quarta-feira, 3 de junho de 2026

A Criatura do Cemitério

Título no Brasil: A Criatura do Cemitério
Título Original: Graveyard Shift
Ano de Lançamento: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / JVC Entertainment
Direção: Ralph S. Singleton
Roteiro: John Esposito, Stephen King (conto)
Elenco: David Andrews, Kelly Wolf, Stephen Macht, Andrew Divoff, Brad Dourif, Vic Polizos

Sinopse:
Baseado no conto "O Último Turno", da coletânea Sombras da Noite, o filme se passa em uma antiga fábrica têxtil localizada em uma pequena cidade do estado do Maine. Quando a infestação de ratos atinge níveis alarmantes, um grupo de trabalhadores é recrutado para limpar os porões e túneis subterrâneos do local durante o turno da noite. À medida que avançam pelos corredores escuros e decadentes da fábrica, os operários começam a desaparecer de forma misteriosa. Logo eles descobrem que algo muito mais perigoso do que ratos habita as profundezas do prédio: uma criatura monstruosa que se alimenta dos trabalhadores e guarda um segredo aterrador sob a fábrica.

Comentários:
Eu assisti a praticamente todos os filmes de terror inspirados nos escritos de Stephen King, mas é a tal coisa, sempre algo nos escapa. Esse é um deles. Nunca havia assistido antes, até poucas semanas atrás. Baseado em um conto curto escrito por King, os realizadores até que fizeram um filme eficiente. Rodado ainda nos anos 80, ele tem todas as característicos dos filmes de terror dessa década, o que é um ponto muito favorável. As criaturas do filme, por exemplo, são bonecões gosmentos, bem mais convincentes que os efeitos de computação gráfica que iriam dominar nos anos seguintes. A linha é no estilo "quanto mais nojento e asqueroso, melhor", então quem curtiu filmes como "A Mosca" (versão dos anos 80, obviamente) vai curtir esse aqui. Só fique longe se você não suportar ratos e bichos escrotos que vivem nos esgotos, porque afinal de contas a história é toda baseada neles! 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Cavalgada Trágica

Cavalgada Trágica
"Cavalgada Trágica" é um dos melhores westerns da carreira de Randolph Scott. Não é de se admirar já que aqui temos novamente Scott dirigido pelo ótimo cineasta Budd Boetticher. O diferencial de Budd para outros diretores de faroestes é que ele tinha profundo respeito pela mitologia do gênero. Admirador do estilo de vida do velho oeste o diretor tirava o máximo de roteiros que em essência eram simples. Esse é um exemplo típico. No filme Randolph Scott interpreta Jefferson Cody, um ex veterano das guerras indígenas que dedica sua vida em uma busca desesperada. Sua esposa há muito fora raptada por tribos Comanches hostis e assim Scott percorre os territórios indígenas na esperança de um dia encontrá-la. Numa dessas buscas acaba libertando a jovem e bela Nancy (Nancy Lowe) cujo marido ofereceu uma recompensa de 5 mil dólares para seu resgate. Claro que com tanto dinheiro em jogo vários caçadores de recompensas sairiam em seu encalço. É justamente isso que motiva Ben (Claude Atkins) e seu bando que querem colocar as mãos na mulher para receberem eles próprios sua recompensa.

Todos os ingredientes que fizeram a fama de Scott no cinema estão lá: o cavaleiro errante, a busca pelo ente querido, as tribos Comanches sedentas por sangue e os bandoleiros com más intenções. A locação é de rara beleza, rochedos de forte impacto na tela, localizados em Alabama Hills em Lone Pine, Califórnia. Além disso o diretor Budd Boetticher capricha no desenvolvimento psicológico dos personagens e no clima de tensão entre eles. O desfecho é brilhante, se tornando mais um dos grandes trabalhos da dupla Scott / Boetticher. Juntos realizaram alguns dos faroestes mais elegantes da história do cinema americano. A cena final com Randolph Scott e o por do sol ao longe, cavalgando nas pradarias é marcante, um momento único, difícil de se esquecer depois.

Cavalgada Trágica (Comanche Station, Estados Unidos, 1960) Direção: Budd Boetticher / Roteiro: Burt Kennedy / Elenco: Randolph Scott, Nancy Lowe, Claude Atkins / Sinopse: No filme Randolph Scott interpreta Jefferson Cody, um ex veterano da guerras indígenas que dedica sua vida em uma busca desesperada. Sua esposa há muito fora raptada por tribos Comanches hostis e assim Scott percorre os territórios indígenas na esperança de um dia encontrá-la. Numa dessas buscas acaba libertando a jovem e bela Nancy (Nancy Lowe) cujo marido ofereceu uma recompensa de 5 mil dólares para seu resgate.

Pablo Aluísio.

O Homem do Rifle

Título no Brasil: O Homem do Rifle
Título Original: The Rifleman
Ano de Produção: 1958 - 1963
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Joseph H. Lewis, Arnold Laven
Roteiro: Ed Adamson, Skippy Adelman     
Elenco: Chuck Connors, Johnny Crawford, Paul Fix, Joe Benson, Patricia Blair, Harlan Warde

Sinopse:
Lucas McCain (Chuck Connors) é um viúvo que toca seu rancho ao lado de seu jovem filho. Dono de uma ética e um senso de responsabilidade fora do comum, ele tenta passar para o garoto os mais altos valores de uma vida de trabalho e honestidade no campo. Conhecido na região como homem bom e íntegro, ele resolve modificar um velho rifle Winchester, adicionando maior velocidade de disparo. Algo necessário naqueles tempos perigosos e conflitantes.

Comentários:
O universo das séries televisivas de faroeste nos Estados Unidos foi muito vasto e rico. Infelizmente poucas dessas séries foram exibidas no Brasil em decorrência do nosso atraso tecnológico. Veja o caso desse "The Rifleman". No total foram quase 170 episódios em cinco longas temporadas. O seriado, mostrando a vida de um rancheiro e seu filho, logo caiu no gosto do público americano mas no Brasil passou em brancas nuvens. Apenas com o lançamento das três primeiras temporadas em DVD é que o fã de western de nosso país poderá curtir um pouco do que foi essa série. É tudo muito cativante e nostálgico, explorando bem a vida rural americana no século XIX. Lutando contra as forças da natureza e perigos de toda ordem (como ataques de tribos indígenas selvagens) esses pioneiros conseguiram construir aquela grande nação praticamente apenas com o esforço de seu trabalho pessoal. O sucesso de audiência acabou transformando Chuck Connors em um rosto conhecido e ele tentaria passar para o mundo do cinema mas sem o mesmo êxito. Assim deixamos a dica para conhecer mais esse interessante seriado sobre a vida no velho oeste. Certamente você irá gostar.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Estação Polar Zebra

Título no Brasil: Estação Polar Zebra
Título Original: Ice Station Zebra
Ano de Lançamento: 1968
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: John Sturges
Roteiro: Alistair MacLean, Douglas Heyes
Elenco: Rock Hudson, Ernest Borgnine, Patrick McGoohan, Jim Brown, Tony Bill, Lloyd Nolan

Sinopse:
Durante o auge da Guerra Fria, um submarino nuclear da Marinha dos Estados Unidos recebe uma missão secreta: viajar até o Ártico para investigar um misterioso incidente ocorrido na estação científica britânica conhecida como Estação Polar Zebra. A bordo do submarino USS Tigerfish, o comandante James Ferraday conduz sua tripulação em uma perigosa jornada sob o gelo do Polo Norte. Ao longo da missão, vários personagens suspeitos embarcam na expedição, incluindo um agente de inteligência que pode ter segundas intenções. À medida que o submarino se aproxima da estação, torna-se claro que o incidente envolve informações extremamente sensíveis ligadas à corrida tecnológica e militar entre Estados Unidos e União Soviética. A tripulação enfrenta perigos naturais, sabotagens e intrigas enquanto tenta descobrir a verdade antes que o inimigo o faça.

Comentários:
No momento de seu lançamento, Ice Station Zebra recebeu críticas mistas, mas muitos críticos elogiaram sua atmosfera de suspense e a grandiosidade da produção. O jornal The New York Times destacou a tensão criada pela ambientação no Ártico e a direção sólida de John Sturges, conhecido por filmes de ação e aventura. A revista Variety ressaltou o valor de produção e os efeitos especiais utilizados para recriar o ambiente polar e as operações do submarino. Do ponto de vista comercial, o filme teve desempenho razoável nas bilheterias e chamou atenção por seu alto orçamento e ambição técnica. Com o passar do tempo, Estação Polar Zebra ganhou reconhecimento entre fãs de filmes de espionagem e aventuras militares da Guerra Fria. Hoje ele é frequentemente lembrado como um clássico cult do gênero, especialmente apreciado por seu clima de mistério e pela representação detalhada das operações de submarinos nucleares durante um dos períodos mais tensos da história moderna.

Pablo Aluísio. 

Tarzan e a Expedição Perdida

Esse foi o segundo filme de Tarzan com o ator Gordon Scott como o Rei das Selvas. Também foi o primeiro filme do personagem em cores, o que na época de seu lançamento original foi considerado um atrativo a mais para o público ir aos cinemas. O interessante é que não se trata de uma produção americana, mas sim inglesa, com parte filmada em um bem elaborado estúdio em Londres que tentava imitar nos menores detalhes uma selva selvagem africana. Até mesmo uma enorme piscina foi construída dentro do estúdio para reproduzir um lago onde Tarzan nadava, flertava com mulheres e esfaqueava um crocodilo, que aliás era todo mecânico, pouco convincente, mas que o diretor soube colocar poucos segundos na tela para não dar muita bandeira.

O enredo é simples. Um avião com gente rica a bordo, fazendo uma espécie de "safári aéreo" pela África, acaba caindo ao se chocar com aves. Os sobreviventes acabam sendo salvos por Tarzan que imediatamente tenta ajudar a todos. Um grande caçador branco também aparece, mas esse esconde o jogo o tempo todo, pois na verdade pretende levar os passageiros até uma aldeia de selvagens, onde todos eles serão sacrificados em um ritual de uma antiga tribo pagã. Como não poderia faltar, o filme também traz a Chita, servindo como alívio cômico. Claro, o que temos aqui é um típico filme de pura diversão das matinês dos anos 50. O Gordon Scott foi provavelmente o mais forte de todos os atores que interpretaram Tarzan. Ele era halterofilista e estava em ótima forma física quando fez o filme. Ao todo fez seis filmes, sendo considerado o mais regular Tarzan do cinema, logo atrás de Johnny Weissmuller.

Tarzan e a Expedição Perdida (Tarzan and the Lost Safari, Inglaterra, 1957) Direção: H. Bruce Humberstone / Roteiro: Montgomery Pittman, Lillie Hayward / Elenco: Gordon Scott, Robert Beatty, Yolande Donlan / Sinopse: Tarzan (Scott) ajuda um grupo de pessoas que se acidentaram em uma queda de avião no meio da selva. Ele precisa também protegê-los de um caçador branco que deseja enviar todo o grupo para uma tribo selvagem de nativos.

Pablo Aluísio.

sábado, 30 de maio de 2026

Norah Jones - Visions

Norah Jones - Visions 
O álbum mais recente de Norah Jones é Visions, lançado em 8 de março de 2024 pela Blue Note Records. Trata-se do nono álbum de estúdio solo da cantora e pianista norte-americana e representa mais um capítulo de sua constante evolução artística. Produzido por Leon Michels, o disco nasceu de sessões bastante espontâneas, nas quais Jones e Michels desenvolveram muitas das músicas a partir de improvisações e ideias surgidas durante a madrugada. A própria cantora explicou que o título do álbum foi inspirado por ideias que lhe vinham nos momentos entre o sono e a vigília. Musicalmente, Visions apresenta uma sonoridade mais vibrante e experimental do que alguns de seus trabalhos recentes, incorporando elementos de soul, pop, folk e psicodelia leve. O álbum foi anunciado juntamente com o lançamento do single Running, que rapidamente chamou atenção dos fãs por sua energia e leveza. O trabalho também marcou seu primeiro álbum de material inédito desde Pick Me Up Off the Floor (2020), desconsiderando o disco natalino lançado em 2021.

A recepção crítica foi bastante positiva. Diversos veículos elogiaram a atmosfera descontraída e a renovação sonora apresentada por Norah Jones. O álbum alcançou uma média de 81 no agregador Metacritic, classificação considerada de aclamação universal. Críticos destacaram especialmente a parceria com Leon Michels e a combinação entre arranjos orgânicos e experimentação moderna. O jornal Los Angeles Times descreveu o trabalho como um disco de soul com toques psicodélicos e espírito de garagem, enquanto a revista MOJO considerou o álbum uma das obras mais interessantes da artista em muitos anos. Entre os destaques estão canções como Paradise, Running e Staring at the Wall. Comercialmente, o álbum alcançou o primeiro lugar da parada de Jazz da Billboard nos Estados Unidos e ainda conquistou o prêmio Grammy de Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional.

O legado de Visions ainda está sendo construído, mas muitos críticos já o apontam como um dos trabalhos mais criativos da fase madura da carreira de Norah Jones. Desde o enorme sucesso de Come Away with Me em 2002, a cantora sempre evitou repetir fórmulas, explorando diferentes estilos musicais ao longo de sua trajetória. Em Visions, ela demonstra mais uma vez sua capacidade de se reinventar sem perder a elegância e a intimidade que caracterizam sua música. O álbum apresenta uma artista confortável em experimentar novas texturas sonoras, mantendo ao mesmo tempo a delicadeza vocal que a tornou famosa mundialmente. Entre fãs e colecionadores, o disco foi muito bem recebido, sendo frequentemente citado como um dos lançamentos mais fortes de sua discografia recente. Hoje, Visions é visto como uma obra que reafirma a relevância artística de Norah Jones mais de duas décadas após sua estreia, provando que ela continua sendo uma das intérpretes mais respeitadas da música contemporânea.

Norah Jones – Visions (2024)
All This Time
Staring at the Wall
Paradise
Queen of the Sea
Visions
Running
I Just Wanna Dance
I'm Awake
Swept Up in the Night
On My Way
Alone with My Thoughts
That's Life
Can You Believe 

Erick Steve. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Spider-Noir

Spider-Noir 
Ambientada em uma versão alternativa da Nova York dos anos 1930, a série acompanha Ben Reilly, um investigador particular envelhecido e marcado por tragédias pessoais. Anos antes, ele era conhecido como “O Aranha”, o único super-herói da cidade, mas abandonou sua identidade heroica após acontecimentos que mudaram sua vida para sempre. Quando uma nova conspiração criminosa ameaça a cidade, Reilly é forçado a confrontar seu passado e voltar à ação. Misturando elementos de filmes policiais clássicos, histórias de detetive e aventura de super-heróis, Spider-Noir apresenta uma abordagem sombria e estilizada do universo do Homem-Aranha. A produção foi lançada em versões colorida e em preto e branco, reforçando sua inspiração no cinema noir clássico.

A recepção da crítica americana para Spider-Noir foi amplamente positiva, com muitos veículos destacando a ousadia da série ao misturar o universo do Homem-Aranha com o cinema noir dos anos 1930. No agregador Rotten Tomatoes, a primeira temporada estreou com cerca de 90% de aprovação entre os críticos profissionais. A revista Empire concedeu nota máxima e classificou a produção como uma experiência surpreendente que “fica cada vez melhor”, elogiando especialmente a atuação de Nicolas Cage. O Los Angeles Times descreveu a série como uma engenhosa fusão entre o Homem-Aranha e os filmes estrelados por Humphrey Bogart, ressaltando a atmosfera retrô e a identidade própria da produção. Já o Guardian avaliou a obra com quatro estrelas em cinco, afirmando que, mesmo sem reinventar completamente o gênero, a série é divertida, ágil e repleta de reviravoltas. O Financial Times também atribuiu quatro estrelas, considerando-a uma alternativa criativa ao desgaste das tradicionais produções de super-heróis.

Nem todas as avaliações, entretanto, foram entusiasmadas. A crítica Variety considerou que a série possui muito estilo visual, mas pouca profundidade dramática, classificando-a como “muita forma e pouco conteúdo”. O Hollywood Reporter foi ainda mais severo, apontando que a narrativa se apoia excessivamente em clichês dos filmes de detetive e não desenvolve plenamente suas ideias. Apesar dessas ressalvas, o consenso geral permaneceu favorável. Diversos críticos destacaram que Cage “abraça totalmente suas excentricidades” e transforma Ben Reilly em um protagonista único e imprevisível. Entre os elogios mais recorrentes estiveram a fotografia expressionista, a possibilidade de assistir aos episódios em preto e branco ou coloridos, e a coragem da produção em oferecer algo diferente dentro do saturado mercado de adaptações de quadrinhos. Muitos críticos chegaram a afirmar que a versão em preto e branco é a forma ideal de apreciar a série, por valorizar sua estética noir e sua atmosfera sombria.

Spider-Noir (Spider-Noir, Estados Unidos, 2026) Direção: Harry Bradbeer, Nzingha Stewart e outros / Roteiro: Oren Uziel, Steve Lightfoot, Megan Liao, Tori Sampson, Jennifer Frazin, Jack Henderson e Bruce Marshall Romans / Elenco: Nicolas Cage, Lamorne Morris, Li Jun Li, Karen Rodriguez, Abraham Popoola, Jack Huston e Brendan Gleeson / Sinopse: Uma série considerada inovadora que mescla a estética dos velhos filmes do cinema Noir com as aventuras do Homem-Aranha. 

Erick Steve. 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

O Jogo do Predador

Título no Brasil: O Jogo do Predador
Título Original: Apex
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Baltasar Kormákur
Roteiro: Jeremy Robbins
Elenco: Charlize Theron, Taron Egerton, Eric Bana, Clive Standen

Sinopse:
Durante uma perigosa escalada na montanha, no meio de uma tempestade hostil, a alpinista Sasha (Theron) perde seu marido, que cai no abismo. Tentando se recuperar para superar o trauma, ela embarca numa viagem de aventuras no interior da Austrália e passa a ser perseguida por um psicopata violento e sádico. 

Comentários:
O título nacional é equivocado demais. Primeiro porque o termo Predador já é fortemente associado a uma outra franquia. Segundo porque já existe um filme com esse nome, uma produção B dos anos 80 com Rutger Hauer. Mas tudo bem, deixemos isso de lado. A atriz Charlize Theron se esforçou muito para promover esse filme, inclusive participando de escaladas reais. Aliás a cena da escalada, no começo do filme, é seu grande momento. Pensei que o filme seria todo nesse estilo, nesse ritmo, o que seria ótimo, mas não, fui frustrado em minhas expectativas. A história toma outro rumo, com a Charlize Theron sendo caçada por um maluco no meio do nada, numa região desabitada da Austrália. Aí está o grande problema. Não achei nada demais, sem nenhuma novidade. Já vi esse tipo de história sendo contada em um monte de filmes no passado. A fita até fez sucesso na Netflix e recebeu resenhas elogiosas por parte da imprensa americana, mas, de minha parte, achei meramente mediano, sem nenhuma grande novidade e até mesmo cansativo. Não gostei.  

Pablo Aluísio. 

Truque de Mestre: O Terceiro Ato

Título no Brasil: Truque de Mestre: O Terceiro Ato
Título Original: Now You See Me: Now You Don’t
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Seth Grahame-Smith, Michael Lesslie, 
Elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco, Isla Fisher, Morgan Freeman, Mark Ruffalo, Ariana Greenblatt, Justice Smith

Sinopse:
O filme traz de volta os famosos “Quatro Cavaleiros”, grupo de ilusionistas especializados em roubos espetaculares realizados diante do público. Anos após os eventos do segundo filme, uma nova geração de mágicos digitais começa a desafiar a influência do grupo original, obrigando os veteranos a retornarem para enfrentar uma conspiração internacional ligada a tecnologia, vigilância e manipulação financeira. Enquanto elaboram novos truques impossíveis e fugas mirabolantes, os personagens precisam descobrir quem está controlando os bastidores de um esquema que ameaça expor os segredos da organização conhecida como “O Olho”.

Comentários:
Terceiro filme dessa franquia que nunca me convenceu. Simplesmente acho que todos os filmes sofrem de uma falta de personalidade incrível. É um daqueles projetos que nascem e são desenvolvidos por executivos de grandes estúdios. Esses profissionais não estão em busca de produzir arte cinematográfica com extremo cuidado, mas sim projetar filmes feitos para o sucesso fácil. Aqui temos um exemplo perfeito disso. São tantos personagens, com atores famosos (ou não) querendo aparecer que todos eles acabam caindo no vazio. A trama é chatinha, sem nenhuma novidade. Agora imperdoável mesmo são as cenas de mágica. Essas deveriam compor o núcleo duro do filme, aquilo que o justifica, mas fica pelo meio do caminho. Assim não tem jeito, a coisa toda afunda. Enfim, não gostei dos filmes anteriores e nem muito menos desse. É dispensável. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Jacknife

Título no Brasil: Jacknife
Título Original: Jacknife
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: David Hugh Jones
Roteiro: Stephen Metcalfe
Elenco: Robert De Niro, Kathy Baker, Ed Harris

Sinopse:
Um conflito se instala entre um veterano do Vietnã e sua irmã, que resolve se envolver romanticamente com um ex-companheiro seu, dos tempos do exército. A volta da convivência entre ambos acaba despertando velhos fantasmas do passado. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Ed Harris).
 
Comentários:
Um filme de Robert De Niro que poucos se lembram hoje em dia. Uma injustiça pois gosto bastante da estética mais barra pesada dessa produção. Além disso o personagem de De Niro é um achado e tanto, ótimo para um ator com tantas possibilidades como ele. Infelizmente em termos de Brasil o filme segue sendo pouco conhecido, até mesmo para quem viveu a época de seu lançamento. Aliás o filme foi extremamente mal lançado por aqui - nada de salas de exibição, indo parar direto no mercado de fitas VHS. Um absurdo em minha forma de ver, pois gosto bastante da película que hoje em dia é bem complicada de se achar. Em entrevistas de lançamento do filme nos anos 80, De Niro explicou sua intenção em fazer esse filme. Ele queria captar a alma do chamado "Working Man", ou seja, do trabalhador comum dos Estados Unidos. Sujeitos durões, mas íntegros que tinham que lidar com as durezas da vida mesmo depois de ter servido em guerras distantes e complicadas de entender, como o próprio conflito no Vietnã. Enfim, fica a dica para redescobrir esse pequeno mas interessante momento da filmografia de Robert De Niro nos anos 80.

Pablo Aluísio.