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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Superman II

Que Filmaço! Muitos críticos e fãs inclusive dizem que esse foi o melhor filme do Superman já feito para o cinema. Livre das amarras de ter que contar a origem do super-herói (algo que o primeiro filme fez de forma brilhante) essa sequência bebeu diretamente da fonte dos quadrinhos, com vilões bacanas e muita ação e aventura. Curiosamente os dois filmes (Superman e Superman II) foram filmados praticamente simultaneamente, o que garantiu uma qualidade excepcional para essa continuação. O elenco estava completamente entrosado e a brilhante direção do excelente Richard Lester garantiu a diversão. E para coroar uma equipe tão perfeita que tal o escritor Mario Puzo escrevendo o roteiro? Pois é, o criador do Poderoso Chefão escreveu o roteiro desse filme. Algo assim realmente é algo para poucos filmes na história do cinema americano.

Outro aspecto que nunca cansarei de elogiar vem do trabalho do saudoso Christopher Reeve. Ele não era apenas parecido fisicamente com o Superman. Ele era também um ótimo ator, algo que fica claro quando interpreta o atrapalhado Clark Kent. Até hoje fico admirado em ver uma escalação de elenco tão feliz. Nunca houve um Superman melhor do que aquele interpretado por Reeve. Nem antes e nem depois. Ele foi de fato o Superman perfeito em minha opinião. E como todo filme de super-herói esse também apresentava ótimos vilões, criminosos do planeta original do Superman que chegavam na Terra após vagarem pelo espaço. Imagine o Superman ter que enfrentar vilões que tinham a mesma força e os mesmos poderes que ele. Enfim, esse segundo filme mereceu todo o reconhecimento do público e da crítica na época de seu lançamento original.

Superman II: A Aventura Continua (Superman II, Estados Unidos, 1980) Direção: Richard Lester / Roteiro: Mario Puzo / Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Margot Kidder / Sinopse: Um trio de vilões de Kripton chega no planeta Terra. E eles possuem a mesma força e os mesmos poderes do Superman, o que dará origem a um confronto épico. Filme premiado como Melhor Ficção do ano pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Superman III

Terceira aventura da franquia original da década de 70, o filme Superman 3 deixa a desejar, não há como negar. Os filmes anteriores são maravilhosos, verdadeiros clássicos da cultura pop. Infelizmente nessa terceira aventura erraram a mão. Além da produção ter um orçamento muito mais modesto a tônica do filme, centrada em muito humor, desvirtua a proposta original dessa série. Há profusão de cenas cômicas, inclusive a cena inicial que beira o pastelão. Várias pessoas no centro de Metropolis vão sofrendo pequenos acidentes que geram outros maiores causando muita confusão na cidade. Ficaria bem numa comédia muda mas aqui soa deslocado. A presença do comediante Richard Pryor deixa o filme ainda mais engraçadinho. Como se não bastasse há várias modificações no elenco. Lex Luthor não participa da trama e é substituído por Ross Webster (Robert Vaughn), um magnata mal intencionado que deseja construir um super computador para dominar o mundo, manipulando desde o clima até o consumo e demanda do Petróleo mundial. Outra mudança é o afastamento de Lois Lane (Margot Kidder) que viaja de férias logo no começo do filme (só retornando na última cena). Após Clark Kent voltar a Smallville para uma reunião de sua turma colegial ele reencontra sua antiga paixão Lana Lang (Interpretada pela bonita Annette O'Toole). Ela agora está divorciada, com filho pequeno mas continua linda e apaixonante. Clark não demora a cair de amores por ela. Essas seqüências passadas em Smallville salvam o filme do desastre completo. Há um bom desenvolvimento da aproximação deles que acabam revivendo uma paixão colegial há muito adormecida.

