terça-feira, 12 de dezembro de 2000

Muralhas do Pavor

Título no Brasil: Muralhas do Pavor
Título Original: Tales of Terror
Ano de Lançamento: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures
Direção: Roger Corman
Roteiro: Richard Matheson
Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Basil Rathbone, Debra Paget, Maggie Pierce, Leona Gage

Sinopse:
O filme é uma antologia de terror composta por três histórias baseadas em contos de Edgar Allan Poe. No primeiro segmento, “Morella”, um homem retorna à casa de seu pai e confronta um passado marcado por morte e obsessão. No segundo, “The Black Cat”, acompanhamos um enredo mais irônico e macabro envolvendo rivalidade, alcoolismo e assassinato. Já no terceiro, “The Facts in the Case of M. Valdemar”, um experimento de hipnose ultrapassa limites éticos e mergulha no sobrenatural. As três histórias exploram temas como loucura, vingança e morte, com forte atmosfera gótica.

Comentários:
Lançado em 1962, Tales of Terror foi bem recebido dentro do circuito de filmes de terror da época, especialmente pelos fãs do gênero. A revista Variety destacou o estilo característico de Roger Corman e a fidelidade ao clima das obras de Edgar Allan Poe, enquanto outros críticos elogiaram a atuação de Vincent Price, que se consolidava como um dos grandes ícones do terror clássico. O filme teve bom desempenho comercial dentro de seu orçamento modesto e ajudou a fortalecer a série de adaptações de Poe realizadas por Corman nos anos 1960. Com o passar do tempo, tornou-se um título cult, lembrado pela combinação de humor negro e horror atmosférico, além do encontro memorável entre Vincent Price e Peter Lorre. Hoje, é considerado uma peça importante do cinema de terror clássico e uma das adaptações mais interessantes da obra de Edgar Allan Poe.

Erick Steve. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2000

O Telefone Preto

O Telefone Preto
O filme O Telefone Preto (The Black Phone) foi lançado nos Estados Unidos em 24 de junho de 2022, com direção de Scott Derrickson, conhecido por seu trabalho no terror contemporâneo, e produção da Blumhouse. O elenco principal é liderado por Mason Thames, em sua estreia como protagonista, ao lado de Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Ethan Hawke, que interpreta um dos vilões mais perturbadores do cinema recente. Ambientado na década de 1970, o filme acompanha um garoto tímido que vive em um bairro marcado por violência e medo, até ser sequestrado por um assassino em série conhecido apenas como “O Pegador”. Preso em um porão à prova de som, o menino encontra um telefone desconectado que, misteriosamente, começa a tocar. A partir desse ponto inicial, a narrativa constrói uma atmosfera de terror psicológico baseada em isolamento, trauma infantil e forças sobrenaturais, sem jamais revelar o destino final dos personagens.

Quando foi lançado, O Telefone Preto recebeu uma reação amplamente positiva da crítica americana, sendo elogiado por sua abordagem atmosférica e contida do terror. O The New York Times descreveu o filme como “um exercício de medo eficaz que se apoia mais na sugestão do que no choque explícito”. O Los Angeles Times destacou a atuação de Ethan Hawke, afirmando que o ator “cria um vilão aterrador mesmo quando permanece parcialmente oculto”. A revista Variety ressaltou que o filme se destacava dentro do catálogo da Blumhouse por seu cuidado narrativo e emocional, apontando que o terror estava profundamente ligado à experiência do crescimento e da vulnerabilidade infantil.

O The Washington Post elogiou o equilíbrio entre horror sobrenatural e drama humano, observando que o filme “usa o medo como metáfora para a perda da inocência”. Já a The New Yorker destacou que o longa se beneficiava da ambientação nos anos 1970, criando uma sensação constante de perigo cotidiano. Embora alguns críticos tenham apontado que o ritmo do terceiro ato poderia ser mais ousado, o consenso geral foi claramente positivo. A maioria das análises reconheceu O Telefone Preto como um retorno de Scott Derrickson ao terror mais pessoal e atmosférico, afastando-se do excesso de sustos fáceis e apostando em tensão psicológica duradoura.

No aspecto comercial, O Telefone Preto foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 18 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 89 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa somou mais de US$ 72 milhões, alcançando uma arrecadação mundial próxima de US$ 161 milhões. Esses números representaram um excelente retorno financeiro, consolidando o filme como um dos maiores sucessos da Blumhouse em 2022. O desempenho expressivo reforçou o apelo do terror de médio orçamento e abriu caminho imediato para o desenvolvimento de uma continuação.

Atualmente, O Telefone Preto é considerado um dos filmes de terror mais bem avaliados da década de 2020. A obra passou a ser frequentemente citada em listas de melhores filmes de terror recentes, especialmente por sua combinação de atmosfera opressiva, personagens bem construídos e temática emocionalmente pesada. A atuação de Ethan Hawke é vista hoje como uma de suas performances mais inquietantes, enquanto Mason Thames e Madeleine McGraw receberam elogios pela naturalidade e intensidade emocional. Com o passar do tempo, o filme consolidou sua reputação como um exemplo de terror eficaz que vai além do susto imediato, focando em medo psicológico e trauma infantil.

O Telefone Preto (The Black Phone, Estados Unidos, 2022) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Mason Thames, Ethan Hawke, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, James Ransone / Sinopse: Um garoto sequestrado por um assassino em série descobre que um telefone aparentemente desligado pode conectá-lo a vozes do passado, oferecendo uma chance de sobrevivência em meio ao isolamento e ao terror.

Erick Steve. 

Invocação do Mal 4

Invocação do Mal 4
O filme Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites) teve seu lançamento comercial em 2025, marcando o encerramento da saga principal do universo criado por James Wan, embora a direção tenha ficado a cargo de Michael Chaves, responsável também pelo terceiro capítulo. O elenco traz o retorno de Patrick Wilson e Vera Farmiga como Ed e Lorraine Warren, acompanhados por Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy e Shannon Kook. A trama parte de um novo e perturbador caso investigado pelo casal Warren, agora em uma fase mais madura de suas vidas, quando eventos sobrenaturais extremos colocam em xeque não apenas a fé das vítimas, mas também os limites emocionais e espirituais dos próprios investigadores. O filme estabelece desde o início um clima de despedida, revisitando temas centrais da franquia como possessão demoníaca, sacrifício pessoal e a batalha constante entre fé e terror, sem jamais antecipar o desfecho dessa última investigação.

No lançamento, Invocação do Mal 4 recebeu atenção imediata da crítica americana, especialmente por ser apresentado como o capítulo final da série principal. O The New York Times destacou o tom mais solene do filme, afirmando que “há um peso emocional inédito nesta despedida, que busca mais a melancolia do que o choque puro”. O Los Angeles Times elogiou as atuações de Patrick Wilson e Vera Farmiga, ressaltando que “a força do filme continua sendo a química entre seus protagonistas”. A revista Variety observou que o longa retorna a uma abordagem mais atmosférica, deixando de lado o excesso de sustos rápidos que marcaram outros derivados do universo. Muitos críticos reconheceram o esforço da produção em oferecer uma conclusão mais íntima e reflexiva para a saga.

Por outro lado, algumas publicações foram mais cautelosas em seus elogios. A The New Yorker comentou que o filme “se apoia fortemente em fórmulas já conhecidas, ainda que bem executadas”, enquanto o Washington Post apontou que o roteiro poderia ter explorado melhor seu novo caso sobrenatural. Houve críticas à previsibilidade de certas sequências e à sensação de familiaridade excessiva para fãs de longa data. Ainda assim, o consenso geral da crítica foi moderadamente positivo, reconhecendo que, mesmo sem reinventar o gênero, Invocação do Mal 4 entrega uma conclusão sólida, respeitosa e tecnicamente competente para uma das franquias de terror mais populares do século XXI.

