domingo, 23 de fevereiro de 2025

Faraó Seti I

Faraó Seti I
Esse faraó era filho de Ramsés I e pai de Ramsés II, considerado o grande faraó da era de ouro da história do Egito Antigo. Seti herdou o nome da divindade do caos e do submundo, o que não deixou de ser algo que até hoje intriga os historiadores do mundo antigo. A teoria mais aceita é que ele nasceu em uma região do Delta do Nilo onde se venerava esse antigo Deus do Egito e por essa razão recebeu esse nome. Apesar de ser um Deus "do mal" o povo do Egito cultuava tanto os deuses bons, como por exemplo Osíris, como os maus, pois eram as duas faces de uma mesma moeda em sua mitologia religiosa. 

Seti, ao lado de seu pai Ramsés I, é considerado um dos fundadores da décima nona Dinastia. Foi um período complicado da história daquela civilização pois a nação ainda estava se recuperando de uma reforma religiosa que não deu certo. O Faraó Akhenaton havia tentado mudar a religião do Egito antigo, introduzindo a Monolatria, o monoteísmo, ou seja, apenas o Deus Sol seria adorado, sendo todos os demais deuses do panteão expulsos dos templos. Não deu certo e esse Faraó foi riscado do mapa, provavelmente sendo assassinado pela classe sacerdotal.  

Ramsés I havia ordenado que todas as imagens e estátuas de Akhenaton fossem destruídas e que as crenças nos antigos deuses voltassem aos templos do Egito. O nome de Akhenaton deveria ser apagado e os templos feitos por ele, destruídos. Seti seguiu nessa linha, mas não conseguiu destruir todas as imagens e obras do Faraó herege. Por essa razão o nome de Akhenaton e muitas de suas imagens chegaram até os nossos dias. Ele inclusive até hoje é considerado um dos faraós mais interessantes do antigo Egito.  

Seti I reinou por aproximadamente 20 anos e morreu provavelmente de causas naturais, sendo sucedido por Ramsés II, o grande. Curiosamente o famoso filho Faraó preferiu muitas vezes homenagear sua mãe, a bondosa Rainha consorte Tuia, do que seu pai morto. Pode ser um sinal que pai e filho não se davam muito bem, talvez por Seti ser um homem rigoroso demais que exigiu muito de seu filho, que um dia iria se tornar também Faraó. 

Seti I morreu e foi enterrado no Vale dos Reis. No começo do século XX sua tumba real foi descoberta e catalogada como KV17. Nada foi encontrado dentro dela, apenas a arte milenar em suas paredes. Pelo visto ela foi saqueada ainda na antiguidade, sendo seu tesouro roubado por saqueadores de tumbas reais. Já sua múmia foi encontrada em uma caverna, junto da múmia de outros reis. Pelo menos ela sobreviveu ao roubo e se encontra em exposição no Museu do Cairo. 

Pablo Aluísio. 

Imperador Romano Heliogábalo

Foi certamente um dos imperadores romanos mais depravados e dementes da história. E também um dos mais jovens. Ele subiu ao poder após os problemas de sucessão do violento Caracala. Naquele período da Roma imperial já havia uma certa anarquia na escolha dos imperadores. Acabava subindo ao trono quem tinha apoio do exército e da guarda pretoriana. No meio do caos a sucessão acabou indo parar nas mãos desse jovem. E os romanos iriam se arrepender amargamente de terem escolhido essa figura trágica e lamentável como o novo imperador.

Seu nome real era Vário Avito Bassiano e seu nome imperial de Heliogábalo veio da fixação que tinha por essa divindade oriental. Ele acreditava que Heliogábalo era o único Deus. Diante disso implantou uma violenta persequição religiosa contra cristãos e até mesmo pagãos, seguidores dos deuses romanos tradicionais. Vestindo trajes de pura seda, espalhafatosos e com jeito afeminado de ser, podia ser tão violento como qualquer outro gladiador das arenas romanas. Ele se deliciava ao ver o sofrimento das pessoas. Sua personalidade tinha traços claros de psicopatia. Ao acordar já ia perguntando aos seus auxiliares mais próximos: "Quem vamos matar hoje? Quero me divertir!"

