Um grupo de astronautas é confinado em uma instalação subterrânea por 400 dias para simular uma longa viagem em direção ao planeta Marte. Eles deverão ficar completamente isolados do mundo exterior, sem informações e contatos com o que ocorre fora de sua nave. Durante os dias o confinamento, o tédio e a tensão começam a cobrar seu preço. Os quatro tripulantes começam a sofrer alucinações e comportamentos fora do padrão. Para piorar a situação o capitão do grupo, Theo (Brandon Routh), tem um relacionamento mal resolvido e em crise com a médica Emily (Caity Lotz). Aos poucos eles começam a entender que estão ficando completamente enlouquecidos. "400 Dias" é uma ficção de baixo orçamento que pretende se apoiar em um roteiro intrigante que conta uma história até bem interessante. O problema é que o mesmo roteiro não parece muito determinado a explicar diversas situações que vão surgindo ao longo do filme. As pontas soltas vão se acumulando e de repente o espectador se vê jogado em uma série de situações estranhas que jamais serão esclarecidas.
Não se impressione muito com o poster e o material de divulgação. Os cenários que parecem bem elaborados nesses materiais não aparecem na fita. Quando o filme começa logo vem a decepção. A produção que foi bancada pelo ator e humorista Dane Cook é apenas razoável, quase abaixo do aceitável. O único ponto realmente bom dessa ficção B vem do elenco. O próprio Cook, por exemplo, interpreta um dos astronautas, um sujeito especializado em mecânica. Não há traços de humor e ele só se torna levemente divertido quando começa a alucinar por causa do confinamento. O ex-Superman Brandon Routh também não tem muito o que fazer a não ser ficar com cara de fossa após levar um fora da namorada que inclusive faz parte da tripulação. Ela é interpretada pela linda (coloca linda nisso) atriz Caity Lotz. Seus olhos azuis e seu carisma acabam sendo um dos principais motivos para assistir ao filme até o seu final que é bem decepcionante, não podemos negar. O roteiro apresenta uma reviravolta lá pelos 60 minutos de duração, mas não se empolgue com isso, pois tudo é mal aproveitado e desenvolvido. Enfim, "400 Days" só vale como mero passatempo para uma tarde tediosa e nada mais.
400 Dias (400 Days, EUA, 2015) Direção: Matt Osterman / Roteiro: Matt Osterman / Elenco: Brandon Routh, Dane Cook, Caity Lotz, Ben Feldman, Tom Cavanagh / Sinopse: Um grupo de astronautas é confinado numa instalação que simula uma nave espacial rumo a Marte. Eles deverão ficar isolados por 400 dias, sem contato nenhum com o mundo exterior. A falta de comunicação com o restante do planeta porém começa a exercer uma grande pressão sobre todos eles. Em pouco tempo começam a apresentar alucinações e ilusões, seguidos de ataques constantes de insanidade. A única saída é desistir do projeto e ir embora, mas para surpresa de todos algo de muito sério aconteceu com a Terra enquanto estavam isolados do mundo lá fora.
Pablo Aluísio.
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sábado, 12 de março de 2016
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Dylan Dog e as Criaturas da Noite
Dylan Dog (Brandon Routh) é um detetive diferente que se especializou em casos envolvendo o mundo sobrenatural. Ao lado de seu parceiro Groucho ele vai ao submundo do crime para desvendar mais um caso completamente fora do comum. "Dylan Dog e as Criaturas da Noite" é mais uma adaptação de histórias em quadrinhos. Devo esclarecer que não conheço o material original mas notei grande semelhança entre esse personagem e "Constantine". Ambos são filmes direcionados a um determinado público e passeiam em um mundo de realismo fantástico, habitado por vampiros, lobisomens, mortos vivos, demônios e tudo mais que a imaginação possa pensar. Assim como aconteceu no filme "Constantine" acredito que a maior falha desse "Dylan Dog" seja a escolha do elenco. Brandon Routh está apático no papel do personagem central. Sua atuação é totalmente sem inspiração, medíocre para falar a verdade. Além disso não se envolve, não empolga, uma chatice só. A impressão que tive foi que depois de "Superman" o ator perdeu o interesse em produções como essa.
O resto do filme também não me agradou. Excessivamente mal escrito, em nenhum momento encontramos espasmos de originalidade. Até a narração em off é batida, muito clichê. A tentativa de usar esse recurso, que era muito popular em antigos filmes de detetives ao estilo noir, aqui naufraga completamente. A mistura indigesta de tantos monstros também soa repetitiva e infantil. A direção de arte é fraca - os lobisomens em cena são ridículos e o monstro do final não consegue ser convincente e nem passar medo ao espectador! Enfim, mais uma bobagem descartável que prova de forma definitiva que não basta apenas transpor quadrinhos para o cinema, tem que ter talento para isso.