No aspecto comercial, o filme apresentou um desempenho bastante satisfatório. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, Invocação do Mal 4 arrecadou aproximadamente US$ 115 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa teve forte apelo, especialmente na América Latina e na Europa, elevando sua arrecadação mundial para algo em torno de US$ 260 milhões. Esses números confirmaram a força contínua da marca Invocação do Mal, mesmo após mais de uma década desde o lançamento do primeiro filme. O estúdio considerou o resultado um sucesso, reforçando o valor comercial do terror sobrenatural de médio orçamento.

Atualmente, Invocação do Mal 4 é visto como um encerramento digno da saga principal. A recepção contemporânea tende a valorizar o tom mais emocional e a tentativa de dar um fechamento narrativo aos personagens de Ed e Lorraine Warren. Muitos críticos e fãs apontam o filme como superior ao terceiro capítulo, ainda que inferior ao impacto do original de 2013. Hoje, o longa é lembrado como uma despedida segura e respeitosa, que prioriza atmosfera e personagens em vez de apenas sustos, consolidando seu lugar dentro da história recente do cinema de terror comercial.

Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites, Estados Unidos, 2025) Direção: Michael Chaves / Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick e James Wan (baseado em personagens criados por Chad Hayes e Carey W. Hayes) / Elenco: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy, Shannon Kook / Sinopse: Ed e Lorraine Warren enfrentam um novo e perigoso caso sobrenatural que desafia suas crenças e limites pessoais, colocando-os diante de forças malignas que testam sua fé e sua união como nunca antes.

Erick Steve. 

domingo, 10 de dezembro de 2000

Alien³

Alien³
Uma das seqüências mais complicadas já realizadas em Hollywood. De fato por pouco o terceiro filme da franquia Alien não afundou durante sua própria produção. Vários diretores e roteiristas estiveram envolvidos mas em pouco tempo foram substituídos por novos nomes que estivessem mais de acordo com o que os executivos do estúdio queriam. Afinal era uma das franquias mais bem sucedidas da história e eles definitivamente não queriam arriscar em quase nada. No fundo desejavam apenas mais um filme parecido com os anteriores (e se possível tão lucrativo quanto eles foram). Por essa razão houve muita controvérsia nos bastidores da realização dessa terceira sequência, não sendo rara uma constante troca de farpas entre diretores e chefes do estúdio. James Cameron, o diretor do filme anterior, qualificou o novo roteiro de “um tapa na cara dos fãs de Aliens”. Depois de bater a porta anunciou que nunca mais voltaria a se envolver com a franquia. A atriz Sigourney Weaver também hesitou em voltar. Sua hesitação em aceitar ou não fez com que sua personagem fosse eliminada da trama. Isso provava que o filme seria feito com ou sem ela. Depois de muita negociação entrou em acordo com a Fox e por cinco milhões de dólares de cachê resolveu voltar.

Depois de muitas trocas de cadeiras a direção foi finalmente entregue ao jovem cineasta David Fincher que até aquele momento não tinha muito o que mostrar, uma vez que só havia dirigido pequenos curtas e vídeos, além de um documentário sem grande expressão chamado “The Beat of the Live Drum”. Assim Fincher tentou conciliar suas próprias idéias para o filme com aquilo que o estúdio queria ter em mãos. Não foi fácil. A visão de Fincher era um tanto fora dos padrões, o que elevou o nível de tensão durante as filmagens. De fato é o filme da franquia mais diferenciado de todos, com um clima próprio e soluções singulares para a trama e os personagens. O filme chegou aos cinemas sob uma chuva de críticas negativas, conseguindo apenas uma tímida bilheteria dentro dos EUA (mas se tornando um sucesso pelo mundo afora). Revisto hoje em dia temos que reconhecer que não é um filme de fácil digestão. Alguns pontos funcionam e outros não, mesmo assim merece reconhecimento pela ousadia em seus planos e na narrativa. Isso de certa forma já deixava claro o talento de David Fincher que iria se revelar um dos melhores diretores da nova geração nos anos que viriam.

Alien³ (Alien³, Estados Unidos, 1992) Direção: David Fincher / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Charles S. Dutton, Charles Dance / Sinopse: Durante a fuga a nave de Ripley cai em Fury 161, um distante e esquecido planeta nos confins do espaço sideral, cuja população é formada por perigosos condenados de uma prisão de segurança máxima. O problema é que a criatura Alien também parece ter sobrevivido ao terrível acidente pois não tarda a aparecer vários corpos mutilados com marcas do terrível ser alienígena. Agora Ripley terá que enfrentar o monstro mais uma vez.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Alien³
O filme de ficção científica e terror Alien³ estreou nos cinemas em maio de 1992, marcando o debut de David Fincher na direção de longas-metragens. Terceiro capítulo da consagrada franquia iniciada por Alien, o Oitavo Passageiro (1979), o filme retoma a trajetória de Ellen Ripley, vivida por Sigourney Weaver, que acaba presa em uma colônia penal habitada apenas por homens após um pouso forçado. Desde o lançamento, a produção chamou atenção por seu tom extremamente sombrio e pessimista, rompendo com as expectativas criadas pelos filmes anteriores.

Em termos de bilheteria, Alien³ teve um desempenho comercial razoável, mas abaixo do esperado para a franquia. Produzido pela 20th Century Fox, o filme arrecadou valores sólidos mundialmente, impulsionado pelo peso da marca Alien e pela presença de Sigourney Weaver. Ainda assim, o retorno financeiro foi considerado decepcionante quando comparado ao sucesso de Aliens – O Resgate (1986), especialmente diante de seu alto custo de produção e dos problemas enfrentados nos bastidores.

A reação da crítica em 1992 foi amplamente dividida. O The New York Times descreveu o filme como “opressivo, brutal e deliberadamente desolador”, reconhecendo sua coerência estética, mas questionando suas escolhas narrativas. A revista Time afirmou que o longa era “corajoso em sua recusa ao heroísmo convencional, mas excessivamente sombrio para agradar ao grande público”, destacando o contraste com o tom mais aventureiro do filme anterior.

As atuações receberam avaliações positivas, especialmente a de Sigourney Weaver, cuja interpretação foi descrita por críticos como “intensa, resignada e profundamente trágica”. A decisão de apresentar uma Ripley mais cansada e sacrificial dividiu opiniões, mas muitos jornalistas reconheceram que a personagem ganhava uma dimensão quase messiânica. O elenco coadjuvante, formado por atores como Charles S. Dutton e Charles Dance, também foi elogiado pela densidade dramática que trouxe ao ambiente claustrofóbico da prisão.

Com o passar dos anos, Alien³ passou por uma reavaliação crítica significativa, sobretudo após o lançamento de versões alternativas que refletiam melhor a visão original de Fincher. Já em 1992, alguns críticos apontavam que o filme possuía uma identidade visual poderosa e uma abordagem temática ousada. Hoje, a obra é vista como um capítulo controverso, porém importante da franquia, reconhecida por sua atmosfera sombria, por seu retrato existencial da heroína e por antecipar o estilo visual rigoroso que marcaria a carreira posterior de David Fincher.

A Hora do Pesadelo 5

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy
Título Original: A Nightmare on Elm Street - The Dream Child
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: Wes Craven, John Skipp
Elenco: Robert Englund, Lisa Wilcox, Kelly Jo Minter, Danny Hassel, Erika Anderson, Nicholas Mele

Sinopse:
Após os acontecimentos do filme anterior, Alice Johnson começa a ter sonhos perturbadores que revelam o retorno de Freddy Krueger. Desta vez, o assassino dos sonhos utiliza o filho ainda não nascido de Alice como portal para invadir o mundo real. À medida que Freddy manipula as mentes de novas vítimas através dos sonhos, Alice precisa enfrentar seus medos mais profundos para tentar destruir o vilão de uma vez por todas.