Outro ponto positivo do argumento é a luta interior de Superman consigo mesmo. Após entrar em contato com uma pedra de Kriptonita modificada em laboratório ele começa a desenvolver reações inesperadas. Ele se torna cafajeste, dá em cima das mulheres de forma grosseira e deixa de ser uma boa pessoa. Até tomar uns pileques no boteco da esquina o famoso herói toma, ora vejam só! Para superar essa fase ruim ele acaba enfrentando a si mesmo num velho ferro velho. Essa provavelmente é a melhor parte de todo o filme. O duelo é daqueles momentos que salvam a produção. Por fim temos a seqüência final onde Superman enfrenta o que seria um computador invencível. Realmente o argumento soa muito infantil e sem graça hoje em dia. Com nuances que chega a lembrar de Metropolis, o famoso clássico da era do cinema mudo, a cena não consegue ter o impacto que promete. Tentando ser mais antenado com as novas tecnologias que surgiam naqueles anos o filme só consegue soar muito ultrapassado em uma revisão atual. Como foi realizado no começo da década de 80 os computadores acabam virando vilões involuntários. A era do PC estava chegando, havia toda essa dúvida e temor sobre os rumos que a tecnologia iria tomar e assim o roteiro materializa esse medo da forma mais extrema que existe. Aliás a tecnologia que surge em cena é bem curiosa. Velhos computadores baseados em linguagem Basic em um mundo digital inimaginável para os jovens de hoje acostumados com a facilidade do Windons e demais sistemas operacionais. Outra coisa bem curiosa é a pequena animação que a empresa Atari (a rainha dos videogames da época) produziu para o filme. Superman tenta se desviar de mísseis e bombas enquanto vemos aquele visual característico dos games da empresa surgir em cena. Impossível não sentir nostalgia nessa seqüência. Em suma, “Superman 3” é realmente uma película bem abaixo dos anteriores mas não pode ser considerado o pior filme da série original pois esse título certamente pertence a “Superman 4” que falaremos em breve aqui no Blog. Continue acompanhando. Até a próxima.

Superman III (Superman III, Estados Unidos, 1983)  Direção: Richard Lester / Roteiro: David Newman, Leslie Newman / Elenco: Christopher Reeve, Richard Pryor, Margot Kidder,  Jackie Cooper,  Annette O'Toole,  Robert Vaughn / Sinopse: Gus Gorman (Richard Pryor) é um desempregado crônico que após ver seu seguro desemprego cancelado resolve estudar informática. O que parece ser apenas uma solução para seu problema acaba se revelando uma vocação pois Gus se mostra gênio na área. Logo seus serviços são contratados pelo magnata Ross Webster (Robert Vaughn) que pretende usar a genialidade de Gus para seus interesses do mal. Ao mesmo tempo o jornalista Clark Kent (Christopher Reeve) resolve voltar em férias para Smallville onde o baile de encontro de sua antiga turma do colegial será realizada. Lá encontra a antiga paixão dos tempos de colégio, a bela Lana Lang (Annette O'Toole). Mal sabe ele que está prestes a enfrentar um dos maiores desafios de sua vida.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Superman II

Muita gente acha essa continuação a melhor aventura de Superman nos cinemas. Eles têm razão. Livre das amarras de contar a origem do personagem os roteiristas deram asas à imaginação e resolveram trazer o espírito dos quadrinhos para a continuação. A grande sacada foi trazer três prisioneiros do planeta de origem de Superman para a terra. Logicamente como eram de Kripton eles teriam os mesmos poderes do super heroi. E isso definitivamente significava muitas cenas de lutas pelas ruas de Metropolis. A aventura decorrente disso torna o filme a produção mais próxima à essência dos quadrinhos originais de Superman. Na outra linha do argumento vemos Superman em crise existencial, querendo se tornar mais humano para viver ao lado do amor de sua vida. Má idéia e um mal momento para isso pelas razões já expostas. Essas duas linhas narrativas seguem muito bem até o final, que é um dos melhores em personagens de HQs adaptados para o cinema. Isso definitivamente não me surpreende. O roteiro foi escrito pelo grande Mario Puzo (1920 - 1999), autor brilhante que escreveu outro clássico absoluto do cinema: O Poderoso Chefão.

Pena que esse filme acabou sendo o último grande momento da franquia com Christopher Reeve. A continuação Superman III era bem fraca e se apoiava demais no comediante Richard Pryor e a parte IV foi simplesmente péssima, um adeus melancólico de Reeve ao personagem que o imortalizou. Assim não há outra conclusão: Superman II realmente é o melhor. Livre das amarras de um roteiro que tem que explicar a origem do super herói, os roteiristas puderam ser bem fiéis aos próprios quadrinhos. Além disso o elenco surge bem mais à vontade em seus personagens. Christopher Reeve, ótimo como sempre, esbanja carisma e "bom mocismo". Em minha opinião vai ser muito complicado a Warner achar alguém tão adequado quanto Reeve para esse papel. Estamos prestes a assistir um novo filme sobre o super herói e só tenho uma certeza: tão bom quanto Reeve o novo ator a vestir a capa vermelha não será. Superman II pode ter envelhecido em alguns aspectos técnicos - como os efeitos especiais - mas como produto pop segue praticamente imbatível no quesito qualidade e diversão.

