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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

The Factory

A sombria e gelada Buffalo, N.Y, vira cenário de uma série de crimes violentos contra prostitutas. O mais curioso é que os corpos das vítimas raramente são encontrados. Sem pistas o Departamento de Polícia deixa o caso praticamente arquivado mas o policial Mike Fletcher (John Cusack) resolve ir até o fim nas investigações. Ao lado de sua parceira Kelsey (Jennifer Carpenter ) ele tenta descobrir a verdadeira identidade do assassino que ao que tudo indica é uma pessoa da comunidade, que trabalha e vive na cidade, embora incógnito. O que Mike não esperava era que sua própria filha, a adolescente Abby (Mae Whitman), se tornasse uma das vítimas do serial killer. Agora mais do que nunca ele terá que desvendar a série de crimes da forma mais rápida possível, utilizando de todos os meios legais e ilegais colocados à sua disposição. “The Factory” é mais um filme cuja trama se passa nesse universo tão americano dos assassinos em série. Esse é um tipo de criminoso diferente, que não mata por necessidade econômica ou para suprir algum problema social, na realidade o Serial Killer mata por puro e simples prazer. Insensível aos sentimentos que são normais a qualquer pessoa ele simplesmente mata pelo poder que isso lhe proporciona ou por uma necessidade psicológica de cometer o crime. O cinema obviamente não deixaria passar esse tipo de sociopata em branco e por isso sempre temos novos filmes enfocando esse tipo de homicida.

Infelizmente “The Factory” não está entre os melhores filmes já realizados sobre o tema. A trama é derivativa demais, pegando pedaços de outras produções de sucesso, jogando tudo no liquidificador para se dar a falsa impressão de se estar assistindo a algo novo. Não colou. O roteiro tem uma das reviravoltas mais absurdas e sem sentido do cinema americano nos últimos anos. Uma mudança no comportamento de um dos personagens principais que não tem a menor lógica e só está no texto para causar surpresa e espanto no público. Infelizmente o efeito passa longe de ser o desejado, só causando mesmo frustração e arrependimento de ter visto o filme. A única coisa mais interessante nessa produção é seu elenco. John Cusack faz o tira obcecado. Eu particularmente gosto do Cusack mas não há como negar que sua carreira está em baixa nos últimos anos. Ao seu lado duas estrelas da TV americana. A primeira é Jennifer Carpenter, que os fãs de séries irão conhecer imediatamente pois ela interpreta uma das principais personagens de “Dexter”. Ela é a irmã tira boca suja do psicopata mais famoso da TV. Curioso é que seu papel aqui lembra e muito o que faz no seriado. A segunda estrela é  Mae Whitman, a atriz gordinha de “Parenthood”. Tal como na série ela aqui também faz uma adolescente que tenta lidar com os problemas típicos de sua idade. Enfim, “The Factory” realmente deixa a desejar. No final das contas é um policial com muitos clichês e sem idéias novas. E a tal fábrica do título original? Bom, como não estamos aqui para estragar as surpresas de ninguém que vá assistir ao filme não falaremos nada sobre ela. Você vai ter que ver para entender do que se trata. Boa sorte!

The Factory (The Factory, Estados Unidos, 2012) Direção: Morgan O'Neill / Roteiro: Morgan O'Neill, Paul Leyden / Elenco: John Cusack, Jennifer Carpenter, Mae Whitman, Dallas Roberts, Vincent Messina / Sinopse: Serial Killer mata uma série de prostitutes numa gelada cidade do estado de Nova Iorque. Em seu encalço está um tira obcecado em lhe prender. As coisas se complicam quando a filha adolescente do policial acaba caindo nas mãos do psicopata. Agora ele terá que lutar para salvar sua filha das mãos do criminoso.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Pacto

Diante das bombas que Nicolas Cage vem estrelando esse thriller "O Pacto" não é tão ruim. Para falar a verdade a fita consegue manter o interesse do espectador. O enredo é inicialmente simples: Will Gerard (Nicolas Cage) é um professor de high school que se vê diante do estupro de sua esposa, a bela instrumentista Laura (interpretada pela linda January Jones de "Mad Men"). Revoltado ele é procurado pelo misterioso Simon (Guy Pierce, recentemente premiado pela série Mildred Pierce). Esse lhe propõe literalmente um pacto. Uma organização de cidadãos indignados pela violência irá liquidar o estuprador de sua esposa e em troca ele fará alguns serviços para o grupo. Obviamente que nesse tipo de thriller nada é tão simples assim e nada é o que parece ser. O roteiro e o argumento lidam com um assunto que é cada vez mais comum no Brasil: com a ineficiência da justiça estatal em punir os criminosos os próprios cidadãos acabam formando grupos de extermínio com o objetivo de "limpar" a sociedade de sua escória: estupradores, assassinos e meliantes em geral.

O filme não se compromete nessa questão - nem assume uma postura totalmente avessa a esses grupos e nem tampouco passa lição de moral. Nessa questão ele fica até mesmo interessante. Claro que a partir de determinado momento do filme o tema deixa de ser debatido para virar apenas um filme de ação de rotina, com muitas correrias, tiroteios e pirotecnia mas mesmo nesse quesito se mostra eficiente como puro entretenimento. A produção no fundo é uma tentativa do diretor Roger Donaldson em emplacar sua carreira. Ele até que vem apresentando bons trabalhos ao longo dos anos mas nunca conseguiu entrar para o primeiro time de cineastas de Hollywood. Esse "O Pacto" até me lembrou de outro policial dirigido por ele, o filme "Areias Brancas" um bom thriller estrelado por Mickey Rourke nos anos 90. Enfim, em resumo, "O Pacto" é muito melhor do que Nicolas Cage vinha apresentando ultimamente. Não é seu renascimento mas pelo menos serve como pausa das mediocridades de sua filmografia recente.