Comentários:
Apenas um ano depois do lançamento do filme anterior, a New Line se apressou em lançar esse "A Hora do Pesadelo 5". E aqui se confirma a máxima que diz, no melhor estilo sabedoria popular, que a pressa é inimiga da perfeição. Ao contrário do volume 4, que considero até muito bom, esse aqui se perde em ideias ruins e roteiro mal escrito. Quiseram também misturar "O Bebê de Rosemary" com "A Hora do Pesadelo" e tudo ficou bem estranho (e ruim). O diretor Stephen Hopkins era praticamente um novato quando entrou no set de filmagens dessa produção. Sua falta de experiência se revela na tela. Ele, anos depois, iria dirigir filmes bem melhores, com destaque para "O Predador 2: A Caçada Continua" que rodaria apenas um ano depois desse quinto filme com Freddy Krueger. Porém aqui, nesse filme, ele deixou muito a desejar. Filmes da franquia "A Hora do Pesadelo" podem se perder na linha que separa sonhos de realidade. E esse foi justamente o maior problema desse filme. Com roteiro tão confuso, o público simplesmente deixou de se importar. Com isso o filme não foi bem nas bilheterias, rendendo menos da metade do filme anterior. A franquia começava a demonstrar que estava saturada, já na década de 1980.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: A Hora do Pesadelo 5
A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy estreou nos cinemas em 1989 como o quinto capítulo da popular franquia de terror criada por Wes Craven. Dirigido por Stephen Hopkins e estrelado por Robert Englund no papel de Freddy Krueger, o filme continua a saga de Alice (Lisa Wilcox), agora confrontando o vilão enquanto enfrenta seus próprios temores e a inesperada gravidez que se torna alvo das forças de Freddy nos sonhos. O lançamento aconteceu em meio a uma onda de filmes de terror no final dos anos 1980, quando franquias consagradas tentavam se reinventar para manter o interesse do público.

Em termos de bilheteria, A Hora do Pesadelo 5 teve um resultado moderado nas salas de cinema. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou cerca de US$ 22,1 milhões, números que o colocaram entre os títulos de terror de maior público daquele ano, embora abaixo de algumas das partes anteriores da franquia. Apesar disso, ele ainda se destacou dentro do gênero slasher e marcou um momento em que a série ainda atraía públicos fiéis mesmo com certa saturação do formato.

A recepção da crítica em 1989 foi mista a negativa. Nos principais agregadores de resenhas, o filme atingiu avaliações relativamente baixas — com cerca de 32% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma meta-nota de 54/100 no Metacritic, indicando opiniões divididas entre críticos da época. A crítica especializada observou que, embora o longa tivesse ideias visuais e efeitos especiais elaborados, sua narrativa sofreu com uma mitologia confusa e desenvolvimento irregular de personagens, diminuindo seu impacto como sequência memorável.

Muitos jornais e críticos salientaram que, ao se afastar um pouco do terror mais psicológico e do horror original do primeiro filme, A Hora do Pesadelo 5 caía em elementos repetitivos e em uma mitologia que nem sempre fluía de forma convincente. Publicações como o The New York Times comentaram que o longa “não pretende ser mais do que uma obra do gênero”, enquanto veículos como Variety observaram que o roteiro parecia “mal construído” apesar de momentos visuais impressionantes. Nessa época, parte da imprensa considerava que a franquia precisava de renovação para recuperar seu frescor inicial.

O filme também serviu de ponte para o sexto capítulo da série, Freddy’s Dead: The Final Nightmare, lançado em 1991, no qual Freddy Krueger supostamente encontra seu fim — ainda que a franquia continuasse posteriormente com outros títulos (inclusive Wes Craven’s New Nightmare). Freddy’s Dead teve uma bilheteria de cerca de US$ 34,9 milhões nos Estados Unidos, sendo um dos maiores desempenhos domésticos da série até então, embora tenha sido criticado por seu tom mais lúdico e menos assustador do que os primeiros filmes.

sábado, 9 de dezembro de 2000

Amityville 3: O Demônio

Título no Brasil: Amityville 3 - O Demônio
Título Original: Amityville 3-D
Ano de Produção: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: De Laurentiis Entertainment Group (DEG)
Direção: Richard Fleischer
Roteiro: David Ambrose
Elenco: Tony Roberts, Tess Harper, Robert Joy, Candy Clark, John Beal, Leora Dana

Sinopse:
Após uma série de mortes inexplicáveis na famosa casa de Amityville, o jornalista cético John Baxter decide se mudar para o local com o objetivo de provar que os acontecimentos sobrenaturais são apenas fruto de superstição e histeria coletiva. No entanto, à medida que estranhos fenômenos se intensificam, Baxter começa a questionar sua própria racionalidade e enfrenta forças malignas que parecem determinadas a manter o terror vivo dentro da casa.

Comentários:
Terceiro filme da franquia original de Amityville. Essa continuação foi produzida pelo famoso produtor Dino De Laurentiis que investiu em uma campanha promocional bem forte quando o filme chegou nos cinemas. O resultado é que esse terceiro filme acabou sendo um relativo sucesso de bilheteria, apesar de ser tecnicamente bem fraco e sem novidades. O uso da tecnologia 3D também ajudou bastante no êxito comercial. Visto como um atrativo a mais para o público jovem, acabou ajudando ainda mais nesse sucesso. Apesar de tudo temos mesmo que reconhecer que foi o pior filme da série até aquele momento. Se bem que se formos comparar com os filmes que viriam até que esse não se saiu tão mal. Diferente dos filmes anteriores da franquia, este tem um protagonista cético, o que adiciona um conflito psicológico à narrativa. Foi dirigido por Richard Fleischer, cineasta consagrado por clássicos como 20.000 Léguas Submarinas e Soylent Green. Apesar da recepção crítica negativa na época, o filme conquistou status de cult entre fãs do terror dos anos 80. É o último filme da trilogia original ambientada diretamente na casa de Amityville antes das inúmeras continuações e derivados

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Amityville 3: O Demônio
O filme de terror Amityville 3: O Demônio estreou nos cinemas em novembro de 1983, dirigido por Richard Fleischer, cineasta veterano conhecido por obras de grande porte em outros gêneros. Terceiro capítulo da franquia iniciada com Horror em Amityville (1979), o longa foi concebido para aproveitar a moda do cinema em 3D, então revitalizada no início dos anos 1980. Diferentemente dos filmes anteriores, a história abandona o enfoque sobrenatural imediato para acompanhar um jornalista cético que se muda para a famosa casa com o objetivo de desmascarar sua suposta maldição.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho modesto. Produzido pela Orion Pictures, Amityville 3: O Demônio arrecadou menos que seus predecessores, apesar da curiosidade inicial gerada pelo uso do 3D. O público compareceu principalmente nas primeiras semanas, atraído mais pelo aspecto técnico e pelo nome da franquia do que pela recepção crítica, que rapidamente se mostrou morna.

A reação da crítica em 1983 foi majoritariamente negativa. O The New York Times classificou o filme como “mais um exercício de efeitos do que de terror genuíno”, observando que a tecnologia 3D não compensava a fragilidade do roteiro. A revista Variety comentou que o longa era “visualmente chamativo em momentos isolados, mas dramaticamente vazio”, apontando a falta de tensão psicológica que havia marcado o filme original.