Pedófilo, adorava a parte de sua divindade que exigia sacrifícios humanos de jovens rapazes. Ele violentava esses adolescentes romanos indefesos e depois oferecia suas vidas para o estranho Deus Sírio. Em pouco tempo todos estavam sabendo que o novo imperador era um pederasta violento e atroz.Também chocou a todos quando tomou como amante um escravo forte que havia sido gladiador. O imperador não escondia de ninguém que ele era seu amante. Publicamente trocavam gestos de carinhos e perversão. As famílias romanas ficaram horrorizadas com aquele espetáculo grotesco.

Também era sádico. Mandou matar todo romano que pudesse representar uma ameaça ao seu poder. Com o ímpeto da juventude mandou matar senadores e transformou suas esposas em prostituas. Fazia encenações grotescas, colocando mulheres nuas em desfiles de bigas de cavalos, chocando as famílias romanas mais tradicionais. Promovia orgias, como nos tempos de Calígula e depois de satisfazer suas maiores perversões sexuais mandava que feras selvagens como leões e tigres fossem soltos em cima de seus convidados. Não tinha o menor respeito pela vida humana e promovia massacres em populações que demonstrassem a menor reação contra seu governo.

Começou rapidamente a ser odiado pelo povo. Heliogábalo também tinha problemas ao seu lado. Seu irmão Alexandre Severo era bem mais admirado pelos militares. O jovem imperador assim tentou seguir os passos de Caracala, tentando matar o próprio irmão, mas sem sucesso. Conforme o tempo foi passando e todos perceberam que era um maníaco inútil, conspirações começaram a surgir de todos os lados. Acabou sendo encurralado por soldados no palácio. Sua mãe tentou defendê-lo, mas acabou tendo o mesmo destino do filho. Ambos foram decapitados. Depois seus corpos nus foram arrastados pelas ruas de Roma, com aplausos da plebe. Os patrícios também celebraram a morte daquele louco violento. Depois de serem trucidados pelas ruas, seus restos mortais foram jogados no Rio Tibre.

Com sua morte, Alexandre Severo foi celebrado e finalmente levado ao poder máximo. As estátuas de Heliogábalo foram então derrubadas e destruídas pelo povo. Foi um dos mais odiados imperadores da história de Roma. As pessoas queriam apagar sua memória. Foi considerado o pior imperador da dinastia Severo, que estava com seus dias contados. No total ficou apenas 4 anos no poder. Seu nome foi devidamente jogado na lata de lixo da história pelos romanos.

Pablo Aluísio.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Elvis Presley - Kissin' Cousins / It Hurts Me

Kissin' Cousins / It Hurts Me
Esse foi o único single lançado da trilha sonora do filme "Com Caipira Não se Brinca". O lado A do single não trazia nenhuma grande novidade pois era a mesma versão que o fã de Elvis poderiam ouvir no LP original da trilha sonora. A novidade mesmo para os fãs da época que eram antenados na discografia de Elvis, vinha com a música do Lado B chamada "It Hurts Me". Era uma bela balada, inédita, com Elvis realmente empenhado em cantar bem. Ela foi levada a Elvis em Nashville pela editora Hill and Range. Elvis ouviu a demo e gostou, resolvendo gravar. Sua versão ficou ótima realmente. Embora não tenha sido um grande hit os elogios vieram de todas as partes. Era uma boa música numa caprichada gravação por parte de Elvis e seus músicos! 

Um fato curioso é que essa música foi creditada a Joy Byers. Quem gosta mesmo de Elvis e prestou atenção em sua discografia conhece esse nome muito bem. Só que na verdade a pessoa Joy Byers não escreveu nada. Era praticamente um pseudônimo usado pelo compositor Bob Johnston. Ele usava o nome da esposa por questões contratuais e até mesmo para fugir do imposto de renda! E as coisas iam além. Geralmente Bob Johnston não fazia essas músicas sozinho. No caso dessa música ele a compôs com Charlie Daniels que inclusive teve a ideia original.

Então imaginem a confusão jurídica que isso deu depois. O nome constante nos discos não havia feito a música. Essa foi composto por uma dupla de compositores sendo que um deles sequer foi creditado! Então depois de anos a confusão inclusive jurídica foi armada. Até porque se Elvis gravava uma música ela geralmente rendia muito dinheiro para todos os envolvidos! 

De uma maneira ou outra essa "It Hurts Me" era um sopro de ar fresco numa época em que Elvis estava muito preso com companhias cinematográficas de Hollywood. Quatro anos depois a RCA Victor a colocou no álbum "Elvis Gold Records Vol. 4", embora, como eu já tenha dito, essa balada romântica não tenha de fato sido um grande hit. E para muitos fãs brasileiros, só com esse álbum é que eles finalmente conheceram a música. O compacto original passou em brancas nuvens aqui em nosso país. 