Superman II (Superman II, Estados Unidos, 1980) Direção: Richard Lester / Roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman / Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Margot Kidder, Sarah Douglas, Terence Stamp / Sinopse: Após longos anos vagando no espaço, três renegados do planeta Kripton que estão confinados na chamada Zona Fantasma conseguem se libertar e rumar em direção ao planeta Terra. Liderados pelo psicótico General Zod (Terence Stamp) eles querem o controle sobre tudo mas para isso terão que enfrentar Superman (Christopher Reeve).

Pablo Aluísio.

domingo, 25 de março de 2012

Superman

Na iminência da destruição de seu planeta Kripton, Jor-El (Marlon Brando) decide enviar seu filho recém nascido para um planeta distante chamado Terra nos confins do universo. Assim começa a aventura de Superman, um dos super-heróis mais populares e influentes da cultura pop. Para aquele que é considerado o primeiro grande personagem do universo de quadrinhos a Warner resolveu caprichar na realização desse filme. A publicidade de Superman garantia que o espectador iria acreditar que o homem poderia voar. Depois do lançamento ninguém mais tinha dúvidas sobre isso. Superman é até hoje uma das melhores adaptações já feitas de quadrinhos para o cinema. A produção classe A acerta em praticamente todos os aspectos: elenco, direção, efeitos especiais e roteiro. Poucas vezes na história do cinema se viu um filme em que tantos elementos se encaixavam tão perfeitamente. Os efeitos especiais certamente envelheceram pois foram feitos em uma época em que não havia ainda efeitos digitais. Mesmo assim visto atualmente temos que admitir que se tornaram bem charmosos, além de dar um status cult para a produção em si. As cenas em que Superman voa pela primeira vez, por exemplo, não perderam impacto mesmo nos dias de hoje. 

Além de visualmente deslumbrante Superman ainda contava com uma trilha sonora imortal que até hoje emociona. A música tema composta por John Williams ainda soa poderosa e evocativa, mesmo após tantos anos. O elenco de Superman é formidável a começar pela escolha de Christopher Reeve para interpretar o personagem título. Eu costumo dizer que não basta ter apenas a estampa, o porte físico de Superman para se sair bem nesse papel. Tem que ser bom ator e a razão é simples: para interpretar Clark Kent o ator tem que ser versátil. Por isso tantos fracassaram. Nessa questão Christopher Reeve foi brilhante pois atuou maravilhosamente bem tanto na pele do super-herói quanto na pele de seu alter ego, o jornalista tímido e atrapalhado Clark Kent. Outro destaque sempre lembrado desse filme é a presença do mito Marlon Brando. Fazendo o papel do pai de Superman ele rouba a parte inicial do filme. Curiosamente Brando quase não embarca nessa aventura pelo cachê absurdo que cobrou. Após analisar bem o estúdio entendeu que ter Marlon Brando no elenco não tinha preço pois ele certamente traria muito prestígio para o filme como um todo. Foi contratado e mais uma vez arrasou em cena. Como se não bastasse a presença desses dois maravilhosos profissionais o filme ainda contava com um elenco de apoio simplesmente incrível: Gene Hackman e o veterano Glenn Ford (na pele do pai terrestre de Kent). Em breve teremos mais uma adaptação do personagem para as telas, novamente pelos estúdios Warner e novamente contando com uma produção milionária. Será que vai conseguir superar esse filme definitivo sobre o homem de aço? Eu duvido muito. Algumas produções são simplesmente definitivas como essa. Nota 10 com louvor. 

Superman - O Filme (Superman, Estados Unidos, 1978) Direção: Richard Donner / Roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman, Robert Benton baseados no personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster / Elenco: Christopher Reeve, Marlon Brando, Gene Hackman, Glenn Ford, Margot Kidder, Susannah York, Terence Stamp / Sinopse: "Superman" de 1978 conta as origens do personagem tão popular do universo de quadrinhos. Nascido em Kripton adquire super poderes em nosso planeta. Um ícone da cultura pop em excelente produção dos estúdios Warner. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Terror em Amityville

Roteiro e Argumento: O roteiro do filme segue o livro no qual foi baseado. Esse livro foi escrito pela primeira família que foi morar na casa após o massacre ocorrido lá. Como se sabe sem motivo aparente Ronald "Butch" Júnior matou toda sua família a tiros de espingarda. Depois desse crime horrível a casa ganhou fama de ser mal assombrada. Os primeiros moradores a comprarem a casa foram os Lutz, que relataram vários acontecimentos estranhos quando se mudaram para lá. Claro que o filme carrega nas tintas mas de maneira em geral o roteiro consegue ser menos sensacionalista do que era de se esperar.