Dylan Dog e as Criaturas da Noite (Dylan Dog: Dead of Night, Estados Unidos, 2010) Direção: Kevin Munroe / Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer / Elenco: Brandon Routh, Sam Huntington, Peter Stormare, Taye Diggs, Anita Briem, Kimberly Whalen / Sinopse: Dylan Dog (Brandon Routh) é um detetive diferente que se especializou em casos envolvendo o mundo sobrenatural. Ao lado de seu parceiro Groucho ele vai ao submundo do crime para desvendar mais um caso completamente fora do comum.
Pablo Aluísio.
O resto do filme também não me agradou. Excessivamente mal escrito, em nenhum momento encontramos espasmos de originalidade. Até a narração em off é batida, muito clichê. A tentativa de usar esse recurso, que era muito popular em antigos filmes de detetives ao estilo noir, aqui naufraga completamente. A mistura indigesta de tantos monstros também soa repetitiva e infantil. A direção de arte é fraca - os lobisomens em cena são ridículos e o monstro do final não consegue ser convincente e nem passar medo ao espectador! Enfim, mais uma bobagem descartável que prova de forma definitiva que não basta apenas transpor quadrinhos para o cinema, tem que ter talento para isso.
Dylan Dog e as Criaturas da Noite (Dylan Dog: Dead of Night, Estados Unidos, 2010) Direção: Kevin Munroe / Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer / Elenco: Brandon Routh, Sam Huntington, Peter Stormare, Taye Diggs, Anita Briem, Kimberly Whalen / Sinopse: Dylan Dog (Brandon Routh) é um detetive diferente que se especializou em casos envolvendo o mundo sobrenatural. Ao lado de seu parceiro Groucho ele vai ao submundo do crime para desvendar mais um caso completamente fora do comum.
Pablo Aluísio.
domingo, 16 de novembro de 2008
Mesa para Três
Título Original: Table for Three
Ano de Lançamento: 2009
País: Estados Unidos
Estúdio: Starz Media
Direção: Michael Samonek
Roteiro: Michael Samonek
Elenco: Brandon Routh, Jesse Bradford, Sophia Bush, Jennifer Morrison, Johnny Galecki, Liza Lapira, Neil Jackson e Melinda Sward.
Sinopse:
Scott Teller acaba de ficar solteiro depois que sua namorada termina o relacionamento justamente quando ele planejava pedi-la em casamento. Para completar sua solidão, seu antigo colega de apartamento também se muda para longe, deixando Scott sozinho em seu grande apartamento. Quando conhece Ryan e Mary, um casal aparentemente simpático e perfeito, Scott acredita ter encontrado a solução para seus problemas e os convida para dividir sua casa. No começo, a convivência parece agradável e os três passam a compartilhar momentos de amizade e diversão. Entretanto, Ryan e Mary começam gradualmente a se intrometer em todos os aspectos da vida de Scott. Quando ele conhece Leslie, uma mulher por quem se apaixona, o casal passa a interferir também em seu novo relacionamento. Scott começa então a perceber que seus novos companheiros de apartamento são muito mais complicados do que pareciam inicialmente. O que deveria ser uma solução para sua solidão transforma-se em uma situação cada vez mais desconfortável.
Comentários:
Table for Three é uma comédia romântica independente dirigida e roteirizada por Michael Samonek, com Brandon Routh no papel principal. O filme apresenta Routh como Scott Teller, um personagem muito diferente do herói de Superman Returns, lançado alguns anos antes. Jesse Bradford e Sophia Bush interpretam Ryan e Mary, o casal que passa a dividir o apartamento com Scott e gradualmente interfere em sua vida pessoal. Jennifer Morrison interpreta Leslie, a mulher que desperta o interesse amoroso do protagonista, enquanto Johnny Galecki aparece como Ted. A produção possui aproximadamente 93 minutos de duração e foi lançada diretamente em DVD em 23 de junho de 2009, sem uma carreira tradicional nos cinemas. A proposta combina situações de convivência, amizade, romance e humor, utilizando principalmente os conflitos entre os três moradores para desenvolver a narrativa. A produção foi realizada pela Starz Media e posteriormente disponibilizada em diferentes serviços de vídeo e streaming.
A recepção crítica foi bastante modesta. O Rotten Tomatoes registra atualmente apenas três críticas profissionais e 25% de aprovação, com avaliações que consideraram a história previsível e o humor pouco inspirado, embora uma das críticas tenha destacado a simpatia do elenco. A avaliação dos espectadores também permaneceu relativamente baixa, enquanto o IMDb registra nota de 5,4/10. Mesmo assim, o filme possui algum interesse para quem acompanha os trabalhos de Brandon Routh, Sophia Bush, Jesse Bradford e Jennifer Morrison, especialmente por reunir atores que estavam em evidência na televisão e no cinema durante os anos 2000. A estrutura de Table for Three lembra outras comédias sobre colegas de apartamento e relacionamentos que acabam saindo do controle, mas acrescenta a peculiaridade de colocar um casal aparentemente perfeito no centro dos problemas do protagonista. Hoje, a produção é principalmente conhecida entre os fãs dos atores e como uma pequena comédia romântica independente daquele período.
Pablo Aluísio.
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