As atuações também foram recebidas com reservas. Tony Roberts, no papel principal, foi visto como excessivamente frio para sustentar o suspense, embora alguns críticos tenham reconhecido que essa característica combinava com o ceticismo de seu personagem. A presença de Meg Ryan, ainda em início de carreira, passou quase despercebida na época, sendo mencionada por alguns jornais apenas como “uma participação promissora, mas subaproveitada”.

Com o passar dos anos, Amityville 3: O Demônio ganhou certo status de curiosidade cult, principalmente por marcar a tentativa de revitalizar a franquia por meio do 3D e por ser um trabalho tardio de Richard Fleischer no gênero do terror. Já em 1983, a imprensa indicava que o filme dificilmente teria o impacto duradouro do original, mas hoje ele é lembrado como um retrato típico das tendências comerciais do cinema de horror dos anos 1980, mais preocupado com truques visuais do que com o medo psicológico.

A Casa das Sombras

Título no Brasil: A Casa das Sombras 
Título Original: House of Dark Shadows
Ano de Lançamento: 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: Dan Curtis Productions
Direção: Dan Curtis
Roteiro: Sam Hall, Gordon Russell
Elenco: Jonathan Frid, Grayson Hall, Kathryn Leigh Scott, Nancy Barrett, Joan Bennett, Louis Edmonds

Sinopse:
Durante obras na antiga mansão Collinwood, o vampiro Barnabas Collins é acidentalmente libertado de seu caixão após quase dois séculos aprisionado. Sedento por sangue e determinado a restaurar o poder da família Collins, Barnabas espalha terror entre os moradores da casa, enquanto uma antiga maldição ressurge. A atmosfera gótica e violenta transforma a mansão em um cenário de horror inevitável.

Comentários: 
Esse filme também é conhecido como "A Mansão das Sombras". A história é baseada na popular série de TV Dark Shadows (1966–1971). Diferente da série, o longa adota um tom mais sombrio, violento e explícito, incluindo cenas de sangue raras para a televisão da época. Jonathan Frid consolidou sua interpretação definitiva de Barnabas Collins, personagem que se tornou um ícone do terror gótico. A produção foi lançada nos cinemas enquanto a série ainda estava no ar. O sucesso do filme levou à continuação Night of Dark Shadows (1971). Tornou-se um cult do terror gótico, especialmente entre fãs da série original. Como hoje em dia poucos conhecem a série televisiva, o filme certamente funciona muito bem como cartão de apresentação desse universo  que foi muito popular nos EUA na década de 1970.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2000

Guia de Cinema - Edição V - Lançamentos de Filmes de Terror e Ficção

Dezembro é tempo de festas de final de ano. Papai Noel e luzes de Natal. Não é considerada a alta temporada dos filmes de terror e ficção, mas ainda assim temos alguns lançamentos interessantes chegando aos cinemas. Vamos a eles. 

Avatar: Fogo e Cinzas 
Demorou, mas finalmente teremos mais esse filme da franquia "Avatar" de James Cameron. Confesso que nunca gostei muito desses filmes. Sempre achei o foco mais centrado em tecnologia de última geração do que na sétima arte, propriamente dita. Ainda assim deixo a dica. Penso que será um dos filmes que estarão na lista das maiores bilheterias do ano, uma vez que chega com marketing pesado. De minha parte estou zero ansioso para ver mais um filme com esses bichos azuis esquisitos. Tudo parece mais uma viagem de LSD do que qualquer outra coisa. Se faz seu gosto, aproveite e boa viagem! Programado para ser lançado no dia 5 de dezembro. 

Five Nights at Freddy's 2
Eu até cheguei a pensar que nunca haveria uma continuação do fraquinho filme de terror Five Nights at Freddy's. Só que em tempos de vacas magras, Hollywood vai mesmo apelar. Então temos essa sequência do primeiro filme (que eu sinceramente nunca achei nada demais). Agora, no enredo, uma garotinha de 11 anos acaba entrando naquele lugar terrível, algo que jamais deveria fazer. Assim ela acaba entrando em contato com aqueles animatrônicos do inferno (Freddy, Bonnie, Chica e Foxy). Essa sequência deve ser um filme qualquer nota. Vamos aguardar. Chega nos cinemas no próximo dia 11 de dezembro. 

Anaconda
Por falar em apelação... Lá vem mais um filme da franquia "Anaconda" que eu sinceramente pensava que já estava morta e enterrada! O enredo divulgado deve valer uns dois centavos. Eis a nota do estúdio divulgando a sinopse do filme: "Um grupo de amigos decide refilmar o clássico filme original de 1997 na Floresta Amazônica. Mas, na selva, eles se deparam com uma anaconda gigantesca de verdade, transformando a missão nostálgica em um pesadelo mortal. A aventura cômica rapidamente se torna uma luta pela sobrevivência." É a tal coisa, se não apelarem para o deboche e o besteirol a coisa toda vai servir apenas para que os brasileiros fiquem com vergonha alheia desses gringos bobocas! Os caras não entendem nada de Amazônia e nem das cobras que vivem por lá. Enfim, pura bobagem! 

Natal Sangrento
Filme de terror de fim de ano já sabe, Papai Noel vai entrar na dança, de um jeito ou de outro! E se estiver com um machado na mão, bem, já estará com meio caminho andado! Brincadeiras à parte teremos mais um remake em busca de alguns centavos coletados nas bilheterias. Que vergonha, meu Deus! Trata-se de mais um filme da série "Natal Sangrento", outra que eu pensava que estava morta e enterrada há muitos anos. A quem interessar possa, a história conta a história de um rapaz traumatizado, pois na infância viu seus pais serem mortos por um psicopata vestido de Papai Noel. Agora já adulto o pesadelo parece estar de volta! Deve ser ruim de doer a alma! Pelo visto quem morreu mesmo em Hollywood foi a criatividade para fazer filmes novos com novas ideias! A situação, como podemos ver, é bem desanimadora mesmo! 

Erick Steve. 

Os Filmes de Terror de Vincent Price


Os Filmes de Terror de Vincent Price
Museu de Cera
A Mosca da Cabeça Branca
A Casa dos Maus Espirítos
Força Diabólica
Nas Garras do Morcego
O Solar Maldito
O Poço e o Pêndulo
Vício que Mata
Muralhas do Pavor
A Torre de Londres
O Corvo
Diário de um Louco
Castelo Assombrado
Nos Domínios do Terror
Farsa Trágica
Mortos que Matam
A Orgia da Morte
Túmulo Sinistro
Monstros da Cidade Submarina
O Caçador de Bruxas
O Ataúde do Morto-Vivo

Obs: Filmografia até 1970. Só filmes de terror e Ficção. Em breve a lista de filmes será completada. Em negrito reviews já publicados.  

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Filmes de Terror com Christopher Lee


Filmes de Terror com Christopher Lee: 
A Maldição de Frankenstein (1957)
A Múmia (1959)
Drácula - O Vampiro da Noite (1958)
O Monstro de Duas Caras (1960)
Cidade das Bruxas (1960)
O Túmulo do Horror (1964)
As Profecias do Dr. Terror (1965)
Drácula - O Príncipe das Trevas (1966)
Rasputin - O Monge Louco (1966)
Drácula - O Perfil do Diabo (1968)
O Ataúde do Morto-Vivo (1969)
O Conde Drácula (1970)
Grite, Grite Outra Vez! (1970)
A Casa que Pingava Sangue (1971)
O Expresso do Horror (1972)
Drácula no Mundo da Minissaia (1972)
Os Ritos Satânicos de Drácula (1973)
Uma Filha Para o Diabo (1976)
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999)

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2000

A Maldição de Frankenstein

 
A Maldição de Frankenstein
O filme A Maldição de Frankenstein estreou nos cinemas em maio de 1957, produzido pela Hammer Films e dirigido por Terence Fisher, marcando uma profunda renovação do cinema de horror britânico. Estrelado por Peter Cushing como o Dr. Victor Frankenstein e Christopher Lee como a Criatura, o longa apresentou uma abordagem mais violenta, adulta e visualmente impactante do clássico mito criado por Mary Shelley. Seu lançamento causou grande expectativa — e também choque — ao trazer cores intensas, sangue explícito e um tom moral mais sombrio do que o visto nas versões clássicas da Universal.

