segunda-feira, 10 de janeiro de 2000

Cine Review - Febre de Juventude

Febre de Juventude
A comédia Febre de Juventude estreou nos cinemas em abril de 1978, dirigida por Robert Zemeckis e produzida por Steven Spielberg, que à época já era um dos nomes mais influentes de Hollywood. Ambientado em 1964, o filme acompanha um grupo de adolescentes obcecados pelos Beatles tentando de todas as formas assistir à histórica primeira apresentação da banda na televisão americana, no The Ed Sullivan Show. Desde o lançamento, a obra foi percebida como uma celebração nostálgica da juventude e do impacto cultural da Beatlemania.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho modesto, ficando aquém das expectativas comerciais. Apesar do prestígio de Spielberg como produtor, Febre de Juventude não se transformou em sucesso de público imediato, em parte por seu elenco pouco conhecido e por seu humor mais delicado e observacional. Ainda assim, conseguiu boa circulação nos Estados Unidos e encontrou maior acolhida em exibições posteriores, especialmente na televisão.

A reação da crítica em 1978 foi amplamente positiva. O The New York Times descreveu o filme como “uma comédia leve, espirituosa e cheia de afeto pela cultura pop dos anos 1960”, destacando seu ritmo ágil e seu olhar carinhoso sobre a adolescência. A revista Time afirmou que a produção era “barulhenta, doce e surpreendentemente inteligente”, elogiando a forma como o filme capturava a histeria coletiva sem ridicularizar seus personagens.

Os críticos também chamaram atenção para o talento emergente de Robert Zemeckis, apontando que sua direção revelava “energia visual e timing cômico incomuns para um estreante”. A influência de Spielberg foi notada no tom otimista e no dinamismo da narrativa, enquanto o roteiro foi elogiado por equilibrar humor físico com comentários sutis sobre identidade juvenil, consumo cultural e idolatria.

Com o passar dos anos, Febre de Juventude passou a ser visto como um clássico cult, especialmente entre fãs dos Beatles e estudiosos do cinema nostálgico americano. Já em 1978, alguns críticos observavam que o filme possuía um charme que poderia crescer com o tempo. Hoje, ele é lembrado como uma obra simpática e significativa, tanto por antecipar a carreira de Zemeckis quanto por representar uma das produções mais pessoais e afetuosas associadas ao nome de Steven Spielberg fora da direção.

domingo, 9 de janeiro de 2000

Cine Review - O Rapto do Menino Dourado

O Rapto do Menino Dourado
O filme O Rapto do Menino Dourado estreou nos cinemas em dezembro de 1986, dirigido por Michael Ritchie e estrelado por Eddie Murphy, então no auge de sua popularidade. Misturando comédia, aventura e fantasia, o longa apresentava Murphy como um detetive especializado em crianças desaparecidas que se envolve numa missão mística para salvar uma criança sagrada no Himalaia. O lançamento foi cercado de grande expectativa, pois marcava a tentativa de expandir o humor urbano de Murphy para um território mais fantástico e familiar.

Do ponto de vista comercial, o filme foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 25 milhões, O Rapto do Menino Dourado arrecadou aproximadamente US$ 79 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou a marca de US$ 100 milhões mundialmente. O resultado confirmou o enorme apelo popular de Eddie Murphy na década de 1980, mesmo em um projeto que fugia um pouco do tom mais agressivo de sucessos anteriores como Um Tira da Pesada.

A recepção crítica em 1986 foi majoritariamente morna a negativa, especialmente quando comparada ao entusiasmo do público. A revista Variety descreveu o filme como “uma fantasia cômica irregular, que depende quase inteiramente do carisma de Eddie Murphy”, apontando que o roteiro tinha dificuldade em equilibrar humor e mitologia. Já o The New York Times observou que o longa era “visual­mente ambicioso, mas narrativamente confuso”, sugerindo que o potencial da premissa não era totalmente explorado.

Outros jornais foram ainda mais diretos em suas avaliações. O Los Angeles Times escreveu que o filme “oscila entre momentos inspirados de comédia e longos trechos sem energia”, enquanto alguns críticos lamentaram a ausência do humor mais ácido característico de Murphy. Por outro lado, houve elogios pontuais aos efeitos visuais e ao exotismo da ambientação, considerados acima da média para uma comédia da época.