Produção: O filme investe bastante naquele que parece ser o principal personagem aqui: a própria casa. Assim usando jogos de luzes e sombras a produção tenta criar toda uma atmosfera pesada no local. Não há muitos efeitos especiais como era de se esperar numa produção da década de 70. O grande destaque no final das contas fica com a trilha sonora incidental de Lalo Schifrin. Aquele coro infantil seria copiado a exaustão nos anos seguintes e é certamente assustador. A música sozinha é responsável pela metade do clima de terror do filme. Muito boa.

Direção: Depois de uma boa parceria ao lado de atores como Paul Newman e Robert Redford o diretor Stuart Rosenberg resolveu voltar ao terror e suspense, gênero que ele trabalhou bastante quando era diretor de tv. Seu trabalho aqui pode ser definido como correto. Ele investe bastante na chamada "climatização", embora na minha opinião o filme perca parte de seu charme nas cenas finais (bem exageradas e apelativas). Teria sido bem melhor se tudo continuasse apenas na expectativa e no suspense.

Elenco: O grande destaque vai para Rod Steiger no papel de padre Delaney. Infelizmente o personagem se mantém coadjuvante até o final. Eu esperava que ele tomasse as rédeas da situação mas isso não acontece. De qualquer forma sua interpretação ainda é a melhor coisa do filme. Margot Kidder, recém saída do sucesso de Superman aparece em cena com muitas caras e bocas mas apesar disso não compromete, já o ator James Brolin (pai do Josh Brolin) está muito bem. Com aquela estética bem anos 70 (barbudo e pouco chegado num banho) o ator consegue criar uma boa atmosfera em torno do seu personagem.

Terror em Amityville (The Amityville Horror, Estados Unidos, 1979) Direção Stuart Rosenberg / Roteiro Sandor Stern / Elenco: James Brolin, Brad Davis, Margot Kidder, Rod Steiger, Don Stroud e Murray Hamilton / Sinopse: Família se muda para uma casa onde ocorreu um terrível crime em que o filho matou seus pais e seus irmãos a tiros. Após alguns dias na nova moradia eles começam a perceber a presença de estranhos eventos no local.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 4 de abril de 2000

Superman IV: Em Busca da Paz

Superman IV: Em Busca da Paz
O filme Superman IV: Em Busca da Paz (Superman IV: The Quest for Peace) foi lançado nos Estados Unidos em 24 de julho de 1987, marcando o retorno de Christopher Reeve ao papel de Clark Kent/Superman em um momento delicado da franquia. A direção ficou a cargo de Sidney J. Furie, enquanto o elenco principal inclui Gene Hackman, retomando o papel de Lex Luthor, Margot Kidder como Lois Lane, Jackie Cooper como Perry White e Mariel Hemingway como a nova personagem Lacy Warfield. A história parte de um contexto fortemente influenciado pelas tensões da Guerra Fria, quando Superman decide tomar uma atitude radical diante da ameaça nuclear global. Ao mesmo tempo, Lex Luthor surge com um novo e perigoso plano, criando um inimigo capaz de desafiar o herói de forma inédita. O ponto de partida do enredo aposta em uma mensagem pacifista explícita, colocando Superman como símbolo de esperança em um mundo à beira da autodestruição, sem jamais revelar o desfecho da trama.

Na época de seu lançamento, Superman IV foi recebido de maneira majoritariamente negativa pela crítica americana. O The New York Times descreveu o filme como “bem-intencionado, porém desajeitado”, criticando a execução da mensagem política e a precariedade dos efeitos especiais. O Los Angeles Times apontou que a produção parecia “apressada e tecnicamente inferior”, especialmente quando comparada aos filmes anteriores da série. A revista Variety destacou que, apesar do carisma contínuo de Christopher Reeve, o roteiro carecia de consistência e dramaticidade. Muitos críticos observaram que o tom ingênuo do filme não dialogava mais com o público da década de 1980, que esperava narrativas mais sofisticadas.