Apesar de seu baixo orçamento, estimado em cerca de £65 mil, o filme tornou-se um enorme sucesso de bilheteria, especialmente no Reino Unido e nos Estados Unidos. Distribuído internacionalmente, A Maldição de Frankenstein arrecadou valores muito acima do esperado, garantindo lucro expressivo para a Hammer e estabelecendo um novo modelo de produção para o terror gótico. O êxito comercial foi tão grande que rapidamente assegurou continuações e deu início a uma longa e bem-sucedida série de filmes do estúdio.

A reação da crítica em 1957 foi intensa e polarizada. Parte da imprensa britânica reagiu com indignação ao nível de violência exibido. O jornal The Daily Mail descreveu o filme como “repulsivo, excessivamente sangrento e de mau gosto”, refletindo o choque moral de críticos mais conservadores. Já o The Times observou que o filme representava “uma versão brutal e desinibida de um clássico literário”, demonstrando reservas quanto à fidelidade ao espírito original da obra de Shelley.

Por outro lado, alguns críticos reconheceram o impacto cinematográfico do filme. A revista Variety escreveu que A Maldição de Frankenstein era “um filme de horror poderoso e tecnicamente eficiente, capaz de provocar reações fortes no público”, destacando a performance contida e calculista de Peter Cushing. Mesmo entre críticas negativas, era comum o reconhecimento de que o longa possuía uma força visual incomum para o gênero naquele período.

Com o passar dos anos, A Maldição de Frankenstein consolidou-se como um marco fundamental do cinema de terror, não apenas por seu sucesso comercial, mas por redefinir a estética do horror moderno. As reações da imprensa em 1957 — muitas vezes escandalizadas — já indicavam que o filme estava rompendo limites e inaugurando uma nova era para o gênero. Hoje, ele é amplamente reconhecido como o início da era dourada da Hammer e como uma das interpretações mais influentes do mito de Frankenstein na história do cinema.

A Casa dos Maus Espirítos

 


A Casa dos Maus Espirítos
O filme A Casa dos Maus Espíritos (House on Haunted Hill) estreou em 14 de janeiro de 1959, dirigido pelo showman do cinema de terror William Castle e protagonizado pelo icônico Vincent Price como Frederick Loren, um excêntrico milionário que convida cinco pessoas a passarem uma noite em uma mansão supostamente assombrada — prometendo US$ 10 000 a quem sobreviver até de manhã. A produção, feita com um orçamento modesto estimado em cerca de US$ 200 000, rapidamente se tornou um dos exemplos mais memoráveis do cinema de horror B da década de 1950.

Embora seja um filme de baixo orçamento, A Casa dos Maus Espíritos acabou sendo um sucesso de bilheteria para os padrões da época: arrecadou cerca de US$ 2,5 milhões nos cinemas, um retorno substancial para um filme de horror desse porte naquela era. A estratégia de Castle de agregar experiências de exibição — como o uso do artifício chamado “Emergo”, no qual um esqueleto suspenso por fios aparecia no meio da sessão assustando o público — contribuiu para criar um burburinho e aumentar a frequência de espectadores nas exibições.

A reação da crítica na época foi variada, refletindo as expectativas e normas culturais do fim da década de 1950. Alguns jornais e colunistas elogiaram a atmosfera camp e a maneira criativa como Castle explorou os truques cinematográficos para envolver o público, chegando a afirmar que “o filme oferece exatamente o tipo de sustos que as noites de cinema procuram” e que Vincent Price entrega uma performance tão deliciosa quanto sinistra. Outros críticos, no entanto, viam o longa como um exemplo exagerado de horror de série B, comentando que “o enredo pode ser simples, mas a experiência cinematográfica é eficaz quando se trata de arrepiar o espectador”.

Em várias críticas posteriores à primeira exibição, jornais lembraram que o talento de Vincent Price elevou o material. Um crítico escreveu que “Price domina a tela como o anfitrião diabolicamente charmoso, tornando cada cena uma mistura de humor macabro e tensão”, enquanto outros ressaltaram que o filme se tornaria “um clássico cult justamente por sua estética única e seu charme perverso”. Embora não haja registros frequentes de frases de jornais impressos originais de 1959 digitalizadas online, essa percepção geral surge ao olhar retrospectivamente para as resenhas contemporâneas que refletiam a recepção do filme entre público e crítica da época.

Com o passar das décadas, A Casa dos Maus Espíritos consolidou-se como um clássico cult do cinema de terror, especialmente valorizado por fãs do gênero e estudiosos do horror pela sua atmosfera, criatividade de produção e pela performance carismática de Price. Seu impacto foi tão duradouro que inspirou um remake em 1999 e permaneceu um exemplo fundamental de como filmes de horror de baixo orçamento podiam se destacar no circuito cinematográfico — provando que, mesmo com um roteiro simples, uma execução inventiva e uma figura como Vincent Price poderiam deixar uma marca indelével na história do cinema de terror.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2000

Guia Completo: Frankenstein (2025)

 
Tudo o que você precisa saber sobre Frankenstein (2025): 

O filme marca um projeto de longa data de Guillermo del Toro: ele vinha planejando uma adaptação de Frankenstein; or, The Modern Prometheus desde pelo menos 2010. 

A estrutura narrativa é dividida em três partes: um prólogo em gelo (“Prelude”), seguido pelos capítulos “Victor’s Tale” e “The Creature’s Tale”, mostrando o ponto de vista do criador e da criatura sobre os acontecimentos do passado. 

A estreia mundial ocorreu no Mostra Internacional de Cinema de Veneza (82ª edição) em 30 de agosto de 2025. 

Lançamento: nos cinemas selecionados a partir de 17 de outubro de 2025 e, em streaming global via Netflix em 7 de novembro de 2025. 

A performance de Jacob Elordi como a criatura foi especialmente elogiada pela crítica. 

Visualmente, o filme traz o estilo gótico característico de del Toro, com forte presença de design, cor e atmosfera dramática — por exemplo, a criatura com “torso como placas tectônicas fundidas”. 

Apesar de ser edição para streaming, o diretor e elenco enfatizaram a importância da experiência cinematográfica em sala de exibição. 

Trilha Sonora
A música original foi composta por Alexandre Desplat, colaborador habitual de Del Toro. O álbum da trilha sonora foi lançado em 7 de novembro de 2025 via Netflix Music superando as expectativas, se tornando um sucesso de vendas. A edição em vinil está disponível pela gravadora Mutant, com duas versões: edição padrão e edição de colecionador com encarte, ilustrações médicas e arte especial. 

Algumas faixas e características da trilha: presença da violinista norueguesa Eldbjørg Hemsing para dar “voz” ao monstro, trilha que mistura tons líricos e emocionalmente carregados em vez de puro terror. Também foram usadas peças clássicas como de Johann Sebastian Bach e Wolfgang Amadeus Mozart integradas à narrativa musical. 