Com o passar dos anos, O Rapto do Menino Dourado passou por uma reavaliação moderada, sendo lembrado com carinho por parte do público que cresceu nos anos 1980. As críticas publicadas em 1986 já indicavam que o filme não seria unanimidade, mas seu sucesso comercial demonstrou que a mistura de fantasia e comédia, aliada ao carisma de Eddie Murphy, era suficiente para conquistar as plateias. Hoje, o longa permanece como um exemplo típico do cinema comercial da década, mais celebrado pelo entretenimento do que pelo reconhecimento crítico.

Cine Review - Ace Ventura

Ace Ventura
A comédia Ace Ventura: Um Detetive Diferente estreou nos cinemas em fevereiro de 1994, dirigida por Tom Shadyac e estrelada por Jim Carrey no papel que o transformaria em uma das maiores estrelas da década. O filme apresenta um detetive excêntrico especializado em casos envolvendo animais, combinando humor físico exagerado, caretas, improviso e um ritmo cartunesco pouco comum no cinema mainstream da época. Desde o lançamento, ficou claro que o longa apostava quase exclusivamente na energia cômica de seu protagonista.

Em termos de bilheteria, o filme foi um grande sucesso comercial. Produzido com orçamento relativamente modesto pela Warner Bros., Ace Ventura arrecadou várias vezes seu custo inicial, tornando-se um dos maiores sucessos do início de 1994. O boca a boca foi decisivo, especialmente entre o público jovem, que respondeu com entusiasmo ao estilo anárquico de Jim Carrey, levando o filme a manter forte presença nas salas por várias semanas.

A reação da crítica na época foi majoritariamente negativa ou cética, contrastando fortemente com o sucesso popular. O The New York Times descreveu o filme como “barulhento, excessivo e dependente demais de caretas”, observando que o humor físico poderia cansar rapidamente. A revista Time comentou que a comédia era “infantil, agressiva e deliberadamente absurda”, embora reconhecesse que Carrey possuía uma presença difícil de ignorar.

Apesar das reservas quanto ao roteiro, Jim Carrey foi amplamente destacado, mesmo por críticos desfavoráveis ao filme. Alguns jornais apontaram que sua atuação era “incontrolável, elástica e singular”, sugerindo que o ator tinha potencial para se tornar um fenômeno cômico. A crítica especializada observou que Ace Ventura funcionava menos como um filme tradicional e mais como uma vitrine para um novo tipo de comediante, fortemente influenciado pelo humor corporal e pela televisão.

Com o passar dos anos, Ace Ventura: Um Detetive Diferente passou por uma reavaliação cultural, sendo hoje visto como um marco da comédia dos anos 1990. Já em 1994, a imprensa reconhecia que, mesmo rejeitado por muitos críticos, o filme havia criado um personagem imediatamente icônico. Seu impacto foi decisivo para consolidar Jim Carrey como estrela global e para definir um estilo de humor que dominaria boa parte da comédia hollywoodiana da década.

sábado, 8 de janeiro de 2000

Cine Review - Um Dia a Casa Cai

 Um Dia a Casa Cai
A comédia Um Dia a Casa Cai estreou nos cinemas em março de 1986, dirigida por Richard Benjamin e estrelada por Tom Hanks e Shelley Long. O filme acompanha um jovem casal que compra uma mansão aparentemente perfeita, mas que rapidamente se revela um pesadelo estrutural, transformando a reforma da casa em uma sucessão de desastres cômicos. Lançado em um período em que Tom Hanks consolidava sua imagem como astro da comédia, o longa foi divulgado como uma sátira moderna do sonho da casa própria e dos excessos da classe média americana.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho sólido, embora não espetacular. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 10 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 54 milhões mundialmente, sendo mais de US$ 21 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado foi considerado satisfatório para uma comédia de estúdio e garantiu ao filme uma boa circulação internacional, especialmente após seu lançamento em vídeo doméstico, onde conquistou ainda mais popularidade.

A reação da crítica na época foi mista, com elogios ao humor físico e reservas quanto ao roteiro. O The New York Times escreveu que o filme era “mais uma coleção de esquetes cômicos do que uma narrativa coesa”, destacando que as situações funcionavam melhor isoladamente do que como um todo. Já a revista Variety descreveu o longa como “uma comédia barulhenta, sustentada quase inteiramente pela energia de Tom Hanks”, reconhecendo o carisma do ator como o principal motor do filme.