A The New Yorker foi ainda mais dura, afirmando que o filme reduzia conflitos complexos a soluções simplistas, enquanto o Washington Post comentou que Superman IV parecia “um eco distante da grandiosidade do original de 1978”. As críticas também recaíram sobre os efeitos visuais, considerados fracos até mesmo para os padrões da época, consequência direta de severos cortes orçamentários durante a produção. O consenso crítico foi amplamente negativo, classificando o filme como o ponto mais baixo da série clássica do Superman. Ainda assim, alguns textos reconheceram o mérito da intenção moral da história, mesmo que mal executada.

Do ponto de vista comercial, Superman IV: Em Busca da Paz teve um desempenho decepcionante. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 17 milhões, significativamente menor que os filmes anteriores, o longa arrecadou apenas cerca de US$ 15 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, a arrecadação foi igualmente fraca, resultando em um total mundial em torno de US$ 36 milhões. Esses números representaram um fracasso comercial e financeiro, selando o fim da franquia cinematográfica do Superman naquele período. O desempenho negativo também contribuiu para a falência da Cannon Films, estúdio responsável pela produção.

Atualmente, Superman IV é amplamente lembrado como um exemplo de declínio de uma grande franquia, sendo frequentemente citado entre os piores filmes de super-heróis já produzidos. Críticos contemporâneos reconhecem que o filme sofreu com limitações orçamentárias extremas e interferências criativas, o que comprometeu seriamente seu resultado final. Ainda assim, alguns fãs revisitam a obra com certo olhar nostálgico, destacando o compromisso pessoal de Christopher Reeve com a mensagem pacifista do filme. Hoje, Superman IV é visto mais como uma curiosidade histórica do que como uma obra representativa do potencial do personagem.

Superman IV: Em Busca da Paz (Superman IV: The Quest for Peace, Estados Unidos/Reino Unido, 1987) Direção: Sidney J. Furie / Roteiro: Lawrence Konner e Mark Rosenthal (história baseada em argumento de Christopher Reeve) / Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Margot Kidder, Jackie Cooper, Mariel Hemingway, Jon Cryer / Sinopse: Diante da ameaça nuclear global, Superman decide agir para eliminar armas de destruição em massa, enquanto um antigo inimigo cria uma nova força capaz de colocar em risco o equilíbrio do mundo e o próprio ideal de paz.

Erick Steve. 

Superman III

Superman III
O filme Superman III foi lançado nos Estados Unidos em 17 de junho de 1983, com direção novamente atribuída a Richard Lester, consolidando a mudança de tom iniciada no segundo capítulo da franquia. O elenco principal traz o retorno de Christopher Reeve como Clark Kent/Superman, acompanhado por Richard Pryor, grande novidade do filme, Annette O’Toole como Lana Lang, Robert Vaughn no papel do empresário Ross Webster, além de Margot Kidder e Jackie Cooper, estes com participação mais reduzida. A história parte do cotidiano de Clark ao retornar à cidade natal de Smallville, enquanto um magnata corporativo decide explorar avanços tecnológicos para dominar mercados e desafiar a ordem mundial. Paralelamente, Superman passa a enfrentar uma ameaça inédita ligada à manipulação de sua própria natureza, o que o coloca diante de um conflito interno perturbador. O ponto de partida do filme aposta fortemente no humor e na sátira tecnológica da época.

No momento de seu lançamento, Superman III encontrou uma recepção crítica amplamente mista, com muitos veículos destacando a mudança acentuada de tom em relação aos filmes anteriores. O The New York Times observou que o longa “abandona parte da nobreza do herói em favor de uma comédia exagerada”, ainda que reconhecesse o esforço de Christopher Reeve em manter a credibilidade do personagem. O Los Angeles Times comentou que o filme parecia mais interessado em explorar gags visuais do que em aprofundar o mito do Superman. Já a revista Variety descreveu a produção como “irregular, alternando momentos inspirados com humor excessivamente bobo”. A presença de Richard Pryor foi amplamente destacada, sendo vista como um atrativo comercial, mas também como um elemento que desequilibrou o tom da narrativa.

A The New Yorker foi mais crítica, afirmando que o filme “transforma um herói mítico em parte de uma comédia pastelão”, enquanto o Washington Post apontou que o excesso de humor diluía a sensação de ameaça. Ainda assim, alguns críticos elogiaram sequências específicas, sobretudo aquelas que exploram o lado sombrio do protagonista, vistas como conceitualmente interessantes. No balanço geral, a crítica da época classificou Superman III como inferior aos dois primeiros filmes, reconhecendo seus méritos pontuais, mas destacando a perda de grandiosidade e coesão. A opinião predominante foi de decepção moderada, embora o filme não tenha sido um fracasso crítico absoluto.

