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quinta-feira, 31 de março de 2016

Os Garotos Perdidos

Título no Brasil: Os Garotos Perdidos
Título Original: The Lost Boys
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Jan Fischer, James Jeremias
Elenco: Jason Patric, Corey Haim, Kiefer Sutherland, Dianne Wiest
  
Sinopse:
Depois de se mudarem de sua cidade dois irmãos começam a suspeitar que a região para onde foram morar está na verdade infestada de vampiros pelas redondezas. Filme vencedor do prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Filme de Terror. Também indicado nas categorias de Melhor Maquiagem, Figurino, Ator (Corey Haim) e Melhor Ator Coadjuvante (Barnard Hughes).

Comentários:
Muitos dizem que Joel Schumacher é um cineasta que só realiza porcarias. Bobagem, ele certamente é um diretor de altos e baixos, mas também acerta o alvo quando lhe convém. Esse "The Lost Boys" é um exemplo. Pense bem, esse filme já adentrou a esfera dos cult movies, sendo considerado hoje em dia um dos melhores filmes de terror dos anos 80 - o que não deixa de ser um título pra lá de honroso. O roteiro não esconde suas pretensões. Foi uma forma de revitalizar a figura do vampiro para as novas gerações. Não no sentido do que hoje isso significa (transformando vampiros em adolescentes bobos e apaixonados), mas sim em resgatar o monstro do passado para lhe dar uma nova roupagem, mas de acordo com os jovens daquela época. O resultado se mostra desde o começo muito acertado. Há ótimas decisões de linguagem, como a câmera sobrevoando a cidade como se fosse o ponto de vista de um vampiro e uma trilha sonora muito bem escolhida, com alguns clássicos do rock. Além disso o uso bem bolado do visual Heavy Metal dos jovens dos anos 80 acabou, vejam só, se encaixando muito bem na proposta. Enfim, "The Lost Boys" é realmente um achado para quem curte vampiros adolescentes assassinos em geral. Uma ótima diversão que resistiu até mesmo ao tempo, mostrando que tal como seus personagens também se mostra forte candidato a se tornar também imortal. Quem diria...

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A Inocência do Primeiro Amor

Título no Brasil: A Inocência do Primeiro Amor
Título Original: Lucas
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: David Seltzer
Roteiro: David Seltzer
Elenco: Corey Haim, Winona Ryder, Charlie Sheen, Courtney Thorne-Smith, Kerri Green, Tom Hodges

Sinopse:
Um adolescente de quatorze anos socialmente inepto experimenta um coração partido pela primeira vez quando seus dois melhores amigos - Cappie, uma figura de irmão mais velho, e Maggie, a nova garota por quem ele está apaixonado - se apaixonam.

Comentários:
Vamos colocar nos seguintes termos: esse filme romântico, visando atingir mais o público adolescente, foi uma espécie de "clássico" da Sessão da Tarde nas décadas de 1980 e 1990. É um bom filme, bem sentimental, mas numa base de nostalgia. Afinal praticamente todas as pessoas do mundo já tiveram um amor adolescente na vida - e muito provavelmente também quebraram a cara em algum momento. E o primeiro coração partido, meus caros, ninguém esquece! O elenco tem uma boa amostra dos ídolos jovens do cinema nos anos 80, aqui bem jovens. Dos que mais chamam a atenção temos Winona Ryder (muito, muito jovem mesmo!) e Charlie Sheen (prestes a estourar com Platoon). Então é isso, um filme sentimental que vai mexer com suas lembranças do passado.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Hora do Lobisomem