Outros críticos foram mais severos. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, comentou que “a piada central se repete tantas vezes que perde impacto”, embora tenha elogiado algumas sequências específicas, como a famosa cena da escada. Em contraste, o Los Angeles Times observou que o filme “encontra sua força no exagero e no timing cômico de seu protagonista”, sugerindo que o humor físico remetia às comédias clássicas do cinema americano.

Com o passar dos anos, Um Dia a Casa Cai passou por uma reavaliação crítica positiva, tornando-se um clássico da comédia dos anos 1980. Embora as críticas publicadas em 1986 tenham sido cautelosas, o público manteve o filme vivo na memória popular, especialmente pela atuação de Tom Hanks e por suas cenas icônicas. Hoje, o longa é frequentemente citado como um retrato bem-humorado e exagerado das frustrações da vida adulta, confirmando que seu impacto cultural acabou sendo maior do que a recepção inicial da imprensa indicava.

Cine Review - Força Destruidora

Título no Brasil: Força Destruidora
Título Original: Forced Vengeance
Ano de Lançamento: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: James Fargo
Roteiro: James Fargo, Franklin Thompson
Elenco: Chuck Norris, Mary Louise Weller, Michael Cavanagh, David Opatoshu, Bob Minor, Seiji Sakaguchi

Sinopse:
Chuck Norris interpreta Josh Randall, um chefe de segurança de um famoso cassino em Hong Kong que se vê no meio de uma sangrenta conspiração quando organizações criminosas tentam assumir o controle do estabelecimento. Após um ataque brutal aos donos do cassino, Randall se torna alvo dos bandidos e parte em busca de vingança, usando toda sua habilidade em artes marciais para sobreviver em uma cidade tomada por corrupção e violência.

Comentários:
O centro cinematográfico dos filmes de artes marciais sempre foi a cidade de Hong Kong. Então nada mais natural do que Chuck Norris fazer um filme por lá. Isso aconteceu justamente nesse filme. Foi uma das primeiras produções americanas filmadas no Oriente e isso abriu um intercâmbio muito interessante entre a indústria cinematográfica ocidental e sua colega do outro lado do mundo. O filme não fez sucesso amplo de bilheteria nos Estados Unidos, como já era esperado, mas acabou sendo bem apreciado justamente em Hong Kong e outros mercados do Oriente, onde chegaram a se formar filas nas entradas dos cinemas. E para quem entende desse nicho, o filme ainda hoje é considerado um dos melhores já feitos naqueles tempos. Nada mal. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2000

Cine Review - Guia de Cinema - Edição I

Guia de Cinema 
Aqui está uma lista atualizada de filmes em cartaz e dos próximos lançamentos nos Cinemas brasileiros nesse mês de outubro de 2025. Escolha os melhores de sua preferência e boa diversão!

Tron: Ares
Sinopse: Ares, um programa altamente sofisticado, é enviado do mundo digital para o mundo real em uma missão perigosa, marcando o primeiro encontro da humanidade com seres de inteligência artificial.Tron: Ares (Tron: Ares,2025) Direção: Joachim Rønning Elenco: Jared Leto; Greta Lee; Evan Peters 

Frankenstein
Sinopse: Adaptação do clássico de Mary Shelley: um cientista brilhante e ambicioso cria uma criatura através de um experimento monstruoso, coisa que desencadeia tragédias para o criador e sua criação. Frankenstein (Frankenstein, 2025) Direção: Guillermo del Toro Elenco: Oscar Isaac; Jacob Elordi; Mia Got

O Telefone Preto 2
Sinopse: Gwen começa a receber ligações em seus sonhos através de um telefone preto — e tem visões perturbadoras de três garotos sendo perseguidos em um acampamento de inverno. Decidida a resolver esse mistério que a aflige, ela convence Finney a ir ao local, onde descobre uma conexão devastadora entre O Pegador e a história de sua própria família. O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2, 2025) Direção: Scott Derrickson Elenco: Ethan Hawke; Mason Thames; Madeleine McGraw. 

Coração de Lutador: The Smashing Machine
Sinopse: Biografia do lutador Mark Kerr, mostrando sua trajetória nos ringues e suas lutas pessoais com vícios e desafios emocionais. Coração de Lutador: The Smashing Machine (The Smashing Machine, 2025) Direção: Benny Safdie Elenco: Dwayne Johnson

Depois da Caçada
Sinopse: Um suspense que aborda acusações, reputação e segredos em ambiente universitário, quando uma aluna acusa um colega de algo grave. Depois da Caçada (After the Hunt, 2025) Direção: Luca Guadagnino Elenco: Julia Roberts; Ayo Edebiri; Andrew Garfield.

Mortal Kombat II
Sinopse: Uma nova sequência de ação e fantasia da famosa e popular franquia dos games Mortal Kombat Mortal Kombat II (Mortal Kombat II, 2025) Direção: Simon McQuoid Elenco: Karl Urban; Lewis Tan; Joe Taslim

A Casa Mágica da Gabby: O Filme
Sinopse: A personagem Gabby embarca numa aventura para recuperar sua Casa de Bonecas que foi tomada por uma senhora excêntrica, reunindo amigos felinos e enfrentando desafios mágicos. A Casa Mágica da Gabby: O Filme (The Magical House of Gabby, 2025) Direção: Ryan Crego Elenco: Laila Lockhart Kraner; Kristen Wiig; Gloria Estefan 

Chainsaw Man – The Movie: Reze Arc
Sinopse: Baseado no anime/mangá, acompanha Denji, Power e Aki em uma nova aventura cheia de horror, ação e conflitos pessoais. Chainsaw Man – The Movie: Reze Arc (Chainsaw Man the Movie: Reze Arc, 2025) 

Perrengue Fashion
Sinopse: Comédia nacional sobre uma influenciadora digital que vê sua vida virar de cabeça para baixo com eventos inesperados. Perrengue Fashion (Perrengue Fashion, 2025) Direção: Flávia Lacerda Elenco: Ingrid Guimarães; Rafa Chalub; Filipe Bragança 

Mauricio de Sousa: O Filme
Sinopse: Biografia do criador da Turma da Mônica, contando sua trajetória de vida e criação de personagens icônicos. Mauricio de Sousa: O Filme (Mauricio de Sousa: The Movie, 2025) Direção: Pedro Vasconcelos; Rafael Salgado Elenco: Mauro Sousa; Elizabeth Savalla; Thati Lopes 

Salve Rosa
Sinopse: Rosa é uma influenciadora de 13 anos que desmaia na escola e, a partir disso, começa a investigar seu passado, descobrindo segredos que podem colocar em risco sua vida e relação com a mãe. Salve Rosa (Salve Rosa, 2025) Direção: Susanna Lira Elenco: Klara Castanho; Karine Teles; Ricardo Teodoro

Cine Review - Filmes de Ação

Aqui vão alguns lançamentos de filmes de ação (ou com forte componente de ação) nos cinemas e/ou streaming em outubro de 2025, além de algumas previsões. A lista não é exaustiva, mas cobre os destaques que achei até agora.

🎬 Lançamentos em cinemas

Título Detalhes / elenco / o que sabemos
The Wrecker Filme de ação/thriller americano, com Tyrese Gibson, Harvey Keitel, Mena Suvari. Estreia programada nos EUA para 31 de outubro. (Wikipedia)
Skyline: Warpath Continuação na franquia Skyline, com ação científica. Deverá fazer sua exibição no festival Fantastic Fest entre 6 a 9 de outubro de 2025. (Wikipedia)

📺 Streaming / VOD / OTT

Título Plataforma Data de Disponibilização Observações
Madharaasi Prime Video 1 de outubro de 2025 Thriller de ação psicológico indiano / tamil. (LBB)
Fight or Flight Paramount+ Estreou no streaming em 1 de outubro de 2025 nos EUA. (Wikipedia)
How to Train Your Dragon (2025) Peacock A partir de 10 de outubro de 2025, entra no catálogo Peacock para sua janela de streaming. (Wikipedia)

Alguns lançamentos de filmes de ação ou próximos desse gênero que devem chegar aos cinemas ou plataformas de streaming no Brasil em outubro de 2025:


🎯 Lançamentos confirmados no Brasil

Título Tipo / plataforma Data estimada / observações
A House of Dynamite Cinema & Netflix Será lançado no Brasil nos cinemas em 9 de outubro de 2025, antes de estrear globalmente na Netflix em 24 de outubro. (Wikipédia)
Play Dirty Streaming (Prime Video) Entra no catálogo do Prime Video em 1º de outubro de 2025. (ação / crime) (Movie Insider)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2000

Nonnas


Nonnas ★★★
Filme muito simpático e amoroso. A história começa lá atrás, nos anos 60. Há esse garotinho que ficava encantado vendo sua mãe italiana fazendo os mais saborosos pratos para a família. O tempo passa, ela falece e ele, agora homem adulto e formado, decide abrir um restaurante de comida italiana. Só que isso seria até mesmo banal. Ele quer algo diferente, onde todas as cozinheiras seriam Nonnas, as queridas avós da comunidade. 

No começo ele fica empolgado e acaba gastando mais do que podia, uma vez que nunca havia sido um homem rico, trabalhando como operário numa pequena fábrica. Só que a realidade logo bate à porta quando o restaurante começa a ficar às moscas. Ninguém vai até lá, ninguém quer comer em seu estabelecimento. Uma tristeza só. Apenas com muita persistência ele finalmente consegue que um crítico de culinária acabe experimentado seus pratos, dando sua aprovação final, o que muda completamente a sorte de seu pequeno empreendimento. 

Um filme com roteiro bem construído e como eu disse, com uma história cheia de nostalgia de um passado que se foi, que no caso do protagonista, se traduz nele tentando voltar aos tempos de criança, mas ao mesmo tempo tendo que lidar com o fracasso de um negócio que acaba não dando muito certo, pelo menos no começo. De qualquer forma eis aqui uma bela dica para quem fica na Netflix em busca de algo para assistir. Pode selecionar e ver, sem problemas. E se você gosta de histórias com muito sabor e coração, então não deixe mesmo de assistir. Você não vai se arrepender. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2000

Orgulho & Compaixão


Orgulho & Compaixão ★★★
Eu sempre vou adorar filmes como esse. Saudades de uma época não vivida. A história desse filme se passa nas vésperas da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Um jovem tenente do exército da fria Dinamarca está começando sua carreira militar. Então, durante um treinamento, ajuda a desatolar uma carruagem que pertence a um velho Barão. Em agradecimento o nobre convida o jovem para lhe fazer uma visita, quem sabe conhecer sua filha. Convite feito, convite aceito. 

Ela vai na mansão do Barão e lá conhece a jovem que vive reclusa. No começo não sabia, mas a garota, na flor da idade, está cadeirante. Ela sofreu um sério acidente de cavalo e muito provavelmente nunca mais vai andar. O Barão nem disfarça, gostaria que o cadete namorasse sua filha. Ele realmente simpatiza muito com ela, mas fica a questão do preconceito social entre esse sentimento de amor. Afinal namorar uma jovem deficiente, sendo ela rica e ele um pobre tenente, sempre vai levantar fofocas e suspeitas.

Muito bom esse filme. Eu apreciei muito. Não apenas pelo bom gosto da produção como um todo, mas também da questão que ele levanta. Esse muro invisível que se levanta quando um jovem normal começa a ter um relacionamento com uma garota deficiente. É uma tortura mental para ela, que chega até mesmo a pensar em terminar com a própria vida. Enfim, grande filme que levanta questões mais do que importantes, mesmo nos dias atuais. 

Pablo Aluísio. 

A Grã-Bretanha e a Blitz


A Grã-Bretanha e a Blitz ★★★
Durante a Segunda Guerra Mundial os valores e o patriotismo do povo inglês foram colocados à prova. Hitler ordenou uma série de bombardeios nas principais cidades daquela nação. Todas as noites choviam bombas nazistas em Londres, Liverpool, Manchester e demais cidades. E o povo inglês precisou mostrar que tinha coragem e resistência ao que estava acontecendo. As bombas eram incendiárias, colocando prédios e mais prédios no chão, causando grandes incêndios por todas as cidades. A Inglaterra estava frente a frente com seu maior maior inimigo! 

Esse momento histórico e também heróico foi resgatado nesse ótimo documentário que está disponível na Netflix. Aqui vemos o verdadeiro patriotismo em ação. O povo unido, lutando contra um regime alemão completamente atroz e vingativo. Liderados pelo lendário Primeiro-Ministro Winston Churchill, o povo britânico fez de uma de suas mais famosas frases um lema repetido em todas as esquinas. Na ocasião dos primeiros ataques, Churchill decretou: "Jamais nos Renderemos!" - e cumpriu sua promessa, ao lado desse povo que soube como lutar contra um dos maiores tiranos já vistos na história recente! Uma aula de história e de coragem singular dos ingleses frente à ameaça insana do Nazismo. 

Pablo Aluísio.