Do ponto de vista comercial, Superman III apresentou um desempenho sólido, ainda que abaixo das expectativas geradas pelos capítulos anteriores. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 39 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 80 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa somou cerca de US$ 59 milhões, resultando em uma arrecadação mundial próxima de US$ 140 milhões. Embora lucrativo, o resultado foi considerado decepcionante quando comparado ao sucesso estrondoso de Superman (1978) e Superman II (1981). Esse desempenho contribuiu para a percepção de desgaste da franquia e para mudanças criativas que seriam tentadas no filme seguinte.

Atualmente, Superman III é visto de forma mais indulgente, embora continue sendo considerado um dos capítulos mais fracos da série clássica. Muitos críticos contemporâneos reconhecem o filme como um produto de sua época, refletindo a popularidade da comédia física e da sátira tecnológica no início dos anos 1980. A atuação de Christopher Reeve, especialmente nas cenas em que interpreta versões conflitantes do herói, passou a ser mais valorizada ao longo do tempo. Ainda assim, o tom excessivamente leve e o foco disperso impedem que o filme seja reavaliado como um clássico. Hoje, Superman III ocupa um lugar curioso na história do cinema de super-heróis, lembrado mais por suas escolhas ousadas — e controversas — do que por seu impacto duradouro.

Superman III (Superman III, Estados Unidos/Reino Unido, 1983) Direção: Richard Lester / Roteiro: David Newman e Leslie Newman / Elenco: Christopher Reeve, Richard Pryor, Annette O’Toole, Robert Vaughn, Margot Kidder, Jackie Cooper / Sinopse: Enquanto um ambicioso empresário tenta usar tecnologia avançada para controlar o mundo dos negócios, Superman enfrenta uma crise inesperada que o obriga a lidar com forças externas e conflitos internos capazes de ameaçar sua própria essência heroica.

Erick Steve. 

segunda-feira, 3 de abril de 2000

Superman II

Superman II
O filme Superman II teve seu lançamento oficial nos Estados Unidos em 19 de junho de 1981, após uma produção conturbada iniciada ainda no final da década de 1970, sendo creditado na direção a Richard Lester, embora grande parte do material tenha sido filmada originalmente por Richard Donner. O elenco principal retorna do sucesso anterior, liderado por Christopher Reeve no papel de Clark Kent/Superman, acompanhado por Margot Kidder como Lois Lane, Gene Hackman como Lex Luthor e Ned Beatty como Otis, além da introdução de novos antagonistas vividos por Terence Stamp, Sarah Douglas e Jack O’Halloran. A história parte diretamente dos eventos do primeiro filme, apresentando Superman diante de um dilema pessoal profundo quando decide abrir mão de seus poderes para viver um amor humano ao lado de Lois. Paralelamente, três criminosos kryptonianos são libertados da Zona Fantasma e chegam à Terra, trazendo uma ameaça de proporções inéditas. O ponto de partida do enredo equilibra romance, humor e perigo global, aprofundando os conflitos internos do herói e ampliando o universo estabelecido anteriormente, sem jamais antecipar o desfecho da narrativa.

Na época de seu lançamento, Superman II foi recebido com atenção especial pela crítica americana, que observava atentamente se a continuação estaria à altura do filme de 1978. O The New York Times destacou o carisma de Christopher Reeve, afirmando que “Reeve continua sendo o maior trunfo da série, capaz de tornar crível até os momentos mais fantasiosos”. Já o Los Angeles Times elogiou o tom mais leve e bem-humorado da produção, ressaltando que o filme “assume com mais confiança sua natureza de entretenimento escapista”. A revista Variety observou que o equilíbrio entre ação e comédia tornava a experiência mais acessível ao grande público, ainda que apontasse certas irregularidades narrativas. Muitos críticos destacaram o trio de vilões kryptonianos como uma adição eficaz, especialmente a presença ameaçadora de Terence Stamp como General Zod, que trouxe um contraste sério ao tom mais descontraído do filme.