Stephen King criou algumas das melhores estórias de terror da literatura americana. Aqui um de seus livros mais populares ganha uma bela versão para o cinema. Inicialmente o filme foi lançado comercialmente no Brasil com o nome de “A Hora do Lobisomem”, numa clara tentativa de pegar carona no grande sucesso “A Hora do Espanto”. Como se passa em quase todos os escritos de King aqui ele resolveu revitalizar o antigo monstro clássico, o Lobisomem. Fruto de uma maldição o homem afetado por essa sinistra síndrome (também conhecida por Licantropia) vira um ser monstruoso, meio homem, meio lobo. A origem da lenda é incerta mas está presente em praticamente todas as culturas o que leva a crer que teve uma origem comum em algum momento da história da humanidade. King não foge da tradição em nenhum momento. A única forma de abater a besta é usando prata – ou para ser mais eficiente, balas de prata. Esse aliás foi o título utilizado algumas vezes quando o filme foi reprisado em nossa TV aberta (“A Hora do Lobisomem” foi bastante exibido pelo canal SBT).  Em minha opinião essa produção segue sendo uma das melhores envolvendo o monstro folclórico. Não chega ao nível de um “Lobisomem Americano em Londres” mas se destaca pela ótima trama que joga o tempo todo com a verdadeira identidade do ser amaldiçoado. Afinal quem seria o monstro? Tenho certeza que quando ele foi revelado muita gente foi pega de surpresa pois o caso é nitidamente daqueles em que o personagem está acima de qualquer suspeita!

O filme era estrelado pelo ídolo juvenil Corey Haim. Na época ele colecionava sucessos e estava no primeiro time de atores jovens de Hollywood. Infelizmente se envolveu com drogas pesadas e caiu em desgraça na carreira, vindo a falecer precocemente e de forma trágica em 2010. Sua estrela foi efêmera mas ele acabou participando de excelentes filmes da década de 80 como “A Inocência do Primeiro Amor” (ao lado do bad boy Charlie Sheen). Ao seu lado outro ator que foi a cara dos anos 80, Gary Busey. “A Hora do Lobisomem” não se destaca nem pela violência e nem pelos efeitos especiais (que hoje em dia soam realmente ultrapassados). O diferencial aqui está, como já afirmei, em uma trama muito bem arquitetada, fruto da genialidade de Stephen King. Produção barata, filmada no interior dos EUA (Carolina do Norte) conseguiu se destacar como um bom momento do cinema de terror daqueles anos. Passou longe de alcançar uma bilheteria tão expressiva como a de “A Hora do Espanto” mas mesmo assim fez diferença entre os filmes daquela época. Hoje merece ser revisto. King em grande forma encontra uma boa adaptação de seu texto para as telas. Não deixe de conferir e tente descobrir quem é o Lobo entre os personagens da estória.

A Hora do Lobisomem (Silver Bullet, Estados Unidos, 1985) Direção: Daniel Attias / Roteiro: Stephen King baseado em seu próprio livro / Elenco: Gary Busey, Everett McGill, Corey Haim, Megan Follows, Terry O'Quinn / Sinopse: Numa pequena cidade do interior dos EUA uma série de mortes e ataques colocam a população local em terror! Marty Coslaw (Corey Haim) é um jovem com problemas de locomoção que pretende descobrir quem é o verdadeiro lobisomem entre os moradores da região.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 7 de maio de 2004

A Hora do Lobisomem

Título no Brasil: A Hora do Lobisomem
Título Original: Silver Bullet
Ano de Lançamento: 1985
País: Estados Unidos
Direção: Daniel Attias
Roteiro: Stephen King, baseado em sua novela Cycle of the Werewolf
Elenco: Corey Haim, Gary Busey, Everett McGill, Megan Follows, Terry O'Quinn, Robin Groves e Leon Russom.
Duração: 95 minutos.