O Pacto (Seeking Justice / Solo Per Vendetta, Estados Unidos, 2011) Diretor: Roger Donaldson / Roteiro: Robert Tannen / Elenco: January Jones, Nicolas Cage, Guy Pearce, Jennifer Carpenter, Harold Perrineau / Sinopse: Will Gerard (Nicolas Cage) é um professor de high school que se vê diante do estupro de sua esposa, a bela instrumentista Laura (interpretada pela linda January Jones de "Mad Men"). Revoltado ele é procurado pelo misterioso Simon (Guy Pierce, recentemente premiado pela série Mildred Pierce). Esse lhe propõe literalmente um pacto. Uma organização de cidadãos indignados pela violência irá liquidar o estuprador de sua esposa e em troca ele fará alguns serviços para o grupo.

Pablo Aluísio.

domingo, 9 de novembro de 2008

Dexter - Primeira Temporada

Título no Brasil: Dexter
Título Original: Dexter
Temporada: 1ª temporada
Ano de Exibição: 2006
País: Estados Unidos
Emissora Original: Showtime
Criador: James Manos Jr.
Baseada no livro: Darkly Dreaming Dexter, de Jeff Lindsay
Produção: Showtime Networks
Elenco: Michael C. Hall, Jennifer Carpenter, David Zayas, James Remar, Julie Benz, Erik King, Lauren Vélez, C.S. Lee, Geoff Pierson e Christina Robinson.
Número de episódios: 12

Sinopse:
A primeira temporada de Dexter apresenta Dexter Morgan, um especialista em análise de padrões de sangue que trabalha para o Departamento de Polícia de Miami. Aos olhos dos colegas, Dexter é um homem educado, reservado e extremamente competente em seu trabalho. Entretanto, por trás dessa personalidade aparentemente normal existe um segredo: Dexter é um assassino em série que mata outros criminosos que escaparam da Justiça. Desde criança, ele foi orientado por seu pai adotivo, o policial Harry Morgan, a controlar seus impulsos homicidas seguindo um rigoroso código moral. Dexter escolhe cuidadosamente suas vítimas, reúne provas de seus crimes e só então executa aqueles que considera culpados. A rotina do protagonista muda quando surge em Miami um misterioso assassino conhecido como Ice Truck Killer, responsável por mutilar cadáveres e deixá-los sem sangue. O criminoso demonstra conhecer detalhes perturbadores sobre Dexter, transformando a investigação policial em uma ameaça pessoal. Paralelamente, Dexter precisa lidar com sua irmã adotiva, Debra, seu relacionamento com Rita e as suspeitas crescentes de outros policiais.

Comentários:
A primeira temporada de Dexter foi recebida com enorme entusiasmo pela crítica americana e rapidamente transformou Michael C. Hall em um dos atores mais comentados da televisão. A revista Variety destacou a ousadia da premissa e a maneira como a série colocava um assassino em série no centro da narrativa sem simplesmente apresentá-lo como um vilão tradicional. O The New York Times observou que o grande mérito da produção estava na construção de Dexter como um protagonista moralmente ambíguo, capaz de provocar simultaneamente repulsa e identificação no espectador. A revista Entertainment Weekly também elogiou intensamente Michael C. Hall, ressaltando sua capacidade de interpretar um personagem aparentemente frio sem transformá-lo em uma figura desprovida de humanidade. O Los Angeles Times chamou atenção para a atmosfera sombria da série, para a fotografia de Miami e para a combinação incomum de suspense policial, humor negro e drama psicológico. Outro aspecto muito elogiado foi o roteiro, que gradualmente revelava informações sobre Dexter sem entregar imediatamente todos os mistérios relacionados à sua infância. A presença do Ice Truck Killer também foi considerada um dos grandes acertos da temporada, pois proporcionava uma ameaça que não era apenas física, mas profundamente psicológica. A série recebeu várias indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro, consolidando-se rapidamente como uma das produções mais interessantes da nova geração da televisão por assinatura.

O sucesso da primeira temporada também esteve relacionado à maneira como Dexter questionava a tradicional divisão entre herói e criminoso. Diferentemente de muitos dramas policiais, a série fazia o público acompanhar os pensamentos de um assassino e, ao mesmo tempo, torcer para que ele escapasse da polícia. Críticos como os da TV Guide destacaram justamente esse aspecto, considerando a produção uma experiência moralmente desconfortável, mas extremamente eficiente do ponto de vista dramático. A relação entre Dexter e Rita também recebeu elogios, pois permitia mostrar o protagonista tentando construir uma vida aparentemente normal enquanto escondia sua verdadeira natureza. Jennifer Carpenter foi igualmente elogiada pela energia de sua interpretação como Debra Morgan, criando uma personagem independente que funcionava como contraponto ao comportamento calculado do irmão. O episódio final, "Born Free", foi considerado um dos momentos mais fortes da temporada por revelar informações decisivas sobre a origem de Dexter e estabelecer uma ligação pessoal entre ele e o Ice Truck Killer. Com seus 12 episódios, a primeira temporada estabeleceu praticamente todos os elementos que fariam de Dexter uma das séries policiais e psicológicas mais populares da televisão americana. Mais tarde, críticos e historiadores da televisão passaram a considerá-la a temporada mais equilibrada da série, principalmente pela combinação de suspense, desenvolvimento de personagens e mistério, antes que as temporadas seguintes ampliassem progressivamente o universo do protagonista.

Pablo Aluísio.