Em contrapartida, parte da crítica apresentou ressalvas claras quanto às mudanças de direção e estilo. A The New Yorker comentou que o filme parecia “dividido entre duas visões criativas”, reflexo direto da troca de diretores durante a produção. Alguns textos críticos apontaram que o roteiro perdia coesão em determinados momentos, alternando entre drama romântico e farsa cômica de maneira abrupta. O Washington Post observou que, embora divertido, o filme não possuía a mesma sensação de novidade e grandiosidade do original. Ainda assim, a avaliação geral na época foi positiva a moderadamente favorável, com consenso de que Superman II funcionava bem como espetáculo popular, mesmo carregando as marcas evidentes de um processo de produção problemático. O público e a crítica, em sua maioria, reconheceram o filme como uma continuação sólida, ainda que imperfeita.

Do ponto de vista comercial, Superman II foi um sucesso significativo. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 54 milhões, valor elevado para a época devido às filmagens simultâneas com o primeiro filme, a produção conseguiu um retorno expressivo. Nos Estados Unidos, a bilheteria ultrapassou US$ 108 milhões, consolidando-se como um dos filmes mais lucrativos de 1981. No mercado internacional, o desempenho também foi robusto, elevando a arrecadação global para algo em torno de US$ 190 milhões. Esses números confirmaram a força do personagem Superman como franquia cinematográfica e garantiram a continuidade da série. Apesar dos custos altos e dos conflitos nos bastidores, o estúdio considerou o resultado financeiro altamente satisfatório, reforçando o apelo mundial do herói criado pela DC Comics.

Com o passar das décadas, a reputação de Superman II cresceu e se transformou. Atualmente, o filme é frequentemente lembrado como uma das melhores sequências de super-heróis já produzidas, especialmente dentro do contexto do cinema anterior à era dos efeitos digitais avançados. Muitos fãs e críticos destacam o arco emocional de Clark Kent como um dos mais interessantes já apresentados em adaptações do personagem. O lançamento posterior da chamada “Richard Donner Cut”, em 2006, reacendeu debates críticos e acadêmicos, levando parte do público a reavaliar o filme sob uma nova perspectiva. Hoje, Superman II é visto como uma obra essencial para compreender a evolução do gênero, valorizada tanto por seu entretenimento quanto por seus conflitos humanos e simbólicos.

Superman II (Superman II, Estados Unidos/Reino Unido, 1981) Direção: Richard Lester / Roteiro: Mario Puzo e David Newman (baseado nos personagens criados por Jerry Siegel e Joe Shuster) / Elenco: Christopher Reeve, Margot Kidder, Gene Hackman, Terence Stamp, Sarah Douglas, Ned Beatty / Sinopse: Após questionar seu papel como protetor da humanidade, Superman enfrenta uma ameaça vinda de seu próprio planeta natal enquanto tenta conciliar sentimentos humanos com responsabilidades sobre-humanas, colocando o destino da Terra em risco diante de inimigos poderosos e implacáveis.

Erick Steve. 

Cinema Classe A - Superman

Superman
Na iminência da destruição de seu planeta Kripton, Jor-El (Marlon Brando) decide enviar seu filho recém nascido para um planeta distante chamado Terra nos confins do universo. Assim começa a aventura de Superman, um dos super-heróis mais populares e influentes da cultura pop. Para aquele que é considerado o primeiro grande personagem do universo de quadrinhos a Warner resolveu caprichar na realização desse filme. A publicidade de Superman garantia que o espectador iria acreditar que o homem poderia voar. Depois do lançamento ninguém mais tinha dúvidas sobre isso. Superman é até hoje uma das melhores adaptações já feitas de quadrinhos para o cinema. A produção classe A acerta em praticamente todos os aspectos: elenco, direção, efeitos especiais e roteiro. Poucas vezes na história do cinema se viu um filme em que tantos elementos se encaixavam tão perfeitamente. Os efeitos especiais certamente envelheceram pois foram feitos em uma época em que não havia ainda efeitos digitais. Mesmo assim visto atualmente temos que admitir que se tornaram bem charmosos, além de dar um status cult para a produção em si. As cenas em que Superman voa pela primeira vez, por exemplo, não perderam impacto mesmo nos dias de hoje. 