Sinopse:
A Hora do Lobisomem é uma adaptação da novela Cycle of the Werewolf, de Stephen King, e acompanha Marty Coslaw, um garoto paraplégico interpretado por Corey Haim que vive em uma pequena cidade americana com sua família. A tranquilidade do lugar começa a desaparecer quando uma série de assassinatos brutais acontece durante as noites de lua cheia. Enquanto os adultos procuram uma explicação racional para as mortes, Marty começa a acreditar que o responsável é uma criatura sobrenatural. Seu tio Red, interpretado por Gary Busey, é uma das poucas pessoas dispostas a ouvir o garoto e ajudá-lo a investigar o mistério. Marty acaba descobrindo que o assassino é um lobisomem e percebe que a criatura pode estar muito mais próxima de sua família e de sua comunidade do que imaginava. O menino guarda uma importante pista sobre a identidade do monstro, mas sua descoberta coloca sua própria vida em perigo. O lobisomem é interpretado por Everett McGill, que constrói uma figura ameaçadora escondida por trás de uma aparência respeitável. A narrativa combina horror, suspense e drama familiar, enquanto Marty precisa superar suas limitações físicas e utilizar sua inteligência para sobreviver ao confronto com a criatura.

Comentários:
Quando Silver Bullet chegou aos cinemas americanos em outubro de 1985, encontrou uma crítica bastante dividida, embora a presença de Stephen King e o retorno do cinema de lobisomens despertassem grande interesse. O The New York Times foi relativamente crítico em relação à adaptação e considerou que o filme não conseguia reproduzir completamente a força da obra literária, embora reconhecesse a eficácia de algumas sequências de suspense. A Variety destacou a experiência de King como escritor de horror, mas observou que a narrativa cinematográfica era bastante convencional. A revista Time também considerou que o filme dependia excessivamente das convenções tradicionais das histórias de monstros, embora reconhecesse o potencial comercial da combinação entre o nome de King e o gênero de lobisomens. O Los Angeles Times foi mais receptivo e destacou a atmosfera de cidade pequena criada pelo diretor Daniel Attias, além da atuação de Corey Haim. O jovem ator havia se tornado conhecido em filmes destinados ao público adolescente e demonstrou aqui uma faceta mais dramática, sustentando boa parte da história. Gary Busey, como o irreverente e alcoólatra Uncle Red, fornece boa parte do humor do filme e funciona como contraponto à atmosfera sombria. Everett McGill também merece destaque, especialmente porque sua interpretação do reverendo Lowe cria uma figura inicialmente respeitável que gradualmente se transforma em uma ameaça monstruosa. A crítica, entretanto, apontou que a maquiagem do lobisomem e alguns efeitos especiais não possuíam o mesmo impacto visual de outras produções de horror da época.

O que tornou A Hora do Lobisomem especialmente interessante ao longo dos anos foi sua combinação de terror sobrenatural com uma história sobre família e amadurecimento. A relação entre Marty e seu tio Red funciona como o coração emocional da produção, enquanto a deficiência física do protagonista não é utilizada simplesmente como elemento dramático, mas como parte importante da maneira pela qual ele enfrenta o perigo. A crítica americana também observou que o filme possuía uma atmosfera mais próxima do conto de terror tradicional do que do horror gráfico que começava a dominar o cinema dos anos 1980. O roteiro de Stephen King conserva elementos de sua obra original, especialmente a estrutura baseada nas fases da lua e na progressiva descoberta da identidade do lobisomem. O filme não alcançou o mesmo sucesso de outras adaptações de King lançadas naquela década, mas conquistou posteriormente uma reputação de filme cult entre admiradores do escritor e do cinema de horror dos anos 1980. A produção também se beneficia de uma fotografia que transforma a pequena cidade em um ambiente aparentemente pacífico, mas gradualmente ameaçador. A presença de Corey Haim acrescenta uma dimensão juvenil à história, enquanto Gary Busey contribui com uma energia completamente diferente. Embora alguns efeitos tenham envelhecido, a transformação de Reverend Lowe continua sendo uma das sequências mais memoráveis. A Hora do Lobisomem permanece, portanto, como uma curiosa adaptação de Stephen King que talvez não esteja entre as mais celebradas pela crítica, mas que possui uma identidade própria e representa muito bem o ciclo de filmes de lobisomem produzidos durante a década de 1980.

Pablo Aluísio.