Pablo Aluísio. 

Queen - Queen (1973)

Queen - Queen (1973)
Esse foi o primeiro disco do Queen. Completou 50 anos de seu lançamento original nesse meio de ano de 2023. O tempo passa voando mesmo, meus caros! Ouvir esse disco é também ouvir um grupo iniciante tentando encontrar um caminho a seguir. A metade das faixas foram compostas pelo próprio Freddie Mercury. Inclusive ele resolveu adotar esse sobrenome artístico por causa de uma das músicas do LP que evocava uma senhora, a mãe do Mercury. Não era necessariamente sobre sua mãe, mas uma personagem de ficção. O Freddie havia criado esse mundo imaginário, esse reino da fantasia, onde a maioria de suas canções se passava. Sem dúvida era um artista com muita imaginação e criatividade. 

Não há maiores hits nesse primeiro disco. Quem é marinheiro de primeira viagem na sonoridade do Queen vai passar por todo o álbum, da primeira à última faixa, sem reconhecer nenhuma canção. Normal, pois o sucesso deles nessa época foi mesmo limitado à Inglaterra. Só muitos anos depois, após a consagração mundial do grupo é que finalmente esse álbum seria premiado com disco de ouro nos Estados Unidos, por exemplo. Enfim, embora ainda um tanto crus e inexperientes no estúdio, os membros da banda já mostravam muito potencial nesse primeiro trabalho. O caminho do sucesso já estava começando a ficar bem pavimentado por aqui, nessa estreia. 

Queen - Queen (1973)
Keep Yourself Alive
Doing All Right
Great King Rat
My Fairy King
Liar
The Night Comes Down
Modern Times Rock 'n' Roll
Son and Daughter
Jesus
Seven Seas of Rhye

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Super/Man: A História de Christopher Reeve

Super/Man: A História de Christopher Reeve
Essa história eu acompanhei! Não foi por livro, nem por filme, mas sim no noticiário diário. Uma história bem triste para falar a verdade. O ator Christopher Reeve sempre será lembrado pelos quatro filmes que fez interpretando o Superman. Os dois primeiros são clássicos modernos da sétima arte. Filmes maravilhosos! Depois ele foi curtir uma carreira com poucos (e bons) filmes e uma aposentadoria tranquila. Isso até o dia em que seu cavalo, em uma competição de hipismo, resolveu parar bruscamente bem em frente a um obstáculo. Reeve não parou... foi arremessado pela frente pelo principio da inércia. Seu pescoço girou, houve ferimentos gravíssimos na coluna e ele ficou tetraplégico pelo resto de seus dias! 

Imagine como foi o drama desse ator, um sujeito alto e bonitão, que interpretou o maior dos super-heróis, tendo que viver assim, com necessidades especiais. Nesse momento de sua vida ele de fato mostrou grandiosidade. Não desistiu, lutou até o final de seus dias, teve esperanças. Um verdadeiro herói do mundo real. Bom, essa não é uma história com final feliz, mas é uma história que engrandece a alma humana. Nesse aspecto Christopher Reeve também jamais será esquecido! 

Super / Man - A História de Christopher Reeve (Super/Man: The Christopher Reeve Story. Estados Unidos, 2024) Direção: Ian Bonhôte, Peter Ettedgui / Roteiro: Ian Bonhôte, Otto Burnham / Elenco: Christopher Reeve, Dana Reeve, Robin Williams, Susan Sarandon, Glenn Close / Sinopse: Esse documentário conta a história do ator Christopher Reeve e o drama que viveu após um acidente envolvendo um cavalo em uma competição de hipismo. Ele perdeu os movimentos e tentou se reerguer de uma tragédia sem precedentes em sua vida. O documentário também mostra sua amizade com o ator Robin Williams e a força que sua esposa e sua família tiveram nesse momento terrível de sua vida. Filme premiado pelo BAFTA Awards na categoria de Melhor Documentário. 

Pablo Aluísio. 

A Dança das Paixões

A Dança das Paixões
Drama dos anos 90 que havia me escapado na época, mas que agora assisti pela primeira vez em streaming. Um daqueles filmes bem humanos, valorizado pelas ótimas atuações, principalmente do elenco feminino, aqui liderado pela sempre ótima Meryl Streep. Ela é a irmã mais velha de um grupo de mulheres que já poderiam ser chamadas de balzaquianas. Todas vivem numa pequena propriedade rural no interior da Irlanda. Não é uma vida fácil, ainda mais quando não se tem um marido dentro daquela sociedade altamente patriarcal e machista. Elas porém não desistem de viver e seguir em frente, cada uma em busca de seus sonhos. 