Além de visualmente deslumbrante Superman ainda contava com uma trilha sonora imortal que até hoje emociona. A música tema composta por John Williams ainda soa poderosa e evocativa, mesmo após tantos anos. O elenco de Superman é formidável a começar pela escolha de Christopher Reeve para interpretar o personagem título. Eu costumo dizer que não basta ter apenas a estampa, o porte físico de Superman para se sair bem nesse papel. Tem que ser bom ator e a razão é simples: para interpretar Clark Kent o ator tem que ser versátil. Por isso tantos fracassaram. Nessa questão Christopher Reeve foi brilhante pois atuou maravilhosamente bem tanto na pele do super-herói quanto na pele de seu alter ego, o jornalista tímido e atrapalhado Clark Kent. Outro destaque sempre lembrado desse filme é a presença do mito Marlon Brando. Fazendo o papel do pai de Superman ele rouba a parte inicial do filme. Curiosamente Brando quase não embarca nessa aventura pelo cachê absurdo que cobrou. Após analisar bem o estúdio entendeu que ter Marlon Brando no elenco não tinha preço pois ele certamente traria muito prestígio para o filme como um todo. Foi contratado e mais uma vez arrasou em cena. Como se não bastasse a presença desses dois maravilhosos profissionais o filme ainda contava com um elenco de apoio simplesmente incrível: Gene Hackman e o veterano Glenn Ford (na pele do pai terrestre de Kent). Em breve teremos mais uma adaptação do personagem para as telas, novamente pelos estúdios Warner e novamente contando com uma produção milionária. Será que vai conseguir superar esse filme definitivo sobre o homem de aço? Eu duvido muito. Algumas produções são simplesmente definitivas como essa. Nota 10 com louvor. 

Superman - O Filme (Superman, Estados Unidos, 1978) Direção: Richard Donner / Roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman, Robert Benton baseados no personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster / Elenco: Christopher Reeve, Marlon Brando, Gene Hackman, Glenn Ford, Margot Kidder, Susannah York, Terence Stamp / Sinopse: "Superman" de 1978 conta as origens do personagem tão popular do universo de quadrinhos. Nascido em Kripton adquire super poderes em nosso planeta. Um ícone da cultura pop em excelente produção dos estúdios Warner. 

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: Superman
Superman – O Filme estreou mundialmente em dezembro de 1978, dirigido por Richard Donner e estrelado por Christopher Reeve, marcando a primeira grande adaptação moderna de um super-herói dos quadrinhos para o cinema com ambição épica. Produzido por Alexander e Ilya Salkind, o longa foi concebido como um espetáculo de prestígio, com orçamento elevado, efeitos especiais inovadores e um elenco de peso, incluindo Marlon Brando como Jor-El e Gene Hackman como Lex Luthor. O slogan promocional — “You’ll believe a man can fly” — sintetizava a aposta do estúdio em convencer o público de que um herói dos quadrinhos podia ser levado a sério no cinema.

A bilheteria foi extraordinária. Com um custo estimado em cerca de US$ 55 milhões, Superman arrecadou mais de US$ 300 milhões mundialmente, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais de 1978 e um dos filmes mais lucrativos da década. Nos Estados Unidos, permaneceu semanas entre os líderes de arrecadação, atraindo tanto jovens quanto adultos, algo incomum para um filme baseado em HQs naquele período. O sucesso consolidou o personagem como ícone cinematográfico e abriu caminho para uma nova era de blockbusters de super-heróis.

A reação da crítica foi amplamente positiva, algo decisivo para a longevidade do filme. O The New York Times afirmou que o longa era “leve, espirituoso e surpreendentemente elegante”, destacando o equilíbrio entre humor, ação e emoção. Já a revista Time escreveu que Superman era “um triunfo do cinema popular, feito com inteligência e respeito pelo mito original”, elogiando especialmente a direção de Donner por tratar o personagem com seriedade sem cair no tom solene excessivo.

Christopher Reeve foi o elemento mais celebrado nas resenhas. O Washington Post destacou que o ator “conseguiu tornar Superman grandioso e Clark Kent encantadoramente humano”, algo considerado essencial para o sucesso do filme. A trilha sonora de John Williams também recebeu elogios quase unânimes, sendo descrita pela Variety como “heroica, memorável e instantaneamente associada ao personagem”, reforçando o impacto emocional da narrativa.

Com o passar do tempo, Superman – O Filme passou a ser visto como um marco histórico do cinema comercial, responsável por estabelecer o modelo de grandes produções de super-heróis tratadas como eventos cinematográficos legítimos. Em 1978, muitos críticos já apontavam que o filme “elevava o gênero a um novo patamar”, percepção confirmada pelas décadas seguintes. Hoje, o longa é lembrado não apenas como um sucesso de bilheteria, mas como a obra que ensinou Hollywood a levar super-heróis a sério — sem perder o senso de encanto e esperança.