

A reação do público, entretanto, foi consideravelmente melhor do que a recebida pelos críticos. Com orçamento estimado em US$ 15 milhões, Halloween – O Início arrecadou aproximadamente US$ 58,3 milhões nos Estados Unidos e US$ 19,2 milhões no mercado internacional, chegando a cerca de US$ 77,5 milhões mundialmente. O filme teve uma estreia especialmente forte, arrecadando mais de US$ 26 milhões em seu primeiro fim de semana, resultado que demonstrou a força comercial da franquia mesmo após vários episódios anteriores terem apresentado desempenho irregular. O público pesquisado pelo CinemaScore atribuiu ao longa uma nota média B-, indicando uma reação intermediária, mas ainda assim melhor que a avaliação de boa parte da imprensa especializada. Rob Zombie também procurou estabelecer uma identidade visual própria, utilizando uma fotografia mais suja, violência gráfica e uma atmosfera muito mais próxima de seu trabalho anterior no cinema de terror. A presença de Malcolm McDowell como Samuel Loomis também representou uma mudança significativa em relação ao personagem interpretado por Donald Pleasence nos filmes anteriores. A participação de Danielle Harris, que havia interpretado Jamie Lloyd nos filmes Halloween 4 e Halloween 5, funcionou como uma espécie de ligação entre diferentes fases da franquia. O filme ainda trouxe Tyler Mane, que possui uma presença física muito diferente da de Nick Castle no primeiro longa, para interpretar o Michael Myers adulto. Comercialmente, portanto, Halloween – O Início foi claramente bem-sucedido, embora sua recepção crítica tenha permanecido controversa.

Com o passar dos anos, a reputação de Halloween – O Início permaneceu dividida, mas o filme conquistou uma parcela fiel de admiradores. Uma das principais questões discutidas pelos estudiosos e fãs da franquia continua sendo a decisão de Rob Zombie de apresentar uma origem detalhada para Michael Myers. Enquanto parte do público considera essa abordagem interessante por humanizar e contextualizar o personagem, outra parcela entende que ela diminui justamente o mistério que tornou Michael tão assustador no filme de Carpenter. O San Francisco Chronicle, por exemplo, reconheceu que Zombie conseguiu colocar sua própria marca sobre a história ao mesmo tempo em que prestava homenagem ao original, embora apontasse problemas na parte final. Análises posteriores também passaram a reconhecer que o filme deve ser avaliado como uma obra de Rob Zombie, e não simplesmente como uma tentativa de reproduzir o estilo de Carpenter. Essa distinção é importante porque Halloween – O Início possui características muito próprias, especialmente no tratamento da violência, na construção da família Myers e na personalidade do jovem Michael. A produção também se tornou relevante por ter ajudado a revitalizar comercialmente a franquia após uma série de continuações que haviam diminuído seu prestígio. Seu sucesso contribuiu diretamente para a realização de Halloween II, novamente dirigido por Rob Zombie, lançado em 2009. Atualmente, o filme é geralmente considerado uma das entradas mais controversas da franquia, mas também uma das mais pessoais. Para alguns admiradores do terror, sua atmosfera brutal e sua abordagem psicológica constituem justamente seus maiores méritos; para outros, a explicação excessiva de Michael e o abandono do suspense clássico prejudicam sua eficácia. Ainda assim, Halloween – O Início permanece como uma produção importante dentro do cinema de terror dos anos 2000 e como uma das mais características interpretações pessoais de uma franquia clássica de Hollywood.

Erick Steve.