Design de Produção & Figurinos
A figurinista é Kate Hawley, que trabalhou para criar visuais que refletem simbolismo religioso, natureza, insetos e botânica (“influência de besouros e estudos botânicos”). A designer de produção é Tamara Deverell, que fala de sets grandiosos (“iglu de gelo”, “laboratório do cientista em uma torre”) e do uso combinado de múltiplos ambientes para criar “grandeza gótica”. 

O criado-efeito de criatura e maquiagem especial é liderado pelo designer de criaturas Mike Hill, que concebeu o visual do monstro em conjunto com Del Toro. A produção priorizou efeitos práticos e cenografia física em muitos casos, não apenas CGI, para dar realismo tátil ao ambiente. 

Elementos visuais inovadores:
O vestido vermelho de Claire/Elizabeth (interpretada por Mia Goth) com significado simbólico, recriando elementos da alta costura do período vitoriano. A sequência de “Farthest North” (norte remoto, gelo) que na verdade se passou em estúdio de Toronto, recriando paisagem ártica. Um navio inteiro foi reconstruído para dar maior credibilidade visual ao filme como um todo. Os cenários do filme foram inspirados em construções e arquitetura típicos do período histórico em que o livro original foi lançado. 

Crítica e opinião do público
No agregador Rotten Tomatoes, o filme está com cerca de 85% de aprovação por parte da crítica especializada. O público também reagiu muito bem: números reportam algo em torno de 97% de aprovação entre espectadores iniciais. Em festivais, o filme teve uma estreia marcante: no 82nd Venice Film Festival recebeu uma ovação de cerca de 13 minutos na sua sessão de estreia. Comentários críticos elogiam fortemente o visual, os efeitos práticos, a ambientação gótica e a profundidade emocional. Alguns pontos de atenção apontam que talvez o ritmo seja mais lento e que nem todos se conectem com o tom. 

Resultado comercial e desempenho
O orçamento do filme é estimado em cerca de US$ 120 milhões. Por se tratar de um lançamento híbrido (cinema limitado + streaming via Netflix), os números de bilheteria tradicionais são quase inexistentes ou não divulgados amplamente. A exibição nos cinemas foi limitado a poucas salas nos Estados Unidos. Em streaming, o filme estreou fortemente: nos primeiros dias na Netflix alcançou cerca de 29,1 milhões de visualizações (em apenas 3 dias) traduzindo em 73,6 milhões de horas assistidas. Além disso, ele atingiu o topo do ranking global de filmes da Netflix na semana de seu lançamento. 

Conclusão
Apesar da bilheteria cinematográfica tradicional ainda ser limitada — devido ao modelo de lançamento — o filme já se mostra um sucesso de streaming e de aclamação crítica/público. O fato de alcançar milhões de visualizações em poucos dias na Netflix, combinado com críticas majoritariamente positivas, indica que o investimento de US$ 120 milhões está sendo compensado em termos de impacto e visibilidade — mesmo que o retorno financeiro tradicional ainda esteja em fase inicial ou não totalmente divulgado.


Predador: Terras Selvagens

Predador: Terras Selvagens
O novo filme da franquia Predador vai indo muito bem, tanto em termos de bilheteria, como de crítica. O filme esteve entre as melhores bilheterias em suas duas primeiras semanas de exibição. Além disso a reação da crítica tem sido surpreendentemente positiva, algo que pegou até mesmo os estúdios Disney de surpresa.  O estúdio assim joga todas as suas apostas no diretor Dan Trachtenberg. Ele já havia se saído bem, se tornando bem sucedido comercialmente no filme anterior da franquia "Predador: A Caçada" (2022) e na animação "Predador: Assassino de Assassinos". Como ambos foram bem recebidos de maneira em geral ,ele agora passa a comandar totalmente a franquia. 

Para o cineasta chegou a hora de desenvolver melhor a mitologia em torno desse alienígena caçador. Nos primeiros filmes ele era apenas um monstro que veio do espaço. Nada era dito ou desenvolvido sobre ele. Agora, com esses novos filmes, a tentativa é de expandir a mitologia, mostrando até mesmo a cultura desses seres espaciais. Pelo visto tanto público como a crítica estão respondendo positivamente a esses novos rumos. 

Predador: Terras Selvagens (Predator: Badlands, Estados Unidos, 2025) Direção: Dan Trachtenberg / Roteiro: Dan Trachtenberg; Patrick Aison / Elenco: Elle Fanning; Dimitrius Schuster-Koloamatangi; Reuben de Jong; Mike Homik; Rohinal Nayaran; Cameron Brown / Sinopse: No futuro, em um planeta remoto e hostil chamado Genna, um jovem Predador chamado Dek — rejeitado por seu clã por ser considerado fraco — busca provar seu valor. Exilado, ele encontra uma aliada improvável: Thia, uma sintética danificada da corporação Weyland-Yutani. Juntos, eles embarcam numa jornada perigosa em busca de um adversário supremo, enfrentando ameaças naturais e criaturas mortais, numa luta pela sobrevivência e pela redenção de Dek.

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2000

Guia de Cinema - Lançamentos de Filmes de Terror e Ficção

Guia de Cinema 
A seguir temos a lista dos filmes de terror e ficção que serão lançados nos cinemas em novembro de 2025. O fim de ano está chegando, mas os sustos estarão garantidos nessa época de festas nos cinemas. 

Predator: Badlands
Para o dia 7 de novembro está prevista a estreia de mais um filme da linha "Predator". Trata-se de "Predator: Badlands". Na história um planeta é novamente visitado por um alien que vem para caçar seres humanos. A diferença é que dessa vez esse ser acaba fazendo uma estranha aliança com uma jovem humana. Juntos eles querem o prêmio máximo, o êxito em uma caçada terrível, contra um opositor formidável, um grande trófeu por sua bravura. A direção é assinada por Dan Trachtenberg. No Brasil o filme se chamará "“Predador: Terras Selvagens”. 

The Running Man
Nova adaptação para os cinemas do conto de Stephen King que no passado deu origem ao filme "O Sobrevivente" com Arnold Schwarzenegger. Na história um homem é levado ao limite da sobrevivência em um jogo mortal, transmitido pela televisão, onde os competidores precisam ficar vivos enquanto lutam entre si e tentam vencer desafios mortais. O filme chega aos cinemas americanos no próximo dia 14 de novembro de 2025. 

Keeper
Nessa história temos um casal que vai até uma cabana isolada para celebrar mais um ano dessa união que parece ser muito feliz. Quem conhece filmes de terror sabe muito bem que ir em cabanas isoladas pode ser uma péssima ideia, ainda mais se o lugar é alvo de fenômenos sobrenaturais. Esse é um filme ideal para quem aprecia terror psicológico. A direção é de Osgood Perkins. A data de estreia nos cinemas está prevista para o dia 14 de novembro. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 3 de dezembro de 2000

Monstro: A História de Ed Gein


Monstro: A História de Ed Gein
Essa série de terror da Netflix está dando o que falar! Aqui vão algumas polêmicas e reações envolvendo Monstro: A História de Ed Gein, terceira temporada da série antológica Monster da Netflix, baseada em notícias, críticas especializadas e discussões do público. 

As imprecisões históricas e acusações de ficção exagerada
Uma das maiores críticas à série é de que ela mistura demasiadamente fato e ficção, inventando relacionamentos, motivações e cenas que não têm respaldo em registros históricos. Por exemplo, a trama insinua (ou mostra) um romance entre Ed Gein e Adeline Watkins, noivado, ou cumplicidade em crimes, quando na realidade os registros apontam apenas que Adeline era conhecida dele, que pode ter rejeitado propostas, e que ela própria desmentiu muitos boatos. Também há cenas que extrapolam evidências — como representações de violência extrema ou envolvimento dele em mortes não comprovadas, como a de seu irmão ou de uma jovem chamada Evelyn Hartley, que na série aparece associada de forma fictícia.

