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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Backrooms: Um Não-Lugar

Título no Brasil: Backrooms: Um Não-Lugar
Título Original: Backrooms
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: A24, Atomic Monster
Direção: Kane Parsons
Roteiro: Will Soodik e Kane Parsons
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia.

Sinopse:
Inspirado na famosa lenda urbana digital que surgiu na internet em 2019, Backrooms: Um Não-Lugar acompanha a misteriosa descoberta de um portal para uma dimensão paralela formada por corredores intermináveis, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e espaços que desafiam toda lógica conhecida. Quando um homem desaparece dentro desse labirinto impossível, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, decide atravessar o portal para encontrá-lo. Conforme avança pelos chamados "Backrooms", ela se depara com ambientes cada vez mais perturbadores, criaturas estranhas e manifestações ligadas às memórias e traumas daqueles que ficaram presos naquele lugar. O que começa como uma missão de resgate transforma-se em uma jornada psicológica pela própria natureza da realidade.

Comentários:
Backrooms: Um Não-Lugar foi um dos filmes de terror mais comentados de 2026 por levar ao cinema uma das creepypastas mais famosas da internet. A produção também chamou atenção pelo fato de ser dirigida por Kane Parsons, criador da série de vídeos que popularizou o conceito dos Backrooms no YouTube quando ainda era adolescente. A crítica americana recebeu o filme de maneira bastante favorável, elogiando principalmente sua atmosfera opressiva e a capacidade de transformar um conceito abstrato em uma experiência cinematográfica envolvente. Diversas análises destacaram que o longa evita depender de sustos fáceis e prefere construir uma sensação constante de desconforto psicológico. O portal espanhol MeriStation descreveu a obra como uma das experiências mais inquietantes do ano, ressaltando a recriação visual dos corredores infinitos que tornaram o fenômeno famoso na internet. O portal brasileiro CinePOP afirmou que o filme combina terror, ficção científica e suspense em uma jornada interdimensional perturbadora. Muitos críticos também elogiaram o trabalho de fotografia e design de produção, que transformam espaços aparentemente comuns em cenários profundamente ameaçadores.

Entre os fãs de terror, a recepção foi ainda mais entusiasmada. Em discussões no Reddit, muitos espectadores relataram que o filme consegue transmitir uma sensação genuína de ansiedade e claustrofobia, algo raro no terror contemporâneo. Alguns comentários destacaram que a experiência funciona melhor justamente por não explicar todos os mistérios do universo apresentado, preservando o sentimento de estranheza que tornou os Backrooms tão populares online. A crítica especializada também observou que o filme representa um marco cultural interessante: talvez seja a primeira grande produção de Hollywood baseada diretamente em um mito nascido da cultura digital moderna. Comercialmente, o longa tornou-se um enorme sucesso, arrecadando muito mais do que seu orçamento relativamente modesto e consolidando Kane Parsons como um dos jovens cineastas mais promissores do gênero. Embora alguns críticos tenham considerado o final excessivamente ambíguo, o consenso geral foi de que Backrooms: Um Não-Lugar conseguiu algo raro: transformar uma simples imagem viral da internet em um filme de terror inteligente, atmosférico e memorável.

Erick Steve. 

sábado, 2 de agosto de 2025

Bridget Jones: Louca pelo Garoto

Bridget Jones: Louca pelo Garoto 
Esse é o quarto e provavelmente último filme com a personagem Bridget Jones, que era tão popular no mundo dos livros lá por volta dos anos 90. Pois é, o tempo passou, Jones já não é tão badalada como um dia foi, mas a atriz Renée Zellweger decidiu que iria trazer ela de volta ao cinema, a tal ponto que tirou dinheiro do próprio bolso para a produção. Ela assim assina o filme também como produtora executiva. Dessa maneira teve maior controle sobre tudo, inclusive tendo direito de demitir diretores, membros do elenco e da equipe técnica, etc. Até aí tudo bem, é um direito que lhe assiste. Pagando os direitos autorais, ela teve carta branca sobre todos os aspectos do filme. Tudo bem.

O que me levou ao questionamento se tudo isso seria necessário mesmo. Quando esse filme acabou, eu fiquei com aquela sensação de que pouca coisa valia a pena por aqui. A história é tão banal, fraca, sem graça. Nada de muito interessante acontece. Também destrói de certo modo a própria personagem porque a Bridget Jones era charmosa e carismática justamente por ser fora dos padrões, nada convencional. Era símbolo de uma mulher que vivia de acordo com suas próprias vontades, não a dos outros. E aqui a reencontramos como a mãe de dois filhos, vivendo uma vida pra lá de chatinha, tendo que ligar com todas aquelas chatices de uma vida assim. Jones virou tudo aquilo que sempre criticou! Gente, que coisa chata...

Colocaram ela tendo um caso com um garotão, mas o tal relacionamento nunca chega a funcionar. Nada convincente, com zero química entre a Bridget Jones e esse jovem. Ruim mesmo. A atriz Renée Zellweger até passou por uma nova cirurgia plástica para ajeitar seu rosto, para que ela voltasse a se parecer com aquela Jones gracinha do primeiro filme, mas sinceramente falando, nem era preciso tanto esforço assim. Esse filme simplesmente não vale a pena. Nem deveria existir, para ser bem sincero. 

Bridget Jones: Louca pelo Garoto (Bridget Jones: Mad About the Boy, Estados Unidos, 2025) Direção: Michael Morris / Roteiro: Helen Fielding, Dan Mazer, Abi Morgan / Elenco: Renée Zellweger, Hugh Grant, Colin Firth, Chiwetel Ejiofor, Leo Woodall / Sinopse: Agora viúva, Bridget Jones (Zellweger) precisa se virar para criar seus dois filhos pequenos. E no meio de tantas obrigações cotidianas familiares, ela encontra um jeito de se apaixonar de novo, por um jovem garotão que conhece no parque. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Venom 3: A Última Rodada

Venom 3: A Última Rodada 
Lamento dizer, mas essa franquia virou puro besteirol! Não tem outro ponto de vista. É uma daquelas comédias bem sem graça. Eu não sei qual é o problema desses roteiristas, mas o fato inegável é que eles enchem esses filmes de super-heróis (ou super vilões, dependendo do observador) com um monte de piadinhas pra lá de chatas! Esse Venom não tem muito prestígio entre nerds que curtem quadrinhos e talvez por isso ninguém leve seus filmes muito à sério. Tudo bem, quer fazer piadinhas, fique à vontade, mas não exagerem como vemos aqui. 

Afinal se alguém quiser assistir uma comédia vai atrás de uma de verdade e não de um filme que usa o universo dos quadrinhos para ficar desfilando aquele tipo de humor que só dá origem a sorrisinhos amarelos e constrangedores. O personagem do Vernom (que pertence ao universo do Homem-Aranha) pode não ser grande coisa, mas bem que poderiam fazer algo melhor com ele no cinema. Do jeito que está, ficou ruim! Enfim, chega de palhaçada, pessoal da Marvel! 

Venom 3: A Última Rodada (Venom: The Last Dance. Estados Unidos, 2024) Direção: Kelly Marcel / Roteiro: Kelly Marcel / Elenco: Tom Hardy, Chiwetel Ejiofor, Juno Temple / Sinopse: Uma força maligna e de origem extraterrestre está atrás de Venom pois esse tem a chave para sua destruição cósmica completa. E ele vai precisar agora sobreviver a um ataque mortal vindo do espaço sideral. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 2 de junho de 2024

O Rei Leão

Título no Brasil: O Rei Leão
Título Original: The Lion King
Ano de Lançamento: 2019
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Jeff Nathanson, Irene Mecchi
Elenco: Donald Glover, James Earl Jones, Beyoncé, Seth Rogen, Chiwetel Ejiofor, John Oliver

Sinopse:
O Rei Leão Mufasa apresenta ao seu reino Simba, o herdeiro do trono, para todos so demais animais. Só quem não aprecia a cerimônia é seu irmão rancoroso e ressentido, o malvado Scar. Ele planeja se unir ao reino da Hienas para destruir seu próprio irmão, o monarca de pleno direito, para assumir a coroa em seu favor. E Simba também será um de seus alvos nesse plano terrível. 

Comentários:
A Disney tem produzido releituras de seus mais famosos desenhos animados nos últimos anos. Sai a animação tradicional e entra a tecnologia da computação gráfica. Essa nova versão de "O Rei Leão" veio justamente nessa onda de remakes. E muita gente não gostou, principalmente por causa do realismo dos bichos mostrados na tela. Tirando o fato deles falarem, tudo o mais foi recriado com extremo realismo mesmo. Os leões são leões de verdade. Para os críticos isso tirou o encanto que havia na animação original. Eu concordo com esse ponto de vista, gosto muito mais do primeiro filme, mas vamos dar uma chance. Esse segundo não é ruim, pelo contrario, a força da história ofusca esse desconforto inicial que surge quando vemos os animais pela primeira vez. Assim, no saldo geral, entre mortos e feridos, afirmo que gostei desse novo Rei Leão. Não tem a magia e nem e encanto do filme original. Até as músicas surgem meio apagadas, mas ainda assim é um dos bons momentos da Disney moderna. É apenas uma maneira diferente de recontar a mesma história, sendo esse sim seu maior valor. Vale ter o selo de recomendação. 

Pablo Aluísio.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Olhos da Justiça

O agente do FBI Ray (Chiwetel Ejiofor) é transferido para a promotoria de Los Angeles, para trabalhar na divisão de combate ao terrorismo. Lá encontra Claire (Nicole Kidman) que também está começando no novo departamento. Formada em direito em Harvard ela tem muitas ambições na carreira. Eles inicialmente investigam as atividades de uma mesquita na cidade até que o corpo de uma jovem é encontrado nas proximidades, em um depósito de lixo. O que deixa o grupo ainda mais consternado é o fato dela ser a filha da investigadora Jess (Julia Roberts). A partir desse homicídio, Ray começa a ficar obcecado em colocar as mãos no assassino, dando origem a uma jornada obsessiva que durará anos a fio. "Olhos da Justiça" é o remake americano do filme espanhol e argentino "El Secreto de sus Ojos", produção dirigida por Juan José Campanella em 2009. A versão original foi premiada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro naquele ano. Agora ganha sua versão americana com um belo elenco.

A história se desenvolve intercalando inúmeros flashbacks ao longo do enredo. Assim a trama avança e recua no tempo a todo momento. Isso causa alguns problemas, principalmente em relação ao elenco. A diferença entre os dois fios narrativos é de 13 anos, mas personagens como a da atriz Julia Roberts não parecem envelhecer com o tempo. Ela na verdade aparece bem envelhecida nas duas linhas do tempo (o passar dos anos não foi muito generoso com Julia, temos que reconhecer). Apesar dessa artimanha narrativa o fato é que a trama em si é bem básica, tudo se resumindo nos esforços de Ray em descobrir quem teria assassinado a filha de Jess. Não há muitas explicações convincentes sobre as causas que dão origem a essa verdadeira obsessão em sua vida, mas tudo bem, não é algo que vá atrapalhar o desenvolvimento do filme. O curioso mesmo é ver duas estrelas de primeira escalão em Hollywood como Kidman e Roberts servindo de escada para o ator Chiwetel Ejiofor. O grande problema do filme ao meu ver tem mais a ver com o final, o desfecho dos acontecimentos. A solução para o tormento do protagonista é completamente ilegal, antiético, até mesmo criminoso. O final do filme assim me pareceu completamente absurdo (e soará da mesma forma para os que tiverem o mínimo de bom senso). A única que passa incólume de tudo isso é justamente a personagem de Nicole Kidman. Ela aliás é um dos grandes atrativos para se conferir esse filme, que é bem interessante, embora nunca consiga se tornar muito acima da média. De qualquer maneira pelo elenco em si vale a pena ao menos conhecer.

Olhos da Justiça (Secret in Their Eyes, EUA, 2015) Direção: Billy Ray / Roteiro: Billy Ray, baseado no filme "El secreto de sus ojos" de Juan José Campanella / Elenco: Chiwetel Ejiofor, Nicole Kidman, Julia Roberts, Dean Norris, Alfred Molina / Sinopse: Um agente do FBI se torna completamente obcecado em resolver um caso de assassinato envolvendo a filha de uma colega de trabalho. Ao longo dos anos ele passa a perseguir suspeitos, reais e imaginários, do homicídio, até se dar conta da assombrosa verdade dos fatos. Filme vencedor do Image Awards na categoria de Melhor ator (Chiwetel Ejiofor).

Pablo Aluísio.