Após o filho ir para a escola, Amy (Naomi Watts) parte em direção ao bosque para sua corrida matinal. Tudo começa bem, tranquilo, a paisagem é maravilhosa, com muito contato com a natureza. Só que seu celular começa a tocar e notícias perturbadores surgem na tela. Ao que tudo indica um atirador está aterrorizando justamente a escola onde seu filho estuda. Pior do que isso, o atirador pode ser... seu próprio filho! Começa interessante esse filme. Basicamente em praticamente todo o filme só temos a atriz Naomi Watts em cena, correndo pelo bosque. Inicialmente tranquila, para depois ficar desesperada com as notícias que recebe do seu celular. É um conceito bem de acordo com o mundo atual, com o cotidiano de muitas mulheres. O enredo tinha muito potencial, principalmente quando o filho dela passa a ser um dos suspeitos de ser o atirador da escola. Só que o roteiro se acovarda, dá um freio de mão, não avança no que seria uma ótima solução para a história.
O bom mocismo vence novamente e o filme acaba virando uma decepção daquelas e uma perda de tempo irreparável. Confesso, fiquei com raiva do final cheio de pieguismo e emoções baratas. Espero que esse roteirista de meia pataca tenha mais coragem da próxima vez. O mesmo recado vai para Phillip Noyce, um diretor que sempre gostei. Infelizmente aqui ele se resume a ser um mero bocó. Enfim, começa bem, promissor, para depois cair no lugar comum, decepcionando com seu final convencional.
A Hora do Desespero (Lakewood, Estados Unidos, 2021) Direção: Phillip Noyce / Roteiro: Chris Sparling / Elenco: Naomi Watts, Colton Gobbo, Andrew Chown / Sinopse: Mãe fica desesperada ao saber pelo celular que há um atirador agindo na escola onde seu filho estuda.
Pablo Aluísio.