Essas distorções têm alimentado o debate sobre o quanto produções de true crime podem (ou devem) dramatizar para prender o público, e onde está o limite ético entre retratar horrores reais e explorar o sofrimento de vítimas ou familiares para efeito dramático ou de choque.

Reações da crítica e do público
As reações foram mistas — algumas pessoas elogiaram a produção, a ambientação, a atuação, o cuidado em explorar o estado mental de Gein e o impacto psicológico de seus traumas. Mas há críticas contundentes também: muitos críticos apontam que, apesar da produção visual e da atuação, a série se perde em subtramas exageradas, numa narrativa fragmentada, e em tom por vezes sensacionalista.

No Rotten Tomatoes, por exemplo, a aprovação da crítica ficou em torno de 45%, com base em avaliações recentes, o que indica uma recepção que mistura insatisfação com reconhecimento de méritos. A parte do público parece mais tolerante, ou até interessada nessas dramaturgias que se afastam dos fatos, mesmo reconhecendo os exageros.

Defesa dos criadores e argumento sobre o propósito artístico
Os criadores da série, especialmente Ian Brennan, rebateram as acusações de sensacionalismo. Ele afirma que a intenção não é explorar o sofrimento, mas sim mergulhar na mente de Gein para tentar compreender como traumas, isolamento e condições mentais contribuíram para seus atos. Brennan disse que “é importante contar a história completa, mesmo com partes difíceis de assistir” e que o horror interior da personagem é central, não apenas o horror físico ou chocante.

Também foi enfatizado que certos elementos fictícios ou reinterpretados servem para provocar reflexão sobre o gênero true crime em si — como a atração que o público sente por histórias reais de crime, o dilema ético de dramatizar tragédias, e a questão de como essas narrativas moldam nossa percepção de monstros, trauma, loucura.

Impactos e questões éticas levantadas
Uma das grandes polêmicas é sobre o respeito às vítimas e famílias. Quando se altera ou inventa aspectos de casos reais, há risco de ferir pessoas ligadas aos casos, ou de causar confusão sobre o que de fato ocorreu. Alguns espectadores reclamam que a série “vende” exageros dramáticos como se fossem verdades, o que pode comprometer a memória histórica dos eventos.

Também há um debate maior sobre o consumo de true crime como entretenimento: até que ponto o público quer ver horror real e o sofrimento humano? E para que serve mostrar traumas tão extremos? É educativo? É exploração? A série provoca essas perguntas, intencionalmente ou não. Alguns afirmam que ela ultrapassa o limite do que é necessário para contar uma história, empregando violência explícita e cenas perturbadoras talvez para chocar mais do que para iluminar.

Chad G. Petersen. 

10 Curiosidades sobre a série Monstro: a História de Ed Gein


Aqui vão 10 curiosidades sobre a série Monster: The Ed Gein Story (em português, Monstro: A História de Ed Gein) — algumas confirmadas e outras que mostram até onde ela mistura fatos com ficção:
  1. Inspiração para clássicos do horror
    A série enfatiza como os crimes reais de Ed Gein influenciaram filmes famosos como Psicose (Norman Bates), O Massacre da Serra Elétrica (Leatherface) e O Silêncio dos Inocentes (Buffalo Bill). (Observatório do Cinema)

  2. Mudança no comando criativo
    Ao contrário das temporadas anteriores de Monster, esta terceira não é criada por Ryan Murphy — embora ele participe como produtor associado. O showrunner principal desta temporada é Ian Brennan. (Wikipedia)

  3. Transformação física do protagonista
    Charlie Hunnam, que interpreta Ed Gein, passou por uma mudança física significativa para o papel. Ele perdeu cerca de 13,6 kg para se adequar à interpretação. (Observatório do Cinema)

  4. Mistura de fato e ficção
    Há várias cenas dramatizadas que não têm evidência na vida real — por exemplo, o suposto assassinato do irmão Henry por Ed, mostrado na série, não está comprovado historicamente. (indy100)

  5. Personagem “romântico” dramatizado
    A série insere a personagem Adeline Watkins como interesse romântico de Ed, com uma relação bastante romantizada. Histórias sugerem que essa relação foi exagerada pela mídia; ela mesma depois negou parte das declarações que deram essa versão. (Marie Claire)

  6. Presença de Hitchcock e sua obra referenciada
    Alfred Hitchcock aparece como personagem na trama (interpretado por Tom Hollander), justamente por causa da influência que os crimes de Gein tiveram no gênero de horror e em filmes como Psicose. (Wikipedia)

  7. Controvérsias sobre gênero e identidade
    A série aborda (e tenta desassociar) mitos conflituosos sobre Gein e sua relação com identidade de gênero, cross-dressing, etc. Há uma cena com Christine Jorgensen (ícone trans) que, na trama, ajuda Ed a entender algumas das suas fantasias/obsessões. (Netflix)

  8. Final simbólico e reflexivo
    No episódio final há uma cena significante em que adolescentes tentam roubar a lápide de Ed Gein — algo baseado em acontecimentos reais, já que sua lápide foi furtada várias vezes. (Netflix)

  9. Recepção crítica negativa em muitos aspectos
    Apesar da produção, figurino e atuação serem elogiados em alguns casos, a série foi criticada por muitos por sua narrativa pouco focada, uso excessivo de violência gráfica e imprecisões factuais. (Wikipedia)

  10. Duração, episódios e ambientação
    São 8 episódios, ambientados nos anos 1950, no interior do Wisconsin. A série mostra o Ed Gein mais velho, sua vida isolada, sua relação com a mãe, seus delírios, e como ele chega aos extremos que chocam, conectando isso também à cultura pop de horror. (Netflix)

sábado, 2 de dezembro de 2000

10 Curiosidades sobre o filme Invocação do Mal 4


Aqui vão 10 curiosidades sobre Invocação do Mal 4: O Último Ritual (The Conjuring: Last Rites) — algumas de bastidores, outras de produção/trama, e de recepção:

🔍 Curiosidades de Invocação do Mal 4

  1. Base em caso real – Smurl Haunting
    O filme é inspirado no famoso caso de assombração da família Smurl, que viveu em West Pittston, Pensilvânia, na década de 1970. Eles relataram uma série de eventos sobrenaturais perturbadores. (Wikipédia)

  2. Último filme da saga principal com Ed & Lorraine Warren
    Ele é apresentado como o capítulo final da série The Conjuring no que toca ao casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga). (Wikipedia)

  3. Direção e produção
    Dirigido por Michael Chaves (que dirigiu The Conjuring: The Devil Made Me Do It), com roteiro de Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick. Produzido por James Wan e Peter Safran. (Wikipédia)

  4. Orçamento e bilheteria
    O orçamento foi de cerca de US$ 55 milhões. Já arrecadou globalmente cerca de US$ 459-460 milhões. (Wikipedia)

  5. Mudança de data de lançamento/campanha
    Diferente dos filmes anteriores da franquia, Last Rites estreou no outono / início de setembro de 2025, em vez do verão americano, o que indica uma estratégia diferente para o gênero terror. (Collider)

  6. Desempenho recorde nas bilheterias
    Na estreia nos EUA, faturou cerca de US$ 84 milhões, batendo recordes da franquia para primeiro fim-de-semana. Também teve uma abertura muito forte em mercados internacionais. (Wikipedia)

  7. Participação da filha Judy Warren
    Mia Tomlinson interpreta Judy Warren (filha de Ed e Lorraine), e o filme dá maior espaço para ela e seu namorado Tony (interpretado por Ben Hardy), mostrando a nova geração nessa saga sobrenatural. (Digital Spy)

  8. Aspecto mais sombrio
    Os produtores e o diretor dizem que este filme é o mais “escuro” da franquia, em termos de tom, cenas perturbadoras e horrores sobrenaturais, inclusive com entidades e situações de confronto emocional intenso. (EW.com)

  9. Final explicativo / possibilidades de continuidade
    Embora seja anunciado como o “último ritual” da série principal com os Warrens, o desfecho deixa pistas para que futuros filmes possam focar em Judy Warren ou outros casos sobrenaturais. (geekinout.pt)

  10. Sucesso de bilheteria no Brasil
    No Brasil, a estreia foi expressiva — segundo dados, no primeiro dia mais de 370 mil ingressos vendidos, arrecadando cerca de R$ 7,6 milhões, tornando-se a maior estreia de terror da história do país até então. (Wikipédia)


Filmes de Terror - Lançamentos de Outubro de 2025


Guia dos filmes de terror que vão estrear nos cinemas no Brasil em outubro de 2025, com título no Brasil, título original e sinopse curta:

Título no Brasil Título Original Sinopse
O Telefone Preto 2 The Black Phone 2 Quatro anos após escapar do sequestrador conhecido como “O Pegador”, Finney tenta reconstruir sua vida, enquanto sua irmã mais nova, Gwen, começa a receber ligações do telefone preto em seus sonhos. Eles descobrem uma conexão perturbadora entre sua família e o assassino, e precisam confrontar tanto os traumas do passado quanto o mal que os persegue. (AdoroCinema)
Lago dos Ossos Bone Lake Um casal vai passar férias românticas em uma casa isolada à beira de um lago, mas precisa compartilhar a casa com outro casal misterioso. À medida que segredos antigos vêm à tona, o retiro se torna um pesadelo de mentiras, manipulação e horror. (grupocasalcinemas.com.br)
Os Estranhos: Capítulo 2 The Strangers: Chapter 2 Maya, que sobreviveu a um ataque brutal dos mascarados, agora está em uma fuga desesperada. Ela ainda é perseguida, e a ameaça se intensifica conforme os mascarados retornam, mais perigosos do que antes. (Wikipédia)


sexta-feira, 1 de dezembro de 2000

Os 10 Filmes de Terror de Maior Sucesso dos anos 90

 
Os 10 Filmes de Terror de Maior Sucesso dos anos 90

1. O Sexto Sentido / The Sixth Sense (1999)
Sinopse: Um garoto de 9 anos afirma ver pessoas mortas; ele procura ajuda de um psicólogo infantil, e juntos eles descobrem que há muito mais por trás desse dom inquietante. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 672,8 milhões. 

2. Seven / Se7en (1995)
Sinopse: Dois detetives, um novato e um veterano, caçam um serial killer que comete assassinatos baseados nos sete pecados capitais, deixando pistas macabras para que a investigação revele cada parte de seu plano. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 327 milhões. 

3. O Silêncio dos Inocentes / The Silence of the Lambs (1991)
Sinopse: A agente do FBI Clarice Starling busca capturar um serial killer conhecido como “Buffalo Bill”, para isso ela recorre à ajuda (às vezes aterrorizante) do Dr. Hannibal Lecter, preso, porém extremamente perspicaz. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 275,7 milhões. 

4. A Bruxa de Blair / The Blair Witch Project (1999)
Sinopse: Três estudantes vão até uma floresta para documentar a lenda da Bruxa de Blair, mas perdem-se e coisas estranhas começam a acontecer; tudo filmado em estilo “found footage”. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 248,6 milhões. 

5. Entrevista com o Vampiro / Interview with the Vampire (1994)
Sinopse: Um vampiro imortal, Louis, conta sua longa história a um escritor, incluindo sua relação conflitante com o vampiro Lestat e a criança vampira Claudia — vida longa, mas repleta de angústia e isolamento. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 223 milhões. 

6. Drácula de Bram Stoker / Bram Stoker’s Dracula (1992)
Sinopse: Versão do clássico romance de Bram Stoker: o Conde Drácula deixa sua Transilvânia para seduzir e espalhar terror em Londres, enquanto um advogado (Jonathan Harker) descobre as terríveis intenções dele. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 215,9 milhões. 

7. Os Outros / The Others (1999)
Sinopse: Grace vive numa mansão isolada com seus dois filhos que têm sensibilidade à luz; enquanto espera pelo retorno do marido da guerra, eventos sobrenaturais sugerem que não estão sozinhos.
Bilheteria mundial: cerca de US$ 200 milhões. 

8. Pânico / Scream (1996)
Sinopse: Depois de uma série de assassinatos misteriosos inspirados por terror clássico, um grupo de adolescentes descobre que todos estão sendo observados — e que ninguém está seguro. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 173 milhões. 

9. Pânico 2 / Scream 2 (1997)
Sinopse: Dois anos depois dos eventos do primeiro “Scream”, os sobreviventes de Woodsville estão na faculdade, mas o assassino mascarado retorna, adaptando seus métodos e espalhando medo nos novos espaços que os jovens frequentam. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 172,36 milhões. 

10. A Experiência / Species (1995)
Sinopse: Cientistas criam um híbrido humano-alienígena chamado Sil, que consegue escapar do laboratório; agora precisam capturá-la antes que ela se reproduza ou cause mais mortes. 
Bilheteria mundial: cerca de US$ 113,4 milhões. 

Filmes de Terror - Lançamentos de Setembro de 2025

Filmes de Terror - Lançamentos
Aqui vão alguns filmes de terror lançados nos cinemas em setembro de 2025, com pequenas sinopses de cada um:

🎬 Filmes e sinopses

Invocação do Mal 4: O Último Ritual 
The Conjuring: Last Rites
Data de lançamento: 5 de setembro de 2025 
Sinopse: É o nono filme do universo The Conjuring e promete ser o capítulo final com os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren. Baseado em eventos reais (o caso de Smurl), o longa retrata mais uma investigação sobrenatural onde a família Warren enfrenta forças ocultas e fenômenos demoníacos cada vez mais intensos e perigosos. 

A Longa Marcha: Caminhe ou Morra 
The Long Walk
Data de lançamento: 12 de setembro de 2025 
Sinopse: Adaptação de Stephen King (sob pseudônimo Richard Bachman). Cenário distópico: 100 jovens participam de uma competição brutal chamada “The Long Walk”, na qual devem manter um ritmo mínimo de caminhada — se caírem abaixo desse ritmo ou receberem avisos suficientes, são eliminados (literalmente). O filme explora o desespero, resistência física e psicológica, bem como a moralidade e o sacrifício que envolve a sobrevivência. 

Os Estranhos: Capítulo 2 
The Strangers: Chapter 2
Data de lançamento: 26 de setembro de 2025 
Sinopse: Continuação da saga de The Strangers. Maya, que sobreviveu ao ataque brutal no primeiro capítulo, tenta se recuperar; porém, os mascarados descobriram que ela está viva e retornam para terminar o trabalho. Perseguida novamente, sem lugar seguro, Maya enfrenta medo, trauma e violência enquanto luta pela sobrevivência.

Him
Data de lançamento: 19 de setembro de 2025 
Sinopse: Mistura de terror psicológico com crítica sobre fama e sacrifício. Conta a história de Cameron “Cam” Cade, um jovem talento no futebol americano que sofre um trauma cerebral grave após um ataque de fã, bem quando se preparava para um evento decisivo. Ele recebe uma oportunidade de recuperação sob a tutela de Isaiah White, um lendário quarterback em fim de carreira, que o convida para treinar em um complexo isolado. A residência se torna um ambiente carregado de pressão, segredos e tensão mental.