Há toda aquela repressão moral que bem estamos acostumados e ver em sociedades dominadas pela religião católica, sempre estigmatizando principalmente as mulheres e sua vida sexual. As mais reprimidas ficam ainda mais contidas, as mais jovens não querem seguir os passos de suas irmãs mais velhas. Querem namorar, dançar, se casar, se possível. E assim, dentro do microcosmo que se desenvolve dentro daquela casa a história do filme se desenvolve. Tudo muito humano, bem escrito, bem atuado. Gostei muito desse drama do cinema europeu. Um filme para se redescobrir nos dias atuais. 

A Dança das Paixões (Dancing at Lughnasa, Reino Unido, Irlanda, 1998) Direção: Pat O'Connor / Roteiro: Frank McGuinness, Brian Friel / Elenco: Meryl Streep, Michael Gambon, Gerard McSorley / Sinopse: Na década de 1930 um grupo de mulheres irlandesas levam a vida no meio rural daquele país. Sua história é recontada através das lembranças de um garoto, que viveu aqueles tempos no passado hoje distante. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Venom 3: A Última Rodada

Venom 3: A Última Rodada 
Lamento dizer, mas essa franquia virou puro besteirol! Não tem outro ponto de vista. É uma daquelas comédias bem sem graça. Eu não sei qual é o problema desses roteiristas, mas o fato inegável é que eles enchem esses filmes de super-heróis (ou super vilões, dependendo do observador) com um monte de piadinhas pra lá de chatas! Esse Venom não tem muito prestígio entre nerds que curtem quadrinhos e talvez por isso ninguém leve seus filmes muito à sério. Tudo bem, quer fazer piadinhas, fique à vontade, mas não exagerem como vemos aqui. 

Afinal se alguém quiser assistir uma comédia vai atrás de uma de verdade e não de um filme que usa o universo dos quadrinhos para ficar desfilando aquele tipo de humor que só dá origem a sorrisinhos amarelos e constrangedores. O personagem do Vernom (que pertence ao universo do Homem-Aranha) pode não ser grande coisa, mas bem que poderiam fazer algo melhor com ele no cinema. Do jeito que está, ficou ruim! Enfim, chega de palhaçada, pessoal da Marvel! 

Venom 3: A Última Rodada (Venom: The Last Dance. Estados Unidos, 2024) Direção: Kelly Marcel / Roteiro: Kelly Marcel / Elenco: Tom Hardy, Chiwetel Ejiofor, Juno Temple / Sinopse: Uma força maligna e de origem extraterrestre está atrás de Venom pois esse tem a chave para sua destruição cósmica completa. E ele vai precisar agora sobreviver a um ataque mortal vindo do espaço sideral. 

Pablo Aluísio. 

Code 8: Renegados - Parte II

Code 8: Renegados - Parte II
Não assisti ao primeiro filme. Por isso peguei a história já se desenrolando. Só que não fique receoso se também não viu a Parte I. Pouca gente viu na verdade. Dá para acompanhar esse filme sem problemas. O que você precisa saber é que Los Angeles vive uma realidade distópica, no futuro. Os policiais estão abrindo espaço para robôs. E nessa história do segundo filme somos apresentados a cães policiais robôs! Eles não fariam mal a nenhum ser humano caso ele levantasse seus braços, em gesto simbólico que tão bem conhecemos. 

Só que nesse tipo de filme as coisas não funcionam assim! Há tiras corruptos nas ruas e não demora nada para eles utilizarem esses caninos de lata e software em seus próprios interesses. Achei o filme, digamos, bacaninha. Nada demais, nenhuma grande novidade, mas com um pouco de boa vontade dá para assistir numa boa, um daqueles prazeres sem culpas que recheiam canais de streaming como a Netflix! É uma obra Sci-Fi sem maiores pretensões. Só quer divertir e não fazer sociologia. Não é Blade Runner, longe disso. Vale uma espiada se não houver mais nada para assistir na plataforma. 

Code 8: Renegados - Parte II (Code 8: Part II. Estados Unidos, 2024) Direção: Jeff Chan / Roteiro: Jeff Chan / Elenco: Robbie Amell, Stephen Amell, Alex Mallari Jr. / Sinopse: Em um futuro caótico e violento, as forças policiais apresentam para a sociedade sua nova linha de robôs, prontos para combater o crime. O que as pessoas não sabem é que esses mesmos mecanismos vão ser usados por tiras corruptos para facilitar suas operações criminosas. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

O Devorador de Almas

O Devorador de Almas 
Um casal de policiais investiga um estranho caso em uma pequena cidade. Seis crianças estão desaparecidas. Além disso uma série de estranhos assassinatos começam a ocorrer. Em um deles, um casal parece ter tido um surto psicótico, se ferindo até a morte, sem nenhuma razão aparente. E uma estranha lenda local envolvendo um demônio da floresta conhecido como "O Devorador de Almas" parece sempre estar sendo invocado nos lugares dos crimes. Sua pequena estatueta sempre está lá, perto dos corpos! Para piorar o que já era bem ruim, aquela comunidade interiorana parece esconder algo. Nem os policiais locais parecem dignos de confiança. Um clima pesado paira naquele lugar perdido. 

Um bom filme! Gostei realmente. O roteiro joga o tempo todo com a percepção do espectador. No começo parece ser mais um daqueles filmes de terror com monstros sobrenaturais. Esse aqui apresenta uma estranha figura, com enormes chifres e corpo parecido com o de troncos de árvores, afinal é um tipo de divindade demoníaca que habita as florestas da região. Mas calma, não vá tirando conclusões precipitadas. O roteiro tem muito mais a oferecer, conforme a história avança. De minha parte gostei realmente, principalmente pelo opção do roteiro em armar um enredo policial com os pés no chão. No caso aqui o realismo foi mais conveniente do que o simples fantástico sobrenatural. Por essa razão o filme ganhou muitos pontos positivos em minha visão. 

O Devorador de Almas (Le Mangeur D'âmes. França, 2025) Direção: Alexandre Bustillo, Julien Maury / Roteiro: Alexandre Bustillo / Elenco: Virginie Ledoyen, Paul Hamy, Sandrine Bonnaire, Francis Renaud, Malik Zidi / Sinopse: Dois policiais passam a investigar estranhos casos ocorridos no sul da França. São vários assassinatos e crianças desaparecidas. Haveria alguma ligação entre todos esses crimes?

Pablo Aluísio. 

Abismo do Terror

Abismo do Terror
Nos anos 80 eu assisti a muitos filmes, mas igualmente muitos passaram em branco, me escaparam. Esse foi um deles! Eu me lembro que a crítica de um modo em geral desceu a lenha no filme. Agora que finalmente assisti, posso dizer que toda a pancadaria foi bem merecida. Sim, "Abismo do Terror" é bem ruim! É uma espécie de primo pobre de "O Segredo do Abismo" do James Cameron, esse sim já considerado um clássico moderno do Sci-Fi. Era uma cópia barata, vamos falar a verdade por aqui, ser bem sinceros! 

O que mais me chocou aqui foi a pobreza da produção. Não esperava por isso, afinal o filme foi produzido pela Carolco, que nos anos 80 chegou a ser uma das companhias cinematográficas mais bem sucedidas. Eles produziram, entre outros, os dois primeiros filmes do Rambo. Grande sucessos de bilheteria. Só que aqui realmente não havia muito dinheiro em caixa. E isso é um problemão se você quer contar a história de uma expedição submarina da Marinha dos Estados Unidos. Eles estão procurando por regiões seguras para implantar uma base de mísseis. Só que as coisas dão erradas e então alguns seres de alta profundidade surgem, animais ainda desconhecidos pela ciência. E então nesse momento o filme passa pelo maior mico. O tal bichano mais se parece com uma lagosta mal feita, saída de algum desfile de escola de samba da terceira divisão. Quando a tal criatura surgiu na tela eu dei uma risada alta! Que bonecão mal feito, pelo amor de Deus... Depois disso fiz uma força danada para chegar ao final desse filme que é realmente muito ruinzinho... ruim de doer! 

Abismo do Terror (DeepStar Six. Estados Unidos, 1989) Direção: Sean S. Cunningham / Roteiro: Lewis Abernathy, Geof Miller / Elenco: Greg Evigan, Nancy Everhard, Taurean Blacque / Sinopse: Equipe da Marinha em expedição de altas profundidades acaba libertando seres desconhecidos da ciência. 

Pablo